A deficiência psicossocial é críptica porque a sua análise e descrição de desafios em extensão suficiente, a síntese de comportamentos e mudanças ambientais como satisfação de pré-requisitos e a descrição do ambiente em complexidade e sofisticação suficiente como barreira atitudinal que evoca problemas de comportamento sofre supressão através de, ao invés da satisfação da necessidade de postular predicados conceituais que seriam invisíveis sem mediação conceitual, substituição pelo modelo biológico internalista e pelo modelo médico da deficiência que trivializa os processos de interação com o meio ambiente e tem grande influência na saúde mental. Logo, a observação e descrição de problemas de comportamento e intervenção sobre os mesmos assim como as circunstâncias amplas que são contexto para o surgimento dos mesmos são restringidos a espaços limitados e privativos como a psicoterapia individual a qual adquire assim a carga acumulada de resolução de problemas os quais não se reconhece que seu escopo está além do cérebro do indivíduo.
Limitações da psiquiatria biomédica Controvérsias entre psiquiatras conservadores e reforma psiquiátrica Psiquiatria não comercial e íntegra Suporte para desmame de drogas psiquiátricas Concepções psicossociais Gerenciamento de benefícios/riscos dos psicoativos Acessibilidade para Deficiência psicossocial Psiquiatria com senso crítico Temas em Saúde Mental Prevenção quaternária Consumo informado Decisão compartilhada Autonomia "Movimento" de ex-usuários Alta psiquiátrica Justiça epistêmica
Pacientes produtores ativos de saúde (prosumo)
Aviso!
domingo, 20 de setembro de 2026
Por que a def. psicossocial é críptica?
quinta-feira, 17 de setembro de 2026
A ideologia psiquiátrica e a inconveniência
A defesa de práticas tradicionais em psiquiatria biológica é comparável a discurso ideológico no sentido de defesa de interesses de grupo como estratégias discursivas com função semelhante ao discurso ideológico descrito na análise do discurso com características de defesa comercial. Uma vez que fatos, informações, conhecimentos e posicionamentos sejam incompatíveis com a defesa de um recorte de imagem positiva da área de conhecimento e suas práticas, reações defensivas costumam ser empregadas sistematicamente contra os posicionamentos inconvenientes. Isso inclui conhecimento e práticas com função defensiva.
terça-feira, 15 de setembro de 2026
Análise combinatória de repertórios operantes
1. O repertório eficaz reduzido da primeira pessoa aumenta a exigência e esforço de repertório eficaz de uma segunda pessoa.
2. O repertório eficaz reduzido de uma pessoa aumenta a frequência de comportamentos e esforços ineficazes da própria pessoa.
3. O repertório eficaz de uma pessoa reduz a necessidade de frequência de comportamentos e esforços na própria pessoa.
4. O repertório eficaz de uma segunda pessoa compensa o repertório ineficaz da primeira pessoa.
5. O repertório eficaz interage sinergicamente com outro repertório eficaz. O repertório eficaz de uma primeira pessoa em um escopo interage sinergicamente com o repertório eficaz em outro escopo de uma segunda pessoa.
6. O repertório ineficaz interage com sinergia negativa com outro repertório ineficaz. Também aplicável a diferentes escopos de repertórios.
terça-feira, 8 de setembro de 2026
Rotina para bipolar: causa ou correlação?
A aderência a rotinas na "bipolaridade" é causa ou correlação com "estabilidade"? A identificação de uma causa fisiológica supostamente presente em todos os casos de acordo com um construto diagnóstico válido e confiável não é explicação suficiente uma vez que a base fisiológica do diagnóstico tem validade apenas relativamente a um modelo clínico de definição de tratamento padrão por diagnósticos psiquiátricos. Esmiuçar as implicações da aderência a rotinas na "bipolaridade" em termos de componentes comortamentais e contingências de reforçamento leva ao questionamento de se aderir ou não aderir ocorrem conjuntamente com a motivação para desistir ou "usufruir" do lado "bom" de comportamentos e se a fisiologia é isolável da motivação para aderir ou não aderir. A hierarquia organicista irá sempre privilegiar o nível fisiológico e orgânico em detrimento de condições de relações com o mundo e portanto é consequência de modelo científico cuja relatividade conceitual deve ser considerada.
sábado, 22 de agosto de 2026
Reforço positivo: objetivo e problema
Para a terapia comportamental o reforço positivo geralmente é visto como um objetivo e como uma condição de promoção de desenvolvimento saudável. Por outro lado, na perspectiva médica e em contingências de reforçamento comuns e leigas a respeito de comportamento operante, o reforço positivo é uma fonte potencial de problemas e complicações. O reforço positivo como objetivo é de difícil alcance em circunstâncias de necessidade de contrafactualidade. Já a contrafactualidade mais simples e utilizável sem curva de aprendizagem relevante, embora com efeitos contraproducentes, é o controle aversivo/coerção. O significado desse problema é de interesse para a superação da medicalização como única solução viável ofertada e superação do uso do controle aversivo.
