As pessoas rotuladas como normais não tem capacidade de avaliar a realidade por si só pois é um pensamento heterônomo, conformista (repetir o que outros dizem). Por isso não se pode dizer que se trata de uma capacidade biológica preservada mas uma limitação cognitiva de superar o senso comum.
Limitações da psiquiatria biomédica Controvérsias entre psiquiatras conservadores e reforma psiquiátrica Psiquiatria não comercial e íntegra Suporte para desmame de drogas psiquiátricas Concepções psicossociais Gerenciamento de benefícios/riscos dos psicoativos Acessibilidade para Deficiência psicossocial Psiquiatria com senso crítico Temas em Saúde Mental Prevenção quaternária Consumo informado Decisão compartilhada Autonomia "Movimento" de ex-usuários Alta psiquiátrica Justiça epistêmica
Pacientes produtores ativos de saúde (prosumo)
Essa avalanche de informações e conhecimento relacionada à saúde e despejada todos os dias sobre os indivíduos sem a menor cerimônia varia muito em termos de objetividade e credibilidade. Porém, é preciso admitir que ela consegue atrair cada vez mais a atenção pública para assuntos de saúde - e muda o relacionamento tradicional entre médicos e pacientes, encorajando os últimos a exercer uma atitude mais participativa na relação.
Ironicamente, enquanto os pacientes conquistam mais acesso às informações sobre saúde, os médicos têm cada vez menos tempo para estudar as últimas descobertas científicas ou para ler publicações da área - on-line ou não -, e mesmo para se comunicar adequadamente com especialistas de áreas relevantes e/ou com os próprios pacientes.
Além disso, enquanto os médicos precisam dominar conhecimentos sobre as diferentes condições de saúde de um grande número de pacientes cujos rostos eles mal conseguem lembrar, um paciente instruído, com acesso à internet, pode, na verdade, ter lido uma pesquisa mais recente do que o médico sobre sua doença específica.
Os pacientes chegam ao consultório com paginas impressas contendo o material que pesquisaram na internet, fotocópias de artigos da Physician's Desk Reference, ou recorte de outras revistas e anuários médicos. Eles fazem perguntas e não ficam mais reverenciando a figura do médico, com seu imaculado avental branco.
Aqui as mudanças no relacionamento com os fundamentos profundos do tempo e conhecimento alteraram completamente a realidade médica.
Livro: Riqueza Revolucionária - O significado da riqueza no futuro
Aviso!
Aviso!
A maioria das drogas psiquiátricas pode causar reações de abstinência, incluindo reações emocionais e físicas com risco de vida. Portanto, não é apenas perigoso iniciar drogas psiquiátricas, também pode ser perigoso pará-las.
Retirada de drogas psiquiátricas deve ser feita cuidadosamente sob supervisão clínica experiente. [Se possível] Os métodos para retirar-se com segurança das drogas psiquiátricas são discutidos no livro do Dr. Breggin: A abstinência de drogas psiquiátricas: um guia para prescritores, terapeutas, pacientes e suas famílias.
Observação: Esse site pode aumentar bastante as chances do seu psiquiatra biológico piorar o seu prognóstico, sua família recorrer a internação psiquiátrica e serem prescritas injeções de depósito (duração maior). É mais indicado descontinuar drogas psicoativas com apoio da família e psiquiatra biológico ou pelo menos consentir a ingestão de cápsulas para não aumentar o custo do tratamento desnecessariamente.
Observação 2: Esse blogue pode alimentar esperanças de que os familiares ou psiquiatras biológicos podem mudar e começar a ouvir os pacientes e se relacionarem de igual para igual e racionalmente.
A mudança de familiares e psiquiatras biológicos é uma tarefa ingrata e provavelmente impossível.
https://breggin.com/the-reform-work-of-peter-gotzsche-md/
terça-feira, 29 de janeiro de 2019
crescimento deseconômico
A Scientific American
usa a seguinte definição: "o crescimento deseconômico ocorre quando o
incremento na produção acontece com um custo em recursos e em bem-estar
maior do que o dos itens produzidos",[1] a qual provém de Daly.
https://pt.wikipedia.org/wiki/Crescimento_desecon%C3%B4mico
https://pt.wikipedia.org/wiki/Crescimento_desecon%C3%B4mico
Análise econômica (bem inelásticos/elásticos)
O discurso da psiquiatria biológica faz parecer que o tratamento farmacológico é um bem necessário e imprescindível sem o qual a pessoa vai viver em desgraça. Isso vale para outras áreas da medicina em que foi possível demonstrar causas biológicas de forma clara e conclusiva.
A partir da economia esse discurso tenta transformar o tratamento farmacológico na psiquiatria em um bem inelástico. Um bem inelástico é um bem insubstituível por outros bens e que as pessoas precisam pagar o preço que for pois não poderiam viver sem isso. Isso se traduz em muito dinheiro para o psiquiatra ou médico. Os psicólogos entram nessa onda do bem inelástico quando se associam com psiquiatras biológicos e corroboram o diagnóstico psiquiátrico.
O discurso da psiquiatria crítica, da saúde mental, da saúde pública trata de causas sistêmicas de sofrimento psicológico que podem ser resolvidas com recursos ambientais que não necessariamente passam por um tratamento.
Logo, o tratamento em saúde mental seria percebido como um bem elástico, isto é, um bem substituível por outros fatores de produção de saúde e que varia o consumo de acordo com o preço.
A psiquiatria crítica transforma a psiquiatria farmacológica em um bem elástico, isto é, substituível por outros fatores de produção de saúde.
sexta-feira, 25 de janeiro de 2019
Naturalização e sociedade
Gustavo Caponi
Departamento de Filosofia, Universidade
Federal de Santa Catarina, Brasil. /
gustavoandrescaponi@gmail.com
Ludus Vitalis, vol. XXVI,
num. 50, 2018, pp. 185-188.
"Naturalização,
entendida como biologização de fenômenos sociais pode levar à
aceitação ou resignação a esses fenômenos, que não seriam
muito diferentes, na prática, disso aceitação e resignação diante
desses fenômenos que podem nos levar sua supernaturalização . Em
ambos os casos, os fenômenos estudados vão para ser considerado fora do escopo de
nossas ações, de nossos acordos e negociações, nossas
imposições e nossas críticas ou preferências. Pense, neste sentido,
no que pode resultar do naturalização de uma diferença no
desempenho escolar que pode ser verificada estar entre estudantes de diferentes
etnias, ou de diferentes gêneros; e pense-se também o que pode resultar de uma
naturalização da violência sexual.
A naturalização, assim como a
supernaturalização, pode promover atitudes conservadoras e podem
contribuir para legitimar um status quo, que além de ser indesejável e
injusto, também seria imutável. O dois podem promover uma visão não
secularizada da ordem social. Um consagra-o e o outro declara-o
imóvel. O que acaba resultando em o mesmo. Portanto, tomando como certo
que a sobrenaturalização é uma alternativa definitivamente
excluída, indigna de ser minimamente considerada, no que diz respeito à
naturalização (entendida como biologicamente nunca devemos abandonar uma atitude de
suspeita e estrita vigilância político-epistemológica.
Além disso, na medida em que o natural pode resultar em alguma forma de
legitimação, pensando crítico deve sempre buscar a
desnaturalização do que ele quer impor como inevitável. E desnaturalizar
nada tem a ver com sobrenaturalizar, porque o último, como
acabei de dizer, também implica uma aceitação do que poderia ser
desafiado. Desnaturar é mostrar que o que está lá não se impõe "pelo seu próprio peso", mas que é o resultado de conflitos e
negociações cujos resultados podem ser revisado e alterado.
O pensamento científico, é verdade,
deve sempre se render à evidências empíricas e constrições
conceituais: essa é a primeira lei . Também é verdade que, quando questões
científicas aludem à ordem social, é muito fácil para os fiéis
da balança pesar o suporte empírico e teórico de uma hipótese é
posicionado em um ponto que favorece o quem 'tem o controle': aqueles que se
beneficiam do status quo e que devem renunciar a privilégios se essa ordem
for alterada. Portanto, para neutralizar essa distorção de interesses
extra-teóricos, nesses casos, antes de qualquer esforço para naturalizar o
pensamento social , crítico deve marcar seu rigor e multiplicar suas
dúvidas. Porque, se é verdade que a filosofia de biologia nos mostra que a naturalização
de certos aspectos básicos da nossa sociabilidade, nossa
emotividade e nossos modos de pensar é um imperativo teórico
irrefutável, nem deixa de ser verdade que a história epistemológica das
ciências da vida fala-nos de inumeráveis situações nas quais estas ciências
incorreram em pseudo-naturalizações, nem mesmo fundadas no
conhecimento científico de seu tempo, e que eles só operavam como
justificativas ideológicas para desigualdades e inclusive de atrocidades. A filosofia da
biologia, o mundo do conhecimento Nestas circunstâncias, deve ser capaz
de ajudar as pessoas a evitar erros análogos. Esta tarefa, muito
importante, faz parte da agenda social da filosofia da biologia."
quinta-feira, 24 de janeiro de 2019
Animais não tem esquizofrenia
Animais tem pouca linguagem.
A definição comportamental de esquizofrenia é comportamento inapropriado.
Se há aspectos genéticos no grau de autorestrição que levaria a comportamentos inapropriados... Mas autorestrição num ambiente hostil e pouco saudável? Quer dizer que se adaptar a um ambiente prejudicial é sinal de perfeição genética? Aceitar tudo sem falar nada?
Se o ambiente é injusto e restritivo? Apropriado seria o quê? Resolver tudo sozinho compensando as injustiças sozinho e se restringindo bastante. O que é uma demanda ou exigência ambiental excessiva que outras pessoas "perfeitas" não tem?
