Pacientes produtores ativos de saúde (prosumo)

Essa avalanche de informações e conhecimento relacionada à saúde e despejada todos os dias sobre os indivíduos sem a menor cerimônia varia muito em termos de objetividade e credibilidade. Porém, é preciso admitir que ela consegue atrair cada vez mais a atenção pública para assuntos de saúde - e muda o relacionamento tradicional entre médicos e pacientes, encorajando os últimos a exercer uma atitude mais participativa na relação. Ironicamente, enquanto os pacientes conquistam mais acesso às informações sobre saúde, os médicos têm cada vez menos tempo para estudar as últimas descobertas científicas ou para ler publicações da área - on-line ou não -, e mesmo para se comunicar adequadamente com especialistas de áreas relevantes e/ou com os próprios pacientes. Além disso, enquanto os médicos precisam dominar conhecimentos sobre as diferentes condições de saúde de um grande número de pacientes cujos rostos eles mal conseguem lembrar, um paciente instruído, com acesso à internet, pode, na verdade, ter lido uma pesquisa mais recente do que o médico sobre sua doença específica. Os pacientes chegam ao consultório com paginas impressas contendo o material que pesquisaram na internet, fotocópias de artigos da Physician's Desk Reference, ou recorte de outras revistas e anuários médicos. Eles fazem perguntas e não ficam mais reverenciando a figura do médico, com seu imaculado avental branco. Aqui as mudanças no relacionamento com os fundamentos profundos do tempo e conhecimento alteraram completamente a realidade médica. Livro: Riqueza Revolucionária - O significado da riqueza no futuro

Aviso!

Aviso! A maioria das drogas psiquiátricas pode causar reações de abstinência, incluindo reações emocionais e físicas com risco de vida. Portanto, não é apenas perigoso iniciar drogas psiquiátricas, também pode ser perigoso pará-las. Retirada de drogas psiquiátricas deve ser feita cuidadosamente sob supervisão clínica experiente. [Se possível] Os métodos para retirar-se com segurança das drogas psiquiátricas são discutidos no livro do Dr. Breggin: A abstinência de drogas psiquiátricas: um guia para prescritores, terapeutas, pacientes e suas famílias. Observação: Esse site pode aumentar bastante as chances do seu psiquiatra biológico piorar o seu prognóstico, sua família recorrer a internação psiquiátrica e serem prescritas injeções de depósito (duração maior). É mais indicado descontinuar drogas psicoativas com apoio da família e psiquiatra biológico ou pelo menos consentir a ingestão de cápsulas para não aumentar o custo do tratamento desnecessariamente. Observação 2: Esse blogue pode alimentar esperanças de que os familiares ou psiquiatras biológicos podem mudar e começar a ouvir os pacientes e se relacionarem de igual para igual e racionalmente. A mudança de familiares e psiquiatras biológicos é uma tarefa ingrata e provavelmente impossível. https://breggin.com/the-reform-work-of-peter-gotzsche-md/
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segunda-feira, 2 de março de 2026

Correção neurobiológica e adesão medicamentosa

Por que a rejeição momentânea de tratamento farmacológico por pessoas em diagnósticos graves é um risco para a possibilidade de alta?

Como a perspectiva manicomial é baseada em problemas e complicações com fundamento no conceito explicativo de correção neurobiológica, a não adesão momentânea ao tratamento farmacológico em circunstâncias difíceis é suficiente para uma confirmação permanente de expectativa de impossibilidade de alteração de comportamentos com base em ambiente, aprendizagem e sociedade sem uma base de correção neurobiológica. Por isso, caso haja desejo em pleitear uma alta psiquiátrica através de reconhecimento de erro diagnóstico ou através de remissão, as condições ambientais e de aprendizagem teriam que ser próximas de impecáveis na direção de fazer tudo funcionar com sucesso. Isso é altamente improvável. Como o conceito de correção neurobiológica implica em progressão de doença por tempo sem tratamento, a cada ocorrência de recusa de tratamento há uma predição dos responsáveis pelo tratamento psiquiátrico e muitas vezes psicológico de prejuízo ao prognóstico.
 

quarta-feira, 18 de junho de 2025

quarta-feira, 12 de fevereiro de 2025

Eventos adversos dos neurolépticos/antipsicóticos

Apresentação com exemplos de discinesia tardia, distonia e acatisia no canal do Dr. Breggin

https://www.brighteon.com/77200350-075f-4b20-8a11-11e9a182a9ee

Síndrome Maligna Neuroléptica (NMS)


Este é Brian C, ele chegou à UTI com uma temperatura de 107,8 farenheit ou 42,1 celsius... uma das mais altas registradas no hospital para uma pessoa que sobreviveu. Os médicos o diagnosticaram com Síndrome Maligna Neuroléptica (NMS). Este é um vídeo dele depois que ele saiu de uma estadia de 3 semanas na UTI. 

quarta-feira, 11 de dezembro de 2024

Discriminação de efeitos de injeções depot

Comprimidos tem grau de discriminabilidade de efeitos maior já que a percepção de introdução e de efeito ocorre rapidamente e diariamente. Injeções de depósito, principalmente as mais prolongadas, tem grau de discriminabilidade menor de efeitos já que as variações da curva de dosagem ao longo de 1 mês, 3 meses e 6 meses são mais facilmente confundidas como cognições sobre efeitos de condições de vida. Isso tem implicações para adesão de tratamento farmacológico que estão além da praticidade de administração.