sexta-feira, 21 de agosto de 2026
Circunstâncias e adesão à medicação
quinta-feira, 20 de agosto de 2026
Fármacos, trat. biológicos e "sequestro de função"
Intervenções farmacológicas ou tratamentos biológicos em psiquiatria biológica tem propriedades análogas, se formos considerar a linguagem de máquinas computacionais da neurociência cognitiva, a "forceful biological execution or override function" ("execução biológica forçosa" ou "sobre-escrever função"), ou seja, uma forma de "highjack of functions" (sequestro de funções). A internação psiquiátrica também tem tal propriedade análoga. O efeito visível é tão grande que explicações sobre causalidade etiológica específica são formuladas e tomadas popularmente como única possibilidade evidente de fato causal a respeito da saúde. A saúde em termos funcionais como estabelecimento, manutenção e reversão de condições de saúde (ou relativa reversibilidade) tem outro fundamento.
quinta-feira, 18 de junho de 2026
Coerção, organicismo e aprendizagem
A coerção prescinde de aprendizagem em extensão. O fato da psiquiatria biológica usar coerção demonstra poder institucional para adesão conforme o organicismo. O organicismo não reconhece a aprendizagem como fenômeno não subordinado. As possibilidades contrafactuais de aprendizagem não subordinadas ao organicismo prescindem de coerção.
sábado, 6 de junho de 2026
Demanda por soluções técnicas e medicalização
sábado, 18 de abril de 2026
Autonomia: organicismo vs aprendizagem
A seletividade de fatos de programas de pesquisa, nesse caso o organicismo, produz a forma de tratamento segundo o qual estar num estabelecimento fechado tomando medicação é a forma mais apropriada para tratamento em saúde mental. Para realizar isso, a autonomia da pessoa em tratamento psiquiátrico é restringida já que estabelecimentos fechados são a configuração mais favorável a manter controle sobre tratamento farmacológico.
Em contraste, um programa de pesquisa com base em seleção de fatos de aprendizagem produz uma forma de tratamento com potencial de autonomia respeitada já que o tratamento visa o treinamento para o ambiente natural de vida da pessoa sob interesse de tratamento psiquiátrico ou de saúde mental.
terça-feira, 17 de março de 2026
Adesão farmacológica e não farmacológica
sábado, 10 de janeiro de 2026
Protocolo comportamental de crise
Algo que acontece nas práticas de atenção a crise atuais é o comportamento de se livrar / se esquivar do problema por impulsividade emocional de terminar com um problema que se prolonga (ex.: internar, medicar ou atirar) . "Resolver" um problema dessa forma é como resolver um problema tirando da tomada ou formatando um computador. É uma forma de evitar a responsabilidade de resolver o problema. Para que isso não aconteça seria necessário saber manejo de comportamento em um nível minimamente bem sucedido. O conceito de comportamento como atividade ou ação é insuficiente para descrições de funções de comportamentos em contingências de reforçamento (circunstâncias). Um problema dos protocolos de crise é serem baseados em ações/atividades fixas e não em princípios do comportamento dentro de circunstâncias em relações funcionais sistemáticas. A dificuldade existe porque as relações sistemáticas dependem de como a pessoa em crise funciona e não é correto agir com base em predefinições de relações funcionais fixas para todos. Como resultado não há real resolução do problema. Em uma situação de crise o protocolo deveria ser pensado para testar relações funcionais rápido e intervir de acordo. Quanto maior a segurança do que fazer mais rápido isso seria realizado. Precisaria ser desenvolvido um planejamento de ensino, monitoramento continuado de resultados e atualização do protocolo com base nos erros até conquistar um nível suficiente de acertos sem emprego de falsas soluções. Um conjunto de registros verbais ou em vídeo de várias dessas situações seria um material de ponto de partida. Esse raciocínio é experimental e usa a base conceitual da análise experimental do comportamento e behaviorismo radical.
segunda-feira, 17 de novembro de 2025
A omissão básica na avaliação psiquiátrica
quarta-feira, 15 de outubro de 2025
O reforço positivo e a responsabilidade ao "tratar"
É um fato básico do comportamento operante que o reforço positivo reduz o senso crítico sobre o reforço positivo obtido. Por isso, uma vez que haja oferta de soluções simples para dificuldades difíceis de resolver de outra forma, o senso crítico e a responsabilidade se tornam meras inconveniências.
sábado, 23 de agosto de 2025
Psiquiatria biológica: cerimônica ou tecnológica?
