A interpretação de aptidão biológica em termos de descrição de comportamentos e identidades sociais passa por um filtro de participação em contingências sociais vigentes, ou inserção em "lugares sociais" que fornecem boa condição social, e por isso provavelmente não tem correlação boa com a aptidão biológica inata já que é possível uma diversidade de valores independentes entre variáveis de aptidão biológica e variáveis de participação em contingências de reforçamento vigentes que não refletem de forma alguma uma satisfação uniforme de desafios ambientais de aptidão biológica.
Limitações da psiquiatria biomédica Controvérsias entre psiquiatras conservadores e reforma psiquiátrica Psiquiatria não comercial e íntegra Suporte para desmame de drogas psiquiátricas Concepções psicossociais Gerenciamento de benefícios/riscos dos psicoativos Acessibilidade para Deficiência psicossocial Psiquiatria com senso crítico Temas em Saúde Mental Prevenção quaternária Consumo informado Decisão compartilhada Autonomia "Movimento" de ex-usuários Alta psiquiátrica Justiça epistêmica
Pacientes produtores ativos de saúde (prosumo)
Aviso!
sábado, 25 de julho de 2026
sábado, 18 de julho de 2026
Definição auxiliar de conceito
Um conceito é uma relação com o mundo estabilizada, é observável e descritível por discriminação e generalização e é um resultado final de fenômenos de aprendizagem e não apenas determinante de comportamento. A intervenção em conceitos deve partir de fenômenos operantes e suas relações com os conceitos estáveis e não necessariamente nos conteúdos conceituais estáveis.
quinta-feira, 18 de junho de 2026
Coerção, organicismo e aprendizagem
A coerção prescinde de aprendizagem em extensão. O fato da psiquiatria biológica usar coerção demonstra poder institucional para adesão conforme o organicismo. O organicismo não reconhece a aprendizagem como fenômeno não subordinado. As possibilidades contrafactuais de aprendizagem não subordinadas ao organicismo prescindem de coerção.
segunda-feira, 16 de março de 2026
Desenvolvimento e TDAH
terça-feira, 10 de fevereiro de 2026
Comportamento conceitual: teoria e prática
Todo comportamento não aleatório, se não agrupar e não diferenciar estímulos de nenhuma forma for possível, é comportamento conceitual no sentido biológico da análise experimental do comportamento. Isso inclui desde o nível mais alto de abstração até o nível mais primitivo. Exemplos são tanto comportamento de domínio epistêmico, ontológico, lógico como protocolos de obtenção de sucesso prático. O teórico perde o status de abstração ao obter sucesso prático e obtém status de realidade prática. Derrogar o teórico-conceitual por preferência pelo operacional faz sentido científico e pragmático. No entanto, conceitos permitem ampliar os limites do possível de ser concretizado em realidade prática.
sábado, 10 de janeiro de 2026
Fazer pesquisa por olhar disciplinado
O processo de fazer pesquisa, principalmente em questões de campos com múltiplas contribuições de perspectivas teóricas, não necessariamente precisa acontecer por definição de uma metodologia de definição de procedimento típico. Esse tipo de procedimento é eficaz na obtenção de confiabilidade e validade. No entanto, o núcleo do processo de fazer pesquisa é o conceito de identificação de determinantes e não o conceito de método. Com isso, a pesquisa poderia ocorrer, por exemplo, por preparação de um olhar disciplinado através do aprofundamento em um domínio de conceitos e fenômenos e o relacionamento sistemático com tais conceitos e fenômenos que induziriam a discriminação e generalização a respeito de identificação de determinantes e formação de conceitos correspondentes a tais determinantes. Logo, a definição de método seria a programação de condições de interação sistemática com um domínio empírico. Por isso, através de um olhar disciplinado e a interação sistemática com um domínio empírico é possível que pessoas imersas em problemas sociais sistêmicos possam contribuir com o conhecimento mesmo sem inserção dos resultados em ambientes acadêmicos.
quinta-feira, 8 de janeiro de 2026
Flow/Fluxo em linguagem comportamental
O processo de fluxo (flow) em psicologia cognitiva como uma forma de atividade fluente e satisfatória seria descritível em uma linguagem de comportamento operante como um resultado de realizar atividades que exigem pré-requisitos com disponibilidade de pré-requisitos o suficiente para obter reforço positivo na forma de sucesso na própria atividade ou domínio da mesma. O fato de serem atividades que sejam valorizadas e reconhecidas pela cultura contribui para o estabelecimento e manutenção de repertório sofisticado por reforço positivo de atividade custosa. O fato de já ter conquistado bom grau de nível de proficiência contribui para que a atividade não seja sentida emocionalmente como custosa.
