Pacientes produtores ativos de saúde (prosumo)

Essa avalanche de informações e conhecimento relacionada à saúde e despejada todos os dias sobre os indivíduos sem a menor cerimônia varia muito em termos de objetividade e credibilidade. Porém, é preciso admitir que ela consegue atrair cada vez mais a atenção pública para assuntos de saúde - e muda o relacionamento tradicional entre médicos e pacientes, encorajando os últimos a exercer uma atitude mais participativa na relação. Ironicamente, enquanto os pacientes conquistam mais acesso às informações sobre saúde, os médicos têm cada vez menos tempo para estudar as últimas descobertas científicas ou para ler publicações da área - on-line ou não -, e mesmo para se comunicar adequadamente com especialistas de áreas relevantes e/ou com os próprios pacientes. Além disso, enquanto os médicos precisam dominar conhecimentos sobre as diferentes condições de saúde de um grande número de pacientes cujos rostos eles mal conseguem lembrar, um paciente instruído, com acesso à internet, pode, na verdade, ter lido uma pesquisa mais recente do que o médico sobre sua doença específica. Os pacientes chegam ao consultório com paginas impressas contendo o material que pesquisaram na internet, fotocópias de artigos da Physician's Desk Reference, ou recorte de outras revistas e anuários médicos. Eles fazem perguntas e não ficam mais reverenciando a figura do médico, com seu imaculado avental branco. Aqui as mudanças no relacionamento com os fundamentos profundos do tempo e conhecimento alteraram completamente a realidade médica. Livro: Riqueza Revolucionária - O significado da riqueza no futuro

Aviso!

Aviso! A maioria das drogas psiquiátricas pode causar reações de abstinência, incluindo reações emocionais e físicas com risco de vida. Portanto, não é apenas perigoso iniciar drogas psiquiátricas, também pode ser perigoso pará-las. Retirada de drogas psiquiátricas deve ser feita cuidadosamente sob supervisão clínica experiente. [Se possível] Os métodos para retirar-se com segurança das drogas psiquiátricas são discutidos no livro do Dr. Breggin: A abstinência de drogas psiquiátricas: um guia para prescritores, terapeutas, pacientes e suas famílias. Observação: Esse site pode aumentar bastante as chances do seu psiquiatra biológico piorar o seu prognóstico, sua família recorrer a internação psiquiátrica e serem prescritas injeções de depósito (duração maior). É mais indicado descontinuar drogas psicoativas com apoio da família e psiquiatra biológico ou pelo menos consentir a ingestão de cápsulas para não aumentar o custo do tratamento desnecessariamente. Observação 2: Esse blogue pode alimentar esperanças de que os familiares ou psiquiatras biológicos podem mudar e começar a ouvir os pacientes e se relacionarem de igual para igual e racionalmente. A mudança de familiares e psiquiatras biológicos é uma tarefa ingrata e provavelmente impossível. https://breggin.com/the-reform-work-of-peter-gotzsche-md/
Mostrando postagens com marcador antidepressivos. Mostrar todas as postagens
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domingo, 27 de julho de 2025

Ozzy em coquetel psiquiátrico

https://www.cbsnews.com/news/osbourne-overprescribed/

O roqueiro Ozzy Osbourne alega que um médico de Beverly Hills lhe receitou uma série de poderosos antipsicóticos e tranquilizantes em excesso, o que o levou a um hábito de tomar 42 comprimidos por dia, o que também foi responsável por seu comportamento desconcertante na série de TV de sucesso "The Osbournes". 

A alegação de Osbourne, apoiada por registros de cartão de crédito e outros recibos, foi noticiada pelo Los Angeles Times. 

Entrevistado pelo jornal em outubro, Osbourne se movimentava e falava normalmente, sem demonstrar a hesitação e a desorientação que havia demonstrado em "The Osbournes". 

O astro do rock de 55 anos disse que lhe foram prescritos Valium, Dexedrine, Mysoline e outros medicamentos potentes, que especialistas médicos afirmaram serem, à primeira vista, inadequados para um único paciente tomar simultaneamente. 

O médico de Osbourne, David Kipper, de Beverly Hills, está sendo investigado por prescrever medicamentos em excesso a outros pacientes famosos, informou o jornal. 

O Conselho Médico da Califórnia decidiu revogar a licença de Kipper na semana passada, acusando-o de negligência grave no tratamento de outros pacientes. Nenhuma ação foi tomada.

