The ethics of helping people - Skinner
https://listserv.uhd.edu/cgi-bin/wa?A3=ind1505&L=TBA-L&E=base64&P=2708148&B=--_004_D170F6378E8Cthom1281msuedu_&T=application%2Fpdf;%20name=%22skinner.1976.Ethics.of.Helping.People.pdf%22&N=skinner.1976.Ethics.of.Helping.People.pdf&attachment=q&XSS=3
Limitações da psiquiatria biomédica Controvérsias entre psiquiatras conservadores e reforma psiquiátrica Psiquiatria não comercial e íntegra Suporte para desmame de drogas psiquiátricas Concepções psicossociais Gerenciamento de benefícios/riscos dos psicoativos Acessibilidade para Deficiência psicossocial Psiquiatria com senso crítico Temas em Saúde Mental Prevenção quaternária Consumo informado Decisão compartilhada Autonomia "Movimento" de ex-usuários Alta psiquiátrica Justiça epistêmica
Pacientes produtores ativos de saúde (prosumo)
Essa avalanche de informações e conhecimento relacionada à saúde e despejada todos os dias sobre os indivíduos sem a menor cerimônia varia muito em termos de objetividade e credibilidade. Porém, é preciso admitir que ela consegue atrair cada vez mais a atenção pública para assuntos de saúde - e muda o relacionamento tradicional entre médicos e pacientes, encorajando os últimos a exercer uma atitude mais participativa na relação.
Ironicamente, enquanto os pacientes conquistam mais acesso às informações sobre saúde, os médicos têm cada vez menos tempo para estudar as últimas descobertas científicas ou para ler publicações da área - on-line ou não -, e mesmo para se comunicar adequadamente com especialistas de áreas relevantes e/ou com os próprios pacientes.
Além disso, enquanto os médicos precisam dominar conhecimentos sobre as diferentes condições de saúde de um grande número de pacientes cujos rostos eles mal conseguem lembrar, um paciente instruído, com acesso à internet, pode, na verdade, ter lido uma pesquisa mais recente do que o médico sobre sua doença específica.
Os pacientes chegam ao consultório com paginas impressas contendo o material que pesquisaram na internet, fotocópias de artigos da Physician's Desk Reference, ou recorte de outras revistas e anuários médicos. Eles fazem perguntas e não ficam mais reverenciando a figura do médico, com seu imaculado avental branco.
Aqui as mudanças no relacionamento com os fundamentos profundos do tempo e conhecimento alteraram completamente a realidade médica.
Livro: Riqueza Revolucionária - O significado da riqueza no futuro
Aviso!
Aviso!
A maioria das drogas psiquiátricas pode causar reações de abstinência, incluindo reações emocionais e físicas com risco de vida. Portanto, não é apenas perigoso iniciar drogas psiquiátricas, também pode ser perigoso pará-las.
Retirada de drogas psiquiátricas deve ser feita cuidadosamente sob supervisão clínica experiente. [Se possível] Os métodos para retirar-se com segurança das drogas psiquiátricas são discutidos no livro do Dr. Breggin: A abstinência de drogas psiquiátricas: um guia para prescritores, terapeutas, pacientes e suas famílias.
Observação: Esse site pode aumentar bastante as chances do seu psiquiatra biológico piorar o seu prognóstico, sua família recorrer a internação psiquiátrica e serem prescritas injeções de depósito (duração maior). É mais indicado descontinuar drogas psicoativas com apoio da família e psiquiatra biológico ou pelo menos consentir a ingestão de cápsulas para não aumentar o custo do tratamento desnecessariamente.
Observação 2: Esse blogue pode alimentar esperanças de que os familiares ou psiquiatras biológicos podem mudar e começar a ouvir os pacientes e se relacionarem de igual para igual e racionalmente.
A mudança de familiares e psiquiatras biológicos é uma tarefa ingrata e provavelmente impossível.
https://breggin.com/the-reform-work-of-peter-gotzsche-md/
segunda-feira, 25 de fevereiro de 2019
domingo, 24 de fevereiro de 2019
Aumente sua DOPAMINA
Aumente sua DOPAMINA e mude sua vida totalmente!
https://www.youtube.com/watch?v=8lYrlTJT2C4Você sabe o que é DOPAMINA? Para que ela serve e como pode mudar sua vida para melhor? Tenho certeza que você vai gostar desse vídeo ao aprender mais sobre esse neurotransmissor. Se vc seguir tudo certinho e conseguir aumentar sua dopamina, vc terá mais foco, energia, motivação e felicidade! Espero que goste. Beijos!
Esquizofrenia e bactérias do intestino
"Nós entendemos a esquizofrenia como uma doença cerebral", disse Ma-Ling Wong, médica geneticista da Universidade Estadual de Nova York em Upstate Medical University, em Syracuse, que liderou a nova pesquisa, em uma coletiva de imprensa. "Talvez nós precisemos reexaminar esta linha de pensamento e considerar que talvez o intestino tenha um papel importante."
Tratar pessoas não doentes
"A lógica de Giovanna M. é linear: quanto mais exames eu fizer, mais dados sobre meu estado de saúde eu terei à disposição e, portanto, mais condições de evitar eventuais doenças. Assim viverei mais. O melhor tratamento é fazer todo o possível. Essa senhora não sabe que para todos os exames há uma cota de resultados falsamente positivos (o exame é positivo mesmo que o sujeito não tenha uma doença) e falsamente negativos (o exame é negativo mesmo na presença de uma doença). O que implica tudo isso? No primeiro caso, o paciente será submetido a outras investigações ou tratamentos totalmente inúteis; no segundo, no entanto, será erroneamente tranquilizado.
A lógica da medicina atual é igualmente linear: quanto mais indivíduos um médico convencer da precariedade de seu bem-estar, mais aumentarão as necessidades, os "clientes" e os negócios.
O mecanismo cruel da medicina atual é este: para ampliar o mercado e acumular recursos econômicos para investir em pesquisa, não podemos nos limitar a tratar os verdadeiros doentes, precisamos também tratar aqueles que estão ainda pouco doentes e aqueles que talvez (mas não com certeza) adoecerão. Assim, criam-se novas doenças. O médico, sempre a par da última novidade, estará orgulhoso de ter formulado o diagnóstico, e o paciente estará satisfeito de sair do consultório com uma prescrição. Agora, seus incômodos têm um nome e uma terapia. Seja como for, enquanto existirem novos clientes, ansiosos para serem tratados, aumentará cada vez mais a multidão de pessoas angustiadas, prontas para solicitar assistência médica. Se um eventual risco for percebido como uma doença que pode ser diagnosticada e tratada, a medicina não terá limite para cuidar também dos não doentes.
Como epígrafe, Meador cita uma frase de A. J. Barsky, um psiquiatra de Boston:
"Deve haver algo errado, se uma pessoa, quando não tem problemas, vai consultar-se com um médico". É esse o progresso da medicina que queremos? Estamos tão bem, somos tão bem tratados que nos sentimos todos doentes? Têm a impressão de que a saúde pode ser conquistada somente por um estados de enfermidade perene. É melhor flagelar-se com medicamentos, dietas, controles, exercícios e renúncias na esperança de obter um benefício, mesmo sabendo que dificilmente nossos esforços reduzirão o risco de contrairmos de uma doença e distanciarão o momento da morte? Ninguém poderá nos dizer como viveremos os anos que ganhamos com prevenção ou tratamentos eficazes: em perfeita saúde, rodeados pelo afeto de nossos entes queridos, ou em uma cama, assistidos por um cuidador indolente?
Do livro: O doente imaginado
Autor: Marco Bobbio
sábado, 23 de fevereiro de 2019
Deformação profissional
Boa parte das disputas sociais está contaminada por deformação profissional.
Déformation professionnelle (francês: [defɔʁmasjɔ̃ pʁɔfɛsjɔnɛl]) é uma tendência a olhar para as coisas do ponto de vista da própria profissão ou especialização, e não de uma perspectiva mais ampla ou humana. É frequentemente traduzido como "deformação profissional" ou "condicionamento de trabalho", embora a transformação francesa também possa ser traduzida como "distorção". A implicação é que o treinamento profissional, e sua socialização relacionada, freqüentemente resultam em uma distorção do modo como se vê o mundo. [1] Alexis Carrel, ganhador do prêmio Nobel, observou: "Todo especialista, devido a um conhecido preconceito profissional, acredita que entende todo o ser humano, enquanto na realidade ele apenas compreende uma pequena parte dele." [2]
Como termo em psicologia, foi provavelmente cunhado pelo sociólogo belga Daniel Warnotte [3] ou o sociólogo russo-americano Pitirim Sorokin.
sexta-feira, 22 de fevereiro de 2019
Custo desnecessário com patentes
Apesar do que a indústria farmacêutica alega, existem pesquisas que mostram que as drogas psicoativas protegidas por patentes não são melhores do que as genéricas. Quando acaba o período de 20 anos de exploração de patentes começam a aparecer os defeitos dessas drogas patenteadas para vender uma nova droga como mais avançada. Também é bom olhar o período de 10 anos de exclusividade de mercado.
Ambiente social complexo e repertório
Paráfrase de um trecho de Skinner (1978):
Skinner no texto Human Behavior and Democracy. Do livro Reflections on behaviorism and society
Enquadramento na psicologia
O raciocínio psicológico pode ser tão enquadratório quanto o raciocínio do reducionismo biológico fisicalista psiquiátrico. É preciso certo ceticismo no enquadramento. Não é porque é possível enquadrar uma pessoa em discursos existentes que isso é válido. Essa atitude deixa de lidar diretamente com o que está acontecendo ou sendo dito. Na medida que o psicólogo se assumir como autoridade isso pode levar o público a não gostar da área psicológica.
terça-feira, 19 de fevereiro de 2019
The Parentified Child
Growing up as a parentified child in a dysfunctional family causes big problems for adulthood. Children who are forced into a role reversal with parents get stuck in a life of self criticism, anger, caretaking, fear, and insecurity. Special Guest Jerry Wise, Relationship Expert, Life Coach offers the listener powerful insights into this dysyfunctional dynamic. He shares many helps to those who suffer as adults who were parentified children. For appointments or more information contact Jerry Wise at 317-919-6264 or jwlearning@hotmail.com.
