A superação da noção de traços e disposições pelo comportamentalismo tem difícil entendimento e aceitação. O uso híbrido de organicismo e comportamentalismo é palatável porque a percepção cotidiana ao longo da vida é que as pessoas tem características com duração estável ao longo da vida. O entendimento de como características estáveis seriam resultado de processos de interação com o meio ao longo da vida geralmente só é conhecido por pessoas com formação em comportamentalismo e nem sempre as pessoas com formação na área adquirem esse entendimento. O entendimento psiquiátrico kraepliano é um pequeno passo a mais para chegar à conclusão de características genéticas estáveis e internas que estabelecem a cronicidade e incurabilidade do que é classificado como diagnóstico psiquiátrico. A questão da inviabilidade de alta em psiquiatria biológica faz parte do mesmo contexto conceitual.
Limitações da psiquiatria biomédica Controvérsias entre psiquiatras conservadores e reforma psiquiátrica Psiquiatria não comercial e íntegra Suporte para desmame de drogas psiquiátricas Concepções psicossociais Gerenciamento de benefícios/riscos dos psicoativos Acessibilidade para Deficiência psicossocial Psiquiatria com senso crítico Temas em Saúde Mental Prevenção quaternária Consumo informado Decisão compartilhada Autonomia "Movimento" de ex-usuários Alta psiquiátrica Justiça epistêmica
Pacientes produtores ativos de saúde (prosumo)
Aviso!
terça-feira, 22 de setembro de 2026
A refratariedade de traços e disposições
sábado, 19 de setembro de 2026
Definições de bases de relacionamentos
Definições estruturalistas (relações fixas entre variáveis), predeterminadas, tradicionais, estereotipadas, típicas, conhecidas ou representativas de variáveis base para relacionamentos afetivo-sexuais implicam em restrições de percepções de possibilidades e percepção de viabilidade de valor de reforço positivo que estão em desacordo com os princípios biológicos do funcionalismo em análise experimental do comportamento em que as funções dos estímulos não ocorrem por natureza física nem são fenômenos livre de variação funcional. Logo, definições funcionais possibilitariam percepções de bases variáveis para formação e manutenção de relacionamentos afetivo-sexuais.
terça-feira, 8 de setembro de 2026
Rotina para bipolar: causa ou correlação?
A aderência a rotinas na "bipolaridade" é causa ou correlação com "estabilidade"? A identificação de uma causa fisiológica supostamente presente em todos os casos de acordo com um construto diagnóstico válido e confiável não é explicação suficiente uma vez que a base fisiológica do diagnóstico tem validade apenas relativamente a um modelo clínico de definição de tratamento padrão por diagnósticos psiquiátricos. Esmiuçar as implicações da aderência a rotinas na "bipolaridade" em termos de componentes comortamentais e contingências de reforçamento leva ao questionamento de se aderir ou não aderir ocorrem conjuntamente com a motivação para desistir ou "usufruir" do lado "bom" de comportamentos e se a fisiologia é isolável da motivação para aderir ou não aderir. A hierarquia organicista irá sempre privilegiar o nível fisiológico e orgânico em detrimento de condições de relações com o mundo e portanto é consequência de modelo científico cuja relatividade conceitual deve ser considerada.
sábado, 22 de agosto de 2026
Reforço positivo: objetivo e problema
Para a terapia comportamental o reforço positivo geralmente é visto como um objetivo e como uma condição de promoção de desenvolvimento saudável. Por outro lado, na perspectiva médica e em contingências de reforçamento comuns e leigas a respeito de comportamento operante, o reforço positivo é uma fonte potencial de problemas e complicações. O reforço positivo como objetivo é de difícil alcance em circunstâncias de necessidade de contrafactualidade. Já a contrafactualidade mais simples e utilizável sem curva de aprendizagem relevante, embora com efeitos contraproducentes, é o controle aversivo/coerção. O significado desse problema é de interesse para a superação da medicalização como única solução viável ofertada e superação do uso do controle aversivo.
sexta-feira, 21 de agosto de 2026
Circunstâncias e adesão à medicação
Ident. soc. do us.: proxy vs critério
A identidade social do usuário de saúde mental marcada pelo diagnóstico psiquiátrico funciona como variável proxy (substituta) de propriedades disposicionais (propriedades potenciais) implicadas por uma categoria diagnóstica. Como contraposição é possível utilizar uma variável critério que realiza a verificação dos desempenhos implicados na identidade social em relação ao universo de dados amplo do que poderia acontecer sem distinção entre pessoas entendidas como normais e como anormais. Logo, percepções relacionadas ao diagnóstico e à identidade social teriam por um lado uma base em conceitos abstratos relacionados a experiências prévias formadoras de equivalência de estímulos (comportamento simbólico) e outro lado um critério objetivo de desempenho.
