Pacientes produtores ativos de saúde (prosumo)

Essa avalanche de informações e conhecimento relacionada à saúde e despejada todos os dias sobre os indivíduos sem a menor cerimônia varia muito em termos de objetividade e credibilidade. Porém, é preciso admitir que ela consegue atrair cada vez mais a atenção pública para assuntos de saúde - e muda o relacionamento tradicional entre médicos e pacientes, encorajando os últimos a exercer uma atitude mais participativa na relação. Ironicamente, enquanto os pacientes conquistam mais acesso às informações sobre saúde, os médicos têm cada vez menos tempo para estudar as últimas descobertas científicas ou para ler publicações da área - on-line ou não -, e mesmo para se comunicar adequadamente com especialistas de áreas relevantes e/ou com os próprios pacientes. Além disso, enquanto os médicos precisam dominar conhecimentos sobre as diferentes condições de saúde de um grande número de pacientes cujos rostos eles mal conseguem lembrar, um paciente instruído, com acesso à internet, pode, na verdade, ter lido uma pesquisa mais recente do que o médico sobre sua doença específica. Os pacientes chegam ao consultório com paginas impressas contendo o material que pesquisaram na internet, fotocópias de artigos da Physician's Desk Reference, ou recorte de outras revistas e anuários médicos. Eles fazem perguntas e não ficam mais reverenciando a figura do médico, com seu imaculado avental branco. Aqui as mudanças no relacionamento com os fundamentos profundos do tempo e conhecimento alteraram completamente a realidade médica. Livro: Riqueza Revolucionária - O significado da riqueza no futuro

Aviso!

Aviso! A maioria das drogas psiquiátricas pode causar reações de abstinência, incluindo reações emocionais e físicas com risco de vida. Portanto, não é apenas perigoso iniciar drogas psiquiátricas, também pode ser perigoso pará-las. Retirada de drogas psiquiátricas deve ser feita cuidadosamente sob supervisão clínica experiente. [Se possível] Os métodos para retirar-se com segurança das drogas psiquiátricas são discutidos no livro do Dr. Breggin: A abstinência de drogas psiquiátricas: um guia para prescritores, terapeutas, pacientes e suas famílias. Observação: Esse site pode aumentar bastante as chances do seu psiquiatra biológico piorar o seu prognóstico, sua família recorrer a internação psiquiátrica e serem prescritas injeções de depósito (duração maior). É mais indicado descontinuar drogas psicoativas com apoio da família e psiquiatra biológico ou pelo menos consentir a ingestão de cápsulas para não aumentar o custo do tratamento desnecessariamente. Observação 2: Esse blogue pode alimentar esperanças de que os familiares ou psiquiatras biológicos podem mudar e começar a ouvir os pacientes e se relacionarem de igual para igual e racionalmente. A mudança de familiares e psiquiatras biológicos é uma tarefa ingrata e provavelmente impossível. https://breggin.com/the-reform-work-of-peter-gotzsche-md/

sábado, 27 de abril de 2019

Paranóia (Skinner)

O paranóico é um especialista em extrair regras [descrições] de contingências deficientes [situações pouco claras ou difíceis). (Skinner em Contingências de reforço, 1969)

quinta-feira, 25 de abril de 2019

psicofobia

O preconceito contra o sofrimento psicológico tem origem principalmente na concepção biomédica de organismo inferior (defeituoso). Mas pode ser praticamente erradicado se a pessoa agir de maneira socialmente apropriada ou pelo menos habilidosa. Nem sempre ser valorizado por todos é possível.

sexta-feira, 19 de abril de 2019

Medicina mágica [ironia]

Psiquiatria é uma área mágica. Todo mundo deve confiar e não pode entender do assunto.

A pessoa toma uma droga psicoativa e todos os conflitos familiares somem como mágica.

quarta-feira, 17 de abril de 2019

Saliência de eventos

Na economia comportamental a saliência maior de alguns eventos faz errar a avaliação de riscos e probabilidades.

Se os danos das drogas psicoativas são menos salientes do que uma eventual exaltação momentânea ou episódica de um paciente, as pessoas ficam mais preocupadas com uma exaltação do que danos das drogas psicoativas que podem ser desastrosos também mas parecem seguros por não ocasionarem eventos tão salientes na maioria dos casos.


terça-feira, 16 de abril de 2019

Queixa principal e história de vida (Medicina)

"Kanner nos instruiu, como estudantes de medicina, a nunca prescrever algo para a queixa principal sem conhecer bem o paciente e saber com segurança o que na verdade o perturba. O médico devotado à arte de curar não podia nem devia focar sua atenção exclusivamente na queixa principal, nem mesmo num órgão doente. Para que fôssemos capazes de ajudar os doentes, era necessário expor os aspectos da vida que mais estresse produzissem. Lamentavelmente, alguns médicos tratam da queixa principal. Mas concluiu o professor, esse método não é aconselhável.

Ouvi frequentemente pacientes que descrevem um mal-estar que produz dor, mas, depois de levantar minuciosamente toda a sua história médica, descobria um difícil problema social ou familiar que nada tinha a ver com sua queixa principal. "Doutor, na verdade, não vale a pena incomodar-se com isso." Muitas vezes encontrei-me a braços com problemas domésticos, de trabalho, questões psicológicas, assuntos de família e até problemas globais. Os problemas mais críticos são invariavelmente os de relações familiares conturbadas. Uma vez identificado o problema, é comum que o medicamento eficaz conste de palavras, em vez de drogas. Estou persuadido de que a maioria das receitas, cuja finalidade é aliviar queixas principais, é em grande parte irrelevante. Talvez seja por isso que tantos preparados receitados se demonstram inócuos, o que, sem dúvida, é fator de peso na elevação dos custos. O indivíduo com problema não resolvido continua buscando a solução e sai à cata de formulações. Além disso, muitos remédios prescritos para queixas principais podem causar efeitos colaterais nocivos. Desesperados, os pacientes acedem em submeter-se a procedimentos invasivos.

