Pacientes produtores ativos de saúde (prosumo)

Essa avalanche de informações e conhecimento relacionada à saúde e despejada todos os dias sobre os indivíduos sem a menor cerimônia varia muito em termos de objetividade e credibilidade. Porém, é preciso admitir que ela consegue atrair cada vez mais a atenção pública para assuntos de saúde - e muda o relacionamento tradicional entre médicos e pacientes, encorajando os últimos a exercer uma atitude mais participativa na relação. Ironicamente, enquanto os pacientes conquistam mais acesso às informações sobre saúde, os médicos têm cada vez menos tempo para estudar as últimas descobertas científicas ou para ler publicações da área - on-line ou não -, e mesmo para se comunicar adequadamente com especialistas de áreas relevantes e/ou com os próprios pacientes. Além disso, enquanto os médicos precisam dominar conhecimentos sobre as diferentes condições de saúde de um grande número de pacientes cujos rostos eles mal conseguem lembrar, um paciente instruído, com acesso à internet, pode, na verdade, ter lido uma pesquisa mais recente do que o médico sobre sua doença específica. Os pacientes chegam ao consultório com paginas impressas contendo o material que pesquisaram na internet, fotocópias de artigos da Physician's Desk Reference, ou recorte de outras revistas e anuários médicos. Eles fazem perguntas e não ficam mais reverenciando a figura do médico, com seu imaculado avental branco. Aqui as mudanças no relacionamento com os fundamentos profundos do tempo e conhecimento alteraram completamente a realidade médica. Livro: Riqueza Revolucionária - O significado da riqueza no futuro

Aviso!

Aviso! A maioria das drogas psiquiátricas pode causar reações de abstinência, incluindo reações emocionais e físicas com risco de vida. Portanto, não é apenas perigoso iniciar drogas psiquiátricas, também pode ser perigoso pará-las. Retirada de drogas psiquiátricas deve ser feita cuidadosamente sob supervisão clínica experiente. [Se possível] Os métodos para retirar-se com segurança das drogas psiquiátricas são discutidos no livro do Dr. Breggin: A abstinência de drogas psiquiátricas: um guia para prescritores, terapeutas, pacientes e suas famílias. Observação: Esse site pode aumentar bastante as chances do seu psiquiatra biológico piorar o seu prognóstico, sua família recorrer a internação psiquiátrica e serem prescritas injeções de depósito (duração maior). É mais indicado descontinuar drogas psicoativas com apoio da família e psiquiatra biológico ou pelo menos consentir a ingestão de cápsulas para não aumentar o custo do tratamento desnecessariamente. Observação 2: Esse blogue pode alimentar esperanças de que os familiares ou psiquiatras biológicos podem mudar e começar a ouvir os pacientes e se relacionarem de igual para igual e racionalmente. A mudança de familiares e psiquiatras biológicos é uma tarefa ingrata e provavelmente impossível. https://breggin.com/the-reform-work-of-peter-gotzsche-md/

quarta-feira, 15 de maio de 2019

Declaração Diversidade Psicossocial (Lima)

World Network of Users and Survivors of Psychiatry
8 h


WNUSP congratulates the Redesfera Latinoamericana de la Diversidad Psicosocial - Latin American Network of Psychosocial Diversity – with the adoption of the DECLARATION OF LIMA
Un grupo de activistas provenientes de 10 países de América Latina nos reunimos los días 7, 8 y 9 de diciembre de 2018, en Lima, Perú, en el marco del “Primer Encuentro Regional de la Redesfera Latinoamericana de la Diversidad Psicosocial - Locura Latina”.
Las personas participantes de dicho evento queremos manifestar lo siguiente:
  1. 1. Somos un colectivo históricamente discriminado integrado por personas usuarias, ex usuarias y sobrevivientes de la psiquiatría, personas locas, personas con discapacidad psicosocial, entre otras identidades de la diversidad psicosocial. Vivimos experiencias comunes en las que enfrentamos tortura, privación de la libertad, aislamiento, trauma, violencia, estigmatización, exclusión y vulneración de nuestros derechos.
  2. 2. Reivindicamos nuestra dignidad, libertad, autonomía e independencia personal, incluida la libertad de tomar nuestras propias decisiones, así como el rol activo y protagónico que queremos ejercer sobre nuestras vidas. Nadie sabe ni sabrá mejor que nosotros y nosotras cuáles son nuestras necesidades y demandas.
  3. 3. Exigimos el absoluto respeto de nuestros derechos humanos y libertades fundamentales, particularmente aquellas reconocidas en la Convención sobre los Derechos de las Personas con Discapacidad de las Naciones Unidas, ratificada por todos los países de la región.
  4. 4. Denunciamos la patologización y la medicalización de nuestra diversidad, y toda otra forma de discriminación y abuso ejercida desde la psiquiatría, la psicología y otras especialidades en nombre de la “salud mental” y la “normalidad”. Demandamos la construcción de un nuevo paradigma del malestar subjetivo, que acepte la “diversidad psicosocial” como un hecho y principio derivado de la diversidad humana y nos reconozca como personas expertas por experiencia.
  5. 5. Rechazamos absolutamente la privación de libertad, el electroshock, la esterilización forzada, los tratamientos forzados, la medicación involuntaria, las contenciones mecánicas y químicas, y otras formas de tortura y vulneración de derechos en nombre de la “salud mental”. Exigimos que estas prácticas sean abolidas y que sus víctimas sean reparadas e indemnizadas.
  6. 6. Nos adherimos a la lucha del movimiento feminista y condenamos todos los tipos de violencia que el patriarcado y sus instituciones han y siguen ejerciendo contra las mujeres y grupos en situaciones de mayor vulnerabilidad, especialmente, contra los que no se adhieren a las expectativas de roles de género y “normalidad”. Nos adherimos también a las reivindicaciones de los movimientos por los derechos de la niñez y los pueblos indígenas.
  7. 7. Advertimos la grave situación de pobreza y exclusión social en la que vive nuestro colectivo en América Latina, particularmente aquellas personas que pertenecen a los grupos más marginados y discriminados, lo cual reduce significativamente nuestras oportunidades educativas, laborales, artísticas, culturales, recreativas, políticas y de participación plena.
  8. 8. Defendemos que ninguna persona debe ser patologizada ni psiquiatrizada por su identidad de género, su orientación sexual, o cualquier otra expresión de diversidad sexual fuera de lo establecido como lo “normal”. Rechazamos las “terapias correctivas” y otras prácticas heteronormativas que se practican con el objetivo de “corregir” a las personas.
  9. 9. Nos comprometemos a trabajar por la construcción de un movimiento asociativo regional; fomentar el intercambio de experiencias, saberes y buenas prácticas alternativas, incluida la desmedicalización; colaborar en el desarrollo y consolidación de grupos de apoyo mutuo; impulsar el conocimiento y cumplimiento de nuestros derechos; promover el orgullo loco y el derecho a la locura; y participar y promover reformas legislativas y de políticas públicas en la región, apoyando la transformación de nuestras comunidades y nuestros entornos hacia sociedades inclusivas que valoren y respeten la diversidad humana.
  10. 10. Queremos ser un espacio democrático, participativo, abierto y horizontal para todas las personas psicosocialmente diversas de América Latina, sin distinción de sexo, género, edad, orientación sexual, discapacidad, color, idioma, religión, origen o cualquier otra condición de diversidad. Promovemos la igualdad de género, el criterio de paridad en la participación y una perspectiva interseccional al interior y fuera de nuestro colectivo.
  11. 11. Estamos abiertos y abiertas a formar alianzas y trabajar con personas y organizaciones aliadas que compartan nuestros principios, en un marco de respeto, igualdad y equidad para avanzar en la construcción de sociedades justas e inclusivas.

