Psiquiatria crítica

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segunda-feira, 27 de julho de 2026

Observação natural e teórica de conceitos

Os métodos de observação de comportamentos nas ciências naturais utilizam o treino de comportamentos de observação direta e treino de discriminação e generalização de relações entre variáveis por conhecimento experimental. As ciências humanas e sociais utilizam o método de disciplinamento conceitual do olhar e formação em conceitos como conteúdos. Esses métodos tem resultados diferentes no que concerne a identificação de relações com o mundo que seriam o objeto de interesse de observação de conceitos. As definições respectivas de conceito são 1) formação de classes de estímulos por discriminação e generalização e, 2) conteúdos teóricos opacos (intensionalidade) distribuídos como perspectivas proposicionais na mente de indivíduos. A observação de conceitos por método natural tem como proposta a identificação parcimônica de relações com o mundo e sua produção ou reversão experimental através de manejo de variáveis. Esse método identifica relações com o mundo básicas a partir de conhecimento biológico que se concatenados com o olhar teórico sobre os fatos sociais e culturais indicam erros de discriminação e generalização a partir de conteúdos conceituais, conceitos inconsistentemente estabelecidos entre indivíduos, erros de discriminação e generalização a respeito de evocação ou produção de relações com o mundo, repertórios comportamentais diferentes associados aos mesmos conceitos, extensão de classe geral diferentes com componentes de subclasses diferentes, classes de equivalências de estímulos com variação de estímulos equiparados, função de estímulos diferentes, esquemas/programas de reforço diferentes ligados a cada classe conceitual, estímulos condicionais diferentes, etc. No entanto, o descarte do olhar teórico para a observação de fatos sociais e culturais em favor da observação natural por afinidade con o rigor experimental implica em ingenuidade a respeito de características do mundo sobrepostas às relações naturais com o mundo.
Eduardo Popinhak Franco às 7/27/2026 03:28:00 PM Nenhum comentário:
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sábado, 25 de julho de 2026

Lugar social e aptidão biológica

A interpretação de aptidão biológica em termos de descrição de comportamentos e identidades sociais passa por um filtro de participação em contingências sociais vigentes, ou inserção em "lugares sociais" que fornecem boa condição social, e por isso provavelmente não tem correlação boa com a aptidão biológica inata já que é possível uma diversidade de valores independentes entre variáveis de aptidão biológica e variáveis de participação em contingências de reforçamento vigentes que não refletem de forma alguma uma satisfação uniforme de desafios ambientais de aptidão biológica. 

Eduardo Popinhak Franco às 7/25/2026 12:42:00 PM Nenhum comentário:
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quarta-feira, 22 de julho de 2026

Crises e exasperação com manicômios

O quanto as crises de saúde mental que envolvem sofrimento grave são análogas conceitualmente à exasperação com as rotinas dos manicômios clássicos? Uma leitura conceitual transversal é possível de ser feita.

Ler mais:

Definição cpto. de manicomialização

https://crisedapsiquiatria.blogspot.com/2026/01/definicao-cpto-de-manicomializacao.html

Eduardo Popinhak Franco às 7/22/2026 10:15:00 PM Nenhum comentário:
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segunda-feira, 20 de julho de 2026

A autonomia do orgânico vs. comportamento

A discussão feita anteriormente sobre no modelo biomédico o comportamento operante ser um subconjunto restrito de estados orgânicos diz respeito o quanto o comportamento operante é um fenômeno primário autônomo diante da fisiologia e do orgânico. No modelo biomédico, o comportamento operante é fenômeno secundário e derivado. Logo, nessa perspectiva a análise experimental do comportamento seria um campo auxiliar da paramedicina. Apesar de ser mercadologicamente adaptativa, como afirmado anteriormente, essa caracterização não utiliza o conhecimento e capacidade de previsão e controle da análise experimental do comportamento em toda a sua extensão. A questão da autonomia dos fenômenos do comportamento operante tem relevância para o quanto a análise experimental do comportamento tem reconhecimento para desenvolver explicações e aplicações além de apenas prática subordinada a outras áreas de conhecimento. A autonomia de fenômenos de áreas de conhecimento implica em questões de epistemologia e ontologia. A compreensão profissional e popular da neurociência como hierarquicamente determinista de manifestações do comportamento tem implícita questões de epistemologia e ontologia. Uma forma mais simples e popular de descrição é o entendimento de que o comportamento observável é apenas a expressão externa de fisiologia e estados orgânicos internos caracterizados como fenômenos autônomos diante do ambiente, isto é, a correção neurobiológica.

Eduardo Popinhak Franco às 7/20/2026 11:31:00 PM Nenhum comentário:
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sábado, 18 de julho de 2026

Definição auxiliar de conceito

Um conceito é uma relação com o mundo estabilizada, é observável e descritível por discriminação e generalização e é um resultado final de fenômenos de aprendizagem e não apenas determinante de comportamento. A intervenção em conceitos deve partir de fenômenos operantes e suas relações com os conceitos estáveis e não necessariamente nos conteúdos conceituais estáveis.

Eduardo Popinhak Franco às 7/18/2026 01:23:00 AM Nenhum comentário:
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domingo, 12 de julho de 2026

Bipolaridade, esquemas de reforço e farmacologia

Os estudos sobre bipolaridade e os estudos sobre esquemas/programas de reforço costumam ser estudados por diferentes grupos profissionais ou análise experimental do comportamento ser aplicada de forma subordinada ao modelo biomédico como campo autônomo de conhecimento e atuação. No entanto, o diálogo entre essas linhas de pesquisa e atuação não é sem interesse mesmo que translacional. Por que não tratar os estados afetivos de atividade excessiva e depressão como controle de estímulos de esquemas/programas de reforço que induzem padrões de frequência de comportamentos? Por que não tratar os gatilhos farmacológicos de início de bipolaridade como farmacologia em interação com esquemas/programas de reforço presentes, modificados ou interrompidos?
Eduardo Popinhak Franco às 7/12/2026 09:39:00 PM Nenhum comentário:
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sexta-feira, 10 de julho de 2026

Obrigações sociais funcionais e diagnóstico psiquiátrico

A avaliação clínica pela psiquiatria recorre ao critério de obrigações sociais funcionais independentemente de quaisquer condições ambientais, já que o pressuposto é internalista e organicista, que facilitem, considerando uma isonomia entre normais e anormais1, ou dificultem a satisfação de exigências de contingências de reforçamento. A atribuição de sistema dopaminérgico excessivamente ativo é, em interpretação com pressupostos alternados, um julgamento negativo da presença e apresentação frequente de comportamento divergentes, e portanto a inferência de reforço positivo disfuncional, com as expectativas de obrigações sociais funcionais. Os significados contextuais de obrigações sociais funcionais equivalem a se encaixar de alguma forma no que está posto pelas condições ambientais. É socialmente custoso ao invés de vantajoso problematizar o que está posto por condições ambientais prévias. Logo, a solução oferecida é a classificação social tipificada como pessoa com perfil impróprio para cumprir obrigações sociais funcionais: o diagnóstico com validade jurídica.

