Psiquiatria crítica

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Pacientes produtores ativos de saúde (prosumo)

Essa avalanche de informações e conhecimento relacionada à saúde e despejada todos os dias sobre os indivíduos sem a menor cerimônia varia muito em termos de objetividade e credibilidade. Porém, é preciso admitir que ela consegue atrair cada vez mais a atenção pública para assuntos de saúde - e muda o relacionamento tradicional entre médicos e pacientes, encorajando os últimos a exercer uma atitude mais participativa na relação. Ironicamente, enquanto os pacientes conquistam mais acesso às informações sobre saúde, os médicos têm cada vez menos tempo para estudar as últimas descobertas científicas ou para ler publicações da área - on-line ou não -, e mesmo para se comunicar adequadamente com especialistas de áreas relevantes e/ou com os próprios pacientes. Além disso, enquanto os médicos precisam dominar conhecimentos sobre as diferentes condições de saúde de um grande número de pacientes cujos rostos eles mal conseguem lembrar, um paciente instruído, com acesso à internet, pode, na verdade, ter lido uma pesquisa mais recente do que o médico sobre sua doença específica. Os pacientes chegam ao consultório com paginas impressas contendo o material que pesquisaram na internet, fotocópias de artigos da Physician's Desk Reference, ou recorte de outras revistas e anuários médicos. Eles fazem perguntas e não ficam mais reverenciando a figura do médico, com seu imaculado avental branco. Aqui as mudanças no relacionamento com os fundamentos profundos do tempo e conhecimento alteraram completamente a realidade médica. Livro: Riqueza Revolucionária - O significado da riqueza no futuro

Aviso!

Aviso! A maioria das drogas psiquiátricas pode causar reações de abstinência, incluindo reações emocionais e físicas com risco de vida. Portanto, não é apenas perigoso iniciar drogas psiquiátricas, também pode ser perigoso pará-las. Retirada de drogas psiquiátricas deve ser feita cuidadosamente sob supervisão clínica experiente. [Se possível] Os métodos para retirar-se com segurança das drogas psiquiátricas são discutidos no livro do Dr. Breggin: A abstinência de drogas psiquiátricas: um guia para prescritores, terapeutas, pacientes e suas famílias. Observação: Esse site pode aumentar bastante as chances do seu psiquiatra biológico piorar o seu prognóstico, sua família recorrer a internação psiquiátrica e serem prescritas injeções de depósito (duração maior). É mais indicado descontinuar drogas psicoativas com apoio da família e psiquiatra biológico ou pelo menos consentir a ingestão de cápsulas para não aumentar o custo do tratamento desnecessariamente. Observação 2: Esse blogue pode alimentar esperanças de que os familiares ou psiquiatras biológicos podem mudar e começar a ouvir os pacientes e se relacionarem de igual para igual e racionalmente. A mudança de familiares e psiquiatras biológicos é uma tarefa ingrata e provavelmente impossível. https://breggin.com/the-reform-work-of-peter-gotzsche-md/

domingo, 1 de fevereiro de 2026

Pós-modernidade, tradição e medicalização

https://eduardopopinhakfranco.substack.com/p/pos-modernidade-tradicao-e-medicalizacao


Trabalho feito em 2013 durante a graduação em psicologia na Universidade Federal de Santa Catarina.

Objetivo: refletir criticamente sobre a adequação de posturas oficialistas, normativas e ortodoxas a respeito de conhecimento, profissão e sociedade como defesa do tradicionalismo e da tradição os quais pressupõem conceitos implícitos da perspectiva histórica moderna. O tradicionalismo e a tradição funcionam como regimes de verdade que legitimam posicionamentos de medicalização e imposição de práticas socioculturais.

A constituição da identidade do sujeito e das subjetividades na pós-modernidade

Para Moreira, Romagnoli & Neves (2007 apud Araújo) a psicologia precisa entender o contexto social e histórico em que o indivíduo se insere para que o psicólogo dê conta das características de seu tempo e da vida cotidiana a qual é o contexto em que os indivíduos sofrem e constroem sua identidade e suas vidas: “o contexto social passou a adentrar os consultórios de forma a convocar os psicólogos a saírem dele, ou seja, para responder às novas formas de subjetivação e de adoecimento psíquico, o psicólogo deveria compreender a realidade local. A Psicologia “tradicional” é “obrigada” a se redesenhar, tornando-se mais crítica e engajada socialmente”.

Segundo Pereira (2013): “A chamada crise de identidade pode ser compreendida num processo mais amplo de deslocamento e mesmo de fragmentação do indivíduo moderno. Os quadros de referência que davam ao indivíduo uma certa sensação de pertinência em um universo centrado, de alguma forma, entram em crise, e passam a se constituir em algo descentrado e fragmentado.”

Conforme Pereira (2013): “A nova concepção do sujeito se caracteriza pelo provisório, variável e problemático, alguém como não tendo uma identidade fixa, essencial ou permanente. É uma fantasia, afirma Hall (2003, p.13), considerar a identidade plenamente unificada, completa, segura e coerente.”

Segundo alguns autores a pós-modernidade se caracteriza por instantaneidade, velocidade de informações, liquidez assim como perda da historicidade e falta de profundidade (Bauman 2005 e Jameson,2002 apud Machado e Olekszechen,2013)

De acordo com Machado e Olekszechen (2013): “É de extrema complexidade o entendimento de um contexto que se altera a todo instante, que não é estático e, sendo assim, a experiência de viver e de se relacionar com o outro e com o mundo se apresenta como um desafio constante”.

Para Machado e Olekszechen (2013), a identidade pessoal foi substituída por uma identidade múltipla que se dá por múltiplas identificações e por isso o sujeito se tornou fragmentado e superficial.

Segundo GIDDENS (2002 apud Mocellim) na modernidade a constituição do sujeito é um projeto reflexivo de responsabilidade do indivíduo, cabe ao indivíduo fazer suas escolhas sobre quem deseja tornar-se, o que se identifica e sua inserção em ideologias e grupos sociais. Outra característica do sujeito é construir sua identidade elaborando o passado e vislumbrando um futuro para si. A construção da identidade depende de uma narrativa sobre si a partir da história de vida do sujeito e sua socialização prévia.

Segundo GIDDENS (2002 apud Mocellim) o sujeito se vê deparado com a necessidade de escolher um projeto de vida ou estilo de vida: “(...) nas condições da alta modernidade, não só seguimos estilos de vida, mas num importante sentido somos obrigados a faze-lo – não temos escolha senão escolher. Um estilo de vida pode ser definido como um conjunto mais ou menos integrado de práticas que um indivíduo abraça, não só porque essas práticas preenchem necessidades utilitárias, mas porque forma material a uma narrativa particular da auto-identidade.”

Segundo Giddens (2002 apud Mocellim), os tempos pós-modernos no ocidente não oferecem autoridades definitivas ou quadros de referências estáveis e indubitáveis, as tradições já não são fonte principal de autoridade, as grandes metanarrativas cederam lugar às fragmentações e à multiplicidade. Portanto, nos dias de hoje há um pluralismo de autoridades, oferecendo à dispor do indivíduo diversas escolhas opostas e incompatíveis entre si, tornando a constituição de si e da própria vida um processo mais complexo, incerto, inseguro e múltiplo.

Segundo Araújo o referencial do sujeito e a constituição de sua identidade não é mais a realidade, mas o seu discurso, a sua imagem, a sua virtualidade. Na época atual o psicólogo deve atender às necessidades de sujeitos hiperindividualistas e pragmáticos que usam o consumo como compensação de sua angústia existencial e seu vazio sobre o presente e o futuro.

De acordo com Debord (2006 apud Araújo) na sociedade do espetáculo, a exibição é a razão da existência dos homens. Por conseguinte, para Birman (2003 apud Araújo) atualmente o autocentramento é grande por parte de indivíduos que recorrem à estetização da existência, exaltando o próprio eu e manifestando a hegemonia da aparência e da imagem.

Nos tempos atuais a construção de si, por ser responsabilidade do sujeito, é algo que demanda escolhas pessoais sobre estilos de vida, ideologias, profissões, temáticas como sexualidade e relacionamentos, religiões, gostos, opiniões. Assim sendo, num mundo onde as referências externas e autoridades para a subjetivação não estão dadas e definidas universalmente nem de forma unânime o sujeito pós-modernos depara-se diante de uma série de escolhas sobre quem deseja ser e seus projetos de futuro. Como as incertezas, dúvidas, multiplicidade, fragmentações são evidentes a angústia existencial passa a se exacerbar pois não existem papéis pré-definidos e um mundo rigidamente definido para se inserir.