Em geral os médicos se concentram na queixa principal porque as escolas de medicina não lhes ensinam a arte de ouvir. Embora se dê ênfase à história médica, na verdade nem ensinam sua obtenção nem sua compilação. Entre os médicos circula um cínico aforismo: "Se tudo o mais falhar, fale com o paciente". Outro fator que concorre para essa situação é que a investigação que vai além da queixa principal leva tempo, e tempo é dinheiro. Acresce também que a história médica proporciona dados um tanto vagos, ao passo que os médicos querem fatos comprovados. Todavia, a tendência de recorrer à tecnologia não é fruto exclusivo da fome de certeza. A meu ver, o outro fator é ser a tecnologia encarada como legítimo substituto do tempo. 

Limitar a obtenção da história médica à queixa principal amiúde inicia um vão processo de pesquisa de tópicos irrelevantes que, na melhor das hipóteses, são apenas tangenciais em relação ao problema maior."

Dr. Bernard Lown - A arte perdida de curar. 
A queixa principal (p.30-32.)

Comentário: Enquanto a medicina física bem praticada considera o contexto da história de vida, os psiquiatras biológicos a desconsideram para imitar a medicina física e se legitimar como ciência. A psiquiatria biológica está imitando medicina ruim.

sexta-feira, 12 de abril de 2019

Igual e diferente (ironia)

É tudo muito simples:
Igual é saudável (mesmo que seja limitado é mais fácil de entender)
Diferente é doentio (porque é mais difícil de entender e a maioria é sempre melhor)

Neurolépticos e produtividade

Fato: Ficar sedado de neurolépticos atrapalha a disposição para se esforçar e ser produtivo. [O fato não precisa nem de explicação posterior]

Suposição: Há um transtorno, que a natureza é um desequilíbrio químico, que é corrigido por drogas psicoativas e isso torna as pessoas mais produtivas do que seriam devido ao transtorno. Os efeitos dos neurolépticos são confundidos com efeitos do transtorno. [Nota-se que há diversas suposições ou hipóteses prévias como fundamento].

[O fato contradiz as suposições. Isso é refutação. Se as pessoas diagnosticadas e que tomam neuroléptico não se tornarem produtivas a última consequência retroage sobre as afirmações anteriores. Mas os psiquiatras biológicos protegem seu modelo afirmando que quem se torna produtivo sem neurolépticos era saudável ou atribuindo a dificuldade de ser produtivo ao transtorno]

Modus tollens (negação do consequente ou prova indireta pela consequência)

Se P, então Q.
Q é falso.
Logo, P é falso.

segunda-feira, 8 de abril de 2019

Testes psicológicos (Skinner)


"As entidades internas, das quais se diz ser o comportamento sinal ou sintoma, incluem os traços, habilidades, atitudes, faculdades, e assim por diante, para os quais foram planejadas várias técnicas de mensuração psicológica. Mas mesmo as técnicas estatísticas mais impecáveis e as definições mais cuidadosamente operacionais não mudarão o fato de que os “testes” dos quais se obtêm os dados são espaços experimentais muito frouxamente controlados e que os “escores” tomados como medidas têm algo das características arbitrárias acima mencionadas.

As variáveis controláveis também estão ausentes quando prevemos o comportamento a partir de outro comportamento. Os testes usados em medições mentais evocam amostras de comportamento das quais se podem prever características de comportamento semelhante, geralmente em escala maior — mas só porque a amostra e o comportamento previsto são funções das mesmas variáveis, usualmente não identificadas. Os traços ou fatores extraídos de muitos resultados de testes parecem ter o status de variáveis independentes, mas não podem ser manipulados como tais."

Do livro Contingências do reforço. Skinner.

Dose baixa e desmame

Segundo a lógica de um psiquiatra real, 2mg de risperidona é suficiente para com certeza ficar sem medicação posteriormente.
O invega sustenna é risperidona pré-processado para o músculo.
Então a injeção invega sustenna de 50mg, equivalente a 1,6mg por dia (dose mensal dividido por 30 dias), seria um teste no meio termo entre tirar tudo e tomar 100mg.

Isto é, se for possível ficar estável com a injeção de 50mg é sinal de que é possível ficar sem com certeza.

Mas com 75mg também seria possível pois é equivalente a 2,5mg. A diferença entre 2mg e 2,5mg é pouco significativa.

O risco é baixo pois caso não dê certo é só aumentar a dose.

Habilidades e situações hostis

É preciso muita habilidade para lidar com situações hostis e defeitos dos outros. 

Eu amo meu diagnóstico

https://translate.google.com/translate?sl=auto&tl=pt&u=https%3A%2F%2Fwww.madinamerica.com%2F2019%2F04%2Fbenefits-mental-illness%2F

https://www.madinamerica.com/2019/04/benefits-mental-illness/

Ao indagar mais, aprendi que ele estava extremamente satisfeito ao descobrir que há agora uma explicação para o senso de disfunção pessoal (suas palavras) que ele diz ter vivido toda a sua vida. Ele usava seu novo diagnóstico como um distintivo brilhante - como se tivesse acabado de se juntar a um clube exclusivo e de elite.

Tudo o que eu digo é impulsionado por uma posição profunda para os mentalmente diagnosticados. Estou defendendo a possibilidade de um nível profundo de empoderamento e uma vida plena e rica para aqueles que foram diagnosticados como doentes mentais.

