Limitações da psiquiatria biomédica Controvérsias entre psiquiatras conservadores e reforma psiquiátrica Psiquiatria não comercial e íntegra Suporte para desmame de drogas psiquiátricas Concepções psicossociais Gerenciamento de benefícios/riscos dos psicoativos Acessibilidade para Deficiência psicossocial Psiquiatria com senso crítico Temas em Saúde Mental Prevenção quaternária Consumo informado Decisão compartilhada Autonomia "Movimento" de ex-usuários Alta psiquiátrica Justiça epistêmica
Pacientes produtores ativos de saúde (prosumo)
Essa avalanche de informações e conhecimento relacionada à saúde e despejada todos os dias sobre os indivíduos sem a menor cerimônia varia muito em termos de objetividade e credibilidade. Porém, é preciso admitir que ela consegue atrair cada vez mais a atenção pública para assuntos de saúde - e muda o relacionamento tradicional entre médicos e pacientes, encorajando os últimos a exercer uma atitude mais participativa na relação.
Ironicamente, enquanto os pacientes conquistam mais acesso às informações sobre saúde, os médicos têm cada vez menos tempo para estudar as últimas descobertas científicas ou para ler publicações da área - on-line ou não -, e mesmo para se comunicar adequadamente com especialistas de áreas relevantes e/ou com os próprios pacientes.
Além disso, enquanto os médicos precisam dominar conhecimentos sobre as diferentes condições de saúde de um grande número de pacientes cujos rostos eles mal conseguem lembrar, um paciente instruído, com acesso à internet, pode, na verdade, ter lido uma pesquisa mais recente do que o médico sobre sua doença específica.
Os pacientes chegam ao consultório com paginas impressas contendo o material que pesquisaram na internet, fotocópias de artigos da Physician's Desk Reference, ou recorte de outras revistas e anuários médicos. Eles fazem perguntas e não ficam mais reverenciando a figura do médico, com seu imaculado avental branco.
Aqui as mudanças no relacionamento com os fundamentos profundos do tempo e conhecimento alteraram completamente a realidade médica.
Livro: Riqueza Revolucionária - O significado da riqueza no futuro
Aviso!
Aviso!
A maioria das drogas psiquiátricas pode causar reações de abstinência, incluindo reações emocionais e físicas com risco de vida. Portanto, não é apenas perigoso iniciar drogas psiquiátricas, também pode ser perigoso pará-las.
Retirada de drogas psiquiátricas deve ser feita cuidadosamente sob supervisão clínica experiente. [Se possível] Os métodos para retirar-se com segurança das drogas psiquiátricas são discutidos no livro do Dr. Breggin: A abstinência de drogas psiquiátricas: um guia para prescritores, terapeutas, pacientes e suas famílias.
Observação: Esse site pode aumentar bastante as chances do seu psiquiatra biológico piorar o seu prognóstico, sua família recorrer a internação psiquiátrica e serem prescritas injeções de depósito (duração maior). É mais indicado descontinuar drogas psicoativas com apoio da família e psiquiatra biológico ou pelo menos consentir a ingestão de cápsulas para não aumentar o custo do tratamento desnecessariamente.
Observação 2: Esse blogue pode alimentar esperanças de que os familiares ou psiquiatras biológicos podem mudar e começar a ouvir os pacientes e se relacionarem de igual para igual e racionalmente.
A mudança de familiares e psiquiatras biológicos é uma tarefa ingrata e provavelmente impossível.
https://breggin.com/the-reform-work-of-peter-gotzsche-md/
sábado, 28 de abril de 2018
The Wall (documentary film) autism
The Wall is a documentary film made in 2011 by Sophie Robert about autism and psychoanalysis, which became the subject of a court case in France.[1] The alternative full name of the film is The Wall or psychoanalysis put to the test on autism.
https://en.wikipedia.org/wiki/The_Wall_(2012_documentary_film)
https://en.wikipedia.org/wiki/The_Wall_(2012_documentary_film)
ensaio clínico randomizado
"Eu tenho medo de ensaio clínico randomizado. Mistura muitas variáveis" Sílvio Paulo Botomé na I JAC Florianópolis
psiquiatria farmacológica
Psiquiatria biológica é uma expressão cínica e um eufemismo. Na verdade, é psiquiatria farmacológica
Isaías Pessoti na I JAC Florianópolis
Isaías Pessoti na I JAC Florianópolis
terça-feira, 24 de abril de 2018
Ineficácia e gravidade do transtorno
Não faz sentido associar ineficácia dos psicofármacos com gravidade do transtorno e a partir disso aumentar doses e fazer coquetel.
É preciso um bom tratamento psicossocial que reduza ou elimine a necessidade de medicação.
É preciso um bom tratamento psicossocial que reduza ou elimine a necessidade de medicação.
A procura por desequilíbrios químicos (atualizado)
Ler mais:
Erro metodológico nas pesquisas de desequilíbrio químico
Neurotransmissores e diagnósticos: correlações
Psiquiatria sob influência – Robert Whitaker e Lisa Cosgrove
Capítulo 4
[...]
A procura por desequilíbrios químicos
Na literatura científica, apesar disso, uma estória muito diferente
sobre os desequilíbrios químicos tinha sido escrita. Como notado
acima, a teoria nasceu nos anos 60, depois que os pesquisadores
descobriram como os antipsicóticos, os inibidores de monoamina
oxidase, e os tricíclicos agiam no cérebro. Para testar a hipótese
de que essas drogas estavam corrigindo um desequilíbrio químico,
pesquisadores precisavam investigar se os pacientes deprimidos tinham
realmente níveis baixos de monoaminas (ex: serotonina ou
norapinefrina) no cérebro, os se os pacientes esquizofrênicos
sofriam de sistemas dopaminérgicos sobreativos.
Apesar dos pesquisadores não
terem como medir diretamente os níveis dos neurotransmissores em
pacientes vivos, eles procuraram um método novo para fazê-lo
indiretamente. Na década de 60, pesquisadores descobriram que haviam
duas maneiras que um neurotransmissor era removido da fenda
sináptica: ou era tomado de volta pelo neurônio pré-sináptico, ou
uma enzima metabolizaria e o metabólito iria ser removido como
desperdício. Cientistas descobriram que eles poderiam isolar o
metabólito no fluido cerebroespinhal, e eles raciocinaram que medir
os níveis de metabolitos poderia prover uma medida indireta de
atividade neurotransmissora no cérebro. A dopamina é metabolizada
em ácido homovanílico (HVA) e dessa maneira se uma pessoa tivesse
muita atividade dopaminérgica, então a quantidade de HVA no seu
fluido cerebroespinhal deveria ser mais alta que o normal. A
serotonina é metabolizada como acido acético 5-”hidroxindole”
(5-HIAA); dessa maneira, se uma pessoa sofresse de pouca serotonina,
então a quantidade de 5-HIAA no seu fluido cerebroespinhal deveria
ser mais baixa que o normal. 44
Os
pesquisadores primeiro mediram os níveis de 5-HIAA em pacientes
deprimidos nos últimos anos da década de 60 e nos primeiros anos da
década de 70, e desde esse primeiro momento, a teoria monoamina da
depressão começou a ruir. Em 1971, investigadores na Universidade
McGill reportaram que eles tinha falhado em encontrar uma diferença
“estatisticamente significante” nos níveis de 5-HIAA de
pacientes deprimidos e controles normais. 45
Três
anos mais tarde, Malcolm Bowers na Universidade de Yale reportou o
mesmo achado. Os níveis serotonérgicos no cérebro pareciam
normais, ao mesmo por essa medida. 46 Pesquisadores também tentaram
investigar a teoria dando a pacientes não deprimidos drogas que
retiram monoaminas, racionando que se níveis baixos de monoaminas
causaram depressão, isso iria induzir depressão. Mas quando esse
dois investigadores na Universidade da Pensilvânia, Joseph Mendels e
Alan Frazer, revisaram a literatura científica, eles encontraram que
esse não era o caso. Os sujeito nos experimentos não se tornaram
confiavelmente deprimidos. “A literatura revisada aqui fortemente
sugere que a deficiência cerebral de norapinefrina, dopamina ou
serotonina em si mesma não é suficiente para dar conta do
desenvolvimento clínico da síndrome depressiva” Eles escreveram
em 1974. 47
Em
1984, o Instituto Nacional de Saúde Mental estudou outra
possibilidade: os níveis de 5-HIAA de pacientes deprimidos abaixavam
ao longo da curva de sino (como era o caso para “normais”, e
então talvez esses no final baixo da curva constituiria-se um
subgrupo biológico, o qual poderia ser dito sofrer de baixa
serotonina, e dessa maneira deveria ser esse grupo que responderia
melhor a um antidepressivo, amitriptilina, que seletivamente boqueava
a recaptação de serotonina (e dessa maneira os níveis de
serotonina na fenda sináptica). Apesar disso, os pesquisadores
encontraram que esse com níveis altos de 5-HIAA eram tão
responsivos a amiltriptilina quanto aqueles com níveis baixos. O
Instituto Nacional de Saúde Mental concluiu o óbvio: “Elevações
ou diminuições no funcionamento do sistema serotonérgico por si
não são associados com depressão.” 48
Mesmo
depois desse relatório de 1984, investigadores continuaram a
investigar se pacientes deprimidos sofriam de baixa serotonina, com
essa pesquisa se tornando mais rápida depois que o Prozac chegou no
mercado de 1988. Apesar disso, os estudos, repetidamente, falharam em
encontrar tal evidência. A terceira edição do Livro-texto de
psiquiatria da APA, o qual foi publicado em 1999, rastreou esse
histórico das pesquisas, e apontou a lógica falha que levou a
teoria do desequilíbrio químico da depressão em primeiro lugar:
A
hipótese da monoamina, a qual foi proposta em 1965, afirma que as
monoaminas como a norapinefrina e 5-HT (serotonina) são deficientes
na depressão e que a ação de antidepressivos dependem de aumentar
a disponibilidade dessas monoaminas. A hipótese da monoamina foi
fundamentada em observações de que os antidepressivos bloqueiam a
inibição de recaptação de norapinefrina, 5-HT, e/ou dopamina.