Corte da série Os Osbournes:

Father and Son #ozzyosbourne #shorts

quarta-feira, 28 de agosto de 2024

Medicamentos e tiróide

Tabela 1: Medicamentos e outras substâncias que interferem na função tireoidiana

1. Medicamentos que interferem na função hipotálamo-hipófise-tireoide

(a) Glicocorticoides  

(b) Dopamina, agonistas de dopamina e antagonistas de dopamina  

(c) Somatostatina e análogos da somatostatina  

(d) Retinoides  

2. Medicamentos que interferem na função tireoidiana  

(a) Lítio  

(b) Antidepressivos tricíclicos e inibidores seletivos da recaptação de serotonina (ISRS)  

(c) Antiepilépticos  

(d) Rifampicina  

(e) Metformina  

(f) Amiodarona

Referência:

Título: Thyroid Diseases - Pathogenesis, Diagnosis, and Treatment

Autores: Paolo Vitti e Laszlo Hegedüs (Editores)

domingo, 13 de agosto de 2023

Antidepres., ansiedade, depressão e predisp. a compto

Um mecanismo de ação dos antidepressivos que considere a predisposição alterada para se comportar como efeito do psicofármaco, a respeito de seus efeitos na ansiedade e depressão e portanto não trata o mecanismo de neurotransmissão como a natureza total do fenômeno, levaria à possibilidade de que os antidepressivos aumentem a predisposição ao comportamento ativo que é condição favorecedora de aprendizagem. Aprendizagem que consiste em comportamentos de fuga e esquiva para o desamparo aprendido (extinção da fuga) que é modelo de depressão e a aprendizagem de comportamentos de fuga e esquiva para ansiedade que reduziria a ansiedade definida como aversividade condicionada. Um estudo estatístico indicaria um efeito de diferença entre médias de grupo placebo e com o fármaco, mas que não necessariamente seria replicado sempre ou teria um tamanho de efeito até certo ponto, porque nem sempre a predisposição ao comportamento ativo leva às aprendizagens necessárias de comportamentos de fuga e esquiva ou comportamentos de reforço positivo incompatíveis.

Obs: A intenção do texto é mostrar a relevância do comportamento ativo e dos processos comportamentais de aprendizagem e interação com o ambiente. Possíveis imprecisões poderão ser corrigidas no futuro.

quinta-feira, 15 de junho de 2023

Depressão: Fatores de risco e proteção

Fatores de risco e proteção para sintomatologia depressiva e comportamento suicida em população geral

[Epidemiologia]

Giovanna Vallim Jorgetto

João Fernando Marcolan

Jorgetto GV, Marcolan, JF. Risk and protective factors for depressive symptoms and suicidal behavior in the general population. Rev Bras Enferm. 2021;74(Suppl 3):e20201269. https://doi.org/10.1590/0034-7167-2020-1269

No que tange aos fatores de risco para a sintomatologia depressiva, emergiram, nos discursos, problemas em sua maior parte relacionados à dificuldade quanto aos vínculos e relacionamentos na família, agravados pelo uso de álcool e outras drogas e desemprego; tristeza e solidão relativas a questões sobre a ausência física de pessoas significativas e decepção concernente à relação afetiva; perdas reais e antecipatórias, sendo verbalizadas morte de pessoas significativas; retroalimentação dos sintomas depressivos; inabilidade para vivenciar frustrações ao longo da vida; e problemas com a espiritualidade.

No que se refere à solidão, constata-se que os discursos estiveram relacionados à incapacidade de viver só, atrelada a sentimento de culpa, prejuízo na interação social, ter família e não ter contato próximo com familiares, acentuado pela depressão instalada. 

Emergiram dos discursos problemas nas relações familiares quanto ao uso de drogas por familiares próximos, separação e  frustração de expectativas nos relacionamentos afetivos, problemas dos filhos e de relacionamentos com eles e problemas de saúde dos familiares.

No conteúdo das falas abaixo, se destacam as perdas reais e antecipatórias ocasionadas pela morte (morte do filho, morte do marido por câncer, suicídio do pai, morte violenta do irmão, assassinato do ex-marido, medo de perder um ente querido). 

Questões relacionadas ao desemprego ou a dificuldades financeiras ou a ambos emergiram relacionados ao sofrimento psíquico, evidenciando-se preocupação com o sustento da família, contas atrasadas e privação de contato com filhos devido a dificuldades financeiras.

Houve também discursos que revelaram a falta de habilidade para vivenciar frustrações ao longo da vida.