Ao declarar alguém mentalmente doente, o clínico cria instantaneamente um novo paciente. Isso pode resultar em um arranjo de longo prazo, e para o clínico, uma fonte de gratificação pessoal e renda. O clínico se sente bem em “ajudar” uma pessoa doente e é pago por ela também.
Este conflito de interesse inerente de forma alguma sugere que a indústria da saúde mental é simplesmente auto-serviço ou carente de cuidados e preocupações genuínas para os pacientes. No entanto, isso implica que uma redefinição de doença mental ameaçaria o núcleo da indústria. Isso é praticamente inegável.
Há pouco ou nenhum incentivo para discutir ou mesmo examinar a possibilidade de redefinir a doença mental. Como um psiquiatra generosamente pago, por exemplo, por que eu iria querer ameaçar meu sustento? Talvez uma pergunta melhor seja: por que abandonei meu sustento? Porque a verdade é que eu fiz.
Além dos “benefícios” para o paciente e para o clínico, há outra parte (partes, na verdade) envolvida na equação que torna a reavaliação da doença mental aparentemente impossível. Especificamente, os fornecedores das substâncias comercializadas para tratar os sintomas.
As empresas farmacêuticas não apenas investem profundamente no modelo atual (o que chamo de diagnosticar-drogar-desconsiderar), mas há algo inerente à própria medicação que parece validar a narrativa da doença mental. Especificamente, é minha opinião polêmica que os tratamentos de primeira linha usados ​​atualmente para os doentes mentais, ou seja, medicamentos psicotrópicos, podem realmente perpetuar de forma confiável ou mesmo causar os sintomas que eles são comercializados para tratar .

Aqui estão algumas áreas em que eu vi aqueles carregando um diagnóstico de doença mental como uma vantagem, e proporcionando uma sensação de alívio:
  1. Nas áreas da vida para as quais sua doença os afeta, os pacientes podem ser menos responsáveis. Se eles se apresentam como ineficazes, improdutivos, mesquinhos, cansados, irritados, desesperados ou desesperados, eles não precisam mais assumir inteira responsabilidade por suas ações. Certamente, não são todos "eles" - sua doença mental pode suportar algumas, senão todas, as responsabilidades por seu comportamento.
  1. Os pacientes com doenças mentais não precisam se enfrentar de maneira tão direta quando fracassam nos relacionamentos - no trabalho ou em casa - como resultado de como agiram ou do que disseram. Mais uma vez, dada a sua doença mental, certamente outros devem fornecer alguma graça adicional ou margem de manobra para que desempenhem menos que o ideal nessas áreas críticas da vida.
  1. Os pacientes não precisam mais se submeter ao negócio emocionalmente arriscado de avaliar e alterar suas vidas em áreas onde se sentem fracos ou deficientes. Podem, em vez disso, recorrer à sua doença como sendo causativa, ou pelo menos contribuindo de forma apreciável para as suas falhas. (E certamente ninguém se atreveria a desafiar essa noção. Afinal, eles estão "doentes".)
  1. Os pacientes têm a oportunidade de permanecer chateados, deprimidos, ansiosos e / ou ineficazes como base. Não há necessidade de considerar alternativas. Novamente, uma vez clinicamente diagnosticado, há um limite para o que os outros podem razoavelmente esperar.

domingo, 7 de abril de 2019

Acaso tirano (Skinner)


"Recusar-se a fazer qualquer uma dessas tarefas equivale a deixar ao acaso as mudanças em nossa cultura, e o acaso é o verdadeiro tirano a se temer. Os arranjos adventícios das variáveis tanto genéticas quanto ambientais levaram o homem à sua atual posição, e são responsáveis tanto por seus erros quanto por suas virtudes. O próprio mau uso do controle pessoal, ao qual objetamos tão violentamente, é o produto de acidentes que tomaram os fracos dominados pelos fortes, os tolos pelos espertos, os bem-intencionados pelos egoístas. Podemos chegar a um resultado melhor do que esse.
Ao aceitarmos o fato de que o comportamento humano é controlado — por coisas, se não pelos homens — demos um grande passo adiante, pois pudemos então parar de evitar o controle e começar a buscar formas mais efetivas."

Skinner. Contingências do reforço.

Autocontrole gigantesco (Skinner)


"A noção de mérito pessoal é incompatível com a hipótese de que o comportamento humano seja totalmente determinado pelas forças genéticas e ambientais. Por vezes diz-se que tal hipótese implica o fato de o homem ser uma vítima desamparada, mas não devemos desdenhar a extensão na qual ele controla as coisas que o controlam. Ele está engajado num gigantesco exercício de autocontrole, por meio do qual chegou a realizar cada vez mais do seu potencial genético."

Skinner. Contingências do reforço.

Gostar de contribuir para sociedade (Skinner)


"As contingências de reforço que maximizam os ganhos líquidos precisam ser muito mais eficientes. Pode-se usar os reforços condicionados para preencher o intervalo entre o comportamento e suas conseqüências mais remotas, e pode-se arranjar reforços suplementares até que os reforços remotos possam ser postos em ação. Um aspecto importante é que contingências eficientes precisam ser programadas — isto é, são eficientes só quando a pessoa passou por uma série de contingências intermediárias. Os que alcançam as contingências terminais serão produtivos, criativos e felizes — em uma palavra, eficientes ao máximo. O forasteiro confrontado pela primeira vez com as contingências terminais poderá não gostar delas e nem ser capaz de se imaginar gostando delas.

O homem que insiste em julgar uma cultura em termos de gostar ou não gostar
dela é o verdadeiro imoralista. Do mesmo modo por que se recusa a seguir as regras planejadas para maximizar seu próprio ganho líquido por estarem elas em conflito com sua gratificação imediata, assim também rejeita as contingências que fortalecem o grupo porque estão em conflito com seus “direitos de indivíduo”. Coloca-se a si próprio como padrão da natureza humana, sugerindo ou supondo que a cultura que o produziu é a única cultura boa ou natural. Quer o mundo que ele quer e se recusa a perguntar-se por que quer que seja assim. É tão completamente produto de sua própria cultura que teme a influência de qualquer outra. É como a criança que diz: ‘ ‘Fico contente de não gostar de brócolis, porque se eu gostasse, teria de comer bastante brócolis, e detesto brócolis’’.

Skinner. Contingências do reforço.

ermitãos, vagabundos ou hippies (skinner)


"A boa vida que Huxley retratou (com desprezo, naturalmente) era sentida como boa. Não foi acidental ter incluído uma forma de arte chamada feelies (to feel = sentir) e drogas que produziam ou mudavam os sentimentos.