317-919-6264
jwlearning@hotmail.com
Escolher bom médico
Fatores importantes são a disposição e a capacidade do médico de ouvir. Estudos revelam que, tipicamente, os médicos interrompem os pacientes a cada 15 ou 30 segundos. Isso revela impaciência, pressão de tempo ou falta de interesse pelo o que é importante para o paciente. As perguntas francas indicam a disposição de sondar fortes preocupações. O médico que repete e resumo o que foi dito confirma que é um ouvinte bem-treinado e atento.
A pontualidade deve ser sério determinantes das qualidades humanas do médico porque, fundamentalmente, assinala respeito pela outra pessoa. O respeito pelo tempo dos demais é uma indicação significativa das qualidades necessárias à parceria no processo de cura. Os constantes atrasos são geralmente atribuíveis a gerenciamento desorganizado, mau planejamento, excesso de consultas, injustificável indiferença pelo tempo alheio e a expectativa, entre os médicos, de que o paciente presumirá que o médico foi retido inevitavelmente por outro paciente com problemas mais graves. As verdadeiras emergências raramente são a causa dos atrasos habituais do facultativo.
Mas a qualidade ainda melhor que a minuciosidade no exame físico é a disposição do médico de admitir erro sem tergiversação. O paciente inteligente deve saber que a medicina não é uma ciência exata. Os erros são inevitáveis mesmo entre os mais conscienciosos profissionais que obedecem aos mais altos padrões. A admissão pública dos erros é a melhor maneira de reduzir sua repetição e em geral sinal de capacidade de um profissional de alta classe.
Em última análise, busca-se o médico com quem nos sentimos à vontade quando descrevemos nossas queixas, sem receio de ser submetidos por causa disso a numerosos procedimentos; o médico para quem o paciente nunca é uma estatística; o médico que não recomenda medidas que põem a vida em perigo para prolongar a vida; alguém que nem exagera os perigos de doenças menores nem se sente derrotado pelas maiores; e, acima de tudo o mais, um semelhante, um ser humano cuja preocupação pelo paciente é avivada pela alegria de servir, porque considera servir um privilégio incomparável.
Livro: A arte perdida de curar. Autor: Bernard Lown
Capítulo: Como fazer os médicos escutar
segunda-feira, 18 de fevereiro de 2019
Choque no cérebro é coerção
Possivelmente e provavelmente os benefícios percebidos do choque no cérebro pelos psiquiatras biológicos surge da coerção. O tratamento é aversivo/desagradável e para evitar o tratamento o paciente passa a agir da forma que o seu círculo social quer. Quando o paciente passa a agir conforme expectativas alheias para evitar o tratamento com choque no cérebro os familiares e psiquiatra biológico "percebem" uma melhora no "quadro cerebral".
Existem outras maneiras de fazer uma pessoa se comportar bem. A coerção/aversividade é a pior das maneiras.
quinta-feira, 14 de fevereiro de 2019
Eduardo Giannetti - A escravidão do prazer
Eduardo Giannetti - A escravidão do prazer
https://www.youtube.com/watch?v=ddqazWqz1d8&feature=shareEduardo Giannetti, economista, cientista social e professor brasileiro, reflete sobre o que o ser humano busca quando se trata da felicidade. Conferencista do Fronteiras do Pensamento 2010.
quarta-feira, 13 de fevereiro de 2019
Respeito ingênuo ao conhecimento médico
Há muitos psicólogos, profissionais de saúde ou educadores que defendem o respeito ingênuo ao conhecimento psiquiátrico. Simplesmente pelo fato de ser a área de outro profissional e este supostamente entenderia do assunto o suficiente para contribuir de forma apropriada para a sociedade. É disso que vêm o prestígio social da psiquiatria biológica: apenas o psiquiatra biológico entende do assunto (assimetria de informação) e não caberia a outras pessoas entender do assunto.
É apenas isso: respeito ingênuo. Sem o esforço de entender a psiquiatria crítica e a saúde mental. Áreas que não se pode apenas respeitar a partir da ignorância mas que é necessário entender do assunto para notar como a forma de lidar com o sofrimento na cultura (inclusive o conhecimento médico) pode não ser apropriada.
segunda-feira, 11 de fevereiro de 2019
TDAH explicação biológica
A atribuição de um diagnóstico de um transtorno crônico, sem cura, pode ter sérias implicações na atuação dos educadores. Explicações biológicas podem passar a substituir explicações comportamentais, o que, por sua vez, não contribui para uma visão dinâmica e questionadora de práticas educativas realmente efetivas para uma determinada criança. As explicações biológicas podem complementar, porém não substituem as explicações comportamentais (Cavalcante e Tourinho, 1998; Vasconcelos, 2001, 2002). Na abordagem analítico-comportamental, limites biológicos não podem ser considerados sinônimos de limites comportamentais (Roche e Barnes, 1997).
“Rodrigues, J. A. Ribeiro, M. R. (2007). Análise do Comportamento - Pesquisa, Teoria e Aplicação"
Os perigos da eletroconvulsoterapia (recursos)
A ECT (tratamento eletroconvulsivo) danifica o cérebro e a mente. Em muitos casos, isso resulta em enormes lacunas permanentes na memória para eventos importantes da vida, formação educacional e habilidades profissionais. O indivíduo pode até perder sua identidade. Mesmo quando muito menos danos são causados, os indivíduos continuam sofrendo de dificuldades cognitivas contínuas com a aprendizagem e a lembrança de coisas novas e com mudanças indesejadas em suas personalidades. O Dr. Breggin criou agora um Centro de Recursos de ECT gratuito que inclui (1) uma brochura para pacientes, famílias e defensores, (2) artigos científicos introdutórios que abrangem o campo dos danos induzidos pela ECT no cérebro e mente, e (3) mais de 125 artigos sobre ECT com termos de pesquisa como “danos cerebrais”, “perda de memória”, “mulheres” e “abuso”. O ECT Resources Center ajudará a introduzir recém-chegados ao campo e fornecerá materiais de pesquisa para pesquisadores avançados. bem.
A publicação recente mais detalhada sobre os danos associados à ECT é encontrada em um capítulo no livro do Dr. Breggin, Brain-Disabling Treatments in Psychiatry: Drugs, Electroshock and the Psychopharmaceutical Complex, Second Edition (2008).
domingo, 10 de fevereiro de 2019
Máquina bioquímica Skinner
Skinner (1990, p. 1208) questiona o fato de que:
Quanto mais sabemos sobre a relação corpo-cérebro como uma máquina bioquímica, menos interessante ela se torna como base para o comportamento. Se há liberdade, ela somente pode ser descoberta no acaso das variações. Se novas formas de comportamento são criadas, elas são criadas pela seleção. As falhas na variação e na seleção são fontes de problemas fascinantes. Nós devemos nos adaptar a novas situações, resolver conflitos e achar soluções rápidas. Uma estrutura bioquímica não faz nada desse tipo.
“Rodrigues, J. A. Ribeiro, M. R. (2007). Análise do Comportamento - Pesquisa, Teoria e Aplicação"
RESPOSTA DA ABRASME A FERREIRA GULLAR
RESPOSTA DA ABRASME A FERREIRA GULLAR
Há um saudável interesse, ultimamente, no desenvolvimento do sistema de saúde mental do país. Este interesse vem suscitando tema de novela e artigos na imprensa, muitos destes parciais, demonstrando desinformação, ingenuidade ou, em certos casos, má intenção e tentativa de manipulação da opinião pública. Nesse sentido, o artigo Uma lei errada - Campanha contra a internação de doentes mentais é uma forma de demagogia, de autoria do jornalista Ferreira Gullar, serve como base para uma reflexão. De forma extremamente enfática, xingando pessoas como o Deputado Paulo Delgado, a quem chama de “cretino”, Gullar acusa a classe média de “quase nunca se deter para examinar as questões, pesar os argumentos, confrontá-los com a realidade”, pecado em que parece ele mesmo incorrer. Senão vejamos.
O artigo desqualifica todo um processo social complexo, que vem evoluindo nos últimos 30 anos no Brasil, com a participação de diversos segmentos sociais, desde médicos psiquiatras, outros profissionais de saúde mental e de saúde pública, poderes legislativo, executivo e judiciário, cientistas sociais, portadores de transtornos psíquicos, seus familiares e diversos outros setores, denominando-o simplesmente de “campanha contra a internação de doentes mentais”. Gullar deixa a desejar como jornalista, ignorando a complexidade deste movimento, que é de extrema importância para o avanço do sistema de saúde como um todo. Processo que hoje consegue, inclusive, promover um diálogo intersetorial importante, envolvendo os ministérios da Saúde, da Justiça, da Cultura e do Trabalho, a Secretaria Especial dos Direitos Humanos, o Ministério Público e várias associações profissionais do campo da saúde. O autor tem uma visão empobrecida do desenrolar do processo como fenômeno internacional. Cita a Itália, que realmente inspirou o processo no Brasil, embora não tenha sido a única inspiração. A Inglaterra, a França, a Espanha e a Austrália, entre outros, vêm desenvolvendo sistemas similares, com uma profundidade de impacto social, em certas perspectivas, semelhante à Itália. Vale mencionar que na Itália não resultou em um desastre, como tenta fazer crer o autor, mas em um programa nacional que se tornou referência mundial, adotado pela ONU como modelo para outras nações. O programa italiano foi executado com enorme competência, envolvendo a sociedade como um todo; tem base comunitária e economiza bastante dinheiro público. Como se sabe, um cidadão internado gasta extremamente mais do que um que possa ser tratado junto a seus familiares, em sua comunidade e com apoio do sistema público de saúde.
O autor parece incorrer no mesmo vácuo de compreensão de muitos que confundem um amplo processo social de discussão das instituições com a idéia simplória da desospitalização.
