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terça-feira, 15 de setembro de 2026

Análise combinatória de repertórios operantes

1. O repertório eficaz reduzido da primeira pessoa aumenta a exigência e esforço de repertório eficaz de uma segunda pessoa.

2. O repertório eficaz reduzido de uma pessoa aumenta a frequência de comportamentos e esforços ineficazes da própria pessoa.

3. O repertório eficaz de uma pessoa reduz a necessidade de frequência de comportamentos e esforços na própria pessoa.

4. O repertório eficaz de uma segunda pessoa compensa o repertório ineficaz da primeira pessoa.

5. O repertório eficaz interage sinergicamente com outro repertório eficaz. O repertório eficaz de uma primeira pessoa em um escopo interage sinergicamente com o repertório eficaz em outro escopo de uma segunda pessoa.

6. O repertório ineficaz interage com sinergia negativa com outro repertório ineficaz. Também aplicável a diferentes escopos de repertórios.


terça-feira, 8 de setembro de 2026

Rotina para bipolar: causa ou correlação?

A aderência a rotinas na "bipolaridade" é causa ou correlação com "estabilidade"? A identificação de uma causa fisiológica supostamente presente em todos os casos de acordo com um construto diagnóstico válido e confiável não é explicação suficiente uma vez que a base fisiológica do diagnóstico tem validade apenas relativamente a um modelo clínico de definição de tratamento padrão por diagnósticos psiquiátricos. Esmiuçar as implicações da aderência a rotinas na "bipolaridade" em termos de componentes comortamentais e contingências de reforçamento leva ao questionamento de se aderir ou não aderir ocorrem conjuntamente com a motivação para desistir ou "usufruir" do lado "bom" de comportamentos e se a fisiologia é isolável da motivação para aderir ou não aderir. A hierarquia organicista irá sempre privilegiar o nível fisiológico e orgânico em detrimento de condições de relações com o mundo e portanto é consequência de modelo científico cuja relatividade conceitual deve ser considerada.

segunda-feira, 7 de setembro de 2026

Doença mental como mente limítrofe

O entendimento organicista e mentalista da doença mental como uma característica de mente/cérebro limítrofe, conceito presente também nas crenças e percepções populares, no escopo do intelecto geral ou delimitado a escopos do entendimento, ao partir de uma concepção inatista (genética) de inteligência, de doença mental e da mente como origem do comportamento, é desfavorável ao desenvolvimento de aprendizado e comportamento inteligente uma vez que não reconhece as interações do organismo com o meio como um fator de desenvolvimento. Por outro lado, uma concepção de inteligência, de doença mental e de aprendizagem como comportamento operante relativo à identificação exata/inexata de contingências de reforçamento e comportamento operante bem-sucedido ou mal-sucedido abre possibilidades de promoção de condições de desenvolvimento de comportamentos e/ou mudança de contingências de reforçamento. Portanto, o entendimento de que o doente mental é limítrofe no entendimento de forma geral ou delimitada possivelmente é o resultado de concepções de desconsideração de fenômenos de aprendizagem operante (interações com o meio ao longo do desenvolvimento) e práticas de restrição, dessa forma descritas como processo genérico e impreciso, das interações da pessoa caracterizada como deficitária com o meio.

domingo, 6 de setembro de 2026

O determinismo popular e o comportamento

O conceito de determinismo perde o sentido epistemológico e ontológico na cultura popular e adquire sentido de determinação de comportamentos através de coerção de pessoas com poder e de manipulação de comportamentos através de incentivos, uma vez que se identifique que há algo determinando o comportamento, de pessoas caracterizadas como maquiavélicas. O determinismo adquire também o sentido popular a partir da perspectiva individual de pessoas que gostariam de determinar o comportamento individual tanto na vida cotidiana como através de práticas sociais institucionais. A rejeição conceitual e emocional desses eventos implica em preferência por um comportamento conceitual de liberdade e livre-arbítrio. A liberdade e o livre-arbítrio adquire e mantém o sentido popular por percepção de que ao fazer algo que se quer não há necessidade ou não há razão para alguém ou algo determinar o comportamento individual.

A leitura cultural e popular da análise experimental do comportamento e do behaviorismo radical possivelmente parte desses conceitos adquiridos na experiência cotidiana.

quarta-feira, 2 de setembro de 2026

As restrições do respeito (controle) à natureza

Uma vez que se queira manejar o comportamento funcionalmente, e geralmente há um sentimento de inconveniência em fazer isso, há necessidade de respeito aos constrangimentos de variáveis biológicas. O esforço contínuo ou a identificação sutil de variáveis (controle de estímulos) e repertórios necessários correspondentes não é compatível com a atitude geral a respeito da saúde de usufruto despreocupado e passivo de produtos de saúde que fariam o trabalho quase que automático de controle da saúde. Há o trabalho lento de desenvolver aprendizagens e repertórios comportamentais de acordo com necessidades individualizadas e também a escassez de profissionais que façam o trabalho de forma resolutiva conforme as promoções de condições de ensino necessárias. O uso de medicamentos que façam o trabalho de controle do comportamento e da fisiologia de forma mais perto de um efeito imediato e visível demonstra impacto não mediado por aquisição de predicados conceituais. O baixo custo de resposta, o efeito visível não mediado conceitualmente, a atitude geral a respeito da saúde, a ausência de acesso a conhecimento pré-requisito para identificação de possibilidade de intervenção, de profissionais em quantidade e a propaganda biomédica que identifica e fomenta oportunidades de negócios oriundas dessas condições de restrição aumentam a frequência de uso de medicamentos para a intervenção sobre o comportamento.