Fontes:
1. Sidman, M. (1960). Normal sources of pathological behavior. Science, 132, 61–68. Link: https://doi.org/10.1126/science.132.3419.61
Eduardo Popinhak Franco às 7/10/2026 12:58:00 PM Nenhum comentário:
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quarta-feira, 1 de julho de 2026

Devolutiva: "terapia comportamental manicomial"

Uma resposta interessante para as acusações de que a terapia comportamental é manicomial ou semi-manicomial é continuar as consequências dedutivas da definição de que a manicomialização é um profundo desrespeito aos princípios da aprendizagem operante. Uma vez que se reconheça esse conceito como plausível e suas consequências empíricas não sejam negadas por retórica, se segue que qualquer área teórica que negue sistematicamente a existência da aprendizagem operante tem o potencial de ser mais manicomial e semi-manicomial do que o uso de terapia comportamental, a não ser que já faça uso inadvertido e não declarado de aprendizagem operante. Logo, o estereótipo criado de práticas de terapia comportamental com fins de disputa corporativa não são consequências de suas bases teóricas.
Eduardo Popinhak Franco às 7/01/2026 05:21:00 PM Nenhum comentário:
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Uso subordinado de AEC

O uso da análise experimental do comportamento parte por vezes de: 1) conceitos convencionais diante dos quais as análises são subordinadas de forma diplomática e com afinidades exteriores a área de conhecimento que limitam o potencial de exame crítico; 2) exames conceituais que não se furtam a revisões e não são comprometidos por afinidades exteriores a área de conhecimento aos quais é assumido como obviedade que são áreas autônomas fora do domínio de atuação do comportamentalista.

Eduardo Popinhak Franco às 7/01/2026 01:34:00 PM Nenhum comentário:
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terça-feira, 23 de junho de 2026

Modelos normais e não normais de mundo

No mundo normalmente comportado o sinal é que nada é e nem deve ser insólito. Qualquer coisa insólita, fato, informação ou conhecimento por isso devem ser descartados como ruído.

Nos modelos de comportamento de mundo normalmente comportado, as probabilidades estatisticamente normais são sinal e as probabilidades baixas são ruído. Nos modelos de mundo não normalmente comportados, as baixas probabilidades não são necessariamente ruído. Logo, os mundos ou fatos acessíveis e mundos ou fatos inacessíveis são diferentes. A relação entre ambos os tipos de modelos de comportamento de mundo são definíveis contingentemente. Teorias assumiriam um dos tipos de modelos de comportamento de mundo como sua definição e interpretação de dados que contam como sinal e como ruído.

Modele isso a partir de lógica modal e estipule as relações possíveis entre os dois tipos de modelos de comportamento do mundo e acesso a mundos (fatos normais ou não normais).

Resultado de IA:

O resultado é acessibilidade somente ao mundo normal para o modelo de comportamento de mundo normal e acessibilidade aos dois tipos de mundo no modelo de comportamento de mundo não normal.

Eduardo Popinhak Franco às 6/23/2026 09:26:00 AM Nenhum comentário:
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segunda-feira, 22 de junho de 2026

Medicina pragmática, neutra e imparcial

Apesar de se apresentar como um campo de atuação profissional e científico pragmático e não teórico, um entendimento de que o conhecimento sempre possui pressupostos teóricos como ponto de partida é útil para que o senso crítico a respeito de estruturas conceituais subjacentes a práticas de manipulação biológica sejam pensáveis. Pressupostos teóricos incluem não apenas valores cognitivos de neutralidade e imparcialidade, capacidade preditiva, parcimônia, fecundidade, expediência entre outros, mas também valores sociais, políticos e econômicos constitutivos da produção de ciência. Ao se apresentar como núcleo teórico de neutralidade e imparcialidade, a medicina não transparece seus constituintes nem admite pensar o direcionamento de produção de conhecimento e intervenções de forma crítica. Basta uma apresentação de alternativas teóricas e sociais, e um conhecimento das reações das pessoas implicadas no conhecimento pragmático para ver que há escolhas de valores tanto na circulação como na produção de conhecimento mesmo que seja apenas por escrúpulos e restrição de possibilidades de comportamentos epistêmicos alternativos ou opção pela reprodução social conformista.

Eduardo Popinhak Franco às 6/22/2026 12:44:00 PM Nenhum comentário:
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domingo, 21 de junho de 2026

Adesão ao tratamento: farmacológica e não farmacológica

Se a psiquiatria biológica fosse coerente com a pura biologia como diz que pretende ser, consideraria que a adesão não farmacológica é maior e mais difícil de ocorrer que a farmacológica. Logo, seria uma oportunidade potencial de adesão ao tratamento.

Eduardo Popinhak Franco às 6/21/2026 09:03:00 AM Nenhum comentário:
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sexta-feira, 19 de junho de 2026

Categorias diagnósticas, erros, sofrimento e consequências

Categorias diagnósticas e entidades biológicas correspondentes são empregados como explicações para erros, sofrimento e consequências prejudiciais. Erros, sofrimento e consequências prejudiciais são questões de aprendizagem sem que haja necessidade de serem postuladas explicações de entidades biológicas internas para alterações na condição humana caracterizada como naturalmente não problemática, confortável e fácil. Aquilo que é não problemático, confortável e fácil é resultado de condições de promoção de aprendizagem efetiva de acordo com exigências ambientais.

Eduardo Popinhak Franco às 6/19/2026 05:43:00 PM Nenhum comentário:
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quinta-feira, 18 de junho de 2026

A tolerância inadmissível e a reforma psiquiátrica

A rigidez a respeito do que é intolerável e inadmissível é uma das atitudes incompatíveis com a reforma psiquiátrica antimanicomial. O fato de que seja proposto a tolerância a grupos com variabilidade social, cultural e biológica é um determinante da rejeição à reforma psiquiátrica. As humanidades são áreas que principalmente problematizam a variabilidade social, cultural e biológica e também tem grupos detratores, dentre os quais os ideologicamente indispostos. 

Eduardo Popinhak Franco às 6/18/2026 07:04:00 PM Nenhum comentário:
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Coerção, organicismo e aprendizagem

A coerção prescinde de aprendizagem em extensão. O fato da psiquiatria biológica usar coerção demonstra poder institucional para adesão conforme o organicismo. O organicismo não reconhece a aprendizagem como fenômeno não subordinado. As possibilidades contrafactuais de aprendizagem não subordinadas ao organicismo prescindem de coerção.