Se as coisas não saem como eu quero, fico muito mal. Aí me deprimo. (E44)

Quando quero as coisas e não consigo. Quando quero ter alguma e também não consigo, me sinto mal. (E49)

O que me deixa depressiva é quando não consigo ter as coisasque quero e resolver meus problemas. (E70)

Quanto à percepção dos participantes sobre os fatores de proteção para a sintomatologia depressiva, emergiram relatos referentes sobretudo à importância dos vínculos e relacionamentos familiares e afetivos saudáveis, contato social e exercício da fé. As falas relacionadas à família e relacionamentos afetivos como fatores de proteção expuseram a necessidade de convívio harmonioso entre os membros da família, filhos presentes no convívio diário, relacionamento prazeroso com o parceiro, estabilidade familiar e conseguir prover sustento da família.

A necessidade de estabelecer contato com outras pessoas é um dos mais fortes e constantes impulsos humanos, atrelados a sentimentos de inclusão, controle e afeição. Essa interação social com outros seres humanos é de extrema importância para a pessoa se desenvolver e sobreviver de forma psiquicamente saudável, uma vez que gera nela o sentimento de pertencimento(1,3). 

No que tange à relação entre a rejeição e depressão, o sentimento de  rejeição ou o medo de ser rejeitado é uma das experiências mais fortes  e dolorosas que as pessoas enfrentam durante sua vida e tem o poder de comprometer a qualidade de vida(1,9).

Ressaltamos também que, pelas escalas, tivemos um terço dos participantes acima de 61 anos com sintomas depressivos, e mais da metade deles referiu doenças pré-existentes, tais como diabetes mellitus, hipertensão arterial sistêmica e cardiopatia, experiências traumáticas repetitivas, estados de estresse crônicos (emocionais ou físicos ou ambos), perdas emocionais, perdas materiais, rejeição emocional, relacionamentos entre pais e filhos ou entre cônjuges com dinâmica disruptiva, desemprego, isolamento social, entre outros. Tudo isso é compatível com a literatura sobre a relação entre envelhecimento e rejeição, visto que, na atualidade, o envelhecimento associa-se a doenças e perdas, relacionando-se à deterioração do corpo, ao declínio e à incapacidade, o que gera a base da rejeição ou da exaltação acrítica da velhice, pela representação da morte, doença, afastamento e dependência(1-2,10). 

Sobre a questão da percepção de sintomas depressivos atrelada a problemas nos relacionamentos familiares, o convívio do participante com familiares usuários de álcool e drogas é desgastante, servindo de gatilho para quadros depressivos(13).

Conflitos conjugais, relações conflituosas, falta de apoio do companheiro e insatisfação conjugal apresentam também relação importante com altos índices de depressão e, por consequência, comportamento suicida(14).

Quanto às perdas afetivas, estas são eventos traumáticos vivenciados pelos participantes ao longo da vida e que necessitam de tempo para serem elaborados, porém existem situações em que elas se tornam mais traumáticas a quem as vivencia, a exemplo de morte de familiares por suicídio e assassinatos, que acabam por acentuar a intensidade do trauma e do sofrimento psíquico(14-15). As perdas afetivas relacionadas à morte de familiares por suicídio desencadeiam no ente enlutado sentimento de culpa e questionamentos internos, sem respostas lógicas, e o forte estigma social com muita frequência domina o imaginário de pessoas próximas ao suicida, levando a intenso sofrimento psíquico(15). 

No tocante à percepção de que o desemprego desencadeia depressão, essa relação é bem estabelecida na literatura, em que se constata relação de forma causal do desemprego prolongado,  perda de status econômico e social, extrema pobreza e insegurança alimentar com estados depressivos crônicos bem como crises de depressão grave e comportamento suicida(13). Em nosso estudo, vimos nos participantes, de modo significativo, o desemprego associado a baixa renda familiar (entre dois e cinco salários mínimos). Estudo realizado evidenciou que pessoas com renda inferior a três salários mínimos mensais ou desempregadas  apresentaram cerca de 70% maior ocorrência de depressão comparativamente àqueles de maior renda(16). Ressaltamos que a maioria dos participantes com sintomatologia depressiva detectada pelas escalas psicométricas referiu estar sem renda ou com esta de até dois salários mínimos. 

