Pacientes produtores ativos de saúde (prosumo)

Essa avalanche de informações e conhecimento relacionada à saúde e despejada todos os dias sobre os indivíduos sem a menor cerimônia varia muito em termos de objetividade e credibilidade. Porém, é preciso admitir que ela consegue atrair cada vez mais a atenção pública para assuntos de saúde - e muda o relacionamento tradicional entre médicos e pacientes, encorajando os últimos a exercer uma atitude mais participativa na relação. Ironicamente, enquanto os pacientes conquistam mais acesso às informações sobre saúde, os médicos têm cada vez menos tempo para estudar as últimas descobertas científicas ou para ler publicações da área - on-line ou não -, e mesmo para se comunicar adequadamente com especialistas de áreas relevantes e/ou com os próprios pacientes. Além disso, enquanto os médicos precisam dominar conhecimentos sobre as diferentes condições de saúde de um grande número de pacientes cujos rostos eles mal conseguem lembrar, um paciente instruído, com acesso à internet, pode, na verdade, ter lido uma pesquisa mais recente do que o médico sobre sua doença específica. Os pacientes chegam ao consultório com paginas impressas contendo o material que pesquisaram na internet, fotocópias de artigos da Physician's Desk Reference, ou recorte de outras revistas e anuários médicos. Eles fazem perguntas e não ficam mais reverenciando a figura do médico, com seu imaculado avental branco. Aqui as mudanças no relacionamento com os fundamentos profundos do tempo e conhecimento alteraram completamente a realidade médica. Livro: Riqueza Revolucionária - O significado da riqueza no futuro

Aviso!

Aviso! A maioria das drogas psiquiátricas pode causar reações de abstinência, incluindo reações emocionais e físicas com risco de vida. Portanto, não é apenas perigoso iniciar drogas psiquiátricas, também pode ser perigoso pará-las. Retirada de drogas psiquiátricas deve ser feita cuidadosamente sob supervisão clínica experiente. [Se possível] Os métodos para retirar-se com segurança das drogas psiquiátricas são discutidos no livro do Dr. Breggin: A abstinência de drogas psiquiátricas: um guia para prescritores, terapeutas, pacientes e suas famílias. Observação: Esse site pode aumentar bastante as chances do seu psiquiatra biológico piorar o seu prognóstico, sua família recorrer a internação psiquiátrica e serem prescritas injeções de depósito (duração maior). É mais indicado descontinuar drogas psicoativas com apoio da família e psiquiatra biológico ou pelo menos consentir a ingestão de cápsulas para não aumentar o custo do tratamento desnecessariamente. Observação 2: Esse blogue pode alimentar esperanças de que os familiares ou psiquiatras biológicos podem mudar e começar a ouvir os pacientes e se relacionarem de igual para igual e racionalmente. A mudança de familiares e psiquiatras biológicos é uma tarefa ingrata e provavelmente impossível. https://breggin.com/the-reform-work-of-peter-gotzsche-md/

terça-feira, 25 de abril de 2017

You are not mentally ill

In this piece for Medium, Brendan O’Neill critiques campaigns that aim to de-stigmatize “mental illness” and the trend toward identifying as “mentally ill.”
“The problem here is that people are being told it’s cool not to be able to cope, to embrace the identity of fragility. They are invited to think of themselves as incapable, to build their personality around being pathetic. That’s terrible. The generous reading is that this ultimately expresses society’s inability to provide people with a sense of purpose in their lives, with a moral framework for making sense of the world and our place within it, and this gives rise to a situation where people come to understand the problems they face not as social, political or economic, but as psychic. This is true, and it’s a very worrying phenomenon. But at the same time, don’t people also have choice and autonomy, however diminished these things might now be? Can’t they refuse to adopt the mental-illness tag?”

quinta-feira, 20 de abril de 2017

loucura Schopenhauer

" Que a genialidade e a loucura têm um lado que fazem fronteira, sim, confunde-se, eis aí algo frequentemente notado. Até mesmo o entusiasmo poético foi denominado uma espécie de loucura: amabilis insania é como a denomina Horácio. Na introdução a Oberonm, Wieland fala de uma 'doce loucura'. Mesmo Aristóteles, segundo Sêneca, disse: 'Nunca houve grande engenho sem uma mistura de demência' [...] O filósofo também diz[Platão] no Fedro que sem uma certa loucura poeta algum se faz. Em verdade, todo aquele que conheceu as Ideias eternas nas coisas efêmeras aparece como louco. Também Cícero assevera: Demócrito afirma que sem loucura não pode haver grande poeta; o mesmo diz Platão'. Por fim Pope diz:
' A loucura é aparentada ao grande espírito/ Ambas são separadas por um tênue muro'."
Schopenhauer, O Mundo como Vontade e como Representação

Failure to publish negative results: A systematic bias in psychiatric literature

http://journals.sagepub.com/doi/abs/10.1177/0004867416683816

Failure to publish negative results: A systematic bias in psychiatric literature

First Published March 1, 2017

Psychiatry’s 5 lame excuses as to why it shouldn’t change

http://www.talesfromthemadhouse.com/psychiatrys-5-lame-excuses-as-to-why-it-shouldnt-change/

Psychiatry’s 5 lame excuses as to why it shouldn’t change


A Replacement for the DSM?

http://psychintegrity.org/a-replacement-for-the-dsm/

A Replacement for the DSM?

terça-feira, 18 de abril de 2017

Bad Diagnosis for New Psychiatry “Bible"

https://sciencefriday.com/segments/bad-diagnosis-for-new-psychiatry-bible/

Bad Diagnosis for New Psychiatry “Bible"

The new edition of the DSM, the so-called “Bible” of psychiatry, is out. But many psychiatrists and psychologists say the manual’s approach is outdated, boxing mental illness into discrete categories like schizophrenia or bipolar disorder, when very little is known about the underlying causes of disease.

 

Disorder as difference

https://sciencefriday.com/segments/tapping-into-the-creativity-of-brain-difference/

The DSM-V, the standard classification of mental disorders used in the United States, is considered by many to be the bible of the psychiatry world. Its descriptions of mental illness provide guidance to clinicians and insurers on diagnosis and treatments. But the manual has also been criticized over the years for its categorical approach to mental disorders, for symptom lists that are too strict or not strict enough, and for its many iterations and revisions.
[Is the DSM’s approach outdated?]
In her new book The Power of Different: The Link Between Disorder and Genius, psychiatrist Gail Saltz adds her own critique to that list. Saltz asks what if what the DSM—and by extension the society—considers brain disorders are actually brain differences? “It’s arguable that what we call mental disorder—as if it were an aberration—is in fact a natural part of our diversity as a species,” she writes.


