Pacientes produtores ativos de saúde (prosumo)

Essa avalanche de informações e conhecimento relacionada à saúde e despejada todos os dias sobre os indivíduos sem a menor cerimônia varia muito em termos de objetividade e credibilidade. Porém, é preciso admitir que ela consegue atrair cada vez mais a atenção pública para assuntos de saúde - e muda o relacionamento tradicional entre médicos e pacientes, encorajando os últimos a exercer uma atitude mais participativa na relação. Ironicamente, enquanto os pacientes conquistam mais acesso às informações sobre saúde, os médicos têm cada vez menos tempo para estudar as últimas descobertas científicas ou para ler publicações da área - on-line ou não -, e mesmo para se comunicar adequadamente com especialistas de áreas relevantes e/ou com os próprios pacientes. Além disso, enquanto os médicos precisam dominar conhecimentos sobre as diferentes condições de saúde de um grande número de pacientes cujos rostos eles mal conseguem lembrar, um paciente instruído, com acesso à internet, pode, na verdade, ter lido uma pesquisa mais recente do que o médico sobre sua doença específica. Os pacientes chegam ao consultório com paginas impressas contendo o material que pesquisaram na internet, fotocópias de artigos da Physician's Desk Reference, ou recorte de outras revistas e anuários médicos. Eles fazem perguntas e não ficam mais reverenciando a figura do médico, com seu imaculado avental branco. Aqui as mudanças no relacionamento com os fundamentos profundos do tempo e conhecimento alteraram completamente a realidade médica. Livro: Riqueza Revolucionária - O significado da riqueza no futuro

Aviso!

Aviso! A maioria das drogas psiquiátricas pode causar reações de abstinência, incluindo reações emocionais e físicas com risco de vida. Portanto, não é apenas perigoso iniciar drogas psiquiátricas, também pode ser perigoso pará-las. Retirada de drogas psiquiátricas deve ser feita cuidadosamente sob supervisão clínica experiente. [Se possível] Os métodos para retirar-se com segurança das drogas psiquiátricas são discutidos no livro do Dr. Breggin: A abstinência de drogas psiquiátricas: um guia para prescritores, terapeutas, pacientes e suas famílias. Observação: Esse site pode aumentar bastante as chances do seu psiquiatra biológico piorar o seu prognóstico, sua família recorrer a internação psiquiátrica e serem prescritas injeções de depósito (duração maior). É mais indicado descontinuar drogas psicoativas com apoio da família e psiquiatra biológico ou pelo menos consentir a ingestão de cápsulas para não aumentar o custo do tratamento desnecessariamente. Observação 2: Esse blogue pode alimentar esperanças de que os familiares ou psiquiatras biológicos podem mudar e começar a ouvir os pacientes e se relacionarem de igual para igual e racionalmente. A mudança de familiares e psiquiatras biológicos é uma tarefa ingrata e provavelmente impossível. https://breggin.com/the-reform-work-of-peter-gotzsche-md/
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quinta-feira, 12 de março de 2026

Polilaminina e evidências

As pesquisas sobre polilaminina estão atraindo críticos que partem do modelo de saúde baseada em evidências e de metodologia de estudos clínicos. As críticas tomam o grupo controle como única forma de demonstração de relações inequívocas entre variáveis causais e variáveis de efeito. Esse entendimento sobre ciência e metodologia é superficial pois demonstra um desconhecimento de formas não estatísticas e sem amostragem por grupo de verificação de relações de determinação. Uma pesquisa promissora está sendo praticamente atacada e caracterizada como controversa. Se estendermos esse raciocínio para a avaliação que o modelo de saúde baseada em evidências faz de outras pesquisas, é possível concluir que existe uma área de omissão e detração de conhecimento potencialmente válido e útil com métodos que não estão sob o escopo dos juízes "últimos" de evidências.

quinta-feira, 27 de novembro de 2025

Fichamento sobre ciência e valores

"Utilizaremos dois autores importantes que irão direcionar o presente estudo: Thomas Kuhn, que apresenta uma abordagem científica baseada na emergência de um paradigma fruto de uma revolução científica e Hugh Lacey, que possui uma compreensão do desenvolvimento científico baseado na atuação de múltiplas estratégias no interior de uma determinada pesquisa.