terça-feira, 14 de maio de 2019

Compensar riscos

Em farmacologia se diz que os riscos de complicações com efeitos das drogas são maiores se a pessoa não tem saúde.

Por isso, é necessário cuidados maiores com a saúde para compensar a perda de saúde provocada por drogas farmacêuticas.

sexta-feira, 10 de maio de 2019

Sequência causal e ambiente responsável (Skinner)

A isenção é o reverso da responsabilidade. Aqueles que ten­tam fazer alguma coisa em relação ao comportamento humano — por um a razão qualquer — participam do ambiente para o qual a responsabilidade é transferida. Pela antiga maneira de ver, era o estudante que fracassava, a criança que procedia errado, o  ci­dadão que transgredia a lei, e os pobres que eram pobres por serem indolentes; mas, agora, é comum dizer que não existem estudantes fracos, mas maus professores; que as crianças não são ruins, e sim os pais; que não há delinqüência, exceto por parte dos meios de coerção da lei, e que não existem homens indolentes,mas somente sistemas falhos em incentivos. Todavia, em compen­sação, deveríamos naturalmente perguntar por que os  professores,os pais, os governantes e os empresários são ruins. O erro, como veremos mais tarde, é colocar a responsabilidade em algum lugar,supondo-se que a seqüência causal se iniciou em algum lugar.

Do livro O mito da liberdade

Ambiente responsável versus atributo


O problema real reside na eficácia das técnicas de controle. Não resolveremos os problemas do alcoolismo e da delinqüência juvenil aumentando o senso de responsabilidade. O ambiente é que é “responsável” pelo comportamento censurável, e é o am­biente,  e não qualquer atributo do indivíduo, que deve ser mudado.

Do livro O mito da liberdade 

quinta-feira, 9 de maio de 2019

Diferenças individuais (Skinner)

Durante muito tempo, a biologia continuou a apelar para
a natureza das coisas vivas, e não abandonou totalmente as forças
vitais até o séc. XX. Entretanto, ainda se atribui o comportamen­
to à natureza humana, subsistindo uma extensa “psicologia das
diferenças individuais”, na qual as pessoas são comparadas e des­critas
em termos de traços de caráter, capacidades e habilidades.

Do livro O mito da liberdade

Agressividade (Skinner)

É possível que a herança genética do homem favoreça esta
espécie de luta pela liberdade: tratadas de modo adverso, as
pessoas tendem ou a agir agressivamente, ou a ser reforçadas por
indícios de haverem causado danos pela agressividade. Ambas as
tendências devem ter tido vantagens na evolução, podendo ser
facilmente demonstradas. Dois organismos, que em coexistência
pacífica sofrem choques dolorosos, apresentam imediatamente for­
mas características de agressividade, reciprocamente dirigidas. O
comportamento agressivo não se dirige necessariamente contra a
verdadeira fonte de estímulos; pode ser “deslocado” em direção
a qualquer pessoa ou objeto conveniente. Atos de vandalismo ou
tumultos são quase sempre formas de agressão desgovernada ou mal
dirigida. O organismo que recebe um choque doloroso também
se comporta, quando possível, de modo a atingir outro organismo,
contra o qual possa agir de modo agressivo. Não se esclareceu até
onde a agressividade hum ana demonstra tendências inatas, e é de
modo um tanto óbvio que as pessoas aprendem os muitos meios
de atacar, e assim enfraquecer ou destruir o poder dos agentes
de controle.

Do livro O mito da liberdade

Renegar cultura (Skinner)

Alguém evita ou escapa de um tratamento adverso, compor­-
tando-se de modo a reforçar aquele que até então o tratou adver­
samente; mas existem outros meios de fuga. Pode, por exemplo,
simplesmente escapar de seu alcance. Pode-se fugir da escravidão,
emigrar ou escapar de um governo, desertar de um exército, tor­
nar-se apóstata de um a religião, matar aulas, abandonar o lar ou
renegar uma cultura tornando-se vagabundo, ermitão ou hippie.
Tal comportamento é produto de condições adversas, tanto quan­
to o comportamento que tais condições se destinavam a produzir.
Este só se mantém pelo recrudescimento das contingências ou
pelo uso de estímulos adversos mais poderosos.

Do livro O mito da liberdade

Ajustamento social (Skinner)

Um professor ameaça seus alunos de castigos corporais ou de re­provação, até que resolvam prestar atenção à aula; se obedecerem, estarão afastando a ameaça do castigo (e reforçam seu emprego pelo professor). De uma forma ou de outra, o controle adverso intencional é o padrão de quase todo o ajustamento social — na ética, na religião, no governo, na economia, na educação, na psicoterapia e na vida familiar.

Do livro O mito da liberdade


Responsabilização e realizações (Skinner)

Uma pessoa é responsável por seu comportamento, não só no sentido
em que merece ser admoestada ou punida quando procede mal,
mas também no sentido em que merece ser elogiada e adm irada
por suas realizações. A análise científica transfere tanto os elo­
gios como a censura para o ambiente, não se podendo mais
justificar as práticas tradicionais.

Do livro O mito da liberdade

Jovens nem nem (Skinner)

Os jovens deixam a escola, recusam-se a arranjar emprego, e se
associam apenas aos de sua própria idade, não por se sentirem
rejeitados mas devido ao ambiente social imperfeito que encon­
tram no lar, escolas, fábricas e em toda parte.

Do livro O mito da liberdade

Ansiedade (Skinner)

Nossa era não sofre de ansiedade, mas de acidentes, crimes, guerras, e outros fatos perigosos e dolorosos a que nos expomos com freqüência.