As a psychiatrist, Saltz understands that not all mental disorders can be viewed in such a wholly positive way. Every illness, from dyslexia to autism, comes with its own challenges and painful struggles. But with those challenges come some unique creative abilities. Citing the often stigmatized bipolar disorder, Saltz writes: “Arguably, if you removed all of those with bipolar disorder from the arts and creative fields, there would be vastly less creativity in the world. We would have no Hemingway. No Anne Sexton. No Virginia Woolf. Very possibly no Beethoven, either.”
Dr. Gail Saltz joins Ira to discuss her thoughts on creativity abilities and the many categories of brain difference.
Segment Guests
Gail Saltz
Gail Saltz is the author of The Power of Different (Flatiron Books, 2017). She’s a Clinical Associate Professor of Psychiatry at New York Presbyterian Hospital in New York, New York.

quinta-feira, 13 de abril de 2017

Big New Study Challenges a Genetic Link to Stress, Depression

From Psych Central: A new meta-analysis found no evidence for a previously reported connection between the serotonin gene, depression, and stress.
“For years, scientists have been trying to determine what effect a gene linked to the brain chemical serotonin may have on depression in people exposed to stress. But now, analyzing information from more than 40,000 people who have been studied for more than a decade, researchers led by a team at Washington University School of Medicine in St. Louis have found no evidence that the gene alters the impact stress has on depression.”

quarta-feira, 12 de abril de 2017

Is mental illness real? You asked Google – here’s the answer Jay Watts

https://www.theguardian.com/commentisfree/2017/apr/12/is-mental-illness-real-google-answer

Os transtornos mentais provocados pelas mudanças neoliberais

http://www.insurgencia.org/os-transtornos-mentais-provocados-pelas-mudancas-neoliberais/

The FDA just approved a new drug to treat a serious side effect to certain medications

http://www.businessinsider.com/r-update-1-neurocrine-biosciences-gets-fdas-ok-for-movement-disorder-drug-2017-4

Remédio pra discinesia tardia.

Tomada de Decisão Apoiada e Curatela - Fotonovela

http://www.cnmp.mp.br/portal/publicacoes/250-revistas/9735-tomada-de-ldecisao-apoiada-e-curatela

Tomada de Decisão Apoiada e Curatela - Fotonovela

terça-feira, 11 de abril de 2017

A Ritalina não deu certo

http://www.comportese.com/2012/04/a-ritalina-nao-deu-certo


A Ritalina não deu certo


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O artigo que se segue é uma tradução do artigo Ritalin Gone Wrong [1], publicado no jornal The New York Times em 28 de janeiro de 2012. Ela foi realizada e gentilmente concedida ao Comporte-se pelo Prof. Dr. Roosevelt Starling [2]. Escrito por Alan Sroufe, professor emérito de Psicologia no Instituto de Desenvolvimento Infantil da Universidade de Minnessota – USA, o texto trata do uso de fármacos como Ritalina e Aderall para o tratamento de problemas de atenção  e concentração em crianças. Apresenta e discute resultados de estudos em larga escala em que se verificou a efetividade destes medicamentos e traz a opinião do pesquisador sobre o assunto.

Rorschach and his inkblots: The man, the test, the controversy

https://www.newscientist.com/article/mg23431200-500-rorschach-and-his-inkblots-the-man-the-test-the-controversy/?cmpid=SOC|NSNS|2017-Echobox&utm_campaign=Echobox&utm_medium=Social&utm_source=Facebook#link_time=1491829275

Rorschach and his inkblots: The man, the test, the controversy

When psychiatrist Herman Rorschach used inkblots to open a window into his patients’ minds, he also opened a can of worms

inkblot

Card 2 of Hermann Rorschach’s 10 inkblots. What do you see?

Science Museum/Science & Society Picture Library

NUREMBERG, 1945. Hitler, Himmler and Goebbels were dead, but two dozen other leading Nazis were awaiting trial for crimes against humanity. The prize catch was the creator of the Gestapo and the death camps, Hitler’s number two: Hermann Göring.
While they waited, prison psychologist Gustave Gilbert administered psychological tests, keen to solve the mystery of the “Nazi mind”. Most of the prisoners responded like show-off schoolboys, eager to beat their peers. They did well on IQ tests, but to assess their personality there was another technique to try, and the prison psychiatrist, Douglas Kelley, had written a book on it. He and Gilbert gave 19 Nuremberg prisoners the Rorschach test.
Hermann Rorschach, a psychiatrist working alone in a remote Swiss asylum, had invented the inkblot method in 1917 and published it in 1921. Rorschach was a follower of Freud, though never doctrinaire or dogmatic: he once joked to a colleague, “In Vienna, they’re going to be explaining the rotation of the Earth psychoanalytically before long.” He had also studied with Carl Jung in Zurich, where Jung had developed the first empirical test of the unconscious mind: word association.
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Rorschach was a lifelong artist. In school he was known for his drawing skill and, aptly, his nickname was “Klex”, the German word for inkblot. He was visual, whereas Freud was a word person. Psychoanalysis was built around the talking cure, slips of the tongue, what we say and don’t say, but Rorschach thought how we see was more revealing than what we see.
After extensive revisions, Rorschach decided on 10 inkblots to make up the test. The same 10 are still used today, 100 years on. They are not random smears: they have structure, visual qualities beyond mere ambiguity. For instance, they are challenging to integrate into a whole, so that while some of us can pull together a big picture, others get hung up on details. And do you see movement and life, or only cold, inanimate forms? There’s one blot that almost everyone says looks like a bat or moth; do you say likewise?
Rorschach gave scores based on the frequency of what he termed “whole”, “detail” and “movement” responses, among others. You could calculate ratios with those scores, and track patterns. The test results were derived from these measures. Rorschach originally called his inkblots a perception experiment, not a test; it simply explored how people process visual information. Only later did he realise that different kinds of people tend to see the blots differently.

Nazi personality

In the decades after his early death in 1922, aged 37, of appendicitis, Rorschach’s test languished in Switzerland and Germany. But practitioners in the US helped it surge to prominence. That’s why in 1945, Kelley and Gilbert, both Americans, saw a golden opportunity to try it on prominent Nazis.
Ultimately, though, the Rorschach test wasn’t considered a success at Nuremberg because it didn’t identify a “Nazi personality”. Although it found some common elements, such as a certain lack of introspection, the Nazis showed essentially the same range of variation, from the psychotic to the very well adjusted, as any other group. This result was unacceptable to both psychologists and the general public – surely only monsters could do what the Nazis had done – and so the findings were disregarded for decades.

Meanwhile, in the mid-century heyday of Freudian psychoanalysis, the Rorschach test became the leading “X-ray of the unconscious”. It was used in the most ham-fisted ways imaginable, and was expected not just to reveal mental illness or personality, but to practically read minds. Too many death-related responses to an inkblot dubbed the suicide card and you became a candidate for electroshock therapy.
Had he lived, Rorschach would have been appalled that an inkblot test could result in such drastic treatment. Shortly before his death, he wrote to a colleague eager to use the test to evaluate academic potential: “When I imagine some young person, who has maybe dreamed of going to university from an early age, being prevented from doing so as a result of failing at the experiment, I naturally feel a bit like I can’t breathe.”
“Used in the most ham-fisted ways, the test was expected to practically read minds”
Rorschach anticipated many objections to his test, in particular the potential conflict between its numerical results and a doctor’s subjective insight into their patient. This “dilemma… comes up unfortunately quite often in the test,” he noted. But Rorschach took the side of scientific objectivity: “All my work has shown that crude systematisation is better than arbitrary interpretation.”
Yet many psychiatrists preferred their own interpretations, and so the Freudian incarnation of the Rorschach test captured the world’s imagination, spreading into film noir, advertising and popular culture. This version eventually, justifiably, met with widespread criticism. In the late 60s, it began to fall out of favour, along with Freud. In the UK and elsewhere, it has never recovered. But in the US, the test was reinvented in the 1970s with a renewed emphasis on numerical results.