 

Eduardo Popinhak Franco às 6/18/2026 03:09:00 PM Nenhum comentário:
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segunda-feira, 15 de junho de 2026

Postura prática, predicados teóricos e negação de fenômenos

Existe um discurso relativamente frequente de posicionamento pragmático e antiteórico a respeito de conceitos menos difundidos. Esse ceticismo em si não é equivocado em princípio. Acontece que a observação apenas pela prática se restringe às práticas que já tiveram seus predicados teóricos retirados para demonstração pragmática. A consequência de negar a postulação de predicados teóricos implica em negação de fenômenos estudados pragmaticamente e com possibilidade ou efetiva demonstração prática. Certas demonstrações pragmáticas tem maior necessidade de postular predicados teóricos para efetivação. Logo, a inovação ou mesmo práticas usuais são dessa maneira constrangidos.

Eduardo Popinhak Franco às 6/15/2026 09:12:00 PM Nenhum comentário:
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sábado, 6 de junho de 2026

Sucesso econômico e sinalização social

Existe um argumento a respeito da superioridade de práticas hegemônicas de que o sucesso econômico e influência social é uma sinalização de superioridade científica e técnica. No entanto, um exame de como práticas hegemônicas estabelecem e mantém seu sucesso econômico e influência é desejável. O sucesso econômico e influência social é um resultado final de adoção de práticas e existem diferentes caminhos para uma prática se estabelecer socialmente, ou dito de outra maneira, existem múltiplas causas para o resultado de adoção de práticas. Uma das formas da adoção de práticas acontecer realmente é o sucesso técnico. Mas reduzir toda adoção frequente de práticas ao sucesso técnico é ingênuo e tem semelhança conceitual com um darwinismo social, ou pelo menos um evolucionismo, em relação ao funcionamento social. Apenas o entendimento direto permitiria entender como uma prática adotada recorrentemente não seria a prática de maior capacidade de predição e controle. Na falta de um entendimento direto, o que resta é a sinalização social das práticas padrão com sucesso econômico e influência social. O mesmo raciocínio tem alguma probabilidade de ser transferido e aplicado às identidades sociais de maior ou menor prestígio.

Eduardo Popinhak Franco às 6/06/2026 12:33:00 PM Nenhum comentário:
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Demanda por soluções técnicas e medicalização

A demanda por conhecimento psi geralmente é apresentada pela população como uma demanda técnica do que fazer para resolver um problema. A maior capacidade de prontidão de resposta para questões formuladas dessa maneira são os produtos tecnológicos da indústria de saúde mental (fármacos, eletroconvulsoterapia, estimulação magnética transcraniana, psicocirugia) assim como técnicas de neurociência, internações psiquiátricas e tratamentos protocolares em psicologia. Como já afirmado em outros textos, uma vez que se queira trabalhar com desmedicalização a demanda pelo como fazer para resolver uma questão prática já não tem como receber uma resposta com prontidão uma vez que o entendimento é pré-requisito para elaboração de intervenções. A resposta à demanda técnica pela indústria prescinde de entendimento pois propõe apenas fazer algo proposto como resolutivo.

Eduardo Popinhak Franco às 6/06/2026 09:13:00 AM Nenhum comentário:
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sexta-feira, 5 de junho de 2026

"Doença mental" e manutenção de ideologias

Em termos de percepções sociais e relações sociais, a "doença mental" e as identidades sociais que a personificam representariam uma antítese de ideologias sociais prestigiadas. É possível tal antítese seja uma fonte importante de preconceitos, atitudes e de definição de práticas sociais de maior frequência, não necessariamente as mais positivas e eficazes, em relação à saúde mental.
Eduardo Popinhak Franco às 6/05/2026 10:50:00 AM Nenhum comentário:
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domingo, 24 de maio de 2026

Emancipação em discurso e efetiva

A assimilação de discursos emancipatórios não é suficiente para emancipação efetiva uma vez que tais discursos tem a característica de pensamento livre e comportamento conceitual não sujeito a condições materiais que, apesar de ter potencial de alteração de circunstâncias a partir de iniciativas do sujeito interessado na emancipação, a apresentação concreta de exigências ambientais, necessidades prioritárias e inviabilidades de alteração de repertório de comportamentos reduz o espectro de possibilidades de emissão de comportamentos concretos que alterem as contingências de reforçamento caracterizadas como de interesse de emancipação.
Eduardo Popinhak Franco às 5/24/2026 07:34:00 PM Nenhum comentário:
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sexta-feira, 15 de maio de 2026

Pressupostos de sistemas físicos na psiquiatria biológica

Assumindo que o comportamento é somente um subconjunto restrito do cérebro (ontologia), que o reducionismo parte de sistemas físico-biológicos-químicos com elementos constitucionais do comportamento (modelo fisicalista-reducionista), que sistemas físicos estáveis são predizíveis, que sistemas físicos instáveis são impredizíveis (modelo de estabilidade/instabilidade de sistemas) e que o cérebro com doença mental é um sistema físico instável e que o cérebro intacto ou saudável é um sistema físico estável, então os pressupostos dos tratamentos biológicos em psiquiatria, sendo o mais comum o farmacológico (tecnologia/intervenção), são esses, com a consequência lógica interna ao modelo de que transformam sistemas físicos instáveis em sistemas físicos estáveis. Uma segunda consequência lógica é que os sistemas físicos estáveis de cérebros saudáveis tem possibilidade de predição e controle e os sistemas físicos instáveis de cérebros não saudáveis não tem possibilidade de predição e controle (epistemologia e modelo implícito de controle e predição).

Tais práticas tratam apenas de fatos empíricos a partir de pragmatismo e realismo ingênuo?

Eduardo Popinhak Franco às 5/15/2026 07:59:00 PM Nenhum comentário:
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quinta-feira, 7 de maio de 2026

Ordem familiar e sensação de controle

A ordem de nascimento familiar poderia influenciar nas relações familiares no que refere à sensação de controle das pessoas nascidas primeiro, inclusive os adultos que, as pessoas com vidas mais desenvolvidas, os nascidos antes, tem ou sentem que devem ter sobre as pessoas nascidas depois. Eventualmente, surgiriam problemas de comportamento nessas circunstâncias.
Eduardo Popinhak Franco às 5/07/2026 05:27:00 PM Nenhum comentário:
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segunda-feira, 4 de maio de 2026

Psicanálise e probabilidades comuns

O posicionamento ideológico da psicanálise contra a vida normativa é uma forma de reconhecer a baixa probabilidade de fazer tudo de acordo com o script normativo. Isso é seguir probabilidades já disponíveis no repertório de muitas pessoas. Logo, o mérito na posição é de reconhecer as limitações da sua atuação clínica de produzir o difícil de ocorrer.