Relativamente à percepção dos participantes acerca dos fatores de proteção para sintomatologia depressiva e comportamento suicida, a família surgiu como matriz da experiência social e escola de formação de vínculos afetivos que ocupa na psique dos participantes deste bloco o cerne do qual o significado existencial emana e o bem-estar emocional depende(18). Estudos apontam que indivíduos com melhor suporte social ou familiar estariam menos predispostos a apresentar sofrimento ou transtornos mentais quando submetidos a eventos estressantes(3,18-19); autores afirmam que famílias nas quais há estímulo para conversas sobre os problemas de seus membros e mais abertas a mudanças de opinião apresentam aspectos mais protetivos em relação à ocorrência de depressão e, por sua vez, do suicídio(18). Isso, porque tais famílias atendem aos pré-requisitos de possuir alguém confiável para conversar sobre as dificuldades diárias e seus sentimentos, permitindo a eles acolhimento e crescimento pessoal(19). 

Houve relatos consensuais dos participantes acerca da relação entre sintomatologia depressiva e comportamento suicida.

Estudos evidenciam que a dificuldade de percepção adequada diante das causas da depressão e a falta de recursos internos emocionais para lidar com situações estressantes e difíceis são características de indivíduos depressivos e pioram conforme a intensidade do quadro, a gerar alteração da autocrítica e piora da sensação de sofrimento psíquico(1-2,6). Como esses indivíduos retardam a busca por atendimento, então apresentam piora do quadro, com aumento considerável das chances de surgimento do comportamento suicida(6). 

Com relação à morte ser verbalizada como solução ante o intenso sofrimento psíquico desencadeado pelos sintomas vivenciados, deve-se destacar que tal perspectiva de morte surge nos quadros moderados e graves da depressão(3). Entre os sentimentos característicos da depressão grave, temos o sentimento de impotência perante a vida e de que não há saída para a agonia psíquica sofrida, e isso é um gatilho para o  comportamento suicida(1-3).

Quanto à relação entre desesperança e comportamento suicida, esta é compreendida como um importante fator de risco(1), pois configura-se por pensamentos autoderrotistas e uma visão pessimista e negativa diante do futuro, estando interligada à depressão(18). 

O que observamos nos participantes de nosso estudo é o intenso efeito que a ausência de significado ou propósito de vida causa, com seu impacto corrosivo sobre o estado emocional, cognitivo e comportamental, a corroborar um estudo(20). Por outro lado, é bem conhecida a associação entre transtornos de ansiedade e depressão(1-3): pesquisas têm apontado que, em média, 70% dos indivíduos com depressão sofrem concomitantemente de ansiedade e cerca de 80% dos que têm ansiedade apresentam quadro associado à depressão(16,20), uma vez que formam um circuito de retroalimentação entre ansiedade e depressão, servindo de gatilho à desesperança e desejo de morrer. 

segunda-feira, 21 de novembro de 2022

Neurolépticos, acatisia, estudos e comportamentos

Acatisia em grego significa não sentar. Acatisia é um nome médico para uma sensação de inquietação sofrida e que é dependente da dose. Neurolépticos/antipsicóticos e antidepressivos geram acatisia. 100% dos usuários de neurolépticos/antipsicóticos apresentam acatisia (segundo curso Eles puxam de volta).

Comportamentalmente, a acatisia se manifesta como comportamentos ativos muito difíceis de controlar. Exemplos: sentar errado, mexer o corpo (principalmente as pernas) ou comportamentos com a parte superior do corpo que podem levar a movimentar todo o corpo. Deitar ou uma postura relaxada reduz a sensação de acatisia.

Usuários de neurolépticos/antipsicóticos geralmente são considerados improdutivos. Os psiquiatras atribuem à doença mental subjacente e os psiquiatras críticos atribuem aos efeitos da droga psiquiátrica. Foram realizados estudos estatísticos que concluíram que pessoas que pararam os neurolépticos/antipsicóticos puderam voltar a se tornar produtivas.

Um dos prováveis mecanismos fisiológicos e comportamentais que levam à improdutividade é a acatisia ao sentar para estudar. Seria preciso um repertório escolar e de responsabilidade prévio bem (ou muito bem, para compensar) estabelecido para superar a sensação de inquietação ao estudar. Estudar e ser produtivo portanto tem um custo adicional para o usuário de neurolépticos/antipsicóticos que provavelmente é bastante relevante.

