Principalmente em cidades onde as pessoas não tem como se conhecer com mais profundidade, as reações a pessoas são definidas por uma teoria da personalidade associada a uma característica superficial percebida e aparente. No caso de pessoas com potencial de sofrerem alguma forma de reação de estigma tais formas de reação a uma teoria da personalidade possivelmente tanto distancia pessoas como no limite cria situações difíceis e potencialmente de risco.
Limitações da psiquiatria biomédica Controvérsias entre psiquiatras conservadores e reforma psiquiátrica Psiquiatria não comercial e íntegra Suporte para desmame de drogas psiquiátricas Concepções psicossociais Gerenciamento de benefícios/riscos dos psicoativos Acessibilidade para Deficiência psicossocial Psiquiatria com senso crítico Temas em Saúde Mental Prevenção quaternária Consumo informado Decisão compartilhada Autonomia "Movimento" de ex-usuários Alta psiquiátrica Justiça epistêmica
Pacientes produtores ativos de saúde (prosumo)
Aviso!
quarta-feira, 30 de setembro de 2026
Teoria da personalidade e percepção social
sexta-feira, 31 de julho de 2026
Instituição trabalho: corretiva ou seletiva?
quarta-feira, 22 de julho de 2026
Crises e exasperação com manicômios
O quanto as crises de saúde mental que envolvem sofrimento grave são análogas conceitualmente à exasperação com as rotinas dos manicômios clássicos? Uma leitura conceitual transversal é possível de ser feita.
Ler mais:
Definição cpto. de manicomialização
https://crisedapsiquiatria.blogspot.com/2026/01/definicao-cpto-de-manicomializacao.html
quinta-feira, 18 de junho de 2026
Coerção, organicismo e aprendizagem
A coerção prescinde de aprendizagem em extensão. O fato da psiquiatria biológica usar coerção demonstra poder institucional para adesão conforme o organicismo. O organicismo não reconhece a aprendizagem como fenômeno não subordinado. As possibilidades contrafactuais de aprendizagem não subordinadas ao organicismo prescindem de coerção.
quarta-feira, 1 de outubro de 2025
Releitura crítica de "surto"
Se definirmos a noção social de "surto" por seus elementos constituintes, isto é, não pela aceitabilidade do comportamento, definição que tem viés de poder social e econômico nas relações sociais, mas pela apresentação de comportamentos com alta dificuldade de manejo, tal definição comportaria maior equitatividade e inclusividade em diversidade de valores sociais implícitos, já que incluiria circunstâncias em que há apresentação de comportamentos-problemas em manutenção de boas condições sociais da pessoa que os apresenta mesmo que não seja evidente, esse geralmente é o critério de confirmação, a topografia (forma) de comportamento de aparência de "surto". O significado disso é a demonstração de que a noção social de surto é baseada em observações e descrições mal feitas do comportamento que confirmam ou reproduzem hierarquias sociais. Essa definição tem a virtude de permitir contrafactualidade entre condições sociais favoráveis e adversas.
sábado, 23 de agosto de 2025
Psiquiatria biológica: cerimônica ou tecnológica?
quinta-feira, 7 de agosto de 2025
O sucesso psiquiátrico por coerção
A partir dos conceitos de análise experimental do comportamento, o fato de o tratamento psiquiátrico tradicional e manicomial utilizar coerção como meio de obtenção do que entende como sucesso terapêutico implica que processos de aprendizagem operante são desconsiderados e desrespeitados para de forma substitutiva criar através da conformidade uma negação de consequências das maneiras de impor os tratamentos biológicos e negação das consequências do tratamento biológico e social. Do ponto de vista do fenômeno do comportamento operante é uma falsa imagem de sucesso. O uso em larga escala de internação psiquiátrica e em estabelecimentos de características análogas segue o mesmo padrão.
domingo, 13 de julho de 2025
Leis singulares do comportamento e internação psiquiátrica
Um raciocínio clínico presente na psiquiatria biológica é a criação de leis especiais e singulares do funcionamento do comportamento ou "mente" da pessoa como um subproduto de suas características orgânico-genéticas cerebrais. Nessa perspectiva cada constructo diagnóstico ou pessoa tem suas leis próprias do comportamento e não há generalidade na explicação do comportamento além de singularidades especiais. Uma decorrência disso é a proposta de protocolos de tratamento de acordo as características especiais e singulares correspondentes de cada constructo diagnóstico. Outra decorrência desse tipo de pensamento é a criação de perfis de características orgânico-comportamentais ou orgânico-mentais. O significado disso é compatível com a suposição de imprevisibilidade e incontrolabilidade de comportamentos sem as intervenções biológicas entendidas como imprescindíveis. Em circunstâncias de inviabilidade de administração de tratamento biológico, a dedução é de risco imprevisível e incontrolável associado a impossibilidade de intervenções diferentes de internação psiquiátrica, a qual é entendida como imprescindível.
sábado, 7 de junho de 2025
Valor econômico do modelo manicomial
É possível avaliar o valor econômico intrínseco que as pessoas atribuem para internações como único recurso. O dinheiro é determinante da oferta de serviços mas é consequência de um anseio no lado da demanda social por internação.