Do livro: O mito da liberdade

quarta-feira, 8 de maio de 2019

Prazer em se ter família

Para algumas pessoas o prazer em se ter uma família é poder exigir que o resto da família se adeque. Se adequar a algo pode envolver se adequar a uma situação deficiente também. As pessoas parecem pressupor que a sociedade/cultura não tem limitações e que são os indivíduos que devem se adequar. Talvez porque esse seja o caminho mais executável.

Reducionismo (Skinner)

Num texto chamado “Comparando o Cérebro com Máquinas” , D, M. MacKay17 argu­menta assim:
“Se eu disser que um sinal de um anúncio elétrico é ‘nada além de’ um determi­nado arranjo de lâmpadas e fios, posso estar dizendo uma de duas coisas: (1) dizendo que um eletricista poderia fazer uma relação completa de todo o material e poderia acabar a relação , sem mencionar *o anúncio}. Isso é verdade. (2) Ou posso estar dizendo que , já que não há mais nada a acrescentar à relação do eletricista, não existe um anúncio ali. Isso é um erro de reducionismo . Consiste em confundir o exaus­tivo com o exclusivo. A relação de material do eletricista é exaustiva, pelo menos no sentido em que poderíamos construir uma réplica perfeita. Mas a avaliação do eletri­cista e a avaliação do anunciante sobre ‘tudo que existe ali ' não são mutuamente exclusivas. O anúncio não é algo a ser acrescentado numa falha da relação do eletri­cista. E algo que encontramos quando começamos tudo de novo descrevendo o que existe ali em outra linguagem complementar ”

Skinner. Do livro Contingências de reforço

Psicofarmacologia (Skinner)

Uma droga muda o comportamento de um organismo de uma maneira tal que ele se comporta diferente­mente. Poderíamos ter feito a mesma mudança manipulando variáveis ambientais padrão, mas agora a droga permite que evitemos tal manipulação. Outras drogas podem produzir efeitos inteiramente novos. Elas são usadas como variáveis ambien­tais.

Skinner. Do livro Contingências de reforço


Possessão (Skinner)

"A possessão é uma teoria útil quando o espírito residente pode ser culpado por um comportamento que em outro caso seria castigado. Casanova contou o caso de uma jovem que praguejava enquanto possuída, em parte para atrair a atenção de um jovem exorcista atraente mas também em parte para poder agir como bem entendia, culpando o demônio dentro dela pelo comportamento. Dizia-se que agentes causais também entravam em coisas inanimadas; mas para as ciências físicas foi fácil eliminar tal possessão assim que encontraram explicações melhores."

Skinner. Do livro Contingências de reforço (1969)


terça-feira, 7 de maio de 2019

Psiquiatria Crítica, Psicologia Crítica e Behaviorismo de B. F. Skinner



[Minha inspiração inicial para o blogue foi essa afinidade epistemológica]

A psiquiatria crítica sugere que o modelo médico atualmente dominante na psiquiatria exagera os 
distúrbios internos e subestima os estressores ambientais como fatores causais importantes no 
sofrimento psíquico. A psicologia crítica sugere que quando os indivíduos experimentam problemas 
em uma cultura, a psicologia enfatiza a mudança individual, e não cultural. Este artigo fornece
uma breve visão geral da psiquiatria crítica e da psicologia crítica e descreve como ambos
os movimentos compartilham importantes semelhanças epistemológicas com os escritos de
B. F. Skinner, o fundador do behaviorismo radical.

segunda-feira, 6 de maio de 2019

Compensar sonolência

[É necessário compensar os efeitos negativos das drogas psicoativas]

https://pt.wikihow.com/N%C3%A3o-Se-Sentir-Sonolento

Como Não Se Sentir Sonolento

Ter sono é um transtorno que afeta muitas pessoas independentemente das circunstâncias. Letargia crônica ou a incapacidade de foco pode fazer com que as atividades diárias sejam uma perda de tempo e difíceis de desfrutar. Ao invés de sofrer com essa sensação de indisposição durante o dia, faça algo para melhorar a sua clareza mental e concentração.

domingo, 5 de maio de 2019

Incapacitar [ironia]

Incapacitar é um "mal necessário".

Limitações conceito de disciplina

Se a sociedade ou cultura tem aspectos monstruosos (patogênicos) (Ver coleção primeiros passos sobre contracultura) e os disciplinadores tem limitações e interesses então o conceito de disciplina em Foucault acaba sendo demasiadamente conservador. O indisciplinado avaliado como doente é produto da cultura monstruosa e limitações dos disciplinadores.

sexta-feira, 3 de maio de 2019

Principais Funções da Dopamina

https://www.todamateria.com.br/dopamina/

[A redução da dopamina produzida pela droga psicoativa neuroléptico prejudica essas funções abaixo.]

Principais Funções

As principais funções da dopamina no nosso corpo são:
  • Melhora a memória, humor, cognição e a atenção
  • Estimula as sensações de bem estar e prazer
  • Controla apetite, sono, funções mentais e motoras
  • Combate ansiedade e depressão
  • Relacionada com a capacidade de superação de desafios (motivação)

Compensação funcional em Sistemas Transmissores

O dogma que tecido nervoso central, diferentemente de nervos periféricos, uma vez danificado não poderia regenerar é geralmente aceito. No entanto, alguns experimentos recentes com vias específicas do transmissor indicam que não é necessariamente verdade. Parece que compensação funcional e até mesmo regeneração anatômica pode ocorrer no SNC e isto, portanto, complica esforços experimentais para correlacionar mudanças em substratos neuroquímicos com comportamento.

Michael S. Gazzaniga (Eds.) - Handbook of Psychobiology-Academic Press Inc (1975).pdf

Efeitos inócuos do dano cerebral

Parece claro que mesmo os mais simples ato comportamental é o resultado de uma multiplicidade de atividades mentais sobrepostas, tal que a destruição ou a deterioração de um domínio pode frequentemente encontrar o organismo se apresentando como se nada tivesse acontecido.

Referência:

Michael S. Gazzaniga (Eds.) - Handbook of Psychobiology-Academic Press Inc (1975).pdf

quarta-feira, 1 de maio de 2019

Patologia cerebral e lacunas explicativas

A atribuição de patologia cerebral serve para suprir uma lacuna do inexplicado. Quanto menos capacidade de explicar algo diferente maior a probabilidade da atribuição de patologia cerebral.

sábado, 27 de abril de 2019

Paranóia (Skinner)

O paranóico é um especialista em extrair regras [descrições] de contingências deficientes [situações pouco claras ou difíceis). (Skinner em Contingências de reforço, 1969)

quinta-feira, 25 de abril de 2019

psicofobia

O preconceito contra o sofrimento psicológico tem origem principalmente na concepção biomédica de organismo inferior (defeituoso). Mas pode ser praticamente erradicado se a pessoa agir de maneira socialmente apropriada ou pelo menos habilidosa. Nem sempre ser valorizado por todos é possível.

sexta-feira, 19 de abril de 2019

Medicina mágica [ironia]

Psiquiatria é uma área mágica. Todo mundo deve confiar e não pode entender do assunto.