Para aumentar a discriminação dos efeitos das injeções de depósito é possível mensurar o nível basal de variabilidade da frequência cardíaca todo dia pela manhã após acordar, ir no banheiro e esperar alguns minutos para passar o efeito de exercício de ter ido ao banheiro. O aplicativo HRV4Training tem um preço acessível e utiliza a câmera do celular e o dedo como sensor. O aplicativo tem uma seção de análise de gráficos e tags. Sabendo o valor basal de VFC/HRV no início do dia a discriminação dos efeitos das injeções de depósito é facilitada.


quarta-feira, 6 de março de 2024

Replicação dias 21 a 30 - Invega Sustenna e VFC

Instabilidade autonômica?

No primeiro estudo de mensuração da média da variabilidade da frequência cardíaca sob efeito de Invega Sustenna com duração de 30 dias os últimas dias indicaram instabilidade do sistema nervoso autônomo nos últimos 30 dias do mês. Fatores de confusão foram um evento altamente estressor ao longo do mês e a dúvida sobre a fidedignidade da medidas incompletas (consistência entre medidas).

Esse resultado de instabilidade autonômica não foi replicado. O resultado foi de redução gradual do efeito (média de 3 a 6 mensurações por dia). Esse resultado de um padrão consistente ao longo dos dias indica fidedignidade das medidas ao longo dos dias. A inferência teórica sobre a insuficiência de dose e predição de aparecimento de sintomas durante o período final de metabolização do neuroléptico Socian se mantém para Invega Sustenna. A amplitude de variação das médias diárias foi de 2 a 3 vezes entre sessões e a variação de RMSSD dentro das sessões foi alta, levando à suspeita de liberação irregular de doses em momentos micro e padrões de medidas não encobertas por médias e estatísticas, dado que o resto das variáveis independentes estavam relativamente constantes em repouso e com uma rotina de controle variáveis semelhante à descrita no primeiro estudo (variável controlada). O resultado de RMSSD reduzido (18) antes da aplicação da injeção pode indicar um efeito emocional condicionado antecipado.

Resultados

Replicação Variabilidade da frequência cardíaca e Invega Sustenna no fim do mês (21 a 30): instabilidade autonômica?

Conclusão: hipótese não replicada

Fevereiro de 2024

Sem parênteses = 5 ou 6 medições no dia

Dia      RMSSD

dia 21: 20,16

dia 22: 19,8

dia 23: 26,25

dia 24: 32,2

dia 25: 33,8

dia 26: 27,8

dia 27: 34,25 (4)

dia 28: 42,66 (3)

dia 29: 38 (3)

dia 30: 34.8

dia 31: Antes de aplicação: 18

Quem quiser receber uma anotação com descrição dos efeitos observados sobre o corpo no início e final do mês para fins de discriminação de efeitos e comparação me envie um e-mail para crisedapsiquiatria.qma56@simplelogin.com

segunda-feira, 22 de janeiro de 2024

Leitura sobre vinheta Ouçam Nossas Vozes

 Leitura sobre vinheta Ouçam Nossas Vozes - campanha da Janssen

https://youtu.be/AcHk5uaCfY8?si=CZB-nmLy7YZ1ugOD

A música tem um lado dramático e um lado feliz que representa sonhos.

A música inicia com tons felizes e infantis representando a infância feliz e que provavelmente é direcionado aos pais e familiares.

Depois há um tom dramático representando o neurodesenvolvimento alterado inicial e a fase prodomo.

Há uma virada com piano e iniciam tons com teclado eletrônico com efeitos sonoros representando bizarria e artificialidade de laboratório científico.

Depois há tons abafados que representam o início da administração dos neurolepticos e fim dos tons que representam bizarria.

Na preparação para o final há uma aceleração que pode representar a aceleração comportamental ao parar os neurolepticos. Essa aceleração representa o excesso de dopamina que a psiquiatria biológica afirma ser característica do organismo e a perspectiva crítica afirma ser uma adaptação à droga.