Estudar em posição relaxada ou reduzir a dose são intervenções que podem reduzir a inquietação de estudar e ser produtivo (em cadeiras).

segunda-feira, 25 de julho de 2022

Serotonina e depressão: discurso de resposta

https://theconversation.com/depression-low-serotonin-may-not-be-the-cause-but-antidepressants-still-work-187477

O discurso respondendo o artigo numa das revistas da nature sobre serotonina é praticamente uma forma de manipulação psicológica: diz que e preciso tirar conclusões seguras, sábias e razoáveis que defendam a indústria farmacêutica.

sábado, 25 de junho de 2022

Antidepressivos causam disforia tardia

[Star*D foi uma pesquisa sobre antidepressivos financiada com dinheiro público nos EUA que deu resultados negativos e por isso foi manipulada].

Os resultados do estudo STAR*D mostram que a diretriz prática da Associação Psiquiátrica Americana que aconselha que “após a remissão, os pacientes que foram tratados com medicamentos antidepressivos na fase aguda devem ser mantidos com esses agentes para prevenir recaídas” é prejudicial. Os antidepressivos não curam as depressões e não as previnem; eles os causam. São agentes depressogênicos quando usados ​​a longo prazo (ver Capítulo 11). O estudo STAR*D fornece evidências convincentes da disforia tardia induzida por drogas que outros pesquisadores descreveram.177, 178
 
Do livro Psiquiatria mortal e negação organizada

sábado, 7 de maio de 2022

Depressão como experiência

Me chamou atenção na Conferência internacional sobre retirada de drogas psiquiátricas do IIPDW da Inglaterra a menção da depressão como uma experiência. Para mim, isso ressoa com uma forma de pensar que estou gostando recentemente: as múltiplas formas de realização do que está classificado sob um mesmo nome (fisicalismo de ocorrência em questões psicofísicas).

A depressão como experiência pode ter diversos mecanismos determinantes: dificuldades socioeconômicas, sociais, de gênero, culturais, econômicas, afetivo-sexuais, etc. Ou diversas dificuldades com a saúde física quando é o corpo. Qualquer coisa que não produza bem-estar e animação.

Obs: Posso ter roubado um pouco no uso do conceito de fisicalismo de ocorrência porque não sei o escopo do conceito.

quarta-feira, 13 de abril de 2022

Patentes, antidepressivos e psicodélicos

Post no twitter afirmando que um psiquiatra ligado à indústria farmacêutica que antes elogiava os antidepressivos de inibição de recaptação de serotonina como tratamentos incríveis hoje em dia está afirmando que os antidepressivos são pouco eficazes. Por que isso? Porque a inovação que está prometendo trazer muito lucro agora são os psicodélicos.

Quando as patentes acabam e param de trazer bastante lucro as drogas começam a ser mal faladas.

terça-feira, 25 de agosto de 2020

Antidepressivos e ambiente

 Companhias farmacêuticas destinam imensos orçamentos para o desenvolvimento e teste clínico de drogas antidepressivas. Alguns psiquiatras tornaram-se pouco mais que passadores de pílulas, prescrevendo drogas para ajudar a atenuar sentimentos de ansiedade que acompanham a depressão e, então, prescrevendo drogas adicionais na esperança de eliminar efeitos indesejáveis e mesmo perigosos dos agentes ansiolíticos.

Drogas que agem somente para reduzir estados fisiológicos de ansiedade podem fazer os severamente deprimidos relatarem que eles se sentem melhor, mas o remédio não necessariamente restaura atividade construtiva. Uma droga que acalma o sistema nervoso autônomo, embora deixando o paciente comportamentalmente deprimido, pode produzir um comentário como: "Oh sim, o remédio ajuda. Eu ainda estou deprimido, mas agora não me incomoda." Não mais trêmulo, sentindo dor, chorando, o paciente, entretanto, pode ainda passar todo o dia na cadeira de balanço, evitando com sucesso choques reais ou imaginários.

Se, em vez de tentar abrandar sua angústia interna, seu terapeuta se concentrasse em tentar identificar os choques e os reforçadores que estavam mantendo sua ausência de comportamentos, alguma coisa poderia ter sido feita para colocá-la de pé e movendo-se novamente.

Coerção e suas implicações - Sidman

quinta-feira, 6 de fevereiro de 2020

Revisão sistemática Antidepressivos e placebo

Uma revisão sistemática sobre antidepressivos e placebo não pode ser lida isoladamente de forma ingênua. Não é porque esse tipo de estudo está no topo da hierarquia de evidências que o resultado é totalmente confiável e que fecha a questão. Há toda uma indústria querendo defender lucros associados com esses resultados. Os pesquisadores que apresentam resultados negativos são marginalizados no mercado de trabalho. Ou pode também haver pouco interesse em publicar resultados negativos. Então se você junta várias pesquisas é claro que o resultado vai dar positivo. Até idoneidade da Cochrane está sendo questionada atualmente. Como ter certeza de que se deve confiar nessa pesquisa?

