Pacientes produtores ativos de saúde (prosumo)

Essa avalanche de informações e conhecimento relacionada à saúde e despejada todos os dias sobre os indivíduos sem a menor cerimônia varia muito em termos de objetividade e credibilidade. Porém, é preciso admitir que ela consegue atrair cada vez mais a atenção pública para assuntos de saúde - e muda o relacionamento tradicional entre médicos e pacientes, encorajando os últimos a exercer uma atitude mais participativa na relação. Ironicamente, enquanto os pacientes conquistam mais acesso às informações sobre saúde, os médicos têm cada vez menos tempo para estudar as últimas descobertas científicas ou para ler publicações da área - on-line ou não -, e mesmo para se comunicar adequadamente com especialistas de áreas relevantes e/ou com os próprios pacientes. Além disso, enquanto os médicos precisam dominar conhecimentos sobre as diferentes condições de saúde de um grande número de pacientes cujos rostos eles mal conseguem lembrar, um paciente instruído, com acesso à internet, pode, na verdade, ter lido uma pesquisa mais recente do que o médico sobre sua doença específica. Os pacientes chegam ao consultório com paginas impressas contendo o material que pesquisaram na internet, fotocópias de artigos da Physician's Desk Reference, ou recorte de outras revistas e anuários médicos. Eles fazem perguntas e não ficam mais reverenciando a figura do médico, com seu imaculado avental branco. Aqui as mudanças no relacionamento com os fundamentos profundos do tempo e conhecimento alteraram completamente a realidade médica. Livro: Riqueza Revolucionária - O significado da riqueza no futuro

Aviso!

Aviso! A maioria das drogas psiquiátricas pode causar reações de abstinência, incluindo reações emocionais e físicas com risco de vida. Portanto, não é apenas perigoso iniciar drogas psiquiátricas, também pode ser perigoso pará-las. Retirada de drogas psiquiátricas deve ser feita cuidadosamente sob supervisão clínica experiente. [Se possível] Os métodos para retirar-se com segurança das drogas psiquiátricas são discutidos no livro do Dr. Breggin: A abstinência de drogas psiquiátricas: um guia para prescritores, terapeutas, pacientes e suas famílias. Observação: Esse site pode aumentar bastante as chances do seu psiquiatra biológico piorar o seu prognóstico, sua família recorrer a internação psiquiátrica e serem prescritas injeções de depósito (duração maior). É mais indicado descontinuar drogas psicoativas com apoio da família e psiquiatra biológico ou pelo menos consentir a ingestão de cápsulas para não aumentar o custo do tratamento desnecessariamente. Observação 2: Esse blogue pode alimentar esperanças de que os familiares ou psiquiatras biológicos podem mudar e começar a ouvir os pacientes e se relacionarem de igual para igual e racionalmente. A mudança de familiares e psiquiatras biológicos é uma tarefa ingrata e provavelmente impossível. https://breggin.com/the-reform-work-of-peter-gotzsche-md/

sexta-feira, 22 de março de 2019

Poder e mudanças sociais

Skinner afirmou em um texto que as pessoas sem poder são as melhores para efetuar mudanças sociais. E dá para ver mesmo a estereotipia dos discursos das pessoas com poder e que podem se sentir ameaçadas com mudanças sociais.

segunda-feira, 18 de março de 2019

Áreas de conhecimento indiretas

É possível que áreas de conhecimento formulem conceitos ou leituras de maneira indireta para fatos que em em outras áreas são explicadas de maneira direta. 

A psiquiatria biológica por exemplo faz leituras em englobam vastos conjuntos de variáveis de outras áreas.

A psicologia lida com o resultado das variáveis de outras áreas de conhecimento. Por isso, pode fazer leituras indiretas ou a importação de áreas de conhecimento sem consideração de controvérsias entre áreas. A importação de áreas pela psicologia é feita de maneira ingênua e acrítica.

Jornalistas e a psiquiatria biológica

Jornalistas quase sempre chamam psiquiatras biológicos para entrevistas. O que está implícito nessa exposição midiática é o discurso de que a psiquiatria biológica é uma área de conhecimento de qualidade excepcional (o que não é verdade). Os psiquiatras biológicos também são os mais taxativos e que forjam certezas e resultados conclusivos (o que os jornalistas gostam).

A explicação para a exposição midiática da psiquiatria biológica é que nela está a maior parte do dinheiro. A exposição midiática faz parte do esforço de inculcar o raciocínio psiquiátrico em toda a sociedade.

Crime e Civilização

Psiquiatras na Band sem noção nenhuma de processo civilizatório, antropologia e história. Antigamente (a séculos atrás) as sociedades eram bárbaras. Assim como sociedades com conceitos diferentes usam a violência que nossa sociedade consideraria arbitrária. Nem por isso se atribuía defeitos biológicos. O fracasso em civilizar os novos membros das sociedades passa em branco. Medicar não civiliza ninguém.

A diferença entre uso legítimo e uso arbitrário da violência é meramente cultural. O uso da violência não é algo alheio à natureza humana. Existe o gosto por destruir inimigos. Se impõe uma leitura biológica das culturas minoritárias como sinal de defeito biológico. Como se não pudessem existir diferenças e culturas minoritárias ou como se pensa que isso nem existe nem se pode lidar com isso. Uma prática social por mais diferente ou aparentemente arbitrária que seja ainda é uma prática social.

terça-feira, 12 de março de 2019

The Minds of Men (Grátis)

The Minds of Men | Official Documentary by Aaron & Melissa Dykes


Documentário Grátis - Projeto MKultra - segredos da CIA

Experimentos antiéticos.