Nenhum profissional de saúde mental sério defende uma posição de não internação de uma pessoa quando necessário. Para isso, a Lei 10.216/01, conhecida como a Lei da Reforma Psiquiátrica, e a portaria GM 336/02, que a regulamenta, apontam para diversas formas de atenção que vão bastante além das únicas que Gullar parece conhecer, que são o ambulatório e o hospital-dia. Há toda uma rede de serviços proposta, incluindo Centros de Atenção Psicossocial (CAPS), leitos psiquiátricos e emergências psiquiátricas em hospitais gerais, serviços residenciais terapêuticos, além do fortalecimento da atenção primária, o serviço que deve ser oferecido nos Centros de Saúde dos bairros. Esta rede tem como acolher, abrigar, tratar, apoiar os portadores de transtornos e seus familiares, além de ser mais econômica para o país e oferecer melhores condições de tratamento que os nossos tradicionais manicômios que o Sr. Gullar, espero, ingenuamente, afirma não mais existirem.
Pois caro Sr. Gullar, sinto muito lhe trazer uma verdade incômoda e vergonhosa para o nosso país. Os manicômios continuam existindo, continuam sendo desumanos, tratando seres humanos como animais, produzindo mais doença e, com seu papel de depósito humano (temos milhares de pessoas internadas por 20, 30, 40 anos), continuam sangrando o dinheiro público. Caso o Sr. ou qualquer outra pessoa duvide, será muito fácil mostrar alguns endereços onde se pode constatar esta vil realidade. Há, também, interesses no velho sistema de internações que não têm nada a ver com a intenção de melhorar a saúde dos usuários, são herança da mentalidade do INPS, onde as internações, e por quanto mais tempo melhor, são negócios que dependem da hotelaria, dos serviços, das licitações e da medicalização excessiva dos pacientes. Muitas pesquisas financiadas pelo CNPq e MS têm acumulado evidências científicas de uma avaliação positiva, tanto por parte dos usuários quanto dos familiares, do tratamento realizado nos serviços substitutivos ao hospital psiquiátrico.
O público muitas vezes não entende estas questões e a imprensa não tem ajudado muito. A maioria das manifestações dos órgãos de imprensa mais poderosos se coloca a favor desses interesses, praticamente não havendo matérias que aprofundem a questão em sua complexidade e denunciem as indignidades que se escondem por trás da desinformação e do sensacionalismo.
Há que se entender que estão em jogo duas lógicas. Uma que defende o tratamento para os transtornos psíquicos, como vem sendo aplicado no ocidente desde meados do século XVII, baseada na exclusão no manicômio por tanto tempo quanto possível, dopando o paciente e usando indiscriminadamente o eletrochoque, e sustentada em mitos como o da improdutividade e da periculosidade absoluta do “doente mental”. Outra é a lógica que busca caminhos mais civilizados, inteligentes, eficientes, adequados e mais éticos no tratamento de pessoas que eventualmente necessitam de internações, geralmente curtas, e que podem ser efetivadas na rede de CAPS e hospitais gerais. Por esta outra lógica, entendemos que os problemas das pessoas em nossa sociedade atual são de graus variados e as novas formas de tratamento vêm permitindo a muitas destas pessoas contribuírem de forma admirável para nosso avanço social.
Pessoalmente, manifesto minha solidariedade para com o poeta Ferreira Gullar, por seu sofrimento como pai, que revelou em seu artigo. Compreendo, a partir daí, sua paixão, sua agressividade para com muitos de nós, que lutamos por um modelo de atenção que entendemos como melhor. Há, entretanto, muitos equívocos em seu artigo e um deles talvez seja não perceber que sua família poderia ter sofrido muito menos e tido muito mais apoio se todos nós lutássemos solidariamente pela efetivação de um sistema digno de saúde, que inclua uma rede adequada de saúde mental, que, apenas por interesses escusos e pela ignorância de muitos de nossos políticos, ainda encontra resistências para sua ampliação e avanço.
Walter Ferreira de Oliveira, Ph.D.
Presidente da Associação Brasileira de Saúde Mental – Abrasme
(Pela Diretoria e Conselho Deliberativo).
http://saudementalnauerj.blogspot.com/2009/08/resposta-da-abrasme-ferreira-gullar.html
Há um saudável interesse, ultimamente, no desenvolvimento do sistema de saúde mental do país. Este interesse vem suscitando tema de novela e artigos na imprensa, muitos destes parciais, demonstrando desinformação, ingenuidade ou, em certos casos, má intenção e tentativa de manipulação da opinião pública. Nesse sentido, o artigo Uma lei errada - Campanha contra a internação de doentes mentais é uma forma de demagogia, de autoria do jornalista Ferreira Gullar, serve como base para uma reflexão. De forma extremamente enfática, xingando pessoas como o Deputado Paulo Delgado, a quem chama de “cretino”, Gullar acusa a classe média de “quase nunca se deter para examinar as questões, pesar os argumentos, confrontá-los com a realidade”, pecado em que parece ele mesmo incorrer. Senão vejamos.
O artigo desqualifica todo um processo social complexo, que vem evoluindo nos últimos 30 anos no Brasil, com a participação de diversos segmentos sociais, desde médicos psiquiatras, outros profissionais de saúde mental e de saúde pública, poderes legislativo, executivo e judiciário, cientistas sociais, portadores de transtornos psíquicos, seus familiares e diversos outros setores, denominando-o simplesmente de “campanha contra a internação de doentes mentais”. Gullar deixa a desejar como jornalista, ignorando a complexidade deste movimento, que é de extrema importância para o avanço do sistema de saúde como um todo. Processo que hoje consegue, inclusive, promover um diálogo intersetorial importante, envolvendo os ministérios da Saúde, da Justiça, da Cultura e do Trabalho, a Secretaria Especial dos Direitos Humanos, o Ministério Público e várias associações profissionais do campo da saúde. O autor tem uma visão empobrecida do desenrolar do processo como fenômeno internacional. Cita a Itália, que realmente inspirou o processo no Brasil, embora não tenha sido a única inspiração. A Inglaterra, a França, a Espanha e a Austrália, entre outros, vêm desenvolvendo sistemas similares, com uma profundidade de impacto social, em certas perspectivas, semelhante à Itália. Vale mencionar que na Itália não resultou em um desastre, como tenta fazer crer o autor, mas em um programa nacional que se tornou referência mundial, adotado pela ONU como modelo para outras nações. O programa italiano foi executado com enorme competência, envolvendo a sociedade como um todo; tem base comunitária e economiza bastante dinheiro público. Como se sabe, um cidadão internado gasta extremamente mais do que um que possa ser tratado junto a seus familiares, em sua comunidade e com apoio do sistema público de saúde.
O autor parece incorrer no mesmo vácuo de compreensão de muitos que confundem um amplo processo social de discussão das instituições com a idéia simplória da desospitalização.
Nenhum profissional de saúde mental sério defende uma posição de não internação de uma pessoa quando necessário. Para isso, a Lei 10.216/01, conhecida como a Lei da Reforma Psiquiátrica, e a portaria GM 336/02, que a regulamenta, apontam para diversas formas de atenção que vão bastante além das únicas que Gullar parece conhecer, que são o ambulatório e o hospital-dia. Há toda uma rede de serviços proposta, incluindo Centros de Atenção Psicossocial (CAPS), leitos psiquiátricos e emergências psiquiátricas em hospitais gerais, serviços residenciais terapêuticos, além do fortalecimento da atenção primária, o serviço que deve ser oferecido nos Centros de Saúde dos bairros. Esta rede tem como acolher, abrigar, tratar, apoiar os portadores de transtornos e seus familiares, além de ser mais econômica para o país e oferecer melhores condições de tratamento que os nossos tradicionais manicômios que o Sr. Gullar, espero, ingenuamente, afirma não mais existirem.
Pois caro Sr. Gullar, sinto muito lhe trazer uma verdade incômoda e vergonhosa para o nosso país. Os manicômios continuam existindo, continuam sendo desumanos, tratando seres humanos como animais, produzindo mais doença e, com seu papel de depósito humano (temos milhares de pessoas internadas por 20, 30, 40 anos), continuam sangrando o dinheiro público. Caso o Sr. ou qualquer outra pessoa duvide, será muito fácil mostrar alguns endereços onde se pode constatar esta vil realidade. Há, também, interesses no velho sistema de internações que não têm nada a ver com a intenção de melhorar a saúde dos usuários, são herança da mentalidade do INPS, onde as internações, e por quanto mais tempo melhor, são negócios que dependem da hotelaria, dos serviços, das licitações e da medicalização excessiva dos pacientes. Muitas pesquisas financiadas pelo CNPq e MS têm acumulado evidências científicas de uma avaliação positiva, tanto por parte dos usuários quanto dos familiares, do tratamento realizado nos serviços substitutivos ao hospital psiquiátrico.
O público muitas vezes não entende estas questões e a imprensa não tem ajudado muito. A maioria das manifestações dos órgãos de imprensa mais poderosos se coloca a favor desses interesses, praticamente não havendo matérias que aprofundem a questão em sua complexidade e denunciem as indignidades que se escondem por trás da desinformação e do sensacionalismo.
Há que se entender que estão em jogo duas lógicas. Uma que defende o tratamento para os transtornos psíquicos, como vem sendo aplicado no ocidente desde meados do século XVII, baseada na exclusão no manicômio por tanto tempo quanto possível, dopando o paciente e usando indiscriminadamente o eletrochoque, e sustentada em mitos como o da improdutividade e da periculosidade absoluta do “doente mental”. Outra é a lógica que busca caminhos mais civilizados, inteligentes, eficientes, adequados e mais éticos no tratamento de pessoas que eventualmente necessitam de internações, geralmente curtas, e que podem ser efetivadas na rede de CAPS e hospitais gerais. Por esta outra lógica, entendemos que os problemas das pessoas em nossa sociedade atual são de graus variados e as novas formas de tratamento vêm permitindo a muitas destas pessoas contribuírem de forma admirável para nosso avanço social.
