A experiência de ir no médico geralmente é tomar uma medicação com base num exame. O médico geralmente sequer faz uma pergunta sobre causas. De onde vem esse desinteresse por causas e determinantes da saúde? A investigação de causas é difícil, trabalhosa e inatingível no tempo de uma consulta e uma consulta com preço acessível. No entanto, o ponto principal possivelmente é que identificar causas implica em responsabilidade, polêmicas, emoções fortes, complicações econômicas, sociais e políticas para os agentes implicados no prejuízo à saúde. Um medicina alienada de causas é muito mais compatível com a sociedade de mercado sem impedimentos e constrangimentos. Até porque implicaria em custos e dificuldades de execução de projetos de ESG.
Limitações da psiquiatria biomédica Controvérsias entre psiquiatras conservadores e reforma psiquiátrica Psiquiatria não comercial e íntegra Suporte para desmame de drogas psiquiátricas Concepções psicossociais Gerenciamento de benefícios/riscos dos psicoativos Acessibilidade para Deficiência psicossocial Psiquiatria com senso crítico Temas em Saúde Mental Prevenção quaternária Consumo informado Decisão compartilhada Autonomia "Movimento" de ex-usuários Alta psiquiátrica Justiça epistêmica
Pacientes produtores ativos de saúde (prosumo)
Aviso!
quarta-feira, 29 de abril de 2026
terça-feira, 16 de janeiro de 2024
Solidão do idoso e problemas físicos e mentais
quarta-feira, 7 de junho de 2023
Intervenção precoce: única opção de bons resultados?
Como a psiquiatria alega que depois da "lesão" não há mais o que fazer e que não há cura, recorre ao discurso do diagnóstico e intervenção precoce para poder alegar conseguir bons resultados.
É algo a ser analisado.
sábado, 9 de julho de 2022
Perdas funcionais e tratamento psiquiátrico (reformulado 2)
sábado, 4 de junho de 2022
Invalidez iatrogênica
sexta-feira, 17 de dezembro de 2021
terça-feira, 14 de dezembro de 2021
Psiquiatria preventiva e resistência à desprescrição
segunda-feira, 28 de dezembro de 2020
Responsabilidade é assustar familiares?
Em livros de medicina sóbria que li dizia que o médico que assusta é considerado responsável pela população. Qual é a responsabilidade de assustar familiares para vender tratamento excessivo?
terça-feira, 17 de novembro de 2020
Por que o Novembro Azul não faz sentido?
https://www.youtube.com/watch?v=skUOHWgm9Ds
O mesmo raciocínio vale para rastreamento psiquiátrico e outras formas de rastreamento.
sexta-feira, 10 de julho de 2020
Precoce não é necessariamente melhor
Pontos-chave
- O diagnóstico precoce não conduz necessariamente a melhores resultados; por vezes, até piora as situações.
- Os programas de rastreamento deveriam ser introduzidos somente com base em evidência sólida relativa aos seus efeitos.
- A não introdução de um programa de rastreamento pode ser a melhor escolha.
- As pessoas convidadas para fazer um rastreamento precisam de informação equilibrada.
- Os benefícios do rastreamento são muitas vezes exagerados. • Os prejuízos do rastreamento são muitas vezes minimizados ou ignorados.
- A boa comunicação sobre os benefícios, prejuízos e riscos do rastreamento são essenciais.
segunda-feira, 6 de abril de 2020
Prevenção e fabricação de loucura (atualizado)
"Não é tão estranho quanto parece que muitas pessoas são diagnosticadas incorretamente com esquizofrenia. A psiquiatria é radicalmente diferente de outras áreas da medicina, pois pessoas normais têm sintomas e sentimentos semelhantes aos dos pacientes; é principalmente um questão de grau. Mesmo para a esquizofrenia, este é o caso. A psicose não é uma doença biológica como artrite, e muitas pessoas normais têm experiências de psicose - incluindo delírios e alucinações - de tempos em tempos."