Segundo Lacey, a estratégia constitui uma modificação da noção de paradigma de Kuhn. Enquanto o paradigma restringe os fatos que serão considerados por uma determinada comunidade científica para que esta possa conhecê-los mais profundamente, a estratégia possui o papel de restringir o tipo de teoria considerada e selecionar os dados empíricos a serem considerados para o fim de testar as várias teorias provisoriamente mantidas (LACEY, 2009). Considerada a ligação entre os dois elementos é possível afirmar que enquanto Kuhn apresenta uma ciência normal baseada em um paradigma vigente, Lacey admite a ação de múltiplas estratégias que poderão atuar simultaneamente, sendo a questão fundamental a escolha e compatibilidade entre elas (LACEY, 2001)

Em primeiro lugar, Lacey define o lugar e o papel que os valores ocupam em seu modelo de desenvolvimento científico. Os valores cognitivos possuem importância fundamental na escolha de teorias científicas e são constitutivos da ciência. Eles representam as propriedades das teorias que julgamos serem constituintes de uma boa teoria, por exemplo: adequação empírica, consistência, simplicidade, fecundidade, eficácia, poder explicativo, verdade e certeza. Os valores não cognitivos são aqueles que não possuem relação com a aceitabilidade de uma teoria científica como, por exemplo: valores éticos, sociais, políticos, religiosos, etc.

A tese de uma ciência livre de valores constitui uma das bases das discussões propostas por Lacey. Tendo sua base em Galileu Galilei, esta tese possui três elementos importantes: a imparcialidade, a neutralidade e autonomia (LANTIMAN, 2015, p. 18).

Em Valores e Atividade Científica, volumes 1 (LACEY, 2008) e 2 (LACEY, 2010), ele defende que a imparcialidade é a única que pode ser sustentada no interior das práticas científicas, uma vez que é baseada apenas em valores cognitivos. A imparcialidade sustenta que a teoria, para que seja corretamente aceita, deve manifestar critérios cognitivos em grau suficientemente elevado, a luz dos dados empíricos. Ela forma um escudo que impede que valores não cognitivos sejam inseridos ou desempenhem algum papel no momento de avaliação de teorias.

A autonomia está relacionada principalmente aos membros de determinada pesquisa, a pesquisa científica em si e suas metodologias e ao modo pelo qual são guiadas. É cada vez mais evidente que os anseios das grandes indústrias e corporações estão fundamentados em interesses econômicos (visando principalmente o lucro e o aumento do capital) e de mercado (onde há forte investimento na expansão de seus poderes e negócios). A determinação de prazos, muitas vezes reduzidos, impede o desenvolvimento das possibilidades que podem ser alcançadas pela ciência e suplantam os interesses de formação de conhecimento e entendimento de novos fenômenos.

A neutralidade, de modo geral, informa que os resultados produzidos pela pesquisa científica, avaliados e aceitos de acordo com a imparcialidade, não possuem implicação lógica para qualquer perspectiva valorativa, seja ela política, ética, social, etc. Ao mesmo tempo, promove que as teorias, quando corretamente aceitas, podem se adequar a qualquer perspectiva de valor, ideologia ou visão de mundo

Lacey proporciona uma variação do modelo kuhniano de desenvolvimento científico, onde a pesquisa científica é guiada pelo que ele denomina estratégias de restrição e seleção. A adoção de uma estratégia, segundo Lacey, define os tipos de fenômenos e as possibilidades que serão consideradas interessantes à pesquisa. A estratégia possui o papel de restringir os tipos de teorias que serão consideradas em determinada pesquisa e selecionar os dados empíricos relevantes (LACEY, 2008, p.109)

Durante muito tempo a ciência tendeu a utilizar um tipo específico de estratégias consideradas como exemplares às práticas científicas: as estratégias materialistas de restrição e seleção ou de abordagem descontextualizadas (LACEY, 2010, p. 91). Esse tipo de estratégia restringe a teoria de modo que esta represente os fenômenos de acordo com as leis da natureza, nos termos de sua geração, ordem, estrutura, processos e leis subjacentes. Os objetos dessa ordem subjacente são caracterizados em termos quantitativos e, assim, não podem ser interpretados tendo como base perspectivas valorativas, pois consideradas enquanto valores relativos à experiência humana, não são oriundas da ordem subjacente do mundo e, desta forma, são abstraídas do desenvolvimento da pesquisa científica.