O valor econômico vem de se livrar de um problema: o usuário/paciente que está incomodando. Prática na mesma lógica de antigamente mas de forma limitada.
Os remédios têm valor econômico por ser uma forma de calar, submeter, conter e coagir.
quarta-feira, 12 de março de 2025
Estruturalismo, funcionalismo e tratamentos biológicos
Tratamentos biológicos em saúde mental são uma forma de "forçar" as funções dos comportamentos operantes ou repertório de comportamentos que as pessoas pensam que deveriam ocorrer (regras normativas) de forma estruturalista (funções fixas e iguais para todos). O estruturalismo e as regras normativas estão em contradição com o funcionalismo, o externalismo e a análise funcional sistemática e implica em uma leitura de teoria da degeneração (ou doença mental) para circunstâncias e funções de comportamentos operantes onde as expectativas do estruturalismo se mostram insuficientes. A coerção no cotidiano, equivalente a forçar, é uma forma complementar dos tratamentos biológicos que inclusive também a utilizam para estabelecimento de "adesão ao tratamento".
segunda-feira, 3 de fevereiro de 2025
Economia e medicalização
Um medicamento ou aparelho de saúde com patente em vigor ou exclusividade de mercado é um monopólio de um bem no qual há maior poder de mercado para cobrar preço mais altos e cobrar preços diferentes para segmentos geográficos ou nacionais diferentes conforme a percepção de necessidade ou de alternativas de substituição para o tratamento de saúde (elasticidade menor ou maior) e conforme a capacidade de pagamento. Quando a indústria privada de saúde move seus esforços para convencer que não há possibilidade de substituição para tratamentos biológicos (tratamento farmacológico, internação psiquiátrica, tratamento involuntário, injeções de depósito, eletroconvulsoterapia, psicocirurgia ou estimulação magnética transcraniana), o que está realizando economicamente é reduzindo a elasticidade na percepção dos clientes ou cidadãos (aumentando a percepção da necessidade de consumir um bem). Com menor elasticidade tem maior poder de mercado e maior demanda pelos seus produtos. Com a economia de escala consegue reduzir os custos de produção e os preços enquanto expande os mercados e aumenta o lucro e a quantidade de produtos e firmas na indústria de saúde. Isto significa que a indústria de saúde mental privada manipula com sucesso a percepção das famílias de que não há alternativa possível para os tratamentos biológicos.
sexta-feira, 6 de dezembro de 2024
A redução da coerção e o conceito de controle
A prática de coerção é facilmente perceptível, causando impressão óbvia, como um controle indesejável. A coerção é a forma mais rudimentar de controle no sentido técnico em ciência de produção de um fenômeno. A coerção também é duvidosa do ponto de vista ético. Para que a prática de coerção seja reduzida ou extinta, é necessário pensar na produção de aprendizagem como controle rigoroso de variáveis no sentido de classe ampla que inclui diversos fenômenos de aprendizagem de comportamento operante. A proibição da coerção contribui para a exigência de aprendizagem, mas exigência de aprendizagem não é suficiente para promover aprendizagem efetiva.
terça-feira, 26 de novembro de 2024
A omissão de tratamentos substitutivos
A psiquiatria tradicional que acusa a reforma psiquiátrica de omissão de socorro por não defender o financiamento público de hospitais psiquiátricos e ambulatórios tem sua versão de omissão de socorro que consiste em omitir qualquer tratamento substitutivo e não farmacológico que vá além de internação psiquiátrica, medicação, psicocirurgia e eletroconvulsoterapia. Uma vez que esses recursos sejam insuficientes para resolutividade de uma circunstância difícil (Def.: insuficiente aprendizagem) há uma omissão de menção a tratamentos com lógicas não reducionistas e um discurso de que a "doença mental complicada é responsabilidade deles", o que possivelmente é um discurso político pela volta da internação asilar.
