O tratamento psiquiátrico usual consiste em recomendação de medicamentos por negação da relevância de contingências de reforçamento (circunstâncias) enquanto insere regras discursivas de negação de validade de circunstâncias e de irreversibilidade de condições não contingentes e inerentes (genética). Nomear isso como produção de desamparo é uma descrição leve diante de possíveis implicações.
Limitações da psiquiatria biomédica Controvérsias entre psiquiatras conservadores e reforma psiquiátrica Psiquiatria não comercial e íntegra Suporte para desmame de drogas psiquiátricas Concepções psicossociais Gerenciamento de benefícios/riscos dos psicoativos Acessibilidade para Deficiência psicossocial Psiquiatria com senso crítico Temas em Saúde Mental Prevenção quaternária Consumo informado Decisão compartilhada Autonomia "Movimento" de ex-usuários Alta psiquiátrica Justiça epistêmica
Pacientes produtores ativos de saúde (prosumo)
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domingo, 27 de setembro de 2026
O desamparo psiquiátrico e a validade de circunstâncias
quarta-feira, 23 de setembro de 2026
A fenomenologia do transtorno mental
Esfera de controle e indiferença s. determinantes
A medicalização e seus determinantes enquanto interações mútuas com o meio ocorre onde há uma esfera de controle livre de qualquer influência, exame crítico e possibilidade de controle simples. Como não há possibilidade de influência próxima sobre tais determinantes se estabelece uma indiferença a respeito dos mesmos.
terça-feira, 22 de setembro de 2026
A refratariedade de traços e disposições
A superação da noção de traços e disposições pelo comportamentalismo tem difícil entendimento e aceitação. O uso híbrido de organicismo e comportamentalismo é palatável porque a percepção cotidiana ao longo da vida é que as pessoas tem características com duração estável ao longo da vida. O entendimento de como características estáveis seriam resultado de processos de interação com o meio ao longo da vida geralmente só é conhecido por pessoas com formação em comportamentalismo e nem sempre as pessoas com formação na área adquirem esse entendimento. O entendimento psiquiátrico kraepliano é um pequeno passo a mais para chegar à conclusão de características genéticas estáveis e internas que estabelecem a cronicidade e incurabilidade do que é classificado como diagnóstico psiquiátrico. A questão da inviabilidade de alta em psiquiatria biológica faz parte do mesmo contexto conceitual.
domingo, 20 de setembro de 2026
Por que a def. psicossocial é críptica?
A deficiência psicossocial é críptica porque a sua análise e descrição de desafios em extensão suficiente, a síntese de comportamentos e mudanças ambientais como satisfação de pré-requisitos e a descrição do ambiente em complexidade e sofisticação suficiente como barreira atitudinal que evoca problemas de comportamento sofre supressão através de, ao invés da satisfação da necessidade de postular predicados conceituais que seriam invisíveis sem mediação conceitual, substituição pelo modelo biológico internalista e pelo modelo médico da deficiência que trivializa os processos de interação com o meio ambiente e tem grande influência na saúde mental. Logo, a observação e descrição de problemas de comportamento e intervenção sobre os mesmos assim como as circunstâncias amplas que são contexto para o surgimento dos mesmos são restringidos a espaços limitados e privativos como a psicoterapia individual a qual adquire assim a carga acumulada de resolução de problemas os quais não se reconhece que seu escopo está além do cérebro do indivíduo.
sábado, 19 de setembro de 2026
Definições de bases de relacionamentos
Definições estruturalistas (relações fixas entre variáveis), predeterminadas, tradicionais, estereotipadas, típicas, conhecidas ou representativas de variáveis base para relacionamentos afetivo-sexuais implicam em restrições de percepções de possibilidades e percepção de viabilidade de valor de reforço positivo que estão em desacordo com os princípios biológicos do funcionalismo em análise experimental do comportamento em que as funções dos estímulos não ocorrem por natureza física nem são fenômenos livre de variação funcional. Logo, definições funcionais possibilitariam percepções de bases variáveis para formação e manutenção de relacionamentos afetivo-sexuais.
