Pacientes produtores ativos de saúde (prosumo)

Essa avalanche de informações e conhecimento relacionada à saúde e despejada todos os dias sobre os indivíduos sem a menor cerimônia varia muito em termos de objetividade e credibilidade. Porém, é preciso admitir que ela consegue atrair cada vez mais a atenção pública para assuntos de saúde - e muda o relacionamento tradicional entre médicos e pacientes, encorajando os últimos a exercer uma atitude mais participativa na relação. Ironicamente, enquanto os pacientes conquistam mais acesso às informações sobre saúde, os médicos têm cada vez menos tempo para estudar as últimas descobertas científicas ou para ler publicações da área - on-line ou não -, e mesmo para se comunicar adequadamente com especialistas de áreas relevantes e/ou com os próprios pacientes. Além disso, enquanto os médicos precisam dominar conhecimentos sobre as diferentes condições de saúde de um grande número de pacientes cujos rostos eles mal conseguem lembrar, um paciente instruído, com acesso à internet, pode, na verdade, ter lido uma pesquisa mais recente do que o médico sobre sua doença específica. Os pacientes chegam ao consultório com paginas impressas contendo o material que pesquisaram na internet, fotocópias de artigos da Physician's Desk Reference, ou recorte de outras revistas e anuários médicos. Eles fazem perguntas e não ficam mais reverenciando a figura do médico, com seu imaculado avental branco. Aqui as mudanças no relacionamento com os fundamentos profundos do tempo e conhecimento alteraram completamente a realidade médica. Livro: Riqueza Revolucionária - O significado da riqueza no futuro

Aviso!

Aviso! A maioria das drogas psiquiátricas pode causar reações de abstinência, incluindo reações emocionais e físicas com risco de vida. Portanto, não é apenas perigoso iniciar drogas psiquiátricas, também pode ser perigoso pará-las. Retirada de drogas psiquiátricas deve ser feita cuidadosamente sob supervisão clínica experiente. [Se possível] Os métodos para retirar-se com segurança das drogas psiquiátricas são discutidos no livro do Dr. Breggin: A abstinência de drogas psiquiátricas: um guia para prescritores, terapeutas, pacientes e suas famílias. Observação: Esse site pode aumentar bastante as chances do seu psiquiatra biológico piorar o seu prognóstico, sua família recorrer a internação psiquiátrica e serem prescritas injeções de depósito (duração maior). É mais indicado descontinuar drogas psicoativas com apoio da família e psiquiatra biológico ou pelo menos consentir a ingestão de cápsulas para não aumentar o custo do tratamento desnecessariamente. Observação 2: Esse blogue pode alimentar esperanças de que os familiares ou psiquiatras biológicos podem mudar e começar a ouvir os pacientes e se relacionarem de igual para igual e racionalmente. A mudança de familiares e psiquiatras biológicos é uma tarefa ingrata e provavelmente impossível. https://breggin.com/the-reform-work-of-peter-gotzsche-md/

sábado, 4 de junho de 2022

Invalidez iatrogênica

"Concordo com Whitaker e Breggin que muitas, ou provavelmente a maioria das pessoas com deficiência sofrem de danos induzidos por drogas, não de uma doença mental. Nunca vimos uma catástrofe tão gigantesca de produção de doenças iatrogênicas antes."

Peter C. Gøtzsche no livro Psiquiatria mortal e negação organizada

quinta-feira, 2 de junho de 2022

Antipsicóticos/neurolépticos e violência (atualizado)

Em contraste com esses estudos falhos, é bastante revelador observar os estudos realizados antes do advento dos antipsicóticos. Antes de 1955, quatro estudos descobriram que os pacientes que receberam alta de hospitais psiquiátricos cometeram crimes na mesma proporção ou menor do que a população em geral, enquanto oito estudos realizados entre 1965 e 1979 encontraram taxas mais altas.

Peter C. Gøtzsche no livro Psiquiatria mortal e negação organizada

[Comentário: Esse resultado está coerente com os resultados da análise experimental do comportamento sobre comportamentos sob extinção e aversividade. Colocar comportamento sob extinção e aversividade como fazem os neurolépticos/antipsicóticos pode levar a agressividade porque organismos com comportamentos sob condição de extinção e aversividade apresentam comportamento agressivo].

quarta-feira, 1 de junho de 2022

Termo de consentimento de pesquisa sincero

Termo de consentimento sincero segundo Peter C. Gøtzsche no livro Psiquiatria mortal e negação organizada:

Concordo em participar deste estudo, que entendo não ter valor científico, mas será útil para a empresa na comercialização de seu medicamento. Entendo também que se os resultados não agradarem a empresa, eles podem ser manipulados e distorcidos até que o façam, e que se isso também falhar, os resultados podem ser enterrados para ninguém ver fora da empresa. Por fim, entendo e aceito que, caso haja muitos danos graves do medicamento, estes não serão publicados ou serão chamados de outra forma para não levantar preocupações nos pacientes ou diminuir as vendas do medicamento da empresa.

domingo, 29 de maio de 2022

Evangélicos e a psicologia

O pastor evangélico Teruel se refere a fatos psicológicos como esperança, desânimo, depressão, ciúme e inveja. Introduz uma duplicidade de explicação psicológica e espiritual ao se referir a inimigos. Um elemento do que a igreja evangélica faz é fornecer um contexto mais rico de reforço positivo para pessoas que estão em contextos pobres de gratificação ou estão com dificuldade de produzir gratificação. Por isso, uma nomeação naturalizada possível do que a igreja evangélica faz é terapia comunitária. Também fornece regras (afirmações sobre o funcionamento do mundo) sobre como lidar com a inveja e ciúme ou sobre a possibilidade de melhorar de vida através da religião.

