Por que reduções explicativas universais ou abrangentes de propriedades visíveis de comportamento tem baixa validade e confiabilidade?
Conceitos clínicos sobre o comportamento são agregadores de determinantes, fenômenos, mecanismos orgânicos e fisiológicos, mecanismos, fenômenos e processos de aprendizagem, outros esquemas explicativos com pressupostos e conceitos teóricos diversos assim como circunstâncias bastantes diversas embora organizáveis em classes. Logo, a redução explicativa automática de impressões estereotipadas sobre o comportamento a categorias explicativas e suas etiologias correspondentes são antes indicadores de influência de certos modelos científicos já que a diversidade de explicações não reconhecida por pessoas com afinidade exclusiva a uma forma de redução explicativa levaria a uma saudável postura de ceticismo ou relativismo. Logo, conceitos clínicos são o ponto inicial de um funil mercadológico que seleciona clientes interessados. Uma vez que haja um público interessado uma realidade social construída se forma em torno de determinadas preferências e interesses. Logo, uma parte de fé e interesse existe em explicações tratadas como dogmas impositivos e hegemônicos ou outras explicações. Esse questionamento tem como base o fato de que há baixa confiabilidade e validade na identidade unívoca de sinais clínicos superficiais e universais atribuídos através de interpretação teórica com seus correspondentes etiológicos categóricos já que além da necessidade de delimitação de domínios empíricos de validade e confiabilidade, a interpretação dos domínios empíricos é mediada por conceitos teóricos ou conceito teóricos com pretensão de realidade não teórica que estão sujeitos a formação profissional prévia, preferências e interesses. Logo, a conexão entre real e observado não é necessariamente óbvia.
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