108 minutos
Polêmico
filme que aborda a repressão familiar e a ineficácia e crueldade dos
tratamentos psiquiátricos, através da história de uma jovem comum, de 19
anos. Após crescer sob a atmosfera ultraconservadora de sua família,
ela começa a adotar um comportamento esquizofrênico e é obrigada a
passar por um tratamento agressivo.
http://filmow.com/vida-em-familia-t20908/
Limitações da psiquiatria biomédica Controvérsias entre psiquiatras conservadores e reforma psiquiátrica Psiquiatria não comercial e íntegra Suporte para desmame de drogas psiquiátricas Concepções psicossociais Gerenciamento de benefícios/riscos dos psicoativos Acessibilidade para Deficiência psicossocial Psiquiatria com senso crítico Temas em Saúde Mental Prevenção quaternária Consumo informado Decisão compartilhada Autonomia "Movimento" de ex-usuários Alta psiquiátrica Justiça epistêmica
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sexta-feira, 21 de junho de 2013
domingo, 16 de junho de 2013
Sobre deserto e o oásis
Del desierto y los oasis
En
1955, Hannah Arendt --de cuyo nacimiento se cumplen cien años--dictó en
la Universidad de Berkeley el curso "Historia de la teoría política".
En estas páginas se reproduce la conclusión recientemente aparecida en
español de aquellas clases
texto de Hannah Arendt em espanhol.
critica a psicologia por ajustar as pessoas à vida no deserto, com isso perdendo a capacidade de sofrer e resistir. a pessoa deixa de usar sua capacidade de juízo, ação e paixão para buscar o oasis como fontes de vida.
Mídia farmacêutica: sociedade de consumo e fabricação da loucura
Mídia farmacêutica:
sociedade de consumo e fabricação da loucura
Ariane P. Ewald1
Dayse Marie Oliveira2
Resumo: Preocupando-se em compreender os mecanismos inerentes a uma sociedade de consumo e o processo de medicalização e banalização da existência apregoado na publicidade e veiculado em larga escala pelas indústrias farmacêuticas, este trabalho procura estudar os mecanismos utilizados pela indústria farmacêutica na divulgação dos seus produtos, mecanismos estes voltados, quase sempre, para um público leigo, tentando compreender a relação que se estabeleceu entre saúde e “remédio/mercadoria”,
especialmente na busca de soluções instantâneas para problemas que podem ser unicamente de ordem psíquica.
Palavras-chave: Mídia farmacêutica, Sociedade de Consumo, Modernidade, Loucura
http://www.google.com.br/url?sa=t&rct=j&q=&esrc=s&source=web&cd=10&ved=0CHIQFjAJ&url=http%3A%2F%2Fencipecom.metodista.br%2Fmediawiki%2Fimages%2F3%2F35%2FGT6-texto4-_Midia_farmaceutica_-_Ariane_e_Dayse.pdf&ei=ogq-UYjLAcXF0AHZ8oGYCw&usg=AFQjCNHJCmE1G9oLs3VxVpJxATQmgUIQqQ&sig2=njBpdvEsidKXR6bOUQA9iQ&bvm=bv.47883778,d.dmQ&cad=rja
sociedade de consumo e fabricação da loucura
Ariane P. Ewald1
Dayse Marie Oliveira2
Resumo: Preocupando-se em compreender os mecanismos inerentes a uma sociedade de consumo e o processo de medicalização e banalização da existência apregoado na publicidade e veiculado em larga escala pelas indústrias farmacêuticas, este trabalho procura estudar os mecanismos utilizados pela indústria farmacêutica na divulgação dos seus produtos, mecanismos estes voltados, quase sempre, para um público leigo, tentando compreender a relação que se estabeleceu entre saúde e “remédio/mercadoria”,
especialmente na busca de soluções instantâneas para problemas que podem ser unicamente de ordem psíquica.
Palavras-chave: Mídia farmacêutica, Sociedade de Consumo, Modernidade, Loucura
http://www.google.com.br/url?sa=t&rct=j&q=&esrc=s&source=web&cd=10&ved=0CHIQFjAJ&url=http%3A%2F%2Fencipecom.metodista.br%2Fmediawiki%2Fimages%2F3%2F35%2FGT6-texto4-_Midia_farmaceutica_-_Ariane_e_Dayse.pdf&ei=ogq-UYjLAcXF0AHZ8oGYCw&usg=AFQjCNHJCmE1G9oLs3VxVpJxATQmgUIQqQ&sig2=njBpdvEsidKXR6bOUQA9iQ&bvm=bv.47883778,d.dmQ&cad=rja
A INDÚSTRIA BILIONÁRIA DA FABRICAÇÃO DE DOENTES (Os vendedores de doenças)
A INDÚSTRIA
BILIONÁRIA
DA FABRICAÇÃO DE
DOENTES
(Os vendedores de
doenças)
As estratégias
da indústria farmacêutica para multiplicar lucros
espalhando o medo e
transformando qualquer problema
banal de saúde numa
"síndrome" que exige tratamento
Ray Moynihan,
Alan Cassels
(Tradução:
Wanda Caldeira Brant, wbrant@globo. com)
Há cerca de trinta
anos, o dirigente de uma das maiores empresas farmacêuticas do mundo fez
declarações muito claras. Na época, perto da aposentadoria, o dinâmico diretor
da Merck, Henry Gadsden, revelou à revista Fortune seu desespero por ver o
mercado potencial de sua empresa confinado somente às doenças. Explicando
preferiria ver a Merck transformada numa espécie de Wringley's – fabricante e
distribuidor de gomas de mascar –, Gadsden declarou que sonhava, havia muito
tempo, produzir medicamentos destinados às... pessoas saudáveis. Porque, assim,
a Merck teria a possibilidade de "vender para todo mundo". Três décadas depois,
o sonho entusiasta de Gadsden tornou-se realidade.
As estratégias de
marketing das maiores empresas farmacêuticas almejam agora, e de maneira
agressiva, as pessoas saudáveis. Os altos e baixos da vida diária tornaram-se
problemas mentais. Queixas totalmente comuns são transformadas em síndromes de
pânico. Pessoas normais são, cada vez mais pessoas, transformadas em doentes. Em
meio a campanhas de promoção, a indústria farmacêutica, que movimenta cerca de
500 bilhões dólares por ano, explora os nossos mais profundos medos da morte, da
decadência física e da doença – mudando assim literalmente o que significa ser
humano. Recompensados com toda razão quando salvam vidas humanas e reduzem os
sofrimentos, os gigantes farmacêuticos não se contentam mais em vender para
aqueles que precisam. Pela pura e simples razão que, como bem sabe Wall Street,
dá muito lucro dizer às pessoas saudáveis que estão doentes.
A INDÚSTRIA
BILIONÁRIA
DA FABRICAÇÃO DE
DOENTES
(Os vendedores de
doenças)