Um dos principais problemas nos "transtornos mentais": a exigência ambiental desproporcionalmente difícil devido a limitações das atitudes sociais e do ambiente naquilo de que deveria ter de facilitador e não de dificultador.
Um dos principais problemas nos "transtornos mentais": a exigência ambiental desproporcionalmente difícil devido a limitações das atitudes sociais e do ambiente naquilo de que deveria ter de facilitador e não de dificultador.
Medicalizar é coisa de bom psicólogo
É muito comum o discurso de que medicalizar é coisa de bom psicólogo. Na verdade, a pessoa não entende de psiquiatria crítica, reforma psiquiátrica e saúde mental e delega tudo para o psiquiatra biológico da ABP (Associação Brasileira de Psiquiatria) de olhos fechados e ingenuamente. Também é uma parceria mercadológica muito lucrativa.
A psicologia costuma importar outras áreas de maneira ingênua.
Por acaso, já ouviu falar da ABRASME (Associação Brasileira de Saúde Mental) e da Fiocruz? Acho que não.
Diferença e liberdade
"Quando perdemos o direito de ser diferentes, perdemos o privilégio de ser livres".
https://www.informativo.com.br/dr.-johnson/colunistas/do-empoderamento-da-pessoa-com-deficiencia,291132.jhtml?fbclid=IwAR09H4OjqtUqDRabXbZu3i8uy0Dx6DLysR_dp4TbesAACSG3TMA8LqJRVRM
https://www.informativo.com.br/dr.-johnson/colunistas/do-empoderamento-da-pessoa-com-deficiencia,291132.jhtml?fbclid=IwAR09H4OjqtUqDRabXbZu3i8uy0Dx6DLysR_dp4TbesAACSG3TMA8LqJRVRM
Ficar rico na medicina
Numa palestra na Fiocruz: Há um componente de ideologia liberal na medicina. Não só isso. Há o valor de ficar rico.
terça-feira, 22 de janeiro de 2019
Bens e serviços versus custo de tratamento
Ao invés de investir bastante dinheiro em tratamento psiquiátrico, é muito mais útil investir em outros bens e serviços que levem ao desenvolvimento ou que melhorem a vida. As pessoas não psiquiatrizadas fazem esse tipo de coisa e é por isso que conseguem se sair bem em diferentes áreas.
Debate científico Reforma Psiquiátrica
"Desde o início do debate nacional sobre a nova lei da reforma psiquiátrica, a partir de 1989, instalou-se nos meios profissionais e científicos um importante debate sobre a mudança do modelo assistencial, e mesmo sobre as concepções de loucura, sofrimento mental e métodos terapêuticos.
Este debate ainda é uma das marcas do processo de reforma no Brasil, e está presente nas universidades, nos serviços, nos congressos científicos, na imprensa corporativa (de associações e conselhos profissionais).
No primeiro momento, as associações de familiares juntaram-se ao coro de críticas ao processo de reforma, posição que foi mudando ao longo do tempo, e à medida que os próprios familiares iam sendo chamados a desempenhar o importante papel de “parceiros do tratamento” nos novos ambientes de atendimento: CAPS, ambulatórios, residências terapêuticas, rede básica.
De fato, neste primeiro momento, um dos argumentos principais dos familiares reproduziam a exigência de “cientificidade” da psiquiatria, no pressuposto de que esta estaria presente no modelo anterior mas não nos novos dispositivos de atenção."
Referência:
A Reforma Psiquiátrica no Brasil: sua história e impactos na saúde brasileira. CENAT
domingo, 20 de janeiro de 2019
Status quo e campo psi
Prilleltensky (1989,1990) argumentou que a psicologia como um todo, incluindo a modificação de comportamento, aceitou com excessiva prontidão e promoveu o status quo, ao invés de questionar se o status quo realmente é sempre o melhor para o bem-estar dos seres humanos. Um exemplo, extraído dos primórdios da modificação do comportamento, seria ensinar as crianças, na escola, a permanecerem sentadas quietas em suas carteiras, como se houvesse algum mérito intrínseco em tal comportamento. Talvez a regra precisasse ser modificada e não as crianças. Prilleltensky argumenta que deveríamos estudar como o status quo vem a ser aceito e como podemos redirecionar nossos esforços para modificá-lo, em vez de modificar nossos clientes, quando isso for mais compatível com o bem-estar humano.
Do livro Modificação do comportamento - O que é e como fazer
Abuso de poder
Os cuidadores abusam do poder (acesso a recursos como dinheiro) ao exigir que os filhos compensem seus erros e inadequações. Mas a sociedade toda que simpatiza com a psiquiatria biológica apoia os pais. Não parece sequer admitir que os pais possam ser inadequados pois acredita que quem tem o poder de exigir deve ditar as normas.
Uma sociedade assim naturaliza o poder dos cuidadores e mascara o que há de negativo nesse poder através da psiquiatria biológica.
Uma sociedade assim naturaliza o poder dos cuidadores e mascara o que há de negativo nesse poder através da psiquiatria biológica.
terapia comportamental ou cognitivo-comportamental
"Apesar de o uso de medicamentos ser, às vezes, um tratamento eficaz, muitos estudos demonstram que é mais eficaz utilizá-los em combinação com a terapia comportamental ou a terapia cognitivo-comportamental."
"Na realidade, medicamentos talvez não sejam necessários,quando a terapia comportamental ou a terapia cognitivo-comportamental é utilizada. Como as drogas muitas vezes têm efeitos colaterais indesejados, geralmente é preferível evitar seu uso quando a terapia comportamental ou cognitivo-comportamental for uma alternativa viável."
Do livro Modificação do comportamento - O que é e como fazer
sexta-feira, 18 de janeiro de 2019
Dopamina Páginas amarelas veja
Alguns anos atrás eu li uma entrevista nas páginas amarelas da revista veja em que um psiquiatra afirmava que encontraram níveis altos e baixos de dopamina em pessoas com "esquizofrenia".
Se alguém puder me enviar essa entrevista agradeço.
epopinhakfranco@gmail.com
Se alguém puder me enviar essa entrevista agradeço.
epopinhakfranco@gmail.com
quinta-feira, 17 de janeiro de 2019
Desumanização
A psiquiatria biomédica afirma que transtornos mentais/sofrimento psíquico são expressões biológicas inferiores do ser humano. A partir disso, o passo é pequeno para a desumanização dos pacientes. Chegando até sugerir para um paciente que ele é "desumano" sem nenhum agente produtor disso e nenhum agente passivo que sofre isso. Ignorando o quanto de nervosismos, conflitos e crises decorrem desse tipo de reação ao paciente.
terça-feira, 15 de janeiro de 2019
Tratamento comportamental da esquizofrenia
O tratamento comportamental da esquizofrenia é feito (mas não só isso) aprimorando a precisão dos conceitos do cliente para evitar absurdos lógicos e também evitando fortalecimento acidental de vocalizações inapropriadas através de atenção social a comportamentos inapropriados e focar a atenção social no que a pessoa faz bem para fortalecer esse tipo de repertório.
segunda-feira, 14 de janeiro de 2019
Mãe devoradora

[Os textos foram enxugados]
Mas até que momento da vida cuidar dos filhos é saudável?
Mãe-filho compõem uma das parelhas humanas de mais difícil separação para construção de individualidades, razão pela qual não são todos que conseguem vivê-lo. E não falo aqui de separação só física, com cada um meramente vivendo em um local; digo separação emocional e existencial, cada qual podendo experimentar a própria vida por si.
Algumas mães parecem não querer que seus filhos cresçam, pois isso significa que eles se afastariam dela, não sendo mais “SEUS bebês”.
Como se o filho ainda fosse dependente e não soubesse fazer escolhas. Ela é quem sabe.
Essas mães são chamadas também de devoradoras
Sabotam a possibilidade de autonomia de seus filhos. Casos como estes mostram o quanto certas mulheres, após terem sido mães, não conseguem admitir que seu filho ou filha um dia não mais será delas!
Nesta necessidade louca de proteger, impossibilitam esse filho de avançar como ser humano nas suas potencialidades. “Mãe devoradora” é hoje uma posição perigosa e desastrosa na vida dos filhos, podendo adoecê-lo.
A mãe devoradora, que impede que os filhos cresçam e tomem suas decisões, mesmo que por ora não sejam as mais acertadas, a mãe castradora, que deseja que os filhos sempre sejam eternos bebês, influenciará diretamente na formação da psique dos filhos e provavelmente terá como resultado seres humanos inseguros e pouco preparados para os infortúnios da vida.
Para concluir, devemos nos questionar, como mães, qual o nosso papel na vida de nossos filhos. Nos questionar se ser uma boa mãe é manter o filho preso em um estado regressivo e infantil a vida toda.
São extremamente necessários para o desenvolvimento da personalidade dos filhos e para o processo de individuação deles a independência e a saída do paraíso materno. Quando conseguem isso, são impulsionados para a vida.
Sabe aquele ditado de que não temos filhos para nós, mas, sim, para a vida?
Quando os pais são felizes e exercem outros papéis (profissional, social, sexual etc.), os filhos ganham esses mesmos direitos e a educação não será sinônimo de dívida e sedução, e sim de amor, preparação para a vida e apoio.
É a velha e sábia história que diz que os filhos devem ser criados para o mundo…
https://www.fazeraqui.com.br/o-seu-amor-de-mae-pode-adoecer-seu-filho/
Na França, são vistas como arquétipo de mães que sufocam a individualidade dos filhos com amor, tamanho amor que não deixa espaço para a criatividade e a autonomia.