Legenda automática youtube

segunda-feira, 11 de março de 2019

O orgulho médico e o google


GENTE, LEIAM O TEXTO, TÁ?
.
.
Do @DrJoseNeto, no Instagram:
.
"Reflexão do dia
.
Recebi essa foto há alguns dias em um grupo de WhatsApp e isso acabou me gerando uma reflexão.
.
Vai me dizer que você não usa o Google quando tem algum problema?
.
Parece que muitos profissionais de saúde ainda não perceberam que um diploma não é o suficiente em termos de formação e nem a falta dele impede que muitos leigos, com toda a facilidade para informação, consigam obtê-las das mais variadas fontes e trazê-las para a mesa do debate.
.
Descer do altar e assumir o papel de tutores, e não de Deuses do Olimpo, é indispensável para uma boa prática clínica temperada pelos princípios da decisão compartilhada.
.
Alguns parecem se sentir ameaçados e desrespeitados com esse tipo de postura questionadora dos pacientes e acabam assumindo uma postura defensiva com lastro em autoridade e medo.
.
Cara pálida, é a vida DELE ou de um ente querido que está em jogo! Tire essa máscara da soberba. Respeito é conquistado e não exigido.
.
#drjoseneto #reflexaododia #saude #saudebaseadaemevidencias #SBE#medicinabaseadaemevidências #MBE #decisãocompartilhada"
.
.
Publicação Original: https://www.instagram.com/p/BuuDaNYhLtM/
.
.
Um comentário que merece atenção:
.
"felipe_tuono
@drjoseneto o profissional tem q ser muito ruim pra ter medo do Google..."

sábado, 9 de março de 2019

quinta-feira, 7 de março de 2019

Antidepressivo em spray e dependência

https://videos.bol.uol.com.br/video/antidepressivo-em-spray-tem-alto-risco-de-dependencia-04024C9A3460C8B16326

Antidepressivo em spray tem alto risco de dependência

Spray antidepressivo

É a mágica biomédica que as pessoas sonham. Como por exemplo emagrecer e manter o peso comendo bastante. Um produto cobiçado.

Já usado como droga ilegal e com alto risco de dependência.

Vai ser usado para mascarar a ineficácia dos antidepressivos baseados em serotonina (quadros depressivos resistentes a tratamento).

Existem boas razões para a pessoa estar sofrendo. Como perda de saúde e uma vida ruim.

Basta um barato do anestésico sem precisar melhorar de saúde.

Será que vão dizer agora que a depressão está relacionada com alteração no glutamato assim como dizem que era alteração da serotonina?

Isso é um barato artificial. Pelo menos que assumam que medicamentos psiquiátricos são drogas psicoativas e não ajuste do desequilíbrio químico.

É mesma coisa que dizer que depressão é falta de cocaína ou de maconha.

OVNIs e contrainteligência

A inteligência dos Estados Unidos (CIA?) pagou pessoas que acreditam em extraterrestres para disseminar a crença de que os Estados Unidos escondiam informações sobre objetos voadores não identificados (OVNIs) num esforço de dispersão da população sobre questões reais.

Está no documantário Hypernormalization da BBC.

Psicologia eletrônica


ELIZA foi o primeiro software para simulação de diálogos, os chamados "robôs de conversação".

A principal implementação do programa mostra a simulação da conversa entre um paciente e seu psicólogo, na qual o usuário é o paciente e o software o psicólogo! Na época, até mesmo alguns acadêmicos acreditaram que o sistema poderia influenciar positivamente a vida de pessoas que sofrem com problemas psicológicos, sendo capaz de complementar o tratamento dos pacientes.

O programa imitava a conversação do Humanismo de Carl Rogers.

quarta-feira, 6 de março de 2019

Doença grave

Quando coquetéis de drogas psicoativas não funcionam para resolver a vida de um paciente os psiquiatras dizem à família que essa pessoa tem um "quadro" grave ou gravíssimo. Responsabilizando o paciente pela ineficácia da psiquiatria biológica.

A família não imagina devido ao prestígio geral da medicina que talvez um dos problema seja a psiquiatria biológica ou que pelo menos ela não resolve a vida da família.

segunda-feira, 4 de março de 2019

Economia e sociologia

Gary Stanley Becker

Becker foi um economista pioneiro ao aventurar-se em áreas consideradas restritas aos sociólogos, como discriminação racialcrime, organização familiar e drogas (ver Freakonomics). Argumentou que muitos dos diferentes tipos de comportamento humano estão centrados na maximização de utilidades. Becker é também creditado pelo "rotten kid theorem".