Um grau mais alto de terapeutização espiritual é a comunidade terapêutica para casos onde há maior dificuldade de manejar comportamentos. Colocando a pessoa num contexto fechado é mais fácil tentar terapêutizá-la espiritualmente. Mas há um problema com isso: o outro lado da terapêutização é a aniquilação simbólica e física. Isso significa que a linguagem prévia da pessoa é reduzida a uma linguagem estabelecida como superior ou que não sendo possível fazer isso a aniquilação física se torna um grau maior do mesmo processo.


domingo, 15 de maio de 2022

Neurociência no flow e transtornos mentais

Assisti a entrevista com o neurocientista Miguel Nicolelis no podcast Flow hoje.

Um colega dele disse que o problema das intervenções tecnológicas cerebrais (como estimulação magnética transcraniana e neurofeedback) é que o efeito não dura mas que funciona. Provavelmente encontraram variáveis mediadoras.

A relação com o mundo que mantém ou alimenta a ativação cerebral não foi mencionada. Os transtornos mentais foram considerados disfunções autossuficientes do cérebro.

Esse colega dele disse que os avanços nos tratamentos psiquiátricos estão se esgotando.

Eu diria os avanços estão se estagnando porque está nesse caminho errado de considerar o cérebro de forma autossuficiente e isolado do mundo. Qualquer pessoa que conhece saúde mental a fundo sabe que um transtorno mental na grande maioria dos casos está relacionado a condições psicossociais e demais variáveis ambientais.

Acredito que o peso atribuído para cada tipo de fator penda para a formação que a pessoa tem. Mas é possível sim entender de forma reducionista. Se reducionismo funcionasse como se espera de intervenções biomédicas seria mais fácil. Mas acredito que ensinar as classes de comportamentos necessárias para a vida da pessoa ainda é o caminho.

quarta-feira, 11 de maio de 2022

Bulas claras em Portugal

 No site governamental Infarmed de Portugal é possível encontrar bulas com linguagem muito clara e genéricos aprovados e não comercializados ainda. É preciso colocar o nome da substância pois os nomes comerciais variam.

Esse link também está na lista de links do blog.

https://www.infarmed.pt/web/infarmed/servicos-on-line/pesquisa-do-medicamento

Injeção Invega Sustenna genérica

No site do governo de Portugal (Infarmed) estão registradas três marcas de genéricos da injeção Invega Sustenna. Os preços variam de 509 reais a 1143 reais da dose mínima para a dose máxima.

50mg - R$ 509 reais

75mg - R$ 650 reais

100mg - R$ 800 reais

150mg - R$ 1143 reais



Substância Ativa/DCI Nome do medicamento Forma farmacêutica Dosagem Quantidade Tamanho da embalagem Preço Comerc.

Paliperidona Paliperidona Teva Suspensão injetável de libertação prolongada 50mg 1 unidade(s) - .5 ml 97,10 euros Não comercializado

Paliperidona Paliperidona Aldesven Suspensão injetável de libertação prolongada 50mg 1 unidade(s) 99,38 euros Não comercializado

Paliperidona Paliperidona Alter Suspensão injetável de libertação prolongada 50mg 1 unidade(s) 99,38 euros Não comercializado

Paliperidona Paliperidona Teva Suspensão injetável de libertação prolongada 75mg 1 unidade(s) - .75 ml 124,03 euros Não comercializado

Paliperidona Paliperidona Aldesven Suspensão injetável de libertação prolongada 75mg 1 unidade(s) 127,01 euros Não comercializado

Paliperidona Paliperidona Alter Suspensão injetável de libertação prolongada 75mg 1 unidade(s) 127,01 euros Não comercializado

Paliperidona Paliperidona Teva Suspensão injetável de libertação prolongada 100mg 1 unidade(s) - 1 ml 151,90 euros Não comercializado

Paliperidona Paliperidona Aldesven Suspensão injetável de libertação prolongada 100mg 1 unidade(s) 155,56 euros Não comercializado

Paliperidona Paliperidona Alter Suspensão injetável de libertação prolongada 100mg 1 unidade(s) 155,56 euros Não comercializado

Paliperidona Paliperidona Teva Suspensão injetável de libertação prolongada 150mg 1 unidade(s) 213,28 euros Não comercializado

Paliperidona Paliperidona Aldesven Suspensão injetável de libertação prolongada 150mg 1 unidade(s) 218,76 euros Não comercializado

Paliperidona Paliperidona Alter Suspensão injetável de libertação prolongada 150mg 1 unidade(s) 218,76 euros Não comercializado

segunda-feira, 9 de maio de 2022

Pesquise psicofármaco com o celular

O professor da UFSC Emílio Takase foi meu professor de psicologia cognitiva e criou um aplicativo que permite medir a variabilidade da frequência cardíaca com o microfone do celular. Essa variável é boa para avaliar o efeito de psicofármacos no cérebro, no corpo e na saúde psicológica.

A variabilidade da frequência cardíaca tem relação com o nervo vago e o coração. Indica o grau de atividade do sistema nervoso simpático (estresse) em relação ao sistema nervoso parassimpático (relaxamento). Quanto maior é o valor do tônus do nervo vago maior é a ativação do sistema nervoso parassimpático.




Por que fazer isso?

É comum pacientes psiquiátricos, suas famílias e médicos atribuírem o que nomeiam como sintomas psiquiátricos aos níveis insuficientes, instáveis ou excessivos de uma droga. Então proponho a coleta da variabilidade da frequência cardíaca para distinguir se isso realmente está acontecendo.

A literatura científica costuma usar estatística e grupos para medir o efeito dos psicofármacos na variabilidade da frequência cardíaca. Vamos usar um delineamento com sujeito único com antes e depois de ingestão da droga ao longo de um dia, o qual penso que permite evitar melhor fatores ou variáveis confundidoras.

