Comportamento pragmático com identificação de reforço positivo e controle aversivo tem maior probabilidade de estabelecer controle de estímulos na interação entre pessoas do que a exposição de controle de estímulos de contingências de reforçamento que afetam uma pessoa por apresentação de pensamento conceitual já que por definição as contingências de reforçamento e controle de estímulos são diferentes entre pessoas.
Limitações da psiquiatria biomédica Controvérsias entre psiquiatras conservadores e reforma psiquiátrica Psiquiatria não comercial e íntegra Suporte para desmame de drogas psiquiátricas Concepções psicossociais Gerenciamento de benefícios/riscos dos psicoativos Acessibilidade para Deficiência psicossocial Psiquiatria com senso crítico Temas em Saúde Mental Prevenção quaternária Consumo informado Decisão compartilhada Autonomia "Movimento" de ex-usuários Alta psiquiátrica Justiça epistêmica
Pacientes produtores ativos de saúde (prosumo)
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quarta-feira, 22 de abril de 2026
Conceitos, comportamento pragmático e cont. de estímulos
Correlatos de pensamento positivo e negativo
A noção de pensamento positivo e pensamento negativo na terapia cognitiva é teoricamente correlacionável com função de comportamento por reforço positivo e por controle aversivo. No entanto, uma correlação direta é imprecisa já que o positivo pode ter consequências prejudiciais, o negativo ter consequências benéficas em certos contextos delimitados e ambos serem controle de estímulos imprecisos para satisfação de contingências de reforçamento.
segunda-feira, 13 de abril de 2026
Estado neurológico e comportamento
Na concepção de comportamento como subproduto do cérebro não há a diferenciação entre expressão do comportamento e estado neurológico. No comportamentalismo há espaço de manobra entre estado neurológico e emissão/aprendizagem de comportamento operante.
sábado, 4 de abril de 2026
Medicalização, padronização e controle
Ao assumir:
1) o conceito técnico de controle de que todo comportamento é explicável por variáveis.
2) o controle do comportamento conforme padronização não ocorre de forma universal, regular, uniforme e ubíquo na sociedade
3) há contingências de reforçamento, conceitos sociais, valores cognitivos e sociais que estabelecem e mantém o interesse, a pressão ou a possível coerção para padronização do comportamento.
4) que sistemas sociais descritos com tipificações de conceitos sociais, culturais, históricos e econômicos são cristalizações de formas consolidadas de controle.
5) nem todo controle do comportamento no sentido técnico, ou como conceito ou como comportamento mal formado precisa estar descrito e consolidado como um sistema social,
6) as configurações de condições sociais se manifestam de forma variável na vida das pessoas em conjunto com contingências de reforçamento presentes ou ausentes,
7) controle no sentido técnico não se reduz ao fenômeno coerção nem a recomendação de coerção,
então seria possível descrever a medicalização de transtornos mentais como bolsões de interesse em padronização e controle independentemente de formulação teórica enquanto comportamentalismo como hipoteticamente responsável por esse tipo de contingência de reforçamento e nem como hipoteticamente participante subalterno, ativo e compromissado com o projeto biomédico da psiquiatria biológica, manicomial e conservadora.
domingo, 29 de março de 2026
Discursos estabelecidos de (i)legitimidade
A estrutura de regras discursivas de críticas à noção (ou fenômeno se preferir) de reforço e condicionamento.
É feita uma equivalência de autonomia com determinação voluntária de condições e comportamento e uma equivalência de "condicionamento" com ter condições e comportamento alienadamente determinados. Uma leitura de legitimidade ideológica ou condições de legitimidade conceitual definem qual fato do comportamento será classificado como equivalente a autonomia ou equivalente a ser determinado. A visibilidade de condições de determinação do comportamento é uma das formas de deslegitimação de fatos do comportamento. O dinheiro é um exemplo estereotipado de conceito social estabelecido de ter comportamento determinado de forma ilegítima.
segunda-feira, 16 de março de 2026
Desenvolvimento e TDAH
sábado, 21 de fevereiro de 2026
Um conceito mentalista de normalidade
terça-feira, 10 de fevereiro de 2026
Comportamento conceitual: teoria e prática
Todo comportamento não aleatório, se não agrupar e não diferenciar estímulos de nenhuma forma for possível, é comportamento conceitual no sentido biológico da análise experimental do comportamento. Isso inclui desde o nível mais alto de abstração até o nível mais primitivo. Exemplos são tanto comportamento de domínio epistêmico, ontológico, lógico como protocolos de obtenção de sucesso prático. O teórico perde o status de abstração ao obter sucesso prático e obtém status de realidade prática. Derrogar o teórico-conceitual por preferência pelo operacional faz sentido científico e pragmático. No entanto, conceitos permitem ampliar os limites do possível de ser concretizado em realidade prática.