Se, de acordo com Kuhn, o alvo da ciência é a resolução de quebra cabeças a sua verdadeira definição é demarcada por estratégias. Quando fenômenos e teorias aspirantes a paradigma são confrontados é necessário que, antes de o cientista se engajar na investigação, seja adotada uma estratégia de restrição e seleção que irá selecionar e restringir os tipos de dados e teorias aceitáveis (LACEY, 2010, p. 69)

No modelo de atividade científica proposto por Kuhn, a ciência opera com a utilização de um paradigma. Este é adotado para beneficiar a caracterização e solução dos quebra-cabeças que se apresentam à pesquisa. Enquanto permanecer fecundo o paradigma (ou a estratégia) obterá exclusividade dentro da pesquisa que será conduzida com base nele. (LACEY, 2010, p. 69).

Este fato configura um problema do processo de especialização e se torna claro na exposição de Lacey acerca das estratégias materialistas ou de abordagem descontextualizada. Não podemos negar que as pesquisas baseadas em tais estratégias geraram enorme quantidade de descobertas cientificas e inovações tecnológicas, mas também é necessário ponderar que as estratégias materialistas possuem um caráter limitador para a pesquisa, pois analisam os fenômenos nos termos de sua geração, sua estrutura, processos e leis subjacentes, dissociando-os de seus contextos sociológicos, históricos, da experiência humana e vinculação com valores externos a ciência (LACEY, 2006, p. 17).

A pluralidade apresentada deve ser fecunda, constituída por estratégias que se complementem a fim de atingir certa “democracia” no interior da pesquisa e na aplicação de seus resultados. Lacey afirma:

Em geral, as possibilidades encapsuladas pelas teorias desenvolvidas sob diferentes estratégias sobrepõem-se, no máximo, por sugerirem que um “entendimento completo” dos fenômenos do mundo da experiência vivida não pode ser obtido (mesmo a princípio) se for submetido a apenas um dos tipos de estratégias. Essa é a base para a complementariedade das estratégias (LACEY, 2012).

Para garantir a abrangência de entendimento sobre os fenômenos é importante que a pesquisa seja conduzida por uma multiplicidade de abordagens, uma vez que há diversas questões, interesses e valores envolvidos desde o momento do estabelecimento das metodologias, que serão a base dos estudos sobre determinado objeto, até a aplicação dos resultados obtidos pela pesquisa.

O que observamos nos dias atuais é que a ciência e a sua prática estão cada vez mais apressadas, sujeitas a prazos e a investimentos corporativos, institucionais e governamentais que visam, principalmente o lucro e o bem-estar de um pequeno grupo. O conhecimento científico obtido pode ser utilizado tanto para fins pacíficos quanto para fins hostis. Este fato não constituiria a própria ciência como ré, mas sim os indivíduos responsáveis pelo desenvolvimento e aplicação do conhecimento obtido através da pesquisa (LACEY, 2010, p. 95)."

Referência:

LANTIMAN, Camila. Pluralidade de estratégias e adoção de um paradigma: Hugh Lacey, Thomas Kuhn e as abordagens da pesquisa científica. Em Construção. ano 1, n. 1, 2017, pp. 69-80. DOI:10.12957/emconstrucao.2017.28125


segunda-feira, 4 de agosto de 2025

Valor instável de fisiologia e comportamento

Valor instável de variável fisiológica é determinado por formação inexata de conceito e prática inconsistente correspondente. Em um entendimento experimental todos os momentos de variação de valor são considerados. Esse raciocínio é válido para relações entre variáveis determinantes ou independentes e variáveis determinadas ou dependentes na explicação de classes de comportamentos operante.

domingo, 15 de maio de 2022

Neurociência no flow e transtornos mentais

Assisti a entrevista com o neurocientista Miguel Nicolelis no podcast Flow hoje.

Um colega dele disse que o problema das intervenções tecnológicas cerebrais (como estimulação magnética transcraniana e neurofeedback) é que o efeito não dura mas que funciona. Provavelmente encontraram variáveis mediadoras.

A relação com o mundo que mantém ou alimenta a ativação cerebral não foi mencionada. Os transtornos mentais foram considerados disfunções autossuficientes do cérebro.

Esse colega dele disse que os avanços nos tratamentos psiquiátricos estão se esgotando.

Eu diria os avanços estão se estagnando porque está nesse caminho errado de considerar o cérebro de forma autossuficiente e isolado do mundo. Qualquer pessoa que conhece saúde mental a fundo sabe que um transtorno mental na grande maioria dos casos está relacionado a condições psicossociais e demais variáveis ambientais.