As boas coisas da vida têm, entretanto, outros efeitos. Um deles é a satisfação das necessidades, no sentido simples de alívio do desconforto. Algumas vezes comemos para escapar das cãibras de fome e tomamos comprimidos para aliviar a dor, e por compaixão alimentamos os famintos e curamos os doentes. Para tais propósitos planejamos uma cultura que dê a cada qual “ de acordo com suas necessidades”. Mas a satisfação é um objetivo limitado; não ficamos necessariamente felizes por termos tudo quanto queremos. A palavra sated (saciado) tem relação com a palavra sad (triste). A simples abundância, quer numa sociedade afluente, quer num clima benévolo, quer num Estado paternalista, não é o suficiente. Quando as pessoas recebem de acordo com as suas necessidades independentemente do que fizerem, permanecem inativas. A vida abundante é uma terra de montanha-de-doce ou o País de Cocanha. É a Schlaraffenland a terra dos preguiçosos — de Hans Sachs, e o ócio é o único objetivo dos que estiveram compulsivamente ou ansiosamente ocupados.
O céu é comumente descrito pela lista das coisas boas que nele se encontram, mas ninguém ainda planejou um céu de fato interessante, seguindo esse princípio. O importante quanto às coisas boas da vida é o que as pessoas estão fazendo quando as obtêm.

As contingências de seguir as regras são freqüentemente mal planejadas e os membros da cultura dificilmente levam em conta as conseqüências líquidas. Ao contrário, resistem a essa espécie de controle. Recusam-se a fazer o que se lhes pede e abandonam a cultura — como ermitãos, vagabundos ou hippies — ou permanecem nela contestando seus princípios."

Skinner. Contingências do reforço.

Tranquilizantes (Skinner)

"Parafraseando La Rochefoucauld, podemos dizer que não atribuímos mérito a um homem tranqüilo se suas inclinações agressivas tiverem sido suprimidas por um tranqüilizante. Uma dificuldade prática no momento é que medidas desse tipo não são específicas e provavelmente debilitam os efeitos reforçadores desejáveis. "

Skinner. Contingências do reforço.

Prazeres e preguiça (Skinner)


5) si.ba.rí.ti.co

adjetivo.

que é dado à indolência, ao luxo e aos prazeres físicos
"Não é difícil promover a solução sibarítica. Os homens aderem prontamente a um estilo de vida em que os reforços primários são abundantes, simplesmente porque aderir é uma forma de comportamento suscetível de reforço. Em tal mundo podemos mais efetivamente perseguir a felicidade (ou, para usar uma expressão menos frívola, realizar a nossa natureza), e essa busca é facilmente racionalizada: “Nada é suficientemente bom para o homem senão a melhor, a mais rica e a mais plena experiência possível” . Dessa forma, porém, a busca da felicidade é ou perigosamente irresponsável ou deliberadamente não-produtiva e desperdiçada. A saciação pode liberar o homem para o comportamento produtivo, mas numa condição relativamente improdutiva."

Skinner. Contingências do reforço.

terça-feira, 2 de abril de 2019

ambiente perturbador

Comportamentos perturbados são causados por contingências de reforçamento perturbadoras, não por sentimentos ou estados da mente perturbadores, e nós podemos corrigir a perturbação corrigindo as contingências.
Skinner. No artigo O lado operante da teoria comportamental

domingo, 31 de março de 2019

Conformismo e pensamento normal

Uma parte importante do pensamento normal é usar a aceitação social como único critério para validação de pensamentos. Isto é, sem nenhuma noção da necessidade de uso autônomo do entendimento.

Em outras palavras, a pessoa normal pouco pensa, apenas se ajusta e se conforma.

sábado, 30 de março de 2019

Tradições culturais

Uma das razões de alguém ser considerado doente pode ser o não seguimento de tradições culturais naturalizadas na sociedade. O que nossa sociedade considera doentio por ter sido comum e normalizado em outros períodos históricos ou outras culturas exóticas. 

A sede diagnóstica dos campos psi se origina do interesse em moldar, formatar e normalizar membros de nossa cultura. Não é um diagnóstico psiquiátrico conceitual (e não biológico) que pode distinguir o que é patologia biológica/disfunção e o que é estranhamento cultural com um membro "mal preparado" para viver em nossa sociedade.

Como alguém considerado doente mental pela cultura pode ser produtivo, incluído socialmente e valorizado se foi mal preparado para participar da cultura e a psiquiatria biológica apenas piora a situação (da preparação cultural necessária) ao considerar essa pessoa incapaz e defeituosa como característica permanente e interna?

Observação: quem é diferente do esperado precisa de preparação cultural adicional e compensatória. Portanto, talvez a preparação cultural ruim seja das pessoas rotuladas "normais".

Incentivos perniciosos

Se há problemas é possível ou provável que estejam ocorrendo incentivos perniciosos a pessoas da família ou o próprio "paciente". Por exemplo, se um "paciente" reclama de algumas situações que considera injustas a avaliação é que a saúde dele (ou do organismo dele) piorou. O ambiente injusto, hostil ou com incentivos perniciosos não é considerado. 

As outras áreas da medicina não culpam o organismo por ter adoecido (a causa é externa como um vírus ou bactéria). Na psiquiatria biológica, o organismo que é frágil. O que é uma lógica meio estranha mesmo dentro da lógica médica.

quarta-feira, 27 de março de 2019

Largar drogas psicoativas e descontrole

A atitude de fugir ao controle do esperado socialmente acontece antecipadamente ao suposto efeito negativo de largar as drogas psicoativas/medicamentos. Largar drogas psicoativas por si só não leva ao "descontrole". O máximo que o medicamento faz é deixar mais passivo.

terça-feira, 26 de março de 2019

Psiquiatria cosmética

Psiquiatria cosmética é, por exemplo, tomar antidepressivos para ficar melhor do que bem. Segundo Roberto Banaco os psiquiatras diziam que os clientes estavam melhor do que bem mas os clientes diziam que não estavam satisfeitos com o tratamento. Um dos critérios de qualidade de um tratamento é satisfação do cliente.