A pessoa toma uma droga psicoativa e todos os conflitos familiares somem como mágica.

quarta-feira, 17 de abril de 2019

Saliência de eventos

Na economia comportamental a saliência maior de alguns eventos faz errar a avaliação de riscos e probabilidades.

Se os danos das drogas psicoativas são menos salientes do que uma eventual exaltação momentânea ou episódica de um paciente, as pessoas ficam mais preocupadas com uma exaltação do que danos das drogas psicoativas que podem ser desastrosos também mas parecem seguros por não ocasionarem eventos tão salientes na maioria dos casos.


terça-feira, 16 de abril de 2019

Queixa principal e história de vida (Medicina)

"Kanner nos instruiu, como estudantes de medicina, a nunca prescrever algo para a queixa principal sem conhecer bem o paciente e saber com segurança o que na verdade o perturba. O médico devotado à arte de curar não podia nem devia focar sua atenção exclusivamente na queixa principal, nem mesmo num órgão doente. Para que fôssemos capazes de ajudar os doentes, era necessário expor os aspectos da vida que mais estresse produzissem. Lamentavelmente, alguns médicos tratam da queixa principal. Mas concluiu o professor, esse método não é aconselhável.

Ouvi frequentemente pacientes que descrevem um mal-estar que produz dor, mas, depois de levantar minuciosamente toda a sua história médica, descobria um difícil problema social ou familiar que nada tinha a ver com sua queixa principal. "Doutor, na verdade, não vale a pena incomodar-se com isso." Muitas vezes encontrei-me a braços com problemas domésticos, de trabalho, questões psicológicas, assuntos de família e até problemas globais. Os problemas mais críticos são invariavelmente os de relações familiares conturbadas. Uma vez identificado o problema, é comum que o medicamento eficaz conste de palavras, em vez de drogas. Estou persuadido de que a maioria das receitas, cuja finalidade é aliviar queixas principais, é em grande parte irrelevante. Talvez seja por isso que tantos preparados receitados se demonstram inócuos, o que, sem dúvida, é fator de peso na elevação dos custos. O indivíduo com problema não resolvido continua buscando a solução e sai à cata de formulações. Além disso, muitos remédios prescritos para queixas principais podem causar efeitos colaterais nocivos. Desesperados, os pacientes acedem em submeter-se a procedimentos invasivos.

Em geral os médicos se concentram na queixa principal porque as escolas de medicina não lhes ensinam a arte de ouvir. Embora se dê ênfase à história médica, na verdade nem ensinam sua obtenção nem sua compilação. Entre os médicos circula um cínico aforismo: "Se tudo o mais falhar, fale com o paciente". Outro fator que concorre para essa situação é que a investigação que vai além da queixa principal leva tempo, e tempo é dinheiro. Acresce também que a história médica proporciona dados um tanto vagos, ao passo que os médicos querem fatos comprovados. Todavia, a tendência de recorrer à tecnologia não é fruto exclusivo da fome de certeza. A meu ver, o outro fator é ser a tecnologia encarada como legítimo substituto do tempo. 

Limitar a obtenção da história médica à queixa principal amiúde inicia um vão processo de pesquisa de tópicos irrelevantes que, na melhor das hipóteses, são apenas tangenciais em relação ao problema maior."

Dr. Bernard Lown - A arte perdida de curar. 
A queixa principal (p.30-32.)

Comentário: Enquanto a medicina física bem praticada considera o contexto da história de vida, os psiquiatras biológicos a desconsideram para imitar a medicina física e se legitimar como ciência. A psiquiatria biológica está imitando medicina ruim.

sexta-feira, 12 de abril de 2019

Igual e diferente (ironia)

É tudo muito simples:
Igual é saudável (mesmo que seja limitado é mais fácil de entender)
Diferente é doentio (porque é mais difícil de entender e a maioria é sempre melhor)

Neurolépticos e produtividade

Fato: Ficar sedado de neurolépticos atrapalha a disposição para se esforçar e ser produtivo. [O fato não precisa nem de explicação posterior]

Suposição: Há um transtorno, que a natureza é um desequilíbrio químico, que é corrigido por drogas psicoativas e isso torna as pessoas mais produtivas do que seriam devido ao transtorno. Os efeitos dos neurolépticos são confundidos com efeitos do transtorno. [Nota-se que há diversas suposições ou hipóteses prévias como fundamento].

[O fato contradiz as suposições. Isso é refutação. Se as pessoas diagnosticadas e que tomam neuroléptico não se tornarem produtivas a última consequência retroage sobre as afirmações anteriores. Mas os psiquiatras biológicos protegem seu modelo afirmando que quem se torna produtivo sem neurolépticos era saudável ou atribuindo a dificuldade de ser produtivo ao transtorno]

Modus tollens (negação do consequente ou prova indireta pela consequência)

Se P, então Q.
Q é falso.
Logo, P é falso.

segunda-feira, 8 de abril de 2019

Testes psicológicos (Skinner)


"As entidades internas, das quais se diz ser o comportamento sinal ou sintoma, incluem os traços, habilidades, atitudes, faculdades, e assim por diante, para os quais foram planejadas várias técnicas de mensuração psicológica. Mas mesmo as técnicas estatísticas mais impecáveis e as definições mais cuidadosamente operacionais não mudarão o fato de que os “testes” dos quais se obtêm os dados são espaços experimentais muito frouxamente controlados e que os “escores” tomados como medidas têm algo das características arbitrárias acima mencionadas.

As variáveis controláveis também estão ausentes quando prevemos o comportamento a partir de outro comportamento. Os testes usados em medições mentais evocam amostras de comportamento das quais se podem prever características de comportamento semelhante, geralmente em escala maior — mas só porque a amostra e o comportamento previsto são funções das mesmas variáveis, usualmente não identificadas. Os traços ou fatores extraídos de muitos resultados de testes parecem ter o status de variáveis independentes, mas não podem ser manipulados como tais."

Do livro Contingências do reforço. Skinner.

Dose baixa e desmame

Segundo a lógica de um psiquiatra real, 2mg de risperidona é suficiente para com certeza ficar sem medicação posteriormente.
O invega sustenna é risperidona pré-processado para o músculo.
Então a injeção invega sustenna de 50mg, equivalente a 1,6mg por dia (dose mensal dividido por 30 dias), seria um teste no meio termo entre tirar tudo e tomar 100mg.