No Brasil, eu diria que as mães devoradoras são mais do que um arquétipo. Elas são uma constante cultural. Continuam a nos espreitar. Somos seduzidas por elas. Parece tão lindo, tão redentor, tão realizador ser uma mãe que tudo faz pelos filhos, tudo doa, tudo que possa cercá-los e tirá-los o ar! Por ser a outra face da mãe sacrificial, inspirada no arquétipo de Virgem Maria, a mãe devoradora não recebe muitas críticas. Seu poder de sedução é ainda maior. Filhas/os, esperamos que elas sejam sempre muito presentes, disponíveis, que praticamente não tenham vida própria. Mães, resistimos a seus exemplos e ao mesmo tempo nos espelhamos nelas. Elas ocupam um espaço ainda pouco ou nada apropriado pelos homens, e por isso talvez sejam tão requisitadas.
Eu acho que todo amor carrega um pouco de devo(ra)ção. Amar é também desejar ter, possuir, alimentar-se do objeto amado. Como disse Niki: “somos todas mães devoradoras”. A questão está em amar outras coisas, outros mundos, outras pessoas. Senão, produzimos vítimas de nossas próprias carências. Como Niki sentiu-se vítima de algumas mulheres devoradoras, tentou romper com esse ciclo amando de forma desmedida a arte. Até que ela pudesse se reconciliar com a maternidade, imaginou, esculpiu, desenhou várias facetas da mulher maternal, até redescobrir-se uma mãe real que ora flerta com o desejo de tudo controlar ora resiste a ele lançando-se no mundo.
https://maetempo.wordpress.com/2016/02/15/as-maes-devoradoras/
Ler mais:
sábado, 12 de janeiro de 2019
metadiscurso do transtorno mental
Os discursos sobre transtornos mentais ou "doenças mentais" são metadiscursos. Não tratam das descrições dos fatores em si, mas são uma interpretação reducionista equivocada.
Diversionismo
Significado de Diversionismo
substantivo masculino Manobra
usada em reuniões, discussões ou plenários, que consiste em recorrer a
artimanhas, a fim de prejudicar a discussão de um ponto, para evitar sua
aprovação, forçar um adiamento, etc.
[É impossível convencer com argumentos]
Sociedade é complicação
Viver em sociedade é complicado. Muito mais para quem é diferente. Há vários riscos apresentados pelas pessoas "normais". As pessoas "normais" são difíceis. Apenas alguém ingênuo não perceberia isso.
Psiquiatras biológicos não entendem isso.
Psiquiatras biológicos não entendem isso.
sexta-feira, 11 de janeiro de 2019
Neurolépticos e câncer
INVEGA
® (paliperidona)
http://www.anvisa.gov.br/datavisa/fila_bula/frmVisualizarBula.asp?pNuTransacao=8967032015&pIdAnexo=2888794
Carcinogenicidade:
o potencial carcinogênico da paliperidona foi avaliado com base em estudos com a risperidona conduzidos em camundongos e ratos, uma vez que a paliperidona corresponde a um metabólito ativo da risperidona. A risperidona foi administrada em doses de até 10 mg/kg/dia por 18 meses em camundongos e 25 meses em ratos. Houve aumentos estatisticamente significativos de adenomas de hipófise, adenomas de pâncreas endócrino e adenocarcinomas de glândulas mamárias.
Um aumento de tumores mamários, hipofisários e de pâncreas endócrino foi encontrado em roedores após a administração crônica de outros antipsicóticos e é considerado como sendo mediado pelo antagonismo prolongado de dopamina D2
. A relevância desses achados de tumores em roedores é desconhecida, em termos de risco para os seres humanos.
® (paliperidona)
http://www.anvisa.gov.br/datavisa/fila_bula/frmVisualizarBula.asp?pNuTransacao=8967032015&pIdAnexo=2888794
Carcinogenicidade:
o potencial carcinogênico da paliperidona foi avaliado com base em estudos com a risperidona conduzidos em camundongos e ratos, uma vez que a paliperidona corresponde a um metabólito ativo da risperidona. A risperidona foi administrada em doses de até 10 mg/kg/dia por 18 meses em camundongos e 25 meses em ratos. Houve aumentos estatisticamente significativos de adenomas de hipófise, adenomas de pâncreas endócrino e adenocarcinomas de glândulas mamárias.
Um aumento de tumores mamários, hipofisários e de pâncreas endócrino foi encontrado em roedores após a administração crônica de outros antipsicóticos e é considerado como sendo mediado pelo antagonismo prolongado de dopamina D2
. A relevância desses achados de tumores em roedores é desconhecida, em termos de risco para os seres humanos.
Medicina financeira: A ética estilhaçada
Na obra, o pesquisador questiona se, na vida real, o principal objetivo
da medicina contemporânea é de fato o paciente. Para Vianna, este é
substituído pelo médico, pelo hospital, pela ciência, pelo plano de
saúde, pela sociedade, ou, quando muito, pelo ‘cliente consumidor. Todo
esse desvio ocorre em uma atmosfera já marcada pelo impacto do avanço
tecnológico, agora agravado pela financeirização da medicina, com uma
mais profunda e perversa deterioração da relação entre médico e
paciente. O autor analisou como cada um desses componentes tem
prioridade em relação ao paciente no sistema de atenção à saúde.
Provocador, Vianna questiona e até ironiza a prática médica atual.“O
paciente, essa peça fundamental para a existência da medicina, como uma
engrenagem sem a qual todo o sistema não funciona, até porque justifica
toda a existência do próprio sistema – e em seu nome são levantadas
todas as justificativas de resoluções de condutas, principalmente as
mais conflituosas – definitivamente, não funciona nem como motivo
condutor das ações individuais, nem como finalidade global do sistema”,
afirma Vianna.Depois de mais de vinte anos de observação e prática
profissional, o médico se debruçou em pesquisas acadêmicas para examinar
a doença da medicina contemporânea. O diagnóstico a que chegou aponta
para a falta de uma matriz para a já tão enfraquecida ética médica.
https://www.amazon.com.br/Medicina-financeira-Luiz-Vianna-Sobrinho-ebook/dp/B00HVFZQEC
quarta-feira, 9 de janeiro de 2019
Causas dentro do cérebro
A psiquiatria biomédica defende que a causa de tudo o que acontece está dentro do cérebro (internalismo) pois é possível induzir reações manipulando o cérebro.
Mas a ativação cerebral não acontece do nada, ela vem do ambiente. A manipulação do cérebro simula uma estimulação ambiental diretamente introduzida no cérebro. Pois a ativação do cérebro só ocorre a partir do ambiente.
Referência:
The minds of men. Vimeo.
Referência:
The minds of men. Vimeo.
quinta-feira, 3 de janeiro de 2019
Não é fácil ser ético
http://www.ver.pt/nao-e-facil-ser-etico/
"Não porque seja conveniente mas porque é correto." Esqueci do Autor
"Não porque seja conveniente mas porque é correto." Esqueci do Autor
Mais privilégios por menos repertório
Se associar com a psiquiatria biológica confere mais privilégios por menos repertório. Isso vale para profissionais de saúde em geral e para simpatizantes da psiquiatria biológica (da Associação Brasileira de Psiquiatria).
Já ter repertório e habilidades pode tornar as coisas mais difíceis por ter que enfrentar maiorias preguiçosas e privilegiadas.
Por isso a resistência a abrir mão disso. Há tanto a perda de privilégios como a dificuldade de adquirir e reestruturar repertório.
quarta-feira, 2 de janeiro de 2019
Medicalização como simulação
O diagnóstico medicalizante é [como] uma simulação que introduz as condições (biológicas, psicológicas, sociais, econômicas, educacionais, culturais, jurídicas) que fabricam a realidade que busca evitar e responsabiliza as limitações da “doença mental” ou da antipsiquiatria por isso.
Normocentrismo
A partir do modelo social da deficiência:
NÃO É O CORPO QUE NOS DISCAPACITA MAS A SOCIEDADE
"Este olhar desde uma posição de sujeito [com deficiência] (em relação a outros atores sociais) nos permite apontar o desequilíbrio de poder em favor da
instituições e práticas "normocentristas"." (BROGNA, 2005, p.45)
https://www.sertao.ufg.br/up/16/o/Por_uma_abordagem_antropol%C3%B3gica_da_defici%C3%AAncia_pessoa__corpo_e_subjetividade.pdf
NÃO É O CORPO QUE NOS DISCAPACITA MAS A SOCIEDADE
"Este olhar desde uma posição de sujeito [com deficiência] (em relação a outros atores sociais) nos permite apontar o desequilíbrio de poder em favor da
instituições e práticas "normocentristas"." (BROGNA, 2005, p.45)
https://www.sertao.ufg.br/up/16/o/Por_uma_abordagem_antropol%C3%B3gica_da_defici%C3%AAncia_pessoa__corpo_e_subjetividade.pdf
terça-feira, 1 de janeiro de 2019
Habilidades conceituais e sistema dopaminérgico
Quem tem o sistema dopaminérgico normal magicamente cria habilidades intelectuais/conceitais.
Quem não tem habilidades conceituais/intelectuais e tenta abstrair magicamente cria defeito no sistema dopaminérgico.
É um erro lógico chamado raciocínio circular.
Uma definição circular é aquela que assume um entendimento
prévio do termo que está sendo definido. Ao usar o termo que está sendo
usado como parte da definição, uma definição circular não fornece
qualquer informação nova ou útil; ou o público-alvo já conhece o
significado do termo, ou a definição é deficiente ao incluir o termo a
ser definido na própria definição.
Quem não tem habilidades conceituais/intelectuais e tenta abstrair magicamente cria defeito no sistema dopaminérgico.
É um erro lógico chamado raciocínio circular.