Uma consequência boa seria juntar uma base de dados sobre os efeitos dos psicofármacos na saúde psicológica. Se você quiser realizar a coleta de dados, me enviar os dados ou discutir a implementação ou resultados pode me enviar um e-mail em crisedapsiquiatria.qma56@simplelogin.com [endereço seguro] Gostaria de publicar os resultados no blogue se obtiver permissão para isso.

Gostaria de propor então um manual de pesquisa caseira de psicofármacos com o celular. A regulagem do sinal com o aplicativo Nami (disponível na loja do google) pode ser feita com instrução de uma seção do documento abaixo e não é complicada como pode parecer. Indico o uso de microfone do celular.

FREQUÊNCIA CARDÍACA COMO BIOMARCADOR (INDICADOR) PARA COVID-19/Gripe?

Quem tiver interesse me peça o documento por e-mail 
em crisedapsiquiatria.qma56@simplelogin.com [endereço seguro]

A primeira etapa é olhar a meia-vida e o tempo de início de ação na bula do psicofármaco se informado. Meia-vida é um padrão temporal de metabolização. A ideia é colocar o microfone do celular perto do coração e fazer mensurações da variabilidade da frequência cardíaca ao longo de um período inteiro de metabolização e depois uma repetição ou replicação para comprovação de que fatores confundidores não afetaram a mensuração (fidedignidade de mensuração).

Seriam feitas 2 mensurações na hora anterior à ingestão do psicofármaco e 2 mensurações na hora posterior à ingestão (ou o período de início de ação), ou ajustado em relação ao tempo de início de ação. Isso permite avaliar o efeito inicial do psicofármaco. Também duas mensurações em cada período do dia (manhã, tarde e noite). Se desejar não tem problema fazer menos ou mais mensurações. O importante é encontrar um padrão que se repete.

Procedimento: 1) medição dos batimentos cardíacos uma hora antes de ingerir o psicofármaco. 2) Medição dos batimentos cardíacos uma hora após ingestão do psicofármaco. 3) Medição dos batimentos cardíacos durante os período da manhã, tarde e noite no dia seguinte.

A variável que indica o grau da variabilidade da frequência cardíaca se chama RMSSD e quanto maior for o valor maior a variabilidade da frequência cardíaca.

Alguns fatores confundidores podem ser a nicotina, outras drogas e o estresse momentâneo. Por isso é indicado se a pessoa tomar alguma droga além de 1 psicofármaco descobrir o padrão de ação primeiro (linha de base). Se você tomar mais de 1 psicofármaco por dia pode tomar os psicofármacos em momentos diferentes e fazer uma linha de base múltipla. Ou esperar a coleta de dados de uma pessoa que toma apenas 1 psicofármaco.

Para estabelecer uma linha de base ou padrão anterior confiável é preciso fazer mensurações repetidas e obter resultados semelhantes.

As atividades diárias afetam o nível de estresse e consequentemente a variabilidade da frequência cardíaca. Os efeitos do ritmo circadiano na variabilidade da frequência cardíaca provavelmente são efeito secundário das atividades durante o dia.

Outro fator confundidor é se a pessoa tem transtorno alimentar. As pessoas com transtornos alimentares tem o nível de variabilidade da frequência cardíaca alta. Jejuns prolongados podem afetar a resposta de estresse do sistema nervoso simpático.

Mudar de posição de repouso para tensão postural de ficar sentado ou em pé pode alterar o valor dos batimentos cardíacos e essa variação pode aumentar o RMSSD ou coerência cardíaca e portanto é outro confundidor. Por isso, é melhor não fazer isso ou esperar o corpo se adaptar à posição sentada ou em pé.

Exemplo de um trabalho desse tipo feito por mim em 2014:


sábado, 7 de maio de 2022

Depressão como experiência

Me chamou atenção na Conferência internacional sobre retirada de drogas psiquiátricas do IIPDW da Inglaterra a menção da depressão como uma experiência. Para mim, isso ressoa com uma forma de pensar que estou gostando recentemente: as múltiplas formas de realização do que está classificado sob um mesmo nome (fisicalismo de ocorrência em questões psicofísicas).

A depressão como experiência pode ter diversos mecanismos determinantes: dificuldades socioeconômicas, sociais, de gênero, culturais, econômicas, afetivo-sexuais, etc. Ou diversas dificuldades com a saúde física quando é o corpo. Qualquer coisa que não produza bem-estar e animação.

Obs: Posso ter roubado um pouco no uso do conceito de fisicalismo de ocorrência porque não sei o escopo do conceito.

sábado, 30 de abril de 2022

Szasz sobre O mito da doença mental

"Meu grande, imperdoável pecado em O mito da doença mental foi chamar atenção pública para as pretensões linguísticas da psiquiatria e sua retórica preferida. Quem pode ser contra 'ajudar pacientes que sofrem' ou 'tratar doenças tratáveis'? Quem pode ser a favor de 'ignorar pessoas doentes' ou, pior, 'recusar tratamento que salva vidas aos pacientes'?

Rejeitando esse jargão, eu insisti que hospitais mentais são como prisões não hospitais, que a hospitalização mental involuntária é uma forma aprisionamento não cuidado médico, e que psiquiatras coercitivos funcionam como juízes e encarceradores não médicos e curadores, e sugeri que nós vejamos e entendamos 'doença mental' e respostas psiquiátricas a eles como matérias de lei e retórica, não como matérias de medicina ou ciência."