Rorachach

Hermann Rorschach, doing his best Brad Pitt

www.bridgemanimages.com
From the beginning, the test was meant to be a science, not an art. A priority for Rorschach was that it could be scored objectively. Although he initially logged responses as “+” or “-” for being good or poor descriptions of the card, he collected a large data set as quickly as he could and shifted to scoring answers as Popular or Uncommon, independent of his own subjective judgement.
The mountains of data collected and analysed since the test was invented allowed statistical norms to be established. After psychologist John Exner devised a “Comprehensive System” for scoring in 1974, the test gave a more complex readout than ever before, with all sorts of measurable numerical thresholds. These in turn could be mapped to diagnoses in the US psychiatrist’s handbook, the Diagnostic and Statistical Manual of Mental Disorders, or other accepted assessments.
Whether such mapping is reliable has been controversial for decades, and is the subject of a great deal of research. Is the Rorschach test, even in its modern incarnation, just an excuse for a psychiatrist to draw whatever conclusions they want? According to a giant meta-analysis published in 2013 in Psychological Bulletin, the answer is no. In the light of that study, even some of the test’s most vocal critics agreed that its ability to detect and differentiate between psychotic thought disorders now had scientific support. And those of Exner’s scores that were found not to meet scientific standards of validity and reliability were removed from the system, leaving the rest on a firm footing.
The inkblots have been used in so many ways in the 100 years since Rorschach sent them out into the world that they can seem as hard to pin down as human nature itself. And, as with any tool, there is scope for misuse. Gilbert failed to heed what the inkblots told him in Nuremberg, and continued to believe that there was a “Nazi personality”: in 1963, he published an article with the lurid title “The mentality of SS murderous robots”. Yet Kelley, the more expert Rorschacher, had found nothing particularly out of the ordinary – simply the banality of evil.
No test can get around the complexity of how different people see the world, and that complexity will always generate controversies. One can only wonder what Rorschach himself would have made of it all.
This article appeared in print under the headline “How you see it, how you don’t”




quinta-feira, 6 de abril de 2017

frase drummond

"A loucura é diagnosticada pelos sãos, que não se submetem a diagnóstico. Há um limite em que a razão deixa de ser razão, e a loucura ainda é razoável. Somos lúcidos na medida em que perdemos a riqueza da imaginação."
Carlos Drummond de Andrade

recovery 2

Aos prognósticos desesperançados da psiquiatria tradicional contrapõem-se  diversas iniciativas que apontam novas maneiras de assumir a práxis da Atenção Psicossocial. A abordagem de “estar em recovery” ou personal recovery, assumida como distinta de uma recuperação médica ou clínica, revela-se uma forma potente de enfrentamento da inexorabilidade intrínseca de deterioração das pessoas com transtornos mentais de alta e média gravidades. Uma das principais proposições nesta visão é que as pessoas diagnosticadas com transtornos mentais graves podem encontrar significado em suas vidas e alcançar plenos estados de recuperação (CALABRESE; CORRIGAN, 2005)

RECOVERY: O DESVELAR DA PRÁXIS E A CONSTRUÇÃO DE PROPOSTAS PARA APLICAÇÃO NO CONTEXTO DA REFORMA PSIQUIÁTRICA NO BRASIL
Recovery: Unveiling Praxis and Construction of Proposal for Implementation in the Context of Psychiatric Reform in Brazil
Walter Ferreira de Oliveira, Ph.D. 1

quarta-feira, 5 de abril de 2017

recovery

 
Eduardo Mourão Vasconcelos


"Este conceito de recovery se refere primeiramente a uma pessoa diagnosticada com um transtorno mental severo, reivindicando seu direito a uma vida segura, digna, gratificante e plena de sentido, inserida na comunidade, apesar de sua condição psiquiátrica. Ele enfatiza a auto-determinação e objetivos de vida “normais”, como educação, trabalho, sexualidade, amizade, espiritualidade, e participação voluntária em comunidades de fé e de outros tipos, para além dos limites tanto do transtorno e do sistema de saúde mental, e consistente com as próprias preferências, objetivos e valores de cada pessoa. O que claramente está ausente neste conceito de recovery é qualquer noção de cura [...] Para pessoas com estas e outras formas de ‘disabilidades’, questões como acesso e moradia não são consideradas como somente questões de crescimento e desenvolvimento, ou qualidade de vida, mas são vistas mais como fundamentais para os direitos e responsabilidades da cidadania. Embora elas não restaurem a mobilidade ou visão da pessoa, eles podem e são capazes de restaurar o status de uma pessoa valorizada e que pode contribuir para a sociedade. É por essa razão que estas questões estão estruturadas como questões de direitos civis e justiça social, para além de questões apenas de saúde. O mesmo deve ser verdadeiro, de acordo com o movimento de recovery, para pessoas com ‘disabilidades’ psiquiátricas. Esta abordagem é o que está implícito na noção de estar em recuperação” (DAVIDSON, 2009: 11 e 14).

terça-feira, 4 de abril de 2017

The Problem With P-Values

https://www.madinamerica.com/2017/04/problem-p-values/


The Problem With P-Values

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In this essay for Aeon, David Colquhoun deconstructs the concept of statistical significance and discusses the problematic nature of the way scientific research is conducted.

sexta-feira, 31 de março de 2017

impossibilidade de declarar como absolutamente incapaz

https://www.defensoria.sp.def.br/dpesp/Conteudos/Noticias/NoticiaMostra.aspx?idItem=71685&idPagina=3086

 