Referência: Episódio 2 no canal do youtube da RedeTAC

segunda-feira, 25 de março de 2019

Doenças do século 21 Netflix

A série doenças do século 21 na netflix parece ser toda voltada a doenças de natureza cultural criadas a partir das terapias alternativas.
Síndrome de munchausen autoinflingida.
Não necessariamente está excluída alguma causa biológica mas o principal parece ser contingências de reforçamento.

sexta-feira, 22 de março de 2019

Poder e mudanças sociais

Skinner afirmou em um texto que as pessoas sem poder são as melhores para efetuar mudanças sociais. E dá para ver mesmo a estereotipia dos discursos das pessoas com poder e que podem se sentir ameaçadas com mudanças sociais.

segunda-feira, 18 de março de 2019

Áreas de conhecimento indiretas

É possível que áreas de conhecimento formulem conceitos ou leituras de maneira indireta para fatos que em em outras áreas são explicadas de maneira direta. 

A psiquiatria biológica por exemplo faz leituras em englobam vastos conjuntos de variáveis de outras áreas.

A psicologia lida com o resultado das variáveis de outras áreas de conhecimento. Por isso, pode fazer leituras indiretas ou a importação de áreas de conhecimento sem consideração de controvérsias entre áreas. A importação de áreas pela psicologia é feita de maneira ingênua e acrítica.

Jornalistas e a psiquiatria biológica

Jornalistas quase sempre chamam psiquiatras biológicos para entrevistas. O que está implícito nessa exposição midiática é o discurso de que a psiquiatria biológica é uma área de conhecimento de qualidade excepcional (o que não é verdade). Os psiquiatras biológicos também são os mais taxativos e que forjam certezas e resultados conclusivos (o que os jornalistas gostam).

A explicação para a exposição midiática da psiquiatria biológica é que nela está a maior parte do dinheiro. A exposição midiática faz parte do esforço de inculcar o raciocínio psiquiátrico em toda a sociedade.

Crime e Civilização

Psiquiatras na Band sem noção nenhuma de processo civilizatório, antropologia e história. Antigamente (a séculos atrás) as sociedades eram bárbaras. Assim como sociedades com conceitos diferentes usam a violência que nossa sociedade consideraria arbitrária. Nem por isso se atribuía defeitos biológicos. O fracasso em civilizar os novos membros das sociedades passa em branco. Medicar não civiliza ninguém.

A diferença entre uso legítimo e uso arbitrário da violência é meramente cultural. O uso da violência não é algo alheio à natureza humana. Existe o gosto por destruir inimigos. Se impõe uma leitura biológica das culturas minoritárias como sinal de defeito biológico. Como se não pudessem existir diferenças e culturas minoritárias ou como se pensa que isso nem existe nem se pode lidar com isso. Uma prática social por mais diferente ou aparentemente arbitrária que seja ainda é uma prática social.

terça-feira, 12 de março de 2019

The Minds of Men (Grátis)

The Minds of Men | Official Documentary by Aaron & Melissa Dykes


Documentário Grátis - Projeto MKultra - segredos da CIA

Experimentos antiéticos.

Legenda automática youtube

segunda-feira, 11 de março de 2019

O orgulho médico e o google


GENTE, LEIAM O TEXTO, TÁ?
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Do @DrJoseNeto, no Instagram:
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"Reflexão do dia
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Recebi essa foto há alguns dias em um grupo de WhatsApp e isso acabou me gerando uma reflexão.
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Vai me dizer que você não usa o Google quando tem algum problema?
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Parece que muitos profissionais de saúde ainda não perceberam que um diploma não é o suficiente em termos de formação e nem a falta dele impede que muitos leigos, com toda a facilidade para informação, consigam obtê-las das mais variadas fontes e trazê-las para a mesa do debate.
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Descer do altar e assumir o papel de tutores, e não de Deuses do Olimpo, é indispensável para uma boa prática clínica temperada pelos princípios da decisão compartilhada.
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Alguns parecem se sentir ameaçados e desrespeitados com esse tipo de postura questionadora dos pacientes e acabam assumindo uma postura defensiva com lastro em autoridade e medo.
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Cara pálida, é a vida DELE ou de um ente querido que está em jogo! Tire essa máscara da soberba. Respeito é conquistado e não exigido.
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#drjoseneto #reflexaododia #saude #saudebaseadaemevidencias #SBE#medicinabaseadaemevidências #MBE #decisãocompartilhada"
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Publicação Original: https://www.instagram.com/p/BuuDaNYhLtM/
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Um comentário que merece atenção:
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"felipe_tuono
@drjoseneto o profissional tem q ser muito ruim pra ter medo do Google..."

sábado, 9 de março de 2019

quinta-feira, 7 de março de 2019

Antidepressivo em spray e dependência

https://videos.bol.uol.com.br/video/antidepressivo-em-spray-tem-alto-risco-de-dependencia-04024C9A3460C8B16326

Antidepressivo em spray tem alto risco de dependência

Spray antidepressivo

É a mágica biomédica que as pessoas sonham. Como por exemplo emagrecer e manter o peso comendo bastante. Um produto cobiçado.

Já usado como droga ilegal e com alto risco de dependência.

Vai ser usado para mascarar a ineficácia dos antidepressivos baseados em serotonina (quadros depressivos resistentes a tratamento).

Existem boas razões para a pessoa estar sofrendo. Como perda de saúde e uma vida ruim.

Basta um barato do anestésico sem precisar melhorar de saúde.

Será que vão dizer agora que a depressão está relacionada com alteração no glutamato assim como dizem que era alteração da serotonina?

Isso é um barato artificial. Pelo menos que assumam que medicamentos psiquiátricos são drogas psicoativas e não ajuste do desequilíbrio químico.

É mesma coisa que dizer que depressão é falta de cocaína ou de maconha.

OVNIs e contrainteligência

A inteligência dos Estados Unidos (CIA?) pagou pessoas que acreditam em extraterrestres para disseminar a crença de que os Estados Unidos escondiam informações sobre objetos voadores não identificados (OVNIs) num esforço de dispersão da população sobre questões reais.

Está no documantário Hypernormalization da BBC.

Psicologia eletrônica


ELIZA foi o primeiro software para simulação de diálogos, os chamados "robôs de conversação".