Pessoalmente, manifesto minha solidariedade para com o poeta Ferreira Gullar, por seu sofrimento como pai, que revelou em seu artigo. Compreendo, a partir daí, sua paixão, sua agressividade para com muitos de nós, que lutamos por um modelo de atenção que entendemos como melhor. Há, entretanto, muitos equívocos em seu artigo e um deles talvez seja não perceber que sua família poderia ter sofrido muito menos e tido muito mais apoio se todos nós lutássemos solidariamente pela efetivação de um sistema digno de saúde, que inclua uma rede adequada de saúde mental, que, apenas por interesses escusos e pela ignorância de muitos de nossos políticos, ainda encontra resistências para sua ampliação e avanço.
Walter Ferreira de Oliveira, Ph.D.
Presidente da Associação Brasileira de Saúde Mental – Abrasme
(Pela Diretoria e Conselho Deliberativo).
http://saudementalnauerj.blogspot.com/2009/08/resposta-da-abrasme-ferreira-gullar.html
sábado, 9 de fevereiro de 2019
Punição e revolta/agressividade
"Com freqüência, atacamos qualquer um que nos ofenda, seja fisicamente ou com críticas, com desaprovação, com insulto, ou nos ridicularize; mas seus efeitos temporários são acompanhados por uma função de uma extensa redução da eficiência e da felicidade geral do grupo, pois resultam em sérios conflitos pessoais entre emitir a resposta que leva à punição e aquela que a evita (Skinner, 1953/2000). Nesse contexto, a longo prazo, as pessoas tornam-se revoltadas, ressentidas e agressivas, e, mesmo a curto prazo, basta infligir dor ou ameaçar a retirada de recursos para que estes efeitos sejam observados (Baum, 1994)."
“Rodrigues, J. A. Ribeiro, M. R. (2007). Análise do Comportamento - Pesquisa, Teoria e Aplicação"
pilares da moralidade
Os dois principais pilares da moralidade são a reciprocidade e a empatia. Coisa que pessoas com diagnóstico de esquizofrenia não tem direito.
Comportamento moral em animais não-humanos
quarta-feira, 6 de fevereiro de 2019
Cuidadores esquizofrenogênicos (3)
Cuidadores geradores de diagnóstico de esquizofrenia fazem demandas ou exigências unilaterais de que os filhos deem prazer sem uma preocupação de que haja uma reciprocidade em agradar ou causar um bom impacto no filho diagnosticado.
Se um filho for ser supercomportado ele precisa receber algo em troca nem que seja menos prejuízo com tratamento biomédico.
Note-se que muitas mais demandas ou exigências são feitas para alguém que não tem voz do que para uma pessoa rotulada como saudável.
Prescrevem neurolépticos esperando que o filho diagnosticado se torne um objeto manipulável. Acham doentio quando o filho expressa o que pensa disso ou mostra que se sente incomodado.
Se um filho for ser supercomportado ele precisa receber algo em troca nem que seja menos prejuízo com tratamento biomédico.
Note-se que muitas mais demandas ou exigências são feitas para alguém que não tem voz do que para uma pessoa rotulada como saudável.
Prescrevem neurolépticos esperando que o filho diagnosticado se torne um objeto manipulável. Acham doentio quando o filho expressa o que pensa disso ou mostra que se sente incomodado.
Em nome de quem?
Ambas as implicações só podem aumentar a crescente inquietação das comunidades de usuários, dos profissionais e dos serviços quanto ao estado empobrecido da pesquisa sobre a retirada de medicamentos psiquiátricos. Onde tal pesquisa existe, ela é dispersa e mínima (e sua metodologia é para minimizar os efeitos da retirada). E onde tal pesquisa exerce influência, parece que o faz menos em nome dos pacientes (cuja retirada muitas vezes carece de reconhecimento e apoio adequados) do que daqueles que promovem, defendem ou sempre prescrevem amplamente essa classe de psicofármacos.
terça-feira, 5 de fevereiro de 2019
Disfunção na filosofia da biologia
Não está claro que transtornos psiquiátricos ou mentais são disfunções na filosofia da biologia ou da medicina.
Mas o pessoal da psicologia e psiquiatria adota esse discurso por ter características médicas.
[Artigo em francês de filosofia da biologia sobre disfunção biológica]
Mas o pessoal da psicologia e psiquiatria adota esse discurso por ter características médicas.
[Artigo em francês de filosofia da biologia sobre disfunção biológica]
Diagnóstico psiquiátrico Wikipedia
"O maior problema, no entanto, é que esse tipo de diagnóstico é sempre um juízo de valor fortemente desvalorizante que, sem dúvida, denigre e estigmatiza a imagem pessoal (afetando a autoestima do indivíduo “etiquetado”). Definir um indivíduo, como por exemplo uma pessoa inconformista com o “status quo”, como tendo uma “personalidade psicopática” ou “suspeito de esquizofrenia”, significa atribuir um significado doentio a todos os seus pensamentos e atos, introduzindo uma “dúvida social” que ele carregará para o resto da vida. Neste sentido, o diagnóstico psiquiátrico pode se tornar um juízo totalitário, criando a imagem de um indivíduo “monoprogramado”, quer dizer, alguém “robotizado” pela “loucura”, um ser perigosamente irresponsável. Por estes motivos, o diagnóstico psiquiátrico deveria ser utilizado o mais raramente possível. A única justificativa para sua existência seriam breves indicações de caráter realmente técnico (quer dizer, que fossem úteis para resolver problemas que estivessem causando sofrimento para as pessoas)". [5]
https://pt.wikipedia.org/wiki/Diagn%C3%B3stico_psiqui%C3%A1trico
https://pt.wikipedia.org/wiki/Diagn%C3%B3stico_psiqui%C3%A1trico
segunda-feira, 4 de fevereiro de 2019
Explicações dentro ou fora do organismo
"De acordo com abordagens mentalistas, modificações no ambiente externo produziriam modificações em comportamentos privados não-observáveis, sendo estes últimos considerados como a variável de controle dos comportamentos públicos. Ou seja, o foco de interesse dessas abordagens seria os processos comportamentais não-observáveis diretamente. Sob uma perspectiva analítico-comportamental, entretanto, o mentalismo representa um problema, pois, conforme apontado por Skinner (1953/1994, p. 41), “o hábito de buscar dentro do organismo uma explicação do comportamento tende a obscurecer as variáveis que estão ao alcance de uma análise científica”. Assim sendo, as variáveis de controle devem ser buscadas no ambiente. Quando isso ocorre, o controle do comportamento torna-se possível, uma vez que eventos ambientais podem ser manipulados."
Rodrigues, J. A. Ribeiro, M. R. (2007). Análise do Comportamento - Pesquisa, Teoria e Aplicação
domingo, 3 de fevereiro de 2019
Depressão é expressão limpa
A expressão depressão é usada de maneira a "limpar" o discurso de acontecimentos infelizes e perda de saúde geral.
Consumidor informado e livre mercado
"Uma solução para o problema do aumento dos custos médicos é capacitar os consumidores. Embora a maioria permaneça incapaz de dizer quais procedimentos funcionam melhor, sua liberdade de escolha geraria um mercado para especialistas confiáveis."
Luigi Zingales - A Capitalism for the People_ Recapturing the Lost Genius of American Prosperity-Basic Books (2012)
Luigi Zingales - A Capitalism for the People_ Recapturing the Lost Genius of American Prosperity-Basic Books (2012)
sábado, 2 de fevereiro de 2019
Apoio de leigos versus profissionais
Crença: Os leigos não devem tentar ajudar uns aos outros a aprender sobre métodos mais seguros de redução gradual. Qualquer pessoa que diminua o consumo de drogas psiquiátricas deve sempre seguir rigorosamente as orientações e instruções de um médico ou psiquiatra, porque os médicos são instruídos e treinados em redução segura.
Fato: Praticamente, nenhum médico ou psiquiatra recebe qualquer educação formal ou treinamento em retirada segura de drogas psiquiátricas, e atualmente não há protocolos clínicos estabelecidos para orientar a retirada segura. Saiba mais sobre as crenças e fatos comuns que definem por que construímos o The Withdrawal Project.
Palestra Gestão Autônoma da Medicação
"Eu sou uma pessoa não uma doença" - O Guia da Gestão Autônoma da Medicação (GAM)
https://www.youtube.com/watch?v=BXyYa72AW9s
Loucura do livre mercado
https://www.saraiva.com.br/loucura-do-livre-mercado-7518068.html
POR QUE A NATUREZA HUMANA VAI CONTRA A ECONOMIA E POR QUE ISSO IMPORTA
Loucura do livre mercado oferece ao leitor a oportunidade de aprender sobre como se comportar face ao modelo de livre economia. Muitas vezes, nosso subconsciente nos faz agir contra nossos próprios interesses: fazemos empréstimos que nós não podemos pagar, por exemplo, comprometendo entre outras coisas o nosso próprio bem-estar. Peter A. Ubel mostra que podemos parar os prejuízos causados aos nossos corpos, as nossas finanças, e a nossa economia como um todo.
sexta-feira, 1 de fevereiro de 2019
Gestão autônoma medicação
Guia GAM: Pacientes discutem o uso de medicamentos a eles receitados
https://www.youtube.com/watch?v=t5GTKOs78gc
terça-feira, 29 de janeiro de 2019
pensamento "normal"
As pessoas rotuladas como normais não tem capacidade de avaliar a realidade por si só pois é um pensamento heterônomo, conformista (repetir o que outros dizem). Por isso não se pode dizer que se trata de uma capacidade biológica preservada mas uma limitação cognitiva de superar o senso comum.
crescimento deseconômico
A Scientific American
usa a seguinte definição: "o crescimento deseconômico ocorre quando o
incremento na produção acontece com um custo em recursos e em bem-estar
maior do que o dos itens produzidos",[1] a qual provém de Daly.
https://pt.wikipedia.org/wiki/Crescimento_desecon%C3%B4mico
https://pt.wikipedia.org/wiki/Crescimento_desecon%C3%B4mico
Análise econômica (bem inelásticos/elásticos)
O discurso da psiquiatria biológica faz parecer que o tratamento farmacológico é um bem necessário e imprescindível sem o qual a pessoa vai viver em desgraça. Isso vale para outras áreas da medicina em que foi possível demonstrar causas biológicas de forma clara e conclusiva.