Dr. Thomas Szasz
via Telegram Antipsychiatry

sexta-feira, 29 de abril de 2022

A reforma psiquiátrica e o rótulo de loucura

A reforma psiquiátrica tem um certo cacoete de reproduzir o discurso médico. Se uma pessoa teve experiência de tratamento psiquiátrico ela é automaticamente chamada de louca. Nem todo mundo tem o senso crítico de separar percepção social de uma condição médica real.

quinta-feira, 28 de abril de 2022

Psicologia baseada em evidências e indicações

 A grande jogada da psicologia baseada em evidências parece ser a facilitação de receber indicação de clientes. De colegas, médicos e plano de saúde. Entrar na lista do plano de saúde facilita muito ser requisitado.

segunda-feira, 18 de abril de 2022

Redução de danos e análise do comportamento

Internação de adictos em lugares fechados e redução de danos. 

Era uma aula de análise experimental do comportamento sobre ressurgência (recaída). Ressurgência é quando um comportamento anteriormente gratificado deixa de ser fortalecido e um comportamento anterior na história do indivíduo se recupera (o segundo mais gratificante). Ele disse que quando o contexto de tratamento é diferente do contexto de vida onde acontece os comportamentos indesejados (seja uso abusivo de drogas ou outros comportamentos). O contexto fechado fortalece comportamentos incompatíveis com a recaída. Mas quando a pessoa sai do lugar fechado esses comportamentos desejados podem se enfraquecer e os comportamentos antigos se recuperam. O que favorece isso é estar num ambiente aberto nada gratificante, pouco gratificante, ser punido, a demora para ser gratificado e o estresse. Acredito que também vale para internação psiquiátrica. Isso tudo descrito em linguagem experimental de laboratório com animais e com humanos. Já sobre a redução de danos os experimentos de laboratório mostram que uma dose pequena da droga faz com que comportamentos de recaída não se recuperem.


Resurgence of alcohol seeking produced by discontinuing non-drug reinforcement as an animal model of drug relapse 

Christopher A. Podlesnik, Corina Jimenez-Gomez and Timothy A. Shahan 

Findings from basic behavioral research suggest that simply discontinuing reinforcement for a recently reinforced operant response can cause the recurrence (i.e. resurgence) of a different previously reinforced response. The present experiment examined resurgence as an animal model of drug relapse. Initially, rats pressed levers to self-administer alcohol during baseline conditions. Next, alcohol self-administration was discontinued and non-drug reinforcers (food pellets) were presented contingent on an alternative response (chain pulling). Finally, when the non-drug reinforcer was discontinued, alcohol seeking recurred even though alcohol was still unavailable for lever pressing. These results suggest that simply discontinuing non-drug reinforcement for a behavior may be sufficient to produce relapse to drug seeking. The resurgence procedure could provide a method to examine environmental, pharmacological, and neurobiological factors that lead to relapse following the loss of a non-drug source of reinforcement. Behavioural Pharmacology 17:369–374 c 2006 Lippincott Williams & Wilkins.


Loss of Alternative Non-Drug Reinforcement Induces Relapse of Cocaine-Seeking in Rats: Role of Dopamine D1 Receptors 

Stacey L Quick1,2, Adam D Pyszczynski1 , Kelli A Colston1 and Timothy A Shahan*,1 1 Department of Psychology, Utah State University, Logan, UT, USA; 2 Department of Psychiatry, Yale University, New Haven, CT, USA 

Animal models of relapse to drug seeking have focused primarily on relapse induced by exposure to drugs, drug-associated cues or contexts, and foot-shock stress. However, relapse in human drug abusers is often precipitated by loss of alternative non-drug reinforcement. The present experiment used a novel ‘resurgence’ paradigm to examine relapse to cocaine seeking of rats as a result of loss of an alternative source of non-drug reinforcement. Rats were first trained to press a lever for intravenous infusions of cocaine. Next, cocaine deliveries were omitted and food pellets were provided for an alternative nose-poke response. Once cocaine seeking was reduced to low levels, food pellets for the alternative response were also omitted. Cocaine seeking increased with the loss of the alternative non-drug reinforcer (ie, resurgence occurred) despite continued extinction conditions. The increase in cocaine seeking did not occur in another group of rats injected with SCH 23390 before the loss of the alternative reinforcer. These results suggest that removal of an alternative source of reinforcement may induce relapse of cocaine seeking and that the dopamine D1 receptor may have a role in this effect. Neuropsychopharmacology (2011) 36, 1015–1020; doi:10.1038/npp.2010.239; published online 12 January 2011 Keywords: relapse; cocaine; dopamine; resurgence; alternative reinforcement


quarta-feira, 13 de abril de 2022

Capacidade de acesso à realidade

A psiquiatria biológica afirma que algumas pessoas tem a capacidade de acessar a realidade e outras não tem essa capacidade por patologia.

Mas se observamos e descrevermos bem os comportamentos dessas pessoas que a psiquiatria diz que tem capacidade de acesso à realidade se percebe que elas se escondem atrás do que todo mundo diz e não tem autonomia de pensamento. Em outras palavras, elas não pensam por si mesmas. Então como podem realmente ter capacidade de acesso à realidade?

Inspirado no vídeo do youtube Filosofia da psicopatologia e em descrições de comportamentos que ouvi

Patentes, antidepressivos e psicodélicos

Post no twitter afirmando que um psiquiatra ligado à indústria farmacêutica que antes elogiava os antidepressivos de inibição de recaptação de serotonina como tratamentos incríveis hoje em dia está afirmando que os antidepressivos são pouco eficazes. Por que isso? Porque a inovação que está prometendo trazer muito lucro agora são os psicodélicos.