A principal implementação do programa mostra a simulação da conversa entre um paciente e seu psicólogo, na qual o usuário é o paciente e o software o psicólogo! Na época, até mesmo alguns acadêmicos acreditaram que o sistema poderia influenciar positivamente a vida de pessoas que sofrem com problemas psicológicos, sendo capaz de complementar o tratamento dos pacientes.

O programa imitava a conversação do Humanismo de Carl Rogers.

quarta-feira, 6 de março de 2019

Doença grave

Quando coquetéis de drogas psicoativas não funcionam para resolver a vida de um paciente os psiquiatras dizem à família que essa pessoa tem um "quadro" grave ou gravíssimo. Responsabilizando o paciente pela ineficácia da psiquiatria biológica.

A família não imagina devido ao prestígio geral da medicina que talvez um dos problema seja a psiquiatria biológica ou que pelo menos ela não resolve a vida da família.

segunda-feira, 4 de março de 2019

Economia e sociologia

Gary Stanley Becker

Becker foi um economista pioneiro ao aventurar-se em áreas consideradas restritas aos sociólogos, como discriminação racial, crime, organização familiar e drogas (ver Freakonomics). Argumentou que muitos dos diferentes tipos de comportamento humano estão centrados na maximização de utilidades. Becker é também creditado pelo "rotten kid theorem".

https://pt.wikipedia.org/wiki/Gary_Stanley_Becker


Economia Mainstream
TOP 20 - Maiores economistas de todos os tempos
13º lugar: Gary Becker (1930-2014)
A partir dos anos 60, a economia passou a englobar em seus estudos tópicos até então tratados somente por outras ciências sociais, como o casamento, a criminalidade, a discriminação e o vício. Esse movimento ficou conhecido como o “imperialismo da economia”. Gary Stanley Becker foi certamente o principal responsável por essa onda imperialista.
Becker começou sua empreitada economicista em tópicos até então alheios à economia já na sua tese de doutorado em Chicago, em 1955, chamada “The Economics of Discrimination”, onde ele estudou a discriminação. Becker demonstrou que a discriminação é custosa ao empresário discriminador, pois ele abre mão de pagar um salário menor ao indivíduo discriminado que poderia fazer um trabalho tão produtivo quanto o indivíduo contratado. No longo prazo e em uma economia competitiva, os empresários discriminadores tendem a ser expulsos do mercado. De fato, Becker mostrou que a discriminação é mais concentrada em indústrias mais reguladas, e portanto menos pressionadas pela competição.
No campo da criminologia, Becker fez um groundbreaking trabalho em seu paper “Crime and Punishment: An economic approach”, de 1968. Ao invés de considerar a atividade criminal como um comportamento irracional associado ao status psicológico e social específico de um infrator, a criminalidade é analisada como um comportamento racional sob incerteza. Partindo de uma abordagem econômica, Becker evidenciou que a decisão de se cometer um crime é uma função dos custos e benefícios do crime. A partir dessa suposição, ele concluiu que a maneira de se reduzir o crime é aumentando a probabilidade de punição ou tornando a punição mais severa.

Becker estudou também a família a partir do ponto de vista econômico, tendo lançado em 1981 um tour-de-force chamado “A Treatise on the Family”. Becker mostrou que a decisão de casar, se divorciar, ter filhos e educá-los, entre outros comportamentos definidores de uma família, pode ser estudada do ponto de vista econômico: tais decisões podem ser tratadas como decisões racionais que são tomadas medindo-se o custo-benefício das mesmas. Por exemplo, à medida que as mulheres entraram na força de trabalho, o custo de oportunidade de se criar um filho aumentou, diminuindo assim a taxa de natalidade.

Filme sobre linchamento

THE HERE AFTER

SINOPSE E DETALHE

Após cumprir pena na prisão, John volta para a casa do pai na esperança de recomeçar sua vida. Porém, a comunidade onde ele mora não esquece, nem perdoa, o que crime que ele cometeu. Com uma atmosfera desagradável rondando o ambiente, John se sente abandonado sem os amigos e as pessoas que ama, o que faz ele sentir impulsos agressivos. Sem conseguir esquecer o passado, ele decide confrontá-lo.

Classificação indicativa a definir por http://www.culturadigital.br/classind


sábado, 2 de março de 2019

Quem são os pais

The Shaggs - Who Are Parents?

https://www.youtube.com/watch?v=4cs1BIlglzI

Quem são os pais?

Algumas crianças fazem o que quiserem
Eles não sabem o que a vida realmente significa
Eles não ouvir o que os que realmente se preocupam têm a dizer
Eles só ir e fazer as coisas à sua própria maneira

Quem são os pais?
Os pais são os únicos que realmente se importam
Quem são os pais?
Os pais são os únicos que estão sempre lá

Algumas crianças pensam que seus pais são cruéis
Só porque eles querem obedecer a certas regras Eles
começar a resistir daqueles que realmente se importam
Se distanciando entre os que serão sempre lá

Quem são os pais?
Os pais são os únicos que realmente se importam
Quem são os pais?
Os pais são os únicos que estão sempre lá

Os pais entendem, os pais se preocupam
Nós deve lembrar-se
Os pais são os únicos que vão sempre entendem
Os pais são os únicos que realmente se importam

Os pais entendem, os pais se preocupam
Nós deve lembrar-se
Os pais são os únicos que vão sempre entendem
Os pais são os únicos que realmente se importam

Quem são os pais?
Os pais são os únicos que realmente se importam
Quem são os pais?
Os pais são os únicos que estão sempre lá

(repete refrão duas vezes)

Conforto e reclamação Skinner

Parafraseando Skinner: A vida está tão confortável que a única coisa que as pessoas reclamam é da reclamação em si.


Loucura e expectativas sociais

Definindo loucura como não fazer o esperado... As exigências do esperado podem variar muito de família para família ou de ambiente para ambiente. Alguns cuidadores são muito mais exigentes. Outros são muitos mais tolerantes com a diferença e pluralismo.

