A perspectiva médica tradicional, o organicismo psiquiátrico, caracteriza a "normalidade" como incapaz de produzir "adoecimento" ou consequências negativas importantes e usa "pessoas normais" como padrão de referência de comportamento, já que o estado interno do organismo é descrito como intacto em contraposição com pessoas com estado interno do organismo não intacto as quais são capazes de produzir consequências negativas importantes, isto é, prejuízo social e prejuízo a si mesmas. No entanto, numa perspectiva comportamental, isto é, de aprendizagem, tudo o que é preciso para produzir problemas de comportamento é se deparar com problemas desafiadores o suficiente para que a interação das exigências ambientais com as características de repertório comportamental ocasionem complicações circunstanciais ou aprendizagens não adaptativas. Por isso, não é impossível numa perspectiva comportamental que pessoas caracterizadas como "normais" produzam "adoecimento" uma vez que bastaria ser uma maioria que erra de variadas maneiras sendo o erro sempre uma possibilidade para todas as pessoas, uma vez que se deparem com algo que não estão preparadas ou novos acontecimentos. A caracterização do erro grotesco como uma característica da pessoa com "doença mental" parte de erros "marcantes" presentes no imaginário social e cultural. Uma caracterização menos conhecida é o quanto as pessoas que supostamente não erram de maneiras importantes e entendidas, portanto, como confiáveis e capazes de produzir apenas consequências boas, poderiam, e de fato acontece, apresentar erros em volume e variedade com efeitos importantes no limite e também capazes de produzir "adoecimento" ou consequências negativas. Outro lado da questão é o quanto pessoas caracterizadas como "doente mentais" poderiam, e de fato acontece embora com menos notoriedade ou frequência, aprender o suficiente para lidar com desafios difíceis e serem confiáveis.
Limitações da psiquiatria biomédica Controvérsias entre psiquiatras conservadores e reforma psiquiátrica Psiquiatria não comercial e íntegra Suporte para desmame de drogas psiquiátricas Concepções psicossociais Gerenciamento de benefícios/riscos dos psicoativos Acessibilidade para Deficiência psicossocial Psiquiatria com senso crítico Temas em Saúde Mental Prevenção quaternária Consumo informado Decisão compartilhada Autonomia "Movimento" de ex-usuários Alta psiquiátrica Justiça epistêmica
Pacientes produtores ativos de saúde (prosumo)
Essa avalanche de informações e conhecimento relacionada à saúde e despejada todos os dias sobre os indivíduos sem a menor cerimônia varia muito em termos de objetividade e credibilidade. Porém, é preciso admitir que ela consegue atrair cada vez mais a atenção pública para assuntos de saúde - e muda o relacionamento tradicional entre médicos e pacientes, encorajando os últimos a exercer uma atitude mais participativa na relação.
Ironicamente, enquanto os pacientes conquistam mais acesso às informações sobre saúde, os médicos têm cada vez menos tempo para estudar as últimas descobertas científicas ou para ler publicações da área - on-line ou não -, e mesmo para se comunicar adequadamente com especialistas de áreas relevantes e/ou com os próprios pacientes.
Além disso, enquanto os médicos precisam dominar conhecimentos sobre as diferentes condições de saúde de um grande número de pacientes cujos rostos eles mal conseguem lembrar, um paciente instruído, com acesso à internet, pode, na verdade, ter lido uma pesquisa mais recente do que o médico sobre sua doença específica.
Os pacientes chegam ao consultório com paginas impressas contendo o material que pesquisaram na internet, fotocópias de artigos da Physician's Desk Reference, ou recorte de outras revistas e anuários médicos. Eles fazem perguntas e não ficam mais reverenciando a figura do médico, com seu imaculado avental branco.
Aqui as mudanças no relacionamento com os fundamentos profundos do tempo e conhecimento alteraram completamente a realidade médica.
Livro: Riqueza Revolucionária - O significado da riqueza no futuro
Aviso!
Aviso!
A maioria das drogas psiquiátricas pode causar reações de abstinência, incluindo reações emocionais e físicas com risco de vida. Portanto, não é apenas perigoso iniciar drogas psiquiátricas, também pode ser perigoso pará-las.
Retirada de drogas psiquiátricas deve ser feita cuidadosamente sob supervisão clínica experiente. [Se possível] Os métodos para retirar-se com segurança das drogas psiquiátricas são discutidos no livro do Dr. Breggin: A abstinência de drogas psiquiátricas: um guia para prescritores, terapeutas, pacientes e suas famílias.
Observação: Esse site pode aumentar bastante as chances do seu psiquiatra biológico piorar o seu prognóstico, sua família recorrer a internação psiquiátrica e serem prescritas injeções de depósito (duração maior). É mais indicado descontinuar drogas psicoativas com apoio da família e psiquiatra biológico ou pelo menos consentir a ingestão de cápsulas para não aumentar o custo do tratamento desnecessariamente.
Observação 2: Esse blogue pode alimentar esperanças de que os familiares ou psiquiatras biológicos podem mudar e começar a ouvir os pacientes e se relacionarem de igual para igual e racionalmente.
A mudança de familiares e psiquiatras biológicos é uma tarefa ingrata e provavelmente impossível.
https://breggin.com/the-reform-work-of-peter-gotzsche-md/
sexta-feira, 30 de outubro de 2026
O papel do erro: organicismo e comportamentalismo
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