Apesar disso, inferir patofisiologia de neurotransmissor de uma ação
observada de uma classe de medicações na disponibilidade de
neurotransmissores é similar a concluir que porque a serotonina
causa sangramento gastrointestinal, as dores de cabeça são causadas
por muito sangue e a ação terapêutica da aspirina nas dores de
cabeça envolvem perda de sangue. Experiência adicional não
confirmou a hipótese de deficiência de monoamina. 49
Em
resumo, a hipótese de que depressão era causada por baixa
serotonina ou por uma deficiência em outras monoaminas tinha sido
investigada e deixou a desejar. A passagem no livro-texto de 1999 era
o reconhecimento desse fato pela APA (Associação Americana de
Psiquiatria), e nos anos seguintes, um número de especialistas no
campo afirmaram o mesmo. No seu livro-texto de 200 Psicofarmacologia
essencial, o psiquiatra Stephen Stahl escreveu que “não há
evidência clara e convincente que a deficiência em monoamina
explica a depressão; isto é, não há déficit 'real' de monoamina.
50 Finalmente, Eric Nestler, um cientista famoso por suas
investigações na biologia dos transtornos mentais, detalhou em um
artigo de 2010 como os muitos tipos de investigação dessa teoria
tinham todas chegado a mesma conclusão:
Depois
de mais uma década de estudos PET (posicionados habilmente para
medir a quantidade de receptores e números de transportadores e
ocupação), estudos de deficiência em monoaminas (os quais
momentaneamente e experimentalmente reduzem os níveis de monoamina
no cérebro), assim como as análise de associação genética
examinando polimorfismos em genes monoaminérgicos, há pouca
evidência para implicar verdadeiros déficits em neurotransmissão
serotonérgica, noradrenérgica ou dopaminérgica na patofisiologia
da depressão. Isso não é surpreendente, pois não há razão a
priori de que o
mecanismo de ação de um tratamento seja o oposto da patofisiologia
da doença. 51
Por
mais de 40 anos, a ciência estava contando uma estória consistente,
e ainda assim em contradição com o que a APA – e a psiquiatria
como especialidade médica – tinha levado o publico a acreditar.
Num programa de 2012 da Rádio Pública Nacional (NPR), o convidado
Alex Spiegel observou que a ideia de que “a depressão era causada
por um desequilíbrio químico no cérebro” continuou “popular”,
e era na época, nesse canal da mídia de massa, de que o público
ouviu a verdade. “Desequilíbrio química é um tipo de pensamento
do século passado”, explicou Joseph Coyle, editor chefe de
Arquivos de Psiquiatria Geral”. “É muito mais complicado do que
isso… É realmente um jeito ultrapassado de pensar.” Alan Frazer,
cadeira do departamento de farmacologia no Centro de Ciências da
Saúde na Universidade de Texas disse aos ouvintes da NPR o que
parecia ser um fato supreendente: “Eu não acho que haja nenhum
corpo de dados convincente que qualquer um já tenha encontrado de
que a depressão está associada, em extensão significante, com a
perda de serotonina.” 52
Nenhuma
evidência convincente jamais encontrada, e ainda assim isso é
precisamente o que o público estadunidense sabia ser verdadeiro.
Enquanto
as investigações sobre a hipótese da dopamina da esquizofrenia
produziu uma estória com mais nuances, a hipótese de que os
antipsicóticos corrigiam um conhecido desequilíbrio químicos, e
poderia dessa maneira ser comparado a insulina para diabetes, estava
amplamente vista como uma desacreditada, ou ao mesmo demasiadamente
simplista, teoria pelos primeiros anos de 1990. Primeiro, na década
de 70, Malcolm Bowers e outros mediram os níveis dos metabolitos de
dopamina no fluido cerebralespinhal de pacientes esquizofrenicos, e
encontraram que, antes da exposição aos antipsicóticos, seus
níveis de metabólitos “não eram significativamente diferente dos
controles.” 53 Nesse ponto, investigadores voltaram a sua atenção
para uma segunda possibilidade.
Talvez
pessoas diagnosticadas com esquizofrenia tinham muitos receptores
dopaminérgicos, e isso que fazia seus cérebros “hipersensitivos a
dopamina.” Em 1978, Philip Seeman na Universidade de Toronto
reportaram na revista Nature que eles tinham descoberto isso ser
verdade. Na autópsia, os cérebros de 20 esquizofrênicos tinham 70
por cento mais receptores D2 que o normal (o receptor D2 é um dos
variados subtipos de receptores de dopamina, e esse é o subtipo mais
fortemente bloqueado por antipsicóticos). Apesar disso, todos os
pacientes tinham tomado antipsicóticos e Seeman confessou que essa
anormalidade poderia “ter resultado da administração a longo
prazo de neurolépticos” 54
Investigações
posteriores descobriram ser esse o caso, com investigadores na
França, Suécia, e Finlândia todos relatando que não havia
“diferenças significativas” nas densidades dos receptores D2 em
pacientes vivos que nunca tinham sido expostos a neurolépticos e
“controles normais”. 55
Havia
uma ironia óbvia nessa descoberta. Pesquisadores hipotetizaram que a
esquizofrenia era causada por muitos receptores de dopamina no
cérebro e ainda assim eles descobriram que enquanto pacientes não
sofriam regularmente dessa anormalidade antes da exposição a
neurolépticos, eles frequentemente tinham depois de ser tratados com
as medicações. As drogas induziram a mesma anormalidade
hipotetizada causar a psicose. Nos primeiros anos da década de 80,
os pesquisadores juntaram um entendimentos do porque isso ocorreu:
antipsicóticos bloqueiam receptores D2, e num esforço de compensar
esse bloqueio, o cérebro aumenta a densidade desses receptores. O
cérebro está tentando manter o funcionamento normal dos caminhos
dopaminérgicos.
A
partir desses achados, um número de pesquisadores concluíram que a
hipóteses da dopamina, ao menos em sua forma mais simples, não
tinha vingado. Não há “boa evidencia para a perturbação da
função da dopamina na esquizofrenia”, observou John Kane, um
psiquiatra bem conhecido no Centro Médico Judeu de Long Island, em
1994. 56 Sete anos mais tarde. Eric Nestler e o antes diretos do
Instituto Nacional de Saúde Mental, no seu livro, Neurofarmacologia
Molecular reiteraram esse ponto: “Não há evidência convincente
de que uma lesão no sistema da dopamina é uma causa primária da
esquizofrenia.” 57
Apesar
disso, um número de pesquisadores tinham continuado a investigar a
função da dopamina em pacientes esquizofrênicos, raciocinando que
talvez eles sofressem de anormalidades em regiões particulares do
cérebro. Um pensamento é que as pessoas com esquizofrenia tem muita
dopamina no tronco cerebral e muito pouco nos lobos frontais. Apesar
disso, essas investigações não sustentaram a noção de que a
esquizofrenia é causada por um sistema dopaminérgico hiperativo em
todas as áreas cerebrais, a qual é então balanceada pelos
antipsicóticos. Em 2012, dois pesquisadores suecos, Aurelija Jucaite
e Svante Nyberg, resumiram o último pensamento na área:
A
procura vigorosa de anormalidade no sistema da dopamina na
esquizofrenia até agora levou a resultados inconclusivos. O
entendimento crescente da complexidade comportamental da
esquizofrenia sugere que é improvável que um único sistema de
neurotransmissão possa explicar tal diversidade de sintomas, por
exemplo, inatenção e alucinações. Dessa maneira, qualquer
simples, e e exclusiva patologia do sistema da dopamina era e é
duvidosa. 58
A
teoria da baixa serotonina da depressão e a teoria da hiperatividade
da dopamina na esquizofrenia provia um fundamento para uma teoria
mais universal do “desequilíbrio químico” dos transtornos
mentais, e quando esses dois casos específicos de doenças não
sustentaram essa teoria, a maioria do pesquisadores começou a pensar
que era improvável ser verdade para outros transtornos. As
investigações limitadas que foram feitas a esse respeito, tais como
estudos do transtorno de déficit de atenção e hiperatividade,
também falharam em encontrar evidência para sustentar essa teoria.
Em 2005, Kenneth Kendler, coeditor chefe da Medicina Psicológica,
proveu um epitáfio sucinto para essa longa procura: “Nós
procuramos por grandes simples explicações neuroquímicas para os
transtornos psiquiátricos e não as encontramos”.
Desde
então, muitos psiquiatras eminentes tem feito confissões similares.
“Noções antigas de transtornos mentais como desequilíbrios
químicos” escreveu o diretor do Instituto Nacional de Saúde
Mental Thomas Insel num blogue de 2011, “estão começando a ficar
antiquadas” 60 Insel disse que agora parecia que os transtornos
mentais era “transtornos do circuitos cerebrais” e sob sua
liderança a psiquiatria agora está se movendo para novas teorias
sobre as causas biológicas dos transtornos psiquiátricos. Mas
enquanto isso ocorreu, produziu um momento constrangedor: Por que o
público tinha sido levado a pensar, por tanto tempo, que a drogas
psiquiátricas corrigiam desequilíbrios químicos no cérebro,
quando a ciência não mostrou isso ser verdade? Em 2011, Ronald
Pies, editor do Psychiatric Times, procurou a resposta a essa
questão:
Eu
não sou alguém que facilmente perde seu temperamento, mas eu
confesso experimentar atividade límbica marcadamente aumentada
sempre quando eu ouço alguém afirmar, “Psiquiatras pensam que
todos transtornos psiquiátricos são causados por desequilíbrio
químico”. Nos últimos 30 anos, eu não acredito que eu tenha
visto um psiquiatra bem treinado e conhecedor fazer tal afirmação
estapafúrdia, exceto para ser sarcástico. Por outro lado, a
alegoria tem sido lançada adiante por oponentes da psiquiatria, os
quais mentirosamente atribuem atribuem a frase aos psiquiatras. E,
sim, a imagem de desequilíbrio químico” tem sido vigorosamente
promovida por algumas companhias farmacêuticas, frequentemente em
detrimento do entendimento de nossos pacientes. Na verdade, a noção
de “desequilíbrio químico” foi sempre uma forma de lenda urbana
– nunca uma teoria seriamente proposta por psiquiatras bem
informados. 61
A
culpa da psiquiatria, Pies adicionou mais tarde ao blogue foi de que
“certamente, aqueles de nós na academia deveriam ter feito mais
para corrigir essas crenças falsas.” 62
Troca de psicofármacos e eficácia
Não faz sentido ficar trocando de psicofármacos com o mesmo tipo de mecanismo de funcionamento e dizer que alguns resolvem problemas e outros não. O que muda é o perfil de efeitos colaterais apenas. Medicamentos de mecanismos parecidos tem os mesmos efeitos.