Defensoria obtém decisão do TJ-SP que reconhece impossibilidade de declarar como absolutamente incapaz pessoa com deficiência
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Veículo: DPE/SP
Data: 1/3/2017
A Defensoria Pública de SP obteve uma decisão do TJ-SP que garantiu a aplicação do Estatuto da Pessoa com Deficiência e reconheceu a ausência de amparo legal para a declaração de incapacidade absoluta de pessoa com deficiência, devendo eventual definição de curatela ser limitada a atos de natureza patrimonial e negocial– sem interferência aos direitos de livre desenvolvimento da personalidade.
A decisão do TJ-SP, após recurso, reverteu uma sentença proferida na comarca do Guarujá que havia determinado a incapacidade absoluta de Roger (nome fictício), por possuir deficiência mental. A irmã do rapaz buscava oficializar sua curatela, possibilitando o saque de valores do benefício da prestação continuada (Loas) em favor dele. O INSS costuma exigir a interdição do beneficiário em casos assim.
O Juízo de primeiro grau acolheu o pedido, mas declarou Roger como “absolutamente incapaz”. A Defensora Nayara Rocha Rincon, então, apelou ao TJ-SP.
Ela argumentou que o artigo 3º do Código Civil, alterado pela lei nº 13.146/2015, chamada Lei Brasileira de Inclusão da Pessoa com Deficiência (ou Estatuto da Pessoa com Deficiência), passou a admitir como única hipótese de incapacidade absoluta a do menor de 16 anos, tendo sido excluída a previsão de “enfermidade ou deficiência mental” e ausência do “necessário discernimento” para a prática dos “atos da vida civil”. Nayara ressaltou também que na decisão houve julgamento além do que foi pedido, uma vez que a própria petição inicial requeria apenas a declaração da incapacidade relativa.
Na decisão, a 3ª Câmara de Direito Privado do TJ-SP acolheu a apelação e determinou a reforma da sentença, determinando a incapacidade relativa de Roger. “Do contrário, estar-se-ia negando completa vigência ao disposto nos artigos 3º e 4º do Código Civil, que, diante da modificação legislativa promovida pelo Estatuto da Pessoa com Deficiência diploma normativo com vocação constitucional inclusive passaram a restringir a incapacidade absoluta a uma única hipótese: as pessoas menores de 16 anos”, escreveu o relator da apelação, Juiz Donegá Morandini.

quarta-feira, 29 de março de 2017

‘CRAZY’: New Documentary about Forced Psychiatric Treatment

https://www.madinamerica.com/2017/03/crazy-new-documentary-about-forced-psychiatric-treatment/

The Sane Society - Quotes by Erich Fromm

http://freudquotes.blogspot.com.br/2015/07/the-sane-society-quotes-by-erich-fromm.html

The Sane Society - Quotes by Erich Fromm



Why I Don’t Like the Idea that Mental Disorder is a Disease

https://www.madinamerica.com/2017/03/mental-disorder-disease/

Why I Don’t Like the Idea that Mental Disorder is a Disease

New Diagnostic Model For Psychiatric Disorders Proposed

https://www.disabled-world.com/disability/types/psychological/diagmod.php

New Diagnostic Model For Psychiatric Disorders Proposed

quinta-feira, 23 de março de 2017

Why the Hype Around Medical Genetics is a Public Enemy

https://www.madinamerica.com/2017/03/hype-medical-genetics-public-enemy/


Why the Hype Around Medical Genetics is a Public Enemy

From Aeon: Throughout history, scientists have made inflated promises about medical genetics, vowing that the field will prevent or cure all diseases. These hyperbolic and grandiose claims have been quick to garner public and media attention and slow to yield results.

Article →­

quarta-feira, 22 de março de 2017

Frase


A loucura de ser normal | Marcelo Veras | TEDxVoltaRedonda

Pelas palavras de Marcelo Veras: um novo jeito de enxergarmos a loucura.

Médico Psiquiatra, Doutor em Psicologia pela Universidade Federal do Rio de Janeiro. Diretor da Escola Brasileira de Psicanálise no último biênio 2013-15, escreveu o livro A Loucura Entre Nós que recentemente virou obra cinematográfica.

This talk was given at a TEDx event using the TED conference format but independently organized by a local community. Learn more at http://ted.com/tedx

https://www.youtube.com/watch?v=ruqr8TjUC8g

efeitos colaterais drogas psicoativas

https://rxisk.org/

Could it be my meds?

All drugs have side effects, but people often don’t link the effect they are experiencing to starting, stopping, or changing the dose of a drug. RxISK provides free access to information and tools to help you assess the connection between a drug and a side effect.

terça-feira, 21 de março de 2017

Primeiro movimento de usuários de saúde mental do Reino Unido

https://libcom.org/history/mental-patients-union-1973

The Mental Patients Union, 1973

https://translate.google.com.br/translate?sl=en&tl=pt&js=y&prev=_t&hl=pt-BR&ie=UTF-8&u=https%3A%2F%2Flibcom.org%2Fhistory%2Fmental-patients-union-1973&edit-text=&act=url