https://pt.wikipedia.org/wiki/Gary_Stanley_Becker


Economia Mainstream
TOP 20 - Maiores economistas de todos os tempos
13º lugar: Gary Becker (1930-2014)
A partir dos anos 60, a economia passou a englobar em seus estudos tópicos até então tratados somente por outras ciências sociais, como o casamento, a criminalidade, a discriminação e o vício. Esse movimento ficou conhecido como o “imperialismo da economia”. Gary Stanley Becker foi certamente o principal responsável por essa onda imperialista.
Becker começou sua empreitada economicista em tópicos até então alheios à economia já na sua tese de doutorado em Chicago, em 1955, chamada “The Economics of Discrimination”, onde ele estudou a discriminação. Becker demonstrou que a discriminação é custosa ao empresário discriminador, pois ele abre mão de pagar um salário menor ao indivíduo discriminado que poderia fazer um trabalho tão produtivo quanto o indivíduo contratado. No longo prazo e em uma economia competitiva, os empresários discriminadores tendem a ser expulsos do mercado. De fato, Becker mostrou que a discriminação é mais concentrada em indústrias mais reguladas, e portanto menos pressionadas pela competição.
No campo da criminologia, Becker fez um groundbreaking trabalho em seu paper “Crime and Punishment: An economic approach”, de 1968. Ao invés de considerar a atividade criminal como um comportamento irracional associado ao status psicológico e social específico de um infrator, a criminalidade é analisada como um comportamento racional sob incerteza. Partindo de uma abordagem econômica, Becker evidenciou que a decisão de se cometer um crime é uma função dos custos e benefícios do crime. A partir dessa suposição, ele concluiu que a maneira de se reduzir o crime é aumentando a probabilidade de punição ou tornando a punição mais severa.

Becker estudou também a família a partir do ponto de vista econômico, tendo lançado em 1981 um tour-de-force chamado “A Treatise on the Family”. Becker mostrou que a decisão de casar, se divorciar, ter filhos e educá-los, entre outros comportamentos definidores de uma família, pode ser estudada do ponto de vista econômico: tais decisões podem ser tratadas como decisões racionais que são tomadas medindo-se o custo-benefício das mesmas. Por exemplo, à medida que as mulheres entraram na força de trabalho, o custo de oportunidade de se criar um filho aumentou, diminuindo assim a taxa de natalidade.

Filme sobre linchamento

THE HERE AFTER

SINOPSE E DETALHE

Após cumprir pena na prisão, John volta para a casa do pai na esperança de recomeçar sua vida. Porém, a comunidade onde ele mora não esquece, nem perdoa, o que crime que ele cometeu. Com uma atmosfera desagradável rondando o ambiente, John se sente abandonado sem os amigos e as pessoas que ama, o que faz ele sentir impulsos agressivos. Sem conseguir esquecer o passado, ele decide confrontá-lo.

Classificação indicativa a definir por http://www.culturadigital.br/classind


sábado, 2 de março de 2019

Quem são os pais

The Shaggs - Who Are Parents?

https://www.youtube.com/watch?v=4cs1BIlglzI

Quem são os pais?

Algumas crianças fazem o que quiserem
Eles não sabem o que a vida realmente significa
Eles não ouvir o que os que realmente se preocupam têm a dizer
Eles só ir e fazer as coisas à sua própria maneira

Quem são os pais?
Os pais são os únicos que realmente se importam
Quem são os pais?
Os pais são os únicos que estão sempre lá

Algumas crianças pensam que seus pais são cruéis
Só porque eles querem obedecer a certas regras Eles
começar a resistir daqueles que realmente se importam
Se distanciando entre os que serão sempre lá

Quem são os pais?
Os pais são os únicos que realmente se importam
Quem são os pais?
Os pais são os únicos que estão sempre lá

Os pais entendem, os pais se preocupam
Nós deve lembrar-se
Os pais são os únicos que vão sempre entendem
Os pais são os únicos que realmente se importam

Os pais entendem, os pais se preocupam
Nós deve lembrar-se
Os pais são os únicos que vão sempre entendem
Os pais são os únicos que realmente se importam

Quem são os pais?
Os pais são os únicos que realmente se importam
Quem são os pais?
Os pais são os únicos que estão sempre lá

(repete refrão duas vezes)

Conforto e reclamação Skinner

Parafraseando Skinner: A vida está tão confortável que a única coisa que as pessoas reclamam é da reclamação em si.


Loucura e expectativas sociais

Definindo loucura como não fazer o esperado... As exigências do esperado podem variar muito de família para família ou de ambiente para ambiente. Alguns cuidadores são muito mais exigentes. Outros são muitos mais tolerantes com a diferença e pluralismo.

A diferença entre um "doente mental" medicado e uma pessoa "normal" pode ser apenas uma família tolerante com a diferença. As consequências de ser diagnosticado podem levar ao caos familiar pelas atitudes sociais produzidas pela psiquiatria biológica.

A questão de fazer o esperado se torna 10 vezes mais difícil para a pessoa a ser diagnosticada quando há injustiça ou deficiência de repertório da família ou do ambiente social. Medicar só aumenta a revolta do paciente.

domingo, 24 de fevereiro de 2019

Aumente sua DOPAMINA

Aumente sua DOPAMINA e mude sua vida totalmente!

https://www.youtube.com/watch?v=8lYrlTJT2C4



Você sabe o que é DOPAMINA? Para que ela serve e como pode mudar sua vida para melhor? Tenho certeza que você vai gostar desse vídeo ao aprender mais sobre esse neurotransmissor. Se vc seguir tudo certinho e conseguir aumentar sua dopamina, vc terá mais foco, energia, motivação e felicidade! Espero que goste. Beijos!

Esquizofrenia e bactérias do intestino

"Nós entendemos a esquizofrenia como uma doença cerebral", disse Ma-Ling Wong, médica geneticista da Universidade Estadual de Nova York em Upstate Medical University, em Syracuse, que liderou a nova pesquisa, em uma coletiva de imprensa. "Talvez nós precisemos reexaminar esta linha de pensamento e considerar que talvez o intestino tenha um papel importante."