Eduardo Popinhak Franco às 5/04/2026 11:30:00 PM Nenhum comentário:
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AEC, reforma psiquiátrica e trabalho

Um ponto de incompatibilidade do behaviorismo e análise experimental do comportamento com a reforma psiquiátrica antimanicomial é não presumir inviabilidade de trabalho na sociedade capitalista, o que implica em adaptação ideológica, e não assumir que o único caminho para o trabalho é mediação institucional com formas de trabalho não competitivas. Como há necessidade de adaptação ideológica e comportamental para inserção na sociedade de mercado, não há porque direcionar esforços para modificar "estruturas sociais" manicomiais.

Eduardo Popinhak Franco às 5/04/2026 08:23:00 AM Nenhum comentário:
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quarta-feira, 29 de abril de 2026

O desinteresse médico por causas

A experiência de ir no médico geralmente é tomar uma medicação com base num exame. O médico geralmente sequer faz uma pergunta sobre causas. De onde vem esse desinteresse por causas e determinantes da saúde? A investigação de causas é difícil, trabalhosa e inatingível no tempo de uma consulta e uma consulta com preço acessível. No entanto, o ponto principal possivelmente é que identificar causas implica em responsabilidade, polêmicas, emoções fortes, complicações econômicas, sociais e políticas para os agentes implicados no prejuízo à saúde. Um medicina alienada de causas é muito mais compatível com a sociedade de mercado sem impedimentos e constrangimentos. Até porque implicaria em custos e dificuldades de execução de projetos de ESG.

Eduardo Popinhak Franco às 4/29/2026 12:44:00 AM Nenhum comentário:
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quinta-feira, 23 de abril de 2026

Capacitismo, eugenia, habitat e arbitrariedade

Capacitismo e eugenia tem como semelhança que ambos elegem características arbitrariamente usadas como critério de seleção e valorização ou o seu inverso negativo. Dentro de uma ampliação e variação de contextos, é possível dizer que toda pessoa tem sensibilidade aumentada das características do próprio habitat e tendem a ser desadaptadas e ineficientes em habitats diferentes. Nesse sentido, surgem etnocentrismo a respeito de diferenças de habitat e hierarquização entre ajustes a habitats com graus diferentes de valorização e de privilégios.
Eduardo Popinhak Franco às 4/23/2026 01:14:00 AM Nenhum comentário:
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quarta-feira, 22 de abril de 2026

Conceitos, compto. pragmático e cont. de estímulos

Comportamento pragmático com identificação de reforço positivo e controle aversivo tem maior probabilidade de estabelecer controle de estímulos na interação entre pessoas do que a exposição de controle de estímulos de contingências de reforçamento que afetam uma pessoa por apresentação de pensamento conceitual já que por definição as contingências de reforçamento e controle de estímulos são diferentes entre pessoas.

Eduardo Popinhak Franco às 4/22/2026 10:10:00 AM Nenhum comentário:
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Correlatos de pensamento positivo e negativo

A noção de pensamento positivo e pensamento negativo na terapia cognitiva é teoricamente correlacionável com função de comportamento por reforço positivo e por controle aversivo. No entanto, uma correlação direta é imprecisa já que o positivo pode ter consequências prejudiciais, o negativo ter consequências benéficas em certos contextos delimitados e ambos serem controle de estímulos imprecisos para satisfação de contingências de reforçamento.

Eduardo Popinhak Franco às 4/22/2026 09:39:00 AM Nenhum comentário:
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sábado, 18 de abril de 2026

Autonomia: organicismo vs aprendizagem

A seletividade de fatos de programas de pesquisa, nesse caso o organicismo, produz a forma de tratamento segundo o qual estar num estabelecimento fechado tomando medicação é a forma mais apropriada para tratamento em saúde mental. Para realizar isso, a autonomia da pessoa em tratamento psiquiátrico é restringida já que estabelecimentos fechados são a configuração mais favorável a manter controle sobre tratamento farmacológico.

Em contraste, um programa de pesquisa com base em seleção de fatos de aprendizagem produz uma forma de tratamento com potencial de autonomia respeitada já que o tratamento visa o treinamento para o ambiente natural de vida da pessoa sob interesse de tratamento psiquiátrico ou de saúde mental.

Eduardo Popinhak Franco às 4/18/2026 09:22:00 AM Nenhum comentário:
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segunda-feira, 13 de abril de 2026

Estado neurológico e comportamento

 Na concepção de comportamento como subproduto do cérebro não há a diferenciação entre expressão do comportamento e estado neurológico. No comportamentalismo há espaço de manobra entre estado neurológico e emissão/aprendizagem de comportamento operante.

Eduardo Popinhak Franco às 4/13/2026 10:02:00 AM Nenhum comentário:
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sábado, 4 de abril de 2026

Medicalização, padronização e controle

Ao assumir:

1) o conceito técnico de controle de que todo comportamento é explicável por variáveis.

2) o controle do comportamento conforme padronização não ocorre de forma universal, regular, uniforme e ubíquo na sociedade

3) há contingências de reforçamento, conceitos sociais, valores cognitivos e sociais que estabelecem e mantém o interesse, a pressão ou a possível coerção para padronização do comportamento.

4) que sistemas sociais descritos com tipificações de conceitos sociais, culturais, históricos e econômicos são cristalizações de formas consolidadas de controle.

5) nem todo controle do comportamento no sentido técnico, ou como conceito ou como comportamento mal formado precisa estar descrito e consolidado como um sistema social,

6) as configurações de condições sociais se manifestam de forma variável na vida das pessoas em conjunto com contingências de reforçamento presentes ou ausentes,

7) controle no sentido técnico não se reduz ao fenômeno coerção nem a recomendação de coerção,

então seria possível descrever a medicalização de transtornos mentais como bolsões de interesse em padronização e controle independentemente de formulação teórica enquanto comportamentalismo como hipoteticamente responsável por esse tipo de contingência de reforçamento e nem como hipoteticamente participante subalterno, ativo e compromissado com o projeto biomédico da psiquiatria biológica, manicomial e conservadora.


Eduardo Popinhak Franco às 4/04/2026 01:54:00 PM Nenhum comentário:
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domingo, 29 de março de 2026

Discursos estabelecidos de (i)legitimidade

A estrutura de regras discursivas de críticas à noção (ou fenômeno se preferir) de reforço e condicionamento.

É feita uma equivalência de autonomia com determinação voluntária de condições e comportamento e uma equivalência de "condicionamento" com ter condições e comportamento alienadamente determinados. Uma leitura de legitimidade ideológica ou condições de legitimidade conceitual definem qual fato do comportamento será classificado como equivalente a autonomia ou equivalente a ser determinado. A visibilidade de condições de determinação do comportamento é uma das formas de deslegitimação de fatos do comportamento. O dinheiro é um exemplo estereotipado de conceito social estabelecido de ter comportamento determinado de forma ilegítima.