O sujeito deve inventar a si mesmo e seus modos de existência, sendo um artista de si mesmo, construindo sua individualidade, seu estilo de vida, seus projetos de vida. Mesmo compreender como são ou devem ser as coisas é questão de muita reflexão, opções pessoais e negociações pois vivemos em tempos de pluralidade e maior liberdade de escolha.

Essa responsabilização para construir a própria vida e a si mesmo faz com que as pessoas se sintam sem referências, perdidas no mundo e aos poucos elas devem descobrir suas preferências pessoais ou descobrir que existem muitas diferenças entre grupos e maneiras de pensar e viver e que por isso esse pode avaliar, comparar, refletir, percebendo que uma verdade final e pré-estabelecida não está dada. A verdade passa a ser mesmo questão de gosto ou preferência como indica um dizer presente entre os jovens afirmando entre si que esses não ditam as regras e cada um pensa do jeito que quiser.

Uma das prerrogativas do projeto moderno de racionalização do mundo, do homem e da sociedade é facilitar a vida das pessoas e controlar a natureza para construir a felicidade no planeta terra. A pós-modernidade ou modernidade tardia enfrenta essa crise no projeto moderno em que o ser humano não conseguiu dar conta dos problemas e sofrimentos na condição humana, da eliminação das dores e melhora indefinida nas condições sociais.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

PEREIRA, Helder Rodrigues. A crise da identidade na cultura pós-moderna. Mental, Barbacena, v. 2, n. 2, jun. 2004 . Disponível em <http://pepsic.bvsalud.org/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1679-44272004000100007&lng=pt&nrm=iso>. acessos em 15 jun. 2013.

ARAÚJO, Renata Castelo Branco. O sofrimento psíquico na pós-modernidade: uma discussão dos sintomas atuais na clínica psicológica. Monografia. O portal dos psicólogos. Disponível em: <http://www.psicologia.com.pt/artigos/textos/TL0311.pdf> Acesso em: 19 jun 2013.

MACHADO, Letícia Vier; OLEKSZECHEN, Nikolas. Uma discussão sobre a constituição da identidade na pós-modernidade. Disponível em: <http://www.google.com.br/url?sa=t&rct=j&q=uma%20discuss%C3%A3o%20sobre%20a%20constitui%C3%A7%C3%A3o%20da%20identidade%20%20na%20p%C3%B3s-modernidade&source=web&cd=1&ved=0CCoQFjAA&url=http%3A%2F%2Fwww.cesumar.br%2Fcurtas%2Fpsicologia2008%2Ftrabalhos%2FUMA_DISCUSSAO_SOBRE_A_CONSTITUICAO_DA_IDENTIDADE_NA_POS-MODERNIDADE.pdf&ei=vSbCUa-RL8LD4AOkxoH4BA&usg=AFQjCNELEgEsys45lKZkrkNNwtaKwkeF7A&cad=rja>. Acesso em: 19 jun 2013.

Postado por Eduardo Popinhak Franco às 2/01/2026 10:22:00 AM Nenhum comentário:
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Marcadores: Ajuste social, ciências sociais, construção social, controle social, etnocentrismo, Filosofia, história, manicômio, Medicalização, política, Reforma psiquiátrica

segunda-feira, 26 de janeiro de 2026

Usualidade normativa, patologia e contrafactualidade

O conceito de usualidade normativa tem base no conceito de que os fatos que geralmente ocorrem representam uma normatividade de leis naturais e leis sociais e que acontecer algo diferente é sinal de perturbação de leis naturais e leis sociais e por isso patologia. Como explicação alternativa não baseada em patologia, é possível a estrutura conceitual de explicação segundo a qual a contrafactualidade de leis naturais e leis sociais exige estratégias diferentes de influência sobre variáveis naturais e sociais. A complexidade da base diferente de variáveis naturais e sociais e insuficiência do repertório de usualidade normativa é sinal de incompletude de influência sobre variáveis, necessidade de curva de aprendizagem de estabelecimento de novo repertório e portanto poderia significar um estado natural e social de menores problemas ao invés dos maiores problemas que surgem uma vez que a usualidade normativa é perturbada.

Postado por Eduardo Popinhak Franco às 1/26/2026 08:12:00 PM Nenhum comentário:
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Marcadores: desmame, desmedicalização, Filosofia, ideologia, Medicalização, normalidade, normopatia, política, psicologia, Psiquiatria, Reforma psiquiátrica

quinta-feira, 22 de janeiro de 2026

Definição cpto. de manicomialização

Uma definição comportamental de manicomialização é o desrespeito sistemático e generalizado aos princípios de aprendizagem operante nas áreas de análise experimental do comportamento e behaviorismo radical atrelado a práticas sociais típicas e recorrentes com consequências equivalentes, semelhantes ou substitutivas às alegações de resultados de "doença mental" do pensamento social e biológico manicomiais.

Postado por Eduardo Popinhak Franco às 1/22/2026 09:36:00 AM Nenhum comentário:
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Marcadores: análise do comportamento, behaviorismo radical, Doença mental, estigma, Loucura, manicômio, Medicalização, Modelo Asilar, Modelo biomédico, Psiquiatria, Reforma psiquiátrica, riscos

sábado, 10 de janeiro de 2026

Protocolo comportamental de crise

Algo que acontece nas práticas de atenção a crise atuais é o comportamento de se livrar / se esquivar do problema por impulsividade emocional de terminar com um problema que se prolonga  (ex.: internar, medicar ou atirar) . "Resolver" um problema dessa forma é como resolver um problema tirando da tomada ou formatando um computador. É uma forma de evitar a responsabilidade de resolver o problema. Para que  isso não aconteça seria necessário saber manejo de comportamento em um nível minimamente bem sucedido. O conceito de comportamento como atividade ou ação é insuficiente para descrições de funções de comportamentos em contingências de reforçamento (circunstâncias). Um problema dos protocolos de crise é serem baseados  em ações/atividades fixas e não em princípios do comportamento dentro de circunstâncias em relações funcionais sistemáticas. A dificuldade existe porque as relações sistemáticas dependem de como a pessoa em crise funciona e não é correto agir com base em predefinições de relações funcionais fixas para todos. Como resultado não há real resolução do problema. Em uma situação de crise o protocolo deveria ser pensado para testar relações funcionais rápido e intervir de acordo. Quanto maior a segurança do que fazer mais rápido isso seria realizado. Precisaria ser desenvolvido um planejamento de ensino, monitoramento continuado de resultados e atualização do protocolo com base nos erros até conquistar um nível suficiente de acertos sem emprego de falsas soluções. Um conjunto de registros verbais ou em vídeo de várias dessas situações seria um material de ponto de partida. Esse raciocínio é experimental e usa a base conceitual da análise experimental do comportamento e behaviorismo radical.

Postado por Eduardo Popinhak Franco às 1/10/2026 03:42:00 PM Nenhum comentário:
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Marcadores: análise do comportamento, behaviorismo radical, crise, estigma, hospitais psiquiátricos, internação involuntária, Internação psiquiátrica, Loucura, manicômio, Modelo Asilar, Modelo biomédico, riscos

Fazer pesquisa por olhar disciplinado

O processo de fazer pesquisa, principalmente em questões de campos com múltiplas contribuições de perspectivas teóricas, não necessariamente precisa acontecer por definição de uma metodologia de definição de procedimento típico. Esse tipo de procedimento é eficaz na obtenção de confiabilidade e validade. No entanto, o núcleo do processo de fazer pesquisa é o conceito de identificação de determinantes e não o conceito de método. Com isso, a pesquisa poderia ocorrer, por exemplo, por preparação de um olhar disciplinado através do aprofundamento em um domínio de conceitos e fenômenos e o relacionamento sistemático com tais conceitos e fenômenos que induziriam a discriminação e generalização a respeito de identificação de determinantes e formação de conceitos correspondentes a tais determinantes. Logo, a definição de método seria a programação de condições de interação sistemática com um domínio empírico. Por isso, através de um olhar disciplinado e a interação sistemática com um domínio empírico é possível que pessoas imersas em problemas sociais sistêmicos possam contribuir com o conhecimento mesmo sem inserção dos resultados em ambientes acadêmicos.