domingo, 8 de fevereiro de 2026
Tratamento combinado e validade
O tratamento combinado (psiquiatria e psicoterapia) tem como ponto de partida o uso de variáveis intervenientes entre ambiente e resposta. Uma consequência disso é negar a validade de relações operantes com o mundo que prescinde de variáveis intervenientes para previsão, controle ou justificativa de limitações já que tais variáveis são caracterizadas como ontologicamente fundamentais. Logo, um tratamento eficaz com base em princípios do comportamento operante não terá seus efeitos inequivocamente demonstrados e a percepção será (predição) de que não há mérito de tal tratamento sem as fundamentais variáveis intervenientes. Por isso, o tratamento contínuo e vitalício para problemas caracterizados como crônicos é validado.
quinta-feira, 22 de janeiro de 2026
Definição cpto. de manicomialização
Uma definição comportamental de manicomialização é o desrespeito sistemático e generalizado aos princípios de aprendizagem operante nas áreas de análise experimental do comportamento e behaviorismo radical atrelado a práticas sociais típicas e recorrentes com consequências equivalentes, semelhantes ou substitutivas às alegações de resultados de "doença mental" do pensamento social e biológico manicomiais.
sábado, 10 de janeiro de 2026
Protocolo comportamental de crise
Algo que acontece nas práticas de atenção a crise atuais é o comportamento de se livrar / se esquivar do problema por impulsividade emocional de terminar com um problema que se prolonga (ex.: internar, medicar ou atirar) . "Resolver" um problema dessa forma é como resolver um problema tirando da tomada ou formatando um computador. É uma forma de evitar a responsabilidade de resolver o problema. Para que isso não aconteça seria necessário saber manejo de comportamento em um nível minimamente bem sucedido. O conceito de comportamento como atividade ou ação é insuficiente para descrições de funções de comportamentos em contingências de reforçamento (circunstâncias). Um problema dos protocolos de crise é serem baseados em ações/atividades fixas e não em princípios do comportamento dentro de circunstâncias em relações funcionais sistemáticas. A dificuldade existe porque as relações sistemáticas dependem de como a pessoa em crise funciona e não é correto agir com base em predefinições de relações funcionais fixas para todos. Como resultado não há real resolução do problema. Em uma situação de crise o protocolo deveria ser pensado para testar relações funcionais rápido e intervir de acordo. Quanto maior a segurança do que fazer mais rápido isso seria realizado. Precisaria ser desenvolvido um planejamento de ensino, monitoramento continuado de resultados e atualização do protocolo com base nos erros até conquistar um nível suficiente de acertos sem emprego de falsas soluções. Um conjunto de registros verbais ou em vídeo de várias dessas situações seria um material de ponto de partida. Esse raciocínio é experimental e usa a base conceitual da análise experimental do comportamento e behaviorismo radical.
quinta-feira, 8 de janeiro de 2026
Flow/Fluxo em linguagem comportamental
O processo de fluxo (flow) em psicologia cognitiva como uma forma de atividade fluente e satisfatória seria descritível em uma linguagem de comportamento operante como um resultado de realizar atividades que exigem pré-requisitos com disponibilidade de pré-requisitos o suficiente para obter reforço positivo na forma de sucesso na própria atividade ou domínio da mesma. O fato de serem atividades que sejam valorizadas e reconhecidas pela cultura contribui para o estabelecimento e manutenção de repertório sofisticado por reforço positivo de atividade custosa. O fato de já ter conquistado bom grau de nível de proficiência contribui para que a atividade não seja sentida emocionalmente como custosa.
terça-feira, 30 de dezembro de 2025
Medicalização: versão popular e científica
Os entendimentos sobre medicalização e desmedicalização tem base conceituais equivalentes expressas em manifestações populares e científicas.
No entendimento intuitivo sobre medicalização há duas versões:
1a) Popular: qualquer erro além de uma margem de erros comuns e toleráveis é falha do cérebro e circunstâncias não são inteligíveis ou relevantes.
1b) Científica: erros de apresentação de comportamentos entendidos como corretos são resultado um subconjunto restrito de alterações cerebrais orgânicas tomadas como explicação fundamental e central, isto é, comportamento é subconjunto restrito do cérebro.
No entendimento intuitivo não medicalizante há duas versões:
2a) Popular: os erros são resultado de circunstâncias inteligíveis e relevantes.
2b) Científica: os erros são resultado de desafios de aprendizagem inseridos em circunstâncias tomadas como explicação fundamental e central, isto é, de contingências de reforçamento que configuram aprendizagem de relações com o mundo, isto é, comportamentos.
terça-feira, 9 de dezembro de 2025
Acesso aos fatos: organicismo e comportamentalismo
O programa de pesquisa organicista em saúde mental e o programa de pesquisa de análise experimental do comportamento definem formas diferentes de acesso aos fatos através de observação direta e indireta e de construção de fatos impregnados por cada programa de pesquisa. No programa de pesquisa organicista o fato de ser enviado a uma circunstância de demanda de avaliação por observação direta e observação indireta através da família e sociedade estabelece ocasião para que sejam produzidas provas ou evidências de respostas de desajuste previamente identificadas como problemas para famílias e sociedade. No programa de pesquisa de análise experimental do comportamento o acesso aos fatos, que teria como condição de descrição a adesão ao conceito de comportamento operante, é feito através do registro de histórico de fatos que não estão presentes fisicamente, isto é, distribuídos no ambiente espacialmente e temporalmente. Logo, a identificação de desajuste é facilmente observável pela psiquiatria biológica. No entanto, facilidade de observação do programa de pesquisa organicista não implica em explicação científica de qualidade se não houver satisfação dos valores cognitivos de capacidade de predição e controle, isto é, de alteração e resolução de realidades observadas.