Quando as patentes acabam e param de trazer bastante lucro as drogas começam a ser mal faladas.

domingo, 10 de abril de 2022

Bebês psicopatas e o modelo psiquiátrico

Ela está expressando o modelo psiquiátrico clássico com outras palavras. Nesse modelo o ambiente é pouco importante e só é gatilho para predisposições biológicas ou vulnerabilidade biológicas. É importante que isso fique claro para que haja senso crítico.

https://youtu.be/9swAmCNmonI

Quando aplicado ao desenvolvimento, o neodarwinismo conduz, geralmente, a um tipo de pré-formacionismo, no qual se defende que o projeto completo do organismo, com toda informação necessária para especificá-lo, estaria contido nos genes e, portanto, o desenvolvimento seria o mero desdobramento de um programa genético inscrito no ovo fertilizado (Lewontin, 1998/2000).

Trata-se de uma teoria que originalmente defendia a tese de que um organismo completo, em miniatura, estaria presente no gameta masculino, e os ambientes intra e extrauterino forneceriam apenas as condições necessárias para o crescimento (desenvolvimento) desse ser em miniatura (Lewontin, 1998/2000)

Referência:

Elementos Neolamarckistas do Selecionismo Skinneriano

Lewontin, R. (2000). The triple helix: Gene, organism, and environment . Cambridge: Harvard University Press. (Trabalho original publicado em 1998)

Explicação psicossocial:

Comportamento antissocial infantil

http://www.uel.br/grupo-estudo/analisedocomportamento/pages/arquivos/Comportamento%20Antissocial%20-%202000_17%20set%202012.pdf


Decompondo as constelações familiares

Decompondo as constelações familiares

Antes em linguagem intensional ou mentalista, acredito que o conceito de ser relacional é a chave para os resultados positivos porque nega o ser da pessoa fechado em si mesmo e enfatiza o dialógico dentro de um sistema.

A partir de agora a tentativa de tradução numa linguagem mais extensional ou não mentalista do behaviorismo radical.

O conceito de ser relacional, que forma as constelações familiares, significa a constituição da pessoa como uma dialogicidade em relação a um sistema de interações sociais. Ser relacional pode ser traduzido como interação (ou relação) entre o organismo e o ambiente (conceito de comportamento) e dinâmicas sistêmicas pode ser traduzido como contingências de reforçamento que estabelecem relações sociais.

Já as leis do amor podem ser entendidas como maneiras de satisfazer contingências ou exigências ambientais (expectativas de reforço positivo ou de fuga e esquiva) e a descrição de que não cumprir com as exigências ambientais ou satisfazer as contingências de reforçamento pode levar a conflitos ou consequências ruins.

A Lei da ordem pode ser traduzida como um reconhecimento de quem tem poder para estabelecer as contingências de reforçamento e quem precisa satisfazer essas contingências ou exigências ambientais.
 
Lei do equilíbrio pode ser traduzida como o conceito de operante (ação e reação, resposta e consequência). 

A Lei do pertencimento pode ser traduzida como uma regra de não rejeição (aversividade) aos membros da família ou ou também uma regra que induz o reforço positivo para o membro da família antes rejeitado.

A defesa do amor e sua aplicação através de um discurso estético (percepção)  pode ser traduzido como o uso do reforço positivo nas interações sociais familiares.

Observação: Como os membros da associação de psicologia baseada em evidências tendem a ser mais cognitivistas eles enfatizam as cognições específicas das constelações familiares.

Observação 2: Embora seja possível fazer analogias ou traduções a precisão conceitual é bastante diferente mas pode indicar que esses fenômenos estejam atuando.

Referências:


quinta-feira, 7 de abril de 2022

Gêmeos e ambiente igual (genética)

JOSEPH, J. (1998). The equal environment assumption of the classical twin

method: A critical analysis. The Journal of Mind and Behavior, 19, 325-358.

https://www.jstor.org/stable/43854406


The Use of the Classical Twin Method in the Social and Behavioral Sciences: The Fallacy Continues

Jay Joseph

Journal of Mind and Behavior 34 (1):1-40 (2013)

terça-feira, 5 de abril de 2022

Transtorno de Personalidade de Psiquiatra

via Twitter Antipsychiatry

Sintomas de Transtorno de Personalidade de Psiquiatra

Forçar paciente a tomar doses não aprovadas e polifarmácia excessiva. (Comportamentos de risco, má decisões)

Afirmar que apenas psiquiatras são capazes de entender estudos, livros e fontes acadêmicas. (Delírio de grandiosidade, auto-estima inflada)

Não importa o quão trágicos os resultados que eles testemunham, ainda defendem sua prescrição. (Obsessão, psicose)

Suspeitar de pacientes que não estão satisfeitos com seu tratamento e atribuir efeitos colaterais a sua condição inicial. (Paranóia, desconfiança irracional)

Levar pacientes a erro sobre fatos científicos e enganá-los com mitos como a teoria de desequilíbrio químico. (Mitomania, mentira patológica)



quarta-feira, 30 de março de 2022

Estabilidade de dose faz sentido?

Sobre a variável estabilidade de dose
Partindo da premissa de que os psicofármacos são antídotos a doenças subjacentes ao invés de drogas psicoativas e da premissa já avaliada por mim em 2014 (ver sobre socian no blog) de que o nível dos psicofármacos no organismo é maior nas primeiras horas de metabolização e depois no fim do dia num ciclo de 24 horas o nível no organismo cai então o problema seria insuficiência de dose (de antídoto) e não uma questão de manter o mesmo nível do psicofármaco no organismo. Apenas uma descrição indireta do comportamento a partir da linguagem psiquiátrica permite esse raciocínio como quando usa expressões como estabilidade de humor ou estabilidade comportamental (da saúde mental). A partir das premissas anteriores seria esperado que as crises aconteceriam no final do período de metabolização, isto é, do fim da tarde até à noite se a pessoa toma o psicofármaco na hora de dormir e se o psicofármaco tem ciclo de metabolização de 24 horas. E os períodos de estabilidade aconteceriam no período inicial de metabolização.
Além disso pretendo avaliar se a injeção altera em mesmo grau a variabilidade da frequência cardíaca ao longo do mês como os comprimidos alteram diariamente. Se o grau for da mesma magnitude faria sentido esperar que as crises ocorreriam no final do período de metabolização também. Essa predição parece não ocorrer.

terça-feira, 1 de março de 2022

Patologia psiquiátrica: psicoterapia

Patologia psiquiátrica pode ser uma justificativa para salvar tratamentos psicológicos de questionamentos de ineficácia pois serve para justificar porque as pessoas não melhoram.