segunda-feira, 17 de agosto de 2026
O direito e o mundo natural
A regulação jurídica de relações sociais através do Estado utiliza consequências artificiais e exteriores ao funcionamento natural do comportamento, o qual ocorre por consequências naturais. Logo, existem dois caminhos: garantir boas condições dentro do mundo natural ou criar regras de consequenciação de comportamentos esperando que isso seja condição para modificação ou inibição de comportamentos. O poder de alterar comportamentos através do Estado tem efetividade parcial enquanto as condições do mundo natural são omitidas como relevantes. As condições do mundo natural para o comportamento são capazes de reduzir a necessidade de regulação jurídica através do Estado ao mesmo tempo em que garantem boas condições de vida. Por outro lado, o próprio direito é capaz de ser naturalizado como formulação em comportamentos.
domingo, 12 de julho de 2026
Bipolaridade, esquemas de reforço e farmacologia
terça-feira, 23 de junho de 2026
Modelos normais e não normais de mundo
No mundo normalmente comportado o sinal é que nada é e nem deve ser insólito. Qualquer coisa insólita, fato, informação ou conhecimento por isso devem ser descartados como ruído.
Nos modelos de comportamento de mundo normalmente comportado, as probabilidades estatisticamente normais são sinal e as probabilidades baixas são ruído. Nos modelos de mundo não normalmente comportados, as baixas probabilidades não são necessariamente ruído. Logo, os mundos ou fatos acessíveis e mundos ou fatos inacessíveis são diferentes. A relação entre ambos os tipos de modelos de comportamento de mundo são definíveis contingentemente. Teorias assumiriam um dos tipos de modelos de comportamento de mundo como sua definição e interpretação de dados que contam como sinal e como ruído.
Modele isso a partir de lógica modal e estipule as relações possíveis entre os dois tipos de modelos de comportamento do mundo e acesso a mundos (fatos normais ou não normais).
Resultado de IA:
O resultado é acessibilidade somente ao mundo normal para o modelo de comportamento de mundo normal e acessibilidade aos dois tipos de mundo no modelo de comportamento de mundo não normal.
domingo, 21 de junho de 2026
Adesão ao tratamento: farmacológica e não farmacológica
Se a psiquiatria biológica fosse coerente com a pura biologia como diz que pretende ser, consideraria que a adesão não farmacológica é maior e mais difícil de ocorrer que a farmacológica. Logo, seria uma oportunidade potencial de adesão ao tratamento.
sexta-feira, 15 de maio de 2026
Pressupostos de sistemas físicos na psiquiatria biológica
Assumindo que o comportamento é somente um subconjunto restrito do cérebro (ontologia), que o reducionismo parte de sistemas físico-biológicos-químicos com elementos constitucionais do comportamento (modelo fisicalista-reducionista), que sistemas físicos estáveis são predizíveis, que sistemas físicos instáveis são impredizíveis (modelo de estabilidade/instabilidade de sistemas) e que o cérebro com doença mental é um sistema físico instável e que o cérebro intacto ou saudável é um sistema físico estável, então os pressupostos dos tratamentos biológicos em psiquiatria, sendo o mais comum o farmacológico (tecnologia/intervenção), são esses, com a consequência lógica interna ao modelo de que transformam sistemas físicos instáveis em sistemas físicos estáveis. Uma segunda consequência lógica é que os sistemas físicos estáveis de cérebros saudáveis tem possibilidade de predição e controle e os sistemas físicos instáveis de cérebros não saudáveis não tem possibilidade de predição e controle (epistemologia e modelo implícito de controle e predição).
Tais práticas tratam apenas de fatos empíricos a partir de pragmatismo e realismo ingênuo?
terça-feira, 17 de março de 2026
Adesão farmacológica e não farmacológica
domingo, 15 de março de 2026
Correção neurobiológica e críticas à reforma psiquiátrica
segunda-feira, 2 de março de 2026
Correção neurobiológica e adesão medicamentosa
sábado, 7 de fevereiro de 2026
O que é um "louco"?
Na perspectiva manicomial, o "louco" no sentido depreciativo é a pessoa cujo comportamento operante, cujos determinantes são inteiramente orgânicos e internos e portanto tornam o comportamento inteiramente subordinado causalmente, "cria" problemas pela produção de consequências. O "louco" está fadado a criar problemas devido a suas variáveis constitutivas ou essenciais, as quais são definidas como centrais, e insensível a variáveis determinantes ou relativamente insensível a tais variáveis, as quais são definidas como secundárias. Logo, não há previsibilidade e controlabilidade fundamental possível para o "louco".
quinta-feira, 22 de janeiro de 2026
Definição cpto. de manicomialização
Uma definição comportamental de manicomialização é o desrespeito sistemático e generalizado aos princípios de aprendizagem operante nas áreas de análise experimental do comportamento e behaviorismo radical atrelado a práticas sociais típicas e recorrentes com consequências equivalentes, semelhantes ou substitutivas às alegações de resultados de "doença mental" do pensamento social e biológico manicomiais.
