Algo que acontece nas práticas de atenção a crise atuais é o comportamento de se livrar / se esquivar do problema por impulsividade emocional de terminar com um problema que se prolonga (ex.: internar, medicar ou atirar) . "Resolver" um problema dessa forma é como resolver um problema tirando da tomada ou formatando um computador. É uma forma de evitar a responsabilidade de resolver o problema. Para que isso não aconteça seria necessário saber manejo de comportamento em um nível minimamente bem sucedido. O conceito de comportamento como atividade ou ação é insuficiente para descrições de funções de comportamentos em contingências de reforçamento (circunstâncias). Um problema dos protocolos de crise é serem baseados em ações/atividades fixas e não em princípios do comportamento dentro de circunstâncias em relações funcionais sistemáticas. A dificuldade existe porque as relações sistemáticas dependem de como a pessoa em crise funciona e não é correto agir com base em predefinições de relações funcionais fixas para todos. Como resultado não há real resolução do problema. Em uma situação de crise o protocolo deveria ser pensado para testar relações funcionais rápido e intervir de acordo. Quanto maior a segurança do que fazer mais rápido isso seria realizado. Precisaria ser desenvolvido um planejamento de ensino, monitoramento continuado de resultados e atualização do protocolo com base nos erros até conquistar um nível suficiente de acertos sem emprego de falsas soluções. Um conjunto de registros verbais ou em vídeo de várias dessas situações seria um material de ponto de partida. Esse raciocínio é experimental e usa a base conceitual da análise experimental do comportamento e behaviorismo radical.
Limitações da psiquiatria biomédica Controvérsias entre psiquiatras conservadores e reforma psiquiátrica Psiquiatria não comercial e íntegra Suporte para desmame de drogas psiquiátricas Concepções psicossociais Gerenciamento de benefícios/riscos dos psicoativos Acessibilidade para Deficiência psicossocial Psiquiatria com senso crítico Temas em Saúde Mental Prevenção quaternária Consumo informado Decisão compartilhada Autonomia "Movimento" de ex-usuários Alta psiquiátrica Justiça epistêmica
Pacientes produtores ativos de saúde (prosumo)
Aviso!
sábado, 10 de janeiro de 2026
Protocolo comportamental de crise
Fazer pesquisa por olhar disciplinado
O processo de fazer pesquisa, principalmente em questões de campos com múltiplas contribuições de perspectivas teóricas, não necessariamente precisa acontecer por definição de uma metodologia de definição de procedimento típico. Esse tipo de procedimento é eficaz na obtenção de confiabilidade e validade. No entanto, o núcleo do processo de fazer pesquisa é o conceito de identificação de determinantes e não o conceito de método. Com isso, a pesquisa poderia ocorrer, por exemplo, por preparação de um olhar disciplinado através do aprofundamento em um domínio de conceitos e fenômenos e o relacionamento sistemático com tais conceitos e fenômenos que induziriam a discriminação e generalização a respeito de identificação de determinantes e formação de conceitos correspondentes a tais determinantes. Logo, a definição de método seria a programação de condições de interação sistemática com um domínio empírico. Por isso, através de um olhar disciplinado e a interação sistemática com um domínio empírico é possível que pessoas imersas em problemas sociais sistêmicos possam contribuir com o conhecimento mesmo sem inserção dos resultados em ambientes acadêmicos.
quinta-feira, 8 de janeiro de 2026
Flow/Fluxo em linguagem comportamental
O processo de fluxo (flow) em psicologia cognitiva como uma forma de atividade fluente e satisfatória seria descritível em uma linguagem de comportamento operante como um resultado de realizar atividades que exigem pré-requisitos com disponibilidade de pré-requisitos o suficiente para obter reforço positivo na forma de sucesso na própria atividade ou domínio da mesma. O fato de serem atividades que sejam valorizadas e reconhecidas pela cultura contribui para o estabelecimento e manutenção de repertório sofisticado por reforço positivo de atividade custosa. O fato de já ter conquistado bom grau de nível de proficiência contribui para que a atividade não seja sentida emocionalmente como custosa.
quarta-feira, 7 de janeiro de 2026
Etnocentrismos de valores rígidos ou flexíveis
Parte relevante das dificuldades de relacionamento medicalizadas ou não medicalizadas possivelmente tem origem em etnocentrismos (estranhamentos sem relativização metodológica) a respeito de rigidez ou flexibilidade, sem polarização positiva e negativa atrelada a cada tipo respectivamente, em relação a valores que contribuem para manter comportamentos.
sexta-feira, 2 de janeiro de 2026
Condições de medicalização por eventos
Processo de medicalização em sequência de eventos:
1) Uma família aderente ao modelo científico da psiquiatria biológica.
2) Uma família com legitimidade de poder para definir o esperado e em situação confortável.
3) Uma pessoa da família sem legitimidade de poder submetida ao esperado e em situação desconfortável.
4) Uma situação de consulta em que são observadas respostas da pessoa em situação desconfortável.
5) Uma situação de consulta em que a pessoa submetida ao esperado não demonstra aderência ao modelo científico da psiquiatria biológica.
6) Uma afinidade na versão popular de medicalização entre médico e família que estabelece a conexão entre modelo científico e versão popular.
7) A autoridade médica é reconhecida pela família e pela sociedade e o diagnóstico da pessoa sob tratamento se torna identidade social.
8) A negação desse processo de medicalização pela pessoa em tratamento ou profissional de saúde é interpretada como sintoma de patologia ou irresponsabilidade/incompetência profissional devido à restrição de modo lógico de modalidade de mundos possíveis (lógica modal), contrafactualidade e ontologia que implica em conclusão de absurdidade.
9) A cronificação do estado de medicalização se mantém.
10) Com a manutenção da cronificação de tratamento padrão os riscos biológicos relacionados com o tratamento contínuo de manutenção se acumulam.
11) Os riscos acumulados eventualmente resultam em crises com risco à vida ou em vida abreviada.