Seria interessante investigar atitudes e comportamentos diferentes do paciente psiquiátrico, da sociedade e familiares em situações nas quais um paciente psiquiátrico está tomando psicofármacos e quando não está tomando psicofármacos. Certamente os conceitos formados (classificação das características do organismo, comportamentos e situações) são diferentes nas duas situações e o repertório comportamental ativado também é diferente (comportamento discriminativo). Portanto a abstinência não é apenas abstinência ou recaída (como os psiquiatras entendem) mas também se comportar diferente.
Limitações da psiquiatria biomédica Controvérsias entre psiquiatras conservadores e reforma psiquiátrica Psiquiatria não comercial e íntegra Suporte para desmame de drogas psiquiátricas Concepções psicossociais Gerenciamento de benefícios/riscos dos psicoativos Acessibilidade para Deficiência psicossocial Psiquiatria com senso crítico Temas em Saúde Mental Prevenção quaternária Consumo informado Decisão compartilhada Autonomia "Movimento" de ex-usuários Alta psiquiátrica Justiça epistêmica
Pacientes produtores ativos de saúde (prosumo)
Aviso!
quarta-feira, 16 de fevereiro de 2022
segunda-feira, 14 de fevereiro de 2022
Bipolaridade – Associação ABRATA
[Comentários sobre palestra de psiquiatra na associação brasileira de pacientes com transtorno afetivo bipolar. Meu objetivo foi mostrar outras possibilidades de decisões epistêmicas (de conhecimento). Não consegui formular um texto devido à característica da palestra. Minhas afirmações tem intenção de instigar curiosidade para procurar literatura científica. Infelizmente são comentários com nicho da análise do comportamento]
Entendimento da doença. Conviver. Controle total. (Aceitar tratamento / crônico / tratamento contínuo → Modelo médico / Estabelecendo repertório comportamental apropriado através de contingências de reforço é idealmente possível recuperar funcionalmente e terminar o tratamento)
Define saúde mental pelo gabarito social ou marcos sociais
(afetivas, profissionais, sociais, físicas e financeiras)
Qualidade cognitiva e emocional (sofisticação de repertório de classes de comportamentos operantes)
Implicações sociais e econômicas (consequência do repertório comportamental)
Def. Equilíbrio entre recursos internos e exigências externas (recursos internos entendido reducionisticamente como cérebro e exigências externas niveladas como semelhantes para todos) / recursos do organismo poderiam ser entendidos como classes de comportamento operante desenvolvidas a partir do ambiente externo)
Sintomas e sinais de uma causa subjacente (modelo médico)
Alteração do humor: sofrimento e prejuízo funcionamento global e habitual / leva em consideração o tempo (consequências de mais impacto do repertório comportamental ocorrem com o tempo)
Mais frequente do que se pensava antes. Consequências graves e complexas (Foi um constructo criado e que foi vendido à população / conjunto de comportamentos rotulados como bipolaridade → circularidade lógica: se tem presença ou ausência de comportamentos então tem bipolaridade e se tem bipolaridade então isso explica os comportamentos)
Problema 80% Genético (pesquisas genéticas com gêmeos podem ser questionadas e podem ser segundo alguns pesquisadores um mau uso da genética / ver no blog)
Uma doença como outra qualquer na medicina. Não é um construto (Para afirmar que um diagnóstico psiquiátrico tem o mesmo status de doenças do resto da medicina os estudos sobre validade diagnóstica da bipolaridade que avaliam a realidade e especificidade de entidade biológica precisariam ser impecáveis e não são).
Não se sabe o mecanismo fisiológico ou causa. Fisiologia básica. Predisposição genética e estresse (Todo mundo recebe a mensagem que se trata de genética e desequilíbrio químico / Pode ser explicado por contingências de reforço por não ter mecanismo fisiológico conhecido)
Condições de nascimento, uso de drogas, genética (saúde biológica é protetor mas não é suficiente pois é possível apresentar repertórios nomeados como bipolaridade apenas por contingências de reforço infelizmente estabelecidas).