A partir da economia esse discurso tenta transformar o tratamento farmacológico na psiquiatria em um bem inelástico. Um bem inelástico é um bem insubstituível por outros bens e que as pessoas precisam pagar o preço que for pois não poderiam viver sem isso. Isso se traduz em muito dinheiro para o psiquiatra ou médico. Os psicólogos entram nessa onda do bem inelástico quando se associam com psiquiatras biológicos e corroboram o diagnóstico psiquiátrico.
O discurso da psiquiatria crítica, da saúde mental, da saúde pública trata de causas sistêmicas de sofrimento psicológico que podem ser resolvidas com recursos ambientais que não necessariamente passam por um tratamento.
Logo, o tratamento em saúde mental seria percebido como um bem elástico, isto é, um bem substituível por outros fatores de produção de saúde e que varia o consumo de acordo com o preço.
A psiquiatria crítica transforma a psiquiatria farmacológica em um bem elástico, isto é, substituível por outros fatores de produção de saúde.
sexta-feira, 25 de janeiro de 2019
Naturalização e sociedade
Gustavo Caponi
Departamento de Filosofia, Universidade
Federal de Santa Catarina, Brasil. /
gustavoandrescaponi@gmail.com
Ludus Vitalis, vol. XXVI,
num. 50, 2018, pp. 185-188.
"Naturalização,
entendida como biologização de fenômenos sociais pode levar à
aceitação ou resignação a esses fenômenos, que não seriam
muito diferentes, na prática, disso aceitação e resignação diante
desses fenômenos que podem nos levar sua supernaturalização . Em
ambos os casos, os fenômenos estudados vão para ser considerado fora do escopo de
nossas ações, de nossos acordos e negociações, nossas
imposições e nossas críticas ou preferências. Pense, neste sentido,
no que pode resultar do naturalização de uma diferença no
desempenho escolar que pode ser verificada estar entre estudantes de diferentes
etnias, ou de diferentes gêneros; e pense-se também o que pode resultar de uma
naturalização da violência sexual.
A naturalização, assim como a
supernaturalização, pode promover atitudes conservadoras e podem
contribuir para legitimar um status quo, que além de ser indesejável e
injusto, também seria imutável. O dois podem promover uma visão não
secularizada da ordem social. Um consagra-o e o outro declara-o
imóvel. O que acaba resultando em o mesmo. Portanto, tomando como certo
que a sobrenaturalização é uma alternativa definitivamente
excluída, indigna de ser minimamente considerada, no que diz respeito à
naturalização (entendida como biologicamente nunca devemos abandonar uma atitude de
suspeita e estrita vigilância político-epistemológica.
Além disso, na medida em que o natural pode resultar em alguma forma de
legitimação, pensando crítico deve sempre buscar a
desnaturalização do que ele quer impor como inevitável. E desnaturalizar
nada tem a ver com sobrenaturalizar, porque o último, como
acabei de dizer, também implica uma aceitação do que poderia ser
desafiado. Desnaturar é mostrar que o que está lá não se impõe "pelo seu próprio peso", mas que é o resultado de conflitos e
negociações cujos resultados podem ser revisado e alterado.
O pensamento científico, é verdade,
deve sempre se render à evidências empíricas e constrições
conceituais: essa é a primeira lei . Também é verdade que, quando questões
científicas aludem à ordem social, é muito fácil para os fiéis
da balança pesar o suporte empírico e teórico de uma hipótese é
posicionado em um ponto que favorece o quem 'tem o controle': aqueles que se
beneficiam do status quo e que devem renunciar a privilégios se essa ordem
for alterada. Portanto, para neutralizar essa distorção de interesses
extra-teóricos, nesses casos, antes de qualquer esforço para naturalizar o
pensamento social , crítico deve marcar seu rigor e multiplicar suas
dúvidas. Porque, se é verdade que a filosofia de biologia nos mostra que a naturalização
de certos aspectos básicos da nossa sociabilidade, nossa
emotividade e nossos modos de pensar é um imperativo teórico
irrefutável, nem deixa de ser verdade que a história epistemológica das
ciências da vida fala-nos de inumeráveis situações nas quais estas ciências
incorreram em pseudo-naturalizações, nem mesmo fundadas no
conhecimento científico de seu tempo, e que eles só operavam como
justificativas ideológicas para desigualdades e inclusive de atrocidades. A filosofia da
biologia, o mundo do conhecimento Nestas circunstâncias, deve ser capaz
de ajudar as pessoas a evitar erros análogos. Esta tarefa, muito
importante, faz parte da agenda social da filosofia da biologia."
quinta-feira, 24 de janeiro de 2019
Animais não tem esquizofrenia
Animais tem pouca linguagem.
A definição comportamental de esquizofrenia é comportamento inapropriado.
Se há aspectos genéticos no grau de autorestrição que levaria a comportamentos inapropriados... Mas autorestrição num ambiente hostil e pouco saudável? Quer dizer que se adaptar a um ambiente prejudicial é sinal de perfeição genética? Aceitar tudo sem falar nada?
Se o ambiente é injusto e restritivo? Apropriado seria o quê? Resolver tudo sozinho compensando as injustiças sozinho e se restringindo bastante. O que é uma demanda ou exigência ambiental excessiva que outras pessoas "perfeitas" não tem?
Um dos principais problemas nos "transtornos mentais": a exigência ambiental desproporcionalmente difícil devido a limitações das atitudes sociais e do ambiente naquilo de que deveria ter de facilitador e não de dificultador.
Um dos principais problemas nos "transtornos mentais": a exigência ambiental desproporcionalmente difícil devido a limitações das atitudes sociais e do ambiente naquilo de que deveria ter de facilitador e não de dificultador.
Medicalizar é coisa de bom psicólogo
É muito comum o discurso de que medicalizar é coisa de bom psicólogo. Na verdade, a pessoa não entende de psiquiatria crítica, reforma psiquiátrica e saúde mental e delega tudo para o psiquiatra biológico da ABP (Associação Brasileira de Psiquiatria) de olhos fechados e ingenuamente. Também é uma parceria mercadológica muito lucrativa.
A psicologia costuma importar outras áreas de maneira ingênua.
Por acaso, já ouviu falar da ABRASME (Associação Brasileira de Saúde Mental) e da Fiocruz? Acho que não.
Diferença e liberdade
"Quando perdemos o direito de ser diferentes, perdemos o privilégio de ser livres".
https://www.informativo.com.br/dr.-johnson/colunistas/do-empoderamento-da-pessoa-com-deficiencia,291132.jhtml?fbclid=IwAR09H4OjqtUqDRabXbZu3i8uy0Dx6DLysR_dp4TbesAACSG3TMA8LqJRVRM
https://www.informativo.com.br/dr.-johnson/colunistas/do-empoderamento-da-pessoa-com-deficiencia,291132.jhtml?fbclid=IwAR09H4OjqtUqDRabXbZu3i8uy0Dx6DLysR_dp4TbesAACSG3TMA8LqJRVRM
Ficar rico na medicina
Numa palestra na Fiocruz: Há um componente de ideologia liberal na medicina. Não só isso. Há o valor de ficar rico.
terça-feira, 22 de janeiro de 2019
Bens e serviços versus custo de tratamento
Ao invés de investir bastante dinheiro em tratamento psiquiátrico, é muito mais útil investir em outros bens e serviços que levem ao desenvolvimento ou que melhorem a vida. As pessoas não psiquiatrizadas fazem esse tipo de coisa e é por isso que conseguem se sair bem em diferentes áreas.
Debate científico Reforma Psiquiátrica
"Desde o início do debate nacional sobre a nova lei da reforma psiquiátrica, a partir de 1989, instalou-se nos meios profissionais e científicos um importante debate sobre a mudança do modelo assistencial, e mesmo sobre as concepções de loucura, sofrimento mental e métodos terapêuticos.
Este debate ainda é uma das marcas do processo de reforma no Brasil, e está presente nas universidades, nos serviços, nos congressos científicos, na imprensa corporativa (de associações e conselhos profissionais).
No primeiro momento, as associações de familiares juntaram-se ao coro de críticas ao processo de reforma, posição que foi mudando ao longo do tempo, e à medida que os próprios familiares iam sendo chamados a desempenhar o importante papel de “parceiros do tratamento” nos novos ambientes de atendimento: CAPS, ambulatórios, residências terapêuticas, rede básica.
De fato, neste primeiro momento, um dos argumentos principais dos familiares reproduziam a exigência de “cientificidade” da psiquiatria, no pressuposto de que esta estaria presente no modelo anterior mas não nos novos dispositivos de atenção."
Referência:
A Reforma Psiquiátrica no Brasil: sua história e impactos na saúde brasileira. CENAT
domingo, 20 de janeiro de 2019
Status quo e campo psi
Prilleltensky (1989,1990) argumentou que a psicologia como um todo, incluindo a modificação de comportamento, aceitou com excessiva prontidão e promoveu o status quo, ao invés de questionar se o status quo realmente é sempre o melhor para o bem-estar dos seres humanos. Um exemplo, extraído dos primórdios da modificação do comportamento, seria ensinar as crianças, na escola, a permanecerem sentadas quietas em suas carteiras, como se houvesse algum mérito intrínseco em tal comportamento. Talvez a regra precisasse ser modificada e não as crianças. Prilleltensky argumenta que deveríamos estudar como o status quo vem a ser aceito e como podemos redirecionar nossos esforços para modificá-lo, em vez de modificar nossos clientes, quando isso for mais compatível com o bem-estar humano.
Do livro Modificação do comportamento - O que é e como fazer
Abuso de poder
Os cuidadores abusam do poder (acesso a recursos como dinheiro) ao exigir que os filhos compensem seus erros e inadequações. Mas a sociedade toda que simpatiza com a psiquiatria biológica apoia os pais. Não parece sequer admitir que os pais possam ser inadequados pois acredita que quem tem o poder de exigir deve ditar as normas.