  

Postado por Eduardo Popinhak Franco às 1/10/2026 10:39:00 AM Nenhum comentário:
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Marcadores: antropologia, aprendizagem, ciências sociais, Filosofia, Medicalização, Reforma psiquiátrica, saúde mental, sistema de saúde mental, usuários

quinta-feira, 8 de janeiro de 2026

Flow/Fluxo em linguagem comportamental

O processo de fluxo (flow) em psicologia cognitiva como uma forma de atividade fluente e satisfatória seria descritível em uma linguagem de comportamento operante como um resultado de realizar atividades que exigem pré-requisitos com disponibilidade de pré-requisitos o suficiente para obter reforço positivo na forma de sucesso na própria atividade ou domínio da mesma. O fato de serem atividades que sejam valorizadas e reconhecidas pela cultura contribui para o estabelecimento e manutenção de repertório sofisticado por reforço positivo de atividade custosa. O fato de já ter conquistado bom grau de nível de proficiência contribui para que a atividade não seja sentida emocionalmente como custosa.


Postado por Eduardo Popinhak Franco às 1/08/2026 11:18:00 AM Nenhum comentário:
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Marcadores: análise do comportamento, aprendizagem, behaviorismo radical, economia, neurociência, neuropsicologia, psicologia cognitiva, sucesso

quarta-feira, 7 de janeiro de 2026

Etnocentrismos de valores rígidos ou flexíveis

Parte relevante das dificuldades de relacionamento medicalizadas ou não medicalizadas possivelmente tem origem em etnocentrismos (estranhamentos sem relativização metodológica) a respeito de rigidez ou flexibilidade, sem polarização positiva e negativa atrelada a cada tipo respectivamente, em relação a valores que contribuem para manter comportamentos.

Postado por Eduardo Popinhak Franco às 1/07/2026 08:28:00 AM Nenhum comentário:
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Marcadores: antropologia, cultura, Doença mental, Loucura, Medicalização, Modelo Asilar, Modelo biomédico, preconceito, Reforma psiquiátrica, transtorno de personalidade, transtorno mental

sexta-feira, 2 de janeiro de 2026

Condições de medicalização por eventos

Processo de medicalização em sequência de eventos:

1) Uma família aderente ao modelo científico da psiquiatria biológica.

2) Uma família com legitimidade de poder para definir o esperado e em situação confortável.

3) Uma pessoa da família sem legitimidade de poder submetida ao esperado e em situação desconfortável.

4) Uma situação de consulta em que são observadas respostas da pessoa em situação desconfortável.

5) Uma situação de consulta em que a pessoa submetida ao esperado não demonstra aderência ao modelo científico da psiquiatria biológica.

6) Uma afinidade na versão popular de medicalização entre médico e família que estabelece a conexão entre modelo científico e versão popular.

7) A autoridade médica é reconhecida pela família e pela sociedade e o diagnóstico da pessoa sob tratamento se torna identidade social.

8) A negação desse processo de medicalização pela pessoa em tratamento ou profissional de saúde é interpretada como sintoma de patologia ou irresponsabilidade/incompetência profissional devido à restrição de modo lógico de modalidade de mundos possíveis (lógica modal), contrafactualidade e ontologia que implica em conclusão de absurdidade.

9) A cronificação do estado de medicalização se mantém.

10) Com a manutenção da cronificação de tratamento padrão os riscos biológicos relacionados com o tratamento contínuo de manutenção se acumulam.

11) Os riscos acumulados eventualmente resultam em crises com risco à vida ou em vida abreviada.

Postado por Eduardo Popinhak Franco às 1/02/2026 12:35:00 PM Nenhum comentário:
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Marcadores: antropologia, crise, Doença mental, fabricação de doenças, Loucura, Medicalização, Modelo Asilar, Modelo biomédico, Psiquiatria, Reforma psiquiátrica, riscos, transtorno mental

terça-feira, 30 de dezembro de 2025

Medicalização: versão popular e científica

Os entendimentos sobre medicalização e desmedicalização tem base conceituais equivalentes expressas em manifestações populares e científicas.

No entendimento intuitivo sobre medicalização há duas versões:

1a) Popular: qualquer erro além de uma margem de erros comuns e toleráveis é falha do cérebro e circunstâncias não são inteligíveis ou relevantes.

1b) Científica: erros de apresentação de comportamentos entendidos como corretos são resultado um subconjunto restrito de alterações cerebrais orgânicas tomadas como explicação fundamental e central, isto é, comportamento é subconjunto restrito do cérebro.

No entendimento intuitivo não medicalizante há duas versões:

2a) Popular: os erros são resultado de circunstâncias inteligíveis e relevantes.

2b) Científica: os erros são resultado de desafios de aprendizagem inseridos em circunstâncias tomadas como explicação fundamental e central, isto é, de contingências de reforçamento que configuram aprendizagem de relações com o mundo, isto é, comportamentos.

Postado por Eduardo Popinhak Franco às 12/30/2025 11:02:00 AM Nenhum comentário:
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Marcadores: análise do comportamento, antropologia, Medicalização, neurociência, neuropsicologia, psicologia baseada em evidências, psicologia cognitiva, psicologia e neurociência popular, Psiquiatria, Reforma psiquiátrica

segunda-feira, 15 de dezembro de 2025

Restrição de modos lógicos e psiquiatria biológica

Restrição de modos lógicos e de possibilidades na psiquiatria biológica: modalidade, contrafactuais e ontologia.

ChatGPT 

https://eduardopopinhakfranco.substack.com/p/restricao-de-modo-logico-e-de-possibilidades?r=reg7i

Postado por Eduardo Popinhak Franco às 12/15/2025 08:06:00 PM Nenhum comentário:
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Exigência de diploma para divulgação - 2

O texto Implicações do modelo médico e análise do comportamento (https://crisedapsiquiatria.blogspot.com/2025/01/o-modelo-medico-e-analise-experimental.html) mostra que exigir diploma para comunicar sobre saúde mental seria arbitrário pois não há uma concepção universalmente aceita de modelo científico de cérebro e mente/comportamento. No organicismo a mente e o comportamento são explicados como subconjuntos restritos do cérebro. Em uma concepção não organicista o cérebro é variável que participa da determinação da mente e do comportamento mas não é explicação fundamental, última e hierárquica. Como definir o diploma correto para falar de saúde mental com essa relatividade de fundamentos e pressupostos? Uma vez que se exija formação médica para fazer divulgação de saúde mental qual seria o pressuposto legítimo: a redução ao cérebro com potenciais riscos bioéticos e de direitos humanos ou a descrição de relações com o mundo observáveis que o organicismo nega?

Postado por Eduardo Popinhak Franco às 12/15/2025 06:15:00 PM Nenhum comentário:
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Exigência de diploma para divulgação

Um projeto de lei quer exigir diploma para publicar sobre saúde mental nas redes sociais. Há um risco sobre como será definido quem tem a formação legítima para falar de saúde com o risco de criar um manicomialismo oficial de Estado e uma oficialização de restrição do discurso de saúde mental ao viés de interesses corporativos. Não tenho ideia se esse blog seria reconhecido como uma formação legítima.

Postado por Eduardo Popinhak Franco às 12/15/2025 02:00:00 PM Nenhum comentário:
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Marcadores: economia, psicologia, Psiquiatria, Reforma psiquiátrica

quinta-feira, 11 de dezembro de 2025

Sinais clínicos superficiais e universais

Por que reduções explicativas universais ou abrangentes de propriedades visíveis de comportamento tem baixa validade e confiabilidade?

Conceitos clínicos sobre o comportamento são agregadores de determinantes, fenômenos, mecanismos orgânicos e fisiológicos, mecanismos, fenômenos e processos de aprendizagem, outros esquemas explicativos com pressupostos e conceitos teóricos diversos assim como circunstâncias bastantes diversas  embora organizáveis em classes. Logo, a redução explicativa automática de impressões estereotipadas sobre o comportamento a categorias explicativas e suas etiologias correspondentes são antes indicadores de influência de certos modelos científicos já que a diversidade de explicações não reconhecida por pessoas com afinidade exclusiva a uma forma de redução explicativa levaria a uma saudável postura de ceticismo ou relativismo. Logo, conceitos clínicos são o ponto inicial de um funil mercadológico que seleciona clientes interessados. Uma vez que haja um público interessado uma realidade social construída se forma em torno de determinadas preferências e interesses. Logo, uma parte de fé e interesse existe em explicações tratadas como dogmas impositivos e hegemônicos ou outras explicações. Esse questionamento tem como base o fato de que há baixa confiabilidade e validade na identidade unívoca de sinais clínicos superficiais e universais atribuídos através de interpretação teórica com seus correspondentes etiológicos categóricos já que além da necessidade de delimitação de domínios empíricos de validade e confiabilidade, a interpretação dos domínios empíricos é mediada por conceitos teóricos ou conceito teóricos com pretensão de realidade não teórica que estão sujeitos a formação profissional prévia, preferências e interesses. Logo, a conexão entre real e observado não é necessariamente óbvia.