Principalmente porque a troca de psicofármacos acompanha acontecimentos da vida e o tratamento psicossocial. Como isolar os fatores que explicam uma melhora? Atribuir aos psicofármacos ou a falta dele é um raciocínio pouco científico pois não isola os fatores psicossociais.
segunda-feira, 23 de abril de 2018
The Withdrawal Project
Guia em inglês sobre desmame de medicamentos psiquiátricos.
https://withdrawal.theinnercompass.org/prepare
https://withdrawal.theinnercompass.org/prepare
domingo, 22 de abril de 2018
the happy pill film (inglês)
Assistir
Filme sobre indução de prejuízos através do tratamento psiquiátrico tradicional.
https://www.thehappypillfilm.com/watch-the-movie
Filme sobre indução de prejuízos através do tratamento psiquiátrico tradicional.
https://www.thehappypillfilm.com/watch-the-movie
Movimento da Pós-Psiquiatria
Movimento da Pós-Psiquiatria: uma introdução
Gustavo Alvarenga Oliveira Santos
Resumo
O movimento da pós-psiquiatria, surgido na Inglaterra na primeira década
deste século, vem se consolidando através de uma rede internacional
colaborativa com diferentes grupos de psiquiatras espalhados em distintas
partes do planeta. Atento ao tempo atual, definido como pós-moderno, esse
aporte propõe superar a psiquiatria como modelo coercitivo e disciplinar
além de servir como resposta à psiquiatria baseada em evidencias. O
movimento também destaca a interdisciplinaridade dos paradigmas psi que
se atentam à singularidade do paciente o que pode subsidiar diálogos entre
si. A pós-psiquiatria considera que toda contribuição teórica, metodológica e
experimental é válida, uma vez que o objeto a que se dedica tradicio-
nalmente a psiquiatria, as patologias mentais, é complexo e multideter-
minado, não podendo se reduzir a nenhum paradigma teórico de modo
exclusivo. O presente artigo tem como objetivo informar sobre esse movi-
mento apresentando um pequeno histórico e seus princípios.
Palavras-chave
Psiquiatria; paradigmas; pós-psiquiatria; saúde mental.
deste século, vem se consolidando através de uma rede internacional
colaborativa com diferentes grupos de psiquiatras espalhados em distintas
partes do planeta. Atento ao tempo atual, definido como pós-moderno, esse
aporte propõe superar a psiquiatria como modelo coercitivo e disciplinar
além de servir como resposta à psiquiatria baseada em evidencias. O
movimento também destaca a interdisciplinaridade dos paradigmas psi que
se atentam à singularidade do paciente o que pode subsidiar diálogos entre
si. A pós-psiquiatria considera que toda contribuição teórica, metodológica e
experimental é válida, uma vez que o objeto a que se dedica tradicio-
nalmente a psiquiatria, as patologias mentais, é complexo e multideter-
minado, não podendo se reduzir a nenhum paradigma teórico de modo
exclusivo. O presente artigo tem como objetivo informar sobre esse movi-
mento apresentando um pequeno histórico e seus princípios.
Palavras-chave
Psiquiatria; paradigmas; pós-psiquiatria; saúde mental.
ONU proteção pacientes
http://www.patriciamagno.com.br/wp-content/uploads/2015/09/Princ%C3%ADpios-ONU-prote%C3%A7%C3%A3o-pessoas-transtorno-mental.pdf
PRINCÍPIOS PARA A PROTECÇÃO DAS PESSOAS COM DOENÇA MENTAL E PARA O MELHORAMENTO DOS CUIDADOS DE SAÚDE MENTAL
PRINCÍPIOS PARA A PROTECÇÃO DAS PESSOAS COM DOENÇA MENTAL E PARA O MELHORAMENTO DOS CUIDADOS DE SAÚDE MENTAL
sexta-feira, 20 de abril de 2018
crítica coerção do fato social
Quanto ao caráter coercitivo dos fatos sociais, a expressão “coerção” é no mínimo infeliz. Trata-se de um termo ambíguo, pois embora seja comumente empregado como sinônimo de violência física, Durkheim o utiliza para se referir tanto às pressões exteriores, exercidas pelos fatos sociais, quanto às pressões de ordem moral. As inúmeras vezes que Durkheim veio a público explicar a seus leitores em que sentido o utilizou confirma a sua má escolha. Talvez termos como “constrição” ou “coação” ocasionassem menos problemas. Cumpre então perguntar: por que diante de tantas confusões interpretativas, Durkheim mantém o termo “coerção”? Mesmo admitindo não se tratar do único elemento distintivo do fato social, por que o autor não abriu mão dele?
Os fatos e as coisas: Émile Durkheim e a
controversa noção de fato social
Sidnei Ferreira de Vares 1
controversa noção de fato social
Sidnei Ferreira de Vares 1
quinta-feira, 19 de abril de 2018
TOWARD A THEORY OF SCHIZOPHRENIA
artigo de Bateson sobre duplo vínculo e esquizofrenia
https://www.google.com/url?sa=t&rct=j&q=&esrc=s&source=web&cd=2&ved=0ahUKEwjQ48q-gcfaAhWLi5AKHaaRCRMQFgg3MAE&url=http%3A%2F%2Fwww.psychodyssey.net%2Fwp-content%2Fuploads%2F2012%2F05%2FTOWARD-A-THEORY-OF-SCHIZOPHRENIA.docx&usg=AOvVaw2NQgf4KWkV97WDlWWSJgOw
https://www.google.com/url?sa=t&rct=j&q=&esrc=s&source=web&cd=2&ved=0ahUKEwjQ48q-gcfaAhWLi5AKHaaRCRMQFgg3MAE&url=http%3A%2F%2Fwww.psychodyssey.net%2Fwp-content%2Fuploads%2F2012%2F05%2FTOWARD-A-THEORY-OF-SCHIZOPHRENIA.docx&usg=AOvVaw2NQgf4KWkV97WDlWWSJgOw
esquizofrenia e duplo vínculo
http://www.redepsi.com.br/2008/03/01/teoria-do-duplo-v-nculo/
citação de bateson: "uma situação em que, não importa o que uma pessoa faça, ela "não pode vencer"".
De acordo com Bateson, um duplo vínculo é um dilema comunicativo devido à contradição entre duas ou mais mensagens. Dessa forma, não importa qual seja a resposta, ela estará sempre errada. É uma situação comunicativa que causa sofrimento e pode levar a alguns transtornos psicológicos.
Bateson dizia que alguém aprisionado pelo duplo vínculo pode desenvolver sintomas esquizofrênicos.
citação de bateson: "uma situação em que, não importa o que uma pessoa faça, ela "não pode vencer"".
De acordo com Bateson, um duplo vínculo é um dilema comunicativo devido à contradição entre duas ou mais mensagens. Dessa forma, não importa qual seja a resposta, ela estará sempre errada. É uma situação comunicativa que causa sofrimento e pode levar a alguns transtornos psicológicos.
Bateson dizia que alguém aprisionado pelo duplo vínculo pode desenvolver sintomas esquizofrênicos.
psiquiatria biológica culpa a vítima
a psiquiatria biológica culpa o organismo pelas condições ambientais hostis
quarta-feira, 18 de abril de 2018
ISEPP letter
FROM THE DIRECTOR
Chuck Ruby, Ph.D. April 2018
Chuck Ruby, Ph.D. April 2018
The conventional mental health industry goes to great lengths in an attempt to perpetuate the myth of mental illness and to control people's lives. One way the industry does this is by conflating real illnesses with the so-called mental ones. A recent article about PANDAS (pediatric autoimmune neuropsychiatric disorders associated with streptococci) is an excellent example of how real illness processes are described in psychiatric terms solely because some of the symptoms of that real illness happen to be mental or behavioral. But such reasoning is a sleight of hand trick. If there are demonstrable or reasonably hypothesized physiological defects that create mental symptoms, then the problem is rightly considered illness, not mental illness. Saying that PANDAS causes ADHD, OCD, depression, or any other DSM diagnosis, would be like saying intermittent explosive disorder is caused by blunt force trauma to one's little toe, or, that schizophrenia is caused by urinary tract infections since one of the symptoms of urinary tract infections is confusion and strange thoughts. It is equally preposterous to say that streptococcal bacteria causes those things, or that Lyme's disease causes bipolar disorder, hypothyroidism causes depression, or lead poisoning causes ADHD. We must keep real disease and fake disease separate. ISEPP's goal is to dispel the myth of mental illness. But as long as emotional and behavioral struggles are considered illnesses, whether purportedly caused by mental things or physical things, the myth will continue.
This same strategy of conflating real and fake illnesses is seen in the DSM. Scattered among the hundreds of mental illness diagnostic categories, the manual includes: neurocognitive decline due to Alzheimer's, Parkinson's, and HIV; intoxication and withdrawal from chemical substances; breathing-related sleep problems; and chemically-induced depression and anxiety. None of these things belong in the DSM. Each is a real illness (i.e., bodily defect) that has mental symptoms. Those DSM diagnoses are not referring to the existential struggles that commonly accompany the suffering of those real illnesses. Rather, they are about the direct chemical and physiological effects that those real disease processes have on functioning. Peppering them throughout the DSM creates an illusion and falsely implies the other DSM categories are about real illness too.
A recent article in The Cut gives another good example, but from a lay perspective, of this attempt to conflate real and fake illnesses. The author writes: "There’s still this strange divide in thinking about mental illness, where much of society seems to dismiss those illnesses as somehow less 'real' than ones that are considered 'physical.' But aren’t our brains part of our physical bodies? If a mental illness is making it impossible for someone to get out of bed, to walk even short distances, and to eat properly, how is that not a physical ailment?" She is confusing a lot of issues. First, I don't think many would dismiss as unreal the problems labeled with mental illness diagnoses. Of course they're real problems; they're just not illnesses. Second, the fact that brains are part of our bodies is not evidence supporting the assertion that those problems are real illnesses. Mental illness is not about defective brains. Thinking otherwise is a slippery slope. What other things could we call illness? Political ideas? Sexual preference? Religious views? These also "emanate" from our brains and they can cause quite a bit of distress in trying to live them openly and authentically. Last, mental illnesses do not cause us to do anything. They aren't alien entities residing inside us that make us act, feel, and think in specific ways. Mental illnesses are the names we give to people who do those things. Her assertion that they make us do things is like saying an internal non-self entity called Christianity makes us believe in the doctrine of that faith. The tail is waging the dog.