Uma sociedade assim naturaliza o poder dos cuidadores e mascara o que há de negativo nesse poder através da psiquiatria biológica.
Uma sociedade assim naturaliza o poder dos cuidadores e mascara o que há de negativo nesse poder através da psiquiatria biológica.
terapia comportamental ou cognitivo-comportamental
"Apesar de o uso de medicamentos ser, às vezes, um tratamento eficaz, muitos estudos demonstram que é mais eficaz utilizá-los em combinação com a terapia comportamental ou a terapia cognitivo-comportamental."
"Na realidade, medicamentos talvez não sejam necessários,quando a terapia comportamental ou a terapia cognitivo-comportamental é utilizada. Como as drogas muitas vezes têm efeitos colaterais indesejados, geralmente é preferível evitar seu uso quando a terapia comportamental ou cognitivo-comportamental for uma alternativa viável."
Do livro Modificação do comportamento - O que é e como fazer
sexta-feira, 18 de janeiro de 2019
Dopamina Páginas amarelas veja
Alguns anos atrás eu li uma entrevista nas páginas amarelas da revista veja em que um psiquiatra afirmava que encontraram níveis altos e baixos de dopamina em pessoas com "esquizofrenia".
Se alguém puder me enviar essa entrevista agradeço.
epopinhakfranco@gmail.com
Se alguém puder me enviar essa entrevista agradeço.
epopinhakfranco@gmail.com
quinta-feira, 17 de janeiro de 2019
Desumanização
A psiquiatria biomédica afirma que transtornos mentais/sofrimento psíquico são expressões biológicas inferiores do ser humano. A partir disso, o passo é pequeno para a desumanização dos pacientes. Chegando até sugerir para um paciente que ele é "desumano" sem nenhum agente produtor disso e nenhum agente passivo que sofre isso. Ignorando o quanto de nervosismos, conflitos e crises decorrem desse tipo de reação ao paciente.
terça-feira, 15 de janeiro de 2019
Tratamento comportamental da esquizofrenia
O tratamento comportamental da esquizofrenia é feito (mas não só isso) aprimorando a precisão dos conceitos do cliente para evitar absurdos lógicos e também evitando fortalecimento acidental de vocalizações inapropriadas através de atenção social a comportamentos inapropriados e focar a atenção social no que a pessoa faz bem para fortalecer esse tipo de repertório.
segunda-feira, 14 de janeiro de 2019
Mãe devoradora

[Os textos foram enxugados]
Mas até que momento da vida cuidar dos filhos é saudável?
Mãe-filho compõem uma das parelhas humanas de mais difícil separação para construção de individualidades, razão pela qual não são todos que conseguem vivê-lo. E não falo aqui de separação só física, com cada um meramente vivendo em um local; digo separação emocional e existencial, cada qual podendo experimentar a própria vida por si.
Algumas mães parecem não querer que seus filhos cresçam, pois isso significa que eles se afastariam dela, não sendo mais “SEUS bebês”.
Como se o filho ainda fosse dependente e não soubesse fazer escolhas. Ela é quem sabe.
Essas mães são chamadas também de devoradoras
Sabotam a possibilidade de autonomia de seus filhos. Casos como estes mostram o quanto certas mulheres, após terem sido mães, não conseguem admitir que seu filho ou filha um dia não mais será delas!
Nesta necessidade louca de proteger, impossibilitam esse filho de avançar como ser humano nas suas potencialidades. “Mãe devoradora” é hoje uma posição perigosa e desastrosa na vida dos filhos, podendo adoecê-lo.
A mãe devoradora, que impede que os filhos cresçam e tomem suas decisões, mesmo que por ora não sejam as mais acertadas, a mãe castradora, que deseja que os filhos sempre sejam eternos bebês, influenciará diretamente na formação da psique dos filhos e provavelmente terá como resultado seres humanos inseguros e pouco preparados para os infortúnios da vida.
Para concluir, devemos nos questionar, como mães, qual o nosso papel na vida de nossos filhos. Nos questionar se ser uma boa mãe é manter o filho preso em um estado regressivo e infantil a vida toda.
São extremamente necessários para o desenvolvimento da personalidade dos filhos e para o processo de individuação deles a independência e a saída do paraíso materno. Quando conseguem isso, são impulsionados para a vida.
Sabe aquele ditado de que não temos filhos para nós, mas, sim, para a vida?
Quando os pais são felizes e exercem outros papéis (profissional, social, sexual etc.), os filhos ganham esses mesmos direitos e a educação não será sinônimo de dívida e sedução, e sim de amor, preparação para a vida e apoio.
É a velha e sábia história que diz que os filhos devem ser criados para o mundo…
https://www.fazeraqui.com.br/o-seu-amor-de-mae-pode-adoecer-seu-filho/
Na França, são vistas como arquétipo de mães que sufocam a individualidade dos filhos com amor, tamanho amor que não deixa espaço para a criatividade e a autonomia.
No Brasil, eu diria que as mães devoradoras são mais do que um arquétipo. Elas são uma constante cultural. Continuam a nos espreitar. Somos seduzidas por elas. Parece tão lindo, tão redentor, tão realizador ser uma mãe que tudo faz pelos filhos, tudo doa, tudo que possa cercá-los e tirá-los o ar! Por ser a outra face da mãe sacrificial, inspirada no arquétipo de Virgem Maria, a mãe devoradora não recebe muitas críticas. Seu poder de sedução é ainda maior. Filhas/os, esperamos que elas sejam sempre muito presentes, disponíveis, que praticamente não tenham vida própria. Mães, resistimos a seus exemplos e ao mesmo tempo nos espelhamos nelas. Elas ocupam um espaço ainda pouco ou nada apropriado pelos homens, e por isso talvez sejam tão requisitadas.
Eu acho que todo amor carrega um pouco de devo(ra)ção. Amar é também desejar ter, possuir, alimentar-se do objeto amado. Como disse Niki: “somos todas mães devoradoras”. A questão está em amar outras coisas, outros mundos, outras pessoas. Senão, produzimos vítimas de nossas próprias carências. Como Niki sentiu-se vítima de algumas mulheres devoradoras, tentou romper com esse ciclo amando de forma desmedida a arte. Até que ela pudesse se reconciliar com a maternidade, imaginou, esculpiu, desenhou várias facetas da mulher maternal, até redescobrir-se uma mãe real que ora flerta com o desejo de tudo controlar ora resiste a ele lançando-se no mundo.
https://maetempo.wordpress.com/2016/02/15/as-maes-devoradoras/
Ler mais:
sábado, 12 de janeiro de 2019
metadiscurso do transtorno mental
Os discursos sobre transtornos mentais ou "doenças mentais" são metadiscursos. Não tratam das descrições dos fatores em si, mas são uma interpretação reducionista equivocada.
Diversionismo
Significado de Diversionismo
substantivo masculino Manobra
usada em reuniões, discussões ou plenários, que consiste em recorrer a
artimanhas, a fim de prejudicar a discussão de um ponto, para evitar sua
aprovação, forçar um adiamento, etc.
[É impossível convencer com argumentos]
Sociedade é complicação
Viver em sociedade é complicado. Muito mais para quem é diferente. Há vários riscos apresentados pelas pessoas "normais". As pessoas "normais" são difíceis. Apenas alguém ingênuo não perceberia isso.
Psiquiatras biológicos não entendem isso.
Psiquiatras biológicos não entendem isso.
sexta-feira, 11 de janeiro de 2019
Neurolépticos e câncer
INVEGA
® (paliperidona)
http://www.anvisa.gov.br/datavisa/fila_bula/frmVisualizarBula.asp?pNuTransacao=8967032015&pIdAnexo=2888794
Carcinogenicidade:
o potencial carcinogênico da paliperidona foi avaliado com base em estudos com a risperidona conduzidos em camundongos e ratos, uma vez que a paliperidona corresponde a um metabólito ativo da risperidona. A risperidona foi administrada em doses de até 10 mg/kg/dia por 18 meses em camundongos e 25 meses em ratos. Houve aumentos estatisticamente significativos de adenomas de hipófise, adenomas de pâncreas endócrino e adenocarcinomas de glândulas mamárias.
Um aumento de tumores mamários, hipofisários e de pâncreas endócrino foi encontrado em roedores após a administração crônica de outros antipsicóticos e é considerado como sendo mediado pelo antagonismo prolongado de dopamina D2
. A relevância desses achados de tumores em roedores é desconhecida, em termos de risco para os seres humanos.
® (paliperidona)
http://www.anvisa.gov.br/datavisa/fila_bula/frmVisualizarBula.asp?pNuTransacao=8967032015&pIdAnexo=2888794
Carcinogenicidade:
o potencial carcinogênico da paliperidona foi avaliado com base em estudos com a risperidona conduzidos em camundongos e ratos, uma vez que a paliperidona corresponde a um metabólito ativo da risperidona. A risperidona foi administrada em doses de até 10 mg/kg/dia por 18 meses em camundongos e 25 meses em ratos. Houve aumentos estatisticamente significativos de adenomas de hipófise, adenomas de pâncreas endócrino e adenocarcinomas de glândulas mamárias.
Um aumento de tumores mamários, hipofisários e de pâncreas endócrino foi encontrado em roedores após a administração crônica de outros antipsicóticos e é considerado como sendo mediado pelo antagonismo prolongado de dopamina D2
. A relevância desses achados de tumores em roedores é desconhecida, em termos de risco para os seres humanos.
Medicina financeira: A ética estilhaçada
Na obra, o pesquisador questiona se, na vida real, o principal objetivo
da medicina contemporânea é de fato o paciente. Para Vianna, este é
substituído pelo médico, pelo hospital, pela ciência, pelo plano de
saúde, pela sociedade, ou, quando muito, pelo ‘cliente consumidor. Todo
esse desvio ocorre em uma atmosfera já marcada pelo impacto do avanço
tecnológico, agora agravado pela financeirização da medicina, com uma
mais profunda e perversa deterioração da relação entre médico e
paciente. O autor analisou como cada um desses componentes tem
prioridade em relação ao paciente no sistema de atenção à saúde.