Tratar pessoas não doentes

"A lógica de Giovanna M. é linear: quanto mais exames eu fizer, mais dados sobre meu estado de saúde eu terei à disposição e, portanto, mais condições de evitar eventuais doenças. Assim viverei mais. O melhor tratamento é fazer todo o possível. Essa senhora não sabe que para todos os exames há uma cota de resultados falsamente positivos (o exame é positivo mesmo que o sujeito não tenha uma doença) e falsamente negativos (o exame é negativo mesmo na presença de uma doença). O que implica tudo isso? No primeiro caso, o paciente será submetido a outras investigações ou tratamentos totalmente inúteis; no segundo, no entanto, será erroneamente tranquilizado.

A lógica da medicina atual é igualmente linear: quanto mais indivíduos um médico convencer da precariedade de seu bem-estar, mais aumentarão as necessidades, os "clientes" e os negócios.

O mecanismo cruel da medicina atual é este: para ampliar o mercado e acumular recursos econômicos para investir em pesquisa, não podemos nos limitar a tratar os verdadeiros doentes, precisamos também tratar aqueles que estão ainda pouco doentes e aqueles que talvez (mas não com certeza) adoecerão. Assim, criam-se novas doenças. O médico, sempre a par da última novidade, estará orgulhoso de ter formulado o diagnóstico, e o paciente estará satisfeito de sair do consultório com uma prescrição. Agora, seus incômodos têm um nome e uma terapia. Seja como for, enquanto existirem novos clientes, ansiosos para serem tratados, aumentará cada vez mais a multidão de pessoas angustiadas, prontas para solicitar assistência médica. Se um eventual risco for percebido como uma doença que pode ser diagnosticada e tratada, a medicina não terá limite para cuidar também dos não doentes.

Como epígrafe, Meador cita uma frase de A. J. Barsky, um psiquiatra de Boston:
"Deve haver algo errado, se uma pessoa, quando não tem problemas, vai consultar-se com um médico". É esse o progresso da medicina que queremos? Estamos tão bem, somos tão bem tratados que nos sentimos todos doentes? Têm a impressão de que a saúde pode ser conquistada somente por um estados de enfermidade perene. É melhor flagelar-se com medicamentos, dietas, controles, exercícios e renúncias na esperança de obter um benefício, mesmo sabendo que dificilmente nossos esforços reduzirão o risco de contrairmos de uma doença e distanciarão o momento da morte? Ninguém poderá nos dizer como viveremos os anos que ganhamos com prevenção ou tratamentos eficazes: em perfeita saúde, rodeados pelo afeto de nossos entes queridos, ou em uma cama, assistidos por um cuidador indolente?

Do livro: O doente imaginado

Autor: Marco Bobbio

sábado, 23 de fevereiro de 2019

Deformação profissional

Boa parte das disputas sociais está contaminada por deformação profissional.

Déformation professionnelle (francês: [defɔʁmasjɔ̃ pʁɔfɛsjɔnɛl]) é uma tendência a olhar para as coisas do ponto de vista da própria profissão ou especialização, e não de uma perspectiva mais ampla ou humana. É frequentemente traduzido como "deformação profissional" ou "condicionamento de trabalho", embora a transformação francesa também possa ser traduzida como "distorção". A implicação é que o treinamento profissional, e sua socialização relacionada, freqüentemente resultam em uma distorção do modo como se vê o mundo. [1] Alexis Carrel, ganhador do prêmio Nobel, observou: "Todo especialista, devido a um conhecido preconceito profissional, acredita que entende todo o ser humano, enquanto na realidade ele apenas compreende uma pequena parte dele." [2]

Como termo em psicologia, foi provavelmente cunhado pelo sociólogo belga Daniel Warnotte [3] ou o sociólogo russo-americano Pitirim Sorokin.

https://en.wikipedia.org/wiki/D%C3%A9formation_professionnelle

sexta-feira, 22 de fevereiro de 2019

Custo desnecessário com patentes

Apesar do que a indústria farmacêutica alega, existem pesquisas que mostram que as drogas psicoativas protegidas por patentes não são melhores do que as genéricas. Quando acaba o período de 20 anos de exploração de patentes começam a aparecer os defeitos dessas drogas patenteadas para vender uma nova droga como mais avançada. Também é bom olhar o período de 10 anos de exclusividade de mercado.

Ambiente social complexo e repertório

Paráfrase de um trecho de Skinner (1978):

Um ambiente social é extraordinariamente complexo, e novos membros de um grupo não se tornam preparados para comportamento apropriado. Professores e conselheiros (através do uso da análise do comportamento) podem levar aos repertórios complexos demandados pelo ambiente social.

Skinner no texto Human Behavior and Democracy. Do livro Reflections on behaviorism and society

Enquadramento na psicologia

O raciocínio psicológico pode ser tão enquadratório quanto o raciocínio do reducionismo biológico fisicalista psiquiátrico. É preciso certo ceticismo no enquadramento. Não é porque é possível enquadrar uma pessoa em discursos existentes que isso é válido. Essa atitude deixa de lidar diretamente com o que está acontecendo ou sendo dito. Na medida que o psicólogo se assumir como autoridade isso pode levar o público a não gostar da área psicológica.

terça-feira, 19 de fevereiro de 2019

The Parentified Child



Growing up as a parentified child in a dysfunctional family causes big problems for adulthood. Children who are forced into a role reversal with parents get stuck in a life of self criticism, anger, caretaking, fear, and insecurity. Special Guest Jerry Wise, Relationship Expert, Life Coach offers the listener powerful insights into this dysyfunctional dynamic. He shares many helps to those who suffer as adults who were parentified children. For appointments or more information contact Jerry Wise at 317-919-6264 or jwlearning@hotmail.com.
317-919-6264
jwlearning@hotmail.com

Escolher bom médico

Fatores importantes são a disposição e a capacidade do médico de ouvir. Estudos revelam que, tipicamente, os médicos interrompem os pacientes a cada 15 ou 30 segundos. Isso revela impaciência, pressão de tempo ou falta de interesse pelo o que é importante para o paciente. As perguntas francas indicam a disposição de sondar fortes preocupações. O médico que repete e resumo o que foi dito confirma que é um ouvinte bem-treinado e atento. 