A União de Pacientes Mentais, 1973

Press coverage of the Mental Patients Union
Informação histórica sobre a União de Pacientes Mentais, formada em Londres em 1973 para se opor à opressão psiquiátrica, escrita por Past Tense.
A União de Pacientes Mentais (MPU) , no início da década de 1970, provavelmente poderia ser vista como o primeiro movimento de envolvimento do usuário de serviços. O membro fundador Andrew Roberts descreveu a gênese da União:
"A idéia de uma União de Pacientes Mentais foi desenvolvida pela primeira vez por um pequeno grupo de pacientes mentais e apoiadores em dezembro de 1972. Um panfleto foi produzido - que veio a ser conhecido como o Panfleto de Peixes (tinha uma foto de um peixe lutando em um Gancho na capa) - que era fortemente marxista em sua análise. Seu argumento era que a psiquiatria era uma forma de controle social das classes trabalhadoras em um estado capitalista e que o psiquiatra era o "sumo sacerdote" da sociedade tecnológica, exorcizando os "demônios" da angústia social através da terapia eletroconvulsiva (ECT), da lobotomia E medicação. O pensamento era que, da mesma forma que os trabalhadores formavam sindicatos, os pacientes mentais também precisavam de uma união para lutar por seus direitos contra a opressão política e controle social.
Havia seis de nós envolvidos na criação do sindicato: Liz Durkin, Brian Douieb, Lesley Mitchell, Eric Irwin, eu e minha parceira Valerie Argent, mas só Eric, Valerie e eu éramos pacientes mentais. Valerie e eu estávamos focados principalmente na formação da união. Não participamos da análise política, nem assinamos o panfleto de peixes.
O grupo planejou realizar sua primeira reunião pública no hospital de dia de Paddington, onde Liz tinha sido assistente social. Ela estava fazendo contato com a imprensa para promover a causa de uma União de Pacientes Mentais. A idéia da união pegou a fantasia do programa Today de Radio 4 e eles pediram a ela para vir falar sobre isso no programa na manhã da reunião. Liz percebeu que eles estavam perguntando porque ela era uma assistente social, mas em uma reunião de "conselho de guerra" decidimos que não participaríamos a menos que concordassem em entrevistar um paciente - e que não lhes daríamos nenhuma informação sobre o Paciente, fossem de Broadmoor ou qualquer outra coisa. Tínhamos a idéia de nos alinharmos no estúdio e dizer: "Observe o estúpido". Levaram três ou quatro horas para nos tocar e concordar em entrevistar um paciente. Precisavam de tempo para pensar sobre isso.
No final, eu era o único de nós três com problemas de saúde mental dispostos a fazê-lo. No estúdio, tudo era muito civilizado. A pergunta principal do entrevistador era: "Como os pacientes poderiam formar um sindicato - se eles estivessem doentes, como eles poderiam participar em algo assim?" Naqueles dias era radical sugerir que as pessoas com problemas de saúde mental poderiam fazer as coisas juntos como uma associação.
A resposta após a transmissão foi esmagadora. Eu dei o número da minha casa no ar e desde o momento em que a entrevista saiu, o telefone estava tocando.
O hotel tinha apenas reservado um quarto pequeno no hospital para a reunião mais tarde que à noite. Mais de 100 pessoas apareceram e não havia espaço para todos nós. Foi caos e eles nos encontraram um quarto maior. Algumas pessoas pegaram o Panfleto de Peixes e estavam perguntando se, para se juntar ao sindicato, eles tinham que compartilhar sua análise. Nós nos disse não, que foram a vista de um pequeno grupo.
Nós dissemos que o sindicato era sobre a dignidade de pacientes mentais, sobre ser capaz de falar por nós mesmos e não ter que falar sobre "eles", porque, naqueles dias, se você estivesse em qualquer grupo eo assunto de pacientes mentais surgiu , Todo mundo supôs que você não poderia ser um - você falou sobre "eles", não "nós".
Andrew Roberts é membro do comitê de administração do Survivor History Group
Abcdefghijklmnopqrstu vwxyled Abcdefghijklmnopqrstu vwxyled ••••••••••••••
Mental Patients Union Demands tomadas da Declaração de Intenção de Abril de 1973
Nós exigimos
  1. A abolição do tratamento obrigatório, ou seja, exigimos o direito efetivo dos pacientes a recusar qualquer tratamento específico.
  1. A abolição do direito de quaisquer autoridades para tratar pacientes em face da oposição de parentes ou amigos mais próximos, a menos que seja claramente demonstrado que o paciente de sua própria vontade deseja o tratamento.
  1. A abolição de tratamentos psiquiátricos irreversíveis (ECT, cirurgia cerebral, medicamentos específicos)
  1. Padrões mais elevados no teste de tratamentos antes de usar em nós.
  1. Que os pacientes sejam informados sobre os tratamentos que estão recebendo são experimentais e devem ter o direito efetivo de se recusarem a serem experimentados.
  1. Que os pacientes sejam informados sobre os tratamentos que estão recebendo e quais são os efeitos a longo prazo.
  1. Também a abolição do tratamento de isolamento (reclusão em quartos fechados fechados, células acolchoadas, etc)
  1. O direito de qualquer paciente de inspecionar as notas de seu caso e o direito de tomar ações legais relacionadas com o conteúdo e as conseqüências deles.
  1. Que as autoridades não devem descarregar qualquer paciente contra sua vontade porque recusam tratamento ou qualquer outro motivo.
  1. Que todos os pacientes devem ter o direito de ter qualquer tratamento que acreditamos que irá ajudá-los.
  1. Que as autoridades locais devem providenciar alojamento para pacientes que desejam deixar o hospital e que devem ser fornecidos benefícios de segurança adequados. Apoiamos qualquer paciente mental ou ex-paciente em sua luta para obter essas instalações e qualquer pessoa que está em risco de se tornar um doente mental por causa da acomodação inadequada, apoio financeiro, pressões sociais, etc.
  1. Apelamos à abolição da hospitalização compulsória.
  1. Um fim ao uso indiscriminado do termo "subnormalidade mental". Temos a intenção de lutar contra a condenação das pessoas como "mentalmente subnormal" na ausência de qualquer trabalho real real para resolver o problema com a compreensão social ativa e ajuda.
  1. A abolição do conceito de "psicopata" como uma categoria jurídica ou médica.
  1. O direito de os pacientes reterem suas roupas pessoais em hospitais e assegurarem seus pertences pessoais sem interferência do pessoal do hospital.
  1. A abolição do trabalho obrigatório nos hospitais e fora e a abolição do direito do hospital de reter e controlar o dinheiro dos pacientes.
  1. O direito dos pacientes de aderir e participar plenamente no sindicato de sua escolha.
  1. Que as taxas sindicais são pagas aos pacientes por qualquer trabalho realizado onde tais taxas não existem.
  1. Que os pacientes devem recorrer a uma sala onde possam desfrutar de sua própria privacidade ou ter privacidade com os outros, de qualquer sexo, de sua própria escolha.
  1. A abolição da censura pelas autoridades hospitalares das comunicações dos pacientes com a sociedade fora do hospital e em particular a abolição da censura por telefone e por carta.
  1. Exigimos a abolição de qualquer poder de restringir os direitos de visita dos pacientes pelas autoridades hospitalares.
22, O Direito de Mental Patients representantes da União para inspecionar todas as áreas de hospitais ou instituições equivalentes.