There are many real illness conditions that affect mental functioning. This is why it is important for mental health practitioners to consider the impact of poor health, nutrition, exercise, and sleep, and to encourage clients to see their primary care physician in order to rule out these issues that can mimic mental illness. But in none of these situations are the problems mental illnesses. The problems we've dubbed mental illnesses are about inter- and intra-personal, spiritual, existential, economic, and political matters, not real disease. Mental health professionals have no business treating real bodily malfunctioning. In fact, 94% of all mental health professionals are not medical specialists anyway. In the same vein, medical professionals qua medical specialists have no business handling the problems dubbed mental illnesses. The medical profession has no scientific expertise in handling those problems of living. Thus, that profession has historically relied on the only thing they have left, and that is moral judgment about a person and the "right" way to live, but they hide this moral judgment behind a medical disguise and call it the "healthy" way to live.
When we allow this charade of mental illness to continue unchallenged, it gives the mental health industry the power over our actions in the name of medicine. It is a grand deception of using moral, not medical, standards in judging behaviors and experiences and then controlling them without regard to due process of law or basic human rights and self-determination. In this way, conventional mental health professionals have become the present day priesthood masquerading as medical specialists.
terça-feira, 17 de abril de 2018
Atenção Psicossocial
Atenção
Psicossocial é o primeiro termo trabalhado pelos autores, o qual se
trata de uma busca por alternativa à racionalidade psiquiátrica,
enquanto redução do funcionamento psíquico ao seu funcionamento
neurobioquímico e aos processos cerebrais, nomeando os desvios a esse
funcionamento de transtornos mentais. A Atenção Psicossocial, pelo
contrário, procura olhar para o sofrimento humano em seu vínculo com o
plano de vida.
O sujeito da experiência da loucura, antes objeto de saber, era isolado para receber o tratamento terapêutico. Hoje, deixou de ser objeto e transformou-se em sujeito, seu cuidado torna-se criação de possibilidades, cujo acontecimento se dá na vida cotidiana, assim como os desafios que devem ser enfrentados.
A Atenção básica compartilha com a atenção psicossocial a forma de olhar o sujeito que adoece. Este olhar não se limita a um corpo que adoece, ele é atravessado por múltiplos planos (histórico social, econômico) e pelas múltiplas histórias que compõe a singularidade de cada situação.
https://madinbrasil.org/2018/04/atencao-psicossocial-atencao-basica-e-territorio-o-que-estes-tres-termos-aportam-para-as-politicas-de-saude-publica/
O sujeito da experiência da loucura, antes objeto de saber, era isolado para receber o tratamento terapêutico. Hoje, deixou de ser objeto e transformou-se em sujeito, seu cuidado torna-se criação de possibilidades, cujo acontecimento se dá na vida cotidiana, assim como os desafios que devem ser enfrentados.
A Atenção básica compartilha com a atenção psicossocial a forma de olhar o sujeito que adoece. Este olhar não se limita a um corpo que adoece, ele é atravessado por múltiplos planos (histórico social, econômico) e pelas múltiplas histórias que compõe a singularidade de cada situação.
Atenção
psicossocial e atenção básica também podem compartilhar uma armadilha
que se apresenta no cotidiano de ambos os serviços, a lógica manicomial.
Esta lógica supera as estruturas físicas do manicômio, podendo estar
presentes em outros espaços. Caracteriza-se por ser um poder
normatizador que exclui e reprime, não só os loucos, mas todos aqueles
que saem dos limites da “boa conduta”, aqui entram os homossexuais,
dependentes químicos, moradores de rua, etc.
“Especificamente
nos espaços e serviços da saúde mental, este poder se evidencia quando
profissionais não conseguem operar um cuidado efetivo, especialmente nas
crises, e têm como única solução a intervenção medicamentosa e a
internação. Ou, mais sutilmente ainda, quando as intervenções dos
profissionais são pautadas por julgamentos morais que prescrevem aos
usuários modos corretos de se comportar ou de agir frente as
contingências que a vida apresenta. Cabe aqui ressaltar que o uso
extensivo e indiscriminado dos medicamentos psicotrópicos é prática
naturalizada nos serviços de saúde e, em especial, na Atenção Básica. ”
https://madinbrasil.org/2018/04/atencao-psicossocial-atencao-basica-e-territorio-o-que-estes-tres-termos-aportam-para-as-politicas-de-saude-publica/
segunda-feira, 16 de abril de 2018
The Myth of Schizophrenia as a Progressive Brain Disease
https://academic.oup.com/schizophreniabulletin/article/39/6/1363/1884403
The Myth of Schizophrenia as a Progressive Brain Disease
IRREVERSIBILITY OF SCHIZOPHRENIA
DISMANTLING THE DOMINANT NARRATIVE OF THE IRREVERSIBILITY OF SCHIZOPHRENIA: THREE MEANING-MAKING APPROACHES TO PSYCHOSIS
https://scholarworks.smith.edu/cgi/viewcontent.cgi?article=1671&context=theses
https://scholarworks.smith.edu/cgi/viewcontent.cgi?article=1671&context=theses
sábado, 14 de abril de 2018
aumento do custo do esforço e diminuição da dopamina
Esse artigo sugere que a intervenção farmacológica na diminuição da dopamina aumenta o custo do esforço e leva a escolha de atividades mais fáceis.
Ou seja, os neurolépticos podem levar a aposentadoria, incapacidade e a engordar por levar os usuários a se esforçar menos.
https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pmc/articles/PMC3266736/
Resumo
Por muitos anos, tem sido sugerido que as drogas que interferem na transmissão da dopamina (DA) alteram o impacto “recompensador” dos reforçadores primários, como os alimentos. Pesquisas e teorias relacionadas às funções da AD mesolímbica estão passando por uma substancial reestruturação conceitual, com a ênfase tradicional na hedonia e na recompensa primária gerando outros conceitos e linhas de investigação. A presente revisão está focada no envolvimento do DA nucleus accumbens no comportamento de escolha relacionado ao esforço. Visto do quadro da economia comportamental, os efeitos das depleções e antagonismo da accumbens DA no comportamento reforçado com alimentos são altamente dependentes das exigências de trabalho da tarefa instrumental, e os ratos depletados pela DA mostram uma sensibilidade aumentada aos custos de resposta, especialmente requisitos de razão. Além disso, a interferência na transmissão accumbens DA exerce uma poderosa influência sobre o comportamento de escolha relacionado ao esforço. Ratos com depleção ou antagonismo accumbens DA realocam seu comportamento instrumental para longe de tarefas reforçadas com alimentos que possuem alta exigência de resposta, e mostram maior seleção de opções de baixo reforço / baixo custo. O Nucleus accumbens DA e a adenosina interagem na regulação das funções relacionadas ao esforço, e outras estruturas cerebrais (córtex cingulado anterior, amígdala, pallidum ventral) também estão envolvidas. Estudos sobre os sistemas cerebrais que regulam os processos baseados no esforço podem ter implicações na compreensão do abuso de drogas, assim como sintomas como lentidão psicomotora, fadiga ou anergia na depressão e outros distúrbios neurológicos.Palavras-chave: dopamina, adenosina, esforço, trabalho, reforço, economia comportamental, revisão
Ou seja, os neurolépticos podem levar a aposentadoria, incapacidade e a engordar por levar os usuários a se esforçar menos.
https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pmc/articles/PMC3266736/
J Exp Anal Behav. 2012 Jan; 97(1): 125–146.
PMCID: PMC3266736
PMID: 22287808
The Behavioral Pharmacology of Effort-related Choice Behavior: Dopamine, Adenosine and Beyond
A Farmacologia Comportamental do Comportamento de Escolha Relacionado ao Esforço: Dopamina, Adenosina e Além
This article has been cited by other articles in PMC.
Resumo
Por muitos anos, tem sido sugerido que as drogas que interferem na transmissão da dopamina (DA) alteram o impacto “recompensador” dos reforçadores primários, como os alimentos. Pesquisas e teorias relacionadas às funções da AD mesolímbica estão passando por uma substancial reestruturação conceitual, com a ênfase tradicional na hedonia e na recompensa primária gerando outros conceitos e linhas de investigação. A presente revisão está focada no envolvimento do DA nucleus accumbens no comportamento de escolha relacionado ao esforço. Visto do quadro da economia comportamental, os efeitos das depleções e antagonismo da accumbens DA no comportamento reforçado com alimentos são altamente dependentes das exigências de trabalho da tarefa instrumental, e os ratos depletados pela DA mostram uma sensibilidade aumentada aos custos de resposta, especialmente requisitos de razão. Além disso, a interferência na transmissão accumbens DA exerce uma poderosa influência sobre o comportamento de escolha relacionado ao esforço. Ratos com depleção ou antagonismo accumbens DA realocam seu comportamento instrumental para longe de tarefas reforçadas com alimentos que possuem alta exigência de resposta, e mostram maior seleção de opções de baixo reforço / baixo custo. O Nucleus accumbens DA e a adenosina interagem na regulação das funções relacionadas ao esforço, e outras estruturas cerebrais (córtex cingulado anterior, amígdala, pallidum ventral) também estão envolvidas. Estudos sobre os sistemas cerebrais que regulam os processos baseados no esforço podem ter implicações na compreensão do abuso de drogas, assim como sintomas como lentidão psicomotora, fadiga ou anergia na depressão e outros distúrbios neurológicos.Palavras-chave: dopamina, adenosina, esforço, trabalho, reforço, economia comportamental, revisão
sexta-feira, 13 de abril de 2018
Grupos de Defesa dos Pacientes e Dinheiro
Grupos de Defesa dos Pacientes Recebem Milhões dos Fabricantes de Drogas Farmacêuticas
https://madinbrasil.org/2018/04/grupos-de-defesa-dos-paciente-recebem-milhoes-dos-fabricantes-de-drogas-farmaceuticas/
quinta-feira, 12 de abril de 2018
diagnóstico precoce de depressão
"Na depressão, o diagnóstico precoce leva a tratamentos desnecessários de casos leves e moderados que se teriam curado por si próprios (o diagnóstico é feito muito antes do "ponto crítico de irreversibilidade). Convém levar em conta os efeitos adversos dos antidepressivos, que incluem o aumento de suicídios, especialmente entre adolescentes. Outro exercício, então, perigoso e sem fundamento científico."
