A superação da noção de traços e disposições pelo comportamentalismo tem difícil entendimento e aceitação. O uso híbrido de organicismo e comportamentalismo é palatável porque a percepção cotidiana ao longo da vida é que as pessoas tem características com duração estável ao longo da vida. O entendimento de como características estáveis seriam resultado de processos de interação com o meio ao longo da vida geralmente só é conhecido por pessoas com formação em comportamentalismo e nem sempre as pessoas com formação na área adquirem esse entendimento. O entendimento psiquiátrico kraepliano é um pequeno passo a mais para chegar à conclusão de características genéticas estáveis e internas que estabelecem a cronicidade e incurabilidade do que é classificado como diagnóstico psiquiátrico. A questão da inviabilidade de alta em psiquiatria biológica faz parte do mesmo contexto conceitual.
Limitações da psiquiatria biomédica Controvérsias entre psiquiatras conservadores e reforma psiquiátrica Psiquiatria não comercial e íntegra Suporte para desmame de drogas psiquiátricas Concepções psicossociais Gerenciamento de benefícios/riscos dos psicoativos Acessibilidade para Deficiência psicossocial Psiquiatria com senso crítico Temas em Saúde Mental Prevenção quaternária Consumo informado Decisão compartilhada Autonomia "Movimento" de ex-usuários Alta psiquiátrica Justiça epistêmica
Pacientes produtores ativos de saúde (prosumo)
Aviso!
terça-feira, 22 de setembro de 2026
A refratariedade de traços e disposições
domingo, 6 de setembro de 2026
O determinismo popular e o comportamento
O conceito de determinismo perde o sentido epistemológico e ontológico na cultura popular e adquire sentido de determinação de comportamentos através de coerção de pessoas com poder e de manipulação de comportamentos através de incentivos, uma vez que se identifique que há algo determinando o comportamento, de pessoas caracterizadas como maquiavélicas. O determinismo adquire também o sentido popular a partir da perspectiva individual de pessoas que gostariam de determinar o comportamento individual tanto na vida cotidiana como através de práticas sociais institucionais. A rejeição conceitual e emocional desses eventos implica em preferência por um comportamento conceitual de liberdade e livre-arbítrio. A liberdade e o livre-arbítrio adquire e mantém o sentido popular por percepção de que ao fazer algo que se quer não há necessidade ou não há razão para alguém ou algo determinar o comportamento individual.
A leitura cultural e popular da análise experimental do comportamento e do behaviorismo radical possivelmente parte desses conceitos adquiridos na experiência cotidiana.
sábado, 22 de agosto de 2026
Reforço positivo: objetivo e problema
Para a terapia comportamental o reforço positivo geralmente é visto como um objetivo e como uma condição de promoção de desenvolvimento saudável. Por outro lado, na perspectiva médica e em contingências de reforçamento comuns e leigas a respeito de comportamento operante, o reforço positivo é uma fonte potencial de problemas e complicações. O reforço positivo como objetivo é de difícil alcance em circunstâncias de necessidade de contrafactualidade. Já a contrafactualidade mais simples e utilizável sem curva de aprendizagem relevante, embora com efeitos contraproducentes, é o controle aversivo/coerção. O significado desse problema é de interesse para a superação da medicalização como única solução viável ofertada e superação do uso do controle aversivo.
segunda-feira, 17 de agosto de 2026
O direito e o mundo natural
A regulação jurídica de relações sociais através do Estado utiliza consequências artificiais e exteriores ao funcionamento natural do comportamento, o qual ocorre por consequências naturais. Logo, existem dois caminhos: garantir boas condições dentro do mundo natural ou criar regras de consequenciação de comportamentos esperando que isso seja condição para modificação ou inibição de comportamentos. O poder de alterar comportamentos através do Estado tem efetividade parcial enquanto as condições do mundo natural são omitidas como relevantes. As condições do mundo natural para o comportamento são capazes de reduzir a necessidade de regulação jurídica através do Estado ao mesmo tempo em que garantem boas condições de vida. Por outro lado, o próprio direito é capaz de ser naturalizado como formulação em comportamentos.