quarta-feira, 20 de agosto de 2025
O conceito de tutela e a aprendizagem
O conceito e prática ou comportamento de tutelar pessoas em tratamento de saúde mental definido como um gerenciamento externo parte do conceito segundo o qual esse grupo de pessoas é organicamente impossibilitado de aprendizagem operante, a qual é a aprendizagem efetiva, e portanto não tem capacidade de autonomia e independência. A análise experimental do comportamento e sua prática de ensino-aprendizagem correspondente não prevê que o uso de categorias (diagnósticas) como explicação justifique a atribuição de impossibilidade orgânica de aprendizagem operante, autonomia e independência. De forma geral, a análise experimental do comportamento prevê que a qualidade e efetividade do planejamento de condições de ensino-aprendizagem de desenvolvimento de comportamentos é o principal responsável pelo repertório de comportamentos operantes entendido como insuficiente. O fato de que a pessoa em tratamento de saúde mental não corresponde a certas expectativas, padrões e regras sociais é interpretado pelo modelo de Kraeplin como explicado por disposições ou traços internos de origem genética. Do ponto de vista do processo de ensino-aprendizagem a aprendizagem operante só é efetiva quando o sujeito aprende a emitir comportamento em contato direto com a situação de exigência ambiental sem gerenciamento externo. Em outras palavras, a aprendizagem efetiva ocorre quando repertório operante em termos de classes de comportamento operante é empregado para obtenção de sucesso na satisfação ou mudança de contingências de reforçamento. O organicismo prevê que tais fatos contingentes e circunstanciais são irrelevantes como determinantes dos comportamentos apresentados ou ausentes. Portanto, o gerenciamento externo e monitoramento contínuo de pessoas em tratamento de saúde mental proposto pela prática tradicional de psiquiatria biológica e pensamento manicomial correspondente é uma consequência dessa predição de que as disposições internas do organismo e intervenções biológicas correspondentes são prioridade absoluta para explicação de problemas de comportamento ou comportamentos bem-sucedidos.
segunda-feira, 4 de novembro de 2024
Limitações da psicoterapia por IA
A terapia rotinizada em protocolos formais de propensões a erros cognitivos, como proposta pela terapia cognitiva e seus materiais de autoajuda, é potencialmente automatizável por inteligência artificial. No entanto, uma terapia baseada em biologia do comportamento e do cérebro, descrições complementares de níveis diferentes do fenômeno de aprendizagem, supera as limitações dos padrões de racionalidade matemáticos e formais. Uma terapia baseada em biologia da aprendizagem em interação com o mundo e o próprio organismo postula que é uma necessidade fundamental observar emoções e comportamentos concretos para ser capaz de perceber de forma individualizada as dinâmicas circunstanciais em sua relação com os fenômenos de aprendizagem e do cérebro. Além disso, as descrições de experiências concretas em contextos sociais e culturais, outra base fundamental para a psicoterapia, são realizáveis apenas por pessoas com inteligência natural, observação concreta e formação em ciências humanas e sociais. Por isso, o essencial em terapias com fundamento em aprendizagem biológica e social não é atingido por modelos de psicoterapia por inteligência artificial. Qual a sua opinião sobre recorrer a esse método? O sentimento de que isso seja deprimente, compreensível a partir desse texto, é sinal da falta da consideração necessária da biologia e a experiência de interação com sistema sociais.
terça-feira, 3 de setembro de 2024
Concepções de desenvolvimento
segunda-feira, 27 de abril de 2020
"Terapia médica" ou aprendizagem?
HÉLIO JOSÉ GUILHARDI
Instituto de Terapia por Contingências de Reforçamento
Campinas - SP
quarta-feira, 15 de janeiro de 2020
Brasileiro têm péssima educação argumentativa
Walter Carnielli Nós, brasileiros, temos uma péssima educação argumentativa: confundimos discussão com briga, e vemos as críticas como inveja, falta de amizade, falta de amor etc. Pior ainda: quando começa uma discussão, muitas vezes vem o seguinte: ‘tenho o direito de ter minha opinião’, seja sobre o criacionismo, o governo, a política ou a pena de morte.
Claro que todos têm o direito de manter sua opinião, mas opinião não é argumento. A democracia também é feita de opiniões - ninguém precisa argumentar para votar no candidato que preferir, basta manifestar sua opinião nas urnas. Mas quando o candidato quer nos convencer, ou quando queremos convencer os outros sobre nossa posição política, nossa crenças não bastam.
https://www.nexojornal.com.br/expresso/2016/12/27/Por-que-%E2%80%98opini%C3%A3o-n%C3%A3o-%C3%A9-argumento%E2%80%99-segundo-este-professor-de-l%C3%B3gica-da-Unicamp
[Comentário: E isso pode levar a diagnósticos psiquiátricos]
segunda-feira, 13 de janeiro de 2020
o cérebro intacto e o saber fazer magicamente
quarta-feira, 14 de agosto de 2019
Aprendizagem da doença
Roger, referindo-se à sua experiência num serviço de saúde mental, quando, em
uma consulta psiquiátrica, recebeu o diagnóstico de depressão. Frase precisa e
clara para se referir à captura da subjetividade pelo poder biomédico que ocupa
um lugar relevante na configuração e constituição dos sujeitos no processo
da reforma psiquiátrica. Roger era um homem branco, casado, pertencente às
classes populares, que enfrentava problemas conjugais e de relacionamento no
trabalho, tão comuns na atualidade. Percebeu-se incomodado e procurou ajuda.
Entretanto, sua experiência em tal serviço acabou por gerar outro problema,
aquele que o médico colocou na sua cabeça, a depressão.
Sujeitos e(m) experiências: estratégias micropolíticas no contexto da reforma psiquiátrica no Brasil