O final é uma superaceleração com tons de final feliz ou triunfo sobre a esquizofrenia e também de música de festa que em interpretação livre pode significar o estilo de vida das pessoas do complexo médico-industrial privado.

sexta-feira, 3 de fevereiro de 2023

Invega Sustenna e variabilidade da frequência cardíaca (VFC)

Variabilidade da frequência cardíaca (VFC) e Invega Sustenna

[Atualizado em 9 de fevereiro de 2023]

Eduardo Popinhak Franco

Objetivo: avaliar alegação de estabilidade de dose

Revisão conceitual

A variabilidade da frequência cardíaca (VFC) ou heart rate variability (HRV) é um indicador da atividade do sistema nervoso autônomo utilizado na medicina e na psicofisiologia da neurociência ou psicologia cognitiva. A variabilidade da frequência cardíaca consiste em quanto os batimentos cardíacos variam. As sessões devem ter no mínimo 2 minutos. Foi utilizado o aplicativo Nami criado pelo ex-professor de neurociência cognitiva da UFSC Emílio Takase. O sensor utilizado foi o microfone embutido de um celular Samsung sem capinha. Ajustes foram feitos do sinal conforme indicado em documento publicado na internet durante a pandemia de Covid-19.

A variável RMSSD indica ativação do freio parassimpático e valores maiores indicam maior resiliência psicológica do organismo e reações aumentadas de relaxamento, conforto e prazer. O nervo vago liga a parte superior do coração ao cérebro e está relacionado com o sistema nervoso parassimpático (RMSSD). O resto do coração é ligado ao resto do corpo através de outros nervos, têm efeito sobre o padrão de batidas do coração e está relacioado ao sistema nervoso simpático que aumenta as reações de estresse. A coerência cardíada indica o grau em que os recursos fisiológicos do organismo estão sincronizados, aumentando a eficiência fisiológica nas atividades diárias.

Método e análise de dados

O tratamento dos dados foi realizado ao obter-se a média diária de RMSSD ao longo do mês a partir de cinco ou seis mensurações na maior parte dos dias; comparar o valor de RMSSD nos três períodos do dia obtendo a média de todos os valores de cada período do dia nas duas primeiras semanas. A coerência diária e o RMSSD diário serão obtidos posteriormente por meio da importação dos arquivos de extensão CSV de cada dia para obter o cálculo automático de estatísticas feito pelo aplicativo Nami.

A opção por obter médias diárias de RMSSD foi feita pela semelhança de metabolização dentro de um mesmo dia que se distribui pelas diferentes mensurações num mesmo dia. A média permite balancear os valores de metabolização distribuiídos nas diferentes mensurações num dia e as interferências do ambiente (atividades diárias). Essa proposta de análise de dados se confirmaria se os valores médios diários obtidos forem graduais (paramétricos). Posteriormente poderia ser feita a mensuração logo ao despertar pela manhã ao longo dos dias do mês para evitar interferência das atividades diárias, o que facilitaria a replicação do resultado dessa coleta de dados. 

A pergunta que motivou a coleta de dados foi a verificação da alegação de estabilidade de dose promovida por Invega Sustenna e seu efeito terapêutico.  

Foi administrado 100mg (miligramas) da injeção Invega Sustenna no glúteo. Invega Sustenna é um metabólito da risperidona que é o equivalente a risperidona pré-processado para o músculo.

Tentou-se controlar a diferença do ritmo circadiano fazendo 2 mensurações da variabilidade da frequência cardíaca ou mais em cada período do dia ao longo do mês. A média da variabilidade da frequência cardíada com base nas média em cada período do dia nas duas primeiras semanas indicou uma diferença pequena entre os três períodos do dia. Tentou-se manter estável (controlar variável) a postura sentada na mesma cadeira, a saciação da fome, a hidratação, o tempo de repouso ereto antes da mensuração, a sensação de calor e os hábitos de exercício físico. Essas variáveis foram mantidas de maneira semelhante aos hábitos diários do participante.

Resultados

O valor médio de RMSSD no dia anterior  à administração de Invega Sustenna foi 28, valor não diferente do primeiro dia da administração. O valor de RMSSD foi semelhante (acima) do primeiro dia até aproximadamente o sexto dia. Do sétimo dia até o vigésimo dia o valor médio de RMSSD foi menor. Do dia vigésimo primeiro até o dia 30 o valor médio de RMSSD foi instável, com valores altos e baixos semelhantes aos da primeira semana até o dia seis e das segunda e terceira semanas. Nos dia 17, 20,21 e 29 a quantidade de mensurações foi menor do que seis, respectivamente cinco, quatro, quatro e três*. A mensuração não foi feita nos dias cinco, do décimo até décimo segundo e nos dias vigésimo sexto até vigésimo oitavo. No dia cinco houve um dia mais movimentado. Nos dias décimo até décimo segundo mudança de ambiente e de rotina. Nos dias vigésimo sexto até vigésimo nono houve mudança de ambiente, de rotina e evento altamente estressante no dia vigésimo sexto.