domingo, 30 de novembro de 2025
Definição de mentalismo por extensão
Uma possibilidade de definição por extensão análoga a definição de mentalismo obtida por exame conceitual de relações empíricas com o mundo implica em descrever conceitos e processos sociais, modelos científicos e práticas correspondentes que tem como princípio pragmático de funcionamento a negação de relações com o mundo, isto é, o domínio empírico do conceito de comportamento operante.
segunda-feira, 17 de novembro de 2025
A omissão básica na avaliação psiquiátrica
quinta-feira, 13 de novembro de 2025
A interface resposta/cérebro
Há um entendimento comum análogo ao conceito de relação entre mente/cérebro como aspectos de um mesmo fenômeno unitário em relação ao conceito de comportamento. O conceito formado é de que a resposta observável ou relação resposta/forma do comportamento (topografia) e cérebro, parte do comportamento, são uma redução cerebral equivalente ao conceito completo de comportamento. Logo, se circunstâncias ou contingências de reforçamento favorecem respostas não entendidas como problemas, então é inferido que o cérebro ou o seu estado orgânico está ou é saudável independentemente de classes antecedentes ou classes consequentes ou possivelmente classes de respostas os quais não são reconhecidos como fenômenos válidos ou existentes. A inversão do raciocínio para as "respostas cerebrais patológicas" também é aplicável. Logo, qualquer "relação resposta/cérebro" que não esteja de acordo com o esperado, independentemente de circunstâncias ou contingências de reforçamento, está sujeito a ser potencialmente medicalizado ou patologizado.
sábado, 8 de novembro de 2025
Definição de níveis ótimos de dopamina
A definição de um padrão adaptativo ou excessivo de nível de dopamina para prescrição de dose de neurolépticos geralmente utiliza a observação da adaptação de comportamentos observados a um meio genérico entendido como neutro e constante. No entanto, definir níveis ótimos de dopamina, uma vez que se entenda isso como desejável, ocorre efetivamente de acordo com a disposição de taxa de demandas e custo (de função geralmente aversiva sem disponibilidade de repertório de comportamentos) de satisfação de contingências de reforçamento relativamente à quantidade de disposição de ocasiões para reforço positivo (consequências) minimamente suficientes para saciação, fortalecimento e manutenção de comportamentos. Extremos de cada tipo de disposição de contingências de reforço indicariam níveis diferentes de dopamina "adaptativa" através de observação de comportamentos interpretados como sinais para níveis correlacionados de dopamina. Portanto, os níveis de dopamina adaptativos ou excessivos nessa interpretação com base em tipos de ocasiões e consequências para o comportamento operante na verdade seriam um resultado de características de disposições ambientais ao invés de disfunção interna de produção dopaminérgica que na prática psiquiátrica é avaliada posteriormente à apresentação de comportamentos inapropriados e conforme o grau de supressão de comportamentos desejado.
sexta-feira, 7 de novembro de 2025
Neurolépticos e deficiência: definição de processos
Nível biológico: indução de danos orgânicos e funcionais por uso de neurolépticos e negação sistemática dos mesmos por fundo motivacional emocional e comercial
Nível operante: redução de aprendizagem pela redução de interações constante com o ambiente ao longo do desenvolvimento, aumento de custo fisiológico de resposta e indução de extinção fisiológica global constante de repertório operante demonstrado por experimentos em farmacologia comportamental. Ambiente de condições de desenvolvimento de comportamentos operantes (aprendizagem) de baixa qualidade e eficácia de acordo com os princípios da análise experimental do comportamento
Nível social: imposição de dificuldades e exigências sistêmicas e complexas adicionais oriundas da implicação de negação sistemática de funcionalidade e adaptabilidade de comportamentos operantes da pessoa sob tratamento com antipsicóticos resultantes de explicação internalista do modelo médico (organicismo hierárquico) que implica logicamente em negação de princípios biológicos do comportamento operante. Imposição e validação sistemática e incondicional de exigências unilaterais à pessoa sob tratamento com antipsicóticos.
domingo, 26 de outubro de 2025
Produtividade, o cérebro e a aprendizagem
Registros audiovisuais de pessoas estudando por longos períodos tem probabilidade aumentada de serem interpretados como resultado de um cérebro bem utilizado ou um cérebro impressionante. No entanto, tal conceito altamente difundido é uma interpretação imprecisa da produtividade intelectual e profissional pois a real "boa utilização do cérebro" depende de boa manipulação de variáveis de aprendizagem funcional de aquisição de repertório de comportamentos operantes de produtividade e histórico de sucesso. Tal manipulação não é replicável apenas com linguagem fisicalista de neurobiologia em nível reducionista sobre variáveis de modificação do cérebro.