Definição circular
Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
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segunda-feira, 31 de dezembro de 2018
O delírio da depressão (livro)
Perigos das Drogas Psiquiátricas compartilhou uma publicação.
Sociedade Internacional para Ética na Psicologia e Psiquiatria - ISEPP
O ano de 2018 termina com uma grande realização da qual muito me orgulho: a tradução para o Português e publicação do livro Delírio da Depressão.
Este livro, do médico irlandês Terry Lynch, demonstra com fatos e provas contundentes como fomos levados a acreditar no mito de que a depressão é um desequilíbrio químico cerebral que necessita de medicamentos para ser corrigido.
Durante muito tempo a sociedade e até a medicina aceitaram essa teoria como verdade.
Meu interesse no livro veio do fato de não saber que as drogas receitadas para depressão vem com um alerta - podem causar ideação suicida - minha filha tomou essas medicações e as consequências foram desastrosas e infelizmente ela tirou a própria vida.
Ficou a pergunta: como podemos chamar de medicamento algo que provoca exatamente aquilo que estamos querendo evitar?
Já foi constatado que os suicídios e homicídios provocados por quem toma medicações psiquiátricas são violentos. A pessoa usa arma de fogo, se atira em baixo de um trem ou de um prédio. Ela entra num transe psicótico e provoca algo que é irreversível. Os atiradores das escolas nos EUA que matam e depois se suicidam praticamente todos haviam passado por tratamentos com drogas psiquiátricas.
O livro demonstra que a crença na falsa teoria da depressão é a causa da exagerada prescrição de drogas psiquiátricas.
Decidi traduzir o livro para que mais pessoas possam estar cientes de que a depressão tem muitas causas mas não é um desequilíbrio de neurotransmissores e não existe pílula da felicidade que a resolva.
O dr. Terry descreve no livro que a prescrição correta para a cura da depressão passa por psicoterapia e o entendimento de traumas e problemas para que a pessoa possa assumir responsabilidade por eles e os medicamentos, se usados, devem ser retirados em pouco tempo.
Assim que esse livro é de extrema importância para quem sofre ou tem algum familiar com depressão, leia e decida por si mesmo.
Lia Beatriz Fleck
Tradutora
Sociedade Internacional para Ética na Psicologia e Psiquiatria - ISEPP
O ano de 2018 termina com uma grande realização da qual muito me orgulho: a tradução para o Português e publicação do livro Delírio da Depressão.
Este livro, do médico irlandês Terry Lynch, demonstra com fatos e provas contundentes como fomos levados a acreditar no mito de que a depressão é um desequilíbrio químico cerebral que necessita de medicamentos para ser corrigido.
Durante muito tempo a sociedade e até a medicina aceitaram essa teoria como verdade.
Meu interesse no livro veio do fato de não saber que as drogas receitadas para depressão vem com um alerta - podem causar ideação suicida - minha filha tomou essas medicações e as consequências foram desastrosas e infelizmente ela tirou a própria vida.
Ficou a pergunta: como podemos chamar de medicamento algo que provoca exatamente aquilo que estamos querendo evitar?
Já foi constatado que os suicídios e homicídios provocados por quem toma medicações psiquiátricas são violentos. A pessoa usa arma de fogo, se atira em baixo de um trem ou de um prédio. Ela entra num transe psicótico e provoca algo que é irreversível. Os atiradores das escolas nos EUA que matam e depois se suicidam praticamente todos haviam passado por tratamentos com drogas psiquiátricas.
O livro demonstra que a crença na falsa teoria da depressão é a causa da exagerada prescrição de drogas psiquiátricas.
Decidi traduzir o livro para que mais pessoas possam estar cientes de que a depressão tem muitas causas mas não é um desequilíbrio de neurotransmissores e não existe pílula da felicidade que a resolva.
O dr. Terry descreve no livro que a prescrição correta para a cura da depressão passa por psicoterapia e o entendimento de traumas e problemas para que a pessoa possa assumir responsabilidade por eles e os medicamentos, se usados, devem ser retirados em pouco tempo.
Assim que esse livro é de extrema importância para quem sofre ou tem algum familiar com depressão, leia e decida por si mesmo.
Lia Beatriz Fleck
Tradutora
Não mais rótulos psiquiátricos
No more psychiatric labels: Why formal psychiatric diagnostic systems should be abolished
https://www.sciencedirect.com/science/article/pii/S169726001400009X
Resumo
Este artigo argumenta que os diagnósticos psiquiátricos não são válidos ou úteis. O uso do diagnóstico psiquiátrico aumenta o estigma, não ajuda nas decisões de tratamento, está associado à piora do prognóstico a longo prazo dos problemas de saúde mental e impõe crenças ocidentais sobre sofrimento mental em outras culturas. Este artigo revisa a base de evidências focando em particular os achados empíricos em relação aos tópicos de: etiologia, validade, confiabilidade, tratamento e desfecho, prognóstico, colonialismo e impacto cultural e de políticas públicas. Esta evidência aponta para quadros baseados em diagnóstico para compreender e intervir em dificuldades de saúde mental, sendo incapaz de melhorar nosso conhecimento científico ou melhorar os resultados na prática clínica e sugere que precisamos nos afastar da confiança em abordagens baseadas em diagnóstico para organizar pesquisa e prestação de serviços. Modelos alternativos baseados em evidências para organizar cuidados de saúde mental eficazes estão disponíveis. Portanto, os sistemas formais de diagnóstico psiquiátrico, como a seção de saúde mental da Classificação Internacional de Doenças Décima Edição (CID-10) e o Manual Estatístico de Diagnóstico, Quinta Edição (DSM 5) devem ser abolidos.
Este artigo argumenta que os diagnósticos psiquiátricos não são válidos ou úteis. O uso do diagnóstico psiquiátrico aumenta o estigma, não ajuda nas decisões de tratamento, está associado à piora do prognóstico a longo prazo dos problemas de saúde mental e impõe crenças ocidentais sobre sofrimento mental em outras culturas. Este artigo revisa a base de evidências focando em particular os achados empíricos em relação aos tópicos de: etiologia, validade, confiabilidade, tratamento e desfecho, prognóstico, colonialismo e impacto cultural e de políticas públicas. Esta evidência aponta para quadros baseados em diagnóstico para compreender e intervir em dificuldades de saúde mental, sendo incapaz de melhorar nosso conhecimento científico ou melhorar os resultados na prática clínica e sugere que precisamos nos afastar da confiança em abordagens baseadas em diagnóstico para organizar pesquisa e prestação de serviços. Modelos alternativos baseados em evidências para organizar cuidados de saúde mental eficazes estão disponíveis. Portanto, os sistemas formais de diagnóstico psiquiátrico, como a seção de saúde mental da Classificação Internacional de Doenças Décima Edição (CID-10) e o Manual Estatístico de Diagnóstico, Quinta Edição (DSM 5) devem ser abolidos.
10 vezes mais difícil (Limitações)
As limitações de outras pessoas torna as coisas 10 vezes mais difíceis. Então o psiquiatra vê como defeituoso quem está numa situação 10 vezes mais difícil de resolver.
É uma das razões por que a saúde mental funciona na Finlândia. As pessoas são bem educadas e a economia é boa.
É uma das razões por que a saúde mental funciona na Finlândia. As pessoas são bem educadas e a economia é boa.
domingo, 30 de dezembro de 2018
Manicômio Bukowski

“Não são grandes coisas que levam um homem ao manicômio.
A morte está à espreita.
Ou o assassinato, incesto, roubo, fogo, inundação.
Não.
É uma contínua série de pequenas tragédias.
É o que leva um triste homem ao manicômio.
Não é pela morte de seu amor…
Mas um cordão que se rompe sem tempo restante.
Com cada cordão rompido
Entre centenas de cordões rompidos
Um homem, uma mulher, uma coisa entra no manicômio.
Então seja cuidadoso quando dobrar a esquina.”
Charles Bukowski
https://celiamoura.wordpress.com/2015/07/03/nao-sao-grandes-coisas-que-levam-um-homem-ao-manicomio/
Charles Bukowski Psiquiatria
Sobre PSIQUIATRIA:
"O que os pacientes psiquiátricos recebem? Eles recebem uma conta.
Eu acho que o problema entre o psiquiatra e o paciente é que o psiquiatra passa pelo livro, enquanto o paciente chega por causa do que a vida fez a ele ou ela. E, embora o livro possa ter algumas ideias, as páginas são sempre as mesmas no livro e cada paciente é um pouco diferente. Existem muito mais problemas individuais do que páginas. Pegue? Há muitas pessoas loucas para fazer isso, dizendo: "dólares por hora, quando este sinal toca, você está acabado." Isso sozinho levará qualquer pessoa quase louca à loucura. Eles apenas começaram a se abrir e se sentir bem, quando o psiquiatra diz: "Enfermeira, faça o próximo compromisso", e eles perderam o controle do preço, que também é anormal. É tudo muito fedorento mundano. O cara está fora para levar sua bunda. Ele não está disposto a curar você. Ele quer o dinheiro dele. Quando a campainha toca, traga a próxima "porca". Agora a sensível "porca" vai perceber quando o sino toca, ele está sendo fodido. Não há limite de tempo para curar a loucura, e não há contas para isso também. A maioria dos psiquiatras que eu vi parece um pouco perto da borda. Mas eles são muito confortáveis ... Eu acho que eles são muito confortáveis. Eu acho que um paciente quer ver um pouco de loucura, não muito. Ahhhh! (entediados) OS PSIQUIATROS SÃO TOTALMENTE INÚTIL! Próxima questão? "
http://desdeelmanicomio.blogspot.com/2010/10/on-psychiatry-charles-bukowski.html
sábado, 29 de dezembro de 2018
Definição comportamental de Esquizofrenia
A definição comportamental de esquizofrenia/psicose é vocalizações ou comportamentos inapropriados. Portanto, inclui qualquer tipo de determinantes e não necessariamente a dopamina (tratar a dopamina é tratar consequências nos comportamentos).
sexta-feira, 28 de dezembro de 2018
Esforço/labor emocional e família
O esforço/labor emocional é exigido dos pacientes psiquiátricos. Já os familiares podem fazer horrores.