Os valores das mensurações de cada dia tiveram uma variação de no máximo [inserir valor]. Em alguns momentos o valor de RMSSD se estabilizou na maior parte da sessão entre cinco e dez. Mas os valores finais dessas sessões foram maiores, oito ou dez e aproxidamente treze a dezesete, devido às variações dentro da sessão e interferência de movimento e em alguns momentos contração do estômago. O aplicativo Nami corrige automaticamente as batidas do coração fora da curva (outliers), então é possível que as interferências sejam corrigidas.

Na quarta semana (dia vigésimo primeiro até dia trigésimo) os valores instáveis podem ter ocorrido devido a algum processo relacionado com a abstinência de redução de dose (já que o valor de RMSSD é inversamente proporcional à dose de neuroléptico metabolizado como foi avaliado com o comprimido Socian em 2014). Outra possibilidade é que tenha havido interferência do evento altamente estressante e da rotina. A quantidade de mensurações pode não ter afetado significativamente o valor médio de RMSSD por que valores instáveis semelhantes foram obtidos com quatro e seis mensurações por dia, respectivamente, nos dia vigésimo, vigésimo primeiro (quatro mensurações) e nos dias vigésimo segundo e vigésimo terceiro (seis mensurações). No dia vigésimo novo foram realizadas apenas três mensurações (verificar) mas o valor médio não foi diferente de outro dia em que foram realizadas seis mensurações. Adicionar uma mensuração (de cinco para seis) teve efeito pequeno no valor médio de RMSSD nos dias ao longo do mês.

Valores médios de RMSSD dos períodos dos dias das primeiras semanas obtidos para avaliar ritmo circadiano (relógio biológico).

m 17,375

t 18,9375

n 18,1875

Legenda: m=manhã, t=tarde e n=noite

Discussão

A variável RMSSD indica que o aumento da dose da injeção mensal Invega Sustenna aumenta a partir da segunda semana. Na terceira semana o efeito é maior na redução de RMSSD. Nas quarta e primeira semanas RMSSD indica que as doses são menores. É interessante que o usuário da injeção seja capaz de discriminar que nas segunda e terceira semanas se sentirá desanimado pelo efeito do aumento de dose para que a não discriminação disso não leve a pensamentos, sentimentos e comportamentos negativos sobre influência da redução da ativação da fisiologia do sistema nervoso parassimpático. A variação de dose que ocorre diariamente com comprimidos neurolépticos também ocorre ao longo do mês com a injeção mensal Invega Sustenna. O participante da coleta de dados se hidratava da forma habitual de sua rotina e isso pode ter aumentado os valores absolutos de RMSSD. Observando-se o padrão de RMSSD ao longo da sessão de 3, 4 ou 5 minutos notou-se uma variação irregular. Seria interessante comparar o grau de irregularidade do padrão de RMSSD dentro das sessões entre comprimidos neurolépticos e a injeção mensal Invega Sustenna. A diferença principal entre a primeira e quarta semanas foi que os valores maiores foram mais frequentes enquanto que na segunda e terceira semanas os valores menores foram mais frequentes. Valores menores de RMSSD indicam inibição e valores maiores espontaneidade. Portanto, a inibição (suposto efeito terapêutico) segundo esses resultados é maior nas segunda e terceira semanas e nas primeira e quarta semanas a espontaneidade é maior. A alegação de estabilidade de dose e seus efeitos terapêuticos deve ser relativizada pois somente a velocidade de metabolização menor foi capaz de manter a dose relativamente estável nos dois conjuntos de duas semanas diferentes. Substituindo-se a noção de estabilidade de dose por suficiência de dose terapêutica poderia-se inferir que o efeito terapêutico de inibição maior nas segunda e terceira semanas levaria a menos comportamentos problemas nessas semanas e mais comportamentos problemas nas primeira e quarta semanas, de forma análoga à dose menor no fim do período de metabolização de 24 horas de comprimidos neurolépticos (Socian e VFC, 2014). Na quarta semana a instabilidade de valores médios de RMSSD poderia indicar efeito de um processo relacionado com abstinência de redução de dose. É precipitado concluir que a instabilidade na quarta semana se deve à irregularidade de metabolização durante a transição do nível de dose já que seriam necessários mais dados para replicar o padrão de instabilidade e conhecimento do processo bioquímico e fisiológico. No entanto, não é implausível instabilidade da taxa de batimentos cardíacos já que em artigo sobre abstinência de álcool encontrou-se instabilidade acentuada. Segundo Martusevich, A., Zhukova, N., Dilenyan, L., Bocharin, I., & Mamonova, S. (2020): "Os nossos doentes com síndrome de abstinência alcoólica no período de reabilitação apresentaram uma acentuada instabilidade do ritmo cardíaco, manifestando-se no papel crescente dos seus mecanismos de regulação intracardíaca e no efeito estimulante da simpatiotonia." O efeito de abstinência com redução de dose é um processo já descrito na literatura científica. No entanto, é possível que haja lacuna na literatura científica sobre o efeito da abstinência de neurolépticos na variabilidade da frequência cardíaca, somando-se lacunas de artigos com método de sujeito único e sem o uso de estatística. [Com aplicativo Nami na Google Playstore e um celular qualquer pessoa em uso contínuo ou com possibilidade de descontinuar neurolépticos facilmente poderia coletar os dados. A coleta mais simples seria feita nos últimos 10 dias do mês e na primeira semana após a adminstração da Injeção Invega Sustenna. Outra possibilidade seria a coleta dados de abstinência de comprimidos neurolépticos ou outras drogas psiquiátricas.]