Isto é, se for possível ficar estável com a injeção de 50mg é sinal de que é possível ficar sem com certeza.

Mas com 75mg também seria possível pois é equivalente a 2,5mg. A diferença entre 2mg e 2,5mg é pouco significativa.

O risco é baixo pois caso não dê certo é só aumentar a dose.

Habilidades e situações hostis

É preciso muita habilidade para lidar com situações hostis e defeitos dos outros. 

Eu amo meu diagnóstico

https://translate.google.com/translate?sl=auto&tl=pt&u=https%3A%2F%2Fwww.madinamerica.com%2F2019%2F04%2Fbenefits-mental-illness%2F

https://www.madinamerica.com/2019/04/benefits-mental-illness/

Ao indagar mais, aprendi que ele estava extremamente satisfeito ao descobrir que há agora uma explicação para o senso de disfunção pessoal (suas palavras) que ele diz ter vivido toda a sua vida. Ele usava seu novo diagnóstico como um distintivo brilhante - como se tivesse acabado de se juntar a um clube exclusivo e de elite.

Tudo o que eu digo é impulsionado por uma posição profunda para os mentalmente diagnosticados. Estou defendendo a possibilidade de um nível profundo de empoderamento e uma vida plena e rica para aqueles que foram diagnosticados como doentes mentais.

Ao declarar alguém mentalmente doente, o clínico cria instantaneamente um novo paciente. Isso pode resultar em um arranjo de longo prazo, e para o clínico, uma fonte de gratificação pessoal e renda. O clínico se sente bem em “ajudar” uma pessoa doente e é pago por ela também.
Este conflito de interesse inerente de forma alguma sugere que a indústria da saúde mental é simplesmente auto-serviço ou carente de cuidados e preocupações genuínas para os pacientes. No entanto, isso implica que uma redefinição de doença mental ameaçaria o núcleo da indústria. Isso é praticamente inegável.
Há pouco ou nenhum incentivo para discutir ou mesmo examinar a possibilidade de redefinir a doença mental. Como um psiquiatra generosamente pago, por exemplo, por que eu iria querer ameaçar meu sustento? Talvez uma pergunta melhor seja: por que abandonei meu sustento? Porque a verdade é que eu fiz.
Além dos “benefícios” para o paciente e para o clínico, há outra parte (partes, na verdade) envolvida na equação que torna a reavaliação da doença mental aparentemente impossível. Especificamente, os fornecedores das substâncias comercializadas para tratar os sintomas.
As empresas farmacêuticas não apenas investem profundamente no modelo atual (o que chamo de diagnosticar-drogar-desconsiderar), mas há algo inerente à própria medicação que parece validar a narrativa da doença mental. Especificamente, é minha opinião polêmica que os tratamentos de primeira linha usados ​​atualmente para os doentes mentais, ou seja, medicamentos psicotrópicos, podem realmente perpetuar de forma confiável ou mesmo causar os sintomas que eles são comercializados para tratar .

Aqui estão algumas áreas em que eu vi aqueles carregando um diagnóstico de doença mental como uma vantagem, e proporcionando uma sensação de alívio:
  1. Nas áreas da vida para as quais sua doença os afeta, os pacientes podem ser menos responsáveis. Se eles se apresentam como ineficazes, improdutivos, mesquinhos, cansados, irritados, desesperados ou desesperados, eles não precisam mais assumir inteira responsabilidade por suas ações. Certamente, não são todos "eles" - sua doença mental pode suportar algumas, senão todas, as responsabilidades por seu comportamento.
  1. Os pacientes com doenças mentais não precisam se enfrentar de maneira tão direta quando fracassam nos relacionamentos - no trabalho ou em casa - como resultado de como agiram ou do que disseram. Mais uma vez, dada a sua doença mental, certamente outros devem fornecer alguma graça adicional ou margem de manobra para que desempenhem menos que o ideal nessas áreas críticas da vida.
  1. Os pacientes não precisam mais se submeter ao negócio emocionalmente arriscado de avaliar e alterar suas vidas em áreas onde se sentem fracos ou deficientes. Podem, em vez disso, recorrer à sua doença como sendo causativa, ou pelo menos contribuindo de forma apreciável para as suas falhas. (E certamente ninguém se atreveria a desafiar essa noção. Afinal, eles estão "doentes".)
  1. Os pacientes têm a oportunidade de permanecer chateados, deprimidos, ansiosos e / ou ineficazes como base. Não há necessidade de considerar alternativas. Novamente, uma vez clinicamente diagnosticado, há um limite para o que os outros podem razoavelmente esperar.

domingo, 7 de abril de 2019

Acaso tirano (Skinner)


"Recusar-se a fazer qualquer uma dessas tarefas equivale a deixar ao acaso as mudanças em nossa cultura, e o acaso é o verdadeiro tirano a se temer. Os arranjos adventícios das variáveis tanto genéticas quanto ambientais levaram o homem à sua atual posição, e são responsáveis tanto por seus erros quanto por suas virtudes. O próprio mau uso do controle pessoal, ao qual objetamos tão violentamente, é o produto de acidentes que tomaram os fracos dominados pelos fortes, os tolos pelos espertos, os bem-intencionados pelos egoístas. Podemos chegar a um resultado melhor do que esse.
Ao aceitarmos o fato de que o comportamento humano é controlado — por coisas, se não pelos homens — demos um grande passo adiante, pois pudemos então parar de evitar o controle e começar a buscar formas mais efetivas."

Skinner. Contingências do reforço.

Autocontrole gigantesco (Skinner)


"A noção de mérito pessoal é incompatível com a hipótese de que o comportamento humano seja totalmente determinado pelas forças genéticas e ambientais. Por vezes diz-se que tal hipótese implica o fato de o homem ser uma vítima desamparada, mas não devemos desdenhar a extensão na qual ele controla as coisas que o controlam. Ele está engajado num gigantesco exercício de autocontrole, por meio do qual chegou a realizar cada vez mais do seu potencial genético."

Skinner. Contingências do reforço.

Gostar de contribuir para sociedade (Skinner)


"As contingências de reforço que maximizam os ganhos líquidos precisam ser muito mais eficientes. Pode-se usar os reforços condicionados para preencher o intervalo entre o comportamento e suas conseqüências mais remotas, e pode-se arranjar reforços suplementares até que os reforços remotos possam ser postos em ação. Um aspecto importante é que contingências eficientes precisam ser programadas — isto é, são eficientes só quando a pessoa passou por uma série de contingências intermediárias. Os que alcançam as contingências terminais serão produtivos, criativos e felizes — em uma palavra, eficientes ao máximo. O forasteiro confrontado pela primeira vez com as contingências terminais poderá não gostar delas e nem ser capaz de se imaginar gostando delas.