Do livro São e Salvo. E livre de intervenções médicas desnecessárias
diagnóstico precoce de Alzheimer
"Na saúde mental, também existem propostas para o diagnóstico precoce, por exemplo, de depressão e doença de Alzheimer. Nesse último caso, com pouca capacidade preditiva e terapêutica, de modo que não seleciona quem vai ter realmente a doença, nem existe tratamento para prevenir o desenvolvimento da mesma. O diagnóstico precoce da doença de Alzheimer é um exercício sem sentido científico que leva a angústia (e medicamentos inúteis e perigosos) à vida de muitas pessoas saudáveis."
Do livro São e Salvo. E livre de intervenções médicas desnecessárias.
terça-feira, 10 de abril de 2018
Suicide Club (film)
https://en.wikipedia.org/wiki/Suicide_Club_(film)
Suicide Club, known in Japan as Suicide Circle (自殺サークル Jisatsu Sākuru) is a 2001 Japanese independent horror film written and directed by Sion Sono.[1] The film explores a wave of seemingly unconnected suicides that strikes Japan and the efforts of the police to determine the reasons behind the strange behavior.
Arrogância ao definir limites da saúde
"O princípio básico da atividade médica continua sendo "primeiro não fazer mal" (primum non nocere), e seu cumprimento implica o respeito à experiência pessoal de saúde e à normalidade (e suas variações) e evitar a arrogância de estabelecer normas, questionários e medidas que transformam a alegria de viver em preocupação ansiosa por não se ver incluído nos limites estreitos "saudáveis", determinados com rigor mais comercial do que científico. A atividade de saúde tornou-se poderosa com as suas técnicas, medicamentos e intervenções. Por isso, requer prudência na sua aplicação, pois a sua capacidade de fazer muita coisa boa corre paralela à sua capacidade de produzir um dano imenso. É perigoso alterar artificialmente os limites da saúde para estreitá-la com definições que transformam situações normais em patológicas (a medicalização da vida). Com isso se justificam mais e mais intervenções preventivas que transformam pessoas saudáveis em pacientes (ou se comportam como tal, uma vez que são doentes imaginários com consultas e retornos, exames e mais exames e medicamentos, por vezes, para a vida toda, com a angústia e o sofrimento decorrentes)."
Do livro São e Salvo. E livre de intervenções médicas desnecessárias.
segunda-feira, 9 de abril de 2018
Antidepressants DO NOT Make You Happy!
Antidepressants DO NOT Make You Happy!
https://www.youtube.com/watch?v=ztHHRkZ21oU&index=158&list=PL7_YgCE1N-bLRZ5-88vERzYhIyGIgco0J&t=0sThere's a big misconception that antidepressants create this euphoria and complete sense of well-being if you take them. This is absolutely false. The truth is, antidepressants won't make you happy if you initially dissatisfied with your life situation. However, it's kind of like the chicken or the egg situation: Are you depressed because your life isn't in order, or is your life chaotic and out of order because you are depressed? In this video I speak about antidepressants not being the best solution if you're not making any positive changes in your life. If you are depressed because your life sucks, antidepressants aren't a very logical solution.
sábado, 7 de abril de 2018
Limitações da Carreira de pesquisador em psiquiatria
"Mostra como alguns pesquisadores da área tiveram suas carreiras
destruídas por apontarem problemas decorrentes do uso desses
medicamentos. É o caso de David Healy, cujo convite para trabalhar na
Universidade de Toronto foi retirado depois da publicação de um trabalho
em que mostrava que algumas pessoas cometeram suicídio após tomar
antidepressivos do tipo Inibidor Seletivo de Receptação de Serotonina
(ISRS). Apresenta, então, um quadro geral motivado por fortes conflitos
de interesse que contribuem para a produção de ciência, que tende mais a
apresentar os benefícios do que os riscos dos psicotrópicos."
http://www.scielo.br/scielo.php?pid=S0103-11042017000401233&script=sci_arttext
Resenha.
WHITAKER, R. Anatomia de uma epidemia: pílulas mágicas, drogas psiquiátricas e o aumento assombroso da doença mental. Rio de Janeiro: Fiocruz, 2017.
Prevenção em excesso e criação de doenças imaginárias
"O comportamento ético básico da microgestão é evitar a consulta do saudável (p. ex., com check-ups), pois um único erro na administração da prevenção pode levar a mudança de saudável para saudável preocupado (pelos fatores de risco e pela probabilidade de estar doente). Sem freio, convertemos os saudáveis preocupados em saudáveis estigmatizados, marcados com um fator de risco, como osteoporose e hipertensão, que os obriga a levar um comportamento de doentes (mudanças na rotina, consultas e reconsultas, exames e provas, medicação, etc.). Finalmente, o saudável estigmatizado acaba convertido em doente, real ou imaginário, por uma "não doença" (efeitos adversos químicos, físicos e psicológicos da prevenção), como consequência de uma administração deficiente da prevenção, por abandono da microgestão. Para evitar tudo isso, nada como a prevenção quaternária, evitar o dano que uma atividade médica desnecessária pode causar (em prevenção, cura ou reabilitação)."
Do livro São e Salvo. E livre de intervenções médicas desnecessárias
sexta-feira, 6 de abril de 2018
substituir palavra loucura
Substituir a palavra loucura por pensamentos, sentimentos e atos desqualificados torna mais visível o que está acontecendo como um processo social.
É possível substituir a palavra loucura por várias outras mais específicas.
É possível substituir a palavra loucura por várias outras mais específicas.
poder disciplinar e invisbilidade
"Disciplinary power, on the other hand, is exercised through its
invisibility; at the same time it imposes on those whom it subjects a
principle of compulsory visibility. In discipline, it is the subjects
who have to be seen. Their visibility assures the hold of the power that
is exercised over them."
—from DISCIPLINE AND PUNISH: The Birth of the Prison
—from DISCIPLINE AND PUNISH: The Birth of the Prison
quinta-feira, 5 de abril de 2018
neuro-bobagem
CROCKETT, M. Molly Crockett: cuidado com a neuro-bobagem. 2012. Disponível em: <https://www.ted.com/talks/molly_crockett_beware_neuro_bunk?language=pt-br#t-2709>. Acesso em: 7 jul. 2017.
[ Links ]
terça-feira, 3 de abril de 2018
Cognitive Behavioral Therapy the Gold Standard
Is Cognitive Behavioral Therapy the Gold Standard for Psychotherapy?
https://jamanetwork.com/journals/jama/article-abstract/2654783?utm_source=facebook&utm_campaign=content-shareicons&utm_content=article_engagement&utm_medium=social&utm_term=092117&redirect=true#.WcQdCvcHQqg.facebook
segunda-feira, 2 de abril de 2018
domingo, 1 de abril de 2018
Take Your Pills (documentário)
Take Your Pills | Site Oficial Netflix
Alguns medicamentos oferecem a estudantes, atletas, programadores e pessoas de todas as áreas a chance de fazer mais coisas, mais rápido e melhor. Mas tudo tem seu preço.sábado, 31 de março de 2018
A razão serve as paixões (Hume)
A razão é - e só deve ser - escrava
das paixões e, em nenhum caso, pode reivindicar uma função diferente da
de servir e obedecer a elas.
quarta-feira, 28 de março de 2018
Autoestima
"A pessoa dotada de repertório e sentimentos de autoestima se descreve como tendo feito o que precisava ser feito e se sente em paz com seus sentimentos, mesmo quando há sentimentos de dor (a vida é um processo difícil que envolve necessariamente sofrimento), pois a pessoa tem consciência de que a dor imediata é passageira e precisa ser enfrentada no momento, a fim de evitar que se transforme em dor crônica, eventualmente mais destrutiva no futuro. Viver sem sofrer é utopia; viver cronicamente em sofrimento é opção desastrosa!"
Helio Guilhardi
Helio Guilhardi
Deterioração psicossocial e modelo médico
https://www.madinamerica.com/2018/03/institutionalization-cause-psychiatric-outpatients-deterioration/
Institutionalization: An Unacknowledged Cause of Psychiatric Outpatients’ Deterioration
terça-feira, 27 de março de 2018
domingo, 25 de março de 2018
What Medical And Pharmaceutical Information Should We Avoid?
https://www.youtube.com/watch?v=1sqxF-Dab50
Medical malpractice and misinformation is more widespread than you think. Some of this is due to poor training and lack of experience, and some misinformation is just due to negligence. What information should you trust and what can you do to make sure your diagnosis and prescriptions are correct? Panel Participants: Brian Clement, Ph.D., L.N., Joel Kahn, M.D., Alison Bass, Jim Lieber, Allen Frances, M.D., Del Bigtree Connect with The Real Truth About Health http://www.therealtruthabouthealth.com/ https://www.facebook.com/The-Real-Tru... https://twitter.com/RTAHealth Passionate believers in whole food plant based diets, no chemicals, minimal pharmaceutical drugs, no GMO's. Fighting to stop climate change and extinction.
Medical malpractice and misinformation is more widespread than you think. Some of this is due to poor training and lack of experience, and some misinformation is just due to negligence. What information should you trust and what can you do to make sure your diagnosis and prescriptions are correct? Panel Participants: Brian Clement, Ph.D., L.N., Joel Kahn, M.D., Alison Bass, Jim Lieber, Allen Frances, M.D., Del Bigtree Connect with The Real Truth About Health http://www.therealtruthabouthealth.com/ https://www.facebook.com/The-Real-Tru... https://twitter.com/RTAHealth Passionate believers in whole food plant based diets, no chemicals, minimal pharmaceutical drugs, no GMO's. Fighting to stop climate change and extinction.
São e Salvo E Livre de Intervenções Médicas Desnecessárias
http://loja.grupoa.com.br/livros/medicina-de-familia-e-comunidade/sao-e-salvo/9788582713242
Resumo
Ao reunir o melhor do conhecimento científico e da experiência clínica para tratar da saúde e da doença, e de como estar livre de intervenções médicas desnecessárias, esta obra propõe-se a discutir o impacto desse tema em nossas vidas. Esta obra será útil tanto ao paciente como à equipe de saúde na reflexão e na busca do equilíbrio entre as expectativas futuras da saúde que desejamos e as possibilidades que se apresentam.
