O quanto é legítimo atribuir a explicação de excesso de reforço positivo e seu equivalente fisiológico tomado no nível de explicação ontológico fundamental, a dopamina, no sentido de fortalecimento disfuncional de comportamentos inapropriados em contingências de reforçamento de impedimento? O quanto o uso de neurolépticos tem função de implementar a satisfação de exigências de contingências de reforçamento de impedimento? A resposta a essas perguntas reflete necessariamente a preferência por pressupostos de modelos de explicação do comportamento, no caso o modelo organicista ou o modelo comportamentalista. No primeiro modelo, a explicação ontológica fundamental deduz uma explicação orgânica a partir do pressuposto de que não há contingências de reforçamento atuando (vazio operante) ou que a atuação de contingências de reforçamento tem papel secundário. No segundo modelo, a análise funcional sistemática descreve o comportamento enquanto comportamento funcional sob controle de contingências de reforçamento, sendo a variável orgânica uma parte componente não hierarquicamente prioritária e não ontologicamente mais fundamental do que a descrição funcional do comportamento na explicação e intervenção em comportamentos operantes.
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