Bob Dylan - Not Dark Yet - Legendado
sexta-feira, 21 de fevereiro de 2020
"Benefícios" da intervenção precoce [ironia]
sexta-feira, 26 de abril de 2019
Prevenção ou recuperação
sábado, 7 de abril de 2018
Prevenção em excesso e criação de doenças imaginárias
sexta-feira, 9 de março de 2018
Os riscos da prevenção em excesso
09 de julho de 2011 | N° 16754 PALAVRA DE MÉDICO | JOSÉ MAURO CERATTI LOPES*
*Médico de Família e Comunidade
Os riscos da prevenção em excesso
Nos tempos do Jeca Tatu, prevenção era usar botinas, lavar as mãos, tomar biotônico com prazer, beber Emulsão de Scott fazendo careta, fazer abreugrafia, tomar poucas vacinas, pegar sol, tomar leite em pó e, ainda, fazer simpatias. Lavar as mãos e vacinas continua em alta. Hoje, estamos na Era da Informação, após grande desenvolvimento social, tecnológico e científico. Cuidar da saúde virou uma operação complexa e perigosa. O arsenal terapêutico e diagnóstico disponível é imenso. É preciso porte e treinamento para usá-lo adequadamente. Leavel & Clark criaram níveis de prevenção: primária é evitar doenças. Secundária é evitar as complicações das doenças. Terciária, é reabilitar. O objetivo quando se pensa em saúde é a “saúde top”, e na ânsia de buscá-la, pode-se reagir em excesso. A tecnologia propõe exames, procedimentos, medicamentos e aconselhamentos que podem ajudar ou causar danos. Ampliar o espectro conceitual da doença transforma o normal em anormal, e trata como doença os estados de pré-doença ou fatores de risco. Comercializar a saúde advém de medicar a normalidade ou intervir sem certeza. Ritalina, estatina, fluoxetina, eco, densitometria e ressonância são personagens do cotidiano muitas vezes sem papel definido. Mocinhos ou vilões? Surge com Mark Jamoulle a prevenção quaternária, um quarto tipo de prevenção, alertando para uma aplicação cautelosa do conhecimento médico, evitando os excessos no rastreamento de doenças e solicitação de exames, e os abusos na medicalização desnecessária de fatores de risco. Estes excessos e abusos são um risco para o adoecimento. A prevenção quaternária atenua ou evita as consequências do intervencionismo, valorizando a individualização dos protocolos médicos às pessoas. Sim, às pessoas, não mais aos pacientes, que hoje cuidam de sua saúde com autonomia e participam na tomada de decisões, buscando informações, argumentando e questionando, antes de submeterem-se aos pacotes preventivos ou tratamentos compulsórios. Hoje, os médicos é que devem ser pacientes. Para cuidar da saúde, o principal é uma relação entre médico e pessoa baseada em comunicação, confiança e parceria. O aparelho essencial utilizado pelo médico deve ser, antes de todos, o auditivo.
quarta-feira, 28 de fevereiro de 2018
"Malícia" na saúde e prevenção quaternária
"Malícia" na saúde e prevenção quaternária
"E, sendo sincero, não se sabe o que é pior, seja a malícia, a ingenuidade, a ignorância ou a imprudência, tudo o que pode levar à arrogância, à falta de humildade, ao desprezo da incerteza e ao esquecimento da dúvida sistemática (7) ".
"Nossos pacientes são pessoas e merecem atenção personalizada, prudente e positiva". A medicalização do cotidiano está se tornando um problema em relação aos direitos humanos, e é surpreendente ver isso na era da refinação da demanda, da autonomia do paciente e da liberdade de escolha, a sociedade aceita quase sem protesto que o abuso contra os direitos das pessoas (30) ".
"A medicina pode fazer muito bem, mas também pode causar muito mal, mais por ação do que por omissão. Nesse sentido, o médico bem treinado, com seu comportamento correto e com sua consciência viva, é a última barreira deixada para o paciente e a sociedade diante de uma pressão que "explora" o desejo inveterado da eterna juventude (que já consiste no poema Gilgamesh, 2000BC), com a demanda de "tudo, aqui e agora". Falamos de prevenção quaternária para designar o conjunto de atividades de saúde que atenuam ou evitam as conseqüências de intervenções desnecessárias ou excessivas do sistema de saúde (27,28). Fazer a prevenção quaternária está dizendo "não" a muitas propostas francamente indecentes e oferecendo alternativas prudentes e científicas (a ética do negativo e a ética de compartilhar a ignorância). Fazer a prevenção quaternária está mudando o medo que explora a malícia sanitária para o bem-estar de saber que o importante é a qualidade de vida."
domingo, 25 de fevereiro de 2018
Prevenção quaternária
Prevenção quaternária
A prevenção quaternária deve prevalecer em qualquer outra opção preventiva, diagnóstico e terapêutica, segundo o princípio hipocrático:primun non nocere (em primeiro lugar, não prejudicar [o paciente]).[3]
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quarta-feira, 19 de julho de 2017
certezas, incertezas, ciência, prevenção, medicalização
http://www.ihu.unisinos.br/images/stories/cadernos/ideias/188cadernosihuideias.pdf