Postado por Eduardo Popinhak Franco às 12/11/2025 12:51:00 PM Nenhum comentário:
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Marcadores: economia, Filosofia, medicina geral, Modelo Asilar, Modelo biomédico, neurociência, política, psicologia, Reforma psiquiátrica

terça-feira, 9 de dezembro de 2025

Acesso aos fatos: organicismo e comportamentalismo

O programa de pesquisa organicista em saúde mental e o programa de pesquisa de análise experimental do comportamento definem formas diferentes de acesso aos fatos através de observação direta e indireta e de construção de fatos impregnados por cada programa de pesquisa. No programa de pesquisa organicista o fato de ser enviado a uma circunstância de demanda de avaliação por observação direta e observação indireta através da família e sociedade estabelece ocasião para que sejam produzidas provas ou evidências de respostas de desajuste previamente identificadas como problemas para famílias e sociedade. No programa de pesquisa de análise experimental do comportamento o acesso aos fatos, que teria como condição de descrição a adesão ao conceito de comportamento operante, é feito através do registro de histórico de fatos que não estão presentes fisicamente, isto é, distribuídos no ambiente espacialmente e temporalmente. Logo, a identificação de desajuste é facilmente observável pela psiquiatria biológica. No entanto, facilidade de observação do programa de pesquisa organicista não implica em explicação científica de qualidade se não houver satisfação dos valores cognitivos de capacidade de predição e controle, isto é, de alteração e resolução de realidades observadas.

Postado por Eduardo Popinhak Franco às 12/09/2025 10:25:00 PM Nenhum comentário:
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Marcadores: ABP, análise do comportamento, behaviorismo radical, crise, Doença mental, Loucura, Medicalização, Modelo Asilar, Modelo biomédico, neurociência, psicofarmacologia, Psiquiatria, Reforma psiquiátrica, transtorno mental

domingo, 30 de novembro de 2025

Definição de mentalismo por extensão

Uma possibilidade de definição por extensão análoga a definição de mentalismo obtida por exame conceitual de relações empíricas com o mundo implica em descrever conceitos e processos sociais, modelos científicos e práticas correspondentes que tem como princípio pragmático de funcionamento a negação de relações com o mundo, isto é, o domínio empírico do conceito de comportamento operante.


Postado por Eduardo Popinhak Franco às 11/30/2025 12:52:00 PM Nenhum comentário:
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Marcadores: análise do comportamento, antropologia, behaviorismo radical, ciências sociais, Direitos, Filosofia, Reforma psiquiátrica

quinta-feira, 27 de novembro de 2025

Fichamento sobre ciência e valores

"Utilizaremos dois autores importantes que irão direcionar o presente estudo: Thomas Kuhn, que apresenta uma abordagem científica baseada na emergência de um paradigma fruto de uma revolução científica e Hugh Lacey, que possui uma compreensão do desenvolvimento científico baseado na atuação de múltiplas estratégias no interior de uma determinada pesquisa.

Segundo Lacey, a estratégia constitui uma modificação da noção de paradigma de Kuhn. Enquanto o paradigma restringe os fatos que serão considerados por uma determinada comunidade científica para que esta possa conhecê-los mais profundamente, a estratégia possui o papel de restringir o tipo de teoria considerada e selecionar os dados empíricos a serem considerados para o fim de testar as várias teorias provisoriamente mantidas (LACEY, 2009). Considerada a ligação entre os dois elementos é possível afirmar que enquanto Kuhn apresenta uma ciência normal baseada em um paradigma vigente, Lacey admite a ação de múltiplas estratégias que poderão atuar simultaneamente, sendo a questão fundamental a escolha e compatibilidade entre elas (LACEY, 2001)

Em primeiro lugar, Lacey define o lugar e o papel que os valores ocupam em seu modelo de desenvolvimento científico. Os valores cognitivos possuem importância fundamental na escolha de teorias científicas e são constitutivos da ciência. Eles representam as propriedades das teorias que julgamos serem constituintes de uma boa teoria, por exemplo: adequação empírica, consistência, simplicidade, fecundidade, eficácia, poder explicativo, verdade e certeza. Os valores não cognitivos são aqueles que não possuem relação com a aceitabilidade de uma teoria científica como, por exemplo: valores éticos, sociais, políticos, religiosos, etc.

A tese de uma ciência livre de valores constitui uma das bases das discussões propostas por Lacey. Tendo sua base em Galileu Galilei, esta tese possui três elementos importantes: a imparcialidade, a neutralidade e autonomia (LANTIMAN, 2015, p. 18).

Em Valores e Atividade Científica, volumes 1 (LACEY, 2008) e 2 (LACEY, 2010), ele defende que a imparcialidade é a única que pode ser sustentada no interior das práticas científicas, uma vez que é baseada apenas em valores cognitivos. A imparcialidade sustenta que a teoria, para que seja corretamente aceita, deve manifestar critérios cognitivos em grau suficientemente elevado, a luz dos dados empíricos. Ela forma um escudo que impede que valores não cognitivos sejam inseridos ou desempenhem algum papel no momento de avaliação de teorias.

A autonomia está relacionada principalmente aos membros de determinada pesquisa, a pesquisa científica em si e suas metodologias e ao modo pelo qual são guiadas. É cada vez mais evidente que os anseios das grandes indústrias e corporações estão fundamentados em interesses econômicos (visando principalmente o lucro e o aumento do capital) e de mercado (onde há forte investimento na expansão de seus poderes e negócios). A determinação de prazos, muitas vezes reduzidos, impede o desenvolvimento das possibilidades que podem ser alcançadas pela ciência e suplantam os interesses de formação de conhecimento e entendimento de novos fenômenos.

A neutralidade, de modo geral, informa que os resultados produzidos pela pesquisa científica, avaliados e aceitos de acordo com a imparcialidade, não possuem implicação lógica para qualquer perspectiva valorativa, seja ela política, ética, social, etc. Ao mesmo tempo, promove que as teorias, quando corretamente aceitas, podem se adequar a qualquer perspectiva de valor, ideologia ou visão de mundo

Lacey proporciona uma variação do modelo kuhniano de desenvolvimento científico, onde a pesquisa científica é guiada pelo que ele denomina estratégias de restrição e seleção. A adoção de uma estratégia, segundo Lacey, define os tipos de fenômenos e as possibilidades que serão consideradas interessantes à pesquisa. A estratégia possui o papel de restringir os tipos de teorias que serão consideradas em determinada pesquisa e selecionar os dados empíricos relevantes (LACEY, 2008, p.109)

Durante muito tempo a ciência tendeu a utilizar um tipo específico de estratégias consideradas como exemplares às práticas científicas: as estratégias materialistas de restrição e seleção ou de abordagem descontextualizadas (LACEY, 2010, p. 91). Esse tipo de estratégia restringe a teoria de modo que esta represente os fenômenos de acordo com as leis da natureza, nos termos de sua geração, ordem, estrutura, processos e leis subjacentes. Os objetos dessa ordem subjacente são caracterizados em termos quantitativos e, assim, não podem ser interpretados tendo como base perspectivas valorativas, pois consideradas enquanto valores relativos à experiência humana, não são oriundas da ordem subjacente do mundo e, desta forma, são abstraídas do desenvolvimento da pesquisa científica.

Se, de acordo com Kuhn, o alvo da ciência é a resolução de quebra cabeças a sua verdadeira definição é demarcada por estratégias. Quando fenômenos e teorias aspirantes a paradigma são confrontados é necessário que, antes de o cientista se engajar na investigação, seja adotada uma estratégia de restrição e seleção que irá selecionar e restringir os tipos de dados e teorias aceitáveis (LACEY, 2010, p. 69)

No modelo de atividade científica proposto por Kuhn, a ciência opera com a utilização de um paradigma. Este é adotado para beneficiar a caracterização e solução dos quebra-cabeças que se apresentam à pesquisa. Enquanto permanecer fecundo o paradigma (ou a estratégia) obterá exclusividade dentro da pesquisa que será conduzida com base nele. (LACEY, 2010, p. 69).

Este fato configura um problema do processo de especialização e se torna claro na exposição de Lacey acerca das estratégias materialistas ou de abordagem descontextualizada. Não podemos negar que as pesquisas baseadas em tais estratégias geraram enorme quantidade de descobertas cientificas e inovações tecnológicas, mas também é necessário ponderar que as estratégias materialistas possuem um caráter limitador para a pesquisa, pois analisam os fenômenos nos termos de sua geração, sua estrutura, processos e leis subjacentes, dissociando-os de seus contextos sociológicos, históricos, da experiência humana e vinculação com valores externos a ciência (LACEY, 2006, p. 17).