Eduardo Popinhak Franco às 3/29/2026 02:57:00 PM Nenhum comentário:
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sexta-feira, 27 de março de 2026

Propriedades disposicionais e virtualidade

Uma vez que se naturalize culturalmente um modelo de explicação, é assumido que é preciso agir de acordo com propriedades disposicionais em termos de eventos potenciais entendidos como problemas possíveis preditos, postular modos contrafactuais de prever fenômenos e rejeição de modos contrafactuais de postulados alternativos de fenômenos. Dito de outro modo, assumir um modelo como explicação ontológica fundamental é produzir virtualidades como realidades construídas uma vez que não haja compromisso ontológico com a verdade do modelo científico, sua adequação empírica e outros valores cognitivos e sociais impregnados no mesmo.

Eduardo Popinhak Franco às 3/27/2026 12:22:00 PM Nenhum comentário:
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domingo, 22 de março de 2026

A base cultural do tratamento usual em SM

O tratamento usual em saúde mental é constituído, para fins dessa análise, de componentes culturais e técnicos. A discussão técnica  não é resolvida cientificamente apenas, uma vez que há preferências políticas e divergência entre posicionamentos conflitantes e tais fatores levam a um impasse estável a respeito de tratamentos em saúde mental. Já o componente cultural é a base de conceitos, sentimentos e comportamentos distribuídos na cultura como uma compreensão pública e interpretação cultural das questões de saúde mental, comportamento, cérebro e sociedade. Essa base cultural do tratamento usual tem uma qualidade conceitual discutível e possivelmente frágil a partir de uma perspectiva de rigor metodológico de exame conceitual e de práticas de saúde. No entanto, a base cultural do tratamento é bastante arraigada na cultura e na mentalidade social. O fato da base cultural estar arraigada é caracterizado de acordo com condicionantes políticos e socioculturais como uma necessidade natural por um grupo e como práticas historicamente constituídas, logo contingentes, por outro grupo.

Eduardo Popinhak Franco às 3/22/2026 01:50:00 PM Nenhum comentário:
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terça-feira, 17 de março de 2026

Adesão farmacológica e não farmacológica

A adesão ao tratamento de saúde mental, nesse caso o psiquiátrico, tem dois tipos ou níveis: a) o farmacológico cuja aceitabilidade e exequibilidade é mais simples e acessível, e b) o não farmacológico cuja aceitabilidade e exequibilidade é mais difícil e inacessível. Como as famílias, o usuário e o psiquiatra se relacionam com esses conceitos? Geralmente a adesão farmacológica é entendia como única possibilidade na psiquiatria dado o conceito de correção neurobiológica. Essa configuração de preferência por um tipo mais simples é entendida como padrão de excelência. Uma preferência pela adesão não farmacológica, cuja adesão é mais difícil, sofre com atitudes intransigentes e discriminatórias por implicar em contrafactualidade indesejada dos atores sociais relacionados. A adesão não farmacológica é um campo com necessidade de abertura de possibilidades por produção de conhecimento já que a psiquiatria não deveria ser tratada como um tipo especialmente pessimista de medicina.
Eduardo Popinhak Franco às 3/17/2026 09:25:00 AM Nenhum comentário:
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segunda-feira, 16 de março de 2026

Desenvolvimento e TDAH

De uma perspectiva de desenvolvimento infantil como aprendizagem por fenômenos do comportamento operante, as dificuldades de adaptação que estão sujeitas a diagnóstico de transtorno por déficit de atenção e hiperatividade estão possivelmente relacionadas com a descontinuidade entre contingências familiares no início da vida antes da escola e o aumento de exigências de estudos e bom comportamento na escola com a progressão dos anos escolares em que a exigência ambiental de agir por obrigação acontece com maior frequência e generalização no ambiente escolar. Uma vez que se tenha o repertório pré-requisito de agir por obrigação em uma etapa anterior à escola, a adaptação escolar com o aumento de exigência de controle de estímulos de agir por obrigação é facilitada e desenvolvida de forma gradual à medida que o sucesso no controle de estímulos de agir por obrigação torna esse tipo de satisfação de contingências de reforçamento um reforço positivo natural. Por outro lado, a frequência alta de diversão e mobilização de emoções estabelecida no repertório de comportamentos é possivelmente incompatível com uma adaptação escolar sem choque de esforço pela ausência de descontinuidade abrupta entre contingências de reforçamento familiares e escolares.
Eduardo Popinhak Franco às 3/16/2026 09:59:00 AM Nenhum comentário:
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domingo, 15 de março de 2026

Correção neurobiológica e críticas à reforma psiquiátrica

As críticas de que a reforma psiquiátrica é irresponsável, negacionista, anticientífica, criminosa, fundada em conhecimento arcaico, ideológica, expõe a sociedade a riscos e induz omissão de socorro parte do conceito de alta correção neurobiológica de transtornos mentais, principalmente os graves. Mesmo uma problematização científica das possibilidades e limitações do conteúdo empírico, domínio empírico e social do conceito tem alta probabilidade de ser classificado como um desvio científico. Se um usuário de saúde mental demonstra posição crítica desse fundamento da psiquiatria biológica, é apenas um elo inferior das hierarquias no sistema de saúde mental, judiciário, de produção de conhecimento e de produção econômica e de legitimidade/prestígio social.
Eduardo Popinhak Franco às 3/15/2026 01:17:00 PM Nenhum comentário:
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quinta-feira, 12 de março de 2026

Polilaminina e evidências

As pesquisas sobre polilaminina estão atraindo críticos que partem do modelo de saúde baseada em evidências e de metodologia de estudos clínicos. As críticas tomam o grupo controle como única forma de demonstração de relações inequívocas entre variáveis causais e variáveis de efeito. Esse entendimento sobre ciência e metodologia é superficial pois demonstra um desconhecimento de formas não estatísticas e sem amostragem por grupo de verificação de relações de determinação. Uma pesquisa promissora está sendo praticamente atacada e caracterizada como controversa. Se estendermos esse raciocínio para a avaliação que o modelo de saúde baseada em evidências faz de outras pesquisas, é possível concluir que existe uma área de omissão e detração de conhecimento potencialmente válido e útil com métodos que não estão sob o escopo dos juízes "últimos" de evidências.

Eduardo Popinhak Franco às 3/12/2026 10:58:00 AM Nenhum comentário:
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segunda-feira, 2 de março de 2026

Correção neurobiológica e adesão medicamentosa

Por que a rejeição momentânea de tratamento farmacológico por pessoas em diagnósticos graves é um risco para a possibilidade de alta?