Provocador, Vianna questiona e até ironiza a prática médica atual.“O
paciente, essa peça fundamental para a existência da medicina, como uma
engrenagem sem a qual todo o sistema não funciona, até porque justifica
toda a existência do próprio sistema – e em seu nome são levantadas
todas as justificativas de resoluções de condutas, principalmente as
mais conflituosas – definitivamente, não funciona nem como motivo
condutor das ações individuais, nem como finalidade global do sistema”,
afirma Vianna.Depois de mais de vinte anos de observação e prática
profissional, o médico se debruçou em pesquisas acadêmicas para examinar
a doença da medicina contemporânea. O diagnóstico a que chegou aponta
para a falta de uma matriz para a já tão enfraquecida ética médica.
https://www.amazon.com.br/Medicina-financeira-Luiz-Vianna-Sobrinho-ebook/dp/B00HVFZQEC
quarta-feira, 9 de janeiro de 2019
Causas dentro do cérebro
A psiquiatria biomédica defende que a causa de tudo o que acontece está dentro do cérebro (internalismo) pois é possível induzir reações manipulando o cérebro.
Mas a ativação cerebral não acontece do nada, ela vem do ambiente. A manipulação do cérebro simula uma estimulação ambiental diretamente introduzida no cérebro. Pois a ativação do cérebro só ocorre a partir do ambiente.
Referência:
The minds of men. Vimeo.
Referência:
The minds of men. Vimeo.
quinta-feira, 3 de janeiro de 2019
Não é fácil ser ético
http://www.ver.pt/nao-e-facil-ser-etico/
"Não porque seja conveniente mas porque é correto." Esqueci do Autor
"Não porque seja conveniente mas porque é correto." Esqueci do Autor
Mais privilégios por menos repertório
Se associar com a psiquiatria biológica confere mais privilégios por menos repertório. Isso vale para profissionais de saúde em geral e para simpatizantes da psiquiatria biológica (da Associação Brasileira de Psiquiatria).
Já ter repertório e habilidades pode tornar as coisas mais difíceis por ter que enfrentar maiorias preguiçosas e privilegiadas.
Por isso a resistência a abrir mão disso. Há tanto a perda de privilégios como a dificuldade de adquirir e reestruturar repertório.
quarta-feira, 2 de janeiro de 2019
Medicalização como simulação
O diagnóstico medicalizante é [como] uma simulação que introduz as condições (biológicas, psicológicas, sociais, econômicas, educacionais, culturais, jurídicas) que fabricam a realidade que busca evitar e responsabiliza as limitações da “doença mental” ou da antipsiquiatria por isso.
Normocentrismo
A partir do modelo social da deficiência:
NÃO É O CORPO QUE NOS DISCAPACITA MAS A SOCIEDADE
"Este olhar desde uma posição de sujeito [com deficiência] (em relação a outros atores sociais) nos permite apontar o desequilíbrio de poder em favor da
instituições e práticas "normocentristas"." (BROGNA, 2005, p.45)
https://www.sertao.ufg.br/up/16/o/Por_uma_abordagem_antropol%C3%B3gica_da_defici%C3%AAncia_pessoa__corpo_e_subjetividade.pdf
NÃO É O CORPO QUE NOS DISCAPACITA MAS A SOCIEDADE
"Este olhar desde uma posição de sujeito [com deficiência] (em relação a outros atores sociais) nos permite apontar o desequilíbrio de poder em favor da
instituições e práticas "normocentristas"." (BROGNA, 2005, p.45)
https://www.sertao.ufg.br/up/16/o/Por_uma_abordagem_antropol%C3%B3gica_da_defici%C3%AAncia_pessoa__corpo_e_subjetividade.pdf
terça-feira, 1 de janeiro de 2019
Habilidades conceituais e sistema dopaminérgico
Quem tem o sistema dopaminérgico normal magicamente cria habilidades intelectuais/conceitais.
Quem não tem habilidades conceituais/intelectuais e tenta abstrair magicamente cria defeito no sistema dopaminérgico.
É um erro lógico chamado raciocínio circular.
Uma definição circular é aquela que assume um entendimento
prévio do termo que está sendo definido. Ao usar o termo que está sendo
usado como parte da definição, uma definição circular não fornece
qualquer informação nova ou útil; ou o público-alvo já conhece o
significado do termo, ou a definição é deficiente ao incluir o termo a
ser definido na própria definição.
Quem não tem habilidades conceituais/intelectuais e tenta abstrair magicamente cria defeito no sistema dopaminérgico.
É um erro lógico chamado raciocínio circular.
Definição circular
Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
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segunda-feira, 31 de dezembro de 2018
O delírio da depressão (livro)
Perigos das Drogas Psiquiátricas compartilhou uma publicação.
Sociedade Internacional para Ética na Psicologia e Psiquiatria - ISEPP
O ano de 2018 termina com uma grande realização da qual muito me orgulho: a tradução para o Português e publicação do livro Delírio da Depressão.
Este livro, do médico irlandês Terry Lynch, demonstra com fatos e provas contundentes como fomos levados a acreditar no mito de que a depressão é um desequilíbrio químico cerebral que necessita de medicamentos para ser corrigido.
Durante muito tempo a sociedade e até a medicina aceitaram essa teoria como verdade.
Meu interesse no livro veio do fato de não saber que as drogas receitadas para depressão vem com um alerta - podem causar ideação suicida - minha filha tomou essas medicações e as consequências foram desastrosas e infelizmente ela tirou a própria vida.
Ficou a pergunta: como podemos chamar de medicamento algo que provoca exatamente aquilo que estamos querendo evitar?
Já foi constatado que os suicídios e homicídios provocados por quem toma medicações psiquiátricas são violentos. A pessoa usa arma de fogo, se atira em baixo de um trem ou de um prédio. Ela entra num transe psicótico e provoca algo que é irreversível. Os atiradores das escolas nos EUA que matam e depois se suicidam praticamente todos haviam passado por tratamentos com drogas psiquiátricas.
O livro demonstra que a crença na falsa teoria da depressão é a causa da exagerada prescrição de drogas psiquiátricas.
Decidi traduzir o livro para que mais pessoas possam estar cientes de que a depressão tem muitas causas mas não é um desequilíbrio de neurotransmissores e não existe pílula da felicidade que a resolva.
O dr. Terry descreve no livro que a prescrição correta para a cura da depressão passa por psicoterapia e o entendimento de traumas e problemas para que a pessoa possa assumir responsabilidade por eles e os medicamentos, se usados, devem ser retirados em pouco tempo.
Assim que esse livro é de extrema importância para quem sofre ou tem algum familiar com depressão, leia e decida por si mesmo.
Lia Beatriz Fleck
Tradutora
Sociedade Internacional para Ética na Psicologia e Psiquiatria - ISEPP
O ano de 2018 termina com uma grande realização da qual muito me orgulho: a tradução para o Português e publicação do livro Delírio da Depressão.
Este livro, do médico irlandês Terry Lynch, demonstra com fatos e provas contundentes como fomos levados a acreditar no mito de que a depressão é um desequilíbrio químico cerebral que necessita de medicamentos para ser corrigido.
Durante muito tempo a sociedade e até a medicina aceitaram essa teoria como verdade.
Meu interesse no livro veio do fato de não saber que as drogas receitadas para depressão vem com um alerta - podem causar ideação suicida - minha filha tomou essas medicações e as consequências foram desastrosas e infelizmente ela tirou a própria vida.
Ficou a pergunta: como podemos chamar de medicamento algo que provoca exatamente aquilo que estamos querendo evitar?
Já foi constatado que os suicídios e homicídios provocados por quem toma medicações psiquiátricas são violentos. A pessoa usa arma de fogo, se atira em baixo de um trem ou de um prédio. Ela entra num transe psicótico e provoca algo que é irreversível. Os atiradores das escolas nos EUA que matam e depois se suicidam praticamente todos haviam passado por tratamentos com drogas psiquiátricas.
O livro demonstra que a crença na falsa teoria da depressão é a causa da exagerada prescrição de drogas psiquiátricas.
Decidi traduzir o livro para que mais pessoas possam estar cientes de que a depressão tem muitas causas mas não é um desequilíbrio de neurotransmissores e não existe pílula da felicidade que a resolva.
O dr. Terry descreve no livro que a prescrição correta para a cura da depressão passa por psicoterapia e o entendimento de traumas e problemas para que a pessoa possa assumir responsabilidade por eles e os medicamentos, se usados, devem ser retirados em pouco tempo.
Assim que esse livro é de extrema importância para quem sofre ou tem algum familiar com depressão, leia e decida por si mesmo.
Lia Beatriz Fleck
Tradutora
Não mais rótulos psiquiátricos
No more psychiatric labels: Why formal psychiatric diagnostic systems should be abolished
https://www.sciencedirect.com/science/article/pii/S169726001400009X
Resumo
Este artigo argumenta que os diagnósticos psiquiátricos não são válidos ou úteis. O uso do diagnóstico psiquiátrico aumenta o estigma, não ajuda nas decisões de tratamento, está associado à piora do prognóstico a longo prazo dos problemas de saúde mental e impõe crenças ocidentais sobre sofrimento mental em outras culturas. Este artigo revisa a base de evidências focando em particular os achados empíricos em relação aos tópicos de: etiologia, validade, confiabilidade, tratamento e desfecho, prognóstico, colonialismo e impacto cultural e de políticas públicas. Esta evidência aponta para quadros baseados em diagnóstico para compreender e intervir em dificuldades de saúde mental, sendo incapaz de melhorar nosso conhecimento científico ou melhorar os resultados na prática clínica e sugere que precisamos nos afastar da confiança em abordagens baseadas em diagnóstico para organizar pesquisa e prestação de serviços. Modelos alternativos baseados em evidências para organizar cuidados de saúde mental eficazes estão disponíveis. Portanto, os sistemas formais de diagnóstico psiquiátrico, como a seção de saúde mental da Classificação Internacional de Doenças Décima Edição (CID-10) e o Manual Estatístico de Diagnóstico, Quinta Edição (DSM 5) devem ser abolidos.