domingo, 13 de julho de 2025
Leis singulares do comportamento e internação psiquiátrica
Um raciocínio clínico presente na psiquiatria biológica é a criação de leis especiais e singulares do funcionamento do comportamento ou "mente" da pessoa como um subproduto de suas características orgânico-genéticas cerebrais. Nessa perspectiva cada constructo diagnóstico ou pessoa tem suas leis próprias do comportamento e não há generalidade na explicação do comportamento além de singularidades especiais. Uma decorrência disso é a proposta de protocolos de tratamento de acordo as características especiais e singulares correspondentes de cada constructo diagnóstico. Outra decorrência desse tipo de pensamento é a criação de perfis de características orgânico-comportamentais ou orgânico-mentais. O significado disso é compatível com a suposição de imprevisibilidade e incontrolabilidade de comportamentos sem as intervenções biológicas entendidas como imprescindíveis. Em circunstâncias de inviabilidade de administração de tratamento biológico, a dedução é de risco imprevisível e incontrolável associado a impossibilidade de intervenções diferentes de internação psiquiátrica, a qual é entendida como imprescindível.
sábado, 7 de junho de 2025
Valor econômico do modelo manicomial
É possível avaliar o valor econômico intrínseco que as pessoas atribuem para internações como único recurso. O dinheiro é determinante da oferta de serviços mas é consequência de um anseio no lado da demanda social por internação.
O valor econômico vem de se livrar de um problema: o usuário/paciente que está incomodando. Prática na mesma lógica de antigamente mas de forma limitada.
Os remédios têm valor econômico por ser uma forma de calar, submeter, conter e coagir.
quinta-feira, 17 de abril de 2025
Antipsicóticos de depot, evidências e mercado
https://www.tandfonline.com/doi/full/10.1080/08989621.2022.2082289
Cosgrove, L., Mintzes, B., Bursztajn, H. J., D’Ambrozio, G., & Shaughnessy, A. F. (2022). Industry effects on evidence: a case study of long-acting injectable antipsychotics. Accountability in Research, 31(1), 2–13. https://doi.org/10.1080/08989621.2022.2082289
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segunda-feira, 3 de fevereiro de 2025
Economia e medicalização
Um medicamento ou aparelho de saúde com patente em vigor ou exclusividade de mercado é um monopólio de um bem no qual há maior poder de mercado para cobrar preço mais altos e cobrar preços diferentes para segmentos geográficos ou nacionais diferentes conforme a percepção de necessidade ou de alternativas de substituição para o tratamento de saúde (elasticidade menor ou maior) e conforme a capacidade de pagamento. Quando a indústria privada de saúde move seus esforços para convencer que não há possibilidade de substituição para tratamentos biológicos (tratamento farmacológico, internação psiquiátrica, tratamento involuntário, injeções de depósito, eletroconvulsoterapia, psicocirurgia ou estimulação magnética transcraniana), o que está realizando economicamente é reduzindo a elasticidade na percepção dos clientes ou cidadãos (aumentando a percepção da necessidade de consumir um bem). Com menor elasticidade tem maior poder de mercado e maior demanda pelos seus produtos. Com a economia de escala consegue reduzir os custos de produção e os preços enquanto expande os mercados e aumenta o lucro e a quantidade de produtos e firmas na indústria de saúde. Isto significa que a indústria de saúde mental privada manipula com sucesso a percepção das famílias de que não há alternativa possível para os tratamentos biológicos.
segunda-feira, 27 de janeiro de 2025
Oferta de psiquiatria e incidência de esquizofrenia
Duas relações entre oferta de práticas psiquiátricas e incidência de diagnósticos de esquizofrenia.
No primeiro estudo a incidência de dianósticos de esquizofrenia diminuiu e aumentou com o fechamento e reabertura de leitos psiquiátricos, sugerindo que a oferta de leitos psiquiátricos é um determinante na quantidade de diagnósticos de esquizofrenia.
Um estudo da Finlândia encontrou uma diminuição na incidência de esquizofrenia após uma diminuição de leitos psiquiátricos (22).
Salokangas RK, Helminen M, Koivisto AM et al. Incidence of hospitalised schizophrenia in Finland since 1980: decreasing and increasing again. Soc Psychiatry Psychiatr Epidemiol 2011;46:343–350.
No segundo estudo, como mostra o gráfico há um aumento de diagnósticos precoces (de 13 a 18 anos) de esquizofrenia nas décadas mais recentes, sugerindo que o interesse maior da prática psiquiátrica no desenvolvimento de crianças e adolescentes com a oferta da prática de diagnóstico e prescrição é um determinante no aumento de incidência de diagnósticos de esquizofrenia.
Okkels, N., Vernal, D.L., Jensen, S.O.W., McGrath, J.J. and Nielsen, R.E. (2013), Changes in the diagnosed incidence of early onset schizophrenia over four decades. Acta Psychiatrica Scandinavica, 127: 62-68. https://doi.org/10.1111/j.1600-0447.2012.01913.x