Acredito que o peso atribuído para cada tipo de fator penda para a formação que a pessoa tem. Mas é possível sim entender de forma reducionista. Se reducionismo funcionasse como se espera de intervenções biomédicas seria mais fácil. Mas acredito que ensinar as classes de comportamentos necessárias para a vida da pessoa ainda é o caminho.

segunda-feira, 2 de agosto de 2021

Disfunção cerebral como causa dos transtornos

 (Wyatt & Midkiff, 2006) Além dos estudos de autópsia, as pesquisas com imagens cerebrais se concentraram nos vivos. Esses estudos empregam tecnologias como PET scans e fMRI. Freqüentemente, eles revelam diferenças interessantes entre os cérebros dos desordenados e os cérebros das pessoas sem transtorno mental ou comportamental. Mesmo assim, não é possível inferir causalidade ambiental ou biológica de tais estudos. Em parte, isso ocorre porque a direção da causalidade permanece desconhecida. Embora seja tentador concluir que um dado transtorno mental resultou de uma anormalidade identificada na estrutura ou função do cérebro, evidências de estudos tanto em humanos quanto em subumanos deixam claro que o transtorno pode ter vindo antes da anormalidade cerebral. Valenstein (1998) revisou uma série de estudos nos quais os cérebros de espécies inferiores foram submetidos a vários fatores de estresse. Ele concluiu: “A evidência agora esmagadora de que a experiência pode alterar a estrutura e função neuronal deve deixar claro que é perigoso presumir que qualquer característica anatômica ou fisiológica encontrada nos cérebros de pessoas com transtornos mentais foi a causa desse transtorno” (p. 128). Um estudo da UCLA enfocou o funcionamento do cérebro com transtorno obsessivo-compulsivo (TOC). O monitoramento contínuo da atividade cerebral nos pacientes à medida que eles recebiam medicação ou terapia comportamental mostrou que ambos os tratamentos modificaram a atividade cerebral (e o funcionamento manifesto) igualmente bem (Friedman, 2002). PET scan e estudos de fMRI freqüentemente mostram que indivíduos com transtorno mental crônico têm ventrículos aumentados ou níveis incomuns de proteína no cérebro, ou metabolismo cerebral diferencial em comparação com os cérebros de quem não sofre de transtorno mental (Wyatt, 2003). Mas a causalidade não pode ser determinada com base em tais diferenças cerebrais. Essas anormalidades cerebrais causaram os transtornos mentais dos indivíduos? Ou os anos sofrendo de um distúrbio causaram mudanças em seus cérebros?

Referência:

Wyatt, W. J., & Midkiff, D. M. (2006). Biological Psychiatry: A Practice in Search of a Science. Behavior and Social Issues, 15(2), 132–151. https://doi.org/10.5210/bsi.v15i2.372


segunda-feira, 6 de julho de 2020

quarta-feira, 20 de maio de 2020

"Encontradas alterações cerebrais" (não sistemáticas)

Nos manuais de psiquiatria e neurociências se afirma ao mesmo tempo que não se sabe os determinantes fisiopatológicos e etiológicos e também que não há um exame objetivo, e nem que a lista de sintomas permita definições de estados de doença que permitam uma verificação científica.

Mas ao mesmo tempo apresenta "alterações cerebrais encontradas" dentro de uma classificação diagnóstica sem mencionar que estas não podem ser consideradas sistemáticas e universais dentro de uma classe diagnóstica pois não foram encontradas em todos os casos e nem apenas dentro de uma classe específica.

Livro: Princípios de neurociência (Manual de psiquiatria e neurociências)
Autor: 1) Kandel

Série de análise conceitual de manual de psiquiatria e neurociências

A psiquiatria não sabe as causas do transtornos

Na medicina, o entendimento de uma doença e, portanto, de seu diagnóstico baseiam-se fundamentalmente na identificação de (1) fatores etiológicos, como microorganismos, toxinas ou riscos genéticos, e (2) patogênese, ou seja, os mecanismos pelos quais os agentes etiológicos produzem a doença. Infelizmente, a etiologia e patogênese de muitos transtornos mentais não foram determinadas. Por isso, os diagnóstico psiquiátricos ainda têm como base a descrição dos sintomas do paciente, as observações do examinador, uma história natural detalhada (o curso da doença no decorrer do tempo) e a resposta ao tratamento.

É claro, a apresentação de único sinal ou sintoma não é em si evidência de doença, podendo ocorrer em pessoas saudáveis.