  1. Negamos que exista qualquer doença mental "incurável" e exijamos o direito de investigar as circunstâncias de qualquer paciente de um hospital psiquiátrico que acredite que ele ou ela está sendo tratado como incurável
  1. Exigimos que cada paciente mental ou ex-paciente tenha o direito a uma segunda opinião gratuita por um psiquiatra da escolha do representante do paciente ou do grupo de pacientes mentais, se ele ou ela discorda do diagnóstico e que cada paciente ou ex-paciente deve Têm direito a um mecanismo de recurso eficaz.
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Um outro membro adiantado do MPU, Joan Hughes, pega a história do grupo:
"Na Inglaterra, por volta de 1972, alguns grupos de pacientes psiquiátricos e pessoal simpático de saúde mental começaram a fazer comentários políticos sobre a sua situação na sociedade. Efetivamente, muitos pacientes mentais estavam sem direitos civis - Por exemplo, mesmo o direito de voto costumava ser removido para um paciente mental sem qualquer endereço fora de uma instituição
PADDINGTON DAY HOSPITAL
O primeiro grupo de que ouvi falar foi de um grupo de pacientes que freqüentavam o Hospital de Dia de Paddington, no oeste de Londres. Este foi reputado para usar esclarecido métodos de tratamento, incluindo psicoterapia. As autoridades do Serviço Nacional de Saúde quiseram encerrá-lo.
Houve reuniões e discussões entre os pacientes eo protesto contra o fechamento foi bem sucedido. O hospital do dia de Paddington permaneceu aberto.
A FOLHA DE PEIXES
Um dos pacientes do Hospital de Dia de Paddington foi Eric Irwin. Ele e três profissionais, Liz Durkin, Lesley Mitchell e Brian Douieb, pensaram que havia uma necessidade de uma organização de pacientes. Eles se reuniram juntos escrever um folheto chamado "O caso de uma União de Pacientes Mentais". Mais tarde eles foram acompanhados por outros dois pacientes, Andrew e Valerie Roberts.
Esse grupo é chamado de comitê piloto para um sindicato de pacientes mentais. O folheto é chamado frequentemente "o panfleto dos peixes" porque tem uma imagem de um peixe em um gancho na tampa. Isto é para ilustrar que o comportamento de alguém que está sofrendo de doença mental pode parecer louco, mas pode realmente ser uma maneira de superar seus problemas.
A UNIÃO DE PACIENTES MENTAIS
Uma grande reunião para discutir a formação de uma União de Pacientes Mentais foi realizada na noite de quarta-feira 21 de março de 1973. Cerca de 100 pessoas participaram desta reunião no Hospital Paddington Day. A maioria eram pacientes ou ex- pacientes. A maioria vivia em Londres.
Descobriu-se que esta não era a primeira União de Pacientes Mentais. As pessoas vieram que tinham formado anteriormente a União Escocesa de Pacientes Mentais. As pessoas estavam presentes que tinham tentado formar uma União em Oxford e uma mensagem foi recebida de outro grupo em Leeds.
A União Nacional de Doentes Mentais foi formada com a adesão plena reservada para pacientes e ex-pacientes.
PACIENTES MENTAIS DECLARAÇÃO DE INTENÇÃO
Houve muita discussão sobre o conteúdo do Panfleto de Peixes. Muitos pacientes se opuseram ao uso de idéias marxistas. Foi decidido que o Panfleto de Peixes poderia ser divulgado pelo The Mental Patients Union, mas não seria uma publicação da MPU. A política do sindicato seria escrita de forma independente e votada em reuniões onde apenas os pacientes e ex-pacientes tinham um voto. Isso foi chamado Declaração de Intenção da União de Pacientes Mentais. Isso começa
"Nós proclamamos a dignidade dos chamados pacientes mentais da sociedade. Desafiamos a prática psiquiátrica repressiva e seus conceitos mal definidos de "doença mental"
Demandas
A declaração continha exigências.
Algumas exigências eram moderadas. Por exemplo, o direito de receber cartas particulares não abertas pelo pessoal.
Alguns eram objetivos de longo prazo. Por exemplo, a eventual abolição dos hospitais mentais.
Alguns eram impraticáveis. Por exemplo, o direito de ser representado por um membro do Mental Patients Union em tribunais de saúde mental. Isso era impraticável porque não havia membros MPU suficientes para serem representantes.
As demandas mais controversas pareciam ser o direito de recusar certas formas de tratamento, como o tratamento de choque eletroconvulsivo (ECT) e as drogas.
UNIÃO ESCOCESA DOS PACIENTES MENTUAIS
Como eu disse, quando a MPU foi formada nacionalmente, descobriu-se que os sindicatos de pacientes já haviam sido formados em diferentes partes do país.
SUMP, o Scottish União de Pacientes Mentais, foi formado em 1972 por Tommie Ritchie e Robin Farqhuarson. Esta foi a primeira união de pacientes psiquiátricos no Reino Unido que temos os registros escritos de. Tommy e Robin ambos ajudaram a formar o MPU nacional em 1973.
GRUPOS ESQUECIDOS
Sabemos que muita história é esquecida ou não é registrada. Um dos objetivos de um grupo de história deve ser traçar as atividades dos pacientes em diferentes partes do país antes e depois do início público do movimento de pacientes mentais em 1973.
NATION WIDE
Após 1973, sindicatos de pacientes mentais foram estabelecidos em muitas partes do país. Hackney MPU atuou como um centro de coordenação por alguns anos.
Alguns, como o MPU de Londres Oeste, eram muito pequenos, outros tinham uma participação substancial. Alguns operavam em hospitais psiquiátricos, outros estavam fora do hospital. Dois (Hackney e Manchester) correu casas para os membros.
Às vezes havia uma união em um hospital ligado a uma união fora. Este foi o caso em Hackney onde os pacientes do Hospital Hackney estabeleceram sua própria união com o apoio da MPU Road Mayola. Hospital Hackney MPU pode ter sido o primeiro sindicato hospitalar a ganhar o reconhecimento das autoridades hospitalares.
Uma Federação de Uniões de Pacientes Mentais foi formada, na Conferência de Manchester, em 1974.
As Uniões de Pacientes Mentais não tiveram a mesma Declaração de Intenção. Os grupos foram livres para selecionar suas próprias demandas da declaração original, e adicionar outros que eles queriam.
É preciso lembrar que o principal registro sobrevivente da União de Pacientes Mentais são aqueles mantidos por Hackney para o movimento em geral.
Isso significa que um monte de história local ainda está a ser recuperado - Incluindo a história dos grupos MPU fora Hackney que continuou após Hackney MPU fechado. Um grupo. Dundee MPU é acreditado para ter continuado na década de 1990. Embora tenha mudado seu nome.
HACKNEY MENTAL PACIENTS UNION
Em Hackney havia dois MPU autônomos que trabalharam juntos. Embora eu fosse, ao mesmo tempo, um paciente no Hackney Hospital, o grupo ao qual pertencia era o Mayola Road Mental Patients Union. Eu morava na Casa Robin Farquharson e era, ao mesmo tempo, o tesoureiro da união e, outras vezes, sua secretária.
Até onde eu sei, nenhuma União de Pacientes Mentais nunca recebeu fundos públicos. Hackney MPU foi apoiado por doações de pacientes e ex-pacientes, e alguns membros associados e dos aluguéis que aqueles de nós que vivem nas casas pago.
Os membros associados eram pessoas como trabalhadores sociais simpáticos e trabalhadores de serviços de saúde. Havia muito poucos deles e, enquanto eu estava envolvido, todos os membros ativos eram pacientes ou ex-pacientes. Qualquer paciente ou ex-paciente poderia assistir e votar nas nossas reuniões. Antes de qualquer outra pessoa participar, os membros presentes tiveram de concordar que poderiam.