Pode-se afirmar que esse padrão de metabolização foi observado devido à administração da injeção no glúteo. A administração no músculo deltóide provavelmente só tornaria o início do padrão de metabolização acontecer antes mas a variação no grau de metabolização provavelmente também ocorreria.

Como os valores médios de RMSSD em dias adjacentes foi semelhante e porque os valores da quarta semana se assemelharam aos da primeira semana, optou-se por não mensurar RMSSD na quinta semana com o objetivo de replicação.

Também seria interessante avaliar o grau de regularidade ou irregularidade nos valores de RMSSD e valores máximo e mínimos para Invega Sustenna e comprimidos neurolépticos dentro de cada sessão e ao longo das sessões do mês para Invega Sustenna.

Observação: Quem tiver interesse em reanalisar os dados com a correção automática do Kubios pago. outros aplicativos e refazer os cálculos. Envie e-mail para crisedapsiquiatria.qma56@simplelogin.com

Referências:

TAKASE,Emílio - MOBILIZAÇÃO PARA SABER SE FREQUÊNCIA CARDÍACA COMO BIOMARCADOR ( INDICADOR ) PARA COVID-19 Gripe

Efeito da Medicação Neuroléptica Socian (100mg) na Variabilidade da Frequência Cardíaca
https://crisedapsiquiatria.blogspot.com/2014/07/efeito-da-medicacao-neuroleptica-socian.html


APRENDENDO A RESPIRAR: uma breve introdução ao biofeedback cardiorrespiratório Autores: Mariana Lopez Teixeira - Fernanda Vargas Amaral - Emilio Takase - Ruy Marra
Aplicativo Nami - Google Play store
Martusevich, A., Zhukova, N., Dilenyan, L., Bocharin, I., & Mamonova, S. (2020). Heart Rate Variability in Patients With Alcohol Withdrawal Syndrome. Iranian Heart Journal, 21(4), 100-106. Link: http://journal.iha.org.ir/article_115208.html

segunda-feira, 5 de dezembro de 2022

Injeções de depósito e crises: uma curiosidade

Seria interessante apesar de inconveniente coletar dados para verificar se as crises se dissolvem antes das injeções de depósito ter um efeito relevante já que o efeito resultado de metabolização não é imediato. A falta de dados sobre isso pode ser determinada pelo pensamento médico clássico de estabilizar crises com tratamento contínuo.

[Dados coletados alguns meses depois]

Invega Sustenna e variabilidade da frequência cardíaca (VFC)

https://crisedapsiquiatria.blogspot.com/2023/02/variabilidade-da-frequencia-cardiaca.html

Determinantes da melhora em hospitais psiquiátricos

https://crisedapsiquiatria.blogspot.com/2023/07/determinantes-da-melhora-em-hospitais.html

quarta-feira, 11 de maio de 2022

Injeção Invega Sustenna genérica

No site do governo de Portugal (Infarmed) estão registradas três marcas de genéricos da injeção Invega Sustenna. Os preços variam de 509 reais a 1143 reais da dose mínima para a dose máxima.

50mg - R$ 509 reais

75mg - R$ 650 reais

100mg - R$ 800 reais

150mg - R$ 1143 reais



Substância Ativa/DCI Nome do medicamento Forma farmacêutica Dosagem Quantidade Tamanho da embalagem Preço Comerc.

Paliperidona Paliperidona Teva Suspensão injetável de libertação prolongada 50mg 1 unidade(s) - .5 ml 97,10 euros Não comercializado

Paliperidona Paliperidona Aldesven Suspensão injetável de libertação prolongada 50mg 1 unidade(s) 99,38 euros Não comercializado

Paliperidona Paliperidona Alter Suspensão injetável de libertação prolongada 50mg 1 unidade(s) 99,38 euros Não comercializado

Paliperidona Paliperidona Teva Suspensão injetável de libertação prolongada 75mg 1 unidade(s) - .75 ml 124,03 euros Não comercializado

Paliperidona Paliperidona Aldesven Suspensão injetável de libertação prolongada 75mg 1 unidade(s) 127,01 euros Não comercializado

Paliperidona Paliperidona Alter Suspensão injetável de libertação prolongada 75mg 1 unidade(s) 127,01 euros Não comercializado