A pluralidade apresentada deve ser fecunda, constituída por estratégias que se complementem a fim de atingir certa “democracia” no interior da pesquisa e na aplicação de seus resultados. Lacey afirma:

Em geral, as possibilidades encapsuladas pelas teorias desenvolvidas sob diferentes estratégias sobrepõem-se, no máximo, por sugerirem que um “entendimento completo” dos fenômenos do mundo da experiência vivida não pode ser obtido (mesmo a princípio) se for submetido a apenas um dos tipos de estratégias. Essa é a base para a complementariedade das estratégias (LACEY, 2012).

Para garantir a abrangência de entendimento sobre os fenômenos é importante que a pesquisa seja conduzida por uma multiplicidade de abordagens, uma vez que há diversas questões, interesses e valores envolvidos desde o momento do estabelecimento das metodologias, que serão a base dos estudos sobre determinado objeto, até a aplicação dos resultados obtidos pela pesquisa.

O que observamos nos dias atuais é que a ciência e a sua prática estão cada vez mais apressadas, sujeitas a prazos e a investimentos corporativos, institucionais e governamentais que visam, principalmente o lucro e o bem-estar de um pequeno grupo. O conhecimento científico obtido pode ser utilizado tanto para fins pacíficos quanto para fins hostis. Este fato não constituiria a própria ciência como ré, mas sim os indivíduos responsáveis pelo desenvolvimento e aplicação do conhecimento obtido através da pesquisa (LACEY, 2010, p. 95)."

Referência:

LANTIMAN, Camila. Pluralidade de estratégias e adoção de um paradigma: Hugh Lacey, Thomas Kuhn e as abordagens da pesquisa científica. Em Construção. ano 1, n. 1, 2017, pp. 69-80. DOI:10.12957/emconstrucao.2017.28125


Postado por Eduardo Popinhak Franco às 11/27/2025 03:20:00 PM Nenhum comentário:
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Marcadores: crise da psiquiatria, economia, Filosofia, justiça social, Lacunas da neurociência, Modelo Asilar, Modelo biomédico, política, Reforma psiquiátrica

quarta-feira, 26 de novembro de 2025

"Saúde mental" e "doença mental" como condição social

A condição de "normalidade mental" é definida geralmente como ausência de doença. A condição de "anormalidade mental" é definida como um evento fechado em si mesmo, no caso uma "patologia biológica". No entanto, definir "normalidade mental" como uma condição social de status social confortável, estável e seguro tem implicações descritivas interessantes como um experimento de pensamento. Ao pensarmos em "doença mental" como uma ausência de condição social de status social confortável, estável e seguro alguns tipos de eventos tornam-se visíveis e relevantes como condições determinantes de saúde mental e de saúde social. Apesar de ser uma definição em termos sociais não há necessidade de exclusão de variáveis biológicas uma vez que alterações biológicas, independentemente de origem causal, estabelecem alguma forma de perda de "condição social de status social confortável, estável e seguro". Portanto, uma definição positiva e social de "normalidade mental" permite uma leitura multifatorial de condições determinantes de "estigma" ou de atribuição de "valor social negativo" tratados como equivalentes de "doença mental". A partir desse conceito de "saúde mental", o fato de que haja estigma a respeito da "doença mental" é uma consequência de uma perda de condição social e a "doença mental" não necessariamente é o primeiro antecedente causal da sequência de eventos classificados como próprios desse domínio empírico. Uma condição social favorável tem como consequência a reorganização de eventos na direção de efeitos facilitadores e uma condição social desfavorável a reorganização de eventos na direção de efeitos dificultadores. Logo, a recuperação de "saúde mental" tem como desafio ou barreira a conquista de condição social, sendo essa conquista de condição social imersa em relações de poder que perpassam o funcionamento social.

Postado por Eduardo Popinhak Franco às 11/26/2025 07:31:00 PM Nenhum comentário:
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domingo, 23 de novembro de 2025

Capacidade preditiva da psiquiatria biológica

O entendimento social de que o diagnóstico psiquiátrico seja preditivo não é estabelecido como unanimidade. Enquanto algumas presumem ser o diagnóstico psiquiátrico perfeitamente preditivo outras tem experiência direta de predições não confirmadas. Logo, não deveríamos presumir que a psiquiatria biológica tem poder preditivo apenas com base em nomeação diagnóstica para tomar decisões. Outro lado desse tema é que o erro de predição também ocorre com pessoas com vidas entendidas como normais ou normativas. O perigo de presunção de perfeição de predições psiquiátricas é criar ou reproduzir fatos sociais sem base.
Postado por Eduardo Popinhak Franco às 11/23/2025 09:15:00 AM Nenhum comentário:
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segunda-feira, 17 de novembro de 2025

A omissão básica na avaliação psiquiátrica

Problemas de comportamento surgem e se agravam ou se resolvem e se amenizam uma vez que haja um ambiente suficientemente difícil ou suficientemente facilitado em termos de aumento ou diminuição de necessidade de aprendizagem para satisfação de contingências de reforçamento. Quando a avaliação psiquiátrica em consultório através apenas de uma conversa com o paciente e os familiares tem como o ponto de partida que problemas de comportamentos são apenas subconjuntos de alterações cerebrais e que não há relevância das circunstâncias (contingências de reforçamento) e aprendizagem (cf. série Hierarquia entre modelo biomédico e análise experimental do comportamento), funciona na prática como uma pessoa com "cérebro normal" pedindo para corrigir uma pessoa com "cérebro defeituoso". A implicação disso é que, ao ignorar que algumas pessoas tem maior domínio sobre o ambiente (as pessoas de "cérebro normal"), está induzindo e reforçando uma expectativa de que a pessoa com menor domínio sobre o ambiente (a pessoa com "cérebro defeituoso") além de ter problemas de comportamentos resultantes de um ambiente suficientemente difícil, seja em termos de desenvolvimento seja em termos de dificuldade de satisfação de contingências de reforçamento, ainda deve ser capaz de prover um ambiente o suficientemente facilitado para as pessoas com maior domínio sobre o ambiente. Logo, há uma duplicação de dificuldades e adicionalmente a dificuldade de adquirir um papel social de "doente mental", ser induzindo a seguir uma carreira moral de paciente psiquiátrico, lidar com as dificuldades relacionadas com o tratamento farmacológico, o sistema de saúde mental e o conjunto de desafios relacionados com o pensamento manicomial e sua difusão na sociedade e cultura. Para piorar ainda mais, a dificuldade adicional de não ter essa problematização reconhecida como válida. Portanto, é inteligível que uma pessoa nessas circunstâncias tenha uma piora progressiva de sua situação de saúde mental e que a suposta "capacidade orgânica de responder adequadamente" não seja suficiente. 
Postado por Eduardo Popinhak Franco às 11/17/2025 01:19:00 PM Nenhum comentário:
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Marcadores: Ajuste social, análise do comportamento, crise, cronicidade, Doença mental, estigma, Internação psiquiátrica, Loucura, Medicalização, psicofarmacologia, Reforma psiquiátrica, transtorno mental

Genética de Hitler

https://noticias.uol.com.br/ultimas-noticias/deutschewelle/2025/11/15/o-que-analises-do-dna-de-hitler-revelam-sobre-o-lider-nazista.htm


Os aliados tinham bases de pensamento semelhantes antes e continuaram tendo depois da 2a guerra. É mais um resultado ridículo da historiografia psiquiátrica. Esses trabalhos com casos históricos extremos funcionam como testes de modelo científico. O documentário apresenta a ciência de base como infalível. É uma inversão política anacrônica que mostra como a biologia também é política e ideológica.

Postado por Eduardo Popinhak Franco às 11/17/2025 01:26:00 AM Nenhum comentário:
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quinta-feira, 13 de novembro de 2025

Explicação cognitiva de resposta/cérebro

O conceito cognitivista de explicação da interface resposta/cérebro é de que não são os fatos do mundo que explicam o comportamento e sim a representação cerebral dos fatos do mundo. Nessa perspectiva, as representações do mundo são variáveis dependentes ou resultantes das variáveis independentes de estados do cérebro. As respostas são tratadas teoricamente como variáveis dependentes da variável independente capacidade orgânica de responder. Logo, a terapia cognitiva envolve cortar o efeito da determinação de representações mentais pelo cérebro através da mudança de cognições no aspecto psicológico e cortar o efeito da "patologia cerebral" através de medicações ou outras intervenções cerebrais.