sábado, 8 de agosto de 2026
Medicalização e treino da "mente"
A tese implícita de que "a mente não pode ser treinada" é um postulado básico da medicalização e da medicamentalização como único caminho pensável para intervenção sobre problemas de comportamento. Esse postulado é consequência dedutiva do modelo organicista segundo o qual as expressões externas da mente/comportamento são um subconjunto restrito e secundário de estados orgânicos entendidos como fenômenos primários e autônomos diante do ambiente. O conceito de mente como equivalente imaterial de estados orgânicos é outra formulação da mesma tese. Por outro lado, no modelo comportamentalista não há inviabilidade de treino da "mente" e logo não há um caminho único de medicalização e medicamentalização uma vez que a "mente" e suas supostas consequências são descritas como comportamento material tangível em interação organizada com o meio ambiente tangível. Logo, ao invés de dizer que o comportamentalismo é parte do modelo médico entendido por viés crítico, é mais correto dizer que a tangibilidade de descrição de variáveis no comportamentalismo fornece possibilidades de explicações substitutivas para o organicismo e suas consequências nos tratamentos biológicos em saúde mental.
segunda-feira, 20 de julho de 2026
A autonomia do orgânico vs. comportamento
A discussão feita anteriormente sobre no modelo biomédico o comportamento operante ser um subconjunto restrito de estados orgânicos diz respeito o quanto o comportamento operante é um fenômeno primário autônomo diante da fisiologia e do orgânico. No modelo biomédico, o comportamento operante é fenômeno secundário e derivado. Logo, nessa perspectiva a análise experimental do comportamento seria um campo auxiliar da paramedicina. Apesar de ser mercadologicamente adaptativa, como afirmado anteriormente, essa caracterização não utiliza o conhecimento e capacidade de previsão e controle da análise experimental do comportamento em toda a sua extensão. A questão da autonomia dos fenômenos do comportamento operante tem relevância para o quanto a análise experimental do comportamento tem reconhecimento para desenvolver explicações e aplicações além de apenas prática subordinada a outras áreas de conhecimento. A autonomia de fenômenos de áreas de conhecimento implica em questões de epistemologia e ontologia. A compreensão profissional e popular da neurociência como hierarquicamente determinista de manifestações do comportamento tem implícita questões de epistemologia e ontologia. Uma forma mais simples e popular de descrição é o entendimento de que o comportamento observável é apenas a expressão externa de fisiologia e estados orgânicos internos caracterizados como fenômenos autônomos diante do ambiente, isto é, a correção neurobiológica.
domingo, 12 de julho de 2026
Bipolaridade, esquemas de reforço e farmacologia
quarta-feira, 1 de julho de 2026
Devolutiva: "terapia comportamental manicomial"
Uso subordinado de AEC
O uso da análise experimental do comportamento parte por vezes de: 1) conceitos convencionais diante dos quais as análises são subordinadas de forma diplomática e com afinidades exteriores a área de conhecimento que limitam o potencial de exame crítico; 2) exames conceituais que não se furtam a revisões e não são comprometidos por afinidades exteriores a área de conhecimento aos quais é assumido como obviedade que são áreas autônomas fora do domínio de atuação do comportamentalista.
sexta-feira, 19 de junho de 2026
Categorias diagnósticas, erros, sofrimento e consequências
Categorias diagnósticas e entidades biológicas correspondentes são empregados como explicações para erros, sofrimento e consequências prejudiciais. Erros, sofrimento e consequências prejudiciais são questões de aprendizagem sem que haja necessidade de serem postuladas explicações de entidades biológicas internas para alterações na condição humana caracterizada como naturalmente não problemática, confortável e fácil. Aquilo que é não problemático, confortável e fácil é resultado de condições de promoção de aprendizagem efetiva de acordo com exigências ambientais.
quinta-feira, 18 de junho de 2026
Coerção, organicismo e aprendizagem
A coerção prescinde de aprendizagem em extensão. O fato da psiquiatria biológica usar coerção demonstra poder institucional para adesão conforme o organicismo. O organicismo não reconhece a aprendizagem como fenômeno não subordinado. As possibilidades contrafactuais de aprendizagem não subordinadas ao organicismo prescindem de coerção.
quarta-feira, 22 de abril de 2026
Conceitos, compto. pragmático e cont. de estímulos
Comportamento pragmático com identificação de reforço positivo e controle aversivo tem maior probabilidade de estabelecer controle de estímulos na interação entre pessoas do que a exposição de controle de estímulos de contingências de reforçamento que afetam uma pessoa por apresentação de pensamento conceitual já que por definição as contingências de reforçamento e controle de estímulos são diferentes entre pessoas.