Neurotransmissores (Desequilíbrio químico já foi refutado como explicação para transtornos mentais)
Substância química / drogas ilegais (induz comportamentos que conflitam com o gabarito social ou marcos sociais / e em si já seria um problema gerado por contingências de reforço)
Dormir cedo (Não teria como agir de maneira inapropriada durante a noite estando adormecido / favorece bem-estar)
Antidepressivos – risco de desencadear (Psicofármacos interagem com repertório comportamental e contingências de reforço)
Depressão – principal motivo de inaptidão na adolescência / não podemos esperar muito desse ser (Dependendo da eficácia no estabelecimento de contingências de reforçamento)
800 bilhões de dólares de custo. Médico, medicação, terapia, exercício. Potência profissional, INSS, sustentado pela família (Seria mais barato com tratamento eficaz)
Vida funcional. Dependência. (Classes de comportamento operante pré-requisitos e educação profissional competitiva)
Não são eles, é a doença (o repertório é a pessoa / não existe uma entidade análoga a um demônio que controla a pessoa)
Risco de suicídio – 20 a 30 vezes maior
Depressão: a mais incapacitante
Bipolar – crônica, cíclica e fases. Início entre 15 e 30 anos (Fase de estabelecimento de repertório de comportamentos por contingências de reforço / exigências sociais de desempenho)
13 anos para diagnóstico correto
Tipo 1 – 10 anos
Tipo 2 – 17 anos
7 psiquiatras antes
Antidepressivo – piora (uso crônico) – casos mais complexos / usar estabilizador de humor
Relações sociais inadequada / relações profissionais complicadas (Estabelecer repertório comportamental apropriado através de contingências de reforço eficazes)
Casa 3 vezes / Cônjuge não aguenta / acha que é contra ele / não enxerga a doença como um todo (Darwinismo: aptidão reprodutiva)
Doença cerebral – termo chave. Importante mercadologicamente (reducionismo biológico)
doenças clínicas - cardiovasculares, diabetes, hipertensão, colesterol, intestinal, neurológico (enxaqueca), obesidade / glicemia alterada / tireóide / autoimune / câncer / envelhecimento
(comportamentos incompatíveis com saúde física / tratamento danoso ou iatrogênico)
doença inflamatória (inflamação ocorre por outros motivos como comportamentos que não produzem saúde)
doença para toda a vida / verdades transitórias na medicina (Análise do comportamento está fora do radar ou visibilidade social e talvez não seja bem-vinda)
doenças psiquiátricas – pânico, ansiedade, TDAH. Outros diagnósticos – comorbidade
substância química TEPT fobia pânico TOC TDAH (contingências de reforço não favoráveis)
Não tratado / tratamento inadequado – 50% de tentativa de suicídio. 20% de suicídio
Adolescentes pensamento suicida – pais não sabem / Autoestima – insuficiência / doença / culpa / medo reação dos pais
prevalência - 3,3% a 8,3%
tratar cedo – melhor controle / 11 anos / faculdade e casamento / Isso tentou se matar e foi internado / ficão tão bem que param de tomar remédio / param e recaem (Ela induz a família a pressionar o paciente que faz desmame o que não contribui com o sucesso do desmame) / Quem se trata muito cedo pode não ter repertório comportamental suficientemente relevante para gerar prejuízos ao longo do tempo) / Se a aclamada terapia cognitiva não consegue estabelecer repertório comportamental para conseguir parar com os psicofármacos está faltando eficácia)
22-31% solteiros / 2-8% - viúvos / 10-28% - separados (Darwinismo: aptidão reprodutiva / pode ser revertido com boas intervenções ou condições sociais favoráveis)
início 10 a 30 anos / pico 15 a 19 anos
pico 15 e 30 anos
euforia é pouco comum
irritabilidade comum
estereótipo do bipolar
“abrir quadro” (contingência de reforçamento ou consequências mantém os comportamentos)
estimulantes / ECT – 15 e 16 anos
transtornos alimentares – antidepressivos
transtornos de personalidade
automutilação / tentativa suicídio várias vezes
menos 10 anos de vida: doenças clínicas – infarto
arritmia – ansioso / tratar chron / intestino irritável / corticóide / melhorar o cérebro com tratamento psiquátrico / enxaqueca (estabilizador de humor) / fibiomialgia (antidepressivo) / medicações pioram (isso não prova que é uma doença com validade impecável como no resto da medicina)
anos de vida útil
Ocorrência de depressão aumentando
bipolar: mais dias de internação hospitalar, desempenho, acidente, forense, suicídio, doenças crônicas, baixo funcionamento social, menos casamento, mais falta ao trabalho, morbidade (falta de contingências de reforçamento favoráveis a estabelecer repertório comportamental)
doença cara (persuasão para investir em tratamento psiquiátrico, terapia cognitiva, internações e ECT, etc.)