A diferença entre um "doente mental" medicado e uma pessoa "normal" pode ser apenas uma família tolerante com a diferença. As consequências de ser diagnosticado podem levar ao caos familiar pelas atitudes sociais produzidas pela psiquiatria biológica.

A questão de fazer o esperado se torna 10 vezes mais difícil para a pessoa a ser diagnosticada quando há injustiça ou deficiência de repertório da família ou do ambiente social. Medicar só aumenta a revolta do paciente.

domingo, 24 de fevereiro de 2019

Aumente sua DOPAMINA

Aumente sua DOPAMINA e mude sua vida totalmente!

https://www.youtube.com/watch?v=8lYrlTJT2C4



Você sabe o que é DOPAMINA? Para que ela serve e como pode mudar sua vida para melhor? Tenho certeza que você vai gostar desse vídeo ao aprender mais sobre esse neurotransmissor. Se vc seguir tudo certinho e conseguir aumentar sua dopamina, vc terá mais foco, energia, motivação e felicidade! Espero que goste. Beijos!

Esquizofrenia e bactérias do intestino

"Nós entendemos a esquizofrenia como uma doença cerebral", disse Ma-Ling Wong, médica geneticista da Universidade Estadual de Nova York em Upstate Medical University, em Syracuse, que liderou a nova pesquisa, em uma coletiva de imprensa. "Talvez nós precisemos reexaminar esta linha de pensamento e considerar que talvez o intestino tenha um papel importante."

Tratar pessoas não doentes

"A lógica de Giovanna M. é linear: quanto mais exames eu fizer, mais dados sobre meu estado de saúde eu terei à disposição e, portanto, mais condições de evitar eventuais doenças. Assim viverei mais. O melhor tratamento é fazer todo o possível. Essa senhora não sabe que para todos os exames há uma cota de resultados falsamente positivos (o exame é positivo mesmo que o sujeito não tenha uma doença) e falsamente negativos (o exame é negativo mesmo na presença de uma doença). O que implica tudo isso? No primeiro caso, o paciente será submetido a outras investigações ou tratamentos totalmente inúteis; no segundo, no entanto, será erroneamente tranquilizado.

A lógica da medicina atual é igualmente linear: quanto mais indivíduos um médico convencer da precariedade de seu bem-estar, mais aumentarão as necessidades, os "clientes" e os negócios.

O mecanismo cruel da medicina atual é este: para ampliar o mercado e acumular recursos econômicos para investir em pesquisa, não podemos nos limitar a tratar os verdadeiros doentes, precisamos também tratar aqueles que estão ainda pouco doentes e aqueles que talvez (mas não com certeza) adoecerão. Assim, criam-se novas doenças. O médico, sempre a par da última novidade, estará orgulhoso de ter formulado o diagnóstico, e o paciente estará satisfeito de sair do consultório com uma prescrição. Agora, seus incômodos têm um nome e uma terapia. Seja como for, enquanto existirem novos clientes, ansiosos para serem tratados, aumentará cada vez mais a multidão de pessoas angustiadas, prontas para solicitar assistência médica. Se um eventual risco for percebido como uma doença que pode ser diagnosticada e tratada, a medicina não terá limite para cuidar também dos não doentes.

Como epígrafe, Meador cita uma frase de A. J. Barsky, um psiquiatra de Boston:
"Deve haver algo errado, se uma pessoa, quando não tem problemas, vai consultar-se com um médico". É esse o progresso da medicina que queremos? Estamos tão bem, somos tão bem tratados que nos sentimos todos doentes? Têm a impressão de que a saúde pode ser conquistada somente por um estados de enfermidade perene. É melhor flagelar-se com medicamentos, dietas, controles, exercícios e renúncias na esperança de obter um benefício, mesmo sabendo que dificilmente nossos esforços reduzirão o risco de contrairmos de uma doença e distanciarão o momento da morte? Ninguém poderá nos dizer como viveremos os anos que ganhamos com prevenção ou tratamentos eficazes: em perfeita saúde, rodeados pelo afeto de nossos entes queridos, ou em uma cama, assistidos por um cuidador indolente?

Do livro: O doente imaginado

Autor: Marco Bobbio

sábado, 23 de fevereiro de 2019

Deformação profissional

Boa parte das disputas sociais está contaminada por deformação profissional.

Déformation professionnelle (francês: [defɔʁmasjɔ̃ pʁɔfɛsjɔnɛl]) é uma tendência a olhar para as coisas do ponto de vista da própria profissão ou especialização, e não de uma perspectiva mais ampla ou humana. É frequentemente traduzido como "deformação profissional" ou "condicionamento de trabalho", embora a transformação francesa também possa ser traduzida como "distorção". A implicação é que o treinamento profissional, e sua socialização relacionada, freqüentemente resultam em uma distorção do modo como se vê o mundo. [1] Alexis Carrel, ganhador do prêmio Nobel, observou: "Todo especialista, devido a um conhecido preconceito profissional, acredita que entende todo o ser humano, enquanto na realidade ele apenas compreende uma pequena parte dele." [2]

Como termo em psicologia, foi provavelmente cunhado pelo sociólogo belga Daniel Warnotte [3] ou o sociólogo russo-americano Pitirim Sorokin.

https://en.wikipedia.org/wiki/D%C3%A9formation_professionnelle

sexta-feira, 22 de fevereiro de 2019

Custo desnecessário com patentes

Apesar do que a indústria farmacêutica alega, existem pesquisas que mostram que as drogas psicoativas protegidas por patentes não são melhores do que as genéricas. Quando acaba o período de 20 anos de exploração de patentes começam a aparecer os defeitos dessas drogas patenteadas para vender uma nova droga como mais avançada. Também é bom olhar o período de 10 anos de exclusividade de mercado.

Ambiente social complexo e repertório

Paráfrase de um trecho de Skinner (1978):

Um ambiente social é extraordinariamente complexo, e novos membros de um grupo não se tornam preparados para comportamento apropriado. Professores e conselheiros (através do uso da análise do comportamento) podem levar aos repertórios complexos demandados pelo ambiente social.