Postado por Eduardo Popinhak Franco às 11/13/2025 12:55:00 AM Nenhum comentário:
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Marcadores: cognição, funções cognitivas, Medicalização, neurociência, neuropsicologia, psicologia, psicologia baseada em evidências, psicologia cognitiva, psicologia e neurociência popular, terapia cognitiva

A interface resposta/cérebro

Há um entendimento comum análogo ao conceito de relação entre mente/cérebro como aspectos de um mesmo fenômeno unitário em relação ao conceito de comportamento. O conceito formado é de que a resposta observável ou relação resposta/forma do comportamento (topografia) e cérebro, parte do comportamento, são uma redução cerebral equivalente ao conceito completo de comportamento. Logo, se circunstâncias ou contingências de reforçamento favorecem respostas não entendidas como problemas, então é inferido que o cérebro ou o seu estado orgânico está ou é saudável independentemente de classes antecedentes ou classes consequentes ou possivelmente classes de respostas os quais não são reconhecidos como fenômenos válidos ou existentes. A inversão do raciocínio para as "respostas cerebrais patológicas" também é aplicável. Logo, qualquer "relação resposta/cérebro" que não esteja de acordo com o esperado, independentemente de circunstâncias ou contingências de reforçamento, está sujeito a ser potencialmente medicalizado ou patologizado.

Postado por Eduardo Popinhak Franco às 11/13/2025 12:05:00 AM Nenhum comentário:
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Marcadores: análise do comportamento, behaviorismo radical, Medicalização, Modelo biomédico, neurociência, psicologia e neurociência popular, Psiquiatria

sábado, 8 de novembro de 2025

Definição de níveis ótimos de dopamina

A definição de um padrão adaptativo ou excessivo de nível de dopamina para prescrição de dose de neurolépticos geralmente utiliza a observação da adaptação de comportamentos observados a um meio genérico entendido como neutro e constante. No entanto, definir níveis ótimos de dopamina, uma vez que se entenda isso como desejável, ocorre efetivamente de acordo com a disposição de taxa de demandas e custo (de função geralmente aversiva sem disponibilidade de repertório de comportamentos) de satisfação de contingências de reforçamento relativamente à quantidade de disposição de ocasiões para reforço positivo (consequências) minimamente suficientes para saciação, fortalecimento e manutenção de comportamentos. Extremos de cada tipo de disposição de contingências de reforço indicariam níveis diferentes de dopamina "adaptativa" através de observação de comportamentos interpretados como sinais para níveis correlacionados de dopamina. Portanto, os níveis de dopamina adaptativos ou excessivos nessa interpretação com base em tipos de ocasiões e consequências para o comportamento operante na verdade seriam um resultado de características de disposições ambientais ao invés de disfunção interna de produção dopaminérgica que na prática psiquiátrica é avaliada posteriormente à apresentação de comportamentos inapropriados e conforme o grau de supressão de comportamentos desejado.

Postado por Eduardo Popinhak Franco às 11/08/2025 04:47:00 PM Nenhum comentário:
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sexta-feira, 7 de novembro de 2025

Neurolépticos e deficiência: definição de processos

Nível biológico: indução de danos orgânicos e funcionais por uso de neurolépticos e negação sistemática dos mesmos por fundo motivacional emocional e comercial

Nível operante: redução de aprendizagem pela redução de interações constante com o ambiente ao longo do desenvolvimento, aumento de custo fisiológico de resposta e indução de extinção fisiológica global constante de repertório operante demonstrado por experimentos em farmacologia comportamental. Ambiente de condições de desenvolvimento de comportamentos operantes (aprendizagem) de baixa qualidade e eficácia de acordo com os princípios da análise experimental do comportamento

Nível social: imposição de dificuldades e exigências sistêmicas e complexas adicionais oriundas da implicação de negação sistemática de funcionalidade e adaptabilidade de comportamentos operantes da pessoa sob tratamento com antipsicóticos resultantes de explicação internalista do modelo médico (organicismo hierárquico) que implica logicamente em negação de princípios biológicos do comportamento operante. Imposição e validação sistemática e incondicional de exigências unilaterais à pessoa sob tratamento com antipsicóticos.

Postado por Eduardo Popinhak Franco às 11/07/2025 01:33:00 PM Nenhum comentário:
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Marcadores: análise do comportamento, antipsicóticos, capital humano, deficiência psicossocial, Doença mental, modelo social da deficiência, neurociência, neurolépticos, Psiquiatria, ref, riscos, transtorno mental

sexta-feira, 31 de outubro de 2025

Artigos de relato de caso de fármacos

O relato de caso de tratamento farmacológico é um tipo de artigo científico com estrutura semelhante a uma pesquisa experimental com delineamento de observação de uma condição anterior (condição A), introdução de variável independente (condição B: fármaco), registro de variáveis dependentes relacionadas ao fármaco (sintomas) e reversão de sintomas com a troca ou retirada de medicação (condição A). O estudo com amostras de uma ou algumas pessoas (método de sujeito único) geralmente é visto como um nível menor de evidência segundo a pirâmide tradicional do modelo de evidências da medicina baseada em evidências tradicional antiga. No entanto, um artigo com bom delineamento apropriado para o objeto de estudo poderia ser interpretado como evidência de validade alta de acordo com a atualização do modelo de evidências da medicina baseada em evidências.

Postado por Eduardo Popinhak Franco às 10/31/2025 08:48:00 PM Nenhum comentário:
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Marcadores: efeitos colaterais, ética, medicina baseada em evidências, medicina geral, psicofarmacologia, Psiquiatria, riscos

domingo, 26 de outubro de 2025

Psicofármacos, saúde geral e literatura científica

Geralmente são omitidas informações sobre as inúmeras e diversificadas alterações biológicas que o uso de psicofármacos ocasionam com o pretexto de evitar a não adesão aos psicofármacos. No entanto, a quantidade de processos biológicos que os efeitos sistêmicos e não específicos dos psicofármacos alteram negativamente descritos em artigos científicos é interminável a ponto de nenhuma pessoa e nem médicos psiquiatras e de outras especialidades ter condições de estar a par de maior parte da literatura científica. Se for adicionado um interesse por tratamentos não farmacológicos na saúde mental e na saúde geral a quantidade e complexidade de conhecimento necessário ainda aumenta consideravelmente. Por isso, os tratamentos amplamente acessíveis geralmente são simplificações dos processos biológicos e sociais de saúde e doença e isto implica em redução do potencial de saúde realizável pragmaticamente pelo sistema de saúde de forma sistemática.
Postado por Eduardo Popinhak Franco às 10/26/2025 09:26:00 PM Nenhum comentário:
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Marcadores: efeitos colaterais, Medicalização, medicina baseada em evidências, medicina geral, Modelo biomédico, psicofarmacologia, psicologia baseada em evidências, Psiquiatria, riscos, saúde geral

Produtividade, o cérebro e a aprendizagem

Registros audiovisuais de pessoas estudando por longos períodos tem probabilidade aumentada de serem interpretados como resultado de um cérebro bem utilizado ou um cérebro impressionante. No entanto, tal conceito altamente difundido é uma interpretação imprecisa da produtividade intelectual e profissional pois a real "boa utilização do cérebro" depende de boa manipulação de variáveis de aprendizagem funcional de aquisição de repertório de comportamentos operantes de produtividade e histórico de sucesso. Tal manipulação não é replicável apenas com linguagem fisicalista de neurobiologia em nível reducionista sobre variáveis de modificação do cérebro.

Postado por Eduardo Popinhak Franco às 10/26/2025 12:24:00 AM Nenhum comentário:
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Marcadores: análise do comportamento, capital humano, economia, estudos, invalidez, Medicalização, neurociência, neuropsicologia, normalidade, Produtividade, psicologia baseada em evidências, psicologia cognitiva

segunda-feira, 20 de outubro de 2025

Bases de registro de reações adversas

VigiAccess (base da World Health Organization/UMC): https://www.vigiaccess.org/


FAERS Public Dashboard (base da Food & Drug Administration, EUA): https://www.fda.gov/drugs/surveillance/fdas-adverse-event-reporting-system-faers
Postado por Eduardo Popinhak Franco às 10/20/2025 02:36:00 PM Nenhum comentário:
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Marcadores: efeitos colaterais, indústria farmacêutica, psicofarmacologia, riscos, Uso racional medicamentos

quarta-feira, 15 de outubro de 2025

O reforço positivo e a responsabilidade ao "tratar"

É um fato básico do comportamento operante que o reforço positivo reduz o senso crítico sobre o reforço positivo obtido. Por isso, uma vez que haja oferta de soluções simples para dificuldades difíceis de resolver de outra forma, o senso crítico e a responsabilidade se tornam meras inconveniências.