O homem que insiste em julgar uma cultura em termos de gostar ou não gostar
dela é o verdadeiro imoralista. Do mesmo modo por que se recusa a seguir as regras planejadas para maximizar seu próprio ganho líquido por estarem elas em conflito com sua gratificação imediata, assim também rejeita as contingências que fortalecem o grupo porque estão em conflito com seus “direitos de indivíduo”. Coloca-se a si próprio como padrão da natureza humana, sugerindo ou supondo que a cultura que o produziu é a única cultura boa ou natural. Quer o mundo que ele quer e se recusa a perguntar-se por que quer que seja assim. É tão completamente produto de sua própria cultura que teme a influência de qualquer outra. É como a criança que diz: ‘ ‘Fico contente de não gostar de brócolis, porque se eu gostasse, teria de comer bastante brócolis, e detesto brócolis’’.

Skinner. Contingências do reforço.

ermitãos, vagabundos ou hippies (skinner)


"A boa vida que Huxley retratou (com desprezo, naturalmente) era sentida como boa. Não foi acidental ter incluído uma forma de arte chamada feelies (to feel = sentir) e drogas que produziam ou mudavam os sentimentos.

As boas coisas da vida têm, entretanto, outros efeitos. Um deles é a satisfação das necessidades, no sentido simples de alívio do desconforto. Algumas vezes comemos para escapar das cãibras de fome e tomamos comprimidos para aliviar a dor, e por compaixão alimentamos os famintos e curamos os doentes. Para tais propósitos planejamos uma cultura que dê a cada qual “ de acordo com suas necessidades”. Mas a satisfação é um objetivo limitado; não ficamos necessariamente felizes por termos tudo quanto queremos. A palavra sated (saciado) tem relação com a palavra sad (triste). A simples abundância, quer numa sociedade afluente, quer num clima benévolo, quer num Estado paternalista, não é o suficiente. Quando as pessoas recebem de acordo com as suas necessidades independentemente do que fizerem, permanecem inativas. A vida abundante é uma terra de montanha-de-doce ou o País de Cocanha. É a Schlaraffenland a terra dos preguiçosos — de Hans Sachs, e o ócio é o único objetivo dos que estiveram compulsivamente ou ansiosamente ocupados.
O céu é comumente descrito pela lista das coisas boas que nele se encontram, mas ninguém ainda planejou um céu de fato interessante, seguindo esse princípio. O importante quanto às coisas boas da vida é o que as pessoas estão fazendo quando as obtêm.

As contingências de seguir as regras são freqüentemente mal planejadas e os membros da cultura dificilmente levam em conta as conseqüências líquidas. Ao contrário, resistem a essa espécie de controle. Recusam-se a fazer o que se lhes pede e abandonam a cultura — como ermitãos, vagabundos ou hippies — ou permanecem nela contestando seus princípios."

Skinner. Contingências do reforço.

Tranquilizantes (Skinner)

"Parafraseando La Rochefoucauld, podemos dizer que não atribuímos mérito a um homem tranqüilo se suas inclinações agressivas tiverem sido suprimidas por um tranqüilizante. Uma dificuldade prática no momento é que medidas desse tipo não são específicas e provavelmente debilitam os efeitos reforçadores desejáveis. "

Skinner. Contingências do reforço.

Prazeres e preguiça (Skinner)


5) si.ba.rí.ti.co

adjetivo.

que é dado à indolência, ao luxo e aos prazeres físicos
"Não é difícil promover a solução sibarítica. Os homens aderem prontamente a um estilo de vida em que os reforços primários são abundantes, simplesmente porque aderir é uma forma de comportamento suscetível de reforço. Em tal mundo podemos mais efetivamente perseguir a felicidade (ou, para usar uma expressão menos frívola, realizar a nossa natureza), e essa busca é facilmente racionalizada: “Nada é suficientemente bom para o homem senão a melhor, a mais rica e a mais plena experiência possível” . Dessa forma, porém, a busca da felicidade é ou perigosamente irresponsável ou deliberadamente não-produtiva e desperdiçada. A saciação pode liberar o homem para o comportamento produtivo, mas numa condição relativamente improdutiva."

Skinner. Contingências do reforço.

terça-feira, 2 de abril de 2019

ambiente perturbador

Comportamentos perturbados são causados por contingências de reforçamento perturbadoras, não por sentimentos ou estados da mente perturbadores, e nós podemos corrigir a perturbação corrigindo as contingências.
Skinner. No artigo O lado operante da teoria comportamental

domingo, 31 de março de 2019

Conformismo e pensamento normal

Uma parte importante do pensamento normal é usar a aceitação social como único critério para validação de pensamentos. Isto é, sem nenhuma noção da necessidade de uso autônomo do entendimento.

Em outras palavras, a pessoa normal pouco pensa, apenas se ajusta e se conforma.

sábado, 30 de março de 2019

Tradições culturais

Uma das razões de alguém ser considerado doente pode ser o não seguimento de tradições culturais naturalizadas na sociedade. O que nossa sociedade considera doentio por ter sido comum e normalizado em outros períodos históricos ou outras culturas exóticas. 

A sede diagnóstica dos campos psi se origina do interesse em moldar, formatar e normalizar membros de nossa cultura. Não é um diagnóstico psiquiátrico conceitual (e não biológico) que pode distinguir o que é patologia biológica/disfunção e o que é estranhamento cultural com um membro "mal preparado" para viver em nossa sociedade.

Como alguém considerado doente mental pela cultura pode ser produtivo, incluído socialmente e valorizado se foi mal preparado para participar da cultura e a psiquiatria biológica apenas piora a situação (da preparação cultural necessária) ao considerar essa pessoa incapaz e defeituosa como característica permanente e interna?

Observação: quem é diferente do esperado precisa de preparação cultural adicional e compensatória. Portanto, talvez a preparação cultural ruim seja das pessoas rotuladas "normais".

Incentivos perniciosos

Se há problemas é possível ou provável que estejam ocorrendo incentivos perniciosos a pessoas da família ou o próprio "paciente". Por exemplo, se um "paciente" reclama de algumas situações que considera injustas a avaliação é que a saúde dele (ou do organismo dele) piorou. O ambiente injusto, hostil ou com incentivos perniciosos não é considerado. 