Como a perspectiva manicomial é baseada em problemas e complicações com fundamento no conceito explicativo de correção neurobiológica, a não adesão momentânea ao tratamento farmacológico em circunstâncias difíceis é suficiente para uma confirmação permanente de expectativa de impossibilidade de alteração de comportamentos com base em ambiente, aprendizagem e sociedade sem uma base de correção neurobiológica. Por isso, caso haja desejo em pleitear uma alta psiquiátrica através de reconhecimento de erro diagnóstico ou através de remissão, as condições ambientais e de aprendizagem teriam que ser próximas de impecáveis na direção de fazer tudo funcionar com sucesso. Isso é altamente improvável. Como o conceito de correção neurobiológica implica em progressão de doença por tempo sem tratamento, a cada ocorrência de recusa de tratamento há uma predição dos responsáveis pelo tratamento psiquiátrico e muitas vezes psicológico de prejuízo ao prognóstico.
 
Eduardo Popinhak Franco às 3/02/2026 06:26:00 PM Nenhum comentário:
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sábado, 21 de fevereiro de 2026

Um conceito mentalista de normalidade

Um conceito de normalidade do mentalismo é a não-problematicidade da ausência de comportamento operante que seja diferente do repertório estável já estabelecido como confortável. Logo, as inferências de que o comportamento de fala por conteúdo proposicional equivale a normalidade tranquila de mente/cérebro e de que a apresentação de comportamento operante em frequência e diversidade maior é problemático.
Eduardo Popinhak Franco às 2/21/2026 08:32:00 PM Nenhum comentário:
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terça-feira, 10 de fevereiro de 2026

Comportamento conceitual: teoria e prática

Todo comportamento não aleatório, se não agrupar e não diferenciar estímulos de nenhuma forma for possível, é comportamento conceitual no sentido biológico da análise experimental do comportamento. Isso inclui desde o nível mais alto de abstração até o nível mais primitivo. Exemplos são tanto comportamento de domínio epistêmico, ontológico, lógico como protocolos de obtenção de sucesso prático. O teórico perde o status de abstração ao obter sucesso prático e obtém status de realidade prática. Derrogar o teórico-conceitual por preferência pelo operacional faz sentido científico e pragmático. No entanto, conceitos permitem ampliar os limites do possível de ser concretizado em realidade prática.

Eduardo Popinhak Franco às 2/10/2026 07:45:00 PM Nenhum comentário:
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Heteronomia e adaptação social

A heteronomia é uma estratégia de adaptação social que funciona em muitas situações. Pelo menos para seguir o modo de funcionamento social sem atritos. Uma vez que a heteronomia não resolva os desafios, a autonomia exige habilidades de entendimento em grau difícil de efeitos eficazes, implicando em riscos decisórios. Por isso, a autonomia geralmente é restringida ou vista como um problema.

Histórico da discussão:

1) Immanuel Kant: O Que é o Esclarecimento?

https://ppgfil.propesp.ufpa.br/ARQUIVOS/Processo%20Seletivo/2019.2/KANT,%20Immanuel.%20Que%20%C3%A9%20Esclarecimento.pdf

2) Declarações de Thomas Szasz sobre autonomia.

Eduardo Popinhak Franco às 2/10/2026 07:48:00 AM Nenhum comentário:
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domingo, 8 de fevereiro de 2026

Tratamento combinado e validade

O tratamento combinado (psiquiatria e psicoterapia) tem como ponto de partida o uso de variáveis intervenientes entre ambiente e resposta. Uma consequência disso é negar a validade de relações operantes com o mundo que prescinde de variáveis intervenientes para previsão, controle ou justificativa de limitações já que tais variáveis são caracterizadas como ontologicamente fundamentais. Logo, um tratamento eficaz com base em princípios do comportamento operante não terá seus efeitos inequivocamente demonstrados e a percepção será (predição) de que não há mérito de tal tratamento sem as fundamentais variáveis intervenientes. Por isso, o tratamento contínuo e vitalício para problemas caracterizados como crônicos é validado.


Eduardo Popinhak Franco às 2/08/2026 02:15:00 PM Nenhum comentário:
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sábado, 7 de fevereiro de 2026

O que é um "louco"?

Na perspectiva manicomial, o "louco" no sentido depreciativo é a pessoa cujo comportamento operante, cujos determinantes são inteiramente orgânicos e internos e portanto tornam o comportamento inteiramente subordinado causalmente, "cria" problemas pela produção de consequências. O "louco" está fadado a criar problemas devido a suas variáveis constitutivas ou essenciais, as quais são definidas como centrais, e insensível a variáveis determinantes ou relativamente insensível a tais variáveis, as quais são definidas como secundárias. Logo, não há previsibilidade e controlabilidade fundamental possível para o "louco".

Eduardo Popinhak Franco às 2/07/2026 09:22:00 AM Nenhum comentário:
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domingo, 1 de fevereiro de 2026

Pós-modernidade, tradição e medicalização

https://eduardopopinhakfranco.substack.com/p/pos-modernidade-tradicao-e-medicalizacao


Trabalho feito em 2013 durante a graduação em psicologia na Universidade Federal de Santa Catarina.

Objetivo: refletir criticamente sobre a adequação de posturas oficialistas, normativas e ortodoxas a respeito de conhecimento, profissão e sociedade como defesa do tradicionalismo e da tradição os quais pressupõem conceitos implícitos da perspectiva histórica moderna. O tradicionalismo e a tradição funcionam como regimes de verdade que legitimam posicionamentos de medicalização e imposição de práticas socioculturais.

A constituição da identidade do sujeito e das subjetividades na pós-modernidade

Para Moreira, Romagnoli & Neves (2007 apud Araújo) a psicologia precisa entender o contexto social e histórico em que o indivíduo se insere para que o psicólogo dê conta das características de seu tempo e da vida cotidiana a qual é o contexto em que os indivíduos sofrem e constroem sua identidade e suas vidas: “o contexto social passou a adentrar os consultórios de forma a convocar os psicólogos a saírem dele, ou seja, para responder às novas formas de subjetivação e de adoecimento psíquico, o psicólogo deveria compreender a realidade local. A Psicologia “tradicional” é “obrigada” a se redesenhar, tornando-se mais crítica e engajada socialmente”.

Segundo Pereira (2013): “A chamada crise de identidade pode ser compreendida num processo mais amplo de deslocamento e mesmo de fragmentação do indivíduo moderno. Os quadros de referência que davam ao indivíduo uma certa sensação de pertinência em um universo centrado, de alguma forma, entram em crise, e passam a se constituir em algo descentrado e fragmentado.”

Conforme Pereira (2013): “A nova concepção do sujeito se caracteriza pelo provisório, variável e problemático, alguém como não tendo uma identidade fixa, essencial ou permanente. É uma fantasia, afirma Hall (2003, p.13), considerar a identidade plenamente unificada, completa, segura e coerente.”

Segundo alguns autores a pós-modernidade se caracteriza por instantaneidade, velocidade de informações, liquidez assim como perda da historicidade e falta de profundidade (Bauman 2005 e Jameson,2002 apud Machado e Olekszechen,2013)

De acordo com Machado e Olekszechen (2013): “É de extrema complexidade o entendimento de um contexto que se altera a todo instante, que não é estático e, sendo assim, a experiência de viver e de se relacionar com o outro e com o mundo se apresenta como um desafio constante”.