Resumo
Ao reunir o melhor do conhecimento científico e da experiência clínica para tratar da saúde e da doença, e de como estar livre de intervenções médicas desnecessárias, esta obra propõe-se a discutir o impacto desse tema em nossas vidas. Esta obra será útil tanto ao paciente como à equipe de saúde na reflexão e na busca do equilíbrio entre as expectativas futuras da saúde que desejamos e as possibilidades que se apresentam.
Ao longo do livro, Gérvas e Mercedes nos
lembram a todo momento a importância da desigualdade social como uma das
principais causas de doença e sofrimento. Como profissionais da saúde
não temos controle sobre a pobreza. Mas temos muito a fazer.
Gustavo GussoMédico de Família e Comunidade
A ilusão dos “check ups” em medicina
http://brunotannus.blogspot.com.br/2017/12/a-ilusao-dos-check-ups-em-medicina.html
À margem de seres humanos mais ou menos equilibrados, há dois tipos de pessoas com comportamentos antagônicos em relação à saúde preventiva: em um dos extremos, indivíduos cujo comportamento é destrutivo, aqueles que pensam pouco ou quase nada acerca dos cuidados com a própria saúde; na outra ponta, pessoas excessivamente preocupadas com prevenção, aquelas que vivem a “buscar saúde”, e que por isto mesmo deixam de tê-la ou de desfruta-la. É sobre o comportamento desse último grupo que pretendo falar neste texto; trata-se de uma atitude que se pretende saudável, mas que se revela doentia quando cuidadosamente analisada.
À margem de seres humanos mais ou menos equilibrados, há dois tipos de pessoas com comportamentos antagônicos em relação à saúde preventiva: em um dos extremos, indivíduos cujo comportamento é destrutivo, aqueles que pensam pouco ou quase nada acerca dos cuidados com a própria saúde; na outra ponta, pessoas excessivamente preocupadas com prevenção, aquelas que vivem a “buscar saúde”, e que por isto mesmo deixam de tê-la ou de desfruta-la. É sobre o comportamento desse último grupo que pretendo falar neste texto; trata-se de uma atitude que se pretende saudável, mas que se revela doentia quando cuidadosamente analisada.
sábado, 24 de março de 2018
Antinatalismo
Antinatalismo é uma posição filosófica que atribui um valor negativo ao nascimento. Antinatalistas
argumentam que as pessoas devem se abster de procriar pois é um ato
imoral. Em escritos acadêmicos e literários, vários fundamentos éticos
foram aduzidos para o antinatalismo.
Antinatalismo – Wikipédia, a enciclopédia livre
https://pt.wikipedia.org/wiki/Antinatalismo
Promortalism / efilism
Promortalism is the belief that death is a positive, while efilism is the belief that life is a negative,
screening, overdiagnosis e overtreatment
"In
the U.S., screening for mental health issues in primary care has been
enthusiastically embraced over the last decade, although it is not
recommended in other countries, such as
Canada and the U.K. Using depression as a case example, we argue that
the unexamined assumptions and unintended consequences of
questionnaire-based screening warrant more careful consideration. In
light of the lack of clinical trial evidence that screening improves
mental health outcomes, screening may inadvertently become a driver of
overdiagnosis and overtreatment and take limited resources away from
those who need it most."
sexta-feira, 23 de março de 2018
Medicalização e Psiquiatria
Medicalização e Psiquiatria Data de Exibição -- 26-12-2017
https://www.youtube.com/watch?v=nLpjbvo0JW8“Estaríamos ficando cada vez mais doentes? Ou estaríamos a cada dia ficando mais saudáveis, já que gastamos mais com saúde?” Os autores partem desse questionamento para discutir a problemática da medicalização, sobretudo no que se refere ao sofrimento psíquico. Eles chamam atenção para o fato de que experiências comuns e naturais da nossa existência têm sido consideradas passíveis de serem tratadas e resolvidas com medicamentos. As consequências individuais e sociais desse problema são analisadas pelos autores, que também fazem um alerta sobre os prejuízos causados por uma nefasta aliança entre a psiquiatria e a indústria farmacêutica. Com linguagem acessível, esta obra objetiva ampliar o debate sobre a medicalização do sofrimento psíquico, incluindo, em especial, aqueles que sofrem com ela. O apresentador Renato Farias conversa sobre o livro com os autores, o médico psiquiatra e pesquisador ENSP/Fiocruz, Paulo Amarante; e com o psicólogo e pesquisador ENSP/Fiocruz, Fernando Freitas.
quinta-feira, 22 de março de 2018
Debunked the Idea That Anyone is “Normal”
From Quartz: A new study by Yale neuroscientists proves that there is no
universal, unconditionally optimal profile of brain functioning. This
means that differences often categorized as psychiatric illness may
instead be strengths, depending on a person’s context.
https://www.madinamerica.com/2018/03/yale-neuroscientists-debunked-normal/
https://www.madinamerica.com/2018/03/yale-neuroscientists-debunked-normal/
quarta-feira, 21 de março de 2018
psiquiatra behaviorista radical (citações)
psiquiatra behaviorista radical
Felipe Corchs
É proposto neste artigo que o papel do neurocientista é explicar como o ambiente determina o organismo e não como o organismo determina o comportamento. Do psiquiatra, enquanto conhecedor das neurociências (e,
quem sabe um dia, da análise do comportamento), é fazer uso de ambas no sentido de mudar comportamentos-problema.
Num primeiro exemplo, mais fácil de explicar, observou-se que os níveis
cerebrais de neurotransmissores como a serotonina e a noradrenalina, tão apontados como ‘‘causas’’ de depressão e ansiedade3, se mostraram dependentes de variáveis ambientais, mudando em função do esquema de reforçamento em vigor (Barrett & Hoffmann, 1991).
Maior evidência de que o organismo é parte do comportamento e não sua causa? Finalmente, começam a surgir na literatura evidências de relação entre variáveis culturais e funcionamento cerebral (Hedden, Ketay, Aron, Markus, & Gabrieli, 2008). 5
5
Não se nega aqui sua participação nestes processos, principalmente no processo de modificação de sensibilidade ao ambiente (e.g., Corchs, Nutt, Hood, & Bernik, 2009); apenas questiona-se o status explicativo atribuído a esses neurotransmissores.
Felipe Corchs
É proposto neste artigo que o papel do neurocientista é explicar como o ambiente determina o organismo e não como o organismo determina o comportamento. Do psiquiatra, enquanto conhecedor das neurociências (e,
quem sabe um dia, da análise do comportamento), é fazer uso de ambas no sentido de mudar comportamentos-problema.
Num primeiro exemplo, mais fácil de explicar, observou-se que os níveis
cerebrais de neurotransmissores como a serotonina e a noradrenalina, tão apontados como ‘‘causas’’ de depressão e ansiedade3, se mostraram dependentes de variáveis ambientais, mudando em função do esquema de reforçamento em vigor (Barrett & Hoffmann, 1991).
Maior evidência de que o organismo é parte do comportamento e não sua causa? Finalmente, começam a surgir na literatura evidências de relação entre variáveis culturais e funcionamento cerebral (Hedden, Ketay, Aron, Markus, & Gabrieli, 2008). 5
5
Não se nega aqui sua participação nestes processos, principalmente no processo de modificação de sensibilidade ao ambiente (e.g., Corchs, Nutt, Hood, & Bernik, 2009); apenas questiona-se o status explicativo atribuído a esses neurotransmissores.
terça-feira, 20 de março de 2018
ableism quotes
Contours of Ableism - The Production of Disability and Abledness
Central to regimes of ableism are two core elements that feature irre-
spective of its localised enactment, namely the notion of the normative
(and normate individual) and the enforcement of a constitutional divide
between perfected naturalised humanity and the aberrant, the unthink-
able, quasi-human hybrid and therefore non-human.
Inscribing certain bodies in terms of deficiency and essential inade-
quacy privileges a particular understanding of normalcy that is com-
mensurate with the interests of dominant groups (and the assumed
interests of subordinated groups). Indeed, the formation of ableist rela-
tions requires the normate individual to depend upon the self of
‘disabled’ bodies being rendered beyond the realm of civility, thus
becoming an unthinkable object of apprehension
The visibility of the ableist project is therefore only possible through the interrogation of the revealedness of disability/not-health and abled(ness), Marcel Detienne (1979) summarises this system of thought aptly:
[Such a] . . . system is founded on a series of acts of partition whose
ambiguity, here as elsewhere, is to open up the terrain of their
transgression at the very moment when they mark off a limit. To
discover the complete horizon of a society’s symbolic values, it is also
necessary to map out its transgressions, its deviants (p. ix).
I've always believed that within tragedy, there is incredible life and
emotion. So my condition is not something I think of as sad; I think
it’s something so beautifully human. It doesn’t make me less of a
human being. It makes me so rich . . . I see my life as an active exper-
iment; to grasp at greatness I must risk failure. I put instinct before
caution, ideals before reality and possibility before negativity. As a
result, my life is not easy but it’s not boring either.
(Byrnes, 2000)
Disability cannot be thought of/spoken about on any other basis than
the negative, to do so, to invoke oppositional discourses, is to run the
risk of further pathologisation.
Drawing on Butler’s work, McRuer
(2002) writes, Everyone is virtually disabled, both in the sense that able-bodied
norms are ‘intrinsically impossible to embody’ fully and in the sense
that able-bodied status is always temporary, disability being the
one identity category that all people will embody if they live long
enough. What we might call a critical disability position, however,
would differ from such a virtually disabled positions [to engagements
that have] resisted the demands of compulsory able-bodiedness
(pp. 95–96).
In this respect, we can speak in ontological terms of the history of
disability as a history of that which is unthought, to be put out of coun-
tenance; this figuring should not be confused with erasure that occurs
due to mere absence or exclusion. On the contrary, disability is always
present (despite its seeming absence) in the ableist talk of normalcy,
normalisation and humanness (cf. Overboe, 2007, on the idea of norma-
tive shadows). Disability’s truth-claims are dependent upon discourses of
ableism for their very legitimisation.
Instead of
wasting time on the violence of normalisation, theoretical and cultural
producers could more meaningfully concentrate on developing a semi-
otics of exchange, an ontological decoder to recover and apprehend
the lifeworlds of humans living peripherally.
Ontological differences,
be that on the basis of problematical signifiers of race, sex, sexuality
and dis/ability, need to be unhinged from evaluative ranking and beThe Project of Ableism
15
re-cognised in their various nuances and complexities without being re-
presented in fixed absolute terms. It is only then, in this release that we
can find possibilities in ambiguity and resistance in marginality.