Livro: Princípios de neurociência (Manual de psiquiatria e neurociência)
Autor: 1) Kandel

Comentário: 

1) A psiquiatria organicista ainda não sabe as causas dos transtornos mentais. Mas quase todas as pessoas acreditam que sim. 

2) O diagnóstico é feito com base em comportamentos e por isso não necessariamente indica uma causa orgânica subjacente mas uma correlação. A não ser que haja o desejo e interesse nesse raciocínio. 

3) "O diagnóstico se baseia em observações do examinador". Portanto, o diagnóstico se baseia em interpretação subjetiva do examinador. Pelo menos a filosofia da ciência acredita ser ingênuo defender que observações são feitas sem modelo conceitual prévio. Apenas pela naturalização cultural de um construto baseado no modelo médico como socialmente evidente em si mesmo é que se pode falar em observação de fatos sem modelo conceitual prévio.

4) O diagnóstico se baseia na resposta ao tratamento. No final do capítulo os autores admitem que a resposta ao tratamento ainda deixa bastante a desejar.

"Encontradas alterações cerebrais" (não sistemáticas)

Nos manuais de psiquiatria e neurociências se afirma ao mesmo tempo que não se sabe os determinantes fisiopatológicos e etiológicos e também que não há um exame objetivo, e nem que a lista de sintomas permita definições de estados de doença que permitam uma verificação científica.

Mas ao mesmo tempo apresenta "alterações cerebrais encontradas" dentro de uma classificação diagnóstica sem mencionar que estas não podem ser consideradas sistemáticas e universais dentro de uma classe diagnóstica pois não foram encontradas em todos os casos e nem apenas dentro de uma classe específica.

Livro: Princípios de neurociência (Manual de psiquiatria e neurociências)
Autor: 1) Kandel

Promessa eterna (e frustrada) da psiquiatria


Livro: Princípios de neurociência
Autor: Kandel 

Outras formas de excitação fisiológica na psicose (crítica)


Comentário: 

1) Parece que há margem dizer que eles chamam a excitação psicofisiológica excessiva de psicose.
2) Não há necessariamente uma relação direta com a dopamina pois o efeito da redução ou aumento de outros neurotransmissores também pode excitar excessivamente a psicofisiologia.
3) O tratamento psiquiátrico poderia ser feito com outras formas de redução da excitação da psicofisiologia e não necessariamente usando a a alegada redução da dopamina como um antídoto à psicose. Inclusive maneiras não farmacológicas como alterar o ambiente e o comportamento, ou o biofeedback.

Livro: Princípios de neurociência (Manual de neurociência e psiquiatira)
Autor: 1) Kandel

Neurolépticos ainda deixam seriamente sintomáticos [Fracasso]

"Apesar desse progresso, os fármacos existentes para tratar a esquizofrenia, tão úteis quanto possam ser, ainda deixam os pacientes seriamente sintomáticos aguardando novas descobertas da neurociência."

[Comentário: Admitindo o fracasso do tratamento psiquiátrico e esperando por um futuro que nunca chega mas fomenta pesquisas infinitas]

Livro: Princípios de neurociências (Manual de psiquiatria e neurociências)
Autores: 1) Kandel

Reações de parkinson ao iniciar neurolépticos

No início do "tratamento" com neurolépticos se produz sintomas de parkinson (deficiência de dopamina). Não dá nem para imaginar porque... talvez seja porque se está produzindo uma deficiência real e artificial de dopamina e não uma regulação do desequilíbrio químico para um nível "ótimo".

"b) Reações parkinsonóides
Após a primeira semana de uso de antipsicótico. Há um tremor de extremidades,
discreta hipertonia com rigidez muscular, hipercinesia e facies inexpressiva. Pode
haver desaparecimento dos sintomas após 3 meses de utilização do neuroléptico,
como por tolerância ao uso."

Síndromes tóxicas por neurolépticos

Outras formas de excitação fisiológica na psicose (crítica)



Comentário: 

1) Parece que há margem dizer que eles chamam a excitação psicofisiológica excessiva de psicose.
2) Não há necessariamente uma relação direta com a dopamina pois o efeito da redução ou aumento de outros neurotransmissores também pode excitar excessivamente a psicofisiologia.
3) O tratamento psiquiátrico poderia ser feito com outras formas de redução da excitação da psicofisiologia e não necessariamente usando a a alegada redução da dopamina como um antídoto à psicose. Inclusive maneiras não farmacológicas como alterar o ambiente e o comportamento, ou o biofeedback.