A pontualidade deve ser sério determinantes das qualidades humanas do médico porque, fundamentalmente, assinala respeito pela outra pessoa. O respeito pelo tempo dos demais é uma indicação significativa das qualidades necessárias à parceria no processo de cura. Os constantes atrasos são geralmente atribuíveis a gerenciamento desorganizado, mau planejamento, excesso de consultas, injustificável indiferença pelo tempo alheio e a expectativa, entre os médicos, de que o paciente presumirá que o médico foi retido inevitavelmente por outro paciente com problemas mais graves. As verdadeiras emergências raramente são a causa dos atrasos habituais do facultativo.

Mas a qualidade ainda melhor que a minuciosidade no exame físico é a disposição do médico de admitir erro sem tergiversação. O paciente inteligente deve saber que a medicina não é uma ciência exata. Os erros são inevitáveis mesmo entre os mais conscienciosos profissionais que obedecem aos mais altos padrões. A admissão pública dos erros é a melhor maneira de reduzir sua repetição e em geral sinal de capacidade de um profissional de alta classe.

Em última análise, busca-se o médico com quem nos sentimos à vontade quando descrevemos nossas queixas, sem receio de ser submetidos por causa disso a numerosos procedimentos; o médico para quem o paciente nunca é uma estatística; o médico que não recomenda medidas que põem a vida em perigo para prolongar a vida; alguém que nem exagera os perigos de doenças menores nem se sente derrotado pelas maiores; e, acima de tudo o mais, um semelhante, um ser humano cuja preocupação pelo paciente é avivada pela alegria de servir, porque considera servir um privilégio incomparável.

Livro: A arte perdida de curar. Autor: Bernard Lown

Capítulo: Como fazer os médicos escutar

segunda-feira, 18 de fevereiro de 2019

Choque no cérebro é coerção

Possivelmente e provavelmente os benefícios percebidos do choque no cérebro pelos psiquiatras biológicos surge da coerção. O tratamento é aversivo/desagradável e para evitar o tratamento o paciente passa a agir da forma que o seu círculo social quer. Quando o paciente passa a agir conforme expectativas alheias para evitar o tratamento com choque no cérebro os familiares e psiquiatra biológico "percebem" uma melhora no "quadro cerebral".

Existem outras maneiras de fazer uma pessoa se comportar bem. A coerção/aversividade é a pior das maneiras.

quinta-feira, 14 de fevereiro de 2019

Eduardo Giannetti - A escravidão do prazer

Eduardo Giannetti - A escravidão do prazer

https://www.youtube.com/watch?v=ddqazWqz1d8&feature=share

Eduardo Giannetti, economista, cientista social e professor brasileiro, reflete sobre o que o ser humano busca quando se trata da felicidade. Conferencista do Fronteiras do Pensamento 2010.

quarta-feira, 13 de fevereiro de 2019

Respeito ingênuo ao conhecimento médico

Há muitos psicólogos, profissionais de saúde ou educadores que defendem o respeito ingênuo ao conhecimento psiquiátrico. Simplesmente pelo fato de ser a área de outro profissional e este supostamente entenderia do assunto o suficiente para contribuir de forma apropriada para a sociedade. É disso que vêm o prestígio social da psiquiatria biológica: apenas o psiquiatra biológico entende do assunto (assimetria de informação) e não caberia a outras pessoas entender do assunto.

É apenas isso: respeito ingênuo. Sem o esforço de entender a psiquiatria crítica e a saúde mental. Áreas que não se pode apenas respeitar a partir da ignorância mas que é necessário entender do assunto para notar como a forma de lidar com o sofrimento na cultura (inclusive o conhecimento médico) pode não ser apropriada.

segunda-feira, 11 de fevereiro de 2019

TDAH explicação biológica

A atribuição de um diagnóstico de um transtorno crônico, sem cura, pode ter sérias implicações na atuação dos educadores. Explicações biológicas podem passar a substituir explicações comportamentais, o que, por sua vez, não contribui para uma visão dinâmica e questionadora de práticas educativas realmente efetivas para uma determinada criança. As explicações biológicas podem complementar, porém não substituem as explicações comportamentais (Cavalcante e Tourinho, 1998; Vasconcelos, 2001, 2002). Na abordagem analítico-comportamental, limites biológicos não podem ser considerados sinônimos de limites comportamentais (Roche e Barnes, 1997).