30% dos presos são bipolares (Conjunto de comportamentos inapropriados nomeados como bipolares)
ocasionam muitas perdas – impacto social / tratar sem medo (Conjunto de comportamentos inapropriados nomeados como bipolares)
diagnosticar (pode ser descrito como um conjunto de comportamentos)
depressão menos 25 anos – 3 vezes mais bipolar
depressão recorrente – bipolaridade
depressão unipolar – após 30 anos
Sem causa determinante ambiental – só a genética – bipolaridade (É chocante negligenciar as contingências de reforço a esse ponto)
superfeliz – hipomania induzida por antidepressivo (resposta da doença) (desencadeia uma doença ou interage com o repertório comportamental?)
desgaste de resposta – melhora não sustentada – resposta dos bipolares
cocaína/ alcólatra na família / maconha – psicose / crack, cocaína e álcool é consequência
impulsividade – área do humor, energia, impulsos, pensamento no cérebro (Classes de comportamento operante: relação entre organismo e ambiente)
beber – expressa mais os impulsos
doença neuroprogressiva – perde neurônio (O repertório comportamental acumula consequências prejudiciais ao longo do tempo / Na verdade é o inverso: o tratamento farmacológico causa danos cerebrais)
equilíbrio – potência (funcionamento bom – não ter sintomas) (Repertório apropriado)
antecedente familiar (É possível isolar genética do ambiente?)
depressivos atípicos - cansaço, hipersonia, comer mais, corpo pesado
60% dependência química – mulher alcoólatra é bipolar (todas) – automedicação – relaxa , diminui ansiedade (Ansiedade é determinada por contingências de reforço)
estável – nada demais (Uma expectativa social ou intolerância cultural inversamente)
venlafaxina / effexor – dual (o que é isso?) / arrogante na empresa e depressão com o fracasso /
de repente muda / era o remédio (Interessante interação entre psicofármacos e repertório comportamental / Descreve depressão como resultante de contingências de reforço de perda)
depressivo desencadear bipolaridade / hipomania – induzida por antidepressivos (interação entre psicofármacos e repertório comportamental)
estados mistos - ciclagem rápida – induzida por antidepressivos – impulsivo, rebelde, irritado, pensamento de morte (Classes de comportamento operante inapropriadas segundo expectativas sociais)
doença cronifica e fica resistente / resistência ao tratamento com antidepressivos (ECT) / medicações fortes / desgaste da resposta a antidepressivos /
demora tratar / diagnóstico rápido / cronificar / doença do cérebro / depressão e bipolar / ECT
(Consequências do repertório comportamental se acumulam e pode haver contingências de reforço matriciais (ainda não modificáveis segundo o estado atual de conhecimento))
hipomania - humor irritável e muita energia por 4 dias (comportamentos determinados por contingências de reforço / característica do repertório comportamental)
Prodrômicos – subclínico?
Problema está dentro de você (Reducionismo biológico e modelo médico)
Não controlar com remédio. Ideias de homicídio. ECT. Internação. Risco (Encolher o cérebro e repertório comportamental reduzido)
Mais de 2 anos é definição de crônica?
Tratar apenas pacientes e familiares obedientes / Só perdi 5 ex-pacientes / não quiseram internar / outros profissionais / não acompanha mais (Ato falho: disse perdeu 5 pacientes / Pode estar se fazendo de infalível / Maquiando) (Profissional infalível? Está maquiando?)
Ficar bem / Tirar remédio / doença crônica e resistência / falar para todo mundo (Induz a família e conhecidos a pressionar o paciente que faz desmame / Isso atrapalha bastante a “estabilidade” / Interpreta incidentes como recaída e não como abstinência)
Combinação de remédios / crônico (Renda previsível e tratamento com eficácia insuficiente)
ECT – desaparece sintomas de bipolaridade (ex-borderline) / cronificou / instabilidade / ciclar rápido / personalidade (Responsividade comportamental menor com cérebro danificado pela ECT / “cicla” de acordo com contingências de reforço)
Eu sou isso / psicofobia / complexo com doença psiquiátrica / desqualificando (Vender tratamento / Estigma real)
consequências boas do diagnóstico / má qualidade de vida (Consequências boas de repertório apropriado)
apego ao nome (rótulo do conjunto de comportamento)
doença do humor instável (descrição da “bipolaridade”)
receber diagnóstico / graças a deus / aliviar culpa / ficar triste (evitar punição social ou perder reforço social)
Recuperação funcional / funcionamento bom e desempenho (estabelecimento de repertório comportamental apropriado ou supressão de repertório comportamental com coquetéis de psicofármacos)
planejamento terapêutico precoce e adequado (evitar consequências prejudiciais dos comportamentos ao longo do tempo)
Tratamento: Terapia cognitiva (Se a terapia cognitiva não torna possível fazer desmame então é insuficientemente eficaz para estabelecer classes de comportamento operante apropriadas)
Supressão de repertório inapropriado com coquetéis de anticonvulsivantes / lítio / neurolépticos
Tempo para melhorar / medicação ou ECT (As contingências de reforço se alteram com o tempo?)
