Um conceito é uma relação com o mundo estabilizada, é observável e descritível por discriminação e generalização e é um resultado final de fenômenos de aprendizagem e não apenas determinante de comportamento. A intervenção em conceitos deve partir de fenômenos operantes e suas relações com os conceitos estáveis e não necessariamente nos conteúdos conceituais estáveis.
Limitações da psiquiatria biomédica Controvérsias entre psiquiatras conservadores e reforma psiquiátrica Psiquiatria não comercial e íntegra Suporte para desmame de drogas psiquiátricas Concepções psicossociais Gerenciamento de benefícios/riscos dos psicoativos Acessibilidade para Deficiência psicossocial Psiquiatria com senso crítico Temas em Saúde Mental Prevenção quaternária Consumo informado Decisão compartilhada Autonomia "Movimento" de ex-usuários Alta psiquiátrica Justiça epistêmica
Pacientes produtores ativos de saúde (prosumo)
Aviso!
sábado, 18 de julho de 2026
quarta-feira, 1 de julho de 2026
Uso subordinado de AEC
O uso da análise experimental do comportamento parte por vezes de: 1) conceitos convencionais diante dos quais as análises são subordinadas de forma diplomática e com afinidades exteriores a área de conhecimento que limitam o potencial de exame crítico; 2) exames conceituais que não se furtam a revisões e não são comprometidos por afinidades exteriores a área de conhecimento aos quais é assumido como obviedade que são áreas autônomas fora do domínio de atuação do comportamentalista.
sábado, 6 de junho de 2026
Sucesso econômico e sinalização social
Existe um argumento a respeito da superioridade de práticas hegemônicas de que o sucesso econômico e influência social é uma sinalização de superioridade científica e técnica. No entanto, um exame de como práticas hegemônicas estabelecem e mantém seu sucesso econômico e influência é desejável. O sucesso econômico e influência social é um resultado final de adoção de práticas e existem diferentes caminhos para uma prática se estabelecer socialmente, ou dito de outra maneira, existem múltiplas causas para o resultado de adoção de práticas. Uma das formas da adoção de práticas acontecer realmente é o sucesso técnico. Mas reduzir toda adoção frequente de práticas ao sucesso técnico é ingênuo e tem semelhança conceitual com um darwinismo social, ou pelo menos um evolucionismo, em relação ao funcionamento social. Apenas o entendimento direto permitiria entender como uma prática adotada recorrentemente não seria a prática de maior capacidade de predição e controle. Na falta de um entendimento direto, o que resta é a sinalização social das práticas padrão com sucesso econômico e influência social. O mesmo raciocínio tem alguma probabilidade de ser transferido e aplicado às identidades sociais de maior ou menor prestígio.
Demanda por soluções técnicas e medicalização
sexta-feira, 5 de junho de 2026
"Doença mental" e manutenção de ideologias
segunda-feira, 4 de maio de 2026
AEC, reforma psiquiátrica e trabalho
Um ponto de incompatibilidade do behaviorismo e análise experimental do comportamento com a reforma psiquiátrica antimanicomial é não presumir inviabilidade de trabalho na sociedade capitalista, o que implica em adaptação ideológica, e não assumir que o único caminho para o trabalho é mediação institucional com formas de trabalho não competitivas. Como há necessidade de adaptação ideológica e comportamental para inserção na sociedade de mercado, não há porque direcionar esforços para modificar "estruturas sociais" manicomiais.
quarta-feira, 29 de abril de 2026
O desinteresse médico por causas
A experiência de ir no médico geralmente é tomar uma medicação com base num exame. O médico geralmente sequer faz uma pergunta sobre causas. De onde vem esse desinteresse por causas e determinantes da saúde? A investigação de causas é difícil, trabalhosa e inatingível no tempo de uma consulta e uma consulta com preço acessível. No entanto, o ponto principal possivelmente é que identificar causas implica em responsabilidade, polêmicas, emoções fortes, complicações econômicas, sociais e políticas para os agentes implicados no prejuízo à saúde. Um medicina alienada de causas é muito mais compatível com a sociedade de mercado sem impedimentos e constrangimentos. Até porque implicaria em custos e dificuldades de execução de projetos de ESG.
domingo, 29 de março de 2026
Discursos estabelecidos de (i)legitimidade
A estrutura de regras discursivas de críticas à noção (ou fenômeno se preferir) de reforço e condicionamento.