Paliperidona Paliperidona Teva Suspensão injetável de libertação prolongada 100mg 1 unidade(s) - 1 ml 151,90 euros Não comercializado

Paliperidona Paliperidona Aldesven Suspensão injetável de libertação prolongada 100mg 1 unidade(s) 155,56 euros Não comercializado

Paliperidona Paliperidona Alter Suspensão injetável de libertação prolongada 100mg 1 unidade(s) 155,56 euros Não comercializado

Paliperidona Paliperidona Teva Suspensão injetável de libertação prolongada 150mg 1 unidade(s) 213,28 euros Não comercializado

Paliperidona Paliperidona Aldesven Suspensão injetável de libertação prolongada 150mg 1 unidade(s) 218,76 euros Não comercializado

Paliperidona Paliperidona Alter Suspensão injetável de libertação prolongada 150mg 1 unidade(s) 218,76 euros Não comercializado

quarta-feira, 30 de março de 2022

Estabilidade de dose faz sentido?

Sobre a variável estabilidade de dose
Partindo da premissa de que os psicofármacos são antídotos a doenças subjacentes ao invés de drogas psicoativas e da premissa já avaliada por mim em 2014 (ver sobre socian no blog) de que o nível dos psicofármacos no organismo é maior nas primeiras horas de metabolização e depois no fim do dia num ciclo de 24 horas o nível no organismo cai então o problema seria insuficiência de dose (de antídoto) e não uma questão de manter o mesmo nível do psicofármaco no organismo. Apenas uma descrição indireta do comportamento a partir da linguagem psiquiátrica permite esse raciocínio como quando usa expressões como estabilidade de humor ou estabilidade comportamental (da saúde mental). A partir das premissas anteriores seria esperado que as crises aconteceriam no final do período de metabolização, isto é, do fim da tarde até à noite se a pessoa toma o psicofármaco na hora de dormir e se o psicofármaco tem ciclo de metabolização de 24 horas. E os períodos de estabilidade aconteceriam no período inicial de metabolização.
Além disso pretendo avaliar se a injeção altera em mesmo grau a variabilidade da frequência cardíaca ao longo do mês como os comprimidos alteram diariamente. Se o grau for da mesma magnitude faria sentido esperar que as crises ocorreriam no final do período de metabolização também. Essa predição parece não ocorrer.

domingo, 16 de janeiro de 2022

Esquizofrenia e violência: sem financiamento público

No site de ensaios clínicos registrados não tem nenhum artigo ou projeto com financiamento público do governo relacionando esquizofrenia e violência. A confiabilidade dos outros financiadores como indústria e universidade é ruim ou duvidosa. Departamentos de universidade recebem milhões da indústria farmacêutica.

Nova tag / marcador: injetáveis longa duração

 Estava faltando um tema / tag / marcador para antipsicóticos injetáveis de longa duração.

Antipsicóticos injetáveis - estudos

Artigos com financiamento público comparando antipsicóticos injetáveis ou injetáveis e orais não indicam melhores resultados para recaída e reinternação, nem sintomas ou melhora funcional, nem custo-efetividade para invega sustenna.

Estudo 1:

As diferenças entre formulações injetáveis ​​de ação prolongada (LAI-R/LAI)  e tratamento oral antipsicóticos orais de segunda geração (ASG/SGA) no tempo para a primeira recaída e hospitalização não foram significativas. Sintomas psicóticos e pontuação total da Escala de Avaliação Psiquiátrica Breve melhoraram mais no grupo formulações injetáveis ​​de ação prolongada. Em contraste, o grupo formulações injetáveis ​​de ação prolongada apresentou maiores pontuações na Escala de Avaliação de Sintomas Negativos Alogia. Não houve outras diferenças entre os grupos em sintomas ou melhora funcional. Apesar da vantagem para sintomas psicóticos, formulações injetáveis ​​de ação prolongada não conferiu vantagem sobre antipsicóticos orais de segunda geração para recaída ou reinternação. 

Estudo 2:

Principais medidas de resultado: Falha de eficácia, definida como hospitalização psiquiátrica, necessidade de estabilização de crise, aumento substancial na frequência de consultas ambulatoriais, decisão do médico de que o antipsicótico oral não poderia ser descontinuado dentro de 8 semanas após o início dos antipsicóticos injetáveis ​​​​de ação prolongada, ou a decisão de um médico de descontinuar o injetável de ação prolongada devido ao benefício terapêutico inadequado. 

Conclusões e relevância: Em adultos com esquizofrenia ou transtorno esquizoafetivo, o uso de palmitato de paliperidol (invega sustenna) versus decanoato de haloperidol não resultou em diferença estatisticamente significativa na falha de eficácia, mas foi associado a mais ganho de peso e maiores aumentos na prolactina sérica, enquanto o decanoato de haloperidol foi associado com mais acatisia.