Para Machado e Olekszechen (2013), a identidade pessoal foi substituída por uma identidade múltipla que se dá por múltiplas identificações e por isso o sujeito se tornou fragmentado e superficial.

Segundo GIDDENS (2002 apud Mocellim) na modernidade a constituição do sujeito é um projeto reflexivo de responsabilidade do indivíduo, cabe ao indivíduo fazer suas escolhas sobre quem deseja tornar-se, o que se identifica e sua inserção em ideologias e grupos sociais. Outra característica do sujeito é construir sua identidade elaborando o passado e vislumbrando um futuro para si. A construção da identidade depende de uma narrativa sobre si a partir da história de vida do sujeito e sua socialização prévia.

Segundo GIDDENS (2002 apud Mocellim) o sujeito se vê deparado com a necessidade de escolher um projeto de vida ou estilo de vida: “(...) nas condições da alta modernidade, não só seguimos estilos de vida, mas num importante sentido somos obrigados a faze-lo – não temos escolha senão escolher. Um estilo de vida pode ser definido como um conjunto mais ou menos integrado de práticas que um indivíduo abraça, não só porque essas práticas preenchem necessidades utilitárias, mas porque forma material a uma narrativa particular da auto-identidade.”

Segundo Giddens (2002 apud Mocellim), os tempos pós-modernos no ocidente não oferecem autoridades definitivas ou quadros de referências estáveis e indubitáveis, as tradições já não são fonte principal de autoridade, as grandes metanarrativas cederam lugar às fragmentações e à multiplicidade. Portanto, nos dias de hoje há um pluralismo de autoridades, oferecendo à dispor do indivíduo diversas escolhas opostas e incompatíveis entre si, tornando a constituição de si e da própria vida um processo mais complexo, incerto, inseguro e múltiplo.

Segundo Araújo o referencial do sujeito e a constituição de sua identidade não é mais a realidade, mas o seu discurso, a sua imagem, a sua virtualidade. Na época atual o psicólogo deve atender às necessidades de sujeitos hiperindividualistas e pragmáticos que usam o consumo como compensação de sua angústia existencial e seu vazio sobre o presente e o futuro.

De acordo com Debord (2006 apud Araújo) na sociedade do espetáculo, a exibição é a razão da existência dos homens. Por conseguinte, para Birman (2003 apud Araújo) atualmente o autocentramento é grande por parte de indivíduos que recorrem à estetização da existência, exaltando o próprio eu e manifestando a hegemonia da aparência e da imagem.

Nos tempos atuais a construção de si, por ser responsabilidade do sujeito, é algo que demanda escolhas pessoais sobre estilos de vida, ideologias, profissões, temáticas como sexualidade e relacionamentos, religiões, gostos, opiniões. Assim sendo, num mundo onde as referências externas e autoridades para a subjetivação não estão dadas e definidas universalmente nem de forma unânime o sujeito pós-modernos depara-se diante de uma série de escolhas sobre quem deseja ser e seus projetos de futuro. Como as incertezas, dúvidas, multiplicidade, fragmentações são evidentes a angústia existencial passa a se exacerbar pois não existem papéis pré-definidos e um mundo rigidamente definido para se inserir.

O sujeito deve inventar a si mesmo e seus modos de existência, sendo um artista de si mesmo, construindo sua individualidade, seu estilo de vida, seus projetos de vida. Mesmo compreender como são ou devem ser as coisas é questão de muita reflexão, opções pessoais e negociações pois vivemos em tempos de pluralidade e maior liberdade de escolha.

Essa responsabilização para construir a própria vida e a si mesmo faz com que as pessoas se sintam sem referências, perdidas no mundo e aos poucos elas devem descobrir suas preferências pessoais ou descobrir que existem muitas diferenças entre grupos e maneiras de pensar e viver e que por isso esse pode avaliar, comparar, refletir, percebendo que uma verdade final e pré-estabelecida não está dada. A verdade passa a ser mesmo questão de gosto ou preferência como indica um dizer presente entre os jovens afirmando entre si que esses não ditam as regras e cada um pensa do jeito que quiser.

Uma das prerrogativas do projeto moderno de racionalização do mundo, do homem e da sociedade é facilitar a vida das pessoas e controlar a natureza para construir a felicidade no planeta terra. A pós-modernidade ou modernidade tardia enfrenta essa crise no projeto moderno em que o ser humano não conseguiu dar conta dos problemas e sofrimentos na condição humana, da eliminação das dores e melhora indefinida nas condições sociais.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

PEREIRA, Helder Rodrigues. A crise da identidade na cultura pós-moderna. Mental, Barbacena, v. 2, n. 2, jun. 2004 . Disponível em <http://pepsic.bvsalud.org/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1679-44272004000100007&lng=pt&nrm=iso>. acessos em 15 jun. 2013.

ARAÚJO, Renata Castelo Branco. O sofrimento psíquico na pós-modernidade: uma discussão dos sintomas atuais na clínica psicológica. Monografia. O portal dos psicólogos. Disponível em: <http://www.psicologia.com.pt/artigos/textos/TL0311.pdf> Acesso em: 19 jun 2013.

MACHADO, Letícia Vier; OLEKSZECHEN, Nikolas. Uma discussão sobre a constituição da identidade na pós-modernidade. Disponível em: <http://www.google.com.br/url?sa=t&rct=j&q=uma%20discuss%C3%A3o%20sobre%20a%20constitui%C3%A7%C3%A3o%20da%20identidade%20%20na%20p%C3%B3s-modernidade&source=web&cd=1&ved=0CCoQFjAA&url=http%3A%2F%2Fwww.cesumar.br%2Fcurtas%2Fpsicologia2008%2Ftrabalhos%2FUMA_DISCUSSAO_SOBRE_A_CONSTITUICAO_DA_IDENTIDADE_NA_POS-MODERNIDADE.pdf&ei=vSbCUa-RL8LD4AOkxoH4BA&usg=AFQjCNELEgEsys45lKZkrkNNwtaKwkeF7A&cad=rja>. Acesso em: 19 jun 2013.

Eduardo Popinhak Franco às 2/01/2026 10:22:00 AM Nenhum comentário:
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segunda-feira, 26 de janeiro de 2026

Usualidade normativa, patologia e contrafactualidade

O conceito de usualidade normativa tem base no conceito de que os fatos que geralmente ocorrem representam uma normatividade de leis naturais e leis sociais e que acontecer algo diferente é sinal de perturbação de leis naturais e leis sociais e por isso patologia. Como explicação alternativa não baseada em patologia, é possível a estrutura conceitual de explicação segundo a qual a contrafactualidade de leis naturais e leis sociais exige estratégias diferentes de influência sobre variáveis naturais e sociais. A complexidade da base diferente de variáveis naturais e sociais e insuficiência do repertório de usualidade normativa é sinal de incompletude de influência sobre variáveis, necessidade de curva de aprendizagem de estabelecimento de novo repertório e portanto poderia significar um estado natural e social de menores problemas ao invés dos maiores problemas que surgem uma vez que a usualidade normativa é perturbada.