É feita uma equivalência de autonomia com determinação voluntária de condições e comportamento e uma equivalência de "condicionamento" com ter condições e comportamento alienadamente determinados. Uma leitura de legitimidade ideológica ou condições de legitimidade conceitual definem qual fato do comportamento será classificado como equivalente a autonomia ou equivalente a ser determinado. A visibilidade de condições de determinação do comportamento é uma das formas de deslegitimação de fatos do comportamento. O dinheiro é um exemplo estereotipado de conceito social estabelecido de ter comportamento determinado de forma ilegítima.
domingo, 22 de março de 2026
A base cultural do tratamento usual em SM
O tratamento usual em saúde mental é constituído, para fins dessa análise, de componentes culturais e técnicos. A discussão técnica não é resolvida cientificamente apenas, uma vez que há preferências políticas e divergência entre posicionamentos conflitantes e tais fatores levam a um impasse estável a respeito de tratamentos em saúde mental. Já o componente cultural é a base de conceitos, sentimentos e comportamentos distribuídos na cultura como uma compreensão pública e interpretação cultural das questões de saúde mental, comportamento, cérebro e sociedade. Essa base cultural do tratamento usual tem uma qualidade conceitual discutível e possivelmente frágil a partir de uma perspectiva de rigor metodológico de exame conceitual e de práticas de saúde. No entanto, a base cultural do tratamento é bastante arraigada na cultura e na mentalidade social. O fato da base cultural estar arraigada é caracterizado de acordo com condicionantes políticos e socioculturais como uma necessidade natural por um grupo e como práticas historicamente constituídas, logo contingentes, por outro grupo.
terça-feira, 17 de março de 2026
Adesão farmacológica e não farmacológica
quinta-feira, 12 de março de 2026
Polilaminina e evidências
As pesquisas sobre polilaminina estão atraindo críticos que partem do modelo de saúde baseada em evidências e de metodologia de estudos clínicos. As críticas tomam o grupo controle como única forma de demonstração de relações inequívocas entre variáveis causais e variáveis de efeito. Esse entendimento sobre ciência e metodologia é superficial pois demonstra um desconhecimento de formas não estatísticas e sem amostragem por grupo de verificação de relações de determinação. Uma pesquisa promissora está sendo praticamente atacada e caracterizada como controversa. Se estendermos esse raciocínio para a avaliação que o modelo de saúde baseada em evidências faz de outras pesquisas, é possível concluir que existe uma área de omissão e detração de conhecimento potencialmente válido e útil com métodos que não estão sob o escopo dos juízes "últimos" de evidências.
quinta-feira, 8 de janeiro de 2026
Flow/Fluxo em linguagem comportamental
O processo de fluxo (flow) em psicologia cognitiva como uma forma de atividade fluente e satisfatória seria descritível em uma linguagem de comportamento operante como um resultado de realizar atividades que exigem pré-requisitos com disponibilidade de pré-requisitos o suficiente para obter reforço positivo na forma de sucesso na própria atividade ou domínio da mesma. O fato de serem atividades que sejam valorizadas e reconhecidas pela cultura contribui para o estabelecimento e manutenção de repertório sofisticado por reforço positivo de atividade custosa. O fato de já ter conquistado bom grau de nível de proficiência contribui para que a atividade não seja sentida emocionalmente como custosa.
segunda-feira, 15 de dezembro de 2025
Exigência de diploma para divulgação
Um projeto de lei quer exigir diploma para publicar sobre saúde mental nas redes sociais. Há um risco sobre como será definido quem tem a formação legítima para falar de saúde com o risco de criar um manicomialismo oficial de Estado e uma oficialização de restrição do discurso de saúde mental ao viés de interesses corporativos. Não tenho ideia se esse blog seria reconhecido como uma formação legítima.
quinta-feira, 11 de dezembro de 2025
Sinais clínicos superficiais e universais
Por que reduções explicativas universais ou abrangentes de propriedades visíveis de comportamento tem baixa validade e confiabilidade?