“Rodrigues, J. A.   Ribeiro, M. R.  (2007). Análise do Comportamento - Pesquisa, Teoria e Aplicação"

Os perigos da eletroconvulsoterapia (recursos)


A ECT (tratamento eletroconvulsivo) danifica o cérebro e a mente. Em muitos casos, isso resulta em enormes lacunas permanentes na memória para eventos importantes da vida, formação educacional e habilidades profissionais. O indivíduo pode até perder sua identidade. Mesmo quando muito menos danos são causados, os indivíduos continuam sofrendo de dificuldades cognitivas contínuas com a aprendizagem e a lembrança de coisas novas e com mudanças indesejadas em suas personalidades. O Dr. Breggin criou agora um Centro de Recursos de ECT gratuito que inclui (1) uma brochura para pacientes, famílias e defensores, (2) artigos científicos introdutórios que abrangem o campo dos danos induzidos pela ECT no cérebro e mente, e (3) mais de 125 artigos sobre ECT com termos de pesquisa como “danos cerebrais”, “perda de memória”, “mulheres” e “abuso”. O ECT Resources Center ajudará a introduzir recém-chegados ao campo e fornecerá materiais de pesquisa para pesquisadores avançados. bem.

A publicação recente mais detalhada sobre os danos associados à ECT é encontrada em um capítulo no livro do Dr. Breggin, Brain-Disabling Treatments in Psychiatry: Drugs, Electroshock and the Psychopharmaceutical Complex, Second Edition (2008).

domingo, 10 de fevereiro de 2019

Máquina bioquímica Skinner

Skinner (1990, p. 1208) questiona o fato de que: 

Quanto mais sabemos sobre a relação corpo-cérebro como uma máquina bioquímica, menos interessante ela se torna como base para o comportamento. Se há liberdade, ela somente pode ser descoberta no acaso das variações. Se novas formas de comportamento são criadas, elas são criadas pela seleção. As falhas na variação e na seleção são fontes de problemas fascinantes. Nós devemos nos adaptar a novas situações, resolver conflitos e achar soluções rápidas. Uma estrutura bioquímica não faz nada desse tipo.

“Rodrigues, J. A.   Ribeiro, M. R.  (2007). Análise do Comportamento - Pesquisa, Teoria e Aplicação"

RESPOSTA DA ABRASME A FERREIRA GULLAR

RESPOSTA DA ABRASME A FERREIRA GULLAR

Há um saudável interesse, ultimamente, no desenvolvimento do sistema de saúde mental do país. Este interesse vem suscitando tema de novela e artigos na imprensa, muitos destes parciais, demonstrando desinformação, ingenuidade ou, em certos casos, má intenção e tentativa de manipulação da opinião pública. Nesse sentido, o artigo Uma lei errada - Campanha contra a internação de doentes mentais é uma forma de demagogia, de autoria do jornalista Ferreira Gullar, serve como base para uma reflexão. De forma extremamente enfática, xingando pessoas como o Deputado Paulo Delgado, a quem chama de “cretino”, Gullar acusa a classe média de “quase nunca se deter para examinar as questões, pesar os argumentos, confrontá-los com a realidade”, pecado em que parece ele mesmo incorrer. Senão vejamos.

O artigo desqualifica todo um processo social complexo, que vem evoluindo nos últimos 30 anos no Brasil, com a participação de diversos segmentos sociais, desde médicos psiquiatras, outros profissionais de saúde mental e de saúde pública, poderes legislativo, executivo e judiciário, cientistas sociais, portadores de transtornos psíquicos, seus familiares e diversos outros setores, denominando-o simplesmente de “campanha contra a internação de doentes mentais”. Gullar deixa a desejar como jornalista, ignorando a complexidade deste movimento, que é de extrema importância para o avanço do sistema de saúde como um todo. Processo que hoje consegue, inclusive, promover um diálogo intersetorial importante, envolvendo os ministérios da Saúde, da Justiça, da Cultura e do Trabalho, a Secretaria Especial dos Direitos Humanos, o Ministério Público e várias associações profissionais do campo da saúde. O autor tem uma visão empobrecida do desenrolar do processo como fenômeno internacional. Cita a Itália, que realmente inspirou o processo no Brasil, embora não tenha sido a única inspiração. A Inglaterra, a França, a Espanha e a Austrália, entre outros, vêm desenvolvendo sistemas similares, com uma profundidade de impacto social, em certas perspectivas, semelhante à Itália. Vale mencionar que na Itália não resultou em um desastre, como tenta fazer crer o autor, mas em um programa nacional que se tornou referência mundial, adotado pela ONU como modelo para outras nações. O programa italiano foi executado com enorme competência, envolvendo a sociedade como um todo; tem base comunitária e economiza bastante dinheiro público. Como se sabe, um cidadão internado gasta extremamente mais do que um que possa ser tratado junto a seus familiares, em sua comunidade e com apoio do sistema público de saúde.

O autor parece incorrer no mesmo vácuo de compreensão de muitos que confundem um amplo processo social de discussão das instituições com a idéia simplória da desospitalização.
Nenhum profissional de saúde mental sério defende uma posição de não internação de uma pessoa quando necessário. Para isso, a Lei 10.216/01, conhecida como a Lei da Reforma Psiquiátrica, e a portaria GM 336/02, que a regulamenta, apontam para diversas formas de atenção que vão bastante além das únicas que Gullar parece conhecer, que são o ambulatório e o hospital-dia. Há toda uma rede de serviços proposta, incluindo Centros de Atenção Psicossocial (CAPS), leitos psiquiátricos e emergências psiquiátricas em hospitais gerais, serviços residenciais terapêuticos, além do fortalecimento da atenção primária, o serviço que deve ser oferecido nos Centros de Saúde dos bairros. Esta rede tem como acolher, abrigar, tratar, apoiar os portadores de transtornos e seus familiares, além de ser mais econômica para o país e oferecer melhores condições de tratamento que os nossos tradicionais manicômios que o Sr. Gullar, espero, ingenuamente, afirma não mais existirem.