Correlatos de pensamento positivo e negativo
A noção de pensamento positivo e pensamento negativo na terapia cognitiva é teoricamente correlacionável com função de comportamento por reforço positivo e por controle aversivo. No entanto, uma correlação direta é imprecisa já que o positivo pode ter consequências prejudiciais, o negativo ter consequências benéficas em certos contextos delimitados e ambos serem controle de estímulos imprecisos para satisfação de contingências de reforçamento.
segunda-feira, 13 de abril de 2026
Estado neurológico e comportamento
Na concepção de comportamento como subproduto do cérebro não há a diferenciação entre expressão do comportamento e estado neurológico. No comportamentalismo há espaço de manobra entre estado neurológico e emissão/aprendizagem de comportamento operante.
sábado, 4 de abril de 2026
Medicalização, padronização e controle
Ao assumir:
1) o conceito técnico de controle de que todo comportamento é explicável por variáveis.
2) o controle do comportamento conforme padronização não ocorre de forma universal, regular, uniforme e ubíquo na sociedade
3) há contingências de reforçamento, conceitos sociais, valores cognitivos e sociais que estabelecem e mantém o interesse, a pressão ou a possível coerção para padronização do comportamento.
4) que sistemas sociais descritos com tipificações de conceitos sociais, culturais, históricos e econômicos são cristalizações de formas consolidadas de controle.
5) nem todo controle do comportamento no sentido técnico, ou como conceito ou como comportamento mal formado precisa estar descrito e consolidado como um sistema social,
6) as configurações de condições sociais se manifestam de forma variável na vida das pessoas em conjunto com contingências de reforçamento presentes ou ausentes,
7) controle no sentido técnico não se reduz ao fenômeno coerção nem a recomendação de coerção,
então seria possível descrever a medicalização de transtornos mentais como bolsões de interesse em padronização e controle independentemente de formulação teórica enquanto comportamentalismo como hipoteticamente responsável por esse tipo de contingência de reforçamento e nem como hipoteticamente participante subalterno, ativo e compromissado com o projeto biomédico da psiquiatria biológica, manicomial e conservadora.
domingo, 29 de março de 2026
Discursos estabelecidos de (i)legitimidade
A estrutura de regras discursivas de críticas à noção (ou fenômeno se preferir) de reforço e condicionamento.
É feita uma equivalência de autonomia com determinação voluntária de condições e comportamento e uma equivalência de "condicionamento" com ter condições e comportamento alienadamente determinados. Uma leitura de legitimidade ideológica ou condições de legitimidade conceitual definem qual fato do comportamento será classificado como equivalente a autonomia ou equivalente a ser determinado. A visibilidade de condições de determinação do comportamento é uma das formas de deslegitimação de fatos do comportamento. O dinheiro é um exemplo estereotipado de conceito social estabelecido de ter comportamento determinado de forma ilegítima.
segunda-feira, 16 de março de 2026
Desenvolvimento e TDAH
terça-feira, 10 de fevereiro de 2026
Comportamento conceitual: teoria e prática
Todo comportamento não aleatório, se não agrupar e não diferenciar estímulos de nenhuma forma for possível (o que sempre acontece de alguma forma), é comportamento conceitual no sentido biológico da análise experimental do comportamento. Isso inclui desde o nível mais alto de abstração até o nível mais primitivo. Exemplos são tanto comportamento de domínio epistêmico, ontológico, lógico como protocolos de obtenção de sucesso prático. O teórico perde o status de abstração ao obter sucesso prático e obtém status de realidade prática. Derrogar o teórico-conceitual por preferência pelo operacional faz sentido científico e pragmático. No entanto, conceitos permitem ampliar os limites do possível de ser concretizado em realidade prática.
domingo, 8 de fevereiro de 2026
Tratamento combinado e validade
O tratamento combinado (psiquiatria e psicoterapia) tem como ponto de partida o uso de variáveis intervenientes entre ambiente e resposta. Uma consequência disso é negar a validade de relações operantes com o mundo que prescinde de variáveis intervenientes para previsão, controle ou justificativa de limitações já que tais variáveis são caracterizadas como ontologicamente fundamentais. Logo, um tratamento eficaz com base em princípios do comportamento operante não terá seus efeitos inequivocamente demonstrados e a percepção será (predição) de que não há mérito de tal tratamento sem as fundamentais variáveis intervenientes. Por isso, o tratamento contínuo e vitalício para problemas caracterizados como crônicos é validado.
quinta-feira, 22 de janeiro de 2026
Definição cpto. de manicomialização
Uma definição comportamental de manicomialização é o desrespeito sistemático e generalizado aos princípios de aprendizagem operante nas áreas de análise experimental do comportamento e behaviorismo radical atrelado a práticas sociais típicas e recorrentes com consequências equivalentes, semelhantes ou substitutivas às alegações de resultados de "doença mental" do pensamento social e biológico manicomiais.