Sem financiamento e confiando completamente em nossos próprios recursos, nós fornecemos serviços. Nós ran o Robin Farquharson House em Mayola Road por três anos. Este foi dividido em quartos individuais que foram inteiramente sob controle do residente, mas também tinha um escritório que serviu como um crash pad em situações de emergência. Muitas vezes tínhamos pessoas que estavam passando por uma crise e que eram apoiadas por outros residentes. Nós também ajudamos e aconselhamos pessoas por telefone e carta, e houve quaisquer visitantes de todo o país, bem como do estrangeiro.
Criamos duas outras casas em Woodford para acomodar as pessoas e, depois de um tempo, estas se tornaram autogerentes.
COPE E WEST LONDON MPU
COPE (Organização Comunitária para Emergências Psiquiátricas) estava em execução em Londres Oeste, ao mesmo tempo que MPU. Alguns de seus membros eram pacientes. Outros não. Dirigiu um centro de crise com e publicou uma revista, e também tentou fornecer alojamento de curto prazo. COPE forneceu uma base para Eric Irwin "West London MPU". Muitas pessoas o encontraram lá. Uma dessas pessoas foi Julian Barnett, o fundador da PROMPT (Proteção dos Direitos dos Pacientes Mentais em Terapia)
DROGAS PSIQUIÁTRICAS
Eu ingressou na União de Pacientes Mentais pouco depois de começar. Eu participei em muitas atividades, mas, por causa da minha experiência, eu estava particularmente interessado nos efeitos colaterais de drogas psiquiátricas. Em outubro de 1975 eu era uma das três pessoas que trouxe um diretório dos efeitos colaterais de drogas psiquiátricas .
Como um químico analítico, eu era capaz de ajudar muito no lado científico e na leitura e compreensão dos relatórios.
Meu nome neste momento era Joan Martin. As outras duas pessoas foram Andrew Roberts e Chris Hill, que digitaram o diretório.
MINHA EXPERIÊNCIA
Deixe-me dizer-lhe algo, primeiro sobre a minha experiência de drogas psiquiátricas e por isso é tão importante que as pessoas que tomá-los estão bem informados sobre seus efeitos.
Um dia, em 1969, visitei meu médico de família e contei a ela sobre minha depressão. Ela disse que poderia me dar uma injeção para isso e logo me sentiria melhor. Ela disse que o título da droga era "Modecate", que eu não sabia nada sobre.
Eu tive esta injeção, caminhei para casa e em um cinema para ver um filme. No meio do filme eu não me sentia sonolento, mas incrivelmente deprimido. O mundo estava escorregando para longe de mim. Tudo o que estava acontecendo à minha volta parecia estar ocorrendo em outro mundo, com o qual eu não tinha nenhuma ligação.
Durante os dois anos seguintes eu não iniciei nenhuma atividade para mim. Era um mundo sombrio no qual eu vivia e não sou capaz de descrevê-lo. Na verdade eu podia observar o que as pessoas estavam fazendo, mas não agir por mim mesmo, exceto de uma maneira desesperada, que logo terminou com meu ingresso no Hospital Mental de Rubery Hill.
Eu não sou contra os médicos. Foi um médico que me tirou as drogas e restaurou minha saúde. Entrei em Goodmayes Hospital em 1 de novembro de 1971, tendo tomado uma overdose. Minhas drogas foram interrompidas eo primeiro dia em que comecei a me sentir melhor foi 29 de novembro de 1971.
Alguns anos mais tarde eu disse a um médico no Hackney Hospital
"Eu sei que as drogas não me fazem bem. E o MPU não é contra os médicos. No Hospital Goodmayes havia alguém chamado Dr. Abrahamson. Ele deve ter sido um bom médico, porque ele parou de me dar drogas, e depois de dois anos de doença crônica, de repente eu fiquei melhor. "
EFEITOS COLATERAIS
Quando a MPU foi formada, muitos médicos negaram que os medicamentos psiquiátricos tenham efeitos colaterais graves. Há também drogas agora consideradas perigosamente viciantes que os médicos, em seguida, disse que estavam inteiramente livres de problemas.
Nós tínhamos emitido uma folha listando as principais drogas psiquiátricas com seus efeitos colaterais, quase desde que a MPU foi formada pela primeira vez. Algumas pessoas achavam que isso era baseado em relatórios de pacientes. Mas foi baseado nos relatórios oficiais das drogas. Tivemos o cuidado de não ser sensacional e explicou que os efeitos colaterais só às vezes ocorreu. A lista era para que as pessoas não culpam sua doença se eles sofreram o efeito colateral.
Nós achei que este foi muito razoável - mas muitas pessoas foram muito Irritado sobre ele. Mente re-publicado no primeiro Consumers questão de sua revista, mas esqueceu de incluir o aviso de que era apenas uma lista de efeitos que possam acontecer. Isto causou um grande debate em suas colunas de correspondência.
O repertório de efeitos secundários era de oito páginas. Nós pesquisamos cuidadosamente e dividimos em diferentes tipos de drogas, de modo que as pessoas não foram confessadas por mudar de nome. Por este tempo a mente estava com medo de mencionar efeitos colaterais, mas o Diretório foi bem revisto por alguns documentos médicos. Muitas empresas farmacêuticas compraram cópias. Nós cobrada adicional.
As ordens para o diretório de drogas logo ultrapassaram a oferta e eu continuei a reimprimi-la por vários anos, e até a revisei. É agora, obviamente, irremediavelmente desatualizado.
FECHO
Hackney MPU fechado em 1976. Os membros que viveram na casa mudaram-se em duas casa nova. Um deles foi dirigido por Matthew O'Hara até sua morte, em junho de 1980. O Comitê Matthew O'Hara: para Liberdades Civis e Cuidados Comunitários foi formado em sua memória.
Eu [Joan Hughes] vivia, com outros membros, na outra casa (que ainda existe). Mantivemos a mesma linha telefônica e continuamos a atender chamadas para o sindicato e a corresponder com pessoas que escreveram. Visitantes do movimento no Reino Unido, Europa e América freqüentemente ficaram conosco. Um dos que ficaram foi Judi Chamberlin da América, um ativista paciente dos Estados Unidos. Quando foi convidada para o Congresso Mundial de Saúde Mental em Brighton, em junho de 1985, ficou chocada ao descobrir que nenhum ativista do Reino Unido estava convidado - Mas trabalhou com aqueles que não foram convidados.
PRONTO
PROMPT (Proteção dos Direitos dos Pacientes Mentais em Terapia) foi formado em 1976. Não era um grupo de pacientes, embora vários pacientes e ex-pacientes se juntassem. Eric Irwin do West London MPU foi um dos seus membros mais ativos. O grupo usou o logotipo da MPU e reimpresso muitas publicações da MPU, com adições próprias.
A PROMPT não procurou fornecer alojamento ou criar grupos nos hospitais. O que foi feito foi fornecer um serviço de aconselhamento telefônico para pacientes e ex = pacientes em dificuldades, insatisfeitos com seu tratamento ou condições de vida. Igualmente deu a atenção considerável à campanha em edições específicas tais como a abolição da Terapia Electro-Convulsive. "
Para mais informações sobre o Mental Patients Union, consulte:
Http://studymore.org.uk/mpu.htm
Http://www.ctono.freeserve.co.uk/id90.htm
A Associação de Pacientes Mentais evoluiu durante a década de 1970 para a PROMPT, que finalmente se transformou em CAPO (Campanha contra a Opressão Psiquiátrica) no início dos anos 80. CAPO passou a emitir um manifesto seminal que ainda é considerado por muitos como inspirador.
Tirado de https://pasttenseblog.wordpress.com/2016/03/21/today-in-londons-radical-history-mental-patients-union-founded-to-oppose-psychiatric-oppression-1973/ 