DSM: reação versus patologia vitalícia

Lane: Voltemos à questão chave da patologização e da despatologização. Voltando a 1968, se me permite, com a publicação do DSM-II, você co-editou com Paul Wilson “A Guide to the APA’s New Diagnostic Nomenclature” (Um Guia para a Nova Nomenclatura Diagnóstica da APA). O artigo é de grande interesse para mim porque nele você discute “a eliminação da palavra ‘reação’ dos rótulos como ‘reação esquizofrênica’, ‘reação paranóica'”, e assim por diante – um grande desenvolvimento, certamente, em como conceitualizamos e descrevemos o diagnóstico psiquiátrico. Houve uma longa discussão na época sobre a realização dessa mudança?

Spitzer: Sobre como fazer isso? Não, não houve nenhuma discussão. Não, não. Você tem que entender: a APA tinha decidido com o DSM-II usar o CID-8. O CID-8 foi escrito por uma pessoa, [Senhor] Aubrey Lewis no Maudsley [Instituto de Psiquiatria, Londres], e ele não apresentou a palavra reação, então, para nós, nunca houve nenhuma discussão.

Lane: Mas apagar a palavra reação de alguns tipos designados de doenças mentais – em um manual de diagnóstico que também pretende defini-los e para que os clínicos os reconheçam – ainda é uma mudança importante porque está alterando o status ontológico da condição …

Spitzer: Sim. Sim, é uma grande mudança. Acho que se houvesse alguma discussão, ela seria na ordem de “Não acrescentamos nada, apenas colocando a palavra reação a tudo”. Você ainda pode acreditar na psicobiologia sem ter a palavra [reação] ali. Esse teria sido o argumento. Mas duvido que houvesse qualquer argumento, porque, naquela época, apenas ter a palavra reação não significava muito.

Lane: Exceto que removê-la significava que se estava de fato transformando uma reação a algo como mais como um estado duradouro, possivelmente vitalício. Sem uma causa óbvia, na medida em que vocês também eliminaram os fatores de estresse que poderiam estar ligados ao meio ambiente, status econômico, dinâmica familiar e assim por diante …

Spitzer: Bem, o que estávamos dizendo é: “Deixar cair a palavra reação não significa realmente nada”. Acho que isso provavelmente é verdade – não acho que tenha significado muito. Com o DSM-III houve enormes controvérsias sobre este e outros desenvolvimentos quando ele foi lançado. Mas com o DSM-II, acho que houve um artigo, possivelmente em um jornal, onde William Menninger sugeriu que ao adotar o CID-8 [baseado na Europa], estaríamos perdendo a contribuição da psiquiatria americana. Agora se ele estava respondendo à questão da reação eu não me lembro. Eu sei que houve essa única reclamação.

https://madinbrasil.org/2022/03/robert-spitzer-no-dsm-iii-uma-entrevista-recentemente-recuperada/

quarta-feira, 16 de fevereiro de 2022

Atitudes diferenciais: tomando ou não remédios

 Seria interessante investigar atitudes e comportamentos diferentes do paciente psiquiátrico, da sociedade e familiares em situações nas quais um paciente psiquiátrico está tomando psicofármacos e quando não está tomando psicofármacos. Certamente os conceitos formados (classificação das características do organismo, comportamentos e situações) são diferentes nas duas situações e o repertório comportamental ativado também é diferente (comportamento discriminativo). Portanto a abstinência não é apenas abstinência ou recaída (como os psiquiatras entendem) mas também se comportar diferente.

segunda-feira, 14 de fevereiro de 2022

Bipolaridade – Associação ABRATA

[Comentários sobre palestra de psiquiatra na associação brasileira de pacientes com transtorno afetivo bipolar. Meu objetivo foi mostrar outras possibilidades de decisões epistêmicas (de conhecimento). Não consegui formular um texto devido à característica da palestra. Minhas afirmações tem intenção de instigar curiosidade para procurar literatura científica. Infelizmente são comentários com nicho da análise do comportamento]

Entendimento da doença. Conviver. Controle total. (Aceitar tratamento / crônico / tratamento contínuo → Modelo médico / Estabelecendo repertório comportamental apropriado através de contingências de reforço é idealmente possível recuperar funcionalmente e terminar o tratamento)

Define saúde mental pelo gabarito social ou marcos sociais

(afetivas, profissionais, sociais, físicas e financeiras)

Qualidade cognitiva e emocional (sofisticação de repertório de classes de comportamentos operantes)

Implicações sociais e econômicas (consequência do repertório comportamental)

Def. Equilíbrio entre recursos internos e exigências externas (recursos internos entendido reducionisticamente como cérebro e exigências externas niveladas como semelhantes para todos) / recursos do organismo poderiam ser entendidos como classes de comportamento operante desenvolvidas a partir do ambiente externo)

Sintomas e sinais de uma causa subjacente (modelo médico)

Alteração do humor: sofrimento e prejuízo funcionamento global e habitual / leva em consideração o tempo (consequências de mais impacto do repertório comportamental ocorrem com o tempo)

Mais frequente do que se pensava antes. Consequências graves e complexas (Foi um constructo criado e que foi vendido à população / conjunto de comportamentos rotulados como bipolaridade → circularidade lógica: se tem presença ou ausência de comportamentos então tem bipolaridade e se tem bipolaridade então isso explica os comportamentos)

Problema 80% Genético (pesquisas genéticas com gêmeos podem ser questionadas e podem ser segundo alguns pesquisadores um mau uso da genética / ver no blog)

Uma doença como outra qualquer na medicina. Não é um construto (Para afirmar que um diagnóstico psiquiátrico tem o mesmo status de doenças do resto da medicina os estudos sobre validade diagnóstica da bipolaridade que avaliam a realidade e especificidade de entidade biológica precisariam ser impecáveis e não são).