Internalized oppression is not the cause of our mistreatment; it
is the result of our mistreatment. It would not exist without the
real external oppression that forms the social climate in which
we exist. Once oppression has been internalized, little force
is needed to keep us submissive. We harbour inside ourselves
the pain and the memories, the fears and the confusions, the
negative self-images and the low expectations, turning them
into weapons with which to re-injure ourselves, every day of
our lives.
(Marks, 1999, p. 25)
Hahn (1986) testified that there was a close link between the attitude
of paternalism, the subordination of disabled people and the ‘interests’
of ableism:
Paternalism enables the dominant elements of a society to express
profound and sincere sympathy for the members of a minority group
while, at the same time, keeping them in a position of social and
economic subordination. It has allowed the non-disabled to act as
the protectors, guides, leaders, role models, and intermediates for
disabled individuals who, like children, are often assumed to be
helpless, dependent, asexual, economically unproductive, physically
limited, emotional immature, and acceptable only when they are
unobtrusive.
(p. 130)
Internalised ableism can mean that the disabled person is caught
‘between a rock and a hard place’. In order to attain the benefit of a
‘disabled identity’ one must constantly participate in the processes of
disability disavowal, aspire towards the norm, reach a state of near-
ablebodiedness, or at the very least to effect a state of ‘passing’. As
Kimberlyn Leary (1999) described,
Passing occurs when there is perceived danger in disclosure. . . . It rep-
resents a form of self-protection that nevertheless usually disables,
and sometimes destroys, the self it means to safeguard.
(p. 85)
The workings of internalised ableism by way of ‘passing’ are only pos-
sible by moving the focus from the impaired individual to the arena
of relationships. Ableist passing is not just an individual hiding their
impairment or morphing their disability; ableism involves the failure
to ask about difference, that is disability/impairment. For internalised
ableism to occur there needs to be an existing a priori presumption
of compulsory ableness. Such passing is about not disturbing the peace,
containing the matter that is potentially out of place. 3 An example
of ‘passing’ under these circumstances would be experiencing trep-
idation about revealing one’s impairment status fearing stigma and
workplace discrimination, despite the fact that work colleagues would
benefit from disability focused mentoring and exposure (see Bishop,
1999; Monaghan, 1998).
Internalised ableism means that to emu-
late the norm, the disabled individual is required to embrace, indeed to
assume, an ‘identity’ other than one’s own.
Philosopher Linda Purdy (1996) contended that it is important to
resist conflating disability with the disabled person. She writes,
My disability is not me, no matter how much it may affect my
choices. With this point firmly in mind, it should be possible men-
tally to separate my existences from the existence of my disability.
(p. 68)
However, the
study of ableism, especially internalised ableism, moves outside the
narrow confines of individualised life-stories and squarely locates itself
within a collectivist history of ideas and the field of discursive practices.
For example, further research could explore the process of counter-story
telling about the so-called ‘disability success stories’. Normally these sto-
ries are often based on the notion of ‘success in spite of impairment’
which is profoundly different to stories that embrace impairment and
are based on the notion of ‘success because of disability’ or stories about
living with ableism.
The second image is of disabled people engaged in guerrilla activ-
ity – rejecting the promises of liberalism and looking elsewhere, daring
to think in alternative ways about impairment. For too long, marginal-
ity and liminality have been viewed as places of exile from which the
emarginated are to be ‘brought in from the cold’ and integrated so they
too can sit beside the ‘warm fires’ of liberalism (and all will be well).
However, as bell hooks (1990) reminded us, the margin can be ‘. . . more
than a site of deprivation . . . it is also the site of radical possibility, a space
of resistance’ (hooks, 1990, p. 149).
Central to regimes of ableism are two core elements that feature irre-
spective of its localised enactment, namely the notion of the normative
(and normate individual) and the enforcement of a constitutional divide
between perfected naturalised humanity and the aberrant, the unthink-
able, quasi-human hybrid and therefore non-human.
Inscribing certain bodies in terms of deficiency and essential inade-
quacy privileges a particular understanding of normalcy that is com-
mensurate with the interests of dominant groups (and the assumed
interests of subordinated groups). Indeed, the formation of ableist rela-
tions requires the normate individual to depend upon the self of
‘disabled’ bodies being rendered beyond the realm of civility, thus
becoming an unthinkable object of apprehension
The visibility of the ableist project is therefore only possible through the interrogation of the revealedness of disability/not-health and abled(ness), Marcel Detienne (1979) summarises this system of thought aptly:
[Such a] . . . system is founded on a series of acts of partition whose
ambiguity, here as elsewhere, is to open up the terrain of their
transgression at the very moment when they mark off a limit. To
discover the complete horizon of a society’s symbolic values, it is also
necessary to map out its transgressions, its deviants (p. ix).
I've always believed that within tragedy, there is incredible life and
emotion. So my condition is not something I think of as sad; I think
it’s something so beautifully human. It doesn’t make me less of a
human being. It makes me so rich . . . I see my life as an active exper-
iment; to grasp at greatness I must risk failure. I put instinct before
caution, ideals before reality and possibility before negativity. As a
result, my life is not easy but it’s not boring either.
(Byrnes, 2000)
Disability cannot be thought of/spoken about on any other basis than
the negative, to do so, to invoke oppositional discourses, is to run the
risk of further pathologisation.
Drawing on Butler’s work, McRuer
(2002) writes, Everyone is virtually disabled, both in the sense that able-bodied
norms are ‘intrinsically impossible to embody’ fully and in the sense
that able-bodied status is always temporary, disability being the
one identity category that all people will embody if they live long
enough. What we might call a critical disability position, however,
would differ from such a virtually disabled positions [to engagements
that have] resisted the demands of compulsory able-bodiedness
(pp. 95–96).
In this respect, we can speak in ontological terms of the history of
disability as a history of that which is unthought, to be put out of coun-
tenance; this figuring should not be confused with erasure that occurs
due to mere absence or exclusion. On the contrary, disability is always
present (despite its seeming absence) in the ableist talk of normalcy,
normalisation and humanness (cf. Overboe, 2007, on the idea of norma-
tive shadows). Disability’s truth-claims are dependent upon discourses of
ableism for their very legitimisation.
Instead of
wasting time on the violence of normalisation, theoretical and cultural
producers could more meaningfully concentrate on developing a semi-
otics of exchange, an ontological decoder to recover and apprehend
the lifeworlds of humans living peripherally.
Ontological differences,
be that on the basis of problematical signifiers of race, sex, sexuality
and dis/ability, need to be unhinged from evaluative ranking and beThe Project of Ableism
15
re-cognised in their various nuances and complexities without being re-
presented in fixed absolute terms. It is only then, in this release that we
can find possibilities in ambiguity and resistance in marginality.
Internalized oppression is not the cause of our mistreatment; it
is the result of our mistreatment. It would not exist without the
real external oppression that forms the social climate in which
we exist. Once oppression has been internalized, little force
is needed to keep us submissive. We harbour inside ourselves
the pain and the memories, the fears and the confusions, the
negative self-images and the low expectations, turning them
into weapons with which to re-injure ourselves, every day of
our lives.
(Marks, 1999, p. 25)
Hahn (1986) testified that there was a close link between the attitude
of paternalism, the subordination of disabled people and the ‘interests’
of ableism:
Paternalism enables the dominant elements of a society to express
profound and sincere sympathy for the members of a minority group
while, at the same time, keeping them in a position of social and
economic subordination. It has allowed the non-disabled to act as
the protectors, guides, leaders, role models, and intermediates for
disabled individuals who, like children, are often assumed to be
helpless, dependent, asexual, economically unproductive, physically
limited, emotional immature, and acceptable only when they are
unobtrusive.
(p. 130)
Internalised ableism can mean that the disabled person is caught
‘between a rock and a hard place’. In order to attain the benefit of a
‘disabled identity’ one must constantly participate in the processes of
disability disavowal, aspire towards the norm, reach a state of near-
ablebodiedness, or at the very least to effect a state of ‘passing’. As
Kimberlyn Leary (1999) described,
Passing occurs when there is perceived danger in disclosure. . . . It rep-
resents a form of self-protection that nevertheless usually disables,
and sometimes destroys, the self it means to safeguard.
(p. 85)
The workings of internalised ableism by way of ‘passing’ are only pos-
sible by moving the focus from the impaired individual to the arena
of relationships. Ableist passing is not just an individual hiding their
impairment or morphing their disability; ableism involves the failure
to ask about difference, that is disability/impairment. For internalised
ableism to occur there needs to be an existing a priori presumption
of compulsory ableness. Such passing is about not disturbing the peace,
containing the matter that is potentially out of place. 3 An example
of ‘passing’ under these circumstances would be experiencing trep-
idation about revealing one’s impairment status fearing stigma and
workplace discrimination, despite the fact that work colleagues would
benefit from disability focused mentoring and exposure (see Bishop,
1999; Monaghan, 1998).
Internalised ableism means that to emu-
late the norm, the disabled individual is required to embrace, indeed to
assume, an ‘identity’ other than one’s own.
Philosopher Linda Purdy (1996) contended that it is important to
resist conflating disability with the disabled person. She writes,
My disability is not me, no matter how much it may affect my
choices. With this point firmly in mind, it should be possible men-
tally to separate my existences from the existence of my disability.
(p. 68)
However, the
study of ableism, especially internalised ableism, moves outside the
narrow confines of individualised life-stories and squarely locates itself
within a collectivist history of ideas and the field of discursive practices.
For example, further research could explore the process of counter-story
telling about the so-called ‘disability success stories’. Normally these sto-
ries are often based on the notion of ‘success in spite of impairment’
which is profoundly different to stories that embrace impairment and
are based on the notion of ‘success because of disability’ or stories about
living with ableism.
The second image is of disabled people engaged in guerrilla activ-
ity – rejecting the promises of liberalism and looking elsewhere, daring
to think in alternative ways about impairment. For too long, marginal-
ity and liminality have been viewed as places of exile from which the
emarginated are to be ‘brought in from the cold’ and integrated so they
too can sit beside the ‘warm fires’ of liberalism (and all will be well).
However, as bell hooks (1990) reminded us, the margin can be ‘. . . more
than a site of deprivation . . . it is also the site of radical possibility, a space
of resistance’ (hooks, 1990, p. 149).