Crime e doença mental (erro de lógica)
"Suponhamos, por exemplo, que alguém nos garante que todo comportamento criminoso, ou todo desvio sexual, ou todos os desejos e decisões suicidas, são sintomáticos de doença mental. Hoje em dia é frequente ouvir coisas destas, notadamente por pessoas que são pagas para saber acerca disso. A primeira questão a opor a esses porta-vozes psiquiátricos, antes de começarmos e perguntar-nos se o que está sendo dito é verdade, é: "Que coisa está realmente sendo dita?" Estamos realmente perante uma autêntica afirmação contingente, ou trata-se simplesmente, em última análise, de uma questão de definição e de critérios mais ou menos arbitrariamente escolhidos? Ou seja, o que eles afirmam é que fizeram uma descoberta, talvez a descoberta de que todos os que cometem crimes são também doentes mentais, conformemente a critérios completamente independentes; ou será que eles estão tomando o próprio cometimento de um crime como um critério de doença mental, insistindo, de fato, que um tal comportamento constitui uma condição logicamente suficiente para ser doente mental, e que portanto para eles seria contraditório dizer que alguém está cometendo um crime mas não é doente mental? Em resumo, será que estamos na mesma situação do tempo em que o suicídio ainda era considerado crime pelas leis inglesas, e os júris, sem examinarem qualquer evidência psiquiátrica tecnicamente especializada, regularmente concluíam pelo veredito "Suicídio, durante perturbação do equilíbrio mental"?"
pág. 38
Livro: Pensar direito. Autor: Antony Flew.
Lógica: provas e refutações
"Mas quando se testa uma hipótese e se constata que
umas de suas consequências de fato se verifica, mesmo assim não fica
demonstrado que a hipótese é verdadeira. Pag. 24
Há
uma assimetria da verificação e da falsificação (refutação). Basta um
único contraexemplo genuíno para refutar qualquer dessas proposições.
Mas por maior que seja o número de exemplos confirmatórios que se possa
apresentar, é impossível [confirmar] qualquer delas de maneira
correspondentemente decisiva e final. Foi essa observação lógica que
levou Francis Bacon a fazer sua tão citada afirmação de que é " maior a
força do caso negativo". Pag. 24
"Toda
proposição universal pode ser decisivamente falsificada (refutada), e
sua contraditória verificada de modo igualmente decisivo, pela
apresentação de um único contraexemplo autêntico." (pág. 34)
Livro: Pensar direito. Autor: Antony Flew.
Logo, não importa quantas vezes a pessoa não conseguiu retirar a droga psicoativa ainda não fica provado de maneira decisiva e final que é necessária para a vida toda.
Frase Kennedy Vitória e Fracasso
“A vitória tem mais de uma centena de pais – a derrota, por outro lado, essa é sempre órfã.”
https://robinsonfarinazzo.com.br/jfk-100-anos-em-10-frases/
https://robinsonfarinazzo.com.br/jfk-100-anos-em-10-frases/
Ir à lua (kennedy)
"Escolhemos
ir à Lua nesta década e fazer
outras coisas, não porque isso
seja fácil, mas porque é difícil,
porque este objetivo servirá
para organizar e medir o melhor das nossas energias e habilidades, porque o desafio é
um dos que estamos dispostos a aceitar".
terça-feira, 25 de dezembro de 2018
Deficiência psicossocial e atitudes sociais
A deficiência psicossocial é uma deficiência da atitudes da sociedade.
domingo, 23 de dezembro de 2018
fatores socioeconômicos e campo psi
"Também se argumentou que pode ser problemático enfocar os recursos e forças psicológicas ou comunitárias e o capital social, pois isso pode mascarar o foco em fatores socioeconômicos, que são causas fundamentais de sofrimento (Friedli, 2016; Rogers and Pilgrim, 2010). Knifton, 2015). De fato, Friedli argumenta: “Escolher a psicanálise sobre a análise econômica tem sérias consequências sobre como a saúde pública explica e responde a questões de justiça social” (Friedli, 2016, p. 216, ênfase original). Esse argumento pode ser particularmente relevante para a saúde mental, onde as conceituações psicológicas podem predominar. Dentro de uma estrutura política neoliberal, existe o perigo de endossar conceitualizações individualistas de problemas sociais e econômicos complexos, onde o modelo biomédico predominante freqüentemente resultou em uma negligência sistemática do impacto das barreiras sociais e estruturais experimentadas por pessoas com problemas de saúde mental (Bayetti et al., 2016; Friedli, 2016). Assim, enquanto a relevância dos fatores psicossociais é reconhecida, é importante aumentar a relevância das desigualdades sociais e econômicas que geram desigualdades em saúde mental em nível populacional."
https://www.nature.com/articles/s41599-018-0063-2
privação e injustiça social
'levels of mental distress among communities need to be understood less in terms of individual pathology and more as a response to relative deprivation and social injustice' (Friedli, 2009, p.III)
“os níveis de sofrimento mental entre as comunidades precisam ser menos compreendidos em termos de patologia individual e mais como uma resposta à privação relativa e à injustiça social” (Friedli, 2009, p.III).
https://www.nature.com/articles/s41599-018-0063-2
“os níveis de sofrimento mental entre as comunidades precisam ser menos compreendidos em termos de patologia individual e mais como uma resposta à privação relativa e à injustiça social” (Friedli, 2009, p.III).
https://www.nature.com/articles/s41599-018-0063-2
sábado, 22 de dezembro de 2018
Citações 1 Arte esquecida de curar
"Além de diminuir o tempo dedicado à conversa com o paciente, as atuais práticas médicas se concentram no agudo e no urgente, indiferentes em grande parte à prevenção da doença e à promoção da saúde. E, então, embora a medicina preventiva seja reconhecida como o método mais custo-efetivo de encarar a doença, ela é completamente negligenciada, por exigir muito tempo. Inevitavelmente, a prevenção diligente fica em segundo plano, ultrapassada pelas curas heroicas." (p. 12-13)
"Para o médico, a grata reação do cliente confirma que seguiu o caminho certo. Além disso, reforça-lhe a ideia de que envergar a antiga túnica de Cassandra e profetizar o pior é, para o clínico, o processo mais rendoso, tanto psicológica como financeiramente." (p. 14-15)
A arte esquecida de curar - Dr. Bernard Lown
sexta-feira, 21 de dezembro de 2018
Medicina da doença (Uronal Zancan)
"Nenhum tratamento, seja alopático ou holístico (integrativo), conseguirá eliminar os sinais e sintomas da manifestação de doença, já que eles não atuam na causa primária, que é a perda de saúde de todas as células do organismo. Eles tem o foco apenas em diminuir a manifestação dos sinais e dos sintomas do órgão em que estão mais evidentes, ou seja, na expressão da doença.
O diagnóstico da doença e a indicação de tratamentos cada vez mais sofisticados e caros estarão no centro do pensamento e das ações do médico, e não a recuperação da saúde. Dessa forma, com a atenção - do médico e do paciente - voltada para a doença, torna-se muito difícil - ou até impossível - chegar à cura.
O máximo que a Medicina da doença conseguirá fazer é permitir que o indivíduo diminua os sintomas e estenda a vida, mas manterá a ideia de que será necessário tomar remédios por um longo período, ou até mesmo para sempre. Toda a energia do paciente é dirigida ao paciente tratamento e não à cura. Sua mente e seu corpo trabalharão com foco na doença para que o tratamento funcione, não há foco nem esforço para ganhar saúde.
Livro: A conquista da supersaúde - Autor: Dr. Uronal Zancan
(p. 188-189)
Fonte da calma
O que deixa calmo é desistir de mudar os familiares. Não esperar mais nada. Não discutir mais nenhum assunto sensível.
natureza humana é antinatural
"Diferimos, de alguma forma, um do outro por nossa dotação genética, mas a posição social depende mais de uma combinação de acidentes com uma dotação econômica e educacional inicial do que dos genes."
[O naturalismo] [...] "mascara as fontes econômicas, políticas e culturais das desigualdades sociais e os conflitos resultantes."
Mario Bunge: “A natureza humana é totalmente antinatural”
Por Douglas Rodrigues Aguiar de Oliveira
- mar 12, 2018
https://universoracionalista.org/a-natureza-humana-e-totalmente-antinatural/?fbclid=IwAR29fogkEWxbpXrFILRaQ4VIrwxXpty6Pi7PjW1K_b_wE_DY56MDO2GZQEA
[O naturalismo] [...] "mascara as fontes econômicas, políticas e culturais das desigualdades sociais e os conflitos resultantes."
Mario Bunge: “A natureza humana é totalmente antinatural”
Por Douglas Rodrigues Aguiar de Oliveira
- mar 12, 2018
https://universoracionalista.org/a-natureza-humana-e-totalmente-antinatural/?fbclid=IwAR29fogkEWxbpXrFILRaQ4VIrwxXpty6Pi7PjW1K_b_wE_DY56MDO2GZQEA
Atos normais graves
Pessoas comuns, "normais" ou "saudáveis" podem falar e fazer atos mais graves, mais irracionais e violentos do que pacientes psiquiátricos e ninguém se preocupar.