sábado, 10 de janeiro de 2026
Protocolo comportamental de crise
Algo que acontece nas práticas de atenção a crise atuais é o comportamento de se livrar / se esquivar do problema por impulsividade emocional de terminar com um problema que se prolonga (ex.: internar, medicar ou atirar) . "Resolver" um problema dessa forma é como resolver um problema tirando da tomada ou formatando um computador. É uma forma de evitar a responsabilidade de resolver o problema. Para que isso não aconteça seria necessário saber manejo de comportamento em um nível minimamente bem sucedido. O conceito de comportamento como atividade ou ação é insuficiente para descrições de funções de comportamentos em contingências de reforçamento (circunstâncias). Um problema dos protocolos de crise é serem baseados em ações/atividades fixas e não em princípios do comportamento dentro de circunstâncias em relações funcionais sistemáticas. A dificuldade existe porque as relações sistemáticas dependem de como a pessoa em crise funciona e não é correto agir com base em predefinições de relações funcionais fixas para todos. Como resultado não há real resolução do problema. Em uma situação de crise o protocolo deveria ser pensado para testar relações funcionais rápido e intervir de acordo. Quanto maior a segurança do que fazer mais rápido isso seria realizado. Precisaria ser desenvolvido um planejamento de ensino, monitoramento continuado de resultados e atualização do protocolo com base nos erros até conquistar um nível suficiente de acertos sem emprego de falsas soluções. Um conjunto de registros verbais ou em vídeo de várias dessas situações seria um material de ponto de partida. Esse raciocínio é experimental e usa a base conceitual da análise experimental do comportamento e behaviorismo radical.
sexta-feira, 2 de janeiro de 2026
Condições de medicalização por eventos
Processo de medicalização em sequência de eventos:
1) Uma família aderente ao modelo científico da psiquiatria biológica.
2) Uma família com legitimidade de poder para definir o esperado e em situação confortável.
3) Uma pessoa da família sem legitimidade de poder submetida ao esperado e em situação desconfortável.
4) Uma situação de consulta em que são observadas respostas da pessoa em situação desconfortável.
5) Uma situação de consulta em que a pessoa submetida ao esperado não demonstra aderência ao modelo científico da psiquiatria biológica.
6) Uma afinidade na versão popular de medicalização entre médico e família que estabelece a conexão entre modelo científico e versão popular.
7) A autoridade médica é reconhecida pela família e pela sociedade e o diagnóstico da pessoa sob tratamento se torna identidade social.
8) A negação desse processo de medicalização pela pessoa em tratamento ou profissional de saúde é interpretada como sintoma de patologia ou irresponsabilidade/incompetência profissional devido à restrição de modo lógico de modalidade de mundos possíveis (lógica modal), contrafactualidade e ontologia que implica em conclusão de absurdidade.
9) A cronificação do estado de medicalização se mantém.
10) Com a manutenção da cronificação de tratamento padrão os riscos biológicos relacionados com o tratamento contínuo de manutenção se acumulam.
11) Os riscos acumulados eventualmente resultam em crises com risco à vida ou em vida abreviada.
sexta-feira, 7 de novembro de 2025
Neurolépticos e deficiência: definição de processos
Nível biológico: indução de danos orgânicos e funcionais por uso de neurolépticos e negação sistemática dos mesmos por fundo motivacional emocional e comercial
Nível operante: redução de aprendizagem pela redução de interações constante com o ambiente ao longo do desenvolvimento, aumento de custo fisiológico de resposta e indução de extinção fisiológica global constante de repertório operante demonstrado por experimentos em farmacologia comportamental. Ambiente de condições de desenvolvimento de comportamentos operantes (aprendizagem) de baixa qualidade e eficácia de acordo com os princípios da análise experimental do comportamento
Nível social: imposição de dificuldades e exigências sistêmicas e complexas adicionais oriundas da implicação de negação sistemática de funcionalidade e adaptabilidade de comportamentos operantes da pessoa sob tratamento com antipsicóticos resultantes de explicação internalista do modelo médico (organicismo hierárquico) que implica logicamente em negação de princípios biológicos do comportamento operante. Imposição e validação sistemática e incondicional de exigências unilaterais à pessoa sob tratamento com antipsicóticos.
sexta-feira, 31 de outubro de 2025
Artigos de relato de caso de fármacos
O relato de caso de tratamento farmacológico é um tipo de artigo científico com estrutura semelhante a uma pesquisa experimental com delineamento de observação de uma condição anterior (condição A), introdução de variável independente (condição B: fármaco), registro de variáveis dependentes relacionadas ao fármaco (sintomas) e reversão de sintomas com a troca ou retirada de medicação (condição A). O estudo com amostras de uma ou algumas pessoas (método de sujeito único) geralmente é visto como um nível menor de evidência segundo a pirâmide tradicional do modelo de evidências da medicina baseada em evidências tradicional antiga. No entanto, um artigo com bom delineamento apropriado para o objeto de estudo poderia ser interpretado como evidência de validade alta de acordo com a atualização do modelo de evidências da medicina baseada em evidências.