Não se sabe o mecanismo fisiológico ou causa. Fisiologia básica. Predisposição genética e estresse (Todo mundo recebe a mensagem que se trata de genética e desequilíbrio químico / Pode ser explicado por contingências de reforço por não ter mecanismo fisiológico conhecido)

Condições de nascimento, uso de drogas, genética (saúde biológica é protetor mas não é suficiente pois é possível apresentar repertórios nomeados como bipolaridade apenas por contingências de reforço infelizmente estabelecidas).

Neurotransmissores (Desequilíbrio químico já foi refutado como explicação para transtornos mentais)

Substância química / drogas ilegais (induz comportamentos que conflitam com o gabarito social ou marcos sociais / e em si já seria um problema gerado por contingências de reforço)

Dormir cedo (Não teria como agir de maneira inapropriada durante a noite estando adormecido / favorece bem-estar)

Antidepressivos – risco de desencadear (Psicofármacos interagem com repertório comportamental e contingências de reforço)

Depressão – principal motivo de inaptidão na adolescência / não podemos esperar muito desse ser (Dependendo da eficácia no estabelecimento de contingências de reforçamento)

800 bilhões de dólares de custo. Médico, medicação, terapia, exercício. Potência profissional, INSS, sustentado pela família (Seria mais barato com tratamento eficaz)

Vida funcional. Dependência. (Classes de comportamento operante pré-requisitos e educação profissional competitiva)

Não são eles, é a doença (o repertório é a pessoa / não existe uma entidade análoga a um demônio que controla a pessoa)

Risco de suicídio – 20 a 30 vezes maior

Depressão: a mais incapacitante

Bipolar – crônica, cíclica e fases. Início entre 15 e 30 anos (Fase de estabelecimento de repertório de comportamentos por contingências de reforço / exigências sociais de desempenho)

13 anos para diagnóstico correto

Tipo 1 – 10 anos

Tipo 2 – 17 anos

7 psiquiatras antes

Antidepressivo – piora (uso crônico) – casos mais complexos / usar estabilizador de humor

Relações sociais inadequada / relações profissionais complicadas (Estabelecer repertório comportamental apropriado através de contingências de reforço eficazes)

Casa 3 vezes / Cônjuge não aguenta / acha que é contra ele / não enxerga a doença como um todo (Darwinismo: aptidão reprodutiva)

Doença cerebral – termo chave. Importante mercadologicamente (reducionismo biológico)

doenças clínicas - cardiovasculares, diabetes, hipertensão, colesterol, intestinal, neurológico (enxaqueca), obesidade / glicemia alterada / tireóide / autoimune / câncer / envelhecimento

(comportamentos incompatíveis com saúde física / tratamento danoso ou iatrogênico)

doença inflamatória (inflamação ocorre por outros motivos como comportamentos que não produzem saúde)

doença para toda a vida / verdades transitórias na medicina (Análise do comportamento está fora do radar ou visibilidade social e talvez não seja bem-vinda)

doenças psiquiátricas – pânico, ansiedade, TDAH. Outros diagnósticos – comorbidade

substância química TEPT fobia pânico TOC TDAH (contingências de reforço não favoráveis)

Não tratado / tratamento inadequado – 50% de tentativa de suicídio. 20% de suicídio

Adolescentes pensamento suicida – pais não sabem / Autoestima – insuficiência / doença / culpa / medo reação dos pais

prevalência - 3,3% a 8,3%

tratar cedo – melhor controle / 11 anos / faculdade e casamento / Isso tentou se matar e foi internado / ficão tão bem que param de tomar remédio / param e recaem (Ela induz a família a pressionar o paciente que faz desmame o que não contribui com o sucesso do desmame) / Quem se trata muito cedo pode não ter repertório comportamental suficientemente relevante para gerar prejuízos ao longo do tempo) / Se a aclamada terapia cognitiva não consegue estabelecer repertório comportamental para conseguir parar com os psicofármacos está faltando eficácia)

22-31% solteiros / 2-8% - viúvos / 10-28% - separados (Darwinismo: aptidão reprodutiva / pode ser revertido com boas intervenções ou condições sociais favoráveis)

início 10 a 30 anos / pico 15 a 19 anos

pico 15 e 30 anos

euforia é pouco comum

irritabilidade comum

estereótipo do bipolar

“abrir quadro” (contingência de reforçamento ou consequências mantém os comportamentos)

estimulantes / ECT – 15 e 16 anos

transtornos alimentares – antidepressivos

transtornos de personalidade

automutilação / tentativa suicídio várias vezes

menos 10 anos de vida: doenças clínicas – infarto

arritmia – ansioso / tratar chron / intestino irritável / corticóide / melhorar o cérebro com tratamento psiquátrico / enxaqueca (estabilizador de humor) / fibiomialgia (antidepressivo) / medicações pioram (isso não prova que é uma doença com validade impecável como no resto da medicina)

anos de vida útil

Ocorrência de depressão aumentando

bipolar: mais dias de internação hospitalar, desempenho, acidente, forense, suicídio, doenças crônicas, baixo funcionamento social, menos casamento, mais falta ao trabalho, morbidade (falta de contingências de reforçamento favoráveis a estabelecer repertório comportamental)

doença cara (persuasão para investir em tratamento psiquiátrico, terapia cognitiva, internações e ECT, etc.)