A diferença pode ser apenas de não ter consultado psiquiatra, ter uma família mais tolerante ou não ser submetido a um regime rigoroso de regulação externa ou não ter pessoas na família que se "beneficiam" com a medicalização de um familiar.
O paciente psiquiátrico, por ter pedido ajuda, passa a ser acuado dentro da família e tem o próprio curso de vida prejudicado. Como se o "destino social" se ajustasse ao diagnóstico. É a percepção social sobre a pessoa diagnosticada que define o seu destino ou lugar piores na sociedade.
quarta-feira, 19 de dezembro de 2018
O cérebro importa, o resto não
Há algo de muito pernicioso no discurso da psiquiatria biológica de que só importa o cérebro e "não importa o que ele fala, sente ou faz" e "nem importa o ambiente e a história". A partir disso surgem a perda interligada de direitos e a violência psicológica e simbólica.
Desonestidade e argumentação
Para pessoas desonestas toda discussão aberta e argumentação é inapropriada. Não há o que fazer. É melhor não discutir pois isso vai ser usado contra a pessoa do argumentador (ser desqualificado como louco).
terça-feira, 18 de dezembro de 2018
O Homem Elefante e a cultura manicomial
É possível fazer uma analogia boa desse filme com a experiência de ser percebido através de um diagnóstico. Os conceitos do modelo médico em saúde mental são conceitos com consequências manicomiais de periculosidade, incapacidade e irresponsabilidade (a cultura manicomial). A luta antimanicomial e a reforma psiquiátrica desconstroem essa cultura.
O Homem Elefante
1980 ‧ Drama/Terror ‧ 2h 5m
John Merrick nasceu desfigurado e parecia estar condenado a uma triste existência como atração de um show de aberrações. Porém, um cirurgião londrino o introduziu à sociedade. Apesar de suas dolorosas experiências, Merrick é gentil e inteligente e se torna convidado frequente nos salões vitorianos, mas precisa cobrir totalmente as feições deformadas.
Joseph Merrick
Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Joseph Merrick
O Homem Elefante
1980 ‧ Drama/Terror ‧ 2h 5m
John Merrick nasceu desfigurado e parecia estar condenado a uma triste existência como atração de um show de aberrações. Porém, um cirurgião londrino o introduziu à sociedade. Apesar de suas dolorosas experiências, Merrick é gentil e inteligente e se torna convidado frequente nos salões vitorianos, mas precisa cobrir totalmente as feições deformadas.
Joseph Merrick
Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Joseph Merrick
Joseph Merrick aos 26 anos.
Joseph Carey Merrick (5 de agosto de 1862 — 11 de abril de 1890), cidadão inglês, ficou conhecido como Homem Elefante por causa da sua aparência física causada por uma doença congênita. A sua condição granjeou-lhe a afeição da Grã-Bretanha vitoriana.
Joseph Carey Merrick (5 de agosto de 1862 — 11 de abril de 1890), cidadão inglês, ficou conhecido como Homem Elefante por causa da sua aparência física causada por uma doença congênita. A sua condição granjeou-lhe a afeição da Grã-Bretanha vitoriana.
neuroliteratura
Neuroliteratura é propaganda da psiquiatria biológica e do modelo médico em saúde mental.
A Neuroliteratura | Paulo Werneck
A Neuroliteratura | Paulo Werneck
"O crítico literário Paulo Werneck, nesta edição, nos mostra como na
produção literária contemporânea os temas da medicina capturam os
romances, produzindo escritores que se apropriam dos saberes médicos, e
como também relatos médicos passaram a ser romanceados. Mas, se a
literatura expressa tensões e crises de cada tempo, o que este casamento
entre a ciência médica e a literatura nos revela de nossos dias?"
Desmame, crises e afirmação abrangente
Os psiquiatras biológicos afirmam que ao descontinuar as drogas psicoativas irá ocorrer um incidente (crise) em 6 meses.
Ora, essa afirmação é tão abrangente que é muito fácil satisfazer essa condição. Apenas alguém com muita psicoterapia de qualidade é capaz de passar 6 meses ou mais tempo sem nenhum incidente.
Referência:
#CanalUSP
Teoria da Argumentação (Aula 9, parte 1, 2 e 3)
Ora, essa afirmação é tão abrangente que é muito fácil satisfazer essa condição. Apenas alguém com muita psicoterapia de qualidade é capaz de passar 6 meses ou mais tempo sem nenhum incidente.
Referência:
#CanalUSP
Teoria da Argumentação (Aula 9, parte 1, 2 e 3)
CENATPLAY
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segunda-feira, 17 de dezembro de 2018
Trocar drogas pela vida inteira
Peter R. Breggin, Psiquiatra.
"O que colocar no lugar das drogas? A vida inteira"
https://breggin.com/parenting-today-raising-strong-resilient-kids/
"O que colocar no lugar das drogas? A vida inteira"
https://breggin.com/parenting-today-raising-strong-resilient-kids/
Tratamento involuntário é violência familiar
"Prescrição de drogas psicoativas para crianças, adolescentes e jovens de forma involuntária é violência familiar"
Peter R. Breggin, MD
https://breggin.com/parenting-today-raising-strong-resilient-kids/
Uma tentativa de manter condições ambientais insustentáveis e violentas através de drogas.
Peter R. Breggin, MD
https://breggin.com/parenting-today-raising-strong-resilient-kids/
Uma tentativa de manter condições ambientais insustentáveis e violentas através de drogas.
Psicoterapia manualizada
https://www.madinamerica.com/2018/12/data-challenges-promotion-manualized-psychotherapy-superior/
Data Challenges Superiority of Manualized Psychotherapy
Data Challenges Superiority of Manualized Psychotherapy
New data fails to support the promotion of manualized psychotherapy as superior to non-manualized forms of psychotherapy.
domingo, 16 de dezembro de 2018
"estão dizendo"
As pessoas normalizadas são o pessoal do se estão dizendo é verdade. Ou se estão dizendo é melhor eu surfar essa onda.
sábado, 15 de dezembro de 2018
Esquizo estagnado
Profissionais da psicologia e psiquiatria dizem que as pessoas diagnosticadas com esquizofrenia ficam estagnadas e são incapazes de passar disso.
Mas quem conhece familiares de pacientes sabe que os familiares são tão ou mais estagnados na tradição e sentimentos que os pacientes que são obrigados a fazer psicoterapia.
Mas quem conhece familiares de pacientes sabe que os familiares são tão ou mais estagnados na tradição e sentimentos que os pacientes que são obrigados a fazer psicoterapia.
sexta-feira, 14 de dezembro de 2018
Argumentos inúteis
Familiares e psiquiatras biológicos são quase que completamente insensíveis à qualquer tipo de argumentação. Então o paciente se exalta e eles chamam isso de estar "alterado" e "deteriorado".
Os primeiros 15 minutos dessa aula explicam a dificuldade de se usar argumentos que contrariam costumes/tradição e sentimentos. E outras dificuldades ao lidar com pessoas normalizadas.
Teoria da Argumentação (Aula 9, parte 1)
https://youtu.be/MO8XWCsjNjY
Neste vídeo, o Prof. Caetano Plastino apresenta a primeira parte da aula sobre Teoria da Argumentação, na Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da USP. Esta e as outras aulas de Práticas de Leitura e Escrita Acadêmica foram gravadas durante o segundo semestre de 2017.
Livro Conquista da supersaúde
https://prosersaude.com.br/livro
Trata de promoção de saúde. Situa bem porque o uso de medicamentos é dispensável. O interesse comercial nas patentes de medicamentos é um dos motivos.
Trata de promoção de saúde. Situa bem porque o uso de medicamentos é dispensável. O interesse comercial nas patentes de medicamentos é um dos motivos.
quarta-feira, 12 de dezembro de 2018
Slow Medicine Palestra Dr Dario Birolini
Slow Medicine Palestra Dr Dario Birolini
https://www.youtube.com/watch?v=l27jLg3vij0
terça-feira, 11 de dezembro de 2018
'Munchausen' - VICE Shorts
The Trouble With Mom - 'Munchausen' - VICE Shorts
https://youtu.be/G9Rxu5uW41Q
Ari Aster's new short film, Munchausen, is a Pixar-inspired silent short about a clingy mother (played by Bonnie Bedelia, John McClaine's wife in Die Hard) who goes to a bunch of extreme lengths to keep her son from going off to college. The film was an official selection at Fantastic Fest and we're excited to share it here today.
segunda-feira, 10 de dezembro de 2018
Indicar internação dá dinheiro
Psiquiatras podem ganhar bastante dinheiro indicando internação psiquiátrica em hospitais psiquiátricos privados.
É bastante assimétrico: as motivações ajudam ou facilitam ser diagnosticado, prescrito e mantido como cliente.
Já terminar o tratamento, evitar internação psiquiátrica ou medicalização é "muito difícil".
É bastante assimétrico: as motivações ajudam ou facilitam ser diagnosticado, prescrito e mantido como cliente.
Já terminar o tratamento, evitar internação psiquiátrica ou medicalização é "muito difícil".
Transtorno Factício Imposto em Outra (FDIA)
Factitious Disorder Imposed on Another (FDIA)
Factitious
disorder imposed on another (FDIA) formerly Munchausen syndrome by proxy
(MSP) is a mental illness in which a person acts as if an individual he
or she is caring for has a physical or mental illness when the person
is not really sick.
Transtorno Factício Imposto em Outra (FDIA)
Transtorno factício imposto em outra (FDIA) anteriormente denominada síndrome de Munchausen por procuração (MSP) é uma doença mental na qual uma pessoa age como se um indivíduo que ele ou ela estivesse cuidando tivesse uma doença física ou mental quando a pessoa não está realmente doente.
transtornos do amor
Quase todos os distúrbios emocionais são distúrbios do amor, e nos
curamos desses distúrbios na medida em que aprendemos a dar e a aceitar o
amor.