quinta-feira, 17 de setembro de 2026
A ideologia psiquiátrica e a inconveniência
A defesa de práticas tradicionais em psiquiatria biológica é comparável a discurso ideológico no sentido de defesa de interesses de grupo como estratégias discursivas com função semelhante ao discurso ideológico descrito na análise do discurso com características de defesa comercial. Uma vez que fatos, informações, conhecimentos e posicionamentos sejam incompatíveis com a defesa de um recorte de imagem positiva da área de conhecimento e suas práticas, reações defensivas costumam ser empregadas sistematicamente contra os posicionamentos inconvenientes. Isso inclui conhecimento e práticas com função defensiva.
terça-feira, 15 de setembro de 2026
Análise combinatória de repertórios operantes
1. O repertório eficaz reduzido da primeira pessoa aumenta a exigência e esforço de repertório eficaz de uma segunda pessoa.
2. O repertório eficaz reduzido de uma pessoa aumenta a frequência de comportamentos e esforços ineficazes da própria pessoa.
3. O repertório eficaz de uma pessoa reduz a necessidade de frequência de comportamentos e esforços na própria pessoa.
4. O repertório eficaz de uma segunda pessoa compensa o repertório ineficaz da primeira pessoa.
5. O repertório eficaz interage sinergicamente com outro repertório eficaz. O repertório eficaz de uma primeira pessoa em um escopo interage sinergicamente com o repertório eficaz em outro escopo de uma segunda pessoa.
6. O repertório ineficaz interage com sinergia negativa com outro repertório ineficaz. Também aplicável a diferentes escopos de repertórios.
terça-feira, 8 de setembro de 2026
Rotina para bipolar: causa ou correlação?
A aderência a rotinas na "bipolaridade" é causa ou correlação com "estabilidade"? A identificação de uma causa fisiológica supostamente presente em todos os casos de acordo com um construto diagnóstico válido e confiável não é explicação suficiente uma vez que a base fisiológica do diagnóstico tem validade apenas relativamente a um modelo clínico de definição de tratamento padrão por diagnósticos psiquiátricos. Esmiuçar as implicações da aderência a rotinas na "bipolaridade" em termos de componentes comortamentais e contingências de reforçamento leva ao questionamento de se aderir ou não aderir ocorrem conjuntamente com a motivação para desistir ou "usufruir" do lado "bom" de comportamentos e se a fisiologia é isolável da motivação para aderir ou não aderir. A hierarquia organicista irá sempre privilegiar o nível fisiológico e orgânico em detrimento de condições de relações com o mundo e portanto é consequência de modelo científico cuja relatividade conceitual deve ser considerada.
segunda-feira, 7 de setembro de 2026
Doença mental como mente limítrofe
O entendimento organicista e mentalista da doença mental como uma característica de mente/cérebro limítrofe, conceito presente também nas crenças e percepções populares, no escopo do intelecto geral ou delimitado a escopos do entendimento, ao partir de uma concepção inatista (genética) de inteligência, de doença mental e da mente como origem do comportamento, é desfavorável ao desenvolvimento de aprendizado e comportamento inteligente uma vez que não reconhece as interações do organismo com o meio como um fator de desenvolvimento. Por outro lado, uma concepção de inteligência, de doença mental e de aprendizagem como comportamento operante relativo à identificação exata/inexata de contingências de reforçamento e comportamento operante bem-sucedido ou mal-sucedido abre possibilidades de promoção de condições de desenvolvimento de comportamentos e/ou mudança de contingências de reforçamento. Portanto, o entendimento de que o doente mental é limítrofe no entendimento de forma geral ou delimitada possivelmente é o resultado de concepções de desconsideração de fenômenos de aprendizagem operante (interações com o meio ao longo do desenvolvimento) e práticas de restrição, dessa forma descritas como processo genérico e impreciso, das interações da pessoa caracterizada como deficitária com o meio.