Asas para voar / corrente que puxa
Não consegue mais estudar / fracasso acadêmico depois do diagnóstico (Fora as contingências de reforço determinando comportamentos podem ser os efeitos negativos de coquetéis de psicofármacos)
Ler mais (descreve a medicalização da bipolaridade melhor):
https://www.madinamerica.com/2018/01/make-adolescence-permanent-bipolar-disorder/
Psicanálise e reforma psiquiátrica
A reforma psiquiátrica antimanicomial é muito frequentada por psicanalistas, que têm muito prestígio na área. Isso porque a reforma psiquiátrica antimanicomial visa modificar a relação da cultura e sociedade com a loucura. Isso é um caminho que considero válido pois o ambiente é determinante importante do sofrimento psíquico. Não seria justo caber somente ao indivíduo diagnosticado fazer malabarismos habilidosos para aprender a viver em sociedade que foi o determinante de seus problemas.
Mas percebo uma limitação no discurso dos psicanalistas: se não dão conta de como otimizar aprendizagem ou modificar comportamentos de forma suficiente partem para intervenções culturais. Além disso, o discurso que critica o imediatismo nos tratamentos pode ser analisado como uma defesa de tratamentos que levam décadas para fornecer alguns resultados. Por outro lado, as leituras sociais da psicanálise considero potencialmente interessantes em suas interfaces com as ciências humanas.
quarta-feira, 9 de fevereiro de 2022
Conceito de saúde mental OMS
“[...] um estado de bem-estar [emocional: seja físico, mental ou social]
terça-feira, 1 de fevereiro de 2022
Autonomia de pensamento (Kant)
sexta-feira, 28 de janeiro de 2022
Paciente produtor de saúde (prosumo)
Essa avalanche de informações e conhecimento relacionada à saúde e despejada todos os dias sobre os indivíduos sem a menor cerimônia varia muito em termos de objetividade e credibilidade. Porém, é preciso admitir que ela consegue atrair cada vez mais a atenção pública para assuntos de saúde - e muda o relacionamento tradicional entre médicos e pacientes, encorajando os últimos a exercer uma atitude mais participativa na relação.
Ironicamente, enquanto os pacientes conquistam mais acesso às informações sobre saúde, os médicos têm cada vez menos tempo para estudar as últimas descobertas científicas ou para ler publicações da área - on-line ou não -, e mesmo para se comunicar adequadamente com especialistas de áreas relevantes e/ou com os próprios pacientes.
Além disso, enquanto os médicos precisam dominar conhecimentos sobre as diferentes condições de saúde de um grande número de pacientes cujos rostos eles mal conseguem lembrar, um paciente instruído, com acesso à internet, pode, na verdade, ter lido uma pesquisa mais recente do que o médico sobre sua doença específica.
Os pacientes chegam ao consultório com paginas impressas contendo o material que pesquisaram na internet, fotocópias de artigos da Physician's Desk Reference, ou recorte de outras revistas e anuários médicos. Eles fazem perguntas e não ficam mais reverenciando a figura do médico, com seu imaculado avental branco.
Aqui as mudanças no relacionamento com os fundamentos profundos do tempo e conhecimento alteraram completamente a realidade médica.
Em termos econômicos, o médico, que vende seus serviços, ainda é um "produtor". O paciente, em contraste, não é apenas um consumidor, mas um "prosumidor" ativo também, capaz de fazer uma contribuição cada vez maior à produção econômica de riqueza ou saúde. Algumas vezes, o produtor e o prosumidor trabalham juntos; outras trabalham independentemente ou ainda com propósitos cruzados. Contudo, as estatísticas e previsões convencionais da área da saúde, em sua grande maioria, ignoram as mudanças ocorridas nesses papéis e relacionamentos.