Estudo 3:

Conclusões: A decanoato de haloperidol  foi mais custo-efetiva do que o palmitato de paliperidol (invega sustenna), sugerindo que os benefícios um pouco maiores do  palmitato de paliperidol (invega sustenna) não justificaram seus custos marcadamente mais altos, que provavelmente cairão quando a patente do medicamento expirar.

(Ressalva: Anedotas de usuários indicam que Haldol/haloperidol tem efeitos colaterais piores).

Textos originais

 Estudo 1:

Teste controlado e aleatório

 

 2015 mar;41(2):449-59.
 doi: 10.1093/schbul/sbu067. Epub 2014 27 de maio.

Comparação de medicamentos orais para ASG e um ASG injetável de ação prolongada: o estudo PROACTIVE

Afiliações 
Artigo gratuito do PMC

Resumo

Até recentemente, as formulações injetáveis ​​de ação prolongada (LAI) estavam disponíveis apenas para antipsicóticos de primeira geração e sua utilização diminuiu à medida que o uso de antipsicóticos orais de segunda geração (SGA) aumentou. Embora estudos naturalistas baseados em registros mostrem que IAFs reduzem mais as reinternações do que medicamentos orais na prática clínica, isso não é observado em ensaios clínicos randomizados recentes. PROACTIVE (Prevenção de antipsicóticos orais de recaída em comparação com injetáveis ​​avaliando a eficácia) estudo de prevenção de recaída incorporou características de eficácia e eficácia. Em 8 centros acadêmicos dos EUA, 305 pacientes com esquizofrenia ou transtorno esquizoafetivo foram aleatoriamente designados para LAI risperidona (LAI-R) ou ASGs orais de escolha do médico. Os pacientes foram avaliados durante o estudo de 30 meses por assessores mascarados e centralizados usando vídeo de 2 vias,e monitorado quinzenalmente por médicos e avaliadores no local que conheciam a atribuição do tratamento. A recaída foi avaliada por um Conselho de Monitoramento de Recaídas mascarado. As diferenças entre LAI-R e tratamento oral SGA no tempo para a primeira recaída e hospitalização não foram significativas. Sintomas psicóticos e pontuação total da Escala de Avaliação Psiquiátrica Breve melhoraram mais no grupo LAI-R. Em contraste, o grupo LAI apresentou maiores pontuações na Escala de Avaliação de Sintomas Negativos Alogia. Não houve outras diferenças entre os grupos em sintomas ou melhora funcional. Apesar da vantagem para sintomas psicóticos, LAI-R não conferiu vantagem sobre ASGs orais para recaída ou reinternação. Monitoramento quinzenal, não focando especificamente em pacientes com comprovada não adesão ao tratamento e maior flexibilidade na mudança de medicação no braço de tratamento oral,pode contribuir para a incapacidade de detectar diferenças entre o tratamento LAI e ASG oral em ensaios clínicos.

Palavras-chave: desenho de ensaio clínico; sintomas negativos; sintomas psicóticos; prevenção de recaídas; esquizofrenia.

Eficácia do palmitato de paliperidona vs decanoato de haloperidol para o tratamento de manutenção da esquizofrenia: um ensaio clínico randomizado

Afiliações 
Artigo gratuito do PMC

Errata em

  • JAMA. 8 de outubro de 2014; 312 (14): 1473

Resumo

Importância: Os antipsicóticos injetáveis ​​de ação prolongada são usados ​​para reduzir a não adesão à medicação e a recaída nos transtornos do espectro da esquizofrenia. A eficácia relativa das versões injetáveis ​​de ação prolongada de antipsicóticos de segunda geração e mais antigos não foi avaliada.

Objetivo: Comparar a eficácia do antipsicótico paliperidol injetável de segunda geração de segunda geração com o antipsicótico injetável decanoato de haloperidol de longa duração.

Desenho, cenário e participantes: Ensaio clínico randomizado, duplo-cego e multisite realizado de março de 2011 a julho de 2013 em 22 centros de pesquisa clínica nos EUA. Os pacientes randomizados (n = 311) eram adultos diagnosticados com esquizofrenia ou transtorno esquizoafetivo que foram avaliados clinicamente como estando em risco de recaída e provavelmente se beneficiariam de um antipsicótico injetável de ação prolongada.

Intervenções: Injeções intramusculares de decanoato de haloperidol 25 a 200 mg ou palmitato de paliperidona 39 a 234 mg a cada mês por até 24 meses.

Principais medidas de resultado: Falha de eficácia, definida como hospitalização psiquiátrica, necessidade de estabilização de crise, aumento substancial na frequência de consultas ambulatoriais, decisão do médico de que o antipsicótico oral não poderia ser descontinuado dentro de 8 semanas após o início dos antipsicóticos injetáveis ​​​​de ação prolongada, ou a decisão de um médico de descontinuar o injetável de ação prolongada devido ao benefício terapêutico inadequado. Os principais desfechos secundários foram efeitos adversos comuns de medicamentos antipsicóticos.