quinta-feira, 16 de março de 2017

O uso dos psicotrópicos e a sociedade

 O uso dos psicotrópicos e a sociedade

livro completo fármacos psiquiátricos

https://antipsiquiatriaudg.files.wordpress.com/2014/12/joanna-moncrieff-hablando-claro-una-introduccic3b3n-a-los-fc3a1rmacos-psiquic3a1tricos.pdf

Um achado.
Livro de Joanna Moncrieff em espanhol. "Hablando Claro - Una introducción a los fármacos psiquiátricos"

Desintoxicação de ansiolíticos (Lisboa)

http://sicnoticias.sapo.pt/pais/2016-04-12-Faculdade-de-Medicina-de-Lisboa-promove-projeto-de-desintoxicacao-de-ansioliticos

frase maturana

when-on-eof-us-tells-the-another-what-is-real

When one human being tells another what is real what they are actually doing is making a demand for obedience.
– Humberto Maturana

Quando um ser humano fala para outro o que é real o que eles estão verdadeiramente fazendo é uma demanda por obediência. – Humberto Maturana

quarta-feira, 15 de março de 2017

An Alternative Perspective on Psychotherapy

https://www.madinamerica.com/2017/03/alternative-perspective-psychotherapy-not-cure/

An Alternative Perspective on Psychotherapy: It is Not a ‘Cure’

Kev Harding argues against conceptualizations of therapy as a ‘cure’ to an ‘illness’ and instead offers alternative approaches


segunda-feira, 13 de março de 2017

anormais foucault

"A psiquiatria, em meados do século XIX, abandonou ao mesmo tempo o delírio, a alienação mental, a referência à verdade e, enfim, a doença. O que ela assume agora é o comportamento, são seus desvios, suas anomalias; ela toma sua referência num desenvolvimento normativo. Há uma despatologização do objeto médico. O poder médico estende-se sobre o não-patológico, sobre a anomalia. A psiquiatria não visa mais essencialmente à cura, mas sim à proteção e a ordem. O racismo que nasce na Psiquiatria, nessa época, é o racismo contra o anormal."
Michel Foucault, Os Anormais

terça-feira, 7 de março de 2017

What are the sources of conflict within the anti-psychiatry movement?

http://www.talesfromthemadhouse.com/uniting-critical-voices-part-i-what-are-the-sources-of-conflict-within-the-anti-psychiatry-movement/



Uniting critical voices (Part I): What are the sources of conflict within the anti-psychiatry movement?

If we are to achieve the much-needed paradigm shift in the way we respond to human suffering, it is imperative that the various strands of the anti-psychiatry movement unite. Given the powerful vested interests sustaining the dominant bio-medical model, a fragmented opposition will possess insufficient power to transform the current mental health system. Indeed, the adage, ‘united we stand, divided we fall’, has never been more apt.
Courtesy of Stuart Miles - FreeDigitalPhotos.net(10)
As a vocal critic of Western psychiatry I actively engage in a variety of social media and, like many others on this side of the debate, often find myself embroiled in arguments regarding the most appropriate ways to help people who are experiencing emotional distress and overwhelm. Predictably, many of these spats are with biological psychiatrists and others wedded to ‘broken brain’ explanations. But – perhaps more surprisingly – I’ve witnessed a growing number of passionately expressed differences between people who each identify with the anti-psychiatry movement.
What are the sources of these conflicting ideas?
I suspect that tensions within the diverse range of voices striving for radical change in our approach to emotional distress originate from three major sources.
1. Abolitionists versus reformers?
One important line of division seems to be around whether the ultimate goal of our efforts should be total eradication of psychiatry or its radical reform.
Many argue that the inherent inadequacies of Western psychiatry are so deeply engrained as to render the current system beyond repair. It is reasoned that the ‘illness like any’ approach to human suffering, justifying the gross overuse of psychotropic drugs and a perverse approach to risk, is now so energetically defended by vested interests – the pharmaceutical industry and a psychiatry profession desperate to retain its status as a bona fide medical speciality – that the prospect of meaningful change in our mental health services is remote.
The abolitionists often highlight the human-rights violations, and the mental health legislation that legitimises them, as justification enough for calling for an end to psychiatry. They claim that the collusion between the state and medicine, enabling doctors to incarcerate law-abiding people and enforce ‘treatments’ without their consent, propels a psychiatrist into the role of enforcer of the government’s desire to control those who they deem to be troublesome. These discriminatory practices, it is argued, can only be halted by the total dismantling of the institution of psychiatry.
In contrast, the reformers draw attention to pockets of good practice within the existing mental health service, where innovators are striving to change the system from within. Promising initiatives, such as Open Dialogue, are held up as evidence that radical change can be realised within the existing psychiatric service. They propose that critical voices need to focus on incremental, evolutionary improvements rather than demanding a revolution.
2. Service-user versus professional perspectives
The relative weights given to the views of service users and mental health professionals is another major source of tension within the anti-psychiatry movement.
At one end of the continuum are those people who have – understandably – been alienated by their direct experience of receiving ‘treatments’ from psychiatry, and often feel traumatised by their time spent in the services, who assert that anyone who has worked as a mental health professional (medical or otherwise) is automatically rendered incapable of being an ally in the struggle for psychiatric reform. Making a living from collusion with psychiatry’s human rights abuses, the argument goes, is unforgiveable and strips the person of any credibility as an opponent of the current system.
On the other side of the spectrum are those critics of psychiatry who assert that the vast majority of mental health professionals entered into these careers expecting to learn skills that would help reduce human suffering, rather than for the opportunity to control, dominate and abuse. Furthermore, from a pragmatic point of view they argue that, if radical change is going to be realised, agents of change need to be operating within the psychiatric system as well as outside it. And given that psychiatric professionals typically possess much more power than the people they are paid to serve, it would be foolish and self-defeating to disqualify this potentially influential ally.
3. Societal influences versus individual responsibility
Critical voices pushing for alternatives to biological psychiatry all recognise that societal ills (such as homelessness, poverty, discrimination and inequality) contribute in a significant way to the level of mental health problems within our communities. Nonetheless, there seems to be diverse views about the magnitude of societal change that is necessary to achieve a radical shift in the way we approach human suffering.
Many people within the anti-psychiatry movement argue that a marked improvement in the emotional wellbeing of our citizens cannot be achieved within the political systems that currently dominate the Western world. They claim that globalisation, and the capitalist philosophy that underpins it, are engine rooms for the divisions and inequalities that fuel mental distress and that the total rejection of these political systems is an essential prerequisite for radical change to the way we prevent, and respond to, human suffering.
Activists who support this revolutionary stance typically emanate from the left of the political spectrum and champion socialist ideologies. Within this frame, mental health problems are viewed as inevitable consequences of a sick society with the individual sufferers having little or no power to improve their plights.
In contrast, others arguing for alternatives to biological psychiatry put greater emphasis on personal responsibility as a vehicle for recovery. Espousing the virtues of choice and free will, those on this side of the debate typically seek to minimise state involvement – via policies or laws – preferring to allow individuals to navigate their own routes to wellbeing, unfettered by government interference. In a more extreme form of this philosophy, it is assumed that each of us, irrespective of the environmental context, possess the inherent capability to steer our escape from emotional pain via a sequence of rational decisions – in effect, to think our way out of our problems.


The above describes my personal musings on the sources of divisions within those opposed to the traditional psychiatric system. I would be keen to hear the views of others in the comments section (below).
In the second part of this blogpost I will suggest that there may be common goals around which the various strands of the anti-psychiatry movement can collaborate, thereby enabling a collective effort to radically change the damaging and relatively ineffective bio-medical paradigm that continues to dominate our approach to human suffering.

Photo courtesy of Stuart Miles at FreeDigitalPhotos.net