segunda-feira, 25 de novembro de 2024
Cuidados, a gratidão e as patologias
O conceito social de cuidado tem dois elementos básicos: a gratidão como consequência natural e a gratidão como dívida. Os elementos de gratidão a cuidados como consequência natural e como dívida são entendidos como um sinal de capacidade cognitiva intacta. Esse conceito tem também dois outros elementos de utilização implícitos: uma atribuição de relação funcional e uma atribuição de relação disfuncional. A generalidade e a validade do conceito são protegidas pela atribuição de relação disfuncional para circunstâncias onde as relações funcionais de consequência natural e de dívida não ocorrem. Esse conceito de cuidado induz a desconsideração de condições de cuidados como determinantes ambientais que podem gerar complicações comportamentais. A análise funcional sistemática de comportamentos, que atribuem ordem e funcionalidade a todos os comportamentos como uma questão a ser resolvida através de previsão e controle, é uma alternativa com generalidade, validade e maior capacidade explicativa.
sexta-feira, 22 de novembro de 2024
O significado de controle no senso comum
O significado de controle no senso comum é impor regras do que fazer ou não fazer atreladas a consequências de descumprimento. A reforma psiquiátrica brasileira se refere a tal forma de comportamento presente na psiquiatria e na saúde mental de forma crítica como se a natureza ou origem dessa prática fosse o comportamentalismo. Certamente a forma implícita de descrição é compreensível a partir do comportamentalismo. No entanto, enquanto essa é uma forma precária de influência sobre comportamentos feita por pessoas leigas em princípios comportamentalistas, uma proposta comportamentalista não tem o mesmo entendimento fragmentado, pejorativo e atrapalhado do conceito de controle, propondo alternativas sofisticadas de promoção de aprendizagens no interesse do desenvolvimento da pessoa sob intervenção as quais após as intervenções não são mais necessárias pois são mantidas pela experiência de benefício no contato com o ambiente biológico e social produzidos pelo repertório comportamental da pessoa.
quinta-feira, 7 de setembro de 2023
Comportamento manicomial (atualizado 2)
Provavelmente central nos comportamentos nomeados manicomiais seriam crenças rígidas todas associadas a riscos e por isso tornadas coerção dirigida a outras pessoas. Isso vai além de características de sistema de saúde e está no repertório das pessoas.
Com os processos comportamentais de regras verbais rígidas sobre como funciona o mundo com implicações do que deve ser feito e esquiva de riscos relacionada a essas regras rígidas, a aprendizagem se torna quase estagnada pois não haverá contato direto com o modo como funciona o mundo (contingências de reforçamento) devido à atuação dos dois processos. O comportamento ativo diretamente em relação aos eventos que poderiam testar as regras rígidas e a esquiva não ocorre. Por isso, modificar os comportamentos manicomiais individualmente e socialmente se torna mais desafiador. Um exemplo de alteração é quando políticas de reforma psiquiátrica antimanicomial mostram que pessoas antes consideradas irrecuperáveis, incapazes, irresponsáveis e perigosas se recuperam e vivem em sociedade de forma livre.
[Adicionar citação sobre alegações médicas de risco de ruína]
[Completar título: Comportamento manicomial em relação à risco e ruína]
sábado, 1 de julho de 2023
Determinantes da melhora em hospitais psiquiátricos
segunda-feira, 19 de junho de 2023
Testando o modelo de crise redefinido
Testando o modelo de crise redefinido
Repertório do indivíduo: processo de interação com o ambiente histórico e atual. Filogenia, ontogenia e sociogenia. Apenas um dos fatores é biológico e genético: filogenia.
Repertório do círculo social: ambiente de desenvolvimento e manutenção de repertório comportamental (histórico e atual).
Ambiente técnico: conceitos aprendidos ou não aprendidos pelo usuário/paciente que se reflete em seu repertório atual, o histórico de prática de profissionais eficazes e insuficientes que se reflete no repertório atual, o histórico de práticas e percepções dos familiares e sociedade.
Sociedade: relação da sociedade com pessoas com certas características e comportamentos
quarta-feira, 31 de maio de 2023
Poder sem limites e violações de direitos humanos
Texto: COMPAIXÃO E ÉTICA NO CUIDADO DO RETARDADO. Autor: BF Skinner
"Dado poder ilimitado, é possível que todos nos tornemos monstros egoístas." (E pensar no grande poder que manicômios/hospitais psiquiátricos têm sobre pessoas em locais fechados e se entende um dos motivos porque acontecem violações de direitos humanos).