Este artigo argumenta que os diagnósticos psiquiátricos não são válidos ou úteis. O uso do diagnóstico psiquiátrico aumenta o estigma, não ajuda nas decisões de tratamento, está associado à piora do prognóstico a longo prazo dos problemas de saúde mental e impõe crenças ocidentais sobre sofrimento mental em outras culturas. Este artigo revisa a base de evidências focando em particular os achados empíricos em relação aos tópicos de: etiologia, validade, confiabilidade, tratamento e desfecho, prognóstico, colonialismo e impacto cultural e de políticas públicas. Esta evidência aponta para quadros baseados em diagnóstico para compreender e intervir em dificuldades de saúde mental, sendo incapaz de melhorar nosso conhecimento científico ou melhorar os resultados na prática clínica e sugere que precisamos nos afastar da confiança em abordagens baseadas em diagnóstico para organizar pesquisa e prestação de serviços. Modelos alternativos baseados em evidências para organizar cuidados de saúde mental eficazes estão disponíveis. Portanto, os sistemas formais de diagnóstico psiquiátrico, como a seção de saúde mental da Classificação Internacional de Doenças Décima Edição (CID-10) e o Manual Estatístico de Diagnóstico, Quinta Edição (DSM 5) devem ser abolidos.
10 vezes mais difícil (Limitações)
As limitações de outras pessoas torna as coisas 10 vezes mais difíceis. Então o psiquiatra vê como defeituoso quem está numa situação 10 vezes mais difícil de resolver.
É uma das razões por que a saúde mental funciona na Finlândia. As pessoas são bem educadas e a economia é boa.
É uma das razões por que a saúde mental funciona na Finlândia. As pessoas são bem educadas e a economia é boa.
domingo, 30 de dezembro de 2018
Manicômio Bukowski

“Não são grandes coisas que levam um homem ao manicômio.
A morte está à espreita.
Ou o assassinato, incesto, roubo, fogo, inundação.
Não.
É uma contínua série de pequenas tragédias.
É o que leva um triste homem ao manicômio.
Não é pela morte de seu amor…
Mas um cordão que se rompe sem tempo restante.
Com cada cordão rompido
Entre centenas de cordões rompidos
Um homem, uma mulher, uma coisa entra no manicômio.
Então seja cuidadoso quando dobrar a esquina.”
Charles Bukowski
https://celiamoura.wordpress.com/2015/07/03/nao-sao-grandes-coisas-que-levam-um-homem-ao-manicomio/
Charles Bukowski Psiquiatria
Sobre PSIQUIATRIA:
"O que os pacientes psiquiátricos recebem? Eles recebem uma conta.
Eu acho que o problema entre o psiquiatra e o paciente é que o psiquiatra passa pelo livro, enquanto o paciente chega por causa do que a vida fez a ele ou ela. E, embora o livro possa ter algumas ideias, as páginas são sempre as mesmas no livro e cada paciente é um pouco diferente. Existem muito mais problemas individuais do que páginas. Pegue? Há muitas pessoas loucas para fazer isso, dizendo: "dólares por hora, quando este sinal toca, você está acabado." Isso sozinho levará qualquer pessoa quase louca à loucura. Eles apenas começaram a se abrir e se sentir bem, quando o psiquiatra diz: "Enfermeira, faça o próximo compromisso", e eles perderam o controle do preço, que também é anormal. É tudo muito fedorento mundano. O cara está fora para levar sua bunda. Ele não está disposto a curar você. Ele quer o dinheiro dele. Quando a campainha toca, traga a próxima "porca". Agora a sensível "porca" vai perceber quando o sino toca, ele está sendo fodido. Não há limite de tempo para curar a loucura, e não há contas para isso também. A maioria dos psiquiatras que eu vi parece um pouco perto da borda. Mas eles são muito confortáveis ... Eu acho que eles são muito confortáveis. Eu acho que um paciente quer ver um pouco de loucura, não muito. Ahhhh! (entediados) OS PSIQUIATROS SÃO TOTALMENTE INÚTIL! Próxima questão? "
http://desdeelmanicomio.blogspot.com/2010/10/on-psychiatry-charles-bukowski.html
sábado, 29 de dezembro de 2018
Definição comportamental de Esquizofrenia
A definição comportamental de esquizofrenia/psicose é vocalizações ou comportamentos inapropriados. Portanto, inclui qualquer tipo de determinantes e não necessariamente a dopamina (tratar a dopamina é tratar consequências nos comportamentos).
sexta-feira, 28 de dezembro de 2018
Esforço/labor emocional e família
O esforço/labor emocional é exigido dos pacientes psiquiátricos. Já os familiares podem fazer horrores.
Crime e doença mental (erro de lógica)
"Suponhamos, por exemplo, que alguém nos garante que todo comportamento criminoso, ou todo desvio sexual, ou todos os desejos e decisões suicidas, são sintomáticos de doença mental. Hoje em dia é frequente ouvir coisas destas, notadamente por pessoas que são pagas para saber acerca disso. A primeira questão a opor a esses porta-vozes psiquiátricos, antes de começarmos e perguntar-nos se o que está sendo dito é verdade, é: "Que coisa está realmente sendo dita?" Estamos realmente perante uma autêntica afirmação contingente, ou trata-se simplesmente, em última análise, de uma questão de definição e de critérios mais ou menos arbitrariamente escolhidos? Ou seja, o que eles afirmam é que fizeram uma descoberta, talvez a descoberta de que todos os que cometem crimes são também doentes mentais, conformemente a critérios completamente independentes; ou será que eles estão tomando o próprio cometimento de um crime como um critério de doença mental, insistindo, de fato, que um tal comportamento constitui uma condição logicamente suficiente para ser doente mental, e que portanto para eles seria contraditório dizer que alguém está cometendo um crime mas não é doente mental? Em resumo, será que estamos na mesma situação do tempo em que o suicídio ainda era considerado crime pelas leis inglesas, e os júris, sem examinarem qualquer evidência psiquiátrica tecnicamente especializada, regularmente concluíam pelo veredito "Suicídio, durante perturbação do equilíbrio mental"?"
pág. 38
Livro: Pensar direito. Autor: Antony Flew.
Lógica: provas e refutações
"Mas quando se testa uma hipótese e se constata que
umas de suas consequências de fato se verifica, mesmo assim não fica
demonstrado que a hipótese é verdadeira. Pag. 24
Há
uma assimetria da verificação e da falsificação (refutação). Basta um
único contraexemplo genuíno para refutar qualquer dessas proposições.
Mas por maior que seja o número de exemplos confirmatórios que se possa
apresentar, é impossível [confirmar] qualquer delas de maneira
correspondentemente decisiva e final. Foi essa observação lógica que
levou Francis Bacon a fazer sua tão citada afirmação de que é " maior a
força do caso negativo". Pag. 24
"Toda
proposição universal pode ser decisivamente falsificada (refutada), e
sua contraditória verificada de modo igualmente decisivo, pela
apresentação de um único contraexemplo autêntico." (pág. 34)
Livro: Pensar direito. Autor: Antony Flew.
Logo, não importa quantas vezes a pessoa não conseguiu retirar a droga psicoativa ainda não fica provado de maneira decisiva e final que é necessária para a vida toda.
Frase Kennedy Vitória e Fracasso
“A vitória tem mais de uma centena de pais – a derrota, por outro lado, essa é sempre órfã.”
https://robinsonfarinazzo.com.br/jfk-100-anos-em-10-frases/
https://robinsonfarinazzo.com.br/jfk-100-anos-em-10-frases/
Ir à lua (kennedy)
"Escolhemos
ir à Lua nesta década e fazer
outras coisas, não porque isso
seja fácil, mas porque é difícil,
porque este objetivo servirá
para organizar e medir o melhor das nossas energias e habilidades, porque o desafio é
um dos que estamos dispostos a aceitar".
terça-feira, 25 de dezembro de 2018
Deficiência psicossocial e atitudes sociais
A deficiência psicossocial é uma deficiência da atitudes da sociedade.
domingo, 23 de dezembro de 2018
fatores socioeconômicos e campo psi
"Também se argumentou que pode ser problemático enfocar os recursos e forças psicológicas ou comunitárias e o capital social, pois isso pode mascarar o foco em fatores socioeconômicos, que são causas fundamentais de sofrimento (Friedli, 2016; Rogers and Pilgrim, 2010). Knifton, 2015). De fato, Friedli argumenta: “Escolher a psicanálise sobre a análise econômica tem sérias consequências sobre como a saúde pública explica e responde a questões de justiça social” (Friedli, 2016, p. 216, ênfase original). Esse argumento pode ser particularmente relevante para a saúde mental, onde as conceituações psicológicas podem predominar. Dentro de uma estrutura política neoliberal, existe o perigo de endossar conceitualizações individualistas de problemas sociais e econômicos complexos, onde o modelo biomédico predominante freqüentemente resultou em uma negligência sistemática do impacto das barreiras sociais e estruturais experimentadas por pessoas com problemas de saúde mental (Bayetti et al., 2016; Friedli, 2016). Assim, enquanto a relevância dos fatores psicossociais é reconhecida, é importante aumentar a relevância das desigualdades sociais e econômicas que geram desigualdades em saúde mental em nível populacional."
https://www.nature.com/articles/s41599-018-0063-2
privação e injustiça social
'levels of mental distress among communities need to be understood less in terms of individual pathology and more as a response to relative deprivation and social injustice' (Friedli, 2009, p.III)
“os níveis de sofrimento mental entre as comunidades precisam ser menos compreendidos em termos de patologia individual e mais como uma resposta à privação relativa e à injustiça social” (Friedli, 2009, p.III).
https://www.nature.com/articles/s41599-018-0063-2
“os níveis de sofrimento mental entre as comunidades precisam ser menos compreendidos em termos de patologia individual e mais como uma resposta à privação relativa e à injustiça social” (Friedli, 2009, p.III).
https://www.nature.com/articles/s41599-018-0063-2
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