30% dos presos são bipolares (Conjunto de comportamentos inapropriados nomeados como bipolares)

ocasionam muitas perdas – impacto social / tratar sem medo (Conjunto de comportamentos inapropriados nomeados como bipolares)

diagnosticar (pode ser descrito como um conjunto de comportamentos)

depressão menos 25 anos – 3 vezes mais bipolar

depressão recorrente – bipolaridade

depressão unipolar – após 30 anos

Sem causa determinante ambiental – só a genética – bipolaridade (É chocante negligenciar as contingências de reforço a esse ponto)

superfeliz – hipomania induzida por antidepressivo (resposta da doença) (desencadeia uma doença ou interage com o repertório comportamental?)

desgaste de resposta – melhora não sustentada – resposta dos bipolares

cocaína/ alcólatra na família / maconha – psicose / crack, cocaína e álcool é consequência

impulsividade – área do humor, energia, impulsos, pensamento no cérebro (Classes de comportamento operante: relação entre organismo e ambiente)

beber – expressa mais os impulsos

doença neuroprogressiva – perde neurônio (O repertório comportamental acumula consequências prejudiciais ao longo do tempo / Na verdade é o inverso: o tratamento farmacológico causa danos cerebrais)

equilíbrio – potência (funcionamento bom – não ter sintomas) (Repertório apropriado)

antecedente familiar (É possível isolar genética do ambiente?)

depressivos atípicos - cansaço, hipersonia, comer mais, corpo pesado

60% dependência química – mulher alcoólatra é bipolar (todas) – automedicação – relaxa , diminui ansiedade (Ansiedade é determinada por contingências de reforço)

estável – nada demais (Uma expectativa social ou intolerância cultural inversamente)

venlafaxina / effexor – dual (o que é isso?) / arrogante na empresa e depressão com o fracasso /

de repente muda / era o remédio (Interessante interação entre psicofármacos e repertório comportamental / Descreve depressão como resultante de contingências de reforço de perda)

depressivo desencadear bipolaridade / hipomania – induzida por antidepressivos (interação entre psicofármacos e repertório comportamental)

estados mistos - ciclagem rápida – induzida por antidepressivos – impulsivo, rebelde, irritado, pensamento de morte (Classes de comportamento operante inapropriadas segundo expectativas sociais)

doença cronifica e fica resistente / resistência ao tratamento com antidepressivos (ECT) / medicações fortes / desgaste da resposta a antidepressivos /

demora tratar / diagnóstico rápido / cronificar / doença do cérebro / depressão e bipolar / ECT

(Consequências do repertório comportamental se acumulam e pode haver contingências de reforço matriciais (ainda não modificáveis segundo o estado atual de conhecimento))

hipomania - humor irritável e muita energia por 4 dias (comportamentos determinados por contingências de reforço / característica do repertório comportamental)

Prodrômicos – subclínico?

Problema está dentro de você (Reducionismo biológico e modelo médico)

Não controlar com remédio. Ideias de homicídio. ECT. Internação. Risco (Encolher o cérebro e repertório comportamental reduzido)

Mais de 2 anos é definição de crônica?

Tratar apenas pacientes e familiares obedientes / Só perdi 5 ex-pacientes / não quiseram internar / outros profissionais / não acompanha mais (Ato falho: disse perdeu 5 pacientes / Pode estar se fazendo de infalível / Maquiando) (Profissional infalível? Está maquiando?)

Ficar bem / Tirar remédio / doença crônica e resistência / falar para todo mundo (Induz a família e conhecidos a pressionar o paciente que faz desmame / Isso atrapalha bastante a “estabilidade” / Interpreta incidentes como recaída e não como abstinência)

Combinação de remédios / crônico (Renda previsível e tratamento com eficácia insuficiente)

ECT – desaparece sintomas de bipolaridade (ex-borderline) / cronificou / instabilidade / ciclar rápido / personalidade (Responsividade comportamental menor com cérebro danificado pela ECT / “cicla” de acordo com contingências de reforço)

Eu sou isso / psicofobia / complexo com doença psiquiátrica / desqualificando (Vender tratamento / Estigma real)

consequências boas do diagnóstico / má qualidade de vida (Consequências boas de repertório apropriado)

apego ao nome (rótulo do conjunto de comportamento)

doença do humor instável (descrição da “bipolaridade”)

receber diagnóstico / graças a deus / aliviar culpa / ficar triste (evitar punição social ou perder reforço social)

Recuperação funcional / funcionamento bom e desempenho (estabelecimento de repertório comportamental apropriado ou supressão de repertório comportamental com coquetéis de psicofármacos)

planejamento terapêutico precoce e adequado (evitar consequências prejudiciais dos comportamentos ao longo do tempo)

Tratamento: Terapia cognitiva (Se a terapia cognitiva não torna possível fazer desmame então é insuficientemente eficaz para estabelecer classes de comportamento operante apropriadas)

Supressão de repertório inapropriado com coquetéis de anticonvulsivantes / lítio / neurolépticos

Tempo para melhorar / medicação ou ECT (As contingências de reforço se alteram com o tempo?)

Asas para voar / corrente que puxa

Não consegue mais estudar / fracasso acadêmico depois do diagnóstico (Fora as contingências de reforço determinando comportamentos podem ser os efeitos negativos de coquetéis de psicofármacos)


Ler mais (descreve a medicalização da bipolaridade melhor): 

https://www.madinamerica.com/2018/01/make-adolescence-permanent-bipolar-disorder/