Pois caro Sr. Gullar, sinto muito lhe trazer uma verdade incômoda e vergonhosa para o nosso país. Os manicômios continuam existindo, continuam sendo desumanos, tratando seres humanos como animais, produzindo mais doença e, com seu papel de depósito humano (temos milhares de pessoas internadas por 20, 30, 40 anos), continuam sangrando o dinheiro público. Caso o Sr. ou qualquer outra pessoa duvide, será muito fácil mostrar alguns endereços onde se pode constatar esta vil realidade. Há, também, interesses no velho sistema de internações que não têm nada a ver com a intenção de melhorar a saúde dos usuários, são herança da mentalidade do INPS, onde as internações, e por quanto mais tempo melhor, são negócios que dependem da hotelaria, dos serviços, das licitações e da medicalização excessiva dos pacientes. Muitas pesquisas financiadas pelo CNPq e MS têm acumulado evidências científicas de uma avaliação positiva, tanto por parte dos usuários quanto dos familiares, do tratamento realizado nos serviços substitutivos ao hospital psiquiátrico.

O público muitas vezes não entende estas questões e a imprensa não tem ajudado muito. A maioria das manifestações dos órgãos de imprensa mais poderosos se coloca a favor desses interesses, praticamente não havendo matérias que aprofundem a questão em sua complexidade e denunciem as indignidades que se escondem por trás da desinformação e do sensacionalismo.

Há que se entender que estão em jogo duas lógicas. Uma que defende o tratamento para os transtornos psíquicos, como vem sendo aplicado no ocidente desde meados do século XVII, baseada na exclusão no manicômio por tanto tempo quanto possível, dopando o paciente e usando indiscriminadamente o eletrochoque, e sustentada em mitos como o da improdutividade e da periculosidade absoluta do “doente mental”. Outra é a lógica que busca caminhos mais civilizados, inteligentes, eficientes, adequados e mais éticos no tratamento de pessoas que eventualmente necessitam de internações, geralmente curtas, e que podem ser efetivadas na rede de CAPS e hospitais gerais. Por esta outra lógica, entendemos que os problemas das pessoas em nossa sociedade atual são de graus variados e as novas formas de tratamento vêm permitindo a muitas destas pessoas contribuírem de forma admirável para nosso avanço social.

Pessoalmente, manifesto minha solidariedade para com o poeta Ferreira Gullar, por seu sofrimento como pai, que revelou em seu artigo. Compreendo, a partir daí, sua paixão, sua agressividade para com muitos de nós, que lutamos por um modelo de atenção que entendemos como melhor. Há, entretanto, muitos equívocos em seu artigo e um deles talvez seja não perceber que sua família poderia ter sofrido muito menos e tido muito mais apoio se todos nós lutássemos solidariamente pela efetivação de um sistema digno de saúde, que inclua uma rede adequada de saúde mental, que, apenas por interesses escusos e pela ignorância de muitos de nossos políticos, ainda encontra resistências para sua ampliação e avanço.

Walter Ferreira de Oliveira, Ph.D.
Presidente da Associação Brasileira de Saúde Mental – Abrasme
(Pela Diretoria e Conselho Deliberativo).

http://saudementalnauerj.blogspot.com/2009/08/resposta-da-abrasme-ferreira-gullar.html

Curar ou viver?

A questão não é ser curado, mas como viver.
Joseph Conrad

A imagem pode conter: texto que diz "The question is not how to get cured, but how to live. Joseph Conrad theinnercompass.org"

sábado, 9 de fevereiro de 2019

Punição e revolta/agressividade

"Com freqüência, atacamos qualquer um que nos ofenda, seja fisicamente ou com críticas, com desaprovação, com insulto, ou nos ridicularize; mas seus efeitos temporários são acompanhados por uma função de uma extensa redução da eficiência e da felicidade geral do grupo, pois resultam em sérios conflitos pessoais entre emitir a resposta que leva à punição e aquela que a evita (Skinner, 1953/2000). Nesse contexto, a longo prazo, as pessoas tornam-se revoltadas, ressentidas e agressivas, e, mesmo a curto prazo, basta infligir dor ou ameaçar a retirada de recursos para que estes efeitos sejam observados (Baum, 1994)."

“Rodrigues, J. A.   Ribeiro, M. R.  (2007). Análise do Comportamento - Pesquisa, Teoria e Aplicação"

pilares da moralidade

Os dois principais pilares da moralidade são a reciprocidade e a empatia. Coisa que pessoas com diagnóstico de esquizofrenia não tem direito.

Comportamento moral em animais não-humanos

quarta-feira, 6 de fevereiro de 2019

ask a patient

https://www.askapatient.com/

Cuidadores esquizofrenogênicos (3)

Cuidadores geradores de diagnóstico de esquizofrenia fazem demandas ou exigências unilaterais de que os filhos deem prazer sem uma preocupação de que haja uma reciprocidade em agradar ou causar um bom impacto no filho diagnosticado.

Se um filho for ser supercomportado ele precisa receber algo em troca nem que seja menos prejuízo com tratamento biomédico.

Note-se que muitas mais demandas ou exigências são feitas para alguém que não tem voz do que para uma pessoa rotulada como saudável.

Prescrevem neurolépticos esperando que o filho diagnosticado se torne um objeto manipulável. Acham doentio quando o filho expressa o que pensa disso ou mostra que se sente incomodado.