Conceitos clínicos sobre o comportamento são agregadores de determinantes, fenômenos, mecanismos orgânicos e fisiológicos, mecanismos, fenômenos e processos de aprendizagem, outros esquemas explicativos com pressupostos e conceitos teóricos diversos assim como circunstâncias bastantes diversas embora organizáveis em classes. Logo, a redução explicativa automática de impressões estereotipadas sobre o comportamento a categorias explicativas e suas etiologias correspondentes são antes indicadores de influência de certos modelos científicos já que a diversidade de explicações não reconhecida por pessoas com afinidade exclusiva a uma forma de redução explicativa levaria a uma saudável postura de ceticismo ou relativismo. Logo, conceitos clínicos são o ponto inicial de um funil mercadológico que seleciona clientes interessados. Uma vez que haja um público interessado uma realidade social construída se forma em torno de determinadas preferências e interesses. Logo, uma parte de fé e interesse existe em explicações tratadas como dogmas impositivos e hegemônicos ou outras explicações. Esse questionamento tem como base o fato de que há baixa confiabilidade e validade na identidade unívoca de sinais clínicos superficiais e universais atribuídos através de interpretação teórica com seus correspondentes etiológicos categóricos já que além da necessidade de delimitação de domínios empíricos de validade e confiabilidade, a interpretação dos domínios empíricos é mediada por conceitos teóricos ou conceito teóricos com pretensão de realidade não teórica que estão sujeitos a formação profissional prévia, preferências e interesses. Logo, a conexão entre real e observado não é necessariamente óbvia.
quinta-feira, 27 de novembro de 2025
Fichamento sobre ciência e valores
"Utilizaremos dois autores importantes que irão direcionar o presente estudo: Thomas Kuhn, que apresenta uma abordagem científica baseada na emergência de um paradigma fruto de uma revolução científica e Hugh Lacey, que possui uma compreensão do desenvolvimento científico baseado na atuação de múltiplas estratégias no interior de uma determinada pesquisa.
Segundo Lacey, a estratégia constitui uma modificação da noção de paradigma de Kuhn. Enquanto o paradigma restringe os fatos que serão considerados por uma determinada comunidade científica para que esta possa conhecê-los mais profundamente, a estratégia possui o papel de restringir o tipo de teoria considerada e selecionar os dados empíricos a serem considerados para o fim de testar as várias teorias provisoriamente mantidas (LACEY, 2009). Considerada a ligação entre os dois elementos é possível afirmar que enquanto Kuhn apresenta uma ciência normal baseada em um paradigma vigente, Lacey admite a ação de múltiplas estratégias que poderão atuar simultaneamente, sendo a questão fundamental a escolha e compatibilidade entre elas (LACEY, 2001)
Em primeiro lugar, Lacey define o lugar e o papel que os valores ocupam em seu modelo de desenvolvimento científico. Os valores cognitivos possuem importância fundamental na escolha de teorias científicas e são constitutivos da ciência. Eles representam as propriedades das teorias que julgamos serem constituintes de uma boa teoria, por exemplo: adequação empírica, consistência, simplicidade, fecundidade, eficácia, poder explicativo, verdade e certeza. Os valores não cognitivos são aqueles que não possuem relação com a aceitabilidade de uma teoria científica como, por exemplo: valores éticos, sociais, políticos, religiosos, etc.
A tese de uma ciência livre de valores constitui uma das bases das discussões propostas por Lacey. Tendo sua base em Galileu Galilei, esta tese possui três elementos importantes: a imparcialidade, a neutralidade e autonomia (LANTIMAN, 2015, p. 18).
Em Valores e Atividade Científica, volumes 1 (LACEY, 2008) e 2 (LACEY, 2010), ele defende que a imparcialidade é a única que pode ser sustentada no interior das práticas científicas, uma vez que é baseada apenas em valores cognitivos. A imparcialidade sustenta que a teoria, para que seja corretamente aceita, deve manifestar critérios cognitivos em grau suficientemente elevado, a luz dos dados empíricos. Ela forma um escudo que impede que valores não cognitivos sejam inseridos ou desempenhem algum papel no momento de avaliação de teorias.