Skinner no texto Human Behavior and Democracy. Do livro Reflections on behaviorism and society

Enquadramento na psicologia

O raciocínio psicológico pode ser tão enquadratório quanto o raciocínio do reducionismo biológico fisicalista psiquiátrico. É preciso certo ceticismo no enquadramento. Não é porque é possível enquadrar uma pessoa em discursos existentes que isso é válido. Essa atitude deixa de lidar diretamente com o que está acontecendo ou sendo dito. Na medida que o psicólogo se assumir como autoridade isso pode levar o público a não gostar da área psicológica.

terça-feira, 19 de fevereiro de 2019

The Parentified Child



Growing up as a parentified child in a dysfunctional family causes big problems for adulthood. Children who are forced into a role reversal with parents get stuck in a life of self criticism, anger, caretaking, fear, and insecurity. Special Guest Jerry Wise, Relationship Expert, Life Coach offers the listener powerful insights into this dysyfunctional dynamic. He shares many helps to those who suffer as adults who were parentified children. For appointments or more information contact Jerry Wise at 317-919-6264 or jwlearning@hotmail.com.
317-919-6264
jwlearning@hotmail.com

Escolher bom médico

Fatores importantes são a disposição e a capacidade do médico de ouvir. Estudos revelam que, tipicamente, os médicos interrompem os pacientes a cada 15 ou 30 segundos. Isso revela impaciência, pressão de tempo ou falta de interesse pelo o que é importante para o paciente. As perguntas francas indicam a disposição de sondar fortes preocupações. O médico que repete e resumo o que foi dito confirma que é um ouvinte bem-treinado e atento. 

A pontualidade deve ser sério determinantes das qualidades humanas do médico porque, fundamentalmente, assinala respeito pela outra pessoa. O respeito pelo tempo dos demais é uma indicação significativa das qualidades necessárias à parceria no processo de cura. Os constantes atrasos são geralmente atribuíveis a gerenciamento desorganizado, mau planejamento, excesso de consultas, injustificável indiferença pelo tempo alheio e a expectativa, entre os médicos, de que o paciente presumirá que o médico foi retido inevitavelmente por outro paciente com problemas mais graves. As verdadeiras emergências raramente são a causa dos atrasos habituais do facultativo.

Mas a qualidade ainda melhor que a minuciosidade no exame físico é a disposição do médico de admitir erro sem tergiversação. O paciente inteligente deve saber que a medicina não é uma ciência exata. Os erros são inevitáveis mesmo entre os mais conscienciosos profissionais que obedecem aos mais altos padrões. A admissão pública dos erros é a melhor maneira de reduzir sua repetição e em geral sinal de capacidade de um profissional de alta classe.

Em última análise, busca-se o médico com quem nos sentimos à vontade quando descrevemos nossas queixas, sem receio de ser submetidos por causa disso a numerosos procedimentos; o médico para quem o paciente nunca é uma estatística; o médico que não recomenda medidas que põem a vida em perigo para prolongar a vida; alguém que nem exagera os perigos de doenças menores nem se sente derrotado pelas maiores; e, acima de tudo o mais, um semelhante, um ser humano cuja preocupação pelo paciente é avivada pela alegria de servir, porque considera servir um privilégio incomparável.

Livro: A arte perdida de curar. Autor: Bernard Lown

Capítulo: Como fazer os médicos escutar

segunda-feira, 18 de fevereiro de 2019

Choque no cérebro é coerção

Possivelmente e provavelmente os benefícios percebidos do choque no cérebro pelos psiquiatras biológicos surge da coerção. O tratamento é aversivo/desagradável e para evitar o tratamento o paciente passa a agir da forma que o seu círculo social quer. Quando o paciente passa a agir conforme expectativas alheias para evitar o tratamento com choque no cérebro os familiares e psiquiatra biológico "percebem" uma melhora no "quadro cerebral".

Existem outras maneiras de fazer uma pessoa se comportar bem. A coerção/aversividade é a pior das maneiras.

quinta-feira, 14 de fevereiro de 2019

Eduardo Giannetti - A escravidão do prazer

Eduardo Giannetti - A escravidão do prazer

https://www.youtube.com/watch?v=ddqazWqz1d8&feature=share

Eduardo Giannetti, economista, cientista social e professor brasileiro, reflete sobre o que o ser humano busca quando se trata da felicidade. Conferencista do Fronteiras do Pensamento 2010.

quarta-feira, 13 de fevereiro de 2019

Respeito ingênuo ao conhecimento médico

Há muitos psicólogos, profissionais de saúde ou educadores que defendem o respeito ingênuo ao conhecimento psiquiátrico. Simplesmente pelo fato de ser a área de outro profissional e este supostamente entenderia do assunto o suficiente para contribuir de forma apropriada para a sociedade. É disso que vêm o prestígio social da psiquiatria biológica: apenas o psiquiatra biológico entende do assunto (assimetria de informação) e não caberia a outras pessoas entender do assunto.

É apenas isso: respeito ingênuo. Sem o esforço de entender a psiquiatria crítica e a saúde mental. Áreas que não se pode apenas respeitar a partir da ignorância mas que é necessário entender do assunto para notar como a forma de lidar com o sofrimento na cultura (inclusive o conhecimento médico) pode não ser apropriada.

segunda-feira, 11 de fevereiro de 2019

TDAH explicação biológica

A atribuição de um diagnóstico de um transtorno crônico, sem cura, pode ter sérias implicações na atuação dos educadores. Explicações biológicas podem passar a substituir explicações comportamentais, o que, por sua vez, não contribui para uma visão dinâmica e questionadora de práticas educativas realmente efetivas para uma determinada criança. As explicações biológicas podem complementar, porém não substituem as explicações comportamentais (Cavalcante e Tourinho, 1998; Vasconcelos, 2001, 2002). Na abordagem analítico-comportamental, limites biológicos não podem ser considerados sinônimos de limites comportamentais (Roche e Barnes, 1997).

“Rodrigues, J. A.   Ribeiro, M. R.  (2007). Análise do Comportamento - Pesquisa, Teoria e Aplicação"