Eu tendo a confiar mais em quem está disposto a aceitar resultados negativos e não tem ligações ou interesses com a indústria.

sexta-feira, 10 de janeiro de 2020

Paroxetina e ansiedade: eficácia limitada



No geral, o benefício proporcionado pela paroxetina no tratamento da ansiedade é pequeno. Como resultado, o benefício pode não ser substancial o suficiente para justificar uma recomendação para que eles sejam usados como tratamento de primeira linha na prática clínica, dados os efeitos colaterais associados aos ISRS.

quinta-feira, 7 de março de 2019

Antidepressivo em spray e dependência

https://videos.bol.uol.com.br/video/antidepressivo-em-spray-tem-alto-risco-de-dependencia-04024C9A3460C8B16326

Antidepressivo em spray tem alto risco de dependência

Spray antidepressivo

É a mágica biomédica que as pessoas sonham. Como por exemplo emagrecer e manter o peso comendo bastante. Um produto cobiçado.

Já usado como droga ilegal e com alto risco de dependência.

Vai ser usado para mascarar a ineficácia dos antidepressivos baseados em serotonina (quadros depressivos resistentes a tratamento).

Existem boas razões para a pessoa estar sofrendo. Como perda de saúde e uma vida ruim.

Basta um barato do anestésico sem precisar melhorar de saúde.

Será que vão dizer agora que a depressão está relacionada com alteração no glutamato assim como dizem que era alteração da serotonina?

Isso é um barato artificial. Pelo menos que assumam que medicamentos psiquiátricos são drogas psicoativas e não ajuste do desequilíbrio químico.

É mesma coisa que dizer que depressão é falta de cocaína ou de maconha.

segunda-feira, 31 de dezembro de 2018

O delírio da depressão (livro)

Perigos das Drogas Psiquiátricas compartilhou uma publicação.

Sociedade Internacional para Ética na Psicologia e Psiquiatria - ISEPP

O ano de 2018 termina com uma grande realização da qual muito me orgulho: a tradução para o Português e publicação do livro Delírio da Depressão.

Este livro, do médico irlandês Terry Lynch, demonstra com fatos e provas contundentes como fomos levados a acreditar no mito de que a depressão é um desequilíbrio químico cerebral que necessita de medicamentos para ser corrigido.

Durante muito tempo a sociedade e até a medicina aceitaram essa teoria como verdade.

Meu interesse no livro veio do fato de não saber que as drogas receitadas para depressão vem com um alerta - podem causar ideação suicida - minha filha tomou essas medicações e as consequências foram desastrosas e infelizmente ela tirou a própria vida.

Ficou a pergunta: como podemos chamar de medicamento algo que provoca exatamente aquilo que estamos querendo evitar?

Já foi constatado que os suicídios e homicídios provocados por quem toma medicações psiquiátricas são violentos. A pessoa usa arma de fogo, se atira em baixo de um trem ou de um prédio. Ela entra num transe psicótico e provoca algo que é irreversível. Os atiradores das escolas nos EUA que matam e depois se suicidam praticamente todos haviam passado por tratamentos com drogas psiquiátricas.

O livro demonstra que a crença na falsa teoria da depressão é a causa da exagerada prescrição de drogas psiquiátricas.

Decidi traduzir o livro para que mais pessoas possam estar cientes de que a depressão tem muitas causas mas não é um desequilíbrio de neurotransmissores e não existe pílula da felicidade que a resolva.

O dr. Terry descreve no livro que a prescrição correta para a cura da depressão passa por psicoterapia e o entendimento de traumas e problemas para que a pessoa possa assumir responsabilidade por eles e os medicamentos, se usados, devem ser retirados em pouco tempo.

Assim que esse livro é de extrema importância para quem sofre ou tem algum familiar com depressão, leia e decida por si mesmo.

Lia Beatriz Fleck

Tradutora

sexta-feira, 23 de novembro de 2018

Necessidade de apoio alternativo

“A recusa da psiquiatria dominante em levar a sério essas descobertas e resolver os problemas inevitavelmente deixa o vasto número de pessoas que experimentam graves problemas de abstinência de antidepressivos sozinhos, sem apoio, párias virtuais, deixando a essas pessoas pouca opção além de se apoiar umas às outras da melhor maneira possível, através da internet e outros grupos.”