A autonomia está relacionada principalmente aos membros de determinada pesquisa, a pesquisa científica em si e suas metodologias e ao modo pelo qual são guiadas. É cada vez mais evidente que os anseios das grandes indústrias e corporações estão fundamentados em interesses econômicos (visando principalmente o lucro e o aumento do capital) e de mercado (onde há forte investimento na expansão de seus poderes e negócios). A determinação de prazos, muitas vezes reduzidos, impede o desenvolvimento das possibilidades que podem ser alcançadas pela ciência e suplantam os interesses de formação de conhecimento e entendimento de novos fenômenos.
A neutralidade, de modo geral, informa que os resultados produzidos pela pesquisa científica, avaliados e aceitos de acordo com a imparcialidade, não possuem implicação lógica para qualquer perspectiva valorativa, seja ela política, ética, social, etc. Ao mesmo tempo, promove que as teorias, quando corretamente aceitas, podem se adequar a qualquer perspectiva de valor, ideologia ou visão de mundo
Lacey proporciona uma variação do modelo kuhniano de desenvolvimento científico, onde a pesquisa científica é guiada pelo que ele denomina estratégias de restrição e seleção. A adoção de uma estratégia, segundo Lacey, define os tipos de fenômenos e as possibilidades que serão consideradas interessantes à pesquisa. A estratégia possui o papel de restringir os tipos de teorias que serão consideradas em determinada pesquisa e selecionar os dados empíricos relevantes (LACEY, 2008, p.109)
Durante muito tempo a ciência tendeu a utilizar um tipo específico de estratégias consideradas como exemplares às práticas científicas: as estratégias materialistas de restrição e seleção ou de abordagem descontextualizadas (LACEY, 2010, p. 91). Esse tipo de estratégia restringe a teoria de modo que esta represente os fenômenos de acordo com as leis da natureza, nos termos de sua geração, ordem, estrutura, processos e leis subjacentes. Os objetos dessa ordem subjacente são caracterizados em termos quantitativos e, assim, não podem ser interpretados tendo como base perspectivas valorativas, pois consideradas enquanto valores relativos à experiência humana, não são oriundas da ordem subjacente do mundo e, desta forma, são abstraídas do desenvolvimento da pesquisa científica.
Se, de acordo com Kuhn, o alvo da ciência é a resolução de quebra cabeças a sua verdadeira definição é demarcada por estratégias. Quando fenômenos e teorias aspirantes a paradigma são confrontados é necessário que, antes de o cientista se engajar na investigação, seja adotada uma estratégia de restrição e seleção que irá selecionar e restringir os tipos de dados e teorias aceitáveis (LACEY, 2010, p. 69)
No modelo de atividade científica proposto por Kuhn, a ciência opera com a utilização de um paradigma. Este é adotado para beneficiar a caracterização e solução dos quebra-cabeças que se apresentam à pesquisa. Enquanto permanecer fecundo o paradigma (ou a estratégia) obterá exclusividade dentro da pesquisa que será conduzida com base nele. (LACEY, 2010, p. 69).
Este fato configura um problema do processo de especialização e se torna claro na exposição de Lacey acerca das estratégias materialistas ou de abordagem descontextualizada. Não podemos negar que as pesquisas baseadas em tais estratégias geraram enorme quantidade de descobertas cientificas e inovações tecnológicas, mas também é necessário ponderar que as estratégias materialistas possuem um caráter limitador para a pesquisa, pois analisam os fenômenos nos termos de sua geração, sua estrutura, processos e leis subjacentes, dissociando-os de seus contextos sociológicos, históricos, da experiência humana e vinculação com valores externos a ciência (LACEY, 2006, p. 17).
A pluralidade apresentada deve ser fecunda, constituída por estratégias que se complementem a fim de atingir certa “democracia” no interior da pesquisa e na aplicação de seus resultados. Lacey afirma:
Em geral, as possibilidades encapsuladas pelas teorias desenvolvidas sob diferentes estratégias sobrepõem-se, no máximo, por sugerirem que um “entendimento completo” dos fenômenos do mundo da experiência vivida não pode ser obtido (mesmo a princípio) se for submetido a apenas um dos tipos de estratégias. Essa é a base para a complementariedade das estratégias (LACEY, 2012).