Livro: Riqueza Revolucionária - O significado da riqueza no futuro
quinta-feira, 27 de janeiro de 2022
Esquizofrenia nos anos 40
Escola anatomo-clínica (Kraeplin) - Anos 40
Exame das funções mentais (Semiologia psiquiátrica) - Dr. Joubert T. Barbosa (Anos 40)
Escola anatomo-clínica - Afim de procurar estabelecer uma relação entre a presença de determinada alteração morbida do carater e uma anomalia funcional ou determinada alteração organica, procura-se conhecer detalhadamente todos os sintomas, recorrendo-se a todos os métodos semiológicos. Citam-se como grandes defensores desta escola Kraeplin, Wernicke, Vogt, S. de Sanctis, Regis. Entre nós, destacamos H. Roxo, Adauto Botelho, Heitor Carrilho. (p. 200)
Kraeplin, um dos maiores expoentes da psiquiatria, aparece aqui também como autor principal da classificação sintomatológica.
Kraeplin agrupou as psicoses segundo os sintomas proeminentes, curso e terminação dos estados mórbidos.
Embora tal base de classificação seja a mais interessante, apresenta, entretantom algumas desvantagens: a) um sintoma proeminente póde ser comum a diversas entidades nosológicas; b) os sintomas que pertencem à perturbação mental básica pode estar mascarados por sintomas secundários; c) a terminação e o curso de um uma entidade nosológica nem sempre se processa de uma mesma forma.
Ha atualmente uma tendência a considerar a psicose, não como entidades definidas - semelhantes a tipo padrões - mas como uma complexidade de sintomas exprimindo um modo de reação em face do ambiente.
(p.201-202).
Psicodiagnótico de Rorschach (Anos 40)
sábado, 22 de janeiro de 2022
Prognósticos na década de 40
Exame das funções mentais (Semiologia psiquiátrica) - Dr. Joubert T. Barbosa (Anos 40)
domingo, 16 de janeiro de 2022
Assassinato e primatologia
Para nós humanos, os autores previram uma taxa de homicídio de 2% na origem de nossa espécie. Isso está de acordo com nossos ancestrais primatas.
Link 1 (inglês):
Link 2 (inglês):
Agressão e lobo frontal: estrutura e função
A literatura de neurociência enfatiza bastante que lesões na estrutura do lobo frontal/córtex frontal aumenta a probabilidade (são fatores de risco) de agressões. Ainda não encontrei críticas a essa perspectiva. Mas um foco apenas estrutural não parece ajudar a prevenir agressões por não ser explicação completa. A literatura usa estatística que indicam probabilidades. Isso não significa que haja uma relação necessária e que ocorra sempre. Também existe a explicação funcional (relação entre ambiente e organismo) da agressão na análise do comportamento. O risco é desconsiderar a função e partir para prognósticos pessimistas sobre a estrutura cerebral lesionada.
https://www.jneurosci.org/content/38/29/6505
Artigo de 2018:
DECLARAÇÃO DE SIGNIFICAÇÃO Os comportamentos agressivos representam riscos significativos para a saúde pública. Compreender a etiologia da agressão é primordial para a redução da violência. As investigações da base neural da agressão têm apoiado amplamente interpretações correlacionais, em vez de causais, e os processos mediadores subjacentes à relação pré-frontal-agressão ainda precisam ser bem elucidados.
Apesar desses achados, pouco se sabe sobre o papel causal do córtex pré-frontal no comportamento agressivo. As conclusões das pesquisas existentes sobre os fundamentos neurais da agressão têm sido amplamente correlacionais. Três estudos conhecidos testaram o efeito da regulação positiva do córtex pré-frontal na agressão usando o Taylor Aggression Paradigm e a estimulação transcraniana por corrente contínua (tDCS), uma técnica não invasiva que influencia a excitabilidade neural ao fornecer uma corrente elétrica direta, contínua e de baixa intensidade para áreas corticais entre eletrodos anodais e catódicos (Brunoni et al., 2012). No entanto, os resultados foram misturados. Um estudo documentou que a regulação positiva do CPFDL direito reduziu a agressão proativa em homens (Dambacher et al., 2015b), enquanto outro revelou que o aumento da atividade do CPFDL esquerdo resultou em comportamento mais agressivo quando os participantes estavam com raiva (Hortensius et al., 2012). Em contraste, a regulação positiva do córtex frontal inferior não teve um efeito significativo na agressão (Dambacher et al., 2015a).