Eduardo Popinhak Franco às 1/26/2026 08:12:00 PM Nenhum comentário:
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quinta-feira, 22 de janeiro de 2026

Definição cpto. de manicomialização

Uma definição comportamental de manicomialização é o desrespeito sistemático e generalizado aos princípios de aprendizagem operante nas áreas de análise experimental do comportamento e behaviorismo radical atrelado a práticas sociais típicas e recorrentes com consequências equivalentes, semelhantes ou substitutivas às alegações de resultados de "doença mental" do pensamento social e biológico manicomiais.

Eduardo Popinhak Franco às 1/22/2026 09:36:00 AM Nenhum comentário:
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sábado, 10 de janeiro de 2026

Protocolo comportamental de crise

Algo que acontece nas práticas de atenção a crise atuais é o comportamento de se livrar / se esquivar do problema por impulsividade emocional de terminar com um problema que se prolonga  (ex.: internar, medicar ou atirar) . "Resolver" um problema dessa forma é como resolver um problema tirando da tomada ou formatando um computador. É uma forma de evitar a responsabilidade de resolver o problema. Para que  isso não aconteça seria necessário saber manejo de comportamento em um nível minimamente bem sucedido. O conceito de comportamento como atividade ou ação é insuficiente para descrições de funções de comportamentos em contingências de reforçamento (circunstâncias). Um problema dos protocolos de crise é serem baseados  em ações/atividades fixas e não em princípios do comportamento dentro de circunstâncias em relações funcionais sistemáticas. A dificuldade existe porque as relações sistemáticas dependem de como a pessoa em crise funciona e não é correto agir com base em predefinições de relações funcionais fixas para todos. Como resultado não há real resolução do problema. Em uma situação de crise o protocolo deveria ser pensado para testar relações funcionais rápido e intervir de acordo. Quanto maior a segurança do que fazer mais rápido isso seria realizado. Precisaria ser desenvolvido um planejamento de ensino, monitoramento continuado de resultados e atualização do protocolo com base nos erros até conquistar um nível suficiente de acertos sem emprego de falsas soluções. Um conjunto de registros verbais ou em vídeo de várias dessas situações seria um material de ponto de partida. Esse raciocínio é experimental e usa a base conceitual da análise experimental do comportamento e behaviorismo radical.

Eduardo Popinhak Franco às 1/10/2026 03:42:00 PM Nenhum comentário:
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Fazer pesquisa por olhar disciplinado

O processo de fazer pesquisa, principalmente em questões de campos com múltiplas contribuições de perspectivas teóricas, não necessariamente precisa acontecer por definição de uma metodologia de definição de procedimento típico. Esse tipo de procedimento é eficaz na obtenção de confiabilidade e validade. No entanto, o núcleo do processo de fazer pesquisa é o conceito de identificação de determinantes e não o conceito de método. Com isso, a pesquisa poderia ocorrer, por exemplo, por preparação de um olhar disciplinado através do aprofundamento em um domínio de conceitos e fenômenos e o relacionamento sistemático com tais conceitos e fenômenos que induziriam a discriminação e generalização a respeito de identificação de determinantes e formação de conceitos correspondentes a tais determinantes. Logo, a definição de método seria a programação de condições de interação sistemática com um domínio empírico. Por isso, através de um olhar disciplinado e a interação sistemática com um domínio empírico é possível que pessoas imersas em problemas sociais sistêmicos possam contribuir com o conhecimento mesmo sem inserção dos resultados em ambientes acadêmicos.

  

Eduardo Popinhak Franco às 1/10/2026 10:39:00 AM Nenhum comentário:
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quinta-feira, 8 de janeiro de 2026

Flow/Fluxo em linguagem comportamental

O processo de fluxo (flow) em psicologia cognitiva como uma forma de atividade fluente e satisfatória seria descritível em uma linguagem de comportamento operante como um resultado de realizar atividades que exigem pré-requisitos com disponibilidade de pré-requisitos o suficiente para obter reforço positivo na forma de sucesso na própria atividade ou domínio da mesma. O fato de serem atividades que sejam valorizadas e reconhecidas pela cultura contribui para o estabelecimento e manutenção de repertório sofisticado por reforço positivo de atividade custosa. O fato de já ter conquistado bom grau de nível de proficiência contribui para que a atividade não seja sentida emocionalmente como custosa.


Eduardo Popinhak Franco às 1/08/2026 11:18:00 AM Nenhum comentário:
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quarta-feira, 7 de janeiro de 2026

Etnocentrismos de valores rígidos ou flexíveis

Parte relevante das dificuldades de relacionamento medicalizadas ou não medicalizadas possivelmente tem origem em etnocentrismos (estranhamentos sem relativização metodológica) a respeito de rigidez ou flexibilidade, sem polarização positiva e negativa atrelada a cada tipo respectivamente, em relação a valores que contribuem para manter comportamentos.

Eduardo Popinhak Franco às 1/07/2026 08:28:00 AM Nenhum comentário:
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sexta-feira, 2 de janeiro de 2026

Condições de medicalização por eventos

Processo de medicalização em sequência de eventos:

1) Uma família aderente ao modelo científico da psiquiatria biológica.

2) Uma família com legitimidade de poder para definir o esperado e em situação confortável.

3) Uma pessoa da família sem legitimidade de poder submetida ao esperado e em situação desconfortável.

4) Uma situação de consulta em que são observadas respostas da pessoa em situação desconfortável.

5) Uma situação de consulta em que a pessoa submetida ao esperado não demonstra aderência ao modelo científico da psiquiatria biológica.

6) Uma afinidade na versão popular de medicalização entre médico e família que estabelece a conexão entre modelo científico e versão popular.

7) A autoridade médica é reconhecida pela família e pela sociedade e o diagnóstico da pessoa sob tratamento se torna identidade social.

8) A negação desse processo de medicalização pela pessoa em tratamento ou profissional de saúde é interpretada como sintoma de patologia ou irresponsabilidade/incompetência profissional devido à restrição de modo lógico de modalidade de mundos possíveis (lógica modal), contrafactualidade e ontologia que implica em conclusão de absurdidade.

9) A cronificação do estado de medicalização se mantém.

10) Com a manutenção da cronificação de tratamento padrão os riscos biológicos relacionados com o tratamento contínuo de manutenção se acumulam.

11) Os riscos acumulados eventualmente resultam em crises com risco à vida ou em vida abreviada.

Eduardo Popinhak Franco às 1/02/2026 12:35:00 PM Nenhum comentário:
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