Postado por Eduardo Popinhak Franco às 10/15/2025 12:15:00 PM Nenhum comentário:
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Marcadores: análise do comportamento, economia, indústria farmacêutica, Internação psiquiátrica, Medicalização, medicina geral, Modelo Asilar, Modelo biomédico, Psiquiatria, Reforma psiquiátrica, Uso racional medicamentos

terça-feira, 14 de outubro de 2025

Crítica econômica e autismo

A crítica econômica à circulação de dinheiro no tratamento do autismo em parte tem relação com o financiamento público. No entanto, discutir o que deve ser subsidiado não é mera questão político-ideológica e de interesse de grupos. Além disso, discutir a ciência no tratamento do autismo a partir de economia não isenta grupos de interesse de estarem "seguindo o dinheiro" e de provar que suas práticas tem resultados demonstrados inequivocamente e não apenas pela defesa de discursos políticos populares, bonitos e convenientes. Esse tipo de procedimento de avaliação de teorias e práticas em saúde expõe o público a prejuízos advindos de grupos cujo objetivo principal é conquistar espaço dentro do Estado.

Postado por Eduardo Popinhak Franco às 10/14/2025 01:17:00 PM Nenhum comentário:
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Marcadores: análise do comportamento, análise do discurso, autismo, economia, ideologia, manicômio, Medicalização, política, Psicanálise, Psiquiatria, psiquiatria e psicanálise, Reforma psiquiátrica, riscos

sábado, 11 de outubro de 2025

Definição e problematização de sintoma (releitura)

Uma atribuição de sintoma é a transformação de um estranhamento episódico e situado em uma interpretação de valor negativo de algo impregnada de conceitos. De acordo com a preferência epistemológica e ontológica opta-se por priorizar a interpretação entendida como significado ou nível de linguagem privilegiado do evento observado ou priorizar a descrição delimitada do evento observado sem um nível adicional de interpretação além do implícito na observação e descrição do evento. Nesse sentido, há duas direções possíveis e reversíveis no entendimento de atribuição de sintomas: como interpretação ou como evento, e ambas estão inter-relacionadas de acordo com compromissos com pré-condições de conhecimento.

Postado por Eduardo Popinhak Franco às 10/11/2025 04:35:00 AM Nenhum comentário:
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Marcadores: antropologia, crise, Doença mental, manicômio, Medicalização, Modelo Asilar, Modelo biomédico, neurociência, psicologia, psicologia baseada em evidências, Psiquiatria, Reforma psiquiátrica, sintomas negativos

quarta-feira, 1 de outubro de 2025

Releitura crítica de "surto"

Se definirmos a noção social de "surto" por seus elementos constituintes, isto é, não pela aceitabilidade do comportamento, definição que tem viés de poder social e econômico nas relações sociais, mas pela apresentação de comportamentos com alta dificuldade de manejo, tal definição comportaria maior equitatividade e inclusividade em diversidade de valores sociais implícitos, já que incluiria circunstâncias em que há apresentação de comportamentos-problemas em manutenção de boas condições sociais da pessoa que os apresenta mesmo que não seja evidente, esse geralmente é o critério de confirmação, a topografia (forma) de comportamento de aparência de "surto". O significado disso é a demonstração de que a noção social de surto é baseada em observações e descrições mal feitas do comportamento que confirmam ou reproduzem hierarquias sociais. Essa definição tem a virtude de permitir contrafactualidade entre condições sociais favoráveis e adversas.

Postado por Eduardo Popinhak Franco às 10/01/2025 11:27:00 AM Nenhum comentário:
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Marcadores: Ajuste social, aná, construção social, crise, cronicidade, darwinismo social, Doença mental, estigma, hospitais psiquiátricos, internação compulsória, internação involuntária, Loucura, Medicalização, preconceito

sábado, 27 de setembro de 2025

Padrões não responsivos a argumentação

O padrão de comportamento de não alterar comportamento com base em argumentação de pessoas que não são o psicoterapeuta não é exclusivo de pessoas com "doença mental". Esse padrão é um critério comum de identificação de "doença mental". No entanto, a diferença é o quanto se considera um padrão intolerável e o grau de interesse no controle e modificação do padrão. A partir de uma perspectiva crítica e contra-hegemônica que identifica aspectos problemáticos objetivos nas perspectivas e práticas legitimadas, esse padrão é identificável em muitas pessoas sem indício aparente de "doença mental" apesar da evidência de consequências prejudiciais.
Postado por Eduardo Popinhak Franco às 9/27/2025 11:45:00 AM Nenhum comentário:
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Marcadores: análise do comportamento, desmedicalização, Doença mental, esquizofrenia, estigma, Loucura, Modelo Asilar, Modelo biomédico, normalidade, normopatia, psicose, Psiquiatria, Reforma psiquiátrica, transtorno mental

sábado, 13 de setembro de 2025

Identidade diagnóstica é representação comercial?

Seria a afirmação identitária diagnóstica análoga por função a uma forma de representação comercial não remunerada já que os conceitos de diagnósticos tem origem comercial nos Estados Unidos com a Associação Americana de Psiquiatria?

Postado por Eduardo Popinhak Franco às 9/13/2025 12:52:00 PM Nenhum comentário:
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Marcadores: diagnóstico, DSM, economia, indústria farmacêutica, Medicalização

quinta-feira, 11 de setembro de 2025

Pressupostos biomédico-psicossociais e RAPS

A metafísica da psiquiatria biológica como definidora das possibilidades de vida das pessoas sob tratamento, da relação da psiquiatria biológica com áreas de conhecimento e de usuários com a sociedade

ChatGPT

https://eduardopopinhakfranco.substack.com/p/a-metafisica-da-psiquiatria-biologica

Implicações da metafísica da psiquiatria biológica para posicionamentos médicos e sociais sobre medicalização e desmedicalização

ChatGPT

https://eduardopopinhakfranco.substack.com/p/implicacoes-da-metafisica-da-psiquiatria

Contra-axiomas e silogismos sociais da desmedicalização usual

ChatGPT

https://eduardopopinhakfranco.substack.com/p/contra-axiomas-e-silogismos-sociais

A compatibilização de modelo biomédico e desmedicalização na rede de atenção psicossocial em lógica paraconsistente/defeasible

ChatGPT

https://eduardopopinhakfranco.substack.com/p/a-compatibilizacao-modelo-biomedico

Postado por Eduardo Popinhak Franco às 9/11/2025 09:57:00 AM Nenhum comentário:
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Marcadores: desmedicalização, Filosofia, lógica, Medicalização, Modelo Asilar, Modelo biomédico, Psiquiatria, Reforma psiquiátrica

sexta-feira, 5 de setembro de 2025

O organicismo como causa suficiente

O organicismo é entendido culturalmente como explicação suficiente para a saúde plena, vida produtiva e satisfação com a vida. Como consequência intervenções sobre o corpo são prioridade e são incorporadas como soluções para outros tipos de fenômenos biológicos e sociais. O fato de que o organicismo seja adjacente aos outros fenômenos é bem-vindo pois induz o fomento do uso de suas intervenções.

Ler mais:

Alternativas ao organicismo e orgânico como adjacente

https://eduardopopinhakfranco.substack.com/p/alternativas-ao-organicismo-na-saude

Postado por Eduardo Popinhak Franco às 9/05/2025 01:07:00 PM Nenhum comentário:
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Marcadores: economia, indústria farmacêutica, Medicalização, medicina geral, Modelo biomédico, organismo, Psiquiatria, Reforma psiquiátrica

A política da ciência técnica pura

A ciência clássica tem grande valor. No entanto, seus defensores a conceituam como um núcleo de valores cognitivos imparcial, o qual deveria ser o único critério para o conhecimento científico. A ciência descrita dessa maneira desconhece os valores dos sistemas sociais de sua justificação e  fomento, os quais participam da construção de ciência. O mercado é capaz de ser flexível politicamente mas há uma política de crescimento de mercado que define posicionamentos. A crítica à uma ciência politizada e social é uma defesa da técnica alienada de seus determinantes sociais e impactos. Posicionamento limitado em relação à capacidade crítica e de contrafactualidade social. A ciência politizada e social geralmente tem perspectiva temporal de longo prazo e passa por decisões governamentais assim como aumenta as chances de inadaptação mercadológica. Então é de se esperar que os defensores da técnica pura tenham suas indisposições políticas.