Livro: Princípios de neurociência (Manual de neurociência e psiquiatira)
Autor: 1) Kandel

"Novos antipsicóticos são decepcionantes"


Obs: Em outra parte do texto ele equipara eficácia com potência do efeito da droga em quantidades menores, fazendo efeito potente com doses menores.

Livros: Princípios de neurociências (Manual de psiquiatria e neurociências)

Autores: 1) Kandel

terça-feira, 19 de maio de 2020

Promessa eterna (e frustrada) da psiquiatria


Livro: Princípios de neurociência

Autor: Kandel

A psiquiatria não sabe as causas do transtornos

Na medicina, o entendimento de uma doença e, portanto, de seu diagnóstico baseiam-se fundamentalmente na identificação de (1) fatores etiológicos, como microorganismos, toxinas ou riscos genéticos, e (2) patogênese, ou seja, os mecanismos pelos quais os agentes etiológicos produzem a doença. Infelizmente, a etiologia e patogênese de muitos transtornos mentais não foram determinadas. Por isso, os diagnóstico psiquiátricos ainda têm como base a descrição dos sintomas do paciente, as observações do examinador, uma história natural detalhada (o curso da doença no decorrer do tempo) e a resposta ao tratamento.

É claro, a apresentação de único sinal ou sintoma não é em si evidência de doença, podendo ocorrer em pessoas saudáveis.

Livro: Princípios de neurociência (Manual de psiquiatria e neurociência)
Autor: 1) Kandel

Comentário: 

1) A psiquiatria organicista ainda não sabe as causas dos transtornos mentais. Mas quase todas as pessoas acreditam que sim. 
2) O diagnóstico é feito com base em comportamentos e por isso não necessariamente indica uma causa orgânica subjacente mas uma correlação. A não ser que haja o desejo e interesse nesse raciocínio. 
3) "O diagnóstico se baseia em observações do examinador". Portanto, o diagnóstico se baseia em interpretação subjetiva do examinador. Pelo menos a filosofia da ciência acredita ser ingênuo defender que observações são feitas sem modelo conceitual prévio. Apenas pela naturalização cultural de um construto baseado no modelo médico como socialmente evidente em si mesmo é que se pode falar em observação de fatos sem modelo conceitual prévio.
4) O diagnóstico se baseia na resposta ao tratamento. No final do capítulo os autores admitem que a resposta ao tratamento ainda deixa bastante a desejar.

Neurolépticos ainda deixam seriamente sintomáticos [Fracasso]

"Apesar desse progresso, os fármacos existentes para tratar a esquizofrenia, tão úteis quanto possam ser, ainda deixam os pacientes seriamente sintomáticos aguardando novas descobertas da neurociência."

[Comentário: Admitindo o fracasso do tratamento psiquiátrico e esperando por um futuro que nunca chega mas fomenta pesquisas infinitas]

Livros: Princípios de neurociências (Manual de psiquiatria e neurociências)

Autores: 1) Kandel

Reações de parkinson ao iniciar neurolépticos

No início do "tratamento" com neurolépticos se produz sintomas de parkinson (deficiência de dopamina). Não dá nem para imaginar porque... talvez seja porque se está produzindo uma deficiência real e artificial de dopamina e não uma regulação do desequilíbrio químico para um nível "ótimo".


"b) Reações parkinsonóides
Após a primeira semana de uso de antipsicótico. Há um tremor de extremidades,
discreta hipertonia com rigidez muscular, hipercinesia e facies inexpressiva. Pode
haver desaparecimento dos sintomas após 3 meses de utilização do neuroléptico,
como por tolerância ao uso."

Síndromes tóxicas por neurolépticos

quinta-feira, 15 de agosto de 2019

Esquizofrenia, cérebro e comportamento

Tais resultados são sustentados por algumas pesquisas feitas com imagens de exames de tomografia por emissão de pósitrons (PET) e imagens de ressonância magnética (MRI) que demonstraram alterações do fluxo sanguíneo em algumas áreas específicas do cérebro em pessoas diagnosticadas como esquizofrênicas. Porém, essas alterações não evidenciam serem a causa do transtorno, mas sim a consequência do mesmo. Ainda assim, a medicina psiquiátrica os considera e os trata como ‘doenças mentais’ (Britto, 2004, 2005). Ainda mais, se a esquizofrenia afetasse o cérebro, ela não seria descrita como ‘doença mental’, mas cerebral (Britto, 2004).

Esquizofrenia: a operacionalização da intervenção pela análise do comportamento