Em nome de quem?

Ambas as implicações só podem aumentar a crescente inquietação das comunidades de usuários, dos profissionais e dos serviços quanto ao estado empobrecido da pesquisa sobre a retirada de medicamentos psiquiátricos. Onde tal pesquisa existe, ela é dispersa e mínima (e sua metodologia é para minimizar os efeitos da retirada). E onde tal pesquisa exerce influência, parece que o faz menos em nome dos pacientes (cuja retirada muitas vezes carece de reconhecimento e apoio adequados) do que daqueles que promovem, defendem ou sempre prescrevem amplamente essa classe de psicofármacos.

terça-feira, 5 de fevereiro de 2019

Disfunção na filosofia da biologia

Não está claro que transtornos psiquiátricos ou mentais são disfunções na filosofia da biologia ou da medicina.

Mas o pessoal da psicologia e psiquiatria adota esse discurso por ter características médicas.

[Artigo em francês de filosofia da biologia sobre disfunção biológica]

Diagnóstico psiquiátrico Wikipedia

"O maior problema, no entanto, é que esse tipo de diagnóstico é sempre um juízo de valor fortemente desvalorizante que, sem dúvida, denigre e estigmatiza a imagem pessoal (afetando a autoestima do indivíduo “etiquetado”). Definir um indivíduo, como por exemplo uma pessoa inconformista com o “status quo”, como tendo uma “personalidade psicopática” ou “suspeito de esquizofrenia”, significa atribuir um significado doentio a todos os seus pensamentos e atos, introduzindo uma “dúvida social” que ele carregará para o resto da vida. Neste sentido, o diagnóstico psiquiátrico pode se tornar um juízo totalitário, criando a imagem de um indivíduo “monoprogramado”, quer dizer, alguém “robotizado” pela “loucura”, um ser perigosamente irresponsável. Por estes motivos, o diagnóstico psiquiátrico deveria ser utilizado o mais raramente possível. A única justificativa para sua existência seriam breves indicações de caráter realmente técnico (quer dizer, que fossem úteis para resolver problemas que estivessem causando sofrimento para as pessoas)". [5]

https://pt.wikipedia.org/wiki/Diagn%C3%B3stico_psiqui%C3%A1trico

segunda-feira, 4 de fevereiro de 2019

Explicações dentro ou fora do organismo

"De acordo com abordagens mentalistas, modificações no ambiente externo produziriam modificações em comportamentos privados não-observáveis, sendo estes últimos considerados como a variável de controle dos comportamentos públicos. Ou seja, o foco de interesse dessas abordagens seria os processos comportamentais não-observáveis diretamente. Sob uma perspectiva analítico-comportamental, entretanto, o mentalismo representa um problema, pois, conforme apontado por Skinner (1953/1994, p. 41), “o hábito de buscar dentro do organismo uma explicação do comportamento tende a obscurecer as variáveis que estão ao alcance de uma análise científica”. Assim sendo, as variáveis de controle devem ser buscadas no ambiente. Quando isso ocorre, o controle do comportamento torna-se possível, uma vez que eventos ambientais podem ser manipulados."

Rodrigues, J. A.   Ribeiro, M. R.  (2007). Análise do Comportamento - Pesquisa, Teoria e Aplicação

domingo, 3 de fevereiro de 2019

Depressão é expressão limpa

A expressão depressão é usada de maneira a "limpar" o discurso de acontecimentos infelizes e perda de saúde geral.

Consumidor informado e livre mercado

"Uma solução para o problema do aumento dos custos médicos é capacitar os consumidores. Embora a maioria permaneça incapaz de dizer quais procedimentos funcionam melhor, sua liberdade de escolha geraria um mercado para especialistas confiáveis."

Luigi Zingales - A Capitalism for the People_ Recapturing the Lost Genius of American Prosperity-Basic Books (2012)

sábado, 2 de fevereiro de 2019

Apoio de leigos versus profissionais

Crença: Os leigos não devem tentar ajudar uns aos outros a aprender sobre métodos mais seguros de redução gradual. Qualquer pessoa que diminua o consumo de drogas psiquiátricas deve sempre seguir rigorosamente as orientações e instruções de um médico ou psiquiatra, porque os médicos são instruídos e treinados em redução segura.

Fato: Praticamente, nenhum médico ou psiquiatra recebe qualquer educação formal ou treinamento em retirada segura de drogas psiquiátricas, e atualmente não há protocolos clínicos estabelecidos para orientar a retirada segura. Saiba mais sobre as crenças e fatos comuns que definem por que construímos o The Withdrawal Project.

Palestra Gestão Autônoma da Medicação

"Eu sou uma pessoa não uma doença" - O Guia da Gestão Autônoma da Medicação (GAM)

https://www.youtube.com/watch?v=BXyYa72AW9s

Loucura do livre mercado

https://www.saraiva.com.br/loucura-do-livre-mercado-7518068.html

POR QUE A NATUREZA HUMANA VAI CONTRA A ECONOMIA E POR QUE ISSO IMPORTA 

Loucura do livre mercado oferece ao leitor a oportunidade de aprender sobre como se comportar face ao modelo de livre economia. Muitas vezes, nosso subconsciente nos faz agir contra nossos próprios interesses: fazemos empréstimos que nós não podemos pagar, por exemplo, comprometendo entre outras coisas o nosso próprio bem-estar. Peter A. Ubel mostra que podemos parar os prejuízos causados aos nossos corpos, as nossas finanças, e a nossa economia como um todo.