Postado por Eduardo Popinhak Franco às 9/05/2025 10:41:00 AM Nenhum comentário:
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Marcadores: ABP, economia, hospitais psiquiátricos, Medicalização, Modelo Asilar, Modelo biomédico, política, psicologia baseada em evidências, psicologia cognitiva, Psiquiatria, Reforma psiquiátrica

segunda-feira, 1 de setembro de 2025

Relacionamentos e transtornos (Nature)

Artigo recente na Nature Human Behaviour identifica que relacionamentos entre pessoas com o mesmo transtorno mental é uma tendência estatística crescente. Certamente a experiência de medicalização, uma tendência histórica crescente, tem um papel nisso.

Fan, C.C., Dehkordi, S.R., Border, R. et al. Spousal correlations for nine psychiatric disorders are consistent across cultures and persistent over generations. Nat Hum Behav (2025). https://doi.org/10.1038/s41562-025-02298-z
Postado por Eduardo Popinhak Franco às 9/01/2025 02:06:00 PM Nenhum comentário:
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Marcadores: Determinismo genético, genes e ambiente, genética, genética da esquizofrenia, Genética e responsabilidade

domingo, 31 de agosto de 2025

Definição de capacitismo

"O que é capacitismo?

Capacitismo é um conjunto de crenças, processos e práticas que produzem — com base nas habilidades que alguém apresenta ou valoriza — um entendimento específico de si mesmo, do próprio corpo e da relação com outros seres humanos, outras espécies e o meio ambiente, incluindo também como a pessoa é julgada pelos outros (Wolbring, 2006a, 2007a, b, c, d). O capacitismo reflete o sentimento de certos grupos sociais e estruturas sociais que valorizam e promovem determinadas habilidades — por exemplo, produtividade e competitividade — em detrimento de outras, como empatia, compaixão e bondade. Essa preferência por certas habilidades em vez de outras leva à rotulação de desvios reais ou percebidos, ou da falta de habilidades consideradas “essenciais”, como um estado diminuído de existência, contribuindo para justificar diversos outros “ismos” (Wolbring, 2006a, 2007a, b, c, d).

O capacitismo é um “ismo” guarda-chuva para outros “ismos”, como racismo, sexismo, castismo, etarismo, especismo, antiambientalismo, produtivismo (baseado no PIB) e consumismo. É possível identificar muitas formas diferentes de capacitismo, como o capacitismo baseado na estrutura biológica (B), o baseado na cognição (C), o baseado na estrutura social (S) e o capacitismo inerente a um determinado sistema econômico (E).

O capacitismo e a preferência por determinadas habilidades têm sido predominantes ao longo da história. Ele moldou — e continua moldando — áreas como segurança humana (Wolbring, 2006c), coesão social (Wolbring, 2007f), políticas sociais, relações entre grupos sociais, indivíduos e países, relações entre humanos e não humanos, e entre humanos e o meio ambiente (Wolbring, 2007a, b, c). O capacitismo é um dos “ismos” mais profundamente enraizados e aceitos socialmente.

Historicamente, o capacitismo tem sido usado por diversos grupos sociais para justificar seu nível elevado de direitos e status em relação a outros grupos. Por exemplo, as mulheres eram vistas como biologicamente frágeis e emocionais e, portanto, incapazes de assumir responsabilidades como votar, possuir propriedades ou manter a guarda dos próprios filhos (capacitismo levando ao sexismo; Silvers et al., 1998; Wolbring, 2003).

Além do racismo e do especismo, a valorização de certas habilidades cognitivas também se manifesta nos estágios de desenvolvimento humano. Fetos e crianças pequenas são frequentemente vistos como não detentores de direitos humanos plenos devido à falta de determinadas habilidades. Da mesma forma, a ausência de certas habilidades cognitivas é usada como argumento para negar certos direitos a “humanos com deficiência cognitiva”.

O capacitismo é um dos “ismos” mais socialmente enraizados e aceitos, e um dos maiores facilitadores de outros preconceitos (por exemplo, o nacionalismo se expressa por meio dos esportes, especismo, sexismo, racismo, antiambientalismo etc.). O capacitismo relacionado à produtividade e à competitividade econômica é a base de muitas sociedades e de suas relações com outras sociedades, sendo frequentemente visto como um pré-requisito para o progresso.

O julgamento baseado em habilidades está tão enraizado na sociedade que seu uso para fins de exclusão dificilmente é questionado ou mesmo percebido. Pelo contrário, grupos marginalizados por alguma forma de capacitismo ou “disableismo” frequentemente utilizam esse mesmo sentimento para reivindicar mudanças de status (“nós somos tão capazes quanto vocês”; “podemos ser tão capazes quanto vocês com as devidas adaptações”).

Precisamos reconhecer que a aceitação e o apoio à “diversidade de habilidades” é tão importante quanto outras formas de diversidade, e que o capacitismo é tão limitador quanto — e muitas vezes a base de — outros preconceitos."

Referência
WOLBRING, Gregor. The politics of ableism. Development, [S. l.], v. 51, n. 2, p. 252-258, jun. 2008.

“Consideramos também que as capacidades normativas que sustentam o capacitismo são produzidas com base nos discursos biomédicos que, sustentados pelo binarismo norma/desvio, têm levado à busca de que todos os corpos reproduzam a capacidade de se afastar do que é considerado abjeção (corpos abjetos são aqueles que, por divergirem do que é considerado típico da espécie, busca-se distanciar a todo custo).”

Fonte: Como construir uma escola que acolha a todas as pessoas? — LAPEE/UFSC.

O capacitismo é “Uma rede de crenças, processos e práticas que produzum determinado tipo de corpo (o padrão corporal) que é projetado como perfeito, típico da espécie e, portanto, essencial e totalmente humano. A deficiência é então moldada como um estado diminuído de ser humano” (Campbell, 2001, p.44).

Mesa: Acessibilidade e Barreiras Atitudinais para a Inclusão da Pessoa com Deficiência Fala: O capacitismo e a produção de barreiras na universidade. IX Semana de Saúde Mental e Inclusão Social. Núcleo de Estudos sobre Deficiência. UFMG

https://wwwufmg-hml.dti.ufmg.br/nai/wp-content/uploads/2021/05/Apresentac%CC%A7a%CC%83o-semana-de-sau%CC%81de-mental-UFMG.pdf

Postado por Eduardo Popinhak Franco às 8/31/2025 03:22:00 PM Nenhum comentário:
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Marcadores: antropologia, deficiência psicossocial, manicômio, Modelo Asilar, Modelo biomédico, Modelo Psicossocial, modelo social da deficiência, Psiquiatria
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    Referências principais do blogue

    • A arte perdida de curar (Bernard Lown)
    • A conquista da supersaúde - Uronal Zancan
    • A construção social da realidade (livro)
    • A Medicina E A Realidade Brasileira (Carlos Gentile De Mello)
    • A palestra no youtube chamada Myth of chemical cure (Joanna Moncrieff).
    • A pílula mais amarga. A história problemática dos antipsicóticos. (livro de Joanna Moncrieff)
    • A Verdade Sobre os Laboratórios Farmacêuticos (Marcia Angell)
    • ABC do charlatão (livro)
    • Anatomia de uma epidemia (livro de Whitaker)
    • Cruel compaixão (livro de Thomas Szasz)
    • Deadly psychiatry and organized denial (livro)
    • Desvio e divergência - Gilberto Velho (Org.) (livro)
    • Escritos selecionados de Basaglia
    • Esquizofrenia (livro de Thomas Szasz)
    • Estigma. Goffman
    • Loucos pela Vida - Paulo Amarante
    • Medicalização em psiquiatria (livro de Amarante e Freitas)
    • Medicamentos mortais e crime organizado (livro)
    • MEDICINA DEMAIS: O USO EXCESSIVO PODE SER NOCIVO À SAÚDE (Marco Bobbio)
    • O doente imaginado (livro)
    • O homem e a serpente - Paulo Amarante
    • O Medicamento como Mercadoria Simbólica - Fernando Lefèvre
    • O mito da doença mental (livro de Thomas Szasz)
    • O que é psiquiatria alternativa (Alan Serrano)
    • Psiquiatria e antipsiquiatria (Cooper)
    • Psiquiatria sob influência (livro de Whitaker)
    • Recovery: an alien concept (Ronald Coleman)
    • Sanidade, loucura e família (livro de Laing)
    • São e salvo. E livre de intervenções médicas desnecessárias (livro)
    • Teses da ABRASME
    • Uma sala tranquila (Neurolépticos para uma biopolítica da indiferença) - Sandra Caponi

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