sábado, 22 de agosto de 2026
Reforço positivo: objetivo e problema
Para a terapia comportamental o reforço positivo geralmente é visto como um objetivo e como uma condição de promoção de desenvolvimento saudável. Por outro lado, na perspectiva médica e em contingências de reforçamento comuns e leigas a respeito de comportamento operante, o reforço positivo é uma fonte potencial de problemas e complicações. O reforço positivo como objetivo é de difícil alcance em circunstâncias de necessidade de contrafactualidade. Já a contrafactualidade mais simples e utilizável sem curva de aprendizagem relevante, embora com efeitos contraproducentes, é o controle aversivo/coerção. O significado desse problema é de interesse para a superação da medicalização como única solução viável ofertada e superação do uso do controle aversivo.
sexta-feira, 21 de agosto de 2026
Circunstâncias e adesão à medicação
Ident. soc. do us.: proxy vs critério
A identidade social do usuário de saúde mental marcada pelo diagnóstico psiquiátrico funciona como variável proxy (substituta) de propriedades disposicionais (propriedades potenciais) implicadas por uma categoria diagnóstica. Como contraposição é possível utilizar uma variável critério que realiza a verificação dos desempenhos implicados na identidade social em relação ao universo de dados amplo do que poderia acontecer sem distinção entre pessoas entendidas como normais e como anormais. Logo, percepções relacionadas ao diagnóstico e à identidade social teriam por um lado uma base em conceitos abstratos relacionados a experiências prévias formadoras de equivalência de estímulos (comportamento simbólico) e outro lado um critério objetivo de desempenho.
Diagnósticos: predição ou seletividade retrospectiva?
segunda-feira, 17 de agosto de 2026
O direito e o mundo natural
A regulação jurídica de relações sociais através do Estado utiliza consequências artificiais e exteriores ao funcionamento natural do comportamento, o qual ocorre por consequências naturais. Logo, existem dois caminhos: garantir boas condições dentro do mundo natural ou criar regras de consequenciação de comportamentos esperando que isso seja condição para modificação ou inibição de comportamentos. O poder de alterar comportamentos através do Estado tem efetividade parcial enquanto as condições do mundo natural são omitidas como relevantes. As condições do mundo natural para o comportamento são capazes de reduzir a necessidade de regulação jurídica através do Estado ao mesmo tempo em que garantem boas condições de vida. Por outro lado, o próprio direito é capaz de ser naturalizado como formulação em comportamentos.
sábado, 15 de agosto de 2026
Discriminação e generalização organicista vs aprendizagem
Tese implícita na avaliação médica e de senso comum: a pessoa com cérebro saudável acerta maior parte das situações de discriminação e generalização.
Tradução teórica organicista da tese implícita: situações de discriminação e generalização são testes da saúde cerebral já que o comportamento é subconjunto restrito do cérebro.
Implicação das duas versões da tese implícita para a aprendizagem operante: situações de discriminação e generalização não são processos de interação com o ambiente e de formação de repertório a partir de histórico de contato com contingências de reforçamento.
domingo, 2 de agosto de 2026
Aprendizagem: ativação neural versus reforço
A neurociência cognitiva explica a aprendizagem como repetição de ativação neuronal que cria um hábito. Isso é correto para informações e hábitos físicos. No entanto, a partir da biologia do reforço positivo não há meramente uma repetição de ativação neuronal mas uma ativação neuronal associada a reforço, preferencialmente positivo, o que realmente cria o caminho neuronal com o sucesso e repetição do sucesso. Logo, produzir efeito de aprendizagem é mais efetivo através de princípios biológicos do comportamento operante do que a mera repetição de ativação neuronal.
sexta-feira, 31 de julho de 2026
Instituição trabalho: corretiva ou seletiva?
segunda-feira, 27 de julho de 2026
Observação natural e teórica de conceitos
sábado, 25 de julho de 2026
Lugar social e aptidão biológica
A interpretação de aptidão biológica em termos de descrição de comportamentos e identidades sociais passa por um filtro de participação em contingências sociais vigentes, ou inserção em "lugares sociais" que fornecem boa condição social, e por isso provavelmente não tem correlação boa com a aptidão biológica inata já que é possível uma diversidade de valores independentes entre variáveis de aptidão biológica e variáveis de participação em contingências de reforçamento vigentes que não refletem de forma alguma uma satisfação uniforme de desafios ambientais de aptidão biológica.