Comecei a pensar e a tentar implementar esses conceitos como estudante
universitário (1954-1958) como voluntário em um hospital psiquiátrico
estadual. Eu os explorei em dois dos meus primeiros livros, A
Psiquiatria Tóxica: Por que terapia, empatia e amor devem substituir as
teorias de drogas, eletrochoque e bioquímica da “nova psiquiatria” (1991) e Além do conflito: da auto-ajuda e psicoterapia à pacificação (1992).
sábado, 8 de dezembro de 2018
Sugestões do psiquiatra ao fazer diagnóstico
No ato de perguntar de acordo com uma formulação conceitual pode levar a induzir concordâncias com sugestões do psiquiatra. Os fatos são distorcidos pela descrição conceitual psiquiátrica ou mesmo inexistentes devido à simpatia, prestígio da medicina ou amabilidade do paciente. O psiquiatra domina a conversa inclusive induzindo discurso e aprendizagem.
Diagnósticos psiquiátricos podem ser induzidos. Ainda mais pela interpretação de que no DSM-V a maioria do que acontece é grau/gradação de algum sintoma
As formulações conceituais (framing) da psiquiatria biológica levam a perder resiliência (capacidade de superar dificuldades) ao substituir e desviar estratégias de enfrentamento de inteligibilidade de questões humanas para a ingestão de medicamentos e justificação/perdão/desresponsabilização do que se faz para entender a própria vida de acordo a vivência passiva de quadros psiquiátricos cerebrais. A pessoa passa a se perceber como vítima do acaso biológico ou como uma manifestação inferior do humano. O que está de acordo com o modelo médico.
Diagnósticos psiquiátricos podem ser induzidos. Ainda mais pela interpretação de que no DSM-V a maioria do que acontece é grau/gradação de algum sintoma
As formulações conceituais (framing) da psiquiatria biológica levam a perder resiliência (capacidade de superar dificuldades) ao substituir e desviar estratégias de enfrentamento de inteligibilidade de questões humanas para a ingestão de medicamentos e justificação/perdão/desresponsabilização do que se faz para entender a própria vida de acordo a vivência passiva de quadros psiquiátricos cerebrais. A pessoa passa a se perceber como vítima do acaso biológico ou como uma manifestação inferior do humano. O que está de acordo com o modelo médico.
sexta-feira, 7 de dezembro de 2018
uso da palavra loucura
A palavra "louco(a)" é usada de maneira parecida com a palavra coisa. É usada para vários significados específicos ou descrições específicas. Os significados reais se silenciam e se deixa de lidar com o fato real para lidar com um julgamento de valor. Dessa maneira, a defesa da posição correta em relação a uma equivocada deixa de ser necessária.
quarta-feira, 5 de dezembro de 2018
Ortodoxia 1984
"Ortodoxia quer dizer não pensar... não precisar pensar."
George Orwell
Livro 1984
p. 53
George Orwell
Livro 1984
p. 53
Culturas minoritárias e psiquiatria biológica
A psiquiatria biológica visa excluir culturas minoritárias. Isso é demonstrável a partir dos critérios de avaliação. Ao transformar culturas minoritárias em defeito biológico oculta ou mascara isso.
Estupidamente são (Bukowski)
"Há todo tipo de loucos
alguns mais talentosos
em seus caminhos
do que os sobrenumerosos
estúpidos estupidamente
são."
alguns mais talentosos
em seus caminhos
do que os sobrenumerosos
estúpidos estupidamente
são."
segunda-feira, 3 de dezembro de 2018
Dieta inflamatória
Estudo Explora Conexões Entre Dieta e 'Doenças Mentas Sérias'
"O estudo descobriu que os indivíduos diagnosticados com esquizofrenia, transtorno bipolar e depressão têm dietas mais inflamatórias e mais calóricas. Confira Aqui" (Da Newsletter do Mad in Brasil.org)
https://madinbrasil.org/2018/11/estudo-explora-conexoes-entre-dieta-e-doencas-mentais-serias/
"O estudo descobriu que os indivíduos diagnosticados com esquizofrenia, transtorno bipolar e depressão têm dietas mais inflamatórias e mais calóricas. Confira Aqui" (Da Newsletter do Mad in Brasil.org)
https://madinbrasil.org/2018/11/estudo-explora-conexoes-entre-dieta-e-doencas-mentais-serias/
realidade Virginia Woolf
Virginia Woolf
"eu me pergunto o que é a realidade e o quem são os juízes da realidade"
O cansaço da ficção | Julián Fuks
sábado, 1 de dezembro de 2018
Paródia Desagrado Diagnosticar
Eu falo tudo o que eles não gostam de escutar. Deve ser por isso que eles querem me diagnosticar.
Charlie Brown Jr - Tudo que ela gosta de escutar
Falando sério: quem bate de frente corre o risco de ser desqualificado por "inimigos". É preciso lembrar o lado de experiência humana que é perdido pelas explicações cerebrais e que pode criar muros no sentido de não admitir discutir de igual para igual com pessoas diagnosticadas.
Missionários Modernos
"Missionários Modernos: Intervindo onde você não é necessário ou desejado
Os profissionais de saúde mental adoram dizer ao mundo como devem ou não se comportar, o que são e o que não são comportamentos, crenças e emoções aceitáveis e como medicamentos e terapia são necessários em quase todas as situações. Mas o que eles amam ainda mais é mostrar como são úteis e necessários.
No final, qualquer ideologia corre o risco de se tornar polêmica e autoritária; a psiquiatria já cruzou essa linha. Quando os interesses de negócios e de carreira distorcem aqueles com uma forte identidade de ser o ‘bom rapaz ou ‘ajudante’, então qualquer sugestão de que eles não são necessários ou estão fazendo mal não é ouvida e descartada. Esses indivíduos têm dificuldade incrível em manter a raiva, reconhecer quando estão errados, dizer “sinto muito” ou, melhor: “não sei”.
No processo, o ajudante corre o risco de se tornar um destruidor."
https://madinbrasil.org/2018/12/trauma-fora-da-caixinha-como-a-tendencia-informada-pelo-trauma-fica-aquem/?fbclid=IwAR0b2-AlO8JWGiyiPuRVaF8itbtAhGb3cy3c2GfLRyEnFwEmoGsOWkaMaQE
Poder, verdade e autoridade
"O ideal de Kant de nos esclarecermos sobre muitas áreas diferentes é algo meio ingênuo, pois subestima o real tamanho do corpo de conhecimento de cada área e a real dificuldade de se esclarecer sobre cada uma delas. Nós dependemos de autoridades, queiramos ou não, nas áreas em que não temos tempo ou interesse de nos aplicarmos à altura do ideal iluminista. Nesse sentido, é verdade que muito do que sabemos vem do “poder”: o poder das autoridades sobre algum assunto. Mas, como mostra a resistência de negadores de teorias científicas, o poder dessas autoridades muitas vezes não é suficiente para que muitos acreditem que as suas teorias são verdadeiras. Há diferentes poderes, alguns derivam de notoriedade originada na competência, outros derivam de articulação política, voto, etc. São poderes substancialmente diferentes, e ainda assim nós temos na maior parte dos casos a opção de deixar de depender do poder das autoridades e avaliar por nós mesmos a verdade do que estão dizendo."
quinta-feira, 29 de novembro de 2018
Agenda oculta dos familiares
Não importa o que o "paciente" faça ou diga. Nada vai funcionar pois pode haver uma agenda oculta da parte dos familiares.
Culturas minoritárias e "problemas psicológicos"
Na antropologia é descrito como culturas ou grupos minoritários. Na psicologia é encarado como loucura. A psicologia estabelece alguns padrões culturais como regras universais. É um julgamento arbitrário da psicologia.
Movimentos sociais alternativos são vistos como seitas ou coisa de reacionário.
Ir contra hegemonias culturais naturalizadas é visto como loucura.
Tentam convencer metaleiros a cortar o cabelo, etc.
Culturas minoritárias podem ser positivas. Mas o pessoal da psicologia tenta se promover se associando com movimentos que tenham popularidade.
Esquece-se que as culturas majoritárias podem ser preguiçosas, estúpidas e prejudiciais.
Esquece-se que as culturas majoritárias podem ser preguiçosas, estúpidas e prejudiciais.
quarta-feira, 28 de novembro de 2018
Apelo econômico da psiquiatria
A popularidade da psiquiatria não se explica somente porque as pessoas são sugestionaveis. Há um conluio entre pacientes, familiares, médicos e indústria farmacêutica . Todos tem incentivo econômico para defender o conceito de doença incapacitante.
Ao invés de aposentar todo mundo seria possível construir ambientes de trabalho mais acessíveis e toleráveis para todos.
Ao invés de aposentar todo mundo seria possível construir ambientes de trabalho mais acessíveis e toleráveis para todos.
Amostra grátis
https://noticias.uol.com.br/saude/ultimas-noticias/redacao/2014/05/03/amostra-gratis-influencia-prescricao-de-medicos-mostra-estudo.htm
"ao receber uma amostra, o paciente precisa conhecer outras opções e seu efeito direto sobre a qualidade e o valor do medicamento que estão recebendo"
"ao receber uma amostra, o paciente precisa conhecer outras opções e seu efeito direto sobre a qualidade e o valor do medicamento que estão recebendo"
Argumentação->raiva->doença
Argumentação é interpretada como raiva.