Rankism
https://en.wikipedia.org/wiki/Rankism
Rankism is "abusive, discriminatory, or exploitative behavior towards people because of their rank in a particular hierarchy".[1] Rank-based abuse underlies many other phenomena such as bullying, racism, hazing, ageism, sexism, ableism, mentalism, homophobia and transphobia. The term "rankism" was coined by physicist, educator, and citizen diplomat Robert W. Fuller.
Rankism is "abusive, discriminatory, or exploitative behavior towards people because of their rank in a particular hierarchy".[1] Rank-based abuse underlies many other phenomena such as bullying, racism, hazing, ageism, sexism, ableism, mentalism, homophobia and transphobia. The term "rankism" was coined by physicist, educator, and citizen diplomat Robert W. Fuller.
capacitismo (preconceito com deficiência)
https://chegadecapacitismo.wordpress.com/2012/11/23/entenda-o-que-e-capacitismo/
Entenda o que é capacitismo!
Defino o capacitismo como a concepção presente no social que tende a pensar as pessoas com deficiência como não iguais, menos humanas, menos aptas ou não capazes para gerir a próprias vidas, sem autonomia, dependentes, desamparadas, assexuadas, condenadas a uma vida eternamente economicamente dependentes, não aceitáveis em suas imagens sociais, menos humanas.domingo, 18 de março de 2018
sábado, 17 de março de 2018
Erro diagnóstico Livro
http://tvatlantica.com/video/arado-literario/pensao-margaridas-o-inferno-vivido-numa-clinica-psiquiatrica-por-um-homem-sem-ser-esquizofrenico
Pensão Margaridas. O inferno vivido numa clínica psiquiátrica por um homem sem ser esquizofrênico.
sexta-feira, 16 de março de 2018
estigma psicossocial versus biomédico
Psychosocial Explanations of Psychosis Reduce Stigma, Study Finds
A review of mental health anti-stigma
campaigns finds psychosocial models are effective in reducing stigma,
while biogenetic models often worsen attitudes
interests royal college of psychiatrists
http://cepuk.org/2018/03/16/whose-interests-royal-college-psychiatrists-really-serve/
Recent events at the Royal College put that proclamation in serious doubt.
Whose interests does the Royal College of Psychiatrists really serve?
When you consult the Royal College of Psychaitrists’s website it proclaims that one if its primary aims is to ‘improve the mental health of individuals, their families and communities’[i]– thus, to act in the public interest.
Recent events at the Royal College put that proclamation in serious doubt.
quinta-feira, 15 de março de 2018
Why Few Patients Benefit and Many are Harmed
Prof Peter Gøtzsche: Why Few Patients Benefit and Many are Harmed
sexta-feira, 9 de março de 2018
Neuroleptic malignant syndrome (NMS)
World Network of Users and Survivors of Psychiatry compartilhou um link no grupo South African Users and Survivors of Psychiatry Group.
'Neuroleptic malignant syndrome (NMS) is a life-threatening
idiosyncratic reaction to antipsychotic drugs characterized by fever,
altered mental status, muscle rigidity, and autonomic dysfunction. It
has been associated with virtually all neuroleptics, including newer
atypical antipsychotics, as well as a variety of other medications that
affect central dopaminergic neurotransmission. Although uncommon, NMS
remains a critical consideration in the differential diagnosis of
patients presenting with fever and mental status changes because it
requires prompt recognition to prevent significant morbidity and death.
Treatment includes immediately stopping the offending agent and
implementing supportive measures, as well as pharmacological
interventions in more severe cases. Maintaining vigilant awareness of
the clinical features of NMS to diagnose and treat the disorder early,
however, remains the most important strategy by which physicians can
keep mortality rates low and improve patient outcomes.
https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pmc/articles/PMC3726098/
https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pmc/articles/PMC3726098/
Os riscos da prevenção em excesso
http://www.sbmfc.org.br/media/file/documentos/EXCESSO%20DE%20PREVENÇÃO%20ZH.pdf
09 de julho de 2011 | N° 16754 PALAVRA DE MÉDICO | JOSÉ MAURO CERATTI LOPES*
*Médico de Família e Comunidade
Os riscos da prevenção em excesso
Nos tempos do Jeca Tatu, prevenção era usar botinas, lavar as mãos, tomar biotônico com prazer, beber Emulsão de Scott fazendo careta, fazer abreugrafia, tomar poucas vacinas, pegar sol, tomar leite em pó e, ainda, fazer simpatias. Lavar as mãos e vacinas continua em alta. Hoje, estamos na Era da Informação, após grande desenvolvimento social, tecnológico e científico. Cuidar da saúde virou uma operação complexa e perigosa. O arsenal terapêutico e diagnóstico disponível é imenso. É preciso porte e treinamento para usá-lo adequadamente. Leavel & Clark criaram níveis de prevenção: primária é evitar doenças. Secundária é evitar as complicações das doenças. Terciária, é reabilitar. O objetivo quando se pensa em saúde é a “saúde top”, e na ânsia de buscá-la, pode-se reagir em excesso. A tecnologia propõe exames, procedimentos, medicamentos e aconselhamentos que podem ajudar ou causar danos. Ampliar o espectro conceitual da doença transforma o normal em anormal, e trata como doença os estados de pré-doença ou fatores de risco. Comercializar a saúde advém de medicar a normalidade ou intervir sem certeza. Ritalina, estatina, fluoxetina, eco, densitometria e ressonância são personagens do cotidiano muitas vezes sem papel definido. Mocinhos ou vilões? Surge com Mark Jamoulle a prevenção quaternária, um quarto tipo de prevenção, alertando para uma aplicação cautelosa do conhecimento médico, evitando os excessos no rastreamento de doenças e solicitação de exames, e os abusos na medicalização desnecessária de fatores de risco. Estes excessos e abusos são um risco para o adoecimento. A prevenção quaternária atenua ou evita as consequências do intervencionismo, valorizando a individualização dos protocolos médicos às pessoas. Sim, às pessoas, não mais aos pacientes, que hoje cuidam de sua saúde com autonomia e participam na tomada de decisões, buscando informações, argumentando e questionando, antes de submeterem-se aos pacotes preventivos ou tratamentos compulsórios. Hoje, os médicos é que devem ser pacientes. Para cuidar da saúde, o principal é uma relação entre médico e pessoa baseada em comunicação, confiança e parceria. O aparelho essencial utilizado pelo médico deve ser, antes de todos, o auditivo.
09 de julho de 2011 | N° 16754 PALAVRA DE MÉDICO | JOSÉ MAURO CERATTI LOPES*
*Médico de Família e Comunidade
Os riscos da prevenção em excesso
Nos tempos do Jeca Tatu, prevenção era usar botinas, lavar as mãos, tomar biotônico com prazer, beber Emulsão de Scott fazendo careta, fazer abreugrafia, tomar poucas vacinas, pegar sol, tomar leite em pó e, ainda, fazer simpatias. Lavar as mãos e vacinas continua em alta. Hoje, estamos na Era da Informação, após grande desenvolvimento social, tecnológico e científico. Cuidar da saúde virou uma operação complexa e perigosa. O arsenal terapêutico e diagnóstico disponível é imenso. É preciso porte e treinamento para usá-lo adequadamente. Leavel & Clark criaram níveis de prevenção: primária é evitar doenças. Secundária é evitar as complicações das doenças. Terciária, é reabilitar. O objetivo quando se pensa em saúde é a “saúde top”, e na ânsia de buscá-la, pode-se reagir em excesso. A tecnologia propõe exames, procedimentos, medicamentos e aconselhamentos que podem ajudar ou causar danos. Ampliar o espectro conceitual da doença transforma o normal em anormal, e trata como doença os estados de pré-doença ou fatores de risco. Comercializar a saúde advém de medicar a normalidade ou intervir sem certeza. Ritalina, estatina, fluoxetina, eco, densitometria e ressonância são personagens do cotidiano muitas vezes sem papel definido. Mocinhos ou vilões? Surge com Mark Jamoulle a prevenção quaternária, um quarto tipo de prevenção, alertando para uma aplicação cautelosa do conhecimento médico, evitando os excessos no rastreamento de doenças e solicitação de exames, e os abusos na medicalização desnecessária de fatores de risco. Estes excessos e abusos são um risco para o adoecimento. A prevenção quaternária atenua ou evita as consequências do intervencionismo, valorizando a individualização dos protocolos médicos às pessoas. Sim, às pessoas, não mais aos pacientes, que hoje cuidam de sua saúde com autonomia e participam na tomada de decisões, buscando informações, argumentando e questionando, antes de submeterem-se aos pacotes preventivos ou tratamentos compulsórios. Hoje, os médicos é que devem ser pacientes. Para cuidar da saúde, o principal é uma relação entre médico e pessoa baseada em comunicação, confiança e parceria. O aparelho essencial utilizado pelo médico deve ser, antes de todos, o auditivo.
quarta-feira, 7 de março de 2018
Caso Especial O Alienista (1993)
Caso Especial O Alienista (1993) - Machado de Assis
https://www.youtube.com/watch?v=Cu7QifQPrgcdomingo, 4 de março de 2018
ovelha negra saudável
Às vezes, a ovelha negra é a pessoa mais saudável da família
Pois é, a aparência não tem nada a ver com a essência humana, mas parece ser tão difícil entender isso.
sábado, 3 de março de 2018
liberdades individuais e medicina
"Na medida em que a ideologia que hoje ameaça as liberdades individuais não é religiosa mas derivada da medicina, o indivíduo deve ser protegido não dos padres mas dos médicos" Thomas Szazs - Fabricação da loucura
quinta-feira, 1 de março de 2018
overdoses opiáceos
Despatologiza - Movimento pela Despatologização da Vida compartilhou o vídeo de Le Monde Diplomatique
2.298 visualizações
Le Monde Diplomatique Brasil
3 h ·
Em
2016, o índice de mortes por overdose nos Estados Unidos bateu
recordes, matando mais do que acidentes de trânsito e armas de fogo. O
principal responsável pelo surto, no
entanto, não foram as drogas ilícitas, mas analgésicos de opiáceos
prescritos por médicos que se popularizaram na década de 1990, após uma
campanha agressiva da indústria farmacêutica norte-americana para
ampliação de seu mercado consumidor.
Leia mais na edição de fevereiro do Le Monde Diplomatique Brasil: diplomatique.org.br/overdoses-de-opiaceos-com-receita-medi…/
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