As outras áreas da medicina não culpam o organismo por ter adoecido (a causa é externa como um vírus ou bactéria). Na psiquiatria biológica, o organismo que é frágil. O que é uma lógica meio estranha mesmo dentro da lógica médica.

quarta-feira, 27 de março de 2019

Largar drogas psicoativas e descontrole

A atitude de fugir ao controle do esperado socialmente acontece antecipadamente ao suposto efeito negativo de largar as drogas psicoativas/medicamentos. Largar drogas psicoativas por si só não leva ao "descontrole". O máximo que o medicamento faz é deixar mais passivo.

terça-feira, 26 de março de 2019

Psiquiatria cosmética

Psiquiatria cosmética é, por exemplo, tomar antidepressivos para ficar melhor do que bem. Segundo Roberto Banaco os psiquiatras diziam que os clientes estavam melhor do que bem mas os clientes diziam que não estavam satisfeitos com o tratamento. Um dos critérios de qualidade de um tratamento é satisfação do cliente.

Referência: Episódio 2 no canal do youtube da RedeTAC

segunda-feira, 25 de março de 2019

Doenças do século 21 Netflix

A série doenças do século 21 na netflix parece ser toda voltada a doenças de natureza cultural criadas a partir das terapias alternativas.
Síndrome de munchausen autoinflingida.
Não necessariamente está excluída alguma causa biológica mas o principal parece ser contingências de reforçamento.

sexta-feira, 22 de março de 2019

Poder e mudanças sociais

Skinner afirmou em um texto que as pessoas sem poder são as melhores para efetuar mudanças sociais. E dá para ver mesmo a estereotipia dos discursos das pessoas com poder e que podem se sentir ameaçadas com mudanças sociais.

segunda-feira, 18 de março de 2019

Áreas de conhecimento indiretas

É possível que áreas de conhecimento formulem conceitos ou leituras de maneira indireta para fatos que em em outras áreas são explicadas de maneira direta. 

A psiquiatria biológica por exemplo faz leituras em englobam vastos conjuntos de variáveis de outras áreas.

A psicologia lida com o resultado das variáveis de outras áreas de conhecimento. Por isso, pode fazer leituras indiretas ou a importação de áreas de conhecimento sem consideração de controvérsias entre áreas. A importação de áreas pela psicologia é feita de maneira ingênua e acrítica.

Jornalistas e a psiquiatria biológica

Jornalistas quase sempre chamam psiquiatras biológicos para entrevistas. O que está implícito nessa exposição midiática é o discurso de que a psiquiatria biológica é uma área de conhecimento de qualidade excepcional (o que não é verdade). Os psiquiatras biológicos também são os mais taxativos e que forjam certezas e resultados conclusivos (o que os jornalistas gostam).

A explicação para a exposição midiática da psiquiatria biológica é que nela está a maior parte do dinheiro. A exposição midiática faz parte do esforço de inculcar o raciocínio psiquiátrico em toda a sociedade.

Crime e Civilização

Psiquiatras na Band sem noção nenhuma de processo civilizatório, antropologia e história. Antigamente (a séculos atrás) as sociedades eram bárbaras. Assim como sociedades com conceitos diferentes usam a violência que nossa sociedade consideraria arbitrária. Nem por isso se atribuía defeitos biológicos. O fracasso em civilizar os novos membros das sociedades passa em branco. Medicar não civiliza ninguém.

A diferença entre uso legítimo e uso arbitrário da violência é meramente cultural. O uso da violência não é algo alheio à natureza humana. Existe o gosto por destruir inimigos. Se impõe uma leitura biológica das culturas minoritárias como sinal de defeito biológico. Como se não pudessem existir diferenças e culturas minoritárias ou como se pensa que isso nem existe nem se pode lidar com isso. Uma prática social por mais diferente ou aparentemente arbitrária que seja ainda é uma prática social.

terça-feira, 12 de março de 2019

The Minds of Men (Grátis)

The Minds of Men | Official Documentary by Aaron & Melissa Dykes


Documentário Grátis - Projeto MKultra - segredos da CIA

Experimentos antiéticos.

Legenda automática youtube

segunda-feira, 11 de março de 2019

O orgulho médico e o google


GENTE, LEIAM O TEXTO, TÁ?
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Do @DrJoseNeto, no Instagram:
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"Reflexão do dia
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Recebi essa foto há alguns dias em um grupo de WhatsApp e isso acabou me gerando uma reflexão.
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Vai me dizer que você não usa o Google quando tem algum problema?
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Parece que muitos profissionais de saúde ainda não perceberam que um diploma não é o suficiente em termos de formação e nem a falta dele impede que muitos leigos, com toda a facilidade para informação, consigam obtê-las das mais variadas fontes e trazê-las para a mesa do debate.
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Descer do altar e assumir o papel de tutores, e não de Deuses do Olimpo, é indispensável para uma boa prática clínica temperada pelos princípios da decisão compartilhada.
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Alguns parecem se sentir ameaçados e desrespeitados com esse tipo de postura questionadora dos pacientes e acabam assumindo uma postura defensiva com lastro em autoridade e medo.
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Cara pálida, é a vida DELE ou de um ente querido que está em jogo! Tire essa máscara da soberba. Respeito é conquistado e não exigido.
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#drjoseneto #reflexaododia #saude #saudebaseadaemevidencias #SBE#medicinabaseadaemevidências #MBE #decisãocompartilhada"
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Publicação Original: https://www.instagram.com/p/BuuDaNYhLtM/
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Um comentário que merece atenção:
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"felipe_tuono
@drjoseneto o profissional tem q ser muito ruim pra ter medo do Google..."

sábado, 9 de março de 2019

quinta-feira, 7 de março de 2019

Antidepressivo em spray e dependência

https://videos.bol.uol.com.br/video/antidepressivo-em-spray-tem-alto-risco-de-dependencia-04024C9A3460C8B16326

Antidepressivo em spray tem alto risco de dependência

Spray antidepressivo

É a mágica biomédica que as pessoas sonham. Como por exemplo emagrecer e manter o peso comendo bastante. Um produto cobiçado.

Já usado como droga ilegal e com alto risco de dependência.

Vai ser usado para mascarar a ineficácia dos antidepressivos baseados em serotonina (quadros depressivos resistentes a tratamento).

Existem boas razões para a pessoa estar sofrendo. Como perda de saúde e uma vida ruim.

Basta um barato do anestésico sem precisar melhorar de saúde.

Será que vão dizer agora que a depressão está relacionada com alteração no glutamato assim como dizem que era alteração da serotonina?

Isso é um barato artificial. Pelo menos que assumam que medicamentos psiquiátricos são drogas psicoativas e não ajuste do desequilíbrio químico.

É mesma coisa que dizer que depressão é falta de cocaína ou de maconha.

OVNIs e contrainteligência

A inteligência dos Estados Unidos (CIA?) pagou pessoas que acreditam em extraterrestres para disseminar a crença de que os Estados Unidos escondiam informações sobre objetos voadores não identificados (OVNIs) num esforço de dispersão da população sobre questões reais.