Raiva não legitimada é interpretada como defeito biológico
Raiva não legitimada é interpretada como defeito biológico
terça-feira, 27 de novembro de 2018
Crise no emprego eleva em 1,6 milhão o número de consultas psiquiátricas
https://www1.folha.uol.com.br/mercado/2018/11/crise-no-emprego-eleva-em-14-milhao-o-numero-de-consultas-psiquiatricas.shtml
Psiquiatria não deveria ser primeira opção, mas última.
“Com o maior debate público sobre o tema, beneficiários percebem que um sintoma que associavam a comportamento pode ser uma doença”, diz ela.
Incentivo ao trabalho de deficientes no Brasil

Competências e empregos : uma agenda para a juventude : Síntese de constatações, conclusões e recomendações de políticas (Portuguese)
http://documents.worldbank.org/curated/en/953891520403854615/Síntese-de-constatações-conclusões-e-recomendações-de-políticas?fbclid=IwAR2TeP1gfomNHAqDsqwC-mh6uJaJ0PBNWgGjtobqa3bmdaMn6RKs90u0zGQ
Desengajamento econômico
O conceito de desengajamento econômico: "[...] se baseia em modelos seminais de formação de capital humano que traçam vias para o desenvolvimento de competências que começam no lar e na comunidade, passam pela escola e continuam depois que os jovens conseguem um emprego. O marco conceitual enfatiza, além da inserção na escola (frequência escolar), a importância da qualidade dessa educação e das oportunidades de aprendizagem no local de trabalho. Uma percepção nova decorrente do marco conceitual é que o risco de desengajamento econômico pode tomar diversas formas e intensidades, mesmo quando os jovens estudam ou trabalham."
Competências e empregos : uma agenda para a juventude : Síntese de constatações, conclusões e recomendações de políticas (Portuguese)
segunda-feira, 26 de novembro de 2018
sexta-feira, 23 de novembro de 2018
Necessidade de apoio alternativo
“A recusa da psiquiatria dominante em levar a sério essas descobertas e resolver os problemas inevitavelmente deixa o vasto número de pessoas que experimentam graves problemas de abstinência de antidepressivos sozinhos, sem apoio, párias virtuais, deixando a essas pessoas pouca opção além de se apoiar umas às outras da melhor maneira possível, através da internet e outros grupos.”
quarta-feira, 21 de novembro de 2018
Conto de fadas da felicidade farmacológica
Award Winning Animator’s Short Film ‘Happiness’ Is Absolutely Brilliant
Quem já experimentou psicofármacos sabe que a felicidade farmacológica é um conto de fadas. Os psicofármacos prescritos pelos médicos e psiquiatras são desagradáveis. Se os psicofármacos trouxessem prazer como as drogas ilícitas seriam viciantes. Uma parcela do discurso contra a medicalização ainda vende inadvertidamente esse conto de fadas.
terça-feira, 20 de novembro de 2018
Destinados ao controle (Sidman)
"Além disso, é claro, nós queremos estudar o comportamento humano porque somos humanos – embora muitos dos que se opõem ao tratamento científico do comportamento humano o façam por considerar tal tratamento desumano. Queremos saber sobre nós e onde nos encaixamos no universo. O conflito aqui é entre aqueles que, como eu, se sentem confortáveis com o conhecimento de que nos encaixamos, e aqueles que precisam acreditar que nós ocupamos uma posição especial, no controle, e não submetidos à lei natural. Infelizmente esses são hoje predominantes e, assumindo seu supostamente predestinado controle sobre partes animadas e inanimadas do mundo, levaram esse mundo por um caminho de destruição.
Grupos de interesses especiais como este, dedicados à análise experimental do comportamento humano estão, portanto, fazendo algo mais do que reunindo e sistematizando dados experimentais sobre o comportamento humano. Estão ajudando a colocar a humanidade dentro do mundo, não fora dele e em conflito com ele. Eu penso que vale a pena manter essa dimensão social mais ampla de nosso trabalho bem a vista."
REVISTA BRASILEIRA DE ANÁLISE DO COMPORTAMENTO / BRAZILIAN JOURNAL OF BEHAVIOR ANALYSIS , 2005, VOL .1 NO . 2, 125-133
A ANÁLISE DO COMPORTAMENTO HUMANO EM CONTEXTO 1,2
MURRAY SIDMAN
SARASOTA, FLÓRIDA, UNITED STATES
segunda-feira, 19 de novembro de 2018
quarta-feira, 14 de novembro de 2018
Erros médicos
https://www.jn.pt/arquivo/2005/interior/diagnostico-reservado-na-saude-516847.html
A partir dos anos 90, tem vindo a evoluir o quadro dos direitos dos doentes e utentes de saúde, recorre-se cada vez mais aos tribunais, mas continua a ser difícil conseguir fazer prova contra um médico ou outro profissional de saúde.
terça-feira, 13 de novembro de 2018
Survival of a Whistleblower
Survival of a Whistleblower – Peter C. Gøtzsche at Summer Institute 2018
SURVIVAL OF A WHISTLEBLOWER To be a whistleblower is not easy. Particularly not in healthcare, which is riddled with financial conflicts of interest, corruption, political ambitions about becoming re-elected by promising people screenings that do more harm than good, and personal hobby horses. Part of big pharma’s business model is organized crime, which envolves fraud, both in research and marketing. Our prescription drugs are the third leading cause of death, after heart disease and cancer, and I have estimated, based on the best research I could find, that psychiatric drugs alone are also the third leading cause of death. Yet, hardly anyone raises an eyebrow; in fact, we irrigate whole populations with psychiatric drugs as if they were mental fertilizers. Most whistleblowers suffer a terrible fate. Peter Rost has described how things went for 233 people who blew the whistle on fraud: 90% were fired or demoted, 27% faced lawsuits, 26% had to seek psychiatric or physical care, 25% suffered alcohol abuse, 17% lost their homes, 15% got divorced, 10% attempted suicide and 8% went bankrupt. But in spite of all this, only 16% said that they wouldn’t blow the whistle again. I shall try to explain how it was possible for me to blow the whistle for 30 years and yet still have a highly rewarding career. PETER C. GØTZSCHE Professor Peter C. Gøtzsche graduated as a Master of Science in Biology and Chemistry in 1974 and as a Physician 1984. He is a specialist in internal medicine; worked with clinical trials and regulatory affairs in the drug industry 1975-1983, and at hospitals in Copenhagen 1984-95. SUMMER INSTITUTE The 2018 Summer Institute on Bounded Rationality took place on June 19 – 27, 2018, at the Max Planck Institute for Human Development in Berlin, Germany.
segunda-feira, 12 de novembro de 2018
Schizophrenia Genetic Research MIA
Episode 21 Dr Jay Joseph: Why Schizophrenia Genetic Research is Running on Emptyhttps://www.youtube.com/watch?v=FkqqkNr53ic
his week on MIA Radio we interview Dr Jay Joseph. Dr Joseph is a clinical psychologist and author who brings a critical perspective to claims in the media and the academic literature that disordered genes underlie psychiatric disorders. His most recent books are The Trouble with Twin Studies: A Reassessment of Twin Research in the Social and Behavioral Sciences and the 2017 e-book Schizophrenia and Genetics: The End of an Illusion. In this interview, we discuss the evidence that psychiatry puts forward in support of the claim that mental disorders have an important genetic basis and the reasons why psychiatry is still searching after many decades of failed attempts. In the episode we discuss: How Dr Joseph, as a clinical psychologist, came to be interested in the validity of the diagnosis of schizophrenia. How he then became interested in the assertions by psychiatry that diagnoses such as schizophrenia had a genetic basis. That he discovered that the evidence for genetic factors underlying major psychiatric disorders is very weak and based mainly on twin and adoption studies. That, despite decades of work, there have been few if any discoveries of disordered genes that cause the major psychiatric disorders. How twin and adoption studies are used to try and demonstrate the relationship between genetics and mental disorders. That people are being told that their mental illness is genetically based which is not supported by evidence and it is rather like the chemical imbalance myth in this regard. That a disorder or condition ‘running in the family’ means that it is ‘genetic’ is also a common misconception. That psychiatry seems to be focused on finding the ‘cause’ of mental disorders within the body, rather than acknowledging that social and environmental factors are the main causes of trauma, distress, and psychological dysfunction. To get in touch with us email: podcasts@madinamerica.com © Mad in America 2017
his week on MIA Radio we interview Dr Jay Joseph. Dr Joseph is a clinical psychologist and author who brings a critical perspective to claims in the media and the academic literature that disordered genes underlie psychiatric disorders. His most recent books are The Trouble with Twin Studies: A Reassessment of Twin Research in the Social and Behavioral Sciences and the 2017 e-book Schizophrenia and Genetics: The End of an Illusion. In this interview, we discuss the evidence that psychiatry puts forward in support of the claim that mental disorders have an important genetic basis and the reasons why psychiatry is still searching after many decades of failed attempts. In the episode we discuss: How Dr Joseph, as a clinical psychologist, came to be interested in the validity of the diagnosis of schizophrenia. How he then became interested in the assertions by psychiatry that diagnoses such as schizophrenia had a genetic basis. That he discovered that the evidence for genetic factors underlying major psychiatric disorders is very weak and based mainly on twin and adoption studies. That, despite decades of work, there have been few if any discoveries of disordered genes that cause the major psychiatric disorders. How twin and adoption studies are used to try and demonstrate the relationship between genetics and mental disorders. That people are being told that their mental illness is genetically based which is not supported by evidence and it is rather like the chemical imbalance myth in this regard. That a disorder or condition ‘running in the family’ means that it is ‘genetic’ is also a common misconception. That psychiatry seems to be focused on finding the ‘cause’ of mental disorders within the body, rather than acknowledging that social and environmental factors are the main causes of trauma, distress, and psychological dysfunction. To get in touch with us email: podcasts@madinamerica.com © Mad in America 2017
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