A identidade social do usuário de saúde mental marcada pelo diagnóstico psiquiátrico funciona como variável proxy (substituta) de propriedades disposicionais (propriedades potenciais) implicadas por uma categoria diagnóstica. Como contraposição é possível utilizar uma variável critério que realiza a verificação dos desempenhos implicados na identidade social em relação ao universo de dados amplo do que poderia acontecer sem distinção entre pessoas entendidas como normais e como anormais. Logo, percepções relacionadas ao diagnóstico e à identidade social teriam por um lado uma base em conceitos abstratos relacionados a experiências prévias formadoras de equivalência de estímulos (comportamento simbólico) e outro lado um critério objetivo de desempenho.
Limitações da psiquiatria biomédica Controvérsias entre psiquiatras conservadores e reforma psiquiátrica Psiquiatria não comercial e íntegra Suporte para desmame de drogas psiquiátricas Concepções psicossociais Gerenciamento de benefícios/riscos dos psicoativos Acessibilidade para Deficiência psicossocial Psiquiatria com senso crítico Temas em Saúde Mental Prevenção quaternária Consumo informado Decisão compartilhada Autonomia "Movimento" de ex-usuários Alta psiquiátrica Justiça epistêmica
Pacientes produtores ativos de saúde (prosumo)
Aviso!
sexta-feira, 21 de agosto de 2026
Ident. soc. do us.: proxy vs critério
segunda-feira, 17 de agosto de 2026
O direito e o mundo natural
A regulação jurídica de relações sociais através do Estado utiliza consequências artificiais e exteriores ao funcionamento natural do comportamento, o qual ocorre por consequências naturais. Logo, existem dois caminhos: garantir boas condições dentro do mundo natural ou criar regras de consequenciação de comportamentos esperando que isso seja condição para modificação ou inibição de comportamentos. O poder de alterar comportamentos através do Estado tem efetividade parcial enquanto as condições do mundo natural são omitidas como relevantes. As condições do mundo natural para o comportamento são capazes de reduzir a necessidade de regulação jurídica através do Estado ao mesmo tempo em que garantem boas condições de vida. Por outro lado, o próprio direito é capaz de ser naturalizado como formulação em comportamentos.
quarta-feira, 22 de julho de 2026
Crises e exasperação com manicômios
O quanto as crises de saúde mental que envolvem sofrimento grave são análogas conceitualmente à exasperação com as rotinas dos manicômios clássicos? Uma leitura conceitual transversal é possível de ser feita.
Ler mais:
Definição cpto. de manicomialização
https://crisedapsiquiatria.blogspot.com/2026/01/definicao-cpto-de-manicomializacao.html
domingo, 15 de março de 2026
Correção neurobiológica e críticas à reforma psiquiátrica
sábado, 7 de fevereiro de 2026
O que é um "louco"?
Na perspectiva manicomial, o "louco" no sentido depreciativo é a pessoa cujo comportamento operante, cujos determinantes são inteiramente orgânicos e internos e portanto tornam o comportamento inteiramente subordinado causalmente, "cria" problemas pela produção de consequências. O "louco" está fadado a criar problemas devido a suas variáveis constitutivas ou essenciais, as quais são definidas como centrais, e insensível a variáveis determinantes ou relativamente insensível a tais variáveis, as quais são definidas como secundárias. Logo, não há previsibilidade e controlabilidade fundamental possível para o "louco".
segunda-feira, 17 de novembro de 2025
Genética de Hitler
Os aliados tinham bases de pensamento semelhantes antes e continuaram tendo depois da 2a guerra. É mais um resultado ridículo da historiografia psiquiátrica. Esses trabalhos com casos históricos extremos funcionam como testes de modelo científico. O documentário apresenta a ciência de base como infalível. É uma inversão política anacrônica que mostra como a biologia também é política e ideológica.
sexta-feira, 7 de março de 2025
Transtornos mentais e crime
https://www.uai.com.br/app/noticia/saude/2014/05/15/noticias-saude,192424/estudos-mostram-que-pessoas-com-transtornos-mentais-cometem-menos-crim.shtml
Doença mental não induz as pessoas a cometerem crimes
https://oglobo.globo.com/brasil/doenca-mental-nao-induz-as-pessoas-cometerem-crimes-12315605
“Os não loucos cometem mais crimes graves que os doentes mentais”
sexta-feira, 3 de maio de 2024
Psiquiatria como área pró-social
Um dos motivos pelo qual a psiquiatria é comumente vista como área pró-social é pela equiparação com a medicina física e a percepção social de heroísmo angelical a respeito dos médicos em geral. O contraste de identidades sociais entre psiquiatras, pessoas bem ajustadas e pessoas estigmatizadas e marginalizadas é um fator talvez mais profundo. O prestígio pela sua relação com o externo e o outro (ver Em defesa da Sociedade de Foucault) é mantido pelo desconhecimento das práticas internas da psiquiatria que não são facilmente analisáveis. Mesmo que sejam analisadas as práticas, as emoções frente ao contraste identitário mencionado acima não favorece o reconhecimento de limitações das práticas. Por isso, uma área que se propõe a ser realmente pró-social mantendo o distanciamento crítico em relação à sociedade (reforma psiquiátrica antimanicomial e perspectiva crítica) é mal-vista como área pró louco e contra a sociedade.