Resultados: Não houve diferença estatisticamente significativa na taxa de falha de eficácia para palmitato de paliperidol em comparação com decanoato de haloperidol (taxa de risco ajustada, 0,98; IC 95%, 0,65-1,47). O número de participantes que apresentaram falha de eficácia foi de 49 (33,8%) no grupo de palmitato de paliperidol e 47 (32,4%) no grupo de decanoato de haloperidol. Em média, os participantes do grupo palmitato de paliperidona ganharam peso e os do grupo decanoato de haloperidol perderam peso; após 6 meses, a mudança de peso médio dos mínimos quadrados para aqueles que tomaram palmitato de paliperidona aumentou em 2,17 kg (IC 95%, 1,25-3,09) e diminuiu para aqueles que tomaram decanoato de haloperidol (-0,96 kg; IC 95%, -1,88 para -0,04). Os pacientes que tomaram palmitato de paliperidona apresentaram níveis médios máximos de prolactina sérica significativamente mais altos (homens, 34,56 µg / L [IC 95%, 29,75-39.37] vs 15,41 µg/L [IC 95%, 10,73-20,08]; P <0,001, e para mulheres, 75,19 [IC 95%, 63,03-87,36] vs 26,84 [IC 95%, 13,29-40,40]; P <.001). Os pacientes que tomaram decanoato de haloperidol tiveram aumentos significativamente maiores nas classificações globais de acatisia (0,73 [IC 95%, 0,59-0,87] vs 0,45 [IC 95%, 0,31-0,59]; P = 0,006).

Conclusões e relevância: Em adultos com esquizofrenia ou transtorno esquizoafetivo, o uso de palmitato de paliperidol versus decanoato de haloperidol não resultou em diferença estatisticamente significativa na falha de eficácia, mas foi associado a mais ganho de peso e maiores aumentos na prolactina sérica, enquanto o decanoato de haloperidol foi associado com mais acatisia. No entanto, os ICs não excluem a possibilidade de uma vantagem clinicamente significativa com palmitato de paliperidona.

Registro do estudo: clinicaltrials.gov Identificador: NCT01136772 .


Estudo 3:


Teste controlado e aleatório
 
 . 1º de outubro de 2016;67(10):1124-1130.
 doi: 10.1176/appi.ps.201500447. Epub 2016 1 de junho.

Custo-efetividade do Palmitato de Paliperidona Injetável de Longa Ação Versus Decanoato de Haloperidol no Tratamento de Manutenção da Esquizofrenia

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Resumo

Objetivo: Este estudo avaliou a relação custo-efetividade do decanoato de haloperidol (HD), um antipsicótico injetável de ação prolongada (LAI) de primeira geração, e palmitato de paliperidol (PP), um antipsicótico LAI de segunda geração.

Métodos: Um ensaio clínico randomizado duplo-cego de 18 meses realizado em 22 centros de pesquisa clínica nos Estados Unidos comparou o custo-benefício da HD e PP entre 311 adultos com esquizofrenia ou transtorno esquizoafetivo que foram clinicamente avaliados como prováveis ​​de se beneficiarem um antipsicótico LAI. Os pacientes foram aleatoriamente designados para injeções intramusculares mensais de HD (25-200 mg) ou PP (39-234 mg) por até 24 meses. Anos de vida ajustados pela qualidade (QALYs) foram medidos por um algoritmo específico para esquizofrenia baseado na Escala de Síndrome Positiva e Negativa e avaliações de efeitos colaterais; os custos totais dos cuidados de saúde foram avaliados na perspectiva do sistema de saúde.

Resultados: A análise de modelo misto mostrou que a PP estava associada a 0,0297 QALYs maiores em 18 meses (p = 0,03) e a US$ 2.100 a mais em custos médios por trimestre para serviços de internação e ambulatorial e medicamentos em comparação com HD (p <0,001) . A análise de bootstrap com 5.000 replicações mostrou uma relação custo-benefício incremental para PP de US$ 508.241 por QALY (intervalo de confiança de 95% = US$ 122.390 a US$ 1.582.711). A análise dos benefícios líquidos de saúde mostrou uma probabilidade de 0,98 de maior custo-efetividade para HD em comparação com PP em um valor estimado de $ 150.000 por QALY e uma probabilidade de 0,50 de maior custo-efetividade de $ 500.000 por QALY.

Conclusões: A decanoato de haloperidol foi mais custo-efetiva do que o palmitato de paliperidol, sugerindo que os benefícios um pouco maiores do PP não justificaram seus custos marcadamente mais altos, que provavelmente cairão quando a patente do medicamento expirar.

Registro do teste: ClinicalTrials.gov NCT01136772 .


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