Para garantir a abrangência de entendimento sobre os fenômenos é importante que a pesquisa seja conduzida por uma multiplicidade de abordagens, uma vez que há diversas questões, interesses e valores envolvidos desde o momento do estabelecimento das metodologias, que serão a base dos estudos sobre determinado objeto, até a aplicação dos resultados obtidos pela pesquisa.
O que observamos nos dias atuais é que a ciência e a sua prática estão cada vez mais apressadas, sujeitas a prazos e a investimentos corporativos, institucionais e governamentais que visam, principalmente o lucro e o bem-estar de um pequeno grupo. O conhecimento científico obtido pode ser utilizado tanto para fins pacíficos quanto para fins hostis. Este fato não constituiria a própria ciência como ré, mas sim os indivíduos responsáveis pelo desenvolvimento e aplicação do conhecimento obtido através da pesquisa (LACEY, 2010, p. 95)."
Referência:
LANTIMAN, Camila. Pluralidade de estratégias e adoção de um paradigma: Hugh Lacey, Thomas Kuhn e as abordagens da pesquisa científica. Em Construção. ano 1, n. 1, 2017, pp. 69-80. DOI:10.12957/emconstrucao.2017.28125
domingo, 26 de outubro de 2025
Produtividade, o cérebro e a aprendizagem
Registros audiovisuais de pessoas estudando por longos períodos tem probabilidade aumentada de serem interpretados como resultado de um cérebro bem utilizado ou um cérebro impressionante. No entanto, tal conceito altamente difundido é uma interpretação imprecisa da produtividade intelectual e profissional pois a real "boa utilização do cérebro" depende de boa manipulação de variáveis de aprendizagem funcional de aquisição de repertório de comportamentos operantes de produtividade e histórico de sucesso. Tal manipulação não é replicável apenas com linguagem fisicalista de neurobiologia em nível reducionista sobre variáveis de modificação do cérebro.
quarta-feira, 15 de outubro de 2025
O reforço positivo e a responsabilidade ao "tratar"
É um fato básico do comportamento operante que o reforço positivo reduz o senso crítico sobre o reforço positivo obtido. Por isso, uma vez que haja oferta de soluções simples para dificuldades difíceis de resolver de outra forma, o senso crítico e a responsabilidade se tornam meras inconveniências.
terça-feira, 14 de outubro de 2025
Crítica econômica e autismo
A crítica econômica à circulação de dinheiro no tratamento do autismo em parte tem relação com o financiamento público. No entanto, discutir o que deve ser subsidiado não é mera questão político-ideológica e de interesse de grupos. Além disso, discutir a ciência no tratamento do autismo a partir de economia não isenta grupos de interesse de estarem "seguindo o dinheiro" e de provar que suas práticas tem resultados demonstrados inequivocamente e não apenas pela defesa de discursos políticos populares, bonitos e convenientes. Esse tipo de procedimento de avaliação de teorias e práticas em saúde expõe o público a prejuízos advindos de grupos cujo objetivo principal é conquistar espaço dentro do Estado.
sábado, 13 de setembro de 2025
Identidade diagnóstica é representação comercial?
Seria a afirmação identitária diagnóstica análoga por função a uma forma de representação comercial não remunerada já que os conceitos de diagnósticos tem origem comercial nos Estados Unidos com a Associação Americana de Psiquiatria?
sexta-feira, 5 de setembro de 2025
O organicismo como causa suficiente
O organicismo é entendido culturalmente como explicação suficiente para a saúde plena, vida produtiva e satisfação com a vida. Como consequência intervenções sobre o corpo são prioridade e são incorporadas como soluções para outros tipos de fenômenos biológicos e sociais. O fato de que o organicismo seja adjacente aos outros fenômenos é bem-vindo pois induz o fomento do uso de suas intervenções.
Ler mais:
Alternativas ao organicismo e orgânico como adjacente
https://eduardopopinhakfranco.substack.com/p/alternativas-ao-organicismo-na-saude