sexta-feira, 12 de abril de 2024
Surto de agressividade
O termo surto é usado para qualquer ato de agressividade e assassinato. As duas coisas são sinônimos na cabeça das pessoas. É um estereótipo no imaginário social. É um linguagem que se usa e que beneficia politicamente a psiquiatria conservadora. Não é necessário supor psicose para atos agressivos e de assassinato. Em outra linguagem teórica são apenas comportamentos aprendidos sem suposições adicionais sobre estados orgânicos. As pessoas não toleram a possibilidade de contribuir para a aprendizagem de atos infames e atribuem tudo a disfunções genéticas ou orgânicas. É quase como um mito moderno e laico da possessão demoníaca.
sexta-feira, 7 de abril de 2023
Surto versus comportamento agressivo
domingo, 10 de abril de 2022
Bebês psicopatas e o modelo psiquiátrico
Ela está expressando o modelo psiquiátrico clássico com outras palavras. Nesse modelo o ambiente é pouco importante e só é gatilho para predisposições biológicas ou vulnerabilidade biológicas. É importante que isso fique claro para que haja senso crítico.
Quando aplicado ao desenvolvimento, o neodarwinismo conduz, geralmente, a um tipo de pré-formacionismo, no qual se defende que o projeto completo do organismo, com toda informação necessária para especificá-lo, estaria contido nos genes e, portanto, o desenvolvimento seria o mero desdobramento de um programa genético inscrito no ovo fertilizado (Lewontin, 1998/2000).
Trata-se de uma teoria que originalmente defendia a tese de que um organismo completo, em miniatura, estaria presente no gameta masculino, e os ambientes intra e extrauterino forneceriam apenas as condições necessárias para o crescimento (desenvolvimento) desse ser em miniatura (Lewontin, 1998/2000)
Referência:
Elementos Neolamarckistas do Selecionismo Skinneriano
Lewontin, R. (2000). The triple helix: Gene, organism, and environment . Cambridge: Harvard University Press. (Trabalho original publicado em 1998)
Explicação psicossocial:
Comportamento antissocial infantil
quinta-feira, 18 de novembro de 2021
Transtornos não tratados com psicofármacos e crimes (atualizado)
terça-feira, 4 de maio de 2021
Luta antimanicomial é defender o errado?
Para pessoas preconceituosas a luta antimanicomial é defender loucos indiscriminadamente fazendo uma analogia com defender bandidos. Nessa linha de pensamento botar o máximo de pessoas consideradas inaptas para viver em sociedade no manicômio por sinais mínimos de loucura seria uma prevenção contra o mal que a loucura pode fazer para a sociedade. De certa forma esse é o programa biopolitico da psiquiatria biológica. O problema é que loucos sofrem mais agressão do que praticam. É só olhar os dados. E também não é tão previsível assim identificar potenciais praticantes de crimes. Muitos considerados cidadãos normais praticam crimes e só uma minoria de pacientes psiquiátricos comete crimes. Mas é senso comum que crime é sinal de loucura por conta de raciocínio circular.
segunda-feira, 22 de fevereiro de 2021
Ficções mentais e fisiológicas: assassinato em massa
sexta-feira, 24 de abril de 2020
Criminalidade (enfoque econômico)
segunda-feira, 18 de março de 2019
Crime e Civilização
sexta-feira, 28 de dezembro de 2018
Crime e doença mental (erro de lógica)
pág. 38
Livro: Pensar direito. Autor: Antony Flew.
sexta-feira, 8 de setembro de 2017
Haroldo Caetano - Arqueologia da periculosidade como medida de segurança para o Louco Infrator
Haroldo Caetano - Arqueologia da periculosidade como medida de segurança para o Louco Infrator
https://www.youtube.com/watch?v=5uZLwdXEyLMPara assistir ao 2º bloco da aula sobre o PAILI, clique no link: https://www.youtube.com/watch?v=MVrWU... Neste 1º bloco Haroldo Caetano apresenta de forma genealógica tanto a episteme - conjuntos discursivos historicamente situados - quanto a norma jurídica que a sucede e serve de alicerce para o manicômio judiciário. Caetano aponta ainda as condições para emergência da atribuição do termo "periculosidade" como medida de segurança e para o desenvolvimento da instituição manicomial. Haroldo Caetano é promotor de justiça do Estado de Goiás e criador do Programa de Atenção Integral ao Louco Infrator . Esta foi a 2ª aula, do segundo módulo, do curso "Como lidar com os efeitos psicossociais da violência?", organizado pelo CERP-SC (Centro de Estudos em Reparação Psíquica de Santa Catarina). O CERP-SC é uma realização do Instituto APPOA, financiada pelo Fundo Newton, no âmbito do Projeto Clínicas do Testemunho, da Comissão de Anistia do Ministério da Justiça. Para assistir a todas as aulas do curso bem como ter acesso aos textos, acesse a sala de aula virtual de nosso site: www.cerpsc.com Para assistir todas as aulas no youtube acesse nossas playlists: Módulo I: https://www.youtube.com/playlist?list... Módulo II: https://www.youtube.com/playlist?list... Vídeo: Tomás Tancredi