Haldol, esquizofrenia e agressão (atualizado)
[Comentário:Ausência de evidência de qualidade não é necessariamente evidência de ausência para agressão. É difícil fazer pesquisas sobre isso. Também pode haver falta de interesse principalmente se os resultados não forem favoráveis à indústria farmacêutica]
Haloperidol para agressão a longo prazo na psicose
Artigo de revisão cochrane de 2016
Introdução: Haloperidol é usado para tratar pessoas com agressividade de longo prazo. A agressividade pode levar à hospitalização e aumento de tempo de internação.
Resultados principais: Não temos evidências de boa qualidade da eficácia absoluta do haloperidol para pessoas com agressividade de longo prazo.
Conclusões dos autores: Apenas um estudo pôde ser incluído e a maioria dos dados estava fortemente distorcida, quase impossível de interpretar e de baixa qualidade.
Mais estudos relevantes são necessários para avaliar o uso de haloperidol no tratamento de agressão de longo prazo/persistente em pessoas que vivem com psicose.
Haloperidol para agressão a longo prazo na psicose
- PMID: 27889922
- PMCID: PMC6464491
- DOI: 10.1002/14651858.CD009830.pub2
Resumo
Introdução : Transtornos psicóticos podem levar algumas pessoas a ficarem agitadas. Caracterizado por inquietação, excitabilidade e irritabilidade, isso pode resultar em comportamento verbal e fisicamente agressivo - e ambos podem ser prolongados. A agressão no ambiente psiquiátrico impõe um desafio significativo aos clínicos e risco aos usuários do serviço; é uma causa frequente de internação em unidades de internação. Se as pessoas continuarem agressivas, pode prolongar a hospitalização. Haloperidol é usado para tratar pessoas com agressividade de longo prazo.
Objetivos: Examinar se o haloperidol isolado, administrado por via oral, intramuscular ou intravenosa, é um tratamento eficaz para a agressão de longo prazo/persistente na psicose.
Métodos de busca: Pesquisamos no Cochrane Schizophrenia Group Trials Register (julho de 2011 e abril de 2015).
Critérios de seleção: Incluímos ensaios clínicos randomizados (RCT) ou ensaios duplo-cegos (implicando randomização) com dados utilizáveis comparando haloperidol com outro medicamento ou placebo para pessoas com psicose e agressão a longo prazo/persistente.
Coleta e análise de dados: Um autor da revisão (AK) extraiu os dados. Para dados dicotômicos, um autor da revisão (AK) calculou as razões de risco (RR) e seus intervalos de confiança de 95% (CI) com base na intenção de tratar com base em um modelo de efeito fixo. Um autor da revisão (AK) avaliou o risco de viés para os estudos incluídos e criou uma tabela de 'Resumo dos achados' usando o GRADE.
Resultados principais: Não temos evidências de boa qualidade da eficácia absoluta do haloperidol para pessoas com agressividade de longo prazo. Um estudo randomizando 110 pessoas cronicamente agressivas para três drogas antipsicóticas diferentes atendeu aos critérios de inclusão. Quando o haloperidol foi comparado com olanzapina ou clozapina, dados distorcidos (n=83) com alto risco de viés sugeriram alguma vantagem em termos de pontuações de escala de significado clínico incerto para olanzapina/clozapina para 'agressão total'. Os dados estavam disponíveis para apenas um outro desfecho, deixando o estudo mais cedo. Quando comparado com outros medicamentos antipsicóticos, as pessoas alocadas para haloperidol não eram mais propensas a deixar o estudo (1 RCT, n = 110, RR 1,37, IC 0,84 a 2,24, evidência de baixa qualidade). Embora houvesse alguns dados para os resultados listados acima,não havia dados sobre a maioria dos desfechos binários e nenhum sobre desfechos do serviço (uso de hospital/polícia), satisfação com o tratamento, aceitação do tratamento, qualidade de vida ou economia.
Conclusões dos autores: Apenas um estudo pôde ser incluído e a maioria dos dados estava fortemente distorcida, quase impossível de interpretar e de baixa qualidade. Houve também algumas limitações no desenho do estudo com descrição pouco clara da ocultação de alocação e alto risco de viés para relatórios seletivos, portanto, nenhuma conclusão firme pode ser feita. Esta revisão mostra como os ensaios neste grupo de pessoas são possíveis - embora difíceis. Mais estudos relevantes são necessários para avaliar o uso de haloperidol no tratamento de agressão de longo prazo/persistente em pessoas que vivem com psicose.