Está no documantário Hypernormalization da BBC.

Psicologia eletrônica


ELIZA foi o primeiro software para simulação de diálogos, os chamados "robôs de conversação".

A principal implementação do programa mostra a simulação da conversa entre um paciente e seu psicólogo, na qual o usuário é o paciente e o software o psicólogo! Na época, até mesmo alguns acadêmicos acreditaram que o sistema poderia influenciar positivamente a vida de pessoas que sofrem com problemas psicológicos, sendo capaz de complementar o tratamento dos pacientes.

O programa imitava a conversação do Humanismo de Carl Rogers.

quarta-feira, 6 de março de 2019

Doença grave

Quando coquetéis de drogas psicoativas não funcionam para resolver a vida de um paciente os psiquiatras dizem à família que essa pessoa tem um "quadro" grave ou gravíssimo. Responsabilizando o paciente pela ineficácia da psiquiatria biológica.

A família não imagina devido ao prestígio geral da medicina que talvez um dos problema seja a psiquiatria biológica ou que pelo menos ela não resolve a vida da família.

segunda-feira, 4 de março de 2019

Economia e sociologia

Gary Stanley Becker

Becker foi um economista pioneiro ao aventurar-se em áreas consideradas restritas aos sociólogos, como discriminação racialcrime, organização familiar e drogas (ver Freakonomics). Argumentou que muitos dos diferentes tipos de comportamento humano estão centrados na maximização de utilidades. Becker é também creditado pelo "rotten kid theorem".

https://pt.wikipedia.org/wiki/Gary_Stanley_Becker


Economia Mainstream
TOP 20 - Maiores economistas de todos os tempos
13º lugar: Gary Becker (1930-2014)
A partir dos anos 60, a economia passou a englobar em seus estudos tópicos até então tratados somente por outras ciências sociais, como o casamento, a criminalidade, a discriminação e o vício. Esse movimento ficou conhecido como o “imperialismo da economia”. Gary Stanley Becker foi certamente o principal responsável por essa onda imperialista.
Becker começou sua empreitada economicista em tópicos até então alheios à economia já na sua tese de doutorado em Chicago, em 1955, chamada “The Economics of Discrimination”, onde ele estudou a discriminação. Becker demonstrou que a discriminação é custosa ao empresário discriminador, pois ele abre mão de pagar um salário menor ao indivíduo discriminado que poderia fazer um trabalho tão produtivo quanto o indivíduo contratado. No longo prazo e em uma economia competitiva, os empresários discriminadores tendem a ser expulsos do mercado. De fato, Becker mostrou que a discriminação é mais concentrada em indústrias mais reguladas, e portanto menos pressionadas pela competição.
No campo da criminologia, Becker fez um groundbreaking trabalho em seu paper “Crime and Punishment: An economic approach”, de 1968. Ao invés de considerar a atividade criminal como um comportamento irracional associado ao status psicológico e social específico de um infrator, a criminalidade é analisada como um comportamento racional sob incerteza. Partindo de uma abordagem econômica, Becker evidenciou que a decisão de se cometer um crime é uma função dos custos e benefícios do crime. A partir dessa suposição, ele concluiu que a maneira de se reduzir o crime é aumentando a probabilidade de punição ou tornando a punição mais severa.

Becker estudou também a família a partir do ponto de vista econômico, tendo lançado em 1981 um tour-de-force chamado “A Treatise on the Family”. Becker mostrou que a decisão de casar, se divorciar, ter filhos e educá-los, entre outros comportamentos definidores de uma família, pode ser estudada do ponto de vista econômico: tais decisões podem ser tratadas como decisões racionais que são tomadas medindo-se o custo-benefício das mesmas. Por exemplo, à medida que as mulheres entraram na força de trabalho, o custo de oportunidade de se criar um filho aumentou, diminuindo assim a taxa de natalidade.

Filme sobre linchamento

THE HERE AFTER

SINOPSE E DETALHE

Após cumprir pena na prisão, John volta para a casa do pai na esperança de recomeçar sua vida. Porém, a comunidade onde ele mora não esquece, nem perdoa, o que crime que ele cometeu. Com uma atmosfera desagradável rondando o ambiente, John se sente abandonado sem os amigos e as pessoas que ama, o que faz ele sentir impulsos agressivos. Sem conseguir esquecer o passado, ele decide confrontá-lo.

Classificação indicativa a definir por http://www.culturadigital.br/classind


sábado, 2 de março de 2019

Quem são os pais

The Shaggs - Who Are Parents?

https://www.youtube.com/watch?v=4cs1BIlglzI

Quem são os pais?

Algumas crianças fazem o que quiserem
Eles não sabem o que a vida realmente significa
Eles não ouvir o que os que realmente se preocupam têm a dizer
Eles só ir e fazer as coisas à sua própria maneira

Quem são os pais?
Os pais são os únicos que realmente se importam
Quem são os pais?
Os pais são os únicos que estão sempre lá

Algumas crianças pensam que seus pais são cruéis
Só porque eles querem obedecer a certas regras Eles
começar a resistir daqueles que realmente se importam
Se distanciando entre os que serão sempre lá

Quem são os pais?
Os pais são os únicos que realmente se importam
Quem são os pais?
Os pais são os únicos que estão sempre lá

Os pais entendem, os pais se preocupam
Nós deve lembrar-se
Os pais são os únicos que vão sempre entendem
Os pais são os únicos que realmente se importam

Os pais entendem, os pais se preocupam
Nós deve lembrar-se
Os pais são os únicos que vão sempre entendem
Os pais são os únicos que realmente se importam

Quem são os pais?
Os pais são os únicos que realmente se importam
Quem são os pais?
Os pais são os únicos que estão sempre lá

(repete refrão duas vezes)

Conforto e reclamação Skinner

Parafraseando Skinner: A vida está tão confortável que a única coisa que as pessoas reclamam é da reclamação em si.


Loucura e expectativas sociais

Definindo loucura como não fazer o esperado... As exigências do esperado podem variar muito de família para família ou de ambiente para ambiente. Alguns cuidadores são muito mais exigentes. Outros são muitos mais tolerantes com a diferença e pluralismo.

A diferença entre um "doente mental" medicado e uma pessoa "normal" pode ser apenas uma família tolerante com a diferença. As consequências de ser diagnosticado podem levar ao caos familiar pelas atitudes sociais produzidas pela psiquiatria biológica.

A questão de fazer o esperado se torna 10 vezes mais difícil para a pessoa a ser diagnosticada quando há injustiça ou deficiência de repertório da família ou